Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans – Vício Frenético


Imaginem um policial um tanto corcunda, que anda meio duro e que sucumbe a todos os deslizes possíveis em sua profissão. E, ainda assim, é promovido de tempos em tempos e sob aplausos de outros policiais e superiores. Este é o perfil do “herói” do novo filme do diretor alemão Werner Herzog. Escolhi colocá-lo na frente de outras produções que estavam na vez de serem assistidas por causa do diretor. Mas eu deveria saber que um filme com o Nicolas Cage dificilmente seria excepcional. Nada contra o ator, é claro, que já fez trabalhos muito bons. Mas é que, convenhamos, há tempos ele não merece nenhuma estatueta ou prêmio por seu desempenho. Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans é uma “viagem” um tanto psicodélica demais que, contudo, subverte o gênero dos filmes policiais. Para começar, ele é mais engraçado que trágico – e olha que não faltam motivos para que ele fosse tenso. Justamente por ser estrelado por Cage, este filme me pareceu um Leaving Las Vegas misturado com House M.D. Ou talvez ele possa ser resumido como um Ben Sanderson, protagonista de Leaving Las Vegas, com uma arma na cintura e um distintivo na lapela.

A HISTÓRIA: Uma cobra nada nas águas sujas que dominaram boa parte de New Orleans após a passagem do Furacão Katrina. Preso em uma cela, um homem grita por socorro enquanto os policiais Terence McDonagh (Nicolas Cage) e Stevie Pruit (Val Kilmer) descobrem fotos da namorada de um colega que deu no pé. Depois, os dois “homens da lei” fazem piada da situação do preso com água até quase os ombros. Até que McDonagh surpreende ao colega ao se jogar naquelas águas sujas para libertar o homem desesperado. Tempos depois, o Dr. Miburn (Robert Pavlovich) lhe comunica que um problema nas costas recentemente descoberto vai lhe causar dores moderadas a intensas. Ainda assim, ele poderá voltar à ativa – mas tendo que tomar remédios para dor, começando pelo Vicodin. McDonagh é promovido a tentente com honras por sua bravura. Seis meses depois, ele é colocado à frente de um caso envolvendo o homicídio de cinco pessoas de uma mesma família. Sua busca pelos culpados revela a decadência do policial, viciado em drogas, adepto da jogatina e da extorsão, capaz dos gestos mais insanos e antiéticos para conseguir os seus objetivos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes de The Bad Lieutenant, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme): Dei muitas risadas com este filme, eu admito. Muito diferente de um filme policial padrão, esta nova produção captaneada por Werner Herzog prima pelo absurdo e pelo nonsense. Se for encarada como uma comédia, ela pode até agradar. Agora, se o espectador estiver buscando um roteiro com pé e cabeça, que siga a fórmula dos policiais tradicionais, provavelmente irá se decepcionar.

The Bad Lieutenant está mais para Fear and Loathing in Las Vegas do que para o genial Heat – ainda que este último, como o novo filme de Herzog, questione a “moralidade” de um policial. The Bad Lieutenant entra fundo no perfil de um “oficial da lei” que é tudo, menos ético ou “acima de qualquer suspeita”. Em uma interpretação quase todo o tempo exagerada, Nicolas Cage acaba provocando mais pena que repulsa neste antiherói enlouquecido e muitas vezes cômico. O exagero, aliás, caracteriza esta história e a forma com que Herzog manipula a realidade para mostrar os estados de “graça” de seu protagonista.

Algo que acho interessante deste filme é como um sujeito do tipo de McDonagh, totalmente corrupto e corruptível, pode ser considerado o melhor policial do departamento liderado por James Brasser (o veterano Vondie Curtis-Hall). (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). No melhor estilo “os piores ganham os melhores postos” – quantos de vocês não se perguntaram como determinada pessoa incompetente/corrupta/puxa-saco profissional poderia ser promovida enquanto outros, mais competentes, ficavam para trás? – McDonagh vai subindo de posições até chegar a ser capitão. E detalhe: sempre com menções honrosas por seu “valioso trabalho”. O que seus superiores não sabem é que, para conseguir concluir os seus casos, McDonagh não pensa duas vezes em plantar provas, extorquir e intimidar bandidos e “peixes pequenos” como são os usuários de drogas.

