No Country for Old Men – Onde os Fracos Não tem Vez


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Admito que filmes com bons e grandes vilões sempre me fascinaram. Desde Jack o Estripador até o imbatível Hannibal Lecter, passando por tantos outros… Também sempre me chama a atenção os filmes que os críticos começam a falar muito. E não porque os críticos estão sempre certos – aliás, muitas vezes, eles não estão. Mas porque acho interessante as produções que acabam virando “unanimidade” ou, se não, viram “assunto da vez”. Gosto de saber, como já disse antes ao me referir ao Oscar, o que “eles” querem nos vender para saber suas razões e objetivos. Ok, nem sempre há uma “teoria da conspiração” por trás da opinião massiva de críticas. Muitas e muitas vezes existe, isso sim, filmes muito bons.

No Country for Old Men, o mais recente filme dos irmãos Ethan e Joel Coen, é um destes filmes que virou “assunto do momento”. Ele é um dos favoritos para o Oscar 2008 e tem recebido, da crítica especializada, um caminhão de críticas positivas. Vi esse filme há um mês, aproximadamente, mas não tinha conseguido tempo de escrever a respeito por aqui – viagem para o Brasil e seus preparativos, além de trabalhar muito consumiram todo o meu tempo. Ainda com esse tempo de distância entre o dia em que vi o filme e o dia em que escrevo a respeito devo dizer que minha idéia a respeito dele não mudou: é um grande filme, por seu cinismo e qualidades, além de ter um elenco afinadíssimo e um dos melhores vilões de todos os tempos (talvez até um concorrente de Hannibal Lecter). Deve ser indicado a muitos Oscars e talvez ganhe alguns – depende do humor da Academia.

A HISTÓRIA: Acompanhamos a saga de Llewelyn Moss (Josh Brolin), um homem comum, habituado ao clima árido de algumas regiões dos Estados Unidos. O filme começa com Llewelyn em um dia de caça normal, até que ele encontra um “campo” de caminhonetes abandonados. De longe ele já sabe do que se trata: um ajuste de contas, possivelmente entre traficantes, em um campo desértico. Como um predador, Llewelyn chega perto das caminhonetes e descobre diversos cadáveres, homens mortos em um confronto entre traficantes. Ele também encontra um carregamento de heroína e um sobrevivente. A partir daí, ele empreende uma busca pelo dinheiro da transação mal fadada – US$ 2 milhões – e, mais que isso, sobreviver a caçada que os verdadeiros donos do dinheiro e a polícia empreendem contra ele. Atrás do dinheiro e de Llewelyn partem o sheriff Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) e o caçador de recompensas e matador profissional Anton Chigurh (Javier Bardem).

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a No Country For Old Men): Todos têm falado muitíssimo da interpretação de Javier Bardem. Realmente, o ator espanhol está fantástico no papel do vilão desta história. Sem parecer exagerada – e talvez esteja sendo, um pouco -, mas considero a interpretação dele e, mais, o seu personagem, quase tão bom quanto Hannibal Lecter (para mim o melhor vilão do cinema em todos os tempos). Claro que estou me referindo a vilões “possíveis”, ou seja, a pessoas que realmente poderiam (ou podem) existir. Porque do contrário, entraria na lista Freddy Krueger ou Jason Voorhees. Mas me refiro a vilões de carne e osso, vilões que poderiam morar na casa ao lado. Hannibal Lecter sempre foi, para mim, imbatível. Especialmente pelo filme O Silêncio dos Inocentes (primoroso!). Mas esse Anton Chigurh intepretado por Javier Bardem está a altura do Hannibal de Anthony Hopkins. Ainda assim, acho que faltam os louros das interpretações de Josh Brolin e de Tommy Lee Jones. O primeiro, por sua obstinação em vencer a todos, inclusive ao homem que todos temem. E tudo por cobiça e/ou valentia. O segundo, pelo tom exato de “dever à Justiça” e de desconsolo. Tommy Lee Jones está simplesmente perfeito.

Sei que alguns dos prêmios que No Country for Old Men recebeu até agora (falo deles mais extensamente no “Obs de pé de página” logo abaixo) foi para todo o elenco. Achei justo. Assim como é justo o prêmio a Bardem. Não vi ainda todos os filmes que podem render indicação a ator coadjuvante, mas acho realmente que não haverá páreo para ele no Oscar. O que acho bacana é que ele será indicado a coadjuvante, podendo deixar o caminho livre para Denzel Washington na categoria principal (por seu magnífico trabalho em American Gangster). Acho que seria uma grande quebra de braço os dois concorrerem na mesma categoria mas, ao mesmo tempo, acho justo os dois ganharem o prêmio. Que seja um como principal e outro como coadjuvante. Os dois merecem.

