Pathfinder – Desbravadores

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Eu reconheço: lendo os créditos iniciais de Pathfinder não reconheci nenhum nome em especial. Depois, quando a história começou, identifiquei o neozelandês Karl Urban como um rosto conhecido. Mais ninguém. Também não me parecia familiar o nome do diretor ou de qualquer outra pessoa envolvida no projeto. Como gosto de fazer, não tinha lido nada a respeito, mas já tinha me impressionado a arte do cartaz do filme. O trabalho que fizeram me lembra os bons tempos das capas da HQ de Conan. Mas claro, esse filme tem pouco a ver com o bárbaro que um dia tornou o hoje governador Arnold Schwarzenegger conhecido.

A HISTÓRIA: As legendas iniciais contam que 600 anos antes de Colombo “descobrir” a América, o território norte-americano já era alvo de invasões que, segundo Pathfinder, não tiveram êxito graças a uma lenda. O filme começa com uma nativa de solo norte-americano encontrando uma “criatura branca como a neve” e que fazia parte de uma profecia. Em seguida, essa nativa (interpretada por Michelle Thrush) encontra um barco viking destroçado na costa e, nele, um garoto que sobreviveu. Quinze anos depois, o garoto se transformou em Ghost (Karl Urban), um estranho considerado como mais um integrante da tribo liderada pelo pai adotivo de Ghost (interpretado por Ken Jones). A tribo em que vive Ghost é visitada pela tribo do Pathfinder (Russell Means), pai de Starfire (Moon Bloodgood, muito bem em seu papel) – vidrada no nosso herói. Pathfinder revela que Ghost precisa encontrar “o seu caminho”, algo que ele terá que descobrir quando outro bando de vikings liderado por Gunnar (Clancy Brown, outro rosto conhecido) invade o seu território.

VOLTANDO À CRÍTICA: Como comentava antes, só o rosto de Karl Urban eu reconheci logo de cara. Depois, identifiquei o de Russell Means e o de Clancy Brown como figuras que vi por aí, em papéis secundários. Uma qualidade do filme, na minha opinião, é que ele não investiu recursos em atores conhecidos e sim em cuidar da produção e dos efeitos especiais. Uma coisa é certa: o filme é muito bem acabado. Direção de fotografia impecável, assim como todo o complexo jogo de cena durante as constantes batalhas.

O tema é interessante também. Afinal, eu já tinha ouvido falar do “trabalho” dos vikings em conquistar territórios deixando um “rio de sangue” nas suas costas, além de fazer riqueza explorando os recursos alheios. Mas ainda não tinha visto um filme bom a respeito. Esse filme agrada, especialmente porque não cai demais no “romance”… ainda que a cena em que nosso herói fica com a heróina é um pouco forçada, mas enfim… não se pode pedir perfeição.

Como eu comentei antes também, me agradou muito o trabalho que fizeram com o cartaz do filme. Realmente a arte é impecável. Eu publico aqui um dos cartazes, mas os três que vi são incríveis.

O único “porém” de toda a história é que eu fiquei pensando o mesmo de quando terminei de ver Apocalypto: e pensar que eles lutaram tanto, que derramaram tanto sangue para defender as suas terras para, tempos depois, serem dizimados igualmente. Claro que, nem por isso, deviam desistir ou ter se “entregado”, mas sempre é um pouco doloroso ver a luta dos mais fracos sabendo que depois eles serão vencidos de qualquer forma.

NOTA: 8,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Ainda que o filme é bem acabado e tudo, não consigo dar mais que 8,5 para ele. Explico: a história acaba sem grande inovação… não sei, é como se a gente “gastasse” duas horas em algo que podia ser contado em menos tempo, sabem? Vale como entrenimento e tudo, mas não passa muito daí. Mas tem uma qualidade: não quer “profundizar”, “teorizar” ou lançar alguma lição de moral. Não, apenas é um bom filme de ação e batalha ambientado em época dos vikings.

No site IMDb o filme ganhou uma média de nota de 5,1. Achei pouco. Acho que o povo foi meio cruel com ele… será efeito de não ter nenhum rosto muito conhecido? Talvez.

O diretor de Pathfinder é o alemão Marcus Nispel. Fui atrás de informações sobre ele – reconheço que nunca tinha ouvido falar em seu nome – e descobri que, até agora, ele tinha dirigido basicamente trabalhos para a TV. Mas depois desse Pathfinder ele já está envolvido em outro projeto, previsto para ser lançado no próximo ano: Alice, um filme basado na famosa personagem de Lewis Carroll. A atriz confirmada para viver o papel de Alice é Sarah Michelle Gellar. O pouco que descobri a respeito da produção é que ela conta o que acontece com Alice depois de sua experiência em Wonderland. Parece promissor.

Segundo uma nota do site IMDb, a linguagem que os vikings falam no filme é “Icelandic”, que seria a linguagem antiga e primitiva deste povo. Também segundo o site, o filme teria custado aproximadamente US$ 26 milhões. Na bilheteria norte-americana ele foi mal, arrecadando pouco mais de US$ 10,2 milhões.

Interessante que no site oficial do filme há um link que convida os internautas a ver vídeos no YouTube. São as grandes produtoras se rendendo ao site mais popular de vídeos da internet.