Antichrist – Anticristo

Um filme pesado, denso, violento, com alta dose de carga psicológica e simbólica. Antichrist é destas produções planejadas para mexer com o público que, certamente, tem mais razões para resistir ao novo filme de Lars von Trier do que para defendê-lo ou recomendá-lo. E isso se justifica pelos elementos listados no início deste texto.

Mas ainda que seja um filme incômodo, Antichrist mergulha fundo nas profundezas da mente humana, do desejo, da culpa e do eterno embate entre homens e mulheres na origem do pecado e dos males do mundo. Um filme corajoso de Lars von Trier que não deve agradar a maioria – e, possivelmente, deveria ser visto por poucos, apenas pelos preparados em assistir a um filme que vale mais como experimento do que pelo seu resultado.

A HISTÓRIA: Por descuido de um casal (interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg), o filho deles sai do berço, anda até uma janela e se joga no vazio, morrendo na queda. Flagelados pela dor, eles participam do enterro do menino, quando a mulher desmaia.

Internada por não conseguir lidar com a perda, ela acaba sendo liberada do hospital por intermédio do marido, que é terapeuta. Procurando as origens do medo da mulher, o marido decide que os dois devem viajar para o Éden, como ela chama uma cabana localizada no meio de uma floresta aonde passou uma temporada, recentemente, com o filho. Ali, o casal deve enfrentar a loucura, a Natureza e seus medos para sobreviver.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Antichrist): Este é um filme extremamente simbólico e que mexe com força em dogmas religiosos antigos e com distúrbios psicológicos. Certamente a interpretação deste filme foi e será muito variada.

Uma prova disto foi a reação que Antichrist teve no Festival de Cannes, quando o Juri Ecumênico chegou a contra-indicá-lo. Uma barbaridade, quase um ato de censura. Por mais que o filme seja violento – e realmente ele é, bastante – e que tenha cenas de sexo praticamente explícita, com closes em órgãos sexuais masculinos e femininos, um júri jamais deveria se prestar ao papel de contra-indicar um trabalho artístico.

Francamente, vejo Antichrist de forma oposta aos integrantes do Juri Ecumênico de Cannes. Para mim, de uma forma nada óbvia, Lars von Trier escreveu e dirigiu um filme que questiona a soberba humana. Vejamos: quem foi o grande responsável pelo caos e pela violência desencadeada no final do filme?

A mulher da história, personificada pela maravilhosa Charlotte Gainsbourg, precisava de ajuda e de tratamento. Fragilizada, perdida em seus conceitos, sentindo-se culpada pela morte do filho e perseguida pela “supremacia”/indiferença do marido, ela necesitava de um tratamento convencional.

Mas o marido, sentindo-se mais eficiente que o médico da mulher, cheio de autoconfiança e arrogância, assume o tratamento da esposa e, assim, coloca ambos em risco. Para mim, esta é a essência do filme, mais do que uma possível misoginia da produção, como o Júri Ecumênico de Cannes interpretou.

Antichrist deixa claro o seu tom simbolista logo nos primeiros minutos. Sem diálogos, com uma direção de fotografia em preto e branco incrível e embalado por música clássica de qualidade, o epílogo revela alguns dos elementos fundamentais desta história.

Para começar, o homem colocado frente a frente (ou em posição oposta, se preferirem) à mulher. Eles, assim como a roupa branca colocada na máquina, procuram se libertar das impurezas pela força da água “purificadora”. Mas sucumbem, com força, ao desejo, ao sexo e ao orgamo.

Enquanto eles se deleitam, acontece uma catástrofe em suas vidas, que é a morte do filho – a continuidade deles na vida. O prazer extremo do casal se mistura com a sensação de liberdade vivida pelo garoto em queda livre. Vida e morte se confundem.