Mas voltando ao filme: No Country for Old Men realmente é muito bom. Para mim, reúne as melhores características dos irmãos Coen: roteiro inteligente, frases impagáveis, direção cuidadosa e atenta aos detalhes e às interpretações. Enfim, elementos do bom e velho cinema bem-feito. Exemplo de pontos altos do filme: o diálogo entre Anton Chigurh e o proprietário do posto de gasolina (Gene Jones) no meio do nada. Para um homem que matar é algo tão natural e fácil quando caminhar, algumas vezes a decisão sobre tirar uma vida tem que passar por algum crivo, nem que seja uma moeda. hehehehehe. Maravilhoso!

Uma qualidade grande do filme, na minha opinião, é que os irmãos Coen não aliviam – como sempre na sua filmografia. Assim sendo, não adianta ter grandes esperanças… o filme trata de uma caçada humana e, como na Natureza, vence o animal mais forte, mais preparado. Como qualquer história bem escrita, aqui também o espectador fica na dúvida para quem torcer. Afinal, não entra na balança os elementos que movem um ou outro personagem, mas o seu carisma e a sua estratégia de sobrevivência. No fundo, por mais que tenhamos uma idéia de “torcer pelo mais fraco”, muitas vezes aplaudimos justamente quando o forte ganha. Talvez efeito da nossa permanente luta interna entre nosso lado primitivo e nosso lado racional, com critérios e ajustes sociais.

No Country for Old Men trata disso e de muito mais. Alguns podem ver no filme apenas um “thriller de ação”, uma caçada humana. Mas ali também se vê, a todo momento, as idéias da cobiça, da busca pela liberdade, da luta pela sobrevivência, da vingança, enfim, de muitas leituras possíveis sobre o tema. Mas para os que não gostam de ver “sentidos escondidos” nas histórias, o filme ainda é o que deveria ser: um trabalho muito competente de profissionais do cinema.

NOTA: 9,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: No Country for Old Men já começou a colecionar prêmios importantes. Ganhou como Melhor Filme do Ano no prêmio National Board of Review (dos críticos de cinema norte-americanos), além de ter levado os prêmios de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Elenco. Outros prêmios: Melhor Filme do Ano pelo New York Film Critics Circle (Círculo de Críticos de Cinema de Nova York), pelo Boston Film Critics (associação dos Críticos de Cinema de Boston), pelo Washington DC Film Critics (pela associação de Críticos de Cinema de Washington) e pelo Chicago Film Critics (associação de Críticos de Cinema de Chicago). Ou seja: levou o prêmio de melhor filme do ano por quatro das principais associações de críticos dos Estados Unidos. Eles realmente amaram o filme.

O filme No Country for Old Men ganhou também vários outros prêmios importantes, como de melhor roteiro para os irmãos Coen da New York Film Critics Circle e da Chicago Film Critics; melhor ator coadjuvante para Javier Bardem pelas associações de Nova York, Boston, Washington e Chicago, pela New York Film Critics Online e pela Gotham Awards (prêmio de cinema da cidade de Gotham); melhor direção para os irmãos Coen pela associação de críticos de Nova York, de Washington e de Chicago, além do San Francisco Film Critics Circle (Círculo de Críticos de Cinema de São Francisco); além de outros prêmios.

Além das estatuetas e títulos já conquistados, No Country for Old Men está indicado a quatro dos principais prêmios do Globo de Ouro: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante para Javier Bardem. Para muitos o Globo de Ouro é uma prévia do Oscar. Considero esse prêmio realmente uma prévia em se tratando de indicações, ou seja, normalmente quem vai para o Globo de Ouro realmente vai para o Oscar, mas não acho que isso se aplique sempre aos vencedores de um em relação ao outro. Basta comparar a história das duas premiações para ver que os interesses em distribuir os prêmios nem sempre são os mesmos.

Interessante saber que No Country For Old Men é fruto de uma adaptação. Ele é baseado no livro do escritor premiado com o Pulitzer Cormac McCarthy. A obra dele, que retrata as mudanças “no estilo de vida” do Oeste Norte-Americano, foi publicada em 2003. O filme trata destas mudanças, ainda que a crítica e a ironia sobre o antigo modo de vida do Oeste fiquem um pouco eclipsados pela caçada humana dos personagens principais.

