I Could Never Be Your Woman – Nunca é Tarde para Amar


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Bem, nenhum dos dois títulos é interessante. Na verdade, não sei qual é o pior, se o original – I Could Never Be Your Woman – ou a tradução para o português – Nunca é Tarde para Amar. Bem, deixando isso para lá, devo confessar que “comédias românticas” não são o meu forte, apesar de que tenho visto algumas histórias interessantes. Esse filme, por exemplo, não é de todo ruim. Na verdade, admito, dei umas boas risadas com ele. Já o romance… bem, a dupla Michelle Pfeiffer e Paul Rudd tem uma bela sintonia, na verdade. Além do mais, o filme tira sarro de vários clichês e provoca alguns padrões e conceitos, o que o torna interessante.

A HISTÓRIA: Rosie (Michelle Pfeiffer) é a produtora e uma das roteiristas do programa para adolescentes You Go Girl (uma espécie de Malhação ao estilo norte-americano, ou seja, mais escatológico e com “humor”). Ela passa por uma fase complicada, em que sua filha Izzie (Saoirse Ronan) está entrando na adolescência e, ao mesmo tempo, em que deve lutar para manter seu programa no ar. O problema é que o chefe de Rosie, Marty (Fred Willard), exige maior audiência e, para isso, pede mudanças, como a inclusão de novos personagens. Durante a escolha de um novo ator para a série, Rosie conhece a Adam (Paul Rudd), um garoto que ainda não chegou aos 30 anos e que mostra ter talento para a comédia.

VOLTANDO À CRÍTICA: O filme começa super florido, com uma música bem romântica e logo entra a Mãe Natureza (interpretada pela perfeita Tracey Ullman) para “detonar” com o moderno “way of life” dos Estados Unidos e de muitos países desenvolvidos. Ou seja: para criticar o vício das pessoas em querer ser jovem eternamente e demais besteiras que alguns fazem por aí por não saber o que querem – ou quando querem algo – da vida. Opa, o que podia ser apenas uma comédia boboca, quem sabe, tem jeito.

O filme, na verdade, vive em uma montanha-russa entre brincar com os estereótipos e a maneira de viver dos Estados Unidos e com a adoção de alguns destes vícios. Ao menos – e isso é uma qualidade – a diretora Amy Heckerling (responsável pelo roteiro também) não pretende dar nenhuma lição de moral e não quer que seu filme seja levado tão a sério que impossibilite que as pessoas pensem nele se divertindo.

Por isso é interessante ver a Michelle Pfeiffer interpretando o papel de uma mãe que, muitas vezes, toma o lugar da filha – e vice-versa, a filha toma o lugar da mãe, algo muito real nos dias atuais. Um exemplo ótimo: quando a mãe diz que não está preparada para deixar as Barbies das quais a filha quer se livrar. E a filha, interpretada pela competente irlandesa Saoirse Ronan, passa por todas as reações de uma garota entrando na adolescência: quer se livrar de tudo que lhe lembre a infância, adota posturas mais “radicais” ou de “quebra de padrões” e sofre com a aparente rejeição do garoto “popular” da escola.

O personagem de Adam (Paul Rudd) parece livre de conflitos, relaxado e nada “deslumbrado” com o sucesso iminente. Ok, um personagem um pouco perfeito demais. Talvez o único um pouco fora da realidade imperfeita que sabemos que vivemos. No mais, o filme brinca mesmo com a questão de estereótipos e com o mundinho das produções televisivas nos Estados Unidos – e em tantos lugares -, como a disputa pelos holofotes e a imaturidade de muitas de suas “estrelas”. Sem levar muito a sério, é um filme divertido e que, no fim das contas, também pode ser levado um pouco a sério.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Querendo ou não é interessante ver a uma figura como Michelle Pfeiffer, prestes a completar 50 anos – fará cinco décadas em 29 de abril de 2008 -, linda de morrer, brincando com a questão das plásticas e da “corrida” das mulheres por permanecerem jovens para sempre. Ela já brincou com essa mesma idéia em Stardust, ao interpretar uma bruxa em busca da “juventude eterna”, mesma premissa As Bruxas de Eastwick. Mas agora, quase aos 50, idéia mais atual do que nunca – idéia mais “vista” e tratada pela imprensa e pelos outros do que por ela, tenho certeza.