Depois do epílogo, começam os capítulos de Antichrist. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Achei eles um tanto confusos, pelo menos até que o filme se explica, perto do final. Migramos, pausadamente, do capítulo 1, titulado “desespero”, até o 2, “dor – o caos reina” e o 3, “desespero – femicídio”. Como os nomes indicam, o filme não alivia em momento algum. Tenso, recheado por cenas de sexo quase explícito, com closes das genitálias do casal, Antichrist muitas vezes mistura os tons duros da realidade com a neblina suavizada de imagens captadas em sessões de hipnose e/ou de sonhos/devaneios.

Muitas vezes não temos certeza se o que vemos é de fato algo real ou parte da loucura dos protagonistas. Mas a verdade é que a forma escolhida por Lars von Trier em dirigir, frequentemente com a câmera na mão (para dar o tom de documentário) revela que os absurdos vividos pelo casal realmente ocorreram. Pelo menos em seu roteiro-terapia.

Entendi, como disse antes, a divisão em capítulos apenas no final, quando o protagonista entende o significado dos “três mendigos”. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Nas pesquisas que fez para dar sustentação à sua tese, a protagonista encontrou vários artigos sobre bruxas e demais mulheres perseguidas em épocas passadas.

Em meio a este material, o marido dela encontrou uma constelação chamada de “três mendigos”, formada pela representação de três animais: uma raposa, um corvo e uma gazela. Cada um deles simbolizaria, também, um sentimento: dor, desespero e sofrimento, respectivamente.

O curioso é que, na medida em que a mulher vai piorando, o marido também passa a ser influenciado por estranhas visões. Pouco depois deles terem chegado na floresta, quando a mulher pede para descansar um pouco da caminhada, seu marido fica fascinado por uma estranha gazela – que, relembrando, simboliza o sofrimento.

A verdade é que ele, tão cheio de razão, acaba repetindo os mesmos passos da mulher, de quem ele pensava tratar. Tanto isso acontece que, no final do filme, ele repete os mesmos sintomas do quadro de ansiedade que ele definiu para a esposa no apartamento deles, tempos antes.

Algo que achei muito curioso neste filme é que ele acaba nos fazendo refletir sobre a repetição de papéis na sociedade. Vejamos: em seu delírio, a protagonista comenta que as mulheres são as responsáveis pelo mal, basicamente.

Depois de afirmar isso, ela é reprovada pelo marido, que afirma que ela deveria ser mais crítica com o material que utilizava para sua pesquisa, e que a conclusão deveria ser o contrário, afinal, as mulheres eram vítimas de um sistema opressor. Mas o interessante é que a mulher acaba reproduzindo aquele rol de “figura de Satã”, de figura vil e traiçoeira e que merece ser punida, enquanto o marido, que deveria ser a pessoa racional e “crítica”, reproduz o rol de algoz. Sinistro.

Não sei até que ponto as intenções de Lars von Trier com este filme foram racionais – afinal, ele mesmo admitiu, em diversas entrevistas, que muitas peças em seu roteiro não se encaixam porque foram inspiradas em sonhos e idéias que ele teve durante um tratamento recente contra uma depressão e da infância.

Mas sendo um sujeito que afirma que Deus não existe e que foi criado por pais ateus, Lars von Trier esboça, com Antichrist, um roteiro pouco otimista sobre homens e mulheres que, aparentemente, estão fadados a repetir o rol que lhes são devidos, sem a opção de escolherem outros caminhos.

Por mais que um sujeito se diga racional e tudo o mais, a impressão que o filme nos dá é que a Natureza acaba sendo muito mais forte e eficaz. Segundo Antichrist, somos umas marionetes da Natureza, suscetíveis sempre a sucumbir a desejos, rompantes de descontrole e ira.

Gostei muito da direção de fotografia do filme, assinada por Anthony Dod Mantle. A direção de Lars von Trier também é acertadíssima, ainda que seu roteiro… bem, digamos que ele tem muitos altos e baixos.