Alguém pode se perguntar porque eu dei a nota 9,8 para o filme, sendo que gostei tanto dele. Realmente, é um grande filme, mas não consigo tirar da minha cabeça a American Gangster. Perto deste, que ainda considero o meu favorito para o Oscar, não posso dar uma nota maior para No Country for Old Men. Além do mais, admito que me irritou um pouco a “invencibilidade” de Anton Chigurh. Ok, eu sei que a idéia deve ser mesmo de que o “mal ficou invencível” nesse mundo caótico em que vivemos, mas acho que ele poderia ter levado mais do que aquele tiro que ele leva. hehehehehehe. No mais, o filme é perfeito. Ainda que, para mim, American Gangster seja superior.

Diante do trio de atores principais (Josh Brolin, Javier Bardem e Tommy Lee Jones), nem tive como citar antes outros nomes importantes do filme. Agora, fazendo justiça, cito Woody Harrelson como Carson Wells, Kelly Macdonald como Carla Jean Moss, Garret Dillahunt como o deputado Wendell, e Gene Jones como o ótimo “proprietário do posto de gasolina” que tem, para mim, a melhor troca de diálogos do filme com Javier Bardem.

O filme está indo bem de bilheteria – ainda que já tenha perdido espaço frente a outras estréias. No Country for Old Men estreou nos Estados Unidos no dia 18 de novembro e faturou, até 2 de dezembro, quase US$ 23 milhões.

No Brasil o filme tem data de estréia para 15 de fevereiro de 2008.

Para os interessados em locações, a produção dos irmãos Coen foi filmada em Eagle Pass e em Marfa, ambas cidades no Texas; em Las Vegas, no Novo México, e nos estúdios Garson, também no Novo México.

Além de agradar a crítica, No Country for Old Men parece ter agradado ao público. Fora o resultado da bilheteria, o filme conseguiu a importante nota 8,9 no site IMDb e ainda 159 críticas positivas e apenas 8 negativas no site Rotten Tomatoes.

PALPITE PARA O OSCAR: No Country for Old Men deve ser indicado para todas as categorias principais do grande prêmio da indústria cinematográfica norte-americana. Ou seja: deve ser indicado para melhor filme, direção, ator coadjuvante (acho difícil Josh Brolin ser indicado para ator principal), roteiro adaptado e, talvez, ainda abocanhe algo técnico, como direção de fotografia e edição. As chances de ganhar? Tudo depende dos “acordos por debaixo do pano” e dos interesses da Academia neste ano, mas acho que o único prêmio mais óbvio (que poderia ser considerado uma “barbada”) é mesmo o de ator coadjuvante para Bardem. Também é forte concorrente em roteiro adaptado – ainda que eu ache que nesta categoria ele tem dois fortes concorrentes a bater: American Gangster e Atonement. Direção é o mesmo: os irmãos Coen terão que bater o excelente trabalho de Ridley Scott em American Gangster, entre outros. Pessoalmente, ainda não assisti a Charlie Wilson´s War, Sweeney Todd e There Will Be Blood (esse o novo trabalho do ótimo diretor Paul Thomas Anderson, que para muitos traz a melhor interpretação da vida de Daniel Day-Lewis), os três filmes que faltam para que eu realmente possa dar um pitaco sobre o Oscar. Ainda assim, até agora, acho que American Gangster continua sendo o melhor filme do ano, assim como Denzel Washington e o diretor Ridley Scott deveriam ganhar suas estatuetas. No Country for Old Men pode ser mais um destes filmes que recebe muitas indicações mas que, no final, leva poucos prêmios para casa. Ou isso também pode acontecer com American Gangster. Realmente tudo vai depender dos humores e interesses da Academia – o fato é que os dois filmes merecem.

CONCLUSÃO: Grande filme sobre a luta para a sobrevivência no Oeste norte-americano, em uma história com as digitais dos irmãos Coen, cheia de cinismo, ironia e grandes interpretações. Bom ritmo, diálogos bem trabalhados, recomendado.

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20 thoughts on “No Country for Old Men – Onde os Fracos Não tem Vez

  1. Excelente texto. Se depender de sua bela resenha, o filme já sai vencedor. Confesso que estou desatualizado e, assim sendo, foi a primeira vez que ouvi falar desse filme. Agora já estou curioso para apreciar. Grato pela dica maravilhosamente bem escrita.

    Um abraço!

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  2. Olá Andre!

    Bem-vindo a este blog.