Um dos melhores momentos do filme, para mim, foi a sequência com as iguanas na “mesa do café” de McDonagh quando ele e sua equipe vigiam a casa do suspeito Deshaun “Anão” Hackett (Lucius Baston). Antes, há cenas envolvendo cobras e jacarés. Eis aqui uma das marcas registradas do diretor Werner Herzog: seu apreço por mostrar o “lado selvagem” da Natureza. Mas, no caso de The Bad Lieutenant, a vida selvagem não aparece em seu estado puro, mas em um delírio provocado pela mistura de drogas que o protagonista do filme utiliza para evitar a dor – e, claro, lá pelas tantas ele já está viciado em todo aquele entorpecente. Alguém aí lembrou de Gregory House antes dele “ficar limpo”?

O incrível desta história é como McDonagh, por mais “fora da casinha” que ele esteja, consegue resolver os piores problemas nos quais ele vai se metendo. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Seguindo uma narrativa clássica e linear, os roteiristas deste filme deixam o protagonista, lá pelas tantas, afundado até o pescoço por distintas ameaças e problemas. Mesmo com drogas exalando por todos os poros e sem dormir direito, McDonagh parece mostrar uma “inteligência superior” a ponto de enganar a todos e levá-los a resolver os seus problemas. Incrível – e, convenhamos, bastante improvável. Esse “exagero” da história me incomodou um pouco, admito. Mas quando percebi que se tratava de uma comédia, mais que de um policial, relaxei. Se for visto desta maneira e com uma grande dose de ironia, The Bad Lieutenant até que pode ser interessante. Vai depender dos gostos do espectador.

NOTA: 7,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: The Bad Leutenant tem um elenco de apoio bastante interessante. Mas como a história é centrada totalmente no personagem de Terence McDonagh, muitos dos personagens secundários são quase pontas no enredo. A única que tem um papel um pouco maior, realmente, é a atriz Eva Mendes. Ela interpreta a namorada de McDonagh e prostituta Frankie Donnenfeld. A atriz está bem no seu papel – ainda que, convenhamos, Eva Mendes é mais bonita do que boa intérprete. E, como a personagem de Frankie pede, Eva Mendes está linda, frágil e, em alguns episódios, determinada. Nada demais. Val Kilmer aparece em um papel bastante secundário – e, de tão “morno” perto do exagerado Nicolas Cage, ele praticamente desaparece e/ou não é reconhecido.

Outros atores que fazem parte do elenco e que merecem ser mencionados: Jennifer Coolidge convence como Heidi, a “madrasta” de McDonagh que está em permanente estado de embriaguez; Brad Dourif em uma interpretação excelente como Ned Schoenholtz, o homem que aceita as constantes apostas do detetive para o geralmente perdedor time do Louisiana; Shawn Hatosy como o policial Armand Benoit, “aprendiz” manipulável de McDonagh; o rapper Xzibit, que dá um show como o chefão do tráfico Big Fate; Shea Whigham em uma interpretação divertida como o “descompassado” filhinho de poderoso Justin – que resolve se vingar depois de uma prensa de McDonagh por ele ter batido em Frankie; e Tom Bower como Pat McDonagh, pai alcóolatra em fase de AA do policial-protagonista.

Em pontas ainda menores, estão Fairuza Balk como a policial Heidi, que não se importa em fazer um “favorzinho” para o protagonista em troca de alguma “diversão”; o sempre ótimo Michael Shannon como Mundt, o oficial da sala de apreensões que passa a ter medo de ser flagrado retirando drogas para McDonagh e, por isso, termina com o fornecimento que fazia para ele; Denzel Whitaker como Daryl, testemunha dos crimes envolvendo a família de imigrantes senegaleses; e fechando a lista de destaques, Lucius Baston e Tim Bellow interpretam a Dashaun “Anão” Hackett e Gary “G” Jenkins, os cúmplices de Big Fate. As atrizes Irma P. Hall, como Binnie Rogers, e a que interpreta a idosa chamada como Sra. Edwin (não consegui descobrir o seu nome) garantem junto com Nicolas Cage algumas das cenas mais engraçadas do filme.

Este filme de Werner Herzog com roteiro de William M. Finkelstein é uma releitura de Bad Lieutenant, produção de 1992 dirigida por Abel Ferrara e estrelada por Harvey Keitel. Não assisti ao original mas, pelo que todos os críticos que andei lendo afirmam, este novo Bad Lieutenant não tem nada (ou muito pouco) a ver com a produção de 1992.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,1 para o filme. Bastante justa, na minha opinião. Os críticos que tem textos linkados no Rotten Tomatoes, por sua vez, foram mais generosos: dedicaram 77 críticas positivas e 14 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 85%.