Algumas sequências, como as do prólogo, em preto e branco, e as que registram os momentos de hipnose/delírio da protagonista, mostradas como fotografias estilizadas com movimentos suaves, são lindas, sublimes. Elas contrastam radicalmente com os momentos mais tensos do filme, quando o terror domina a trama e explora detalhes escatológicos de tortura/violência.

Algumas cenas, francamente, são dispensáveis. Além de algumas de violência exagerada – que eu acho que não combinam com o restante do filme -, achei totalmente desncessária aquela cena em que a raposa fala com o protagonista. Mas enfim, esta é uma obra de autor. Como o diretor bem disse aos jornalistas que o colocaram contra a parede em Cannes, Lars von Trier fez este filme para ele mesmo.

Antichrist não foi planejado para agradar ou desagradar ninguém. Na verdade, o diretor passava por uma depressão pesada e este filme acabou sendo um antídoto para o criador, que se viu obrigado a sair de casa e trabalhar, em uma rotina que o auxiliou na sua recuperação.

Em outras palavras, é um filme essencialmente experimental, ousado e que deve ser visto como parte de um tratamento, mais do que uma boa peça de cinema. Por tudo isso e pelo excelente trabalho de seus atores – mérito dividido com o diretor -, especialmente da premiada Charlotte Gainsbourg, dou a nota a seguir para esta produção.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Finalmente consegui assistir a este filme. Queria vê-lo desde maio, quando ele estreou no Festival de Cannes. Lars von Trier merece respeito pelos filmes que fez anteriormente, assim como por sua proposta do Dogma 95. Certo que nem sempre um grande diretor apresenta um grande trabalho.

Acredito que praticamente não há exceção para esta regra. Antichrist está longe de ser o melhor filme do diretor, mas ainda assim ele está acima de outros filmes ruins do mercado. Como em outros casos, é preciso entender as circunstâncias em que ele foi feito para conseguir entendê-lo melhor.

Antichrist pode ser classificado como uma “viagem” de uma mente em colapso e que busca respostas. Afundado em uma profunda depressão, tentando se recuperar do fracasso de seu projeto anterior, o diretor Lars von Trier escreveu um roteiro que misturava imagens de sonhos seus, questões pouco abordadas sobre sexo, culpa, casamento e maternidade.

Ele coloca o dedo na ferida – inclusive literalmente, através da protagonista 🙂 – e provoca o espectador. Um filme difìcil de assistir e, igualmente, difìcil de esquecer.

No fim das contas, a mulher parece ser sempre a vítima deste cálculo que envolve desejo, sexo e culpa. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). O pensamento geral, talvez desde a história de Adão e Eva, seja de que a mulher é quem provoca e desestabiliza o homem.

É ela quem o distancia da Natureza, corrompe o que é belo. Curioso que Lars von Trier utiliza a expressão “femicídio” para definir o assassinato da protagonista do filme – em lugar de homicídio, que tem origem na palavra “homem”. Mesmo pessoas inteligentes, como o casal de Antichrist, pode ceder a idéias arcaicas como estas.

No material de divulgação do filme, Lars von Trier comenta sobre a sua depressão. “Foi uma experiência nova para mim. Tudo, fosse o que fosse, não tinha importância, era trivial. Não conseguia trabalhar.

Depois de seis meses, decidi escrever um roteiro como forma de exercício. Era um pouco como uma terapia, uma forma de saber se seria capaz de voltar a fazer um filme. Terminei o roteiro e fiz o filme sem muito entusiasmo, usando a metade da minha capacidade fìsica e intelectual”, comenta o diretor.

Lars von Trier disse ainda que não escreveu o roteiro como faz normalmente. “Acrescentei cenas sem ter uma razão para fazê-lo. Cômpus imagens sem pensar na lógica e nem em seu apelo dramático. Uma vez mais o tema era a Natureza, mas desta vez era diferente, muito mais direta que antes. Mais pessoal. Não existe um código moral específico no filme, ela está baseada no que alguns chamariam de ‘necessidades básicas’ a respeito da trama”, comenta.