    Obrigada pelo teu comentário e pelo teu incentivo.
    No Country for Old Men, na verdade, não é o meu favorito para o Oscar. Se eu votasse lá na premiação da Academia, votaria em American Gangster. Isso até agora, porque não sei se não vou mudar de idéia ao assistir ao novo filme do Paul Thomas Anderson. hehehehehehehe

    A verdade é que No Country for Old Men pode sim levar muitos prêmios, como já vem levando. É um filme bom, muito bom, mas acho também que ele não tem o impacto que um dia teve O Silêncio dos Inocentes. Em termos de filme, é menor que o citado na frase anterior, na minha opinião. Ainda assim, claro, é um grande filme. O diabo é que a gente sempre fica comparando, né? hehehehehehe. E se for para comparar, American Gangster teve um impacto muito maior em mim do que esse filme dos irmãos Coen. Mas acho que isso pode ser, em grande parte, por conhecimento de filmes e por gosto pessoal mesmo.

    Espero que você venha aqui mais vezes. No blog já comentei vários filmes que estão se “matando” para conseguir uma vaga no Oscar, assim como falo de outros filmes menos “nos holofotes” e que valem a pena. Torço para que tu voltes mais vezes por aqui, para acompanhar um pouco sobre novos filmes e para comentar, é claro.

    Um grande abraço e obrigada, mais uma vez.

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  3. Confesso que esse filme é o único a dividir a minha atenção com o There Will Be Blood. Eu sou um fã recente do Javier Barden – desde Mar Adentro -, acompanho o trabalho do Josh Brolin desde sua participação no Homem Invisível, estrelado pelo Kevin Bacon, mas o Tommy Lee pra mim é sagrado. Assisto todos os filmes. É um dos poucos atores que me dão esse “trabalho”.
    No Country, na minha opnião, irá disputar à tapas o prêmio de melhor filme juntamente com American Gangster – meu favorito -, There Will Be Blood – “o favorito” – e Atonement – esse eu nem quero ver.
    Na verdade, o grande injustiçado desse ano será Eastern Promises. Dificilmente leva de de melhor filme e de melhor ator. Categorias em que merece muitos prêmios.

    Assisti o Death Sentence e adorei. Gostei muito mesmo. A atuação do Kevin Bacon não é daquelas que te deixa com raiva o filme inteiro – como a do Kurt Russel em Gladiador, ao ver sua mulher e filho mortos queimados, aquele olhar dele fica marcado o resto do filme – mas é bastante emotivo. Segura a atenção do público, mostrando o despreparo com que sai à busca de vingança. Nota 7,8 fácil.

    Bom, por hoje é só. Espero que você continue fazendo este trabalho magnífico. Inté!

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  4. Oi Osmar!!

    Seja bem-vindo, em primeiro lugar.

    Gostei muito do teu comentário. Especialmente porque tu divide com a gente as tuas opiniões e expectativas. Isso é o bacana dos blogs e afins, essa troca de idéia. Adorei!

    Realmente, estou louca para ver o There Will Be Blood… primeiro, porque tem um burburinho forte sobre o filme. Depois, porque desde Magnólia eu estou esperando que o Paul Thomas Anderson mostre seu potencial e talento – depois de Magnólia fui atrás de tudo que ele fez antes e depois e nada… todos filmes fracos. Agora, quem sabe? Sem contar que gosto muito do Daniel Day-Lewis. Por isso, se for ele o ganhador do Oscar no lugar do Denzel Washington (meu favorito), nem vou ficar muito triste… hehehehehehehehe. Brincadeira. No fundo eu não levo o Oscar a sério, mas gosto de especular e ver o que a indústria faz com os “seus”.

    Os três atores de No Country for Old Men realmente são muito bons. Nossa, o Javier Bardem em Mar Adentro está divino, né? Ele já fez grandes filmes, na minha opinião. Mas tens razão sobre o Tommy Lee Jones… ele é um mestre. Vou assistir em seguida ao In The Valley of Elah. Dizem que ele está muito bem no filme. Depois publico aqui meu comentário.

    Realmente, acho que No Country será indicado a um caminhão de Oscars… mas já ganhar eu não sei. A vantagem que o filme tem é a produtora que lhe dá força na competição, ou seja, a Miramax. Há tempos já eles tem o lobby suficiente para convencer quem vota no Oscar a dar-lhes prêmios. Mas não sei se isso irá ocorrer desta vez. Ainda não vi a There Will Be Blood, por isso não posso falar do filme… agora mesmo, sem vê-lo ainda, digo que meu favorito é American Gangster. Para mim ele merecia ganhar mais do qualquer outro até agora. Já sobre Eastern Promises… não sei se chegaste a ver meu comentário sobre o filme aqui no blog. Na verdade, acho que sou uma das poucas pessoas que não gostaram do filme. Não vejo nele todas essas qualidades que a maior parte da crítica e dos amantes de cinema viram. Ainda que goste muito do diretor e que ache que o Viggo Mortensen está bem, mas o restante… especialmente o roteiro e suas falas, achei muito medíocre. Mas enfim, opiniões são opiniões e há espaço para todas neste mundo.

