Death Sentence – Sentença de Morte


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Tem vários filmes bons sobre a perda de uma pessoa próxima, alguém importante da família, pelas mãos de assassinos. Alguns destes filmes mostram como é difícil a vida após uma perda deste tipo – como Entre Quatro Paredes – e outros contam a história da saga da pessoa em se vingar e fazer a justiça pelas próprias mãos – Estrada para Perdição, Abril Despedaçado e os filmes mais conhecidos de Charles Bronson, só para citar alguns. Death Sentence, o novo filme do diretor James Wan (conhecido pelo filme de terror Saw), vai pelo segundo caminho. Gostei muito do filme, que não alivia em mostrar o que acontece com quem tenta fazer a justiça pelas próprias mãos e, ao mesmo tempo, com quem acha que não tem mais nada a perder.

A HISTÓRIA: Nick Hume (Kevin Bacon) é um empresário e feliz pai de família. Ele paparica os dois filhos, Brendan (Stuart Lafferty) e Lucas (Jordan Garrett), com especial atenção para Brendan, um jogador de hockey em ascensão. Ao lado de Nick, forma a “família perfeita” sua esposa, Helen (Kelly Preston). Quando os meninos são crianças, eles realmente parecem a família perfeita. Quando ficam adolescente, contudo, Nick e Helen tem que enfrentar os humores e as disputas entre os irmãos mas, ainda assim, eles tentam ser uma família unida e feliz. A rotina dos Hume muda radicalmente quando em uma noite, após uma partida de hockey, Brendan é atacado pela gangue de Billy Darley (Garrett Hedlund, irreconhecível). O grupo entra na loja de conveniência em que está Brendan, no posto de gasolina em que seu pai parou para abastecer, para fazer a iniciação da gangue de Joe (Matt O´Leary). Depois do ataque ao filho e de descobrir que Joe provavelmente seria condenado a poucos anos de prisão, Nick resolve fazer justiça com as próprias mãos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Death Sentence): O filme não alivia. Ainda assim, não exagera na violência e nem explora, como Saw ou outros filmes recentes, cada ferida ou buraco de bala. É um filme mais “profissional” do que Saw, produção anterior de Wan que pode ser considerada quase um “trash movie”. E é um filme bom, além de tudo. Mas é o filme mais Hollywood do diretor até agora. O filme mais profissional e menos ousado, também.

Mas voltando à Death Sentence. O filme realmente mostra o que acontece com quem tenta fazer a justiça com as próprias mãos. Entendo que o personagem de Nick fique louco ao saber que seu filho não foi morto por “acidente” em um assalto, mas sim determinadamente escolhido para a iniciação em uma gangue de um moleque chamado Joe. Se entende a reação dele, o que não se entende é como a detetive Wallis (Aisha Tyler) dormiu no ponto totalmente após a sessão na corte, quando Nick demonstra para todos uma mudança de postura e de comportamento no caso de seu filho inexplicável. Como policial, ela deveria ter desconfiado e ter “monitorado” o pai revoltado, ou não? Se isso ocorresse no Brasil, até vai lá… se pode vir com a desculpa que os policiais tem mais o que fazer do que ficar monitorando pais com comportamento estranho. Mas nos Estados Unidos, onde nos vendem tanto a idéia de polícia inteligente? Sinistro.

O fato é que Nick parte mesmo para a vingança e consegue comer o seu prato ainda quente. Mas, claro, desencadeia uma reação das grandes de Billy e de sua gangue – formada ainda por Bodie (Edi Gathegi), Heco (Hector Atreyu Ruiz), Baggy (Kanin J. Howell), Jamie (Dennis Keiffer), Tommy (Freddy Bouciegues), entre outros. A reação do grupo rende algumas cenas de perseguição ótimas, além de uma inevitável represália para o restante da família de Nick.

A direção de James Wan é bem equilibrada, com o tom exato conforme a situação e com espaço para alguns momentos mais de expressão dos personagens. A história é baseada no livro de Brian Garfield, com roteiro assinado por Ian Jeffers. Todos os atores estão muito bem, inclusive com uma participação de John Goodman como Bones, um vendedor de armas com duplo interesse na história.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: A nota do filme só não é maior porque eu achei que o diretor deu uma aliviada no final. Sei que a maioria dos filmes de ação não segue a lógica e tudo, mas se o filme estava sendo honesto com o que acontece em uma situação destas, porque no final, depois do ataque a família de Nick, o diretor e o roteirista querem nos convencer de verdade que Nick tem reais chances de se vingar de toda a gangue que sobrou? Hummm… saímos da tão bacana lógica até esse ponto para cair em uma satisfação dos espectadores, que querem ver o heróico pai de família ganhar sua batalha pessoal? Achei desnecessário. Se o filme tivesse acabado no hospital, por exemplo, acho que eu teria dado uma nota maior. De qualquer forma, o restante de Death Sentence continua sendo bem dirigido e com boas atuações, mas achei meio “simplório” terminar da maneira que terminou. Muito Charles Bronson para o meu gosto. hehehehehehe

