Juliet, Naked – Juliet, Nua e Crua


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Geralmente a gente leva aquela vidinha mais ou menos. E nos acostumamos com esse “mais ou menos”. Mas o que nos desagrada na nossa vidinha “assim, assim” nos tira a paz. Isso pode durar muito tempo. A vida inteira, muitas vezes. Ou pode chegar um dia em que um fato inesperado nos faz querer mudar. Juliet, Naked segue a onda da obra do escritor Nick Hornby na sua busca da relação das pessoas com a música e vice-versa mas avança alguns passos em direção à maturidade. Um filme com doses certas de humor, romance, drama e cinismo. Uma bela pedida.

A HISTÓRIA: Em um vídeo gravado para o seu site, Duncan Thomson (Chris O’Dowd) fala um pouco mais sobre a aura e as “lendas” que envolvem o seu ídolo máximo, o sumido “astro” do rock alternativo Tucker Crowe (Ethan Hawke). Nesse vídeo, feito em casa, Duncan relembra as linhas gerais da trajetória de Tucker e comenta como ele fez uma “obra-prima” em 1993 antes de “desaparecer”. Muitos anos depois, em 2014, teriam feito uma foto dele em uma fazenda, mas ninguém comprovou se a imagem seria do artista. Corta.

Em uma pequena cidade do litoral do Reino Unido, Annie Platt (Rose Byrne) mantém o legado do pai no museu da cidade. Agora, ela está com o desafio de organizar uma mostra que vai lembrar um Verão dos anos 1960 na cidade. Ela passa os dias entre o trabalho no museu, a rotina de um relacionamento morno com Duncan e desempenhando o papel de confidente da irmã mais nova, Katie (Alex Clatworthy).

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu Juliet, Naked): Como manda o meu figurino, eu não sabia praticamente nada sobre Juliet, Naked antes de entrar no cinema e começar a assistir ao filme. Mas, conforme ele foi se desenvolvendo, me pareceu que aquele estilo e aquela assinatura da produção, especialmente do roteiro, me pareciam familiares.

Então não foi surpresa nenhuma, pelo contrário, fez muito sentido, depois, saber que o roteiro de Evgenia Peretz, Jim Taylor e Tamara Jenkins foi escrito tendo uma obra de Nick Hornby como fonte. Juliet, Naked tem o estilo de Hornby do primeiro ao último minuto. Assim, para entender bem este Juliet, Naked, o ideal seria antes visitar (ou revisitar) o filme High Fidelity – que eu assisti antes de criar este blog, por isso esse o texto sobre ele não poderá ser encontrado por aqui.

High Fidelity foi o filme que fez Hornby ser conhecido do grande público. Depois, dá para entender um bocado da “pegada” do autor com a produção About a Boy – que eu assisti também antes de criar o blog. O que estes filmes, baseados em livros de Hornby, têm em comum e que é importante conhecer e/ou entender antes de assistir a Juliet, Naked? Nas duas produções que “lançaram” Hornby para o grande público nós temos protagonistas em busca de sua própria maturidade.

Já foi comprovado, cientificamente, que os homens amadurecem, em geral, mais tarde que as mulheres. Esse amadurecimento mais tardio é sempre confrontado pelas responsabilidades da vida adulta versus os gostos ainda juvenis que muitos homens preservam pelo máximo de tempo possível. Assim, você pode ganhar muita responsabilidade conforme os anos passam, mas nem sempre você consegue lidar bem com toda essa responsabilidade e “cobrança”.

Mais uma vez, em Juliet, Naked, vemos a dois homens relevantes para a história que tem dificuldade de lidar com alguns aspectos mais “adultos” das suas vidas. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Professor, Duncan alimenta uma verdadeira “paixão” pela música de Tucker Crowe. Ele é o típico “fanático” pelo artista, aquele cara que acredita que sabe tudo sobre o seu ídolo e o defende com unhas e dentes – mesmo não sendo muito racional (ou nada racional?) nesta defesa.

Ao mesmo tempo que dedica apenas o tempo necessário para a sua profissão de professor e igualmente apenas a atenção mínima para a namorada que vive com ele, Duncan dedica grande parte da sua paixão para a música de Tucker e para o site que criou sobre o artista. Cheio de razão sobre o que acredita saber sobre Tucker, Duncan fantasia o ídolo e a vida que ele possa ter seguido após ter optado pelo “anonimato”.

Nessa parte, tanto Hornby quanto os roteiristas de Juliet, Naked fazem uma ponderação interessante sobre as nossas paixões e como elas nos cegam. Duncan coloca tanta energia no seu “amor” pelo ídolo que, no dia em que ele o encontra com a ex-namorada na praia, ele é incapaz de identificar o objeto da sua paixão. Depois, no jantar cheio de constrangimento que os três e mais o filho de Tucker tem na casa de Annie, fica evidente o descolamento das impressões de Duncan sobre o ídolo e a realidade.