    Também gostei do Death Sentence. Kevin Bacon está perfeito no papel. Gostei muito da direção também. Ainda que a história seja conhecida e que estamos lembrando sempre do “original”, o novo filme traz elementos diferentes e interessantes – e, especialmente, uma bela interpretação principal. Não sei se chegaste a ver também meu comentário sobre esse filme no blog… por coincidência, dei nota 8 para ele. hehehehehehe. Quase empatamos na nossa avaliação. Bacana.

    Obrigada, muito obrigada pelo teu comentário. E pelo incentivo. Espero que voltes por aqui muitas vezes ainda, para acompanhar o que vou “encontrando pelo caminho” do cinema e para compartilhar tuas opiniões comigo e com os demais. Um grande abraço e inté

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  5. CONTEM SPOILERS

    Excelente filme. Vi 2x seguidas hoje a tarde e em alguns momentos me lembrou Reservoir Dogs (Cães de Aluguel, 1992), especialmente no momento que Moss surpreende Anton e o acerta na perna. Fica a dúvida: Anton matou Carla Jean ou conseguiu escapar?

    Minha conclusão: Matou. Ao sair da casa ele olha os sapatos para ver se não estão melados de sangue, pois era algo que não o agradava (cena em que ele tira os pés do chão e põe em cima da cama após balear Wells).

    10 com louvor.

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  6. Oi Luiz!

    Seja muito bem-vindo a este blog. Desculpa demorar tanto em responder – não costumo fazer isso -, mas meu mês de janeiro foi bem atribulado.

    Realmente é um excelente filme. Como eu disse no meu comentário de avaliação dos indicados ao Oscar, ele é, agora, meu favorito para levar o de melhor filme e de diretor. Já que American Gangster não está lá… hehehehehehe

    Realmente, ele tem alguns elementos de Reservoir Dogs (filme que adoro!) e, eu diria, de Fargo. Ainda que discordo de quem disse que parece um “Fargo 2”. Acho ele diferente.

    Sobre ele ter matado Carla Jean: também acho que matou. Ele não é um cara que perdoaria alguém, né? Exceto quando a pessoa ganha na moeda, mas não acho que foi o caso. hehehehehehehehe

    Realmente, hoje em dia eu daria 10 para ele. Comparado com outros, ele merece.

    Obrigada, mais uma vez, por passar por aqui e, principalmente, comentar. Espero que voltes muitas vezes ainda e comente sempre! Um abraço

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  7. Olá Maria!

    Seja bem-vinda aqui mais uma vez!

    Olha, claro que No Country for Old Men não é um filme “bonito”, com grandes ensinamentos ou destes em que você quer levar o seu filho de 10 anos. Ele também não quer ser positivo ou passar alguma “mensagem boa”. Mas, nem por isso, é um filme ruim ou negativo.

    Vejamos: mais que “matança, sangue e violência” ele trata de temas que podem ser encontrados na Bíblia. Aliás, a Bíblia também tem muita “matana, sangue e violência”, já reparou. Faço esse paralelo com a Bíblia porque outro dia li que o filme – e o livro em que ele é baseado – fazem algumas referências a ela. Mas voltando ao meu argumento: No Country for Old Men trata, mais que tudo, para mim, da cobiça e da força da maldade e dos propósitos que movem uma pessoa. Também fala do quanto boa uma pessoa pode ser no que ela faz, ainda que sua profissão seja deplorável – no caso do assassino de aluguel.

    Ainda que seja uma fantasia e uma ficção, No Country trata de temas que são muito reais na nossa sociedade. Ou no Brasil não existem verdadeiras “terras sem lei”, onde os “coronéis” e donos de terra mandam matar como se manda buscar uma correspondência nos Correios? E isso não apenas no Brasil, é claro.

    O que eu quero dizer com tudo isso é que os filmes não precisam ser “bonitos”, ter “mensagens positivas” ou uma “moral da história óbvia” para serem bons. E se levarmos em conta o roteiro, as atuações e a moral da história não muito óbvia de No Country ele é um grande filme. Pelo menos para mim. Aliás, falando em filmes “bonitos”, acho que nenhum dos que concorrem ao Oscar deste ano pode ser classificado assim. Todos tratam de violência, morte ou de um lado um pouco cínico da vida – mentiras, etc. E tudo é um pouco parte da realidade que se pode ser vista ao nosso redor.

