The Informers – Informers: Geração Perdida

Sexo, drogas e rock’n roll consumidos e/ou praticados por robôs. Ou quase. The Informers parecia um filme interessante – pelo elenco e por tratar de uma Los Angeles na efervescente década de 1980. Mas as aparências enganam, como um dia cantou Elis Regina. The Informers é um belo exemplo de dinheiro disperdiçado em Hollywood. Um filme vazio de significados e de emoções que parece ter sido escrito para um bando de intérpretes anestesiados e para um público de robôs (ou vice-versa).

Se você não tiver mais nenhuma outra opção de filme para assistir e nem nada de melhor para fazer da vida, talvez valha a pena gastar seu tempo com este filme desenhado pelo roteirista e escritor Bret Easton Ellis – autor, entre outros, de O Psicopata Americano e Regras da Atração.

A trilha sonora dos anos 80 vale um pouco o seu tempo – assim como o desfile de corpos belos e nus da história. Mas nada, nem o sexo apresentado pelo filme, aquece o frio glaciar de The Informers. Infelizmente o que esta produção tem de mais curioso é a ironia de uma morte: a do ator Brad Renfro, irreconhecível no papel do “sensível” e limpo Jack – e que na vida real tinha uma série de problemas com drogas até que morreu vítima delas antes do lançamento deste seu último filme.

A HISTÓRIA: Los Angeles, 1983. Embalada pelo rock daquela época, uma galera jovem, bonita, rica e influente (todas estas características juntas ou pelo menos parte delas) curte uma festa das boas. Neste cenário que parece mais uma locação para um videoclipe, somos apresentados a alguns dos personagens principais do filme. Entre eles, Graham Sloan (Jon Foster), filho do produtor de filmes William (Billy Bob Thornton), um garoto extremamente belo dividido entre a relação que tem com os amigos e a namorada Christie (Amber Heard).

Nesta noite de festa, um dos integrantes do “grupo de Graham”, Bruce (Fernando Consagra), morre atropelado. Sua morte, ao invés de servir como momento de reflexão para os amigos, revela a frieza de quase todos eles no que se refere à vida e aos demais. Nesta história, acompanhamos um rockstar, uma apresentadora de TV, um aspirante a ator que tem um tio bandidão, um produtor de cinema e sua família – assim como o entorno de amizades de um de seus filhos, o protagonista Graham.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue lendo quem já assistiu a The Informers): Um filme vazio, frio, que eleva a uma potência bastante alta o trinômio que, em teoria, resume a vida dos rockeiros… sexo, drogas e rock’n roll. Neste caldeirão em que cozinhou o argumento do autor Bret Easton Ellis – que escreveu o roteiro do filme junto com Nicholas Jarecki – não poderia faltar a beleza, o charme e o poder. Mas e os sentimentos?

A impressão é que nenhum dos vários personagens focados em The Informers é capaz de sentir qualquer coisa verdadeiramente. Nem amor, nem ódio, raiva ou frustração. Parece que todos estão em um permanente estado de anestesia – moral, física e psicológica.

O filme começa em ritmo de clipe de rock, exibindo a beleza de parte de seus protagonistas, e segue um bocado de tempo neste ritmo. Para falar a verdade, até o final da história, apenas algumas vezes saímos deste estado de “videoclipe permanente”. Tudo parece fabricado, falso, fake nesta história.

E mesmo quando Graham solta algumas frases estarrecedoras, suas palavras parecem serem incapazes de realmente ter algum efeito. Nós também, pelo visto, estamos anestesiados por esta história sobre a falta de limites e de sentimentos das pessoas que viram a Aids começar a se disseminar (e ajudaram para que isso acontecesse) na Los Angeles do início dos anos 1980.

Não li o livro de Ellis que deu origem a este filme. Imagino que até, pela aura que este autor conseguiu construir como um dos melhores da sua geração, esta história funcione muito melhor no papel do que em celulóide. Bem, talvez… porque segundo este texto de Eduardo Haak, muito bom, aliás, Ellis está mais para um garoto malcriado de quem se aceita tudo porque escreveu dois grandes livros do que para um autor realmente competente. Então, cá entre nós, tenho mais dúvidas se The Informers sequer funcione em livro.

Mas voltando ao filme… achei que The Informers tem uma história que se perde pelo excesso de personagens – alguns como o de Cheryl Laine, interpretado por Winona Ryder, acabam sendo tão secundários que, praticamente, “sobram” para o desenrolar da trama.

E se isso não bastasse, ele ainda fica ridiculamente pequeno por não nos convencer em momento algum. As palavras todas proferidas, seja por Graham, sua namorada ou pelo astro de rock descompassado Bryan Metro (Mel Raido), parecem ser feitas de isopor. Elas existirem ou não, realmente, não faz diferença alguma.