Nesse sentido, Juliet, Naked se revela um filme muito interessante. Nos faz pensar sobre o quanto o nosso amor, paixão ou admiração mesmo para outra pessoa (ou obra) nos torna cegos ou, no mínimo, míopes para a realidade sobre aquela pessoa (ou obra). De fato isso acontece, e com maior frequência do que gostaríamos de admitir. É preciso racionalizar e usar a nossa inteligência para eliminar a névoa e a vista nublada, para enxergar além da “cortina de fumaça”.

Mas para isso acontecer, é preciso ter contato com a realidade, nua e crua, e querer enxergar. Há quem prefira a vista nublada e a paixão cega, mesmo sabendo o que elas representam. Sempre é uma questão de escolha individual – e intransferível, portanto. Duncan, está claro conforme a produção avança, é um sujeito afeito e apreciador de miopia. Ele se deixa levar pelas emoções – ainda que seja tão ruim em administrá-las na prática. Lhe falta, evidentemente, uma maior maturidade emocional.

Isso é comprovado com o final de Juliet, Naked. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Depois de perder definitivamente a ex-namorada para o ex-ídolo, ele não disfarça a dor de cotovelo que passou a sentir utilizando a internet para “atacar” o novo trabalho de Tucker. Quantas decisões erradas tomamos por que nos sentimos traídos ou decepcionados? Esses sentimentos nunca são bons conselheiros.

Enquanto Duncan procura, mas parece não achar muito a maturidade emocional, temos outra figura em uma busca por maturidade nesta produção: Tucker. Depois de fazer um relativo sucesso como cantor e compositor, ele se afasta da música e da exposição pública e pula de relacionamento em relacionamento, colecionando não apenas ex-mulheres ou ex-parceiras, mas também diversos filhos.

Quando Duncan recebe a primeira gravação do disco de Tucker que ele ama e publica uma crônica a respeito no seu site, a pouco valorizada – e não tão míope – Annie resolve publicar um comentário dando um contraponto para toda aquela “rasgação de seda”. Ao ver um comentário mais ácido, Tucker entra em contato com a usuária que o postou. E assim ele começa a se corresponder com Annie.

Nesse sentido, Juliet, Naked explora muito bem as possibilidades de contato e de interação cheios de significado que a tecnologia da internet nos trouxe. Como é o caso deste blog mesmo, onde tanta gente boa fala sobre cinema e acaba trocando impressões sobre os filmes. Sempre é possível, nestes locais, encontrar pessoas com grande afinidade com a gente – mais até do que algumas pessoas próximas, muitas vezes.

Justamente esse potencial da internet que acaba sendo um elemento determinante para a história de Annie e de Tucker. Para surpresa dela, que não “endeusa” o artista como o namorado, Tucker acaba se revelando um sujeito realmente interessante. E atento, que lhe dá ouvidos e atenção, algo que ela não recebe em casa.

Juliet, Naked também entra, de forma bastante discreta, em outro tema bastante presente nos nossos dias: o que é, afinal, traição? Annie esconde de Duncan que ela está se correspondendo com o ídolo-mor dele. Não apenas trocando e-mails e mensagens, mas confidências – como a declaração de que ela “desperdiçou” os seus últimos 15 anos de vida. Annie não se sente orgulhosa de esconder isso do namorado, mas também não vê como falar a verdade para ele.

Como a vida tem as suas ironias, Duncan “mete a pata” e faz besteira traindo Annie com uma nova colega de colégio, Gina (Denise Gough). O “motivador” dele em relação à ela é porque Gina parece compartilhar da mesma emoção que ele sente ao escutar à primeira gravação do disco de Tucker.

Como acontece com muitos homens imaturos, Duncan “se deixa levar” e tem uma noite de sexo que não significa “nada” com Gina. Mas isso é suficiente para Annie ter a desculpa perfeita para terminar com aquele relacionamento morno e mais ou menos – sobre o qual ela já estava farta há algum tempo.

Depois, o que é um clássico também, Duncan se arrepende e tenta voltar com Annie. Sem sucesso, é claro, porque Annie já está cansada da “vidinha mais ou menos” que vinha levando e resolve correr atrás de algo que lhe faça mais sentido. Ufa! Ainda bem! Tantas mulheres abrem mão de suas próprias vontades, desejos e do que lhes traz mais sentido por causa de comodismo… ainda bem que esse não foi o caso da protagonista de Juliet, Naked.