    Maria José, mais uma vez, obrigada por participar do blog e por passar por aqui. Continue opinando. E, claro, sempre tens o direito (algumas vezes o dever) de discordar. Um abraço!

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  8. Interessante é que as pessoas quando defendem o filme vão logo dizendo sobre a “moral da história não óbvia” , querendo com isso menosprezar nossa capacidade de entendimento. Não se trata disso. Eu não gostei porque sai de lá enjoada e fui assistir devido as “criticas maravilhosas sobre ele”.
    Toda história por mais cruel que possa ser pode ser contada de uma forma mais leve.
    O tempo inteiro do filme é de cenas intensa violência gratuita. Logo no inicio mostra Anton Chigurh que mesmo algemado mata o xerife local com uma riqueza de detalhes desnecessários e a partir daí essa máquina de matar disfarçada num penteado “inspirado em Beiçola da Grande Família” usa uma engenhoca movida a ar comprimido e mata todos os que vêem pela frente às vezes tirando cara-ou-coroa para decidir.
    Ao ler as críticas elogiosas ao filme não raro as pessoas dizem que quem não gostou do filem é porque a “ficha não caiu” – ora o que causa uma enorme decepção quando surgem os créditos finais não é por que o filme não tem final feliz, mas porque não foi colocado nenhuma humanidade nele. Somente o perverso, o ruim, o nefasto. Ele é 100% cruel. Nada se pode fazer… Será que isso é real? Ou podemos fazer alguma coisa?

    Sobre os concorrentes ao Oscar deste ano não podemos classificá-los assim. Todos tratam de violência, morte ou de um lado um pouco cínico da vida – mentiras, etc., porém em todos eles existe humanidade. Veja o Gângster, ele apesar de assassino tinha uma família que amava, uma mulher que defendia uma mãe que adorava… e por aí vai. A realidade ao nosso redor é cruel mas não só isso.

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  9. Olá Maria!

    Desculpa se me fiz entender mal e se pareceu que estava “menosprezando” a tua inteligência ou a de outros espectadores do filme. Longe disso. Só que realmente eu acho que o filme tem um humor ácido e uma parábola sobre a maldade pura e simples – algo como “nascido para matar” – que nem sempre fica tão evidente. Mas claro que acho que as pessoas podem sim perceber tudo isso. O que eu quis mesmo dizer com o comentário anterior é que não vejo apenas um rio de sangue no filme, mas vejo outros elementos.

    Agora, concordo contigo que o filme é duro. Tem muita violência… agora se ela precisava estar lá ou não, daí isto é uma outra discussão. Acho que se os diretores queriam provocar ojeriza, queriam potencializar ao máximo a crueldade do seu vilão, as cenas não foram gratuitas. O mesmo que você falou pode se dizer de O Silêncio dos Inocentes, por exemplo… é um filme que mostra muitas mortes e moral nenhuma. E, nem por isso, deixa de ser um grande filme – um clássico. Agora, gostos são gostos. Se as pessoas não gostam de violência e de mortes, o melhor que fazem é realmente não assistir a filmes do gênero. E este, claro está, é um destes.

    Gostei do “penteado inspirado em Beiçola”… hahahahahahaha. Muito bom! Realmente parece.

    Quanto aos concorrentes ao Oscar deste ano, discordo um pouco sobre o fato de que todos tratam de humanidade… afinal, porque é menos humana a realidade do nosso Llewelyn Moss, com família e sonho de mudar de vida, do que a de Michael Clayton, por exemplo? E não me diga que o último fica dividido entre o bem e o mal, que passa por uma “redescoberta” profissional e pessoal e tal, enquanto Moss parece não passar por nenhuma crise. Porque os dois passam por milhares de momentos de dúvida e, ainda assim, seguem em frente com suas determinações e decisões. E isso só para citar dois personagens principais de dois concorrentes deste ano, mas poderia fazer o mesmo com qualquer outro concorrente.

    Para mim, o cinema não existe apenas para nos fazer refletir. Seria até chato se fosse só isso, reflexão. Ele é, muitas vezes, entretenimento mesmo, puro e simples. Nem sempre as histórias estão aí para pensarmos: “O que podemos fazer a respeito?”. Até porque eu acho que a realidade está aí para ser mudada, mas podemos mudar apenas parte dela. Ou alguém acredita ainda que pode realmente mudar o mundo? Eu penso que posso mudar a minha rua, talvez meu bairro ou minha cidade (um pouco), mas o mundo não. Ainda que seja bom ter sonhadores por aí… O problema é que sonhadores não tornam o mundo melhor. Apenas pensam nisso. Mas enfim… vou parar de filosofar.

