The Wife – A Esposa


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Qual papel a mulher que é casada desempenha na sociedade? Atualmente, diversificado – se ela tiver terreno para isso e assim desejar. Mas e há algumas décadas? A mulher estava sempre em uma papel secundário, afinal, “Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”, como gostavam de dizer. Mas por que “por trás”? E será que realmente “por trás”? The Wife é um filme muito interessante por tratar deste aspecto, mas não apenas dele. Esta produção bateu forte em mim por abordar com franqueza a questão das aparências. Um marido aparentemente amoroso e atencioso que, depois, vamos ver que não era nada daquilo. Uma boa surpresa nesta temporada.

A HISTÓRIA: Começa em Connecticut em 1992. Joe Castleman (Jonathan Pryce) chega até a cama, onde Joan Castleman (Glenn Close) já está deitada. Ele está inquieto, e Joan pergunta o que ele está fazendo. Ela recomenda que ele não coma doces, como ele está fazendo, porque ele vai acabar não dormindo. Joe diz que se “aquilo não acontecer”, ele não quer ficar em casa recebendo ligações de consolo. Que eles devem ir para um chalé no Maine. Ela olha para cima, aparentemente pedindo paciência para lidar o marido, que está bem agitado. Ele se aproxima dela, mas Joan comenta que não quer sexo e que aquilo estava se desenrolando de forma patética.

Durante a noite, Joe atende uma ligação. Do outro lado da linha, o Sr. Arvid Engdahl, da Fundação Nobel, em Estocolmo, na Suécia. Inicialmente, Joe reage com surpresa, comentando que aquela situação deveria ser uma brincadeira. Sr. Arvid diz que não, mas Joe pede que ele aguarde um pouco porque ele gostaria que a esposa também escutasse, acessando uma outra linha. Em breve, a carreira de escritor de Joe Castleman será reconhecida com um Prêmio Nobel.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a The Wife): O trabalho dos atores é o primeiro aspecto que salta aos olhos nesse filme. O segundo elemento de destaque, sem dúvida, é o roteiro de Jane Anderson, muito bem construído e envolvente. Cada linha é importante e está em seu lugar. Não é um roteiro verborrágico, cheios de frases e de palavras jogadas ao vento. Nem mesmo um destes roteiros que pretende dar uma “reviravolta” no final ou surpreender.

Isso, inclusive, foi uma das críticas sobre este filme. De que ele não era surpreendente. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Comentam isso porque, de fato, quando The Wife começa a apresentar fatos do passado, não é muito difícil presumir que o verdadeiro responsável pelo Nobel de Literatura não era o marido, e sim a esposa. Mas esse fato sendo conhecido em meados do filme não é algo ruim para a produção. Na verdade, desde o início de The Wife, tive a sensação de que algo estava errado naquela história. Eu só não sabia o porquê.

O que nos faz duvidar daquele “conto de fadas” desde o início, antes mesmo do flashback começar? A maravilhosa interpretação de Glenn Close, que está perfeita como Joan Castleman. E esse é um dos aspectos que eu acho mais interessantes e diferenciados em The Wife. Aparentemente, Joe Castleman é um marido atencioso, generoso, que está sempre atento à esposa e homenageando ela. Enquanto isso, a esposa dele parece um tanto fria ou distante.

Mas aí, como já tenho certa experiência de vida, comecei a me perguntar: por que isso parece tão estranho? Porque as reações de Joan são tão diferentes do que seria normal de uma mulher que realmente estaria sendo paparicada e constantemente homenageada? É porque as aparências nunca são o que elas querem nos passar, não é mesmo? A parceria entre os atores é maravilhosa, e a maneira com que o roteiro de Anderson vai nos apresentando essa relação, mergulhando na intimidade dos protagonistas e nos mostrando as suas particularidades, é algo fascinante.

Honestamente, eu não sabia o que esperar desse filme. Isso porque eu não tinha lido nada a respeito da história antes. Então fui me surpreendendo com a história conforme ela foi se desenrolando. A produção mexeu comigo, especialmente, por dois aspectos: por nos contar uma história que explora, como poucas que eu tenho lembrança, como as aparências enganam e como as mulheres tiveram que abrir mão de seu talento por não serem levadas à sério em diferentes funções por causa de sociedades que não estavam (e não estão ainda) preparadas para isso.

The Wife nos apresenta, assim, com bastante contundência, essa questão da “esposa” ser sempre a sombra do marido. Sempre homenageada, muitas vezes amada, mas sempre colocada em segundo plano. Conforme a história vai se revelando, impossível não começar a lembrar de tudo que vimos antes e de como Joan teve que “engolir” a soberba do marido que, na verdade, não tinha quase mérito nenhum sobre o que estava recebendo. A carreira dele foi construída por ela, e o trabalho duro foi feito por ela também.