Para tornar a história fria de forma convincente, até seus atores parecem ter sido fabricados em uma escala industrial. Ninguém se destaca. Bem, talvez Mickey Rourke como o criminoso Peter, tio do porteiro e aspirante a ator Jack (Brad Renfro). Mas fora Rourke, nenhum dos outros atores sai do ponto morto.

Nem mesmo os astros Billy Bob Thornton ou sua parceira de cena, Kim Basinger (que interpreta Laura, mulher indecisa entre se separar ou não do pai de seus dois filhos). Certo, a Sra. Basinger está linda e, em algumas cenas de “desespero”, até parece sair da letargia dos companheiros. Mas, francamente, nem aí ela me convenceu. Enfim, uma lástima assistir a tantos atores bons desperdiçando seu tempo em um filme que tenta explorar os absurdos de uma Los Angeles sem limites e que, no fim das contas, não leva a parte alguma.

Além da cena inicial que parece um videoclipe, o filme nos apresenta, até o minuto oito, nada menos que 12 personagens centrais da história – que aparecem diretamente, na frente das lentes do diretor australiano Gregor Jordan, ou indiretamente, como é o caso do personagem de Peter, ao qual escutamos através de uma conversa com o sobrinho por telefone.

Ou seja: aqui as informações são jogadas, como em um vídeo de rock, rapidamente na cara do espectador. Depois é que vamos ligando os pontos e entendendo o que se esconde por trás da beleza e do dinheiro que rola naquele cenário.

E o pior é que pouco sobra além das aparências. Conteúdo, meus caros, parece ser um artigo impossível de circular entre os personagens, mais preocupados com as aparências e com ter dinheiro suficiente na conta para pagar por suas drogas.

Assim, temos ao executivo William que tenta voltar para a mulher Laura apenas para se livrar de uma separação litigiosa – mas, em paralelo, tenta continuar seu romance com a amante Cheryl, apresentadora de um canal televisivo. Os filhos de um casal tão “fabricado” parecem seguir a mesma linha perdida dos pais. Graham namora com Cheryl e acompanha, pouco a pouco, a namorada tendo casos com quase todos os seus amigos.

No filme, parece que de todas as relações de traição, a que mais incomoda a Graham seja a mantida por Cheryl com Martin (Austin Nichols). (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Em certo momento do filme, a única questão que parece levantar algum interesse é saber se Graham se interessa mais por Martin ou por Cheryl. Afinal, o rapaz teve relações com ambos – daí a preocupação de Ellis em nos mostrar como aquele ambiente era “promíscuo”. Mas, honestamente, o que isso importa? Pois nada, meus caros.

Até porque, fica claro lá pelas tantas que ninguém se importa realmente com ninguém por aquelas bandas. E o pior é que, no final desta história – bastante previsível, diga-se -, nós também nos perguntamos: e por que alguém deveria se importar com eles? Por que, afinal, nos importaríamos com um bando de pessoas sem limites e que não conseguem sentir realmente nada de dor, prazer, felicidade ou qualquer outra emoção?

A impressão é que o roteiro de Ellis e Jarecki se preocupa em nos tornar tão insensíveis quanto seus personagens. Para resolver isso, nada como desprezar esta história e se importar com outras, como aquelas contadas por The Soloist, War/Dance, The Visitor e um longo etcétera (para nossa sorte).

Mas além de Graham, o casal William e Laura teve uma filha, Susan Sloan (Cameron Goodman), que parece ser a única a se importar com algo que acontece ao seu redor – e está suficientemente sóbria para notar o golpe que o pai quer dar em sua mãe novamente. Pena que Susan apareça tão pouco na história – afinal, The Informers é um conto sobre pessoas frias e que não se importam e, por isso, não pode ter muito espaço para gente que não segue essa cartilha.

Outro, aliás, que parece um pouco mais humano é o personagem de Tim Price (Lou Taylor Pucci). Mesmo que ele não consiga ter nenhuma relação de afeto com o pai, o mulherengo e sempre bêbado Les (Chris Isaak), pelo menos Tim tem a capacidade de olhar criticamente para o seu redor e dizer não para algumas práticas que considera ridículas.

Completa o quadro de personagens o bandidão Peter, interpretado por um competente Mickey Rourke – alguém tinha que fazer valer o seu salário -, que não pensa duas vezes em sequestrar um garoto para negociá-lo com um grupo de gente da pesada. Peter também não se importa em usar a casa do sobrinho, Jack, como cativeiro para o garoto.

O personagem de Jack, aliás, parece ser o único “acima de qualquer suspeita” da história. Ou seja, ele não usa drogas, não é bandido e parece se importar com os demais. Ah, e ele tem sonhos também. Mas para sua infelicidade, Jack provêm de uma família que não parece ser das melhores.