Assim, de forma bem natural, esse filme nos faz refletir de que a vida está cheia de surpresas e de oportunidades. Por causa de um comentário franco que fez no site do namorado, Annie acabou se aproximando de um ex-ídolo rockeiro sobre o qual ela não tinha nenhuma atração em particular. A vida está cheia destas surpresas e oportunidades. O que fazemos com elas é o que realmente interessa, no final. Quantas vezes você teve uma ótima oportunidade pela frente mas a deixou passar?

Tucker estava “confortável” morando na garagem nos fundos da propriedade da sua última namorada e cuidando do filho Jackson (Azhy Robertson). Depois de errar tanto com suas ex-mulheres/namoradas e de não realmente buscar ser um bom pai, ele quer fazer diferente agora – assim, esse filme mostra um homem com dificuldade para amadurecer realmente procurando por esta mudança na sua vida.

Seus planos iam muito bem, até que Annie apareceu na sua vida. Apesar de estar em uma situação “confortável”, Tucker é quem toma a iniciativa de uma aproximação. Quando eles realmente se aproximam, Annie vê que a vida do novo pretendente é um verdadeiro caos. Ela poderia ter recuado, agradecido a oportunidade e seguido em outra direção. Mas ambos já tinham se modificado, um ao outro, e resolveram não fechar os olhos para isso.

Mudanças maravilhosas podem acontecer com as pessoas – e com as sociedades, enquanto coletivo de pessoas – quando as pessoas estão dispostas para que isso aconteça. Mas é preciso disposição, sem dúvida. É preciso sair da zona de conforto, da “vidinha mais ou menos” e da segurança do que já conhecemos. É preciso se arriscar, sabendo que há chances de dar certo ou de dar errado. E tudo bem.

Pensando no que pode ter atraído tanto Annie em Tucker, acho que foi a grande e incurável honestidade dele. Em nenhum momento Tucker quis disfarçar os seus defeitos ou parecer algo que ele não era. Essa franqueza, tão difícil de encontrar por aí, assim como o olhar cuidadoso e realmente interessado de Tucker, foram “fatais” para Annie. Realmente é como achar uma agulha em um palheiro.

Para uma pessoa que vive um bocado na zona de conforto mas que não está cega para as mudanças e para as possibilidades que a vida sempre nos apresenta, Juliet, Naked é uma brisa de ânimo e de esperança. Um filme sobre a busca da felicidade, de fazer melhor na próxima vez e de maior maturidade. Uma brisa animadora frente a tanto caos e cegueira. Um filme sobre música e o amor baseado em princípios que realmente valem a pena. Um belo filme.

NOTA: 9,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Gosto de produções com muitos diálogos e com bastante conteúdo. Esse é o caso deste Juliet, Naked. Algo bastante típico também do escritor Nick Hornby. O autor, assim como os roteiristas desta produção, exploram muito bem a construção dos personagens. Não apenas nos diálogos deles com outros personagens mas, sobretudo, no diálogo deles “interno”. Vemos isso coloado em Juliet, Naked de forma natural, sem forçar a barra e em momentos pontuais.

O roteiro de Juliet, Naked, vocês podem imaginar, é um dos pontos fortes do filme. Evgenia Peretz, Jim Taylor e Tamara Jenkins respeitam o estilo de Nick Hornby e conseguem construir um roteiro envolvente e que mergulha com cuidado e verdadeira “admiração” nos personagens centrais da história. Há diálogos deliciosos e engraçados espalhados aqui e ali, assim como momentos para o drama e o romance. Uma crônica sobre pessoas comuns e os nossos tempos de comunicação intermediada por computadores e tudo que isso significa de filtros e de possibilidades.

Além do roteiro acima da média, Juliet, Naked apresenta uma direção de Jesse Peretz bastante coerente com a história. O diretor, com muitos trabalhos na direção de curtas e de séries de TV e relativamente poucos trabalhos na direção de longas, valoriza bem o trabalho dos atores e os locais em que eles vivem e/ou transitam. Essencialmente, o trabalho de Peretz não tem nenhum grande “achado” de ângulo ou ritmo de câmera, mas ele faz um trabalho competente de valorização das interpretações dos atores.

Falando em atores, esse é um outro ponto forte de Juliet, Naked. Rose Byrne e Ethan Hawke estão simplesmente incríveis em seus papéis. Especialmente Hawke, que parece se encaixar perfeitamente no papel de um “ex-ídolo” jovem, belo e admirado que acaba se afastando de tudo e de todos e passa a ter quase uma “ojeriza” à fama. Hawke envelheceu e não é mais aquele garoto jovem e belo como antes. Então ele se encaixa perfeitamente no papel. Hawke e Byrne são simpáticos e “iluminam” a tela, além de fazerem uma bela parceria em cena. Gostei muito do trabalho deles e da construção de seus personagens.