Ainda assim, Joe se mostra superior, sempre que pode, não apenas para ela e para os demais, mas para o filho que pretende ser escritor também, David (Max Irons). O comportamento de Joe frente aos familiares é um clássico do macho que se acha “alfa” na relação. Um perfil visto por tantas e tantas mulheres e filhos em diferentes famílias. Então, conforme a história avança e percebemos o papel de cada um naquele Nobel, impossível para uma espectadora desta produção não ficar mexida com a história de Joan.

Nesse sentido, é interessante rever o filme – ou lembrar dele. Para pensar em cada reação de Joe, inclusive a comemoração de “Eu ganhei um Nobel” pulando sobre a cama. O mínimo que ele deveria fazer era dizer “Nós ganhamos um Nobel”, não? Mas a soberba não lhe deixa esta possibilidade. Depois, cada elogio e palavra que Joan ouve sobre Joe, deveria ser dita para ela, na verdade. E como isso tudo pode não mexer com a gente?

Em uma época em que falamos sobre o empoderamento feminino, The Wife nos dá um tapa na cara de como as sociedades precisam evoluir muito ainda. Joan, apesar de muito talentosa, acaba não se lançando para a carreira de escritora porque todos lhe dizem que ela não terá espaço para isso. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). A consequência é que ela, possivelmente culpada por ter terminado com o casamento de Joe, acaba aceitando “salvar” a carreira dele reescrevendo os seus livros.

Por causa dela, ele teve uma carreira. Teve sucesso. Mas ele não teve a coragem de falar sobre isso em público ou de começar a lançar os seus livros tendo os dois como autores. Que era o mínimo que ele deveria fazer, evidentemente. Depois, quando ganhou o Nobel, disse indiretamente que o prêmio era da esposa, mas sem realmente jogar luz sobre a verdade sobre a sua carreira. Isso tudo porquê? Pelo orgulho, que sempre parece ser maior entre os homens. Infelizmente.

Outro ponto que me chamou a atenção: que apesar de não ter tanto talento e nem tanto mérito sobre o Nobel, Joe “cantava de galo” frente ao filho, não incentivando ele em uma visível disputa entre os dois. Algo que Joan assistia de perto silenciosamente discordando. Mas para tudo há um limite, e no final do filme o limite chegou para Joan.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Para mim, conscientemente ou não, ela provocou a morte de Joe – ela sabia que ele tinha problema cardíaco e que aquele rompimento poderia originar um problema maior. No fim, ela diz para ele o que ele deseja ouvir e o “protege” frente ao biógrafo não autorizado Nathaniel Bone (Christian Slater), que havia chegado à verdade sobre a fraude do escritor. Ela fez isso por amor à ele. Não acredito. Fez mais para proteger a família, os filhos, esses sim que realmente lhe importavam.

Jane Anderson escreveu o roteiro de The Wife baseado no livro de mesmo nome de Meg Wolitzer. Fiquei curiosa para ler a obra que, imagino, seja ainda mais rica que esta produção. Outro ponto forte do filme, a meu ver, é a direção cuidadosa e que valoriza as interpretações dos atores feita por Björn Runge. Um belo trabalho, que casa muito bem com os outros elementos importantes da produção – roteiro e interpretações. Um filme que mexe especialmente com as mulheres e que trata de temas bastante relevantes. Deve ser assistido e apreciado.

Ah sim, e existe uma dúvida sobre o final desta produção. É claro que não existe apenas um final possível, já que ele ficou em aberto. Mas vou dar a minha opinião e leitura sobre aquele final. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Para mim, Joan negou o que Nathanial havia descoberto para defender a família e o marido morto – e ganhador de um Nobel, no final das contas. Mas depois, pelo que ela falou para David no avião, ela contaria toda a verdade para os filhos, para que eles soubessem realmente o que aconteceu – e até para tirar das costas de David toda aquela cobrança do pai que não tinha realmente fundamento.

NOTA: 9,7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Os protagonistas desta produção são os grandes responsáveis pela força de The Wife. Glenn Close e Jonathan Pryce tem muita experiência e são talentosos, então eles conseguem dar a dinâmica e a profundidade necessária para entendermos os seus personagens. Ainda que eles tenham muito de “comum”, eles são complexos e tem várias camadas de interpretação. Isso que torna o filme interessante, afinal, mergulhamos na privacidade deles e na sua relação.

