Olá, povo! Bóra lá para mais um Oscar?
Como já é uma tradição aqui no blog e quem me segue há mais tempo já sabe, a cada ano eu trago por aqui a lista de todos os indicados nas diferentes categorias do Oscar e também comento um pouco sobre cada categoria, os filmes que eu já tenha visto, as chances de cada um, bolsa de apostas e afins.
Neste ano, temos grandes chances de ver O Agente Secreto conquistando indicações em mais de uma categoria. O anúncio dos indicados ao Oscar 2026 começou com um discurso da presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Lynette Howell Taylor. Ela comentou sobre algumas novidades da 98ª edição do Oscar, como a categoria Melhor Elenco, que é uma novidade.
Citou também o retorno do apresentador Conan O’Brien, comentou alguns outros detalhes da cerimônia de entrega, que será em março, e depois chamou os atores Lewis Pullman e Danielle Brooks para eles anunciarem as primeiras categorias do Oscar.
Depois de anunciarem as primeiras oito categorias do Oscar, incluindo as de Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante, a transmissão do Oscar, feita, entre outros canais, pelo YouTube da Academia, retorno com as outras indicações.
Daí sim, a emoção veio com tudo. Porque O Agente Secreto começou a aparecer, finalmente, nas indicações, e o filme brasileiro conseguiu nada menos que quatro indicações ao Oscar deste ano! Emplacamos na cantadíssima categoria Melhor Filme Internacional, mas também emplacamos indicações em Melhor Elenco, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Filme! Que demais!
Mais uma vez, depois de ver o Brasil ganhar o primeiro Oscar de sua história no ano passado – demorou 97 edições do Oscar para isso acontecer, mas finalmente nos premiaram! -, agora vemos um filme do país ganhar tanta visibilidade. E, se o Oscar for justo, vamos sair com ao menos uma estatueta dourada dessa edição.
Para mim, dos filmes que eu assisti até agora e que estão na disputa em Melhor Filme Internacional, não tem para ninguém. Temos o melhor filme do ano. Espero que os votantes do Oscar tenham visto o mesmo que eu. Mas, independente de se vamos ganhar e em quantas categorias, só o fato do Oscar se abrir para dar tantas indicações para um filme do Brasil e de outros países, já é uma grande justiça e algo a ser comemorado.
Eu que sempre achei a categoria Melhor Filme Internacional a mais importante do Oscar, acho que Hollywood ganha muito abrindo a visão e a mente para o cinema que é feito em outras partes do mundo. O cinema é maravilhoso, e há muito filme bom em todas as partes. Que bom que agora mais gente está se dando conta disso.
Bem, agora nos resta fazer um esforço para assistir aos filmes que estão na disputa do Oscar e que eu ainda não vi. Vou comentando cada um deles por aqui. Ah, antes que alguém me pergunte, tivemos várias surpresas na lista do Oscar.
Entre outras, me chamou a atenção, na categoria onde o Brasil é mais forte, a de Melhor Filme Internacional, terem deixado de fora No Other Choice. Ele seria, inclusive, o meu próximo filme… mas agora, vou focar nos que realmente chegaram até uma indicação. Também chamou a minha atenção como Wicked: For Good foi ignorado.
Vale comentar também algo que já era esperado: que esse ano a disputa principal entre os filmes ficará entre One Battle After Another, Sinners, Marty Supreme e Hamnet. Ainda que Frankenstein tenha sido bastante lembrado também, tudo indica que as principais categorias do Oscar serão disputadas pelos quatro filmes que comentei. Um ou dois títulos devem se destacar, enquanto outros podem sair com praticamente nada.
Meu palpite é que muitos filmes sairão com uma ou duas estatuetas, mas que teremos uma ou duas produções que vão abocanhar de quatro a cinco categorias, incluindo a de Melhor Filme. Resta saber quem levará a melhor. No dia 15 de março, quando o Oscar for transmitido, saberemos. Mas algo que eu quero comentar é que dos filmes que eu já assisti e que estão concorrendo esse ano, concluo que temos uma das safras mais variadas e interessantes dos últimos tempos. Filmes muito diferentes entre si, mas muitos deles bem interessantes. Uma safra melhor do que a do ano passado, em geral.
A seguir, trago a lista de todos os indicados na premiação da Academia deste ano na ordem em que as categorias foram divulgadas na manhã de hoje, dia 22 de janeiro de 2026. Agora, é nos jogarmos para assistir ao máximo de filmes dessa lista. Depois de hoje, nos “vemos” na entrega do Oscar, quando estaremos torcendo muito pelo Brasil mais uma vez. Até lá!
Confira os indicados nas 24 categorias do Oscar 2026
Melhor Atriz Coadjuvante
- Elle Fanning (Sentimental Value)
- Inga Ibsdotter Lilleaas (Sentimental Value)
- Amy Madigan (Weapons)
- Wunmi Mosaku (Sinners)
- Teyana Taylor (One Battle After Another)
Avaliação: Começo as minhas avaliações com uma categoria interessante pela lista final que foi escolhida pela Academia. Não era certa a indicação de Elle Fanning, mas a atriz conquistou a sua vaga entre as outras fortes concorrentes do ano. Não assisti a todos os filmes da temporada para poder opinar, mas acho sim que ela mereceu a indicação. Se algo que Sentimental Value tem é um excelente elenco de atrizes. Mas a disputa está bem acirrada.
Se eu fosse votar, honestamente, eu teria dificuldade em escolher entre Teyana Taylor, Wunmi Mosaku e Inga Ibsdotter Lilleaas. Principalmente teria dificuldade para escolher entre Teyana e Wunmi. As duas estão fantásticas em seus papéis. Mas as bolsas de apostas apontam, até o momento, por um leve favoritismo de Teyana Taylor, seguida de perto por Amy Madigan.