E a triste ironia do filme é que justamente o personagem mais humano de The Informes e o único que não se droga e nem se prostitui foi interpretado por Brad Renfro, o ator para quem o filme é dedicado nos créditos finais. Renfro, descoberto com apenas 12 anos pelo diretor Joel Schumacher no filme The Client, e que se destacou ainda em outras produções como Sleepers e Apt Pupil, morreu vítima de uma overdose de heroína acidental em janeiro de 2008.

Em sua breve biografia no site IMDb é possível perceber as diversas vezes em que Renfro foi preso e respondeu judicialmente pelo uso de drogas. Ele, mais que qualquer outro neste filme, parece ter incorporado na própria pele a falta de limites da vida de aparências de Los Angeles. Uma pena – o garoto era talentoso.

NOTA: 4,5 3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Para vender um filme, os produtores e a imprensa fazem de tudo, incluindo alguma forçada de barra, volta e meia. E eis que com The Informers fizeram uma destas. Li por aí que o filme era algo interessante de ser visto porque colocava, depois de pouco mais de duas décadas, os astros Kim Bassinger e Mickey Rourke para atuarem juntos. Ah, me poupem!

Os dois nem se cruzam em The Informes. Não dividem nenhuma cena! Mas os textos que li destacavam como sendo o “máximo” os dois se encontrarem novamente já que eles teriam tido um “péssimo relacionamento” nos bastidores do filme Nine 1/2 Weeks. Ah tá.

Provavelmente The Informers merece uma  nota menor que este 4,5, mas resolvi deixar com esta avaliação mesmo porque, ainda que o roteiro seja uma droga, eu gostei da direção de Gregor Jordan e, principalmente, da direção de fotografia de Petra Korner.

Os dois fizeram um trabalho muito bom, cuidadoso com os detalhes, tentando valorizar o trabalho dos atores e destacando os tons cinzas e frios das imagens, o que torna o clima ainda mais “glacial”. E ainda que a trilha sonora tenha algumas escolhas equivocadas, no geral, gostei do trabalho de Christopher Young.

Li em vários resumos sobre o filme que ele contava, entre seus personagens, com um vampiro. Aí fiquei pensando: “Será que eu não entendi o filme? Porque não vi vampiro algum nesta história”. Mas eu não estava errada não… inexplicavelmente os roteiristas preferiram tirar uma parte importante do livro de Ellis – o curioso é que ele próprio ajudou na adaptação de sua obra para o cinema.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Como bem revela este texto (em inglês) de David Louis Edelman sobre o livro The Informers, ajuda a compor o romance um grupo de vampiros de “vinte e poucos anos” que trocam dicas sobre suas práticas sanguessugas e fofocam “sobre as formas mais modernas de decorar seus caixões”. Meus caros, nada disso faz parte do roteiro deste filme. Pelo visto, o tal grupo de vampiros foi substituído, simplesmente, por um grupo de jovens bon vivants que vivem transando entre si.

Ou, talvez, os tais vampiros sejam os que iriam levar o garoto sequestrado por Peter – mas isto não fica claro no filme. Inicialmente, achei que o garoto ia ser vendido para um grupo de pedófilos, nada mais. Não acho que o filme sequer sugira a idéia de que o grupo que contratou Peter seja formado por vampiros. Um sinal para quem leu o livro é o nome do sujeito que bate à porta de Jack: Dirk (interpretado por Diego Klattenhoff). Se um dos vampiros do livro se chama Dirk, então matamos a charada. 😉

Outra razão para dar pelo menos um 4,5 para The Informers é que ele tem, para não dizer que nenhum, até que dois questionamentos interessantes.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). O primeiro deles é lançado quando Graham “filosofa” com o amigo Martin sobre a sua falta de “noção” sobre o que é o certo ou o errado, sobre o que ele deve pensar ou sentir em cada situação. Concordo com ele que fica difícil para uma pessoa que foi criada por um casal sem moral aparente ter, por conta própria, limites e noção do que é certo e errado.

Mas será possível que apenas a criação errada dos pais pode ser responsável por um indivíduo sem sentimentos? E os amigos dele ou as demais pessoas com quem ele foi se relacionando durante a vida? Não me digam que todos, absolutamente todos eram igualmente sem moral e sem limites.

Difícil, hein? Isso me parece mais uma fantasia do autor de The Informers do que uma leitura crítica de certa realidade.

(SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Outro questionamento é feito no final do filme, também por Graham. Ele pergunta, para Nina Metro (Simone Kessell) do que adianta ele amar Christie… o que seu amor servirá para a garota moribunda? Até certo ponto, ele está certo: realmente o amor não é sinônimo de cura ou milagre.