The Bad Lieutenant estreou no Festival de Veneza em setembro de 2009. De lá para cá, o filme participou de outros 13 festivais e conseguiu, até o momento, duas premiações: melhor ator para Nicolas Cage segundo a associação de críticos de cinema de Toronto e o prêmio especial da Fundação Christopher D. Smithers entregue para Werner Herzog no Festival de Veneza. The Bad Lieutenant está na disputa, atualmente, pelo prêmio de melhor fotografia no Independent Spirit Awards.

Nas bilheterias dos Estados Unidos o filme está tendo um desempenho fraquíssimo – para os padrões daquele mercado, claro. Ele arrecadou, até o último dia 10, pouco menos de US$ 1,5 milhão. Se continuar assim, levará prejuízo.

Além de corrupto e viciado em drogas, o protagonista de The Bad Lieutenant tem outro vício: o sexo casual. Sempre que pode, ele troca “prensas” contra jovens usuários de drogas e pequenos favores por sexo. Por essa característica, há pelo menos uma cena bastante quente no filme: aquela que envolve McDonagh e a garota que tem uma pedra de crack valiosa. 😉

Na parte técnica, o filme funciona bem em cada detalhe. Destaque, em especial, para as diferenciações fundamentais de “momentos da história” feitas pela direção de fotografia de Peter Zeitlinger e para a trilha sonora hilária de Mark Isham. Classifico a trilha desta forma porque ela ressalta, ainda mais, a forma “deslocada” do filme – que foge dos lugares-comum de um policial. Bem interessante.

O crítico David Denby, do The New Yorker, comenta neste texto que o filme de Herzog consegue ser, ao mesmo tempo, um filme sobre procedimentos policiais e uma celebração escandalosa dos desvios provocados pela “mania do crack”. Gostei, especialmente, quando Denby define a interpretação de Nicolas Cage como a de um “Quasimodo que não tem a corda de um sino para se pendurar”. Genial. hehehehehe. “Herzog envia este literalmente quebrado detetive para casas perigosas e ruas escuras, com uma arma na mão, como qualquer outro policial em uma perseguição faria. Mas no minuto seguinte McDonagh terá uma alucinação – ele vê um cadáver dançando break – ou explodirá em histeria, seu rosto se transformando violentamente em um sorriso enorme. (…) O filme é uma bagunça, mas certamente não é monótono”, comenta o crítica.

A. O. Scott, do The New York Times, ressalta que o filme de Werner Herzog não é nem uma refilmagem, nem uma sequência da obra original de Abel Ferrara. Ele classifica The Bad Lieutenant como “um filme noir anarquista que parece, às vezes, quase tão desequilibrado quanto seu protagonista”. Neste texto, Scott ressalta a interpretação de Nicolas Cage – que deveria requer “adjetivos ainda não inventados, digitados em caps lock e em itálico” – no filme de Herzog que classifica como “glorioso” e bagunçado. Para o crítico, a “imprevisibilidade maníaca” de The Bad Lieutenant relembra os espectadores de como os thrillers de crimes ultimamente tem sido previsíveis e maçantes.

“Este gênero, que certa vez foi um repositório de mistério, emoções selvagens e uma maliciosa invenção cinematográfica, foi transferido recentemente para um estado de uma mal-humorada, sádica rotina”, critica Scott. Gostei, em especial, quando ele compara Cage com um “Jimmy Stewart drogado”. 😉 O crítico destaca ainda o trabalho de Cage e de Herzog afirmando que as rajadas de energia que podem parecer aleatórias e disassociadas são, de fato, os passos brilhantes de jogadores que tem, com certeza, ainda que de forma nada ortodoxa, noções de ritmo. Para Scott, The Bad Lieutenant não é “nenhuma obra-prima, mas é sem dúvida o trabalho de um mestre”. Estou com ele nesta avaliação. “Existe disciplina em Bad Lieutenant, e um respeito aos princípios, semelhante ao que vimos no filme de guerra do Sr. Herzog Rescue Dawn, para os prazeres e regras de um gênero”, comenta o crítico.