Melhor Maquiagem e Cabelo
- Frankenstein
- Kokuho
- Sinners
- The Smashing Machine
- The Ugly Stepsister
Avaliação: Aqui começaram as surpresas do dia. The Smashing Machine e Frankenstein eram mais do que bolas cantadas nessa categoria, mas outras produções entraram na lista sem que elas tivessem sido muito citadas antes como fortes concorrentes. Nesse sentido, destaco Kokuho e The Ugly Stepsister.
Uma disputa interessante, portanto, porque temos elementos nada óbvios em jogo. Não consigo opinar sobre qual filme tem maiores méritos ou chances para ganhar porque da lista eu assisti apenas a Sinners, mas as bolsas de apostas apontam Frankenstein como o favorito, seguido um pouco de perto por Sinners.
Melhor Trilha Sonora
- Bugonia
- Frankenstein
- Hamnet
- One Battle After Another
- Sinners
Avaliação: Aqui temos dois dos grandes concorrentes deste ano em mais uma queda de braço. One Battle After Another e, especialmente, Sinners, tem em suas trilhas sonoras duas forças e dois destaques. Imagino que o mesmo aconteça com as outras produções na disputa – ou elas não estariam aqui. Sei que não falamos tanto desta categoria do Oscar quanto deveríamos, mas essa disputa é sempre muito acirrada.
Não é fácil conseguir emplacar uma indicação por aqui, então esses filmes já tem que ver seus nomes na lista como um baita reconhecimento. Novamente, não me arrisco a dizer qual produção tem a trilha sonora mais inesquecível ou que merece o prêmio, mas quero comentar apenas que as bolsas de apostas colocam quase que em empate técnico os filmes Sinners e One Battle After Another. Ou seja, o Oscar nessa categoria pode ir para um ou outro sem maiores surpresas.
Melhor Curta
- Butcher’s Stain
- A Friend of Dorothy
- Jane Austen’s Period Drama
- The Singers
- Two People Exchanging Saliva
Avaliação: Aqui começamos as indicações dos curtas. Eu particularmente acho essas categorias super, super interessantes. Mas nem sempre a gente consegue assistir a todos os concorrentes entre os curtas que concorrem em três categorias do Oscar. Tentarei fazer isso esse ano e recomendo que você tente também.
Há excelentes produções indicadas a cada ano do Oscar. Algo interessante dessas categorias também é que elas são as mais imprevisíveis, porque menos pessoas acompanham os curtas e por isso as bolsas de apostas costumam errar aqui. 🙂
Ainda não vi a nenhum dos curtas em disputa, mas gostaria de comentar um pouco sobre os indicados. Butcher’s Stain é um curta de Israel dirigido por Meyer Levinson-Blount que conta a história de um trabalhador de um supermercado em Tel Aviv que é acusado de tirar da sala de descanso da empresa cartazes com mensagens sobre reféns que tinham sido capturados pelo Hamas. História interessante. A Friend of Dorothy, do Reino Unido, dirigido por Lee Knight, trata da aproximação de um adolescente de uma viúva solitária depois que ele chuta sem querer uma bola de futebol até o jardim dela.
Depois temos Jane Austen’s Period Drama, curta dos Estados Unidos dirigido por Julia Aks e Steve Pinder e que tem sua história ambientada na Inglaterra de 1813. Enquanto aguarda ser pedida em casamento, uma jovem acaba menstruando e isso causa uma série de desentendimentos. The Singers, também dos Estados Unidos, dirigido por Sam A. Davis, foca em uma competição improvisada que irá escolher o melhor cantor de um certo bar em uma certa noite.
Fechando a lista de indicados nessa categoria temos Two People Exchanging Saliva (ou, no título original, Deux Personnes Échangeant de la Salive), uma coprodução da França com os Estados Unidos, dirigida por Natalie Musteata e Alexandre Singh, que é ambientada em uma sociedade onde beijar pode ser punido com a morte. Nesse local, uma mulher faz compras compulsivas em uma loja de departamento, onde ela fica fascinada por uma vendedora, o que desperta as suspeitas de uma colega da funcionária.
Enfim, filmes bem diferentes e com histórias interessantes. Se olharmos pelo histórico de prêmios recebidos por cada produção, The Singers é o curta mais premiado até agora – ele ganhou 27 prêmios até aqui. Aqui eu nem vou citar as bolsas de apostas porque, como eu disse, eles geralmente erram. Hahahaha. Tanto é verdade que os apostadores colocaram apenas A Friend of Dorothy como um dos curtas que seriam indicados… erraram feio, portanto.
Melhor Curta Animação
- Butterfly
- Forevergreen
- The Girl Who Cried Pearls
- Retirement Plan
- The Three Sisters
Avaliação: Aqui eu tive que gastar um bom tempo para achar o filme Butterfly indicado pela Academia. Primeiro, porque temos dezenas de títulos similares – e alguns curtas nessa lista -, mas a minha dica para quem quer ir atrás é ver o título original da produção, que é Papillon. Esse filme, dirigido por Florence Miailhe, é uma produção da França que conta a história de um homem que está nadando e, enquanto ele se movimenta na água, ele é inundado por muitas lembranças, da infância até a vida adulta, todas permeadas pela sua relação com a água.
Depois temos Forevergreen, curta dos Estados Unidos dirigido por Nathan Engelhardt e Jeremy Spears, que conta a história de um urso órfão que encontra um lar junto a um pinheiro, até que a fome o faz passar por perigos. Outra produção que aparece na lista é The Girl Who Cried Pearls, curta do Canadá dirigido por Chris Lavis e Maciek Szczerbowski que conta a história de uma garota “consumida pela tristeza”, que é amada por um rapaz, mas que tem sua trajetória marcada pela ganância e por atos perversos.