The Wife é um filme sobre uma mulher que, apesar de protagonista, é considerada coadjuvante, e sobre uma relação que começou conturbada e que seguiu carregada de culpa e de parceria até o seu fim. Quantas relações podem ser classificadas sob esses mesmos critérios? Quantas “esposas” deveriam ser consideradas protagonistas, mas por causa da sociedade em que nasceram e foram criadas, não o são? The Wife nos faz pensar sobre tudo isso, assim como no jogo de poder dentro de uma família.

Apesar de Close e Pryce serem as estrelas desse filme, seria errado não comentar o belo trabalho de Annie Starke e Harry Lloyd como os jovens Joan e Joe. No passado, ela era uma estudante de Literatura e, ele, um de seus professores. Além deles, vale citar o trabalho competente de dois outros atores: Max Irons como David, o carente aspirante a escritor filho do “genial” Joe Castleman; e Christian Slater como Nathaniel Bone, um escritor que tenta escrever a biografia não autorizada de Castleman. Também vale citar o trabalho de ponta de Elizabeth McGovern como a escritora Elaine Mozell, que desencoraja a jovem Joan a se tornar escritora; de Karin Franz Körlof como Linnea, fotógrafa que acompanha de perto o novo escritor premiado com um Nobel; Richard Cordery como Hal Bowman, agente de Castleman; Jan Mybrand como Arvid Engdahl, contato do Nobel com os ganhadores dos prêmios; e Alix Wilton Regan como Susannah Castleman, filha do casal de escritores.

O filme é muito bem guiado pelo diretor Björn Runge, que sabe valorizar os talentos que tem em cena e fazer uma narrativa segura sobre a história perfeitamente adaptada pela roteirista Jane Anderson. Além deles, vale destacar outros aspectos técnicos do filme, como a direção de fotografia de Ulf Brantas; a trilha sonora de Jocelyn Pook; a edição de Lena Runge; o design de produção de Mark Leese; a direção de arte de Caroline Grebbell, Paul Gustavsson e Martin McNee; os figurinos de Trisha Biggar; e a decoração de set de Craig Menzies.

The Wife estreou em setembro de 2017 no Festival Internacional de Cinema de Toronto. No mesmo ano, o filme passou, ainda, pelos festivais de cinema de San Sebastián e de Zurique. Em circuito comercial, ele entraria em cartaz apenas no dia 2 de agosto de 2018 na Austrália e em Israel, estreando nos Estados Unidos no dia 17 de agosto. No mesmo ano, ele participaria de apenas mais um festival de cinema, o Noordelijk Film Festival.

Em sua trajetória por festivais e destacado em diversas premiações de cinema, The Wife ganhou 11 prêmios e foi indicado a outros 20, incluindo uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Atriz para Glenn Close. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o Globo de Ouro de Melhor Atriz – Drama para Gleen Close; para o prêmio de Melhor Atriz dado pelo Screen Actors Guild Awards; para outros oito prêmios de Melhor Atriz recebidos por Glenn Close e para um prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para Jonathan Pryce.

Fiquei curiosa para saber quantas mulheres ganharam o Prêmio Nobel de Literatura. O prêmio começou a ser entregue, anualmente, desde 1901. As mulheres que o receberam, desde então, foram as seguintes: Selma Lagerlöf, em 1909; Grazia Deledda, em 1926; Sigrid Undset, em 1928; Pearl S. Buck, em 1938; Gabriela Mistral, em 1945; Nelly Sachs, em 1966; Nadine Gordimer, em 1991; Wislawa Szymborska, em 1996; Elfriede Jelinek, em 2004; Doris Lessing, em 2007; Herta Müller, em 2009; Alice Munro, em 2013; e Svetlana Alexijevich, em 2015. Ou seja, 13 mulheres em mais de 100 anos de premiação. São poucas, mas elas existem. Algumas delas poderiam ter inspirado a escritora que protagoniza esta produção. A lista completa dos premiados no Nobel de Literatura vocês encontram nesse artigo da Wikipédia – sem dúvida que eu preciso ler a vários deles.

Agora, algumas curiosidades sobre este filme. A atriz Annie Starke, que interpreta a jovem Joan, é filha da atriz Glenn Close. Interessante, não? Eu não sabia disso até ler as notas dos produtores. 😉 Não achei elas muito parecidas, na verdade. Sem a nota, jamais adivinharia.

Embora uma parte do filme se passe, teoricamente, em Estocolmo, grande parte de The Wife foi rodado em Glasgow.

O processo de desenvolvimento de The Wife demorou 14 anos.