O diretor ainda afirma que, quando jovem, leu a Strindberg (aqui um texto em espanhol sobre este autor). “Fiquei entusiasmado com o que ele escreveu antes de mudar-se a Paris e retomar o trabalho como alquimista, e com o que ele escreveu durante o tempo que ficou ali… o período que ele logo descreveria como sua crise no inferno.

Foi Antichrist a minha crise no inferno? Daí a minha afinidade com Strindberg? Não tenho nenhuma justificativa para Antichrist, apenas minha profunda fé neste filme, o mais importante de toda a minha carreira”. Porreta, não? Certamente, para ele, este filme foi (e deve continuar sendo) fundamental. Apenas por isso, ele merece respeito.

Gostei muito de uma entrevista, que faz parte do material de divulgação do filme, feita com Lars von Trier por Knud Romer, que trabalhou com o diretor dinamarquês em Idioterne. Neste material, o diretor de Antichrist afirma que tudo, para ele, são imagens.

E que depois de passar por sua depressão, ele tinha dúvidas de que poderia fazer um filme novamente, e que por isso resolveu retomar um material da sua juventude, quando estava mergulhado no trabalho de Strindberg. “Quis fazer um filme no qual pudesse sacar a razão para fora”, definiu, complementando que ele rodou uma série de imagens que, depois, tentou juntar. Não conheço os textos de Strindberg mas, pelo que tudo indica, a visão em Antichrist dos conflitos entre o casal e o da figura da mulher, especificamente, tem muito a ver com esse autor.

Nesta entrevista, Romer comenta que talvez Lars von Trier esteja, cada vez mais, se aproximando do gênero da pornografia. Neste momento, o diretor comenta que ele já havia flertado com este gênero em Idioterne, e complementa: “De algum modo, a sexualidade e o horror estão muito relacionados. Mas, pornografia? Não sei. Isso é pornografia? Pode ser. Mas a pornografia sempre me incomodou. Os filmes pornô são “utilitários”, e costumam ser muito crus”.

Destaco também o trecho em que Lars von Trier define o seu trabalho: “Tento que meu cinema afete as emoções do público, mas consigo isso criando a imagem mais expressiva para mim. Por isso digo, ainda que seja um pouco mentira, que não penso no público quando faço cinema. Principalmente porque eu mesmo sinto prazer com as imagens que filmo. Ainda assim, não vou negar que as crio com a intenção de que tengam determinado efeito”. Para o diretor, o cinema resgata emoções que foram vividas, anteriormente, na vida real. Por isso ele comenta que os filmes aportam mais do que emoções.

Lars von Trier comenta também como seus protagonistas masculinos costumam ser uns idiotas – algo que se repete neste seu último filme. O diretor também revela que a obra O Anticristo, de Nietzsche, é o seu livro de cabeceira desde que ele completou 12 anos.

Lars von Trier elogia muito o trabalho dos atores e afirma que nunca viu ninguém trabalhar com a intensidade de Charlotte. Ele também afirmou que, por se tratar de um filme de “emergência” (para ele mesmo), usou como recurso uma técnica antiga de filmar com uma câmera que registra imagens muito lentas.

“Muitas imagens vem de viagens imaginárias que eu fiz. Aprendi técnicas de xamanismo e encontrei muitas dessas imagens nas minhas viagens. Por exemplo, o ruído de um tambor pode provocar um transe, te levar a um mundo paralelo. Isso é muito interessante e a pessoa que faz isso passa muito bem. Nunca tomei ácido, mas deve ser algo parecido”, revela Lars von Trier, que concorda com o entrevistador de que Antichrist pode ser definido como uma “investigação sexual infantil”.