Conquistou uma vaga nessa categoria disputada o curta Retirement Plan, curta da Irlanda dirigido por John Kelly que conta a história de um homem que está na meia idade sobrecarregado e sem energia, mas que sonha com tudo que ele adoraria fazer quando se aposentar e tiver mais tempo. E fechando a lista de indicados nessa categoria temos The Three Sisters, uma coprodução de Israel, do Chipre e da Rússia dirigida por Konstantin Bronzit e que conta a história de três irmãs que vivem em uma ilha isolada e que precisam alugar uma de suas casas.
Novamente, se formos olhar pelo fator premiações, o curta mais premiado dessa lista, com larga vantagem, é Retirement Plan. Esse curta já venceu 17 prêmios até aqui. Me parece que ele leva uma certa vantagem na disputa mas, novamente, essa categoria sempre pode ter alguma surpresa. Veremos. Ah, e as bolsas de apostas novamente se saíram mal em nos apontar favoritos nessa categoria. Colocaram apenas Papillon (Butterfly) e Forevergreen entre as produções que chegariam até uma indicação.
Melhor Roteiro Adaptado
- Bugonia
- Frankenstein
- Hamnet
- One Battle After Another
- Train Dreams
Avaliação: Nessa categoria as bolsas de apostas acertaram na mosca. Ou seja, nenhuma surpresa nessa lista. Não vou opinar sobre qual filme é melhor ou “merece” mais a estatueta dourada, até porque assisti a apenas uma produção da lista, mas acho que temos um exemplo interessante aqui sobre a safra do Oscar deste ano. Produções muito variadas e com pegadas muito diferentes entre si.
Segundo as bolsas de apostas, One Battle After Another teria uma certa dianteira em relação a Hamnet nessa disputa. Mas, mesmo sem assistir a Hamnet, acho que a disputa deve estar grande entre as duas produções. One Battle After Another merece qualquer Oscar em disputa, mas acho que a briga será acirrada nesta e em outras categorias.
Melhor Roteiro Original
- Blue Moon
- It Was Just an Accident
- Marty Supreme
- Sentimental Value
- Sinners
Avaliação: Essa foi a primeira categoria em que a torcida por O Agente Secreto ficou com as orelhas em pé, porque tínhamos chance de emplacar a primeira indicação para o filme aqui. Mas não, não deu. E, cá entre nós, achei injusto. Nunca na vida eu posso concordar que o roteiro de It Was Just an Accident seja melhor que o roteiro de O Agente Secreto. Mas não foi apenas essa indicação que surpreendeu. Poucos acreditavam que Blue Moon iria emplacar uma vaga aqui.
Os outros filmes indicadores, especialmente Sinners, já eram esperados. Concordo com a indicação de Sentimental Value, e sobre Mary Supreme ainda não posso opinar. Mas It Was Just an Accident conseguir uma vaga no lugar de O Agente Secreto achei realmente uma forçada de barra gigantesca. Não merecia, mas ok. Entre as produções que concorrem nessa categoria, segundo as bolsas de apostas, a disputa está acirrada entre Sinners, Sentimental Value e Marty Supreme, com uma leve vantagem para o primeiro. E eu devo concordar com essa vantagem. Acho Sinners melhor também, mais bem acabado.
Melhor Ator Coadjuvante
- Benicio Del Toro (One Battle After Another)
- Jacob Elordi (Frankenstein)
- Delroy Lindo (Sinners)
- Sean Penn (One Battle After Another)
- Stellan Skarsgård (Sentimental Value)
Avaliação: Vejam que categoria interessante. Muitos veteranos em cena, e mesmo alguns deles, mesmo com uma longa carreira no cinema, estão conquistando neste ano as suas primeiras indicações ao Oscar. Esse é caso de Stellan Skarsgård e de Delroy Lindo. Dois atores incríveis, com uma baita currículo, e que conquistaram suas primeiras chances de ganhar um Oscar agora.
Da lista acima, apenas Delroy Lindo não era apontado como um dos favoritos segundo as listas de apostas. No lugar dele, apontavam para uma indicação de Paul Mescal, por Hamnet, mas ele ficou de fora. Não assisti a Hamnet ainda, mas acho que a indicação de Delroy Lindo foi muito justa. Ele está ótimo em Sinners. Talvez Jacob Elordi seria um nome que poderia ser debatido… apesar de One Battle After Another ter emplacado duas indicações, o favorito na disputa é Stellan Skarsgård.
Eu assisti Sentimental Value, como quem me acompanha por aqui já sabe, e realmente devo dizer que ele merece o Oscar. Claro, preciso ver o trabalho ainda de Jacob Elordi para falar com toda a propriedade possível, mas entre os outros quatro concorrentes, apesar de gostar de todos os atores e achar que cada um deles faz um baita trabalho em seus respectivos filmes, considero Stellan irretocável. E o ator, um super veterano, merece muito levar um Oscar pra casa. Veremos se ele consegue. Mas acredito que sim.
Melhor Elenco
- Hamnet
- Marty Supreme
- One Battle After Another
- O Agente Secreto
- Sinners
Avaliação: Primeira categoria que foi anunciada após o intervalo na divulgação feito pela Academia e bingo! O Agente Secreto conseguiu a sua primeira indicação! Não emplacamos em Melhor Roteiro Original, o que foi uma pena, mas emplacamos aqui na inédita categoria Melhor Elenco. E, cá entre nós, foi muito merecida essa indicação!
Temos um grande elenco, extenso em número de atores e atrizes e também em talento, e merecíamos estrear nessa categoria. Outros títulos que já eram muito esperados nessa disputa eram Sinners e One Battle After Another, também por contarem com um elenco espetacular. Não foi uma surpresa Mary Supreme e Hamnet emplacarem suas indicações, mas as bolsas de apostas colocavam ainda Sentimental Value na lista. Ou seja, O Agente Secreto conseguiu arrancar essa indicação do seu outro forte concorrente nesta temporada.