    Maria José, obrigada novamente por teu comentário. E continue vindo aqui e discordando ou concordando comigo. Desculpe, mais uma vez, se pareceu que eu estava menosprezando você. Jamais faria isso. De verdade. Acho que todos tem capacidade de analisar os filmes como bem entenderem e não precisam (mesmo!) estar de acordo entre si. Aliás, a diversidade de pensamentos é o que existe de melhor no mundo. Quem dera que sempre existisse espaço para o debate de idéias. E não repara que eu continuo argumentando e defendendo meu ponto-de-vista, mas é que eu gosto de argumentar mesmo. Mas não quero te convencer, longe de mim! Tens tua opinião e ela é tão ou mais válida que a minha. Obrigada, mesmo! Um grande abraço.

    Ah, e claro que a realidade ao nosso redor é cruel, mas não é só isso. Longe de mim ter um pensamento tão pessimista. Todas as realidades, boas e ruins, estão ao nosso redor. Eu normalmente olho para o lado bom da vida, mas não ignoro o ruim. Até porque é bom conhecer de tudo um pouco. Recomendo o filme para todos os tipos de pessoas, mas acho que as que não gostam de violência devem evitá-lo. Para as que não tem problemas com isso e gostam de humor ácido, é uma boa pedida. Guardada totalmente as devidas proporções, mas o filme me lembra um pouco a Fargo e a O Silêncio dos Inocentes – nos quesitos violência e ironia.

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  10. Oi
    eu não sou muito boa em computador. Procurei um e-mail seu mas não achei. Então resolvi escrever aqui mesmo e depois você apaga.

    Gostaria que olhasse o meu blog
    http://speglich.blogspot.com/

    Comecei a monta-lo faz um pouco mais de uma semana e é tudo por ensaio e erro, mas está ficando como eu quero.
    Depois me diga o que achou.

    Um abraço!

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  11. Oi Maria José!

    Imagina, você dá um show no computador. Não seja boba! Além de uma boa companheira de comentários e de uma grande interessada por blogs e similares, também éres uma blogueira. Que maravilha!!! Parabéns, viu?

    Eu ando bem complicada de tempo – saindo de um trabalho e ainda em busca de outro emprego -, por isso ainda não dei a devida atenção para o teu blog. Prometo que quando tiver com a vida mais “calma”, com o trem no seu devido trilho, vou ler tudo o que escreveste por lá e comentar.

    O que eu posso dizer desde já é que não vou apagar o endereço do teu blog não. Deixa ele aqui, para quem quiser ir lá e te visitar. Só apago se tu não quiser que ninguém te visite… mas se fosse assim, acho que não criarias um blog, não é mesmo? hehehehehehe

    E nem te estressa com os erros e o ensaio… afinal, a vida é um grande ensaio com erros, não é mesmo? Não seguimos nenhum script prévio, estamos sempre improvisando. Mas o importante é aprender, aprender sempre com os erros e com os acertos. Não tenha medo de arriscar-se e nem de mostrar o que você está fazendo. Boa sorte!!!

    Também queria te agradecer muitíssimo por teus comentários e por tuas visitas. Espero que voltes aqui muitas e muitas vezes, especialmente para dar teus “pitacos” também.

    Um grande abraço e até breve – aqui ou no seu blog.

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  12. Bardem personifica a violência massificada e banalizada de nossos tempos – ironicamente num filme que se passa em 1980 – e é por isso que ele é 100% cruel, inevitável e desumano. O final da trama existe na reflexão de cada espectador. Nesse ponto, guardo algumas semelhanças com O Senhor das Armas.
    Filmaço!

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  13. Olá
    Hum não gostei nada nada desse filme não. E muita gente aqui do Guarujá, também não.
    Não sei se varia de região o gosto das pessoas, mas aqui não teve nenhuma alma viva, que falou: “filme ótimo”,”excelente”,”recomendo”
    e olha que já tem um tempo que chegou viu.
    Essa nota está muito alta para ele. (9,8)
    Filme começa fraquinho, vai pegando ritmo, e logo depois cai, sem falar no final que colocaram.
    Definitivamente é um filme de Oscar mesmo, tinha que ganhar né.
    Sou fãzão do Tommy Lee, mas ele que me perdoe, o pior filme dele.
    Recomendo o No vale das Sombras, mil vezes melhor, se o No vale das Sombras tivesse ganho teria sido bem melhor.

    até mais…

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  14. Olá Conrado!