Para mim, Hawke e Byrne roubam as cenas sempre que aparecem. Apesar disso, há outros nomes competentes e que fazem um belo trabalho em Juliet, Naked. Vale citar, em especial, o bom trabalho de Chris O’Dowd como Duncan, um cara de meia idade com algumas paixões e com pouca capacidade de desenvolver relações reais; Alex Clatworthy muito bem com a irmã mais nova, lésbica e “pegadora” da protagonista, Katie, um contraponto interessante para Annie; Denise Gough bem em um papel menor e de coadjuvante, realmente, como Gina, a professora que dá em cima do colega Duncan; Azhy Robertson muito bem como Jackson, o filho mais novo de Tucker e a sua esperança de ser “um bom pai”; e Ayoola Smart como Lizzie, uma das filhas de Tucker que procura o pai quando está grávida.

Além destes nomes, que tem um destaque maior na trama, vale citar o trabalho dos coadjuvantes Lily Newmark como Carly, uma das namoradas de Katie; Phil Davis como o caricatural e um bocado “sem noção” prefeito de cidade pequena Terry Barton; Eleanor Matsuura como Cat, a última ex-namorada de Tucker – e dona da propriedade onde ele mora nos fundos da residência; Florence Keith-Roach como Caroline e Megan Dodds como outras ex-mulheres de Tucker – elas são mães, respectivamente, de Lizzi e dos gêmeos Zak (Thomas Gray) e Jesse (Brodie Petrie), todos filhos de Tucker.

Entre os aspectos do filme, além do saboroso e interessante roteiro do trio Peretz, Taylor e Jenkins e da direção firme e coerente de Peretz, vale destacar a direção de fotografia de Remi Adefarasin; a edição de Sabine Hoffman e de Robert Nassau; a trilha sonora de Nathan Larson; o design de produção de Sarah Finlay; a direção de arte de Caroline Barclay; a decoração de set de Ellie Pash e os figurinos de Lindsay Pugh.

Ainda que os filmes mais significativos baseados na obra de Nick Hornby não tenham sido comentados aqui no blog – porque eles são anteriores à criação deste espaço -, tenho publicados no site duas críticas de filmes que contaram com o roteiro de Hornby. Vocês podem conferir por aqui a crítica de An Education e, neste link, a crítica de Brooklyn. Não são os melhores trabalhos dele, mas os dois filmes são interessantes.

Juliet, Naked estreou em janeiro de 2018 no Festival de Cinema de Sundance. Depois, o filme participaria, ainda, dos festivais de Sydney, de Zurique e do American Film Festival. Nessa trajetória de festivais, ele foi indicado em uma categoria mas não ganhou prêmio algum.

Agora, vale citar algumas curiosidades sobre esta produção. A atriz Rose Byrne estava grávida de seis meses quando Juliet, Naked foi filmado. Para esconder essa gravidez, o diretor optou por planos de câmera inteligentes, como takes de médio e grande plano, e pela colocação de bolsas e notebooks na frente da barriga da atriz para que a gravidez não aparecesse na tela.

O escritor Nick Hornby faz uma ponta no filme. Ele aparece ao lado da atriz Rose Byrne na sequência no museu na qual Tucker Crowe canta a música “Waterloo Sunset”.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,1 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 96 textos positivos e 21 negativos para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 82% e uma nota média de 6,9. No site Metacritic, Juliet, Naked recebeu o “metascore” 67, fruto de 20 críticas positivas e 12 medianas.

De acordo com o site Box Office Mojo, Juliet, Naked fez pouco mais de US$ 3,4 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos.

Juliet, Naked é uma produção 100% dos Estados Unidos – por isso o filme passa a figurar na lista de produções que atendem à uma votação feita há algum tempo aqui no blog.

CONCLUSÃO: A energia que nós dedicamos a alguns aspectos da nossa vida nem sempre é proporcional ao quanto aquilo vale a pena realmente. Muitas vezes, não nos dedicamos o quanto deveríamos para a pessoa que está ao nosso lado, gastando aquela energia com nossos gostos pessoais. Juliet, Naked segue a linha de Nick Hornby de falar de encantamento, de paixão, de amor e de música, mas com alguns toques maiores de autocrítica, cinismo e compaixão com seus personagens. Mais um filme interessante e divertido com a marca de Hornby e com ótimos atores em cena. Porque vale falar de música, de amor e da vida de gente comum. Boa pedida para quem gosta do gênero.

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