O elenco de Sentimental Value realmente é ótimo, mas acho que os quatro atores principais da trama já foram reconhecidos com indicações individuais, então não foi injusto ele ficar de fora desta disputa. Acredito que todos vamos torcer por O Agente Secreto e seria ótimo se ele emplacasse essa vitória. Mas seria uma zebra, algo inesperado.
A disputa principal nessa categoria está mesmo entre One Battle After Another e Sinners. Difícil essa disputa. Acho que tanto um quanto outro merecem esse Oscar. Mas eu ainda tenho uma leve preferência por One Battle After Another. Acho que ele merece um pouco mais que Sinners.
Melhor Figurino
- Avatar: Fire and Ash
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- Sinners
Avaliação: Mais uma categoria em que Wicked: For Good, o grande esnobado desse ano, foi ignorado. Porque sim, muitos davam como certa a indicação de Wicked nessa e em outras categorias. Mas o filme ficou de fora e cedeu lugar para Avatar: Fire and Ash. Não posso opinar sobre quem merece mais aqui, porque assisti apenas Sinners até agora, mas as bolsas de apostas apontam para Frankenstein como favorito. Pouco atrás aparecem na preferência dos apostadores Sinners.
Melhor Canção Original
- “Dear Me” (Diane Warren: Relentless)
- “Golden” (KPop Demon Hunters)
- “I Lied to You” (Sinners)
- “Sweet Dreams of Joy” (Viva Verdi!)
- “Train Dreams” (Train Dreams)
Avaliação: Aqui tivemos algumas surpresas. Sim, algumas canções eram bastante aguardadas e confirmaram a sua vaga, com destaque para “I Lied to You” e “Golden”, mas já outras não eram tão óbvias – e nem figuravam nas principais listas. A surpresa aqui ficou com “Sweet Dreams of Joy”, do filme Viva Verdi!. Novamente uma indicação que tirou da disputa Wicked: For Good – quase todos apontavam a canção “The Girl in the Bubble”, do filme, como uma forte concorrente.
Não posso opinar muito sobre essa categoria, mas posso sim dizer que “I Lied to You”, de Sinners, é uma baita música. Eu daria um Oscar para ela com facilidade. Mas o KPop tem altas chances de sair consagrado com o Oscar com “Golden”. Não seria uma surpresa. Segundo as bolsas de apostas, a disputa estaria acirrada justamente entre essas duas canções. Bem atrás viria “Dear Me”.
Melhor Documentário
- The Alabama Solution
- Come See Me in the Good Light
- Cutting Through Rocks
- Mr. Nobody Against Putin
- The Perfect Neighbor
Avaliação: Novamente, quem disse que o Oscar não apresenta surpresas, não é mesmo? Me parece que a cada novo ano, com essa diversidade maior que a Academia tem construído ano a ano, depois de ter sido muito critica por falta de inclusão e de diversidade há cerca de uma década, temos mais surpresas entre os filmes indicados e até entre os premiados. E aqui, novamente, ao menos dois grandes concorrentes ficaram de fora da lista de produções indicadas.
Estou me referindo a 2000 Meters to Andriivka e Cover-Up, dois documentários que apareciam entre os favoritos deste ano e que não aparecem na lista final das produções que podem levar o Oscar para casa. Outro forte concorrente, The Perfect Neighbor, esse sim conseguiu a sua indicação. Mas, até pelas surpresas que tivemos na lista, acho que essa categoria está bem aberta e bem disputada.
Não assisti a nenhum dos filmes indicados – mas vou ver a alguns deles antes de março, com certeza -, mas vou falar um pouco de cada um deles por aqui. The Alabama Solution é uma produção dos Estados Unidos dirigida por Andrew Jarecki e por Charlotte Kaufman que foca no sistema presidiário americano, mais especificamente o do Alabama, considerado um dos “sistemas penitenciários mais mortíferos dos Estados Unidos”.
Come See Me in the Good Light é uma produção dos Estados Unidos dirigida por Ryan White que conta a história de “dois amantes de poetas” com um diagnóstico incurável que fazem uma “exploração comovente” do amor, da mortalidade e dos seus momentos de vida.
Cutting Through Rocks é uma coprodução do Catar com o Chile, o Irã, o Canadá, os Países Baixos, a Alemanha e os Estados Unidos dirigida por Mohammadreza Eyni e Sara Khaki. O filme conta a história de Sara, uma mulher de 37 anos, motociclista, dona de terras, ex-parteira divorciada que acaba de ganhar uma eleição em uma vila remota do Irã. Todos têm uma opinião sobre ela.
Mr. Nobody Against Putin é uma coprodução da Dinamarca com a República Tcheca e a Alemanha dirigida por David Borenstein e Pavel Talankin que foca na história de um professor russo que grava, de forma clandestina, como a escola rural em que ele leciona acaba virando um centro de recrutamento militar durante a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Achei a premissa do filme muito, muito interessante.
Por fim, temos The Perfect Neighbor, produção dos Estados Unidos dirigida por Geeta Gandbhir que foca em como um “pequeno desentendimento” entre vizinhos na Flórida acaba escalando e tendo um “rumo letal”. Um tema bem interessante e importante para a realidade dos Estados Unidos, onde o que não faltam são “cidadãos armados” dentro de suas casas. Enfim, como sempre nessa categoria, que é uma das melhores do Oscar, temos vários filmes interessantes e com histórias que parecem incríveis – além de abordarem temas super atuais.
Novamente aqui as bolsas de apostas costumam errar. Não são bons em avaliar essa categoria. Se formos ver quem mais levou prêmios até agora, da lista de indicados, temos um empate entre Cutting Through Rocks e The Perfect Neighbor. Os dois filmes ganharam 26 prêmios até aqui. Ou seja, teremos uma disputa acirrada, tudo indica. As bolsas de apostas colocam The Perfect Neighbor à frente.