O diretor de fotografia de Antichrist, o inglês Anthony Dod Mantle, é um craque. Ele foi o responsável pela ótima fotografia de filmes como Slumdog Millionaire, The Last King of Scotland, Manderlay, Dear Wendy, Dogville, Festen, entre outros.

Antichrist recebeu a nota 7,1 pelos usuários do site IMDb. A crítica, como ficou comprovado no Festival de Cannes, torceu o nariz para a produção. Um exemplo é o termômetro do site Rotten Tomatoes: ele registra uma aprovação de 54%, ou seja, no site são linkados 22 críticas posivitas e 19 negativas.

Até o momento, esta produção recebeu apenas o prêmio de melhor atriz para Charlotte Gainsbourg no Festival de Cannes. Nominado ainda para a Palma de Ouro deste ano, o filme perdeu o prêmio para Das Weisse Band.

De baixo custo, Antichrist teria custado US$ 11 milhões. Sem ter entrado em cartaz nos Estados Unidos e em outros mercados importantes, ainda não é possível saber o quanto ele conseguirá de bilheteria, mas tudo indica que será pouco.

Fiquei sabendo, ao ler este texto, que abriga uma entrevista do diretor, que Antichrist foi censurado na Alemanha. Sinistro! Especialmente porque a Alemanha foi um dos seis países que deu dinheiro para que o filme fosse produzido.

Também soube que Eva Green queria fazer o filme, mas que seus agentes a persuadiram a não interpretar a protagonista perturbada e sádica. Charlotte Gainsbourg, segundo o diretor, não teve problema em fazer nenhuma das cenas de nudez, ainda que ela seja uma pessoa muito tímida, segundo Lars von Trier. Ele comenta ainda que as cenas de sexo explícito foram feitas com atores pornô.

No mesmo texto o diretor também comenta a cena com a raposa falante, afirmando que ela foi colocada no filme porque ela surgiu em uma de suas viagens xamânicas. Sobre a mutilação da protagonista, o diretor comenta que sua intenção foi mostrar como em uma terapia como aquela é relativamente frequente que as pessoas provoquem danos a si mesmas, e que a cena revela “o que acontece quando o medo toma conta de tudo e muda a realidade”.

Aqui pude ler a entrevista que ele deu para os jornalistas do Festival de Cannes, na qual ele define Antichrist como “um sonho muito obscuro sobre a culpabilidade e a sexualidade”.

Antichrist é dedicado ao cineasta russo Andrei Tarkovsky, de quem Lars von Trier se diz “devoto”.

CONCLUSÃO: Essencialmente conceitual e irregular, Antichrist aborda algumas questões simbólicas do catolicismo – ainda que este não seja seu foco principal. Focado na relação conturbada de um casal, que passa por uma fase de aceitação da morte do filho, o novo filme de Lars von Trier é um ensaio sobre a perda/busca de controle, submissão, diferentes tipos de dores, culpa e sexo.

Com imagens fortes, incluindo algumas de mutilação e tortura, é um filme tenso, algumas vezes difícil de assistir e com muitos altos e baixos. Ele consegue, ao mesmo tempo, apresentar imagens belíssimas, milimetricamente planejadas e cheias de significado, e sequências um tanto bizarras e enigmáticas. Para os que não se importam com cenas fortes envolvendo sangue, suor e sexo – e que jogam com cenas significativas que podem habitar nosso inconsciente -, vale a pena ser visto como um exemplo de filme conceitual e que foi feito com a alma de seu realizador (alma esta, para alguns, perturbada).

SUGESTÕES DE LEITORES: Eu estava esperando para assistir a Antichrist desde o Festival de Cannes, como eu disse antes, mas há alguns dias o Lucio comentou por aqui sobre o filme. E pediu uma crítica a respeito. Pois bem, Lucio, aqui está o “big texto” sobre o filme. Quero muito que apareças por aqui para comentar tuas impressões sobre Antichrist também. Sei que gostaste muito, como disseste antes, mas quero saber mais… um abraço!