Em determinados casos, ele pode até ajudar em uma recuperação, mas nunca será responsável, sozinho, pela cura de outra pessoa. Agora, mesmo que o amor não seja suficiente para curar, mas ele sempre é válido para confortar a outra pessoa, para dar-lhe um apoio que tornará o caminho que for mais fácil. Só um indivíduo sem nenhum noção de sentimentos e de realidade para não entender algo assim.

Completando o grupo dos “quatro amigos” centrais do filme, além de Graham, Tim e Martin, temos a Raymond (Aaron Himelstein). Ele também, a exemplo de Susan Sloan, parece ser um dos poucos que tem sentimentos e que conseguem se importar com os outros na história. E, por isso mesmo, ele aparece praticamente nada. O ator Rhys Ifans também está no filme em um papel secundário, interpretando a Roger, empresário de Bryan Metro.

Ainda que seu personagem seja um completo verme, admito que gostei da interpretação de Mel Raido para o rockstar tresloucado Bryan Metro. O ator consegue dar, a exemplo de Mickey Rourke, uma certa densidade para o seu personagem, conseguindo se destacar dentro da mediocridade das outras interpretações.

Também achei o seu personagem o mais “realista” desta história – afinal, até hoje, quantos astros do rock não permanecem o tempo todo chapados sob a supervisão de seguranças e verdadeiras “babás” da fama paga por seus empresários? Vários… ainda! E  parece que muitos deles nunca vão crescer – pelo menos até morrerem de uma overdose de drogas. E se tornarem, assim, “eternamente jovens”.

Também acho que a atriz Amber Heard se destaca no filme. Além das razões óbvias, por causa de seu corpão, porque a atriz parece ter talento como intérprete – ainda que, coitada, sejamos justos, ela foi escalada nesta produção para falar pouco e mostrar tudo.

De qualquer forma, Amber está bem no que isso quer dizer sobre projetos futuros. Este ano está previsto que ela apareça em outros cinco filmes, entre eles ExTerminators, com Heather Graham, e The Joneses, com Demi Moore e David Duchovny. E para o próximo ano ela está confirmada em outros três filmes, pelo menos. Nada mal.

The Informers estreou em janeiro deste ano no Festival de Sundance. Depois, no final do mesmo mês, participou do Festival de Santa Barbara. Neles, colecionou uma série de críticas negativas.

A produção, que teria custado aproximadamente US$ 18 milhões, dificilmente vai conseguir se pagar. Na sua semana de estréia nos Estados Unidos, o filme chegou a 482 salas de cinema e conseguiu arrecadar apenas US$ 300 mil. Um desempenho mais que medíocre.

Estranho que o ator Brandon Routh havia sido escalado para interpretar o vampiro Jamie mas, pouco antes do filme começar a ser rodado, ele foi dispensado do trabalho. Curiosa essa decisão dos produtores, de simplesmente limar a parte mais visivelmente macabra de The Informers – quem sabe com uns vampiros na história o filme teria sido mais interessante (ou engraçado, pelo menos). 😉

Para tornar o filme ainda mais hilário, The Informers nos brinda com pelo menos um erro de gravação quase amador. Como quando Peter vai mostrar Mary (Angela Sarafyan) para Jack. Antes da cena ser cortada, vemos claramente uma pessoa da equipe de gravação parada na frente do vidro dianteiro da van. Ei menino, acorda e sai daí! hehehehehehehehe.

Além das locações óbvias para um filme como esse, como é o caso de Los Angeles, The Informers foi gravado em cenários pouco comuns para o cotidiano de Hollywood, como foi o caso de Montevideu e Ciudad Punta del Este, no Uruguai, e de Buenos Aires, na Argentina.

O filme conseguiu uma nota até que razoável no site IMDb: 6,4. Por outro lado, os críticos que tem seus textos linkados no site Rotten Tomatoes foram mais duros com esta produção: lhe dedicaram 83 críticas negativas e apenas 13 positivas, o que lhe garante a espantosa aprovação de 14%. A média das notas dadas por estes críticos, contudo, é de 3,6 – eles foram mais duros do que eu. 🙂

CONCLUSÃO: Um filme plastificado sobre a Los Angeles do início dos anos 1980, em que uma última geração ainda pôde “curtir” o uso excessivo de drogas e a prática de sexo com diversas pessoas sem se importar com a Aids. Baseado no livro homônimo do badalado (e quase igualmente atacado) escritor estadunidense Gregor Jordan, este filme desperdiça um elenco de estrelas em uma história fraca e que sofre pelo excesso de personagens.

Diferente de outras produções em que “diferentes histórias se cruzam”, The Informers força a barra para justificar alguns de seus personagens, em um mosaico de histórias embalada por excessos que, francamente, não chega a parte alguma. Pode interessar a algumas pessoas por causa de sua “levada rockeira anos 80” e pelo desfile de gente bonita e nua. Mas, francamente, existem filmes melhores no mercado inclusive com estes elementos.