Melhor Curta Documentário
- All the Empty Rooms
- Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud
- Children no More: “Were and Are Gone”
- The Devil is Busy
- Perfectly a Strangeness
Avaliação: Como as outras categorias de curta, eis aqui mais uma disputa muito interessante e que não é tão acompanhada ou debatida quanto merecia. Apenas quem trabalha com cinema fica mais atenta a ela, mas todos nós ganhamos quando vamos atrás desses títulos. Porque todos que chegam a conquistar uma indicação ao Oscar merecem a nossa atenção – geralmente são excelentes produções ou tem, ao menos, muitas qualidades para apresentar, para nos inspirar ou fazer pensar.
Como não assisti ainda a esses curtas, vou comentar brevemente sobre cada um dos concorrentes. All the Empty Rooms é uma produção dos Estados Unidos com direção de Joshua Seftel que acompanha o trabalho do correspondente Steve Hartman e do fotógrafo Lou Bopp. Por sete anos eles trabalharam em um projeto que documentou os “quartos vazios” de crianças que foram mortas em tiroteios em escolas dos Estados Unidos. Forte, não? Fiquei muito curiosa para assistir.
Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud é uma produção dos Estados Unidos dirigida por Craig Renaud, que conta com muitas imagens dirigidas por Brent Renaud, e que conta a história de Brent, o primeiro jornalista americano morto enquanto fazia reportagens sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Children no More: Were and are Gone é uma coprodução dos Estados Unidos com Israel e o Reino Unido dirigida por Hilla Medalia que foca nas ações de grupos de ativistas israelenses que fazem vigílias silenciosas em Tel Aviv exibindo fotos de jovens vítimas de Gaza e recebem uma reação negativa do público, mas que seguem fazendo essas manifestações para mostrar qual é o custo humano da guerra.
Temos ainda The Devil is Busy, produção dos Estados Unidos dirigida por Geeta Gandbhir e Christalyn Hampton que foca na história de uma clínica de aborto de Atlanta que é cercada por manifestantes enquanto o diretor de operações assume o risco para tentar proteger funcionários e pacientes. E, fechando a lista, Perfectly a Strangeness, coprodução do Canadá com o Chile, dirigida por Alison McAlpine, que faz uma “exploração sensorial e cinematográfica” da história de três burros em um “deserto desconhecido”.
Novamente aqui, as bolsas de apostas não são um parâmetro muito seguro para a gente acertar quem irá ganhar essa disputa. Tanto é que os apostadores acertaram em três das cinco indicações. E como eles não acompanham muito os curtas, eles são mais vagos nessas apostas. De qualquer forma, apenas para trazer o que os apostadores acreditam desta disputa, lidera as bolsas de apostas All the Empty Rooms, seguida um pouco de perto por Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud.
Se formos analisar a trajetória de cada curta em relação às premiações, a produção que leva uma vantagem considerável aqui é Perfectly a Strangeness. Esse curta recebeu 16 prêmios até agora. Um bocado atrás vem All the Empty Rooms, com seis prêmios.
Melhor Filme Internacional
- O Agente Secreto (Brasil)
- It Was Just an Accident (França)
- Sentimental Value (Noruega)
- Sirât (Espanha)
- The Voice of Hind Rajab (Tunísia)
Avaliação: Essa sim, a maior expectativa envolvendo O Agente Secreto. Seria um absurdo o filme brasileiro não estar nessa disputa. Ainda assim, admito, dei um grito aqui quando anunciaram O Agente Secreto logo de cara. Fiquei feliz. Para mim, essa é a nossa grande chance no Oscar deste ano. As indicações de Sentimental Value e de It Was Just an Accident também eram mais que esperadas. A grande disputa ficará entre esses três filmes.
Mas havia espaço ainda para outros dois títulos. O representante da Espanha, apontado também em inúmeras listas, confirmou sua vaga. E a última vaga, que muitos colocavam como quase certa para No Other Choice, acabou com The Voice of Hind Rajab. Interessante ver um filme da Tunísia na disputa pelo Oscar. Um cinema bem menos conhecido e que passa a ganhar projeção com esse filme agora.
Ainda preciso assistir aos representantes da Espanha e da Tunísia, mas entre os outros três, não tenho dúvidas de que O Agente Secreto merece mais ganhar o Oscar. Vocês encontram a crítica sobre os três filmes aqui no blog, então não vou me estender muito por aqui, mas acho que seria uma baita e merecida vitória O Agente Secreto ganhar nessa categoria. As bolsas de apostas colocam o filme brasileiro como favorito, mas seguido muito de perto, quase em um empate técnico, com Sentimental Value. A disputa parece que será muito acirrada mesmo. Torcendo pelo nosso filme até o final! Mas tudo pode acontecer. Ainda assim, acho que a nossa melhor chance está aqui.
Melhor Animação
- Arco
- Elio
- KPop Demon Hunters
- Little Amélie or the Character of Rain
- Zootopia 2
Avaliação: Essa é uma categoria que eu acompanho menos, me interesso menos (devo admitir) e que tenho menos conhecimento para falar, mas algo que eu posso comentar é que parece que não tivemos surpresa nessa lista. Ao menos as bolsas de apostas cravaram os seus palpites aqui acertando nos cinco indicados – o que foi raro nesse ano.
Como eu não assisti a nenhum dos filmes da lista e como os apostadores se saíram tão bem nessa categoria, vou comentar o que eles apontam como os favoritos na disputa. Liderando a lista estaria Kpop Demon Hunters, com uma pequena vantagem em relação ao segundo colocado, que é Zootopia 2. Correndo um pouco por fora estaria Arco. Parece que o KPop vai sair vencedor por aqui – e talvez em Melhor Canção Original também.