Stacey Dash está perfeita no papel da descerebrada Brianna, assim como Sarah Alexander no papel da invejosa Jeannie.

Segundo o site IMDb, o filme custou aproximadamente US$ 24 milhões. Depois de estreiar na Espanha em 11 de maio, o filme passou no Festival de Maui em 15 de junho, estreou no Brasil em 21 de setembro e, para o grande público dos Estados Unidos ele chegará somente em 9 de novembro.

Eu, em minha busca por colocar aqui o cartaz do filme original em boa qualidade, me deparei com um cartaz com o título do filme em espanhol: “El novio de mi madre” (!!!). hehehehehehehe. Que ótimo… e detalhe para uma flor no lugar do primeiro O de “novio”, ou seja, na palavra “namorado”. Sem um cartaz original com boa qualidade, com o título em inglês para publicar aqui, fui obrigada a publicar esse em espanhol.

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4 thoughts on “I Could Never Be Your Woman – Nunca é Tarde para Amar

  1. Para comentar, tenho que assistir antes !
    Amo filmes romanticos com uma pouco de drama na mistura, e este pelo titulo promete muito em tudo de bom e mais um pouco!!
    Pelo fato de estar em espanhol não vejo nada que desabone a qualidade e a mensagem que o filme possa transmitir! Pode alcançar ainda mais o objetivo!

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  2. Oi Elias!

    Primeiro de tudo, obrigada por tua visita e pelo teu comentário!
    Já assistiu ao filme? Quando assistir, tens que vir aqui comentar, combinado?

    Interessante que foges do estereótipos de “homens que não gostam de filmes românticos”, né? Bacana isso. Pessoalmente, eu gosto de poucos filmes do gênero. Acho que tem mais filmes óbvios e chatos neste segmento do que filmes interessantes ou inovadores, mas realmente Nunca é Tarde para Amar está na lista dos bons.

    Só não entendi muito bem o que tu quis dizer com o filme estar em espanhol… O filme é uma produção dos Estados Unidos e é falado em inglês. Depois me explica o que tu quis dizer.

    Um grande abraço e volte sempre por aqui!

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  3. Olá

    Adorei essa comedia romantica, umas das melhores do ano passado, eu indicava de olhos fechados aos clientes. Ver a Michelle de volta foi muito bom, gosto muito dela. E nesse filme ela está deslumbrante, deram-na um papel com a cara dela, ficou fantastico. Eu daria 9,0 ao filme pq tenho a impressão que faltou alguma coisa mas não sei o que é até agora.
    Bom um filme super divertido, até digo a todos que não percam, excelente, risadas a todo instante, sem falar a filha dela no filme, dei muita risada com ela, primeira paquera, menstruação.

    Bom por enquanto é só
    abraço

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  4. Oi Elizeu!!

    Uau, vc gostou mesmo do filme, hein? hehehehehehe
    Eu também. Gostei de ver a Michelle Pfeiffer de volta… também gosto muito dela. E achei, como disse no texto, que o papel caiu como uma luva para a atriz, com ela brincando com muitos estereótipos que com certeza jogam sobre ela e sobre outras pessoas de seu perfil profissional e idade.

    Olha, acho que o filme tem um roteiro muito bom e atuações convincentes, mas achei, como falei lá encima, que o personagem do garoto é certinho demais, quase idealizado. Acho que faltou para ele um pouco da “picardia” que o resto dos personagens tem.

    Mas, no geral, o filme é bem bacana. Recomendo também.

    Um abraço e até logo…

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