Glenn Close e Jonathan Pryce ensaiaram ao redor de uma mesa durante uma semana antes do filme começar a ser rodado.

O nome de Joan Archer – antes de casar com Joe -, o corte de cabelo curto e algumas das característica de seu papel neste filme lembram a heroína francesa Jeanne D’Arc.

The Wife tem uma importância especial para Glenn Close, que disse que a história lhe lembrou muito a própria mãe que, aos 80 anos de idade, disse que parecia que não tinha realizado nada em sua vida porque tinha sido apenas “uma esposa” – e mãe. Ao ser premiada, acredito que no Screen Actors Guild Awards, Close disse que a mãe dela não podia estar mais errada, porque ela tinha realizado muito sendo mãe e esposa. Foi emocionante de ver.

Esse é o primeiro filme falado em inglês do diretor Björn Runge.

O trecho de James Joyce citado duas vezes por Joe Castleman no filme faz parte do conto The Dead, que faz parte da coleção Dubliners, de 1914. Existem alguns paralelos entre o conto e o filme, especialmente entre a última cena do conto e a sequência após a festa de comemoração do Prêmio Nobel. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). A cena do quarto, depois de uma festa, onde a esposa tem algum segredo para revelar é o paralelo mais forte, mas há ainda a questão da neve caindo “sobre os vivos e os mortos”.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,3 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 162 críticas positivas e 30 negativas para a produção – o que lhe garante uma aprovação de 84% e uma nota média de 7,1. No site Metacritic, The Wife apresenta um “metascore” 77, fruto de 34 críticas positivas, 1 mediana e 1 negativa.

De acordo com o site Box Office Mojo, The Wife faturou US$ 8,9 milhões nos Estados Unidos e mais US$ 8,6 milhões nos outros mercados em que estreou, somando uma bilheteria de cerca de US$ 17,5 milhões.

The Wife é uma coprodução do Reino Unido, da Suécia e dos Estados Unidos. Como um dos países envolvidos na produção é os Estados Unidos, essa produção passa a fazer parte da relação de filmes que atendem a uma votação feita aqui no blog há algum tempo.

CONCLUSÃO: Alguns criticaram esse filme por ter um final óbvio. Devo dizer, que não concordo com esse parecer. Claro, lá pelas tantas, quando o filme entra no seu flashback, não é difícil entender quem está por trás da obra que levou ao Nobel. Mas, nem por isso, a história deixa de ser surpreendente. Gostei, em especial, do roteiro e do trabalho dos protagonistas. Eles estão incríveis. Nos envolvem, nos emocionam e nos “tiram do sério” – ao menos àqueles que se indignam com a falta de oportunidades iguais para as pessoas.

Achei um filme potente e muito bem acabado. Me fez pensar e me tirou do sério, então, apenas por isso, já está bem acima da média. Entre as produções recentes, achei uma das mais contundentes sobre a relação que se desenvolve dentro de um lar, os jogos e disputas que existem neste ambiente, especialmente o “jogo de poder” entre o casal e os pais e filhos. Me impressionou a crítica sobre as aparências e sobre a desigualdade de oportunidades. Muito bom!

PALPITES PARA O OSCAR 2019: The Wife foi indicado em apenas uma categoria na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood: a de Melhor Atriz. Glenn Close está perfeita no papel de Joan Castleman. Mas é um desempenho digno de Oscar? Em outros anos, em que a disputa estava mais acirrada, talvez não. Mas neste ano, em que a principal rival nesta disputa é Lady Gaga, certamente que sim.

Eu não tenho nada contra a Lady Gaga, preciso dizer. Ela está bem em A Star Is Born (comentado neste link) – um dos trunfos do filme, inclusive. Mas ela interpreta, no fim das contas, a si mesma. O que eu acho de uma atriz que interpreta a si mesma? Que ok, isso é válido. Mas é digno de um Oscar? Acho que uma atriz que se desdobra para vivenciar alguém muito diferente dela, com todos os recursos e “imersão” que isso significa, tem mais méritos e merece mais o prêmio.

Assim, eu votaria tranquilamente em Gleen Close. O que os atores e atrizes do Oscar devem fazer? Pelo que vimos nas premiações que antecedem ao Oscar, o prêmio estará, realmente, entre Gleen Close e Lady Gaga. Mas acho que o favoritismo ainda é de Glenn Close. Se ganhar, certamente levará para casa uma estatueta não apenas por esse papel em The Wife, mas também por ótimos trabalhos em uma carreira longa e até hoje não premiada no Oscar – ela foi indicada sete vezes, mas esta poderá ser a sua primeira vez como vencedora. Merece.

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