Melhor Design de Produção
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- One Battle After Another
- Sinners
Avaliação: Aqui temos, mais uma vez no Oscar deste ano, quatro dos filmes favoritos disputando por uma estatueta. Em mais uma disputa bastante acirrada. Não assisti a três dos cinco filmes da lista, mas considero a disputa entre Sinners e One Battle After Another aqui uma queda de braço das boas.
O que chama a atenção nessa disputa é também a ausência de Wicked: For Good, apontada por listas e por bolsas de apostas como um concorrente quase óbvio nessa categoria. Pois bem, novamente o filme foi esnobado aqui. One Battle After Another teria conseguido o lugar dele. O favorito, segundo os apostadores, é Frankenstein, seguido a uma certa distância por Sinners.
Melhor Edição
- F1
- Marty Supreme
- One Battle After Another
- Sentimental Value
- Sinners
Avaliação: Aqui, nenhuma grande surpresa. Talvez apenas Sentimental Value conquistando sua vaga. As bolsas de apostas colocavam Hamnet na lista, mas o filme não conseguiu um posto nessa disputa. Entre os cinco concorrentes, assisti a três, e realmente concordo que a edição é um dos pontos de destaque – e fundamental para a narrativa – de Sinners, Sentimental Value e One Battle After Another.
Não assisti ainda a F1 e Mary Supreme, mas pelo que eu vi desses filmes até o momento – trailers e imagens de divulgação -, me parece realmente que a edição também nessas produções joga um papel fundamental. Então sim, a lista parece justa. E, mais uma vez, eis aqui uma disputa bastante acirrada.
As bolsas de apostas colocam One Battle After Another liderando essa disputa, seguido a uma certa distância de Sinners e de Marty Supreme. Eu sou suspeita para falar, mas em todas as categorias em que One Battle After Another estiver disputando e em que O Agente Secreto não estiver concorrendo eu vou torcer por One Battle. Sim, Sinners é um dos grandes filmes do ano, mas acho a produção dirigida por Paul Thomas Anderson melhor. Ainda que em edição, admito que fica difícil escolher. Nessas horas, fico feliz de não precisar votar pra valer. 🙂
Melhor Som
- F1
- Frankenstein
- One Battle After Another
- Sinners
- Sirât
Avaliação: Achei essa lista interessantes. Alguns títulos mais que previstos para aparecem aqui – como F1, Sinners e One Battle After Another – e outros que foram uma surpresa. Me refiro ao espanhol Sirât e a Frankenstein. O primeiro até aparecia na última posição nas listas de apostas, mas Frankenstein nem aparecia nessas listas. No lugar dele aparecia Avatar: Fire and Ash, que perdeu essa indicação.
O som é um aspecto fundamental em One Battle After Another e Sinners, e posso imaginar como é algo vital também para F1. Sobre os outros filmes, ainda não posso comentar. O que eu posso citar é que as bolsas de apostas colocam F1 na liderança dessa disputa. Em seguida aparecem, com uma certa diferença, Sinners e One Battle After Another.
Melhores Efeitos Visuais
- Avatar: Fire and Ash
- F1
- Jurassic World Rebirth
- The Lost Bus
- Sinners
Avaliação: Mais uma categoria em que o óbvio não aconteceu. Tivemos algumas surpresas por aqui. Avatar: Fire and Ash e F1 eram bolas muito cantadas nessa categoria, mas outros três filmes apontados pelos apostadores ficaram de fora da disputa. Além do mais que esnobado Wicked: For Good, ficaram de fora também Frankenstein e Superman.
No lugar deles entraram Sinners, o filme mais indicado do Oscar desse ano, além de uma mais que surpreendente indicação de Jurassic World Rebirth (quem diria que esse filme seria indicado ao Oscar?) e de uma indicação para The Lost Bus. Com essas “surpresas” em jogo, eu diria que essa é uma das categorias mais imprevisíveis do ano. Ainda assim, se levarmos em conta as bolsas de apostas, estaria um bocado na frente na disputa Avatar: Fire and Ash, seguido a uma certa distância por F1.
Melhor Fotografia
- Frankenstein
- Marty Supreme
- One Battle After Another
- Sinners
- Train Dreams
Avaliação: Interessante como uma categoria “aleatória”, entre aspas mesmo, pode ser um indicador interessante sobre a força que determinados filmes podem ou não ter no Oscar. Marty Supreme ter conseguido uma vaga em Melhor Fotografia é um indicador de como esse filme ganhou força nos últimos tempos e que pode surpreender em algumas categorias. Não que ele vá ganhar aqui, mas ele ter retirado uma vaga que muitos apontavam como sendo de Hamnet pode demonstrar essa força que a produção está ganhando.
Ou não. Hahahaha. Mas acho que é um ponto a ser avaliado. Fora Marty Supreme ter conseguido uma indicação aqui, o restante da lista já era previsto. A fotografia realmente joga um papel muito importante em cada uma dessas produções. Novamente eu ficaria muito em dúvida entre One Battle After Another e Sinners, porque a fotografia de ambos é excelente, e mesmo sem ter assistido a Train Dreams, me parece que esse aspecto do filme também é um ponto de destaque.
Tudo isso para dizer que essa disputa aqui está bem acirrada. Não vou mentir que estarei torcendo pelo brasileiro Adolpho Veloso, responsável pela fotografia de Train Dreams. Porque sim, sou dessas. Estou sempre na torcida por um artista brasileiro! Mas, segundo as bolsas de apostas, Train Dreams aparece apenas na terceira posição entre os favoritos nessa categoria. Lidera a disputa Sinners, em quase um empate técnico com One Battle After Another.