Betsy Sharkey, do Los Angeles Times, destaca a simbologia da serpente que aparece na sequencia de abertura do filme. Para ela, Werner Herzog deixa claro, desde o início, o ventre “sedutor e de duplicidade” das coisas que serão narradas nesta história. Sharkey destaca que existe, no fundo, uma ligação entre as duas produções de Bad Lieutenant: ela reside na premissa básica de um policial desonesto e abastecido por drogas que tem uma vida dupla. “Mas a loucura e a maldade (do filme de Herzog) são de uma faixa mais cerebral”, comenta ela neste texto. Sharkey destaca a forma com que Nicolas Cage torna seu personagem extremamente real – especialmente a dor que ele sente pelo problema nas costas que adquire ao salvar o presidiário no início do filme. E afirma que Herzog dirige sob suas próprias obsessões – como “alguns interlúdios estranhos com animais”. Na síntese de Sharkey, o diretor fez bem o seu filme noir, dando ao espectador “o que ele deveria – crime, corrupção, sarcasmo, sexo e sombras por toda a sua lente escura”.

Um dos críticos que reprovou Bad Lieutenant foi Kyle Smith, do New York Post. Nesta crítica ele comenta que sempre haverá apenas um Bad Lieutenant: Harvey Keitel. Na produção dirigida por Werner Herzog, comenta Smith, Nicolas Cage tenta ser um cara durão mas consegue apenas ficar parecido com um vendedor ruim de carros usados. Depois de bater firme no ator principal do filme, o crítico afirma (talvez com um pouco de cinismo) que “não importa” a sua interpretação desastrada porque “Werner Herzog está aqui para salvar o dia, entregando um propositalmente inclinado filme ruim com um brilho demoníaco”. Para Smith, com a inadequação do personagem, o ator (Cage) e o diretor reforçam um ao outro para conseguir um efeito hilário. “Herzog não conhece a ação (um tiroteio, que carrega o potencial de ser um momento Scarface, acaba sendo estragado), mas conhece a luxúria, o desagradável e a loucura. O coração deste filme é (eu direi isso de uma forma agradável) tão sujo quanto um pano engraxado de um restaurante de beira de estrada”, definiu Smith.

CONCLUSÃO: Um filme mais engraçado que tenso. O diretor Werner Herzog segue a sua própria tradição de incentivar os protagonistas de seus filmes até o limite de suas interpretações e, assim, consegue um desempenho tresloucado de Nicolas Cage como o policial Terence McDonagh. Psicodélico, “viajandão”, The Bad Lieutenant se debruça em uma realidade policial em que predomina a inteligência e o “jeitinho” no lugar da ética e da preocupação de seu protagonista em “bem servir”. As drogas e a corrupção correm soltas nesta história que, de forma cômica, muitas vezes é interrompida para entrar nos delírios de McDonagh – o mais engraçado deles envolvendo duas iguanas. Recomendado apenas para pessoas que podem levar uma produção de cinema nada à sério. Aqui o drama vira comédia, a tensão é diluída na convicção de que o clown-protagonista domina todas as situações. Herzog faz um bom trabalho, ainda que esta produção esteja longe de figurar na lista de seus melhores filmes. Cage capricha na interpretação, convencendo na caracterização de seu papel – não deve ser nada fácil caminhar permanentemente com uma parte das costas mais inclinada que a outra. Talvez este seja o seu melhor desempenho nos últimos tempos, ainda que algumas vezes ele chegue a irritar nas cenas mais exageradas. Mas, no fim das contas, Cage faz rir – o que talvez seja o grande objetivo deste filme. Uma produção curiosa, por ser tão fora dos padrões, mas ainda assim muito distante de ser excepcional.

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8 thoughts on “Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans – Vício Frenético

  1. O que me faz acompanhar um blog, independente do assunto, além da relevânvia do mesmo, é a empatia ou certo alinhamento de opiniões com quem escreve. Não sei se é certo ou errado, mas costumo ser assim.

    Antes de ler esta postagem, que me surpreendeu, havia lido em outro blog especializado em cinema mas cuja linguagem técnica e forma de exposição me passou a impressão que o blogueiro assistiu ao filme de forma forçada.

    Outro ponto a se destacar é que, sempre que leio uma postagem do MovieSense acabo tendo de ver o filme novamente dada a “leitura” que me faz descobrir coisas que me passaram despercebido.

    Rí quando lí que Eva mendes é mais bonita que boa atriz. Concordo que Eva é mais um esteriótipo de sex symbol e os diretores procuram deixar isto bem claro em seus papeis, muitas vezes exagerados e imaturos na minha opinião. Creio que se eu fosse um adolescente ia achar Eva Mendes o máximo mais por suas curvas, boca carnuda e a pintinha sexy do que pela interpretação.