Falando em Charles Bronson, fiquei sabendo depois que Death Sentence é baseado no mesmo autor de Death Wish, história que tornou Bronson famoso com o filme de 1974 de mesmo nome. Ou seja: as ligações são mais que óbvias.

Gosto muito de cartazes bem feitos de filmes. E Death Sentence tem alguns cartazes muito bacanas. Tive trabalho de escolher o mais bacana. Mas gostei muito deste, negro e com um toque de “mangá”. Mas tem outros muito bons. Para mim, um bom cartaz de filme, um bom trailer e uma boa divulgação são fundamentais para que um filme dê certo. Não vejo trailers – para não estragar surpresas – mas sou levada por cartazes de filmes.

Infelizmente o filme está tendo uma bilheteria fraca nos Estados Unidos. No período de 2 de setembro até 14 de outubro, ele arrecadou apenas US$ 9,4 milhões. Pouco, muito pouco. Merecia mais. Mas, quem sabe, ele acaba tendo mais sucesso quando for lançado em DVD.

No Brasil o filme tem estréia prevista para o dia 2 de novembro.

No site IMDb o filme ganhou a nota 7,1.

James Wan é um fenômeno. Ele tem apenas 30 anos e já é um nome conhecido por fazer um bom trabalho no cinema. Ele nasceu na cidade de Kuching, na Malásia, e tem cinco filmes no currículo.

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6 comentários em “Death Sentence – Sentença de Morte

  1. Oi menina!

    Que bom que tu veio… e que tu gostou. Espero te ver por aqui muitas e muitas vezes. E comentando, e criticando… enfim, o que quiser.

    Tropa de Elite já sabes… quando quiser, te empresto. Beijosssssssssss

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  2. Olá, Alessandra!
    Gostei muito do teu blog, muito mesmo. A maioria dos filmes que recebm crítica eu já assisti e gostei muito do que você falou.
    Parabéns!
    __

    Quanto ao Death Sentence, eu tô doido pra ver esse filme, mas não encontro em torrent, e se depender de vir pro Brasil, é só em 2008 e em DVD. 😦

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  3. Olá Osmar!

    Bem- vindo por aqui! Que bom que você gostou do blog. Espero te ver por aqui muitas vezes.

    Também gostaria muito, já que viste muitos dos filmes que eu comentei, de que comentastes eles também… seja para concordar ou para discordar. Essa troca de idéias é o que é mesmo bacana.

    Sobre o Death Sentence… eu consegui vê-lo em casa através do programa da mulinha, se é que você me entende! hehehehehe
    Se você encontrar, ótimo. Se não, me manda um mail com o teu mail e eu te digo como encontrar. Um grande abraço!

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  4. Muito bom
    bastante tiros, e Kevin Bacon mostra que está de volta e pronto pra outros filmes
    excelente, recomendadisso
    xau
    até mais
    vo parar por aqui
    não consigo comentar mais
    e há muito o que comentar e também há muita coisa para assistir
    depois eu continuo ok Ale

    esse blog é fantastico, o melhor que tem!!!!
    Parabéns!

    abraços

    fellipefe@hotmail.com

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  5. Oi Felipe!

    hehehehehehehehehehhehehehe
    Cansaste de comentar, então? heheheheheehehe

    Achei engraçado! Mas não desanima não… eu demorei tanto para te responder que já tiraste um mês de férias. 😉

    Mas então, também gostei do Kevin Bacon dando uma de Charles Bronson… pelo menos ele é mais bonitinho. hehehehehehe
    Brincadeiras a parte, o filme tem um bom ritmo e não cai no “vou atirar em quem aparecer porque estou puto”… tem sua lógica.

    Obrigada pelo elogio ao blog… foste bem generoso, vai! Eu me esforço, mas infelizmente não consigo me dedicar a ele tanto o quanto eu gostaria. Mas quem sabe em breve? Tentarei atualizá-lo mais… vamos ver se desta vez eu consigo. hehehehehe

    Um abraço e até a sua volta. 🙂

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