Melhor Ator
- Timothée Chalamet (Marty Supreme)
- Leonardo DiCaprio (One Battle After Another)
- Ethan Hawke (Blue Moon)
- Michael B. Jordan (Sinners)
- Wagner Moura (O Agente Secreto)
Avaliação: Essa era a maior expectativa do público brasileiro no dia, provavelmente. Porque era certa a indicação de O Agente Secreto em Melhor Filme Internacional, então nossa grande torcida, depois de ter Fernanda Torres indicada a Melhor Atriz no Oscar 2025, era ter Wagner Moura conseguindo entrar na disputa de Melhor Ator em 2026. E deu certo! Siiiiimmmmm! Depois de ganhar o Globo de Ouro deste ano como Melhor Ator – Drama, Wagner Moura conseguiu uma vaga nessa que é uma das categorias mais disputadas do Oscar. Genial!
Muito se falou sobre Wagner Moura não ter sido indicado ao The Actor Awards, prêmio anual entregue pelo Screen Actors Guild, sindicato que representa mais de 120 mil atores e atrizes atuantes nos Estados Unidos. Mas a gente sabia também que isso não era um indicador decisivo… que a bela campanha que O Agente Secreto está fazendo no mercado internacional e que o Globo de Ouro poderiam voltar a colocar Wagner Moura na disputa, e isso realmente aconteceu. Muito merecido!
Ele tirou da disputa Jesse Plemons, que foi indicado por Bugonia no The Actor Awards. As outras indicações já eram previstas. Pelas bolsas de apostas, a indicação de Wagner Moura não foi uma surpresa. Há tempos ele é apontado como o terceiro nome mais forte para vencer em Melhor Ator no Oscar 2026. Na frente dele estão, praticamente empatados, Timothée Chalamet e Leonardo DiCaprio.
Caso Chalamet conseguir levar o Oscar para casa, essa será a primeira vez que ele ganhará uma estatueta dourada – em quatro indicações. Leonardo DiCaprio, que chega à sua sétima indicação nesse ano, recebeu, até hoje, apenas um Oscar. Ou seja, dois atores muito conhecidos e com um ótimo currículo de indicações ao Oscar e prêmios diversificados que estão em uma bela queda de braços aqui.
Ainda preciso assistir a Blue Moon e Marty Supreme para poder realmente opinar por aqui, mas acho que Wagner Moura pode surpreender e ser uma zebra nessa disputa. Seria algo mais do que histórico. Porque ele ganhar de Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan e Timothée Chalamet seria algo incrível.
Eu vou torcer demais por Wagner Moura, mas se ele for perder essa disputa, tenho uma leve preferência por Leonardo DiCaprio. Nem tanto por achar que ele está excepcional em One Battle After Another… acho que ele está bem, mas seria mais um Oscar pelo “conjunto da obra” do ator e por causa do filme mesmo, que é o meu preferido entre as produções de Hollywood que eu vi até o momento.
Melhor Atriz
- Jessie Buckley (Hamnet)
- Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You)
- Kate Hudson (Song Sung Blue)
- Renate Reinsve (Sentimental Value)
- Emma Stone (Bugonia)
Avaliação: Vejam só. Mais uma atriz que conseguiu uma colocação “na última hora”, digamos assim. Se Wagner Moura não era uma indicação certa na categoria Melhor Ator, podemos dizer o mesmo de Kate Hudson aqui. Claro, ela foi indicada como Melhor Atriz no The Actor Awards, onde deixaram de fora Renate Reinsve – que foi indicada ao Globo de Ouro -, mas foi indicada no prêmio da SAG também Chase Infiniti. E acho que foi justamente esse nome que foi injustiçado aqui.
Honestamente, não vi ainda Song Sung Blue, Bugonia ou If I Had Legs I’d Kick You para poder opinar, mas não acho que todas as atrizes desses filmes fizeram um trabalho mais potente e melhor do que o da atriz de One Battle After Another. Eu teria colocado Chase Infiniti com facilidade nessa disputa. Mas não foi isso que aconteceu. Enfim…
Nomes inevitáveis dessa temporada, nessa categoria, parecem ser os de Jessie Buckley e Rose Byrne. Pessoalmente, festejei a indicação de Renate Reinsve, porque eu admiro muito essa atriz, há tempos, e acho que ela está incrível em Sentimental Value. Mas essa é mais uma disputa daquelas. Difícil cravar quem irá levar o Oscar para casa. As bolsas de apostas apontam por um leve favoritismo de Jessie Buckley, seguida a uma distância curta por Rose Byrne.
Melhor Direção
- Chloé Zhao (Hamnet)
- Josh Safdie (Marty Supreme)
- Paul Thomas Anderson (One Battle After Another)
- Joachim Trier (Sentimental Value)
- Ryan Coogler (Sinners)
Avaliação: Mais uma categoria que pode nos sinalizar algo importante – ou não, vai saber. Hahahaha. Aqui, eram bastante previsíveis as indicações de Paul Thomas Anderson, Ryan Coogler, Josh Safdie e Chloé Zhao porque eles foram os nomes indicados no DGA Awards 2026, a premiação da associação que representa os diretores de cinema nos Estados Unidos e o mais importante termômetro dessa categoria antes do Oscar – a exemplo da premiação da SAG quando estamos abordando as indicações dos atores.
Mas daí temos uma diferença importante no Oscar em relação ao DGA Awards: Joachim Trier conseguiu uma indicação por seu trabalho em Sentimental Value retirando da disputa o diretor Guillermo Del Toro, de Frankenstein. Essas e as outras indicações de Sentimental Value mostram a força do filme no Oscar deste ano. Isso faz com que a produção seja a favorita, por exemplo, na categoria Melhor Filme Internacional? Não necessariamente.