    Nicolas Cage segue pelo mesmo caminho, pois, ultimamente seus filmes tem deixado a desejado e este não fugiu a regra. Embora concorde com a boa interpretação, ainda acho que ele mereça um roteiro que combine sua capacidade de atuação com uma história que prenda o expectador e, talvez seria pedir muito, mas com um toque de verossimilança.

    Talvez eu tenha visto o filme já com os pré conceitos citados antes e outros que não citei e isto possa ter me levado a uma leitura errônea então, vamos assistir novamente…

    No mais, obrigado por mais esta deliciosa análise e esta forma de escrever que tanto que agrada e me deixa na expectativa da próxima análise.

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  2. Oi Reinaldo!!

    Meu fiel leitor e interlocutor de Twitter. 😉

    Fico feliz que eu tenha te feito rir. hehehehehe. Isso também acontece comigo quando leio o texto de alguém com quem eu concordo plenamente. Engraçado como parece que a pessoa leu os nossos pensamentos, não é mesmo?

    Também fico lisonjeada de saber que acompanhas este meu blog com afinco e gosto. É um prazer ter a tua companhia por aqui. Assim como a de outros leitores fiéis. Essa é uma das grandes “graças” de manter um blog.

    Não acho que estás certo ou errado com o teu “lema” para acompanhar blogs. Acho que é normal a gente gostar de alguns trabalhos e seguir aquelas pessoas. Faço isso com cineastas, por exemplo. Se gosto muito de um filme, continuo procurando obras daquele diretor – mesmo quando ele produz algo “menor” ou parece ter “perdido o jeito”. Também faço isso com escritores, jornalistas. Acho um hábito saudável. E, novamente, fico feliz em ser uma pessoa que desperta em ti esse interesse.

    É possível escrever complicado e cheio de palavras técnicas sobre cinema ou o tema que for? Com certeza. Mas eu sou da “escola” (ou da “política”) de que o que eu escrevo deve ser compreendido por todos – tanto por quem entende da linguagem técnica como de quem não está familiarizado com ela. Por isso busco mesmo este tipo de texto simples, de fácil leitura. É um hábito.

    Nicolas Cage, como conversamos pelo Twitter, considero um bom ator. Mas acho que ele dificilmente, em sua carreira, foi excepcional. Há outros, da geração dele, que são melhores. Neste filme ele está bem, mas ainda não chega perto de ser digno de prêmios. Além disso, o Werner Herzog é aquela figura excêntrica, um diretor “cheio de manias”, como muitos já definiram. E um cara, por tudo isso, excepcional.

    Eu que te agradeço, Reinaldo, pelo empenho de escrever comentários aqui no blog. É um prazer esta nossa troca de idéias.

    Volte sempre! Um abraço.

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  3. Como mantenedor de um blog de minha área de atuação, também agradeço e aprecio muito os comentários, mas no meu caso é um blog técnico. O seu trata da “fábrica de sonhos” que é a indústria do cinema e, neste caso, somos nós, leitores quem temos que agradecer.

    Agora, estou no aguardo da análise do “The Cove” ou “A enseada” que, acho, será a tradução para o português.

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  4. Olá Reinaldo!!

    Nossa, faz tempo mesmo que eu não respondo os comentários por aqui… há um tempinho já publiquei o texto de The Cove e nós mesmos falamos dele um bocado no Twitter, não? hehehehehehe

    Pois é, eu falo sobre a “fábrica de sonhos” do cinema e, ainda assim, posso estar completamente equivocada no que digo, não é mesmo? Por isso que gosto tanto de ler as opiniões dos leitores, para reafirmar algo que eu disse ou colocar algumas impressões minhas em parafuso. Sem contar as vezes em que comentam aspectos de um filme que eu não havia me dado conta… essa interação é interessantíssima.

    Obrigada por fazer parte desta troca de idéias. 😉

    Abraços e inté!

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  5. Oi Otávio!

    Seja bem-vindo por aqui!

    Desculpe demorar para responder, mas estive um bocado ocupada nos últimos meses.

    Encontraste a trilha do filme? Se não, eu sugiro uma busca em lojas de discos e, na internet, em sites como os da Submarino, Lojas Americanas, Fnac e, se não encontrar nestes, CDNow e outros do gênero.

    Boa sorte, desde já. E volte mais vezes! Abraços.

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    1. Filme horrendo detestei,quero coisas mais inteligentes não pobreza com drogas ,nota 0.
      no século 21 um filme de imagens feias nojentas merecemos algo mais inteligente . Sinto muito.

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