Esse não seria o primeiro ano em que um filme é bastante vezes indicados ao Oscar e que sairia da premiação com poucas estatuetas ou até mesmo com nenhuma. Não é impossível disso acontecer, claro, mas é um bocado improvável. Então sim, O Agente Secreto tem muitas chances em levar Melhor Filme Internacional, mas isso não é certo.
Agora, nessa categoria, de Melhor Direção, temos mais uma disputa claríssima entre dois dos filmes mais fortes do ano: One Battle After Another e Sinners. Segundo as bolsas de apostas, Paul Thomas Anderson teria uma vantagem pequena em relação à Ryan Coogler. Essa é a quarta indicação de Anderson nessa categoria – e até, o momento, ele nunca levou um Oscar para casa.
Sou suspeita para falar, porque eu sou apaixonada pelo trabalho desse diretor e claro que eu acho que ele merece levar um Oscar para casa. Mas, ao mesmo tempo, mesmo sem ter assistido a Hamnet, eu gosto muito da diretora Chloé Zhao e estou sempre na torcida por ele. Diferente de Anderson, Chloé Zhao ganhou um Oscar já na categoria Melhor Direção por Nomadland (com crítica neste link), em 2021.
Caso Ryan Coogler surpreender e vencer o Oscar nessa categoria, ele terá 100% de aproveitamento, já que esta vez é a primeira em que ele concorre na categoria Melhor Direção. Gosto muito do diretor Joachim Trier, e acho que ele mereceu ser indicado nessa categoria, mas acho que ele concorre totalmente por fora. Como em todas as outras categorias da premiação da Academia em que O Agente Secreto não está, nessa aqui, mais uma vez, eu vou torcer por One Battle After Another. Não apenas porque acho esse um baita filme, mas porque gosto demais de Paul Thomas Anderson. Veremos.
Melhor Filme
- Bugonia
- F1
- Frankenstein
- Hamnet
- Marty Supreme
- One Battle After Another
- O Agente Secreto
- Sentimental Value
- Sinners
- Train Dreams
Avaliação: Chegamos na categoria com maior visibilidade do Oscar. E pelo segundo ano consecutivo o Brasil consegue emplacar, de forma histórica, uma produção nacional nessa categoria. Que demais! Muito, muito feliz com essa conquista e com essa visibilidade que o nosso cinema merecidamente está conquistando no Oscar.
Vale comentar que, segundo a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, neste ano nada menos do que 317 produções foram consideradas aptas a concorrer ao Oscar. Claro que nesse número estão incluídos curtas, longas, animações, documentários e tudo o mais. Deste total, 202 filmes poderiam concorrer na categoria Melhor Filme. Então O Agente Secreto conseguir uma das 10 vagas é algo realmente incrível! E merecido, devo dizer.
Claro que os votantes da Academia não assistem a 202 filmes. Por isso mesmo é tão importante a campanha que as produções fazem antes do Oscar e, claro, ajuda muito os filmes também outras premiações. Tudo conta para algumas produções ganharem visibilidade e entrarem no radar dos votantes. Importante dizer que com essa indicação aqui, O Agente Secreto conseguiu emplacar indicações em quatro categorias do Oscar, uma a mais do que Ainda Estou Aqui.
E o restante da lista, que tal? Tudo super previsível ou tivemos surpresas? Bem, até pelas outras indicações do Oscar 2026, devo dizer que eram mais do que esperada a presença nessa categoria de One Battle After Another, Sinners, Marty Supreme, Hamnet e Frankenstein. Sentimental Value e Bugonia também tinham grandes chances de figurar nessa lista. Até aí, nenhuma surpresa.
Os outros indicados, a meu ver, não eram tão óbvios. Cito, nesse sentido, as indicações de F1 e Train Dreams. Especialmente o primeiro me surpreendeu. Não imaginava que ele teria força para chegar a uma indicação de Melhor Filme. Mas ele conseguiu. Segundo as bolsas de apostas, F1 tinha menos chances de conseguir uma indicação nessa categoria do que It Was Just an Accident. Para vocês terem uma ideia, enquanto a produção francesa tinha 77,08% de probabilidade de conseguir uma indicação, F1 aparecia com apenas 15,92%.
Então parabéns para os produtores de F1 que conseguiram emplacar essa indicação. Certamente o filme ganhou uma validação importante aqui. Mas, por óbvio, ele concorre totalmente por fora dessa disputa. Atualmente, existe praticamente um empate técnico entre três filmes: Marty Supreme, Sinners e Hamnet. Pouco atrás desses filmes aparece One Battle After Another.
Bueno, ainda não assisti a Marty Supreme e Hamnet, para realmente poder opinar a respeito de quem merece mais sair consagrado como o Melhor Filme do ano, mas eu tenho uma certa predileção, até aqui, por One Battle After Another e por Sinners, não apenas por serem ótimos filmes, muito bem feitos, mas também pelo tom político e pelos debates que essas produções levantam. O que posso falar desde já é que a disputa está grande nesse ano e que não será uma surpresa qualquer um desses filmes vencer.
Nosso O Agente Secreto aparece apenas na sétima posição na lista dos filmes com maiores chances segundo as bolsas de apostas. Seria uma zebra genial se ele surpreendesse a todos e vencesse nessa categoria. Acho que teríamos que fazer feriado nacional por três dias, pelo menos. Eu torço por essa zebra, que seria mais do que histórica, mas acho pouco provável que isso aconteça.
Então vamos mesmo acompanhar qual será o Melhor Filme segundo os votos dos 10.136 membros da Academia. De algo eu tenho certeza: o vencedor de 2026 será melhor do que o de 2025. 🙂 Porque não é muito difícil um filme ser melhor do que Anora (com crítica neste link), não é mesmo? Hahahaha. A minha missão agora é focar nessa e nas outras listas e procurar assistir ao máximo de filmes antes da entrega do Oscar no dia 15 de março. Quem vem comigo nessa? Abraços e até lá!