    Primeiramente, obrigada por tua visita e pelo teu comentário!

    Concordo contigo que o personagem do Javier Bardem personifica o mal da nossa sociedade. E acho condizente até a história se passar na década de 80, afinal, foram os anos em que, só para citar os Estados Unidos, governaram aquela “potência mundial” figuras deploráveis como Ronald Reagan e Bush pai. Foram anos de Guerra Fria fortíssimos e do plantio, talvez hoje se possa dizer, das sementes de uma “política do medo” que hoje virou lema internacional.

    Enfim… acho que tem bastante sentido o filme se passar nos anos 80.

    Assisti ao Senhor das Armas, mas acho que os filmes acabam apresentando uma leitura da realidade e uma “profundidade” muito diferentes. Na comparação, gostei muito mais deste No Country for Old Men.

    Mais uma vez obrigada por tua visita e espero que voltes aqui muitas vezes ainda. Um abraço!

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  15. Oi Elizeu!

    Pois é, acho que comentei um pouco logo ali encima, quando respondi para o Conrado, de que o filme é muito mais uma alegoria do que “pura e simplesmente” o que se vê na telona. Como eu disse no texto também, existem muitas maneiras de vê-lo e, se for visto tal qual ele se apresenta, provavelmente ele não vai gostar muita gente porque parece simplesmente um amontoado de violência e crueldade. Mas, realmente, acho que ele é muito mais que isso.

    Mas enfim… nunca as pessoas todas precisam estar de acordo sobre um filme, sobre o Oscar ou sobre o que for. Eu realmente gostei dele e mantenho a minha nota. heheheheheehehehe

    Também gostei que você discordou de mim… afinal, a gente sempre concordando não ia dar certo, né? 😉

    Um grande abraço e volte sempre!!

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  16. Bom, acabo de assistir ao filme, e não me arrependi. Gostei muito. Além de um elenco campeão, a história é envolvente, gostei bastante do enredo, dos diálogos… quando peguei o filme, não tive tempo de assistir de imediato, mas quis ver rapidamente alguns trechos e parei justamente no diálogo da moeda, com o dono do posto. Realmente é uma das melhores partes.

    Porém, confesso que me decepcionei com a morte do Moss. Isto porque, durante todo o tempo em que ele permanece vivo suas idéias e artimanhas para escapar acabam sendo eficazes, mesmo saindo muitas vezes ferido das situações. E, repentinamente uma morte ‘simples’… algo que beira o trivial, o comum. Não discordo que ele poderia morrer, as possibilidades eram as mais diversas. Mas achei tudo muito ‘simples’, é como se ele não fosse digno de receber um destino tão ‘natural’… é meio difícil explicar, mas por ele ser a figura principal da narrativa, talvez ele merecesse algo mais trabalhado e não tudo tão rápido, tão subitamente. Além do mais, parece haver um hiato entre o ‘duelo’ do Moss com o Chigurh, pois a morte do primeiro acaba não tendo a participação deste. Dá até a impressão de um fato isolado.

    Bom, um detalhe que notei no começo e que gostei muito também: a água. Aquele galão de água que o Moss enche para levar ao sujeito baleado. Não fosse aquele fato, fico imaginando o quão diferente seria a narrativa… que caminhos cada personagem seguiria?

    Quanto ao final, a visita do Chigurh à esposa do Moss. Acho difícil arriscar um palpite. Ele tinha um ‘acordo’ firmado, e quebrou a regra, poupou-a da morte inevitável e lhe deu uma chance. Nada impede que ele a poupasse de novo. Ela não escolheu a moeda. “Se a regra que você seguiu, Ihe trouxe aqui, de que serviu a regra?”, diz ele ao Carson. Nada impede dele seguir este mesmo pensamento. Porém, o olhar das solas dos sapatos parece querer evidenciar o assassinato. Mas pelo que percebi, ele não portava arma na cena… é inegável que os fatos às vezes são nebulosos. Nem mesmo a morte do rapaz da contabilidade no escritório podemos dar como certa… “Depende. Você me vê?”. Esses enigmas me lembram algumas narrativas de E.A. Poe, cada qual imagina um desfecho. Interpretação digna de aplausos de Javier Bardem, é um personagem que fica marcado pelas suas atitudes e falas, além das suas características físicas, aquele bizarro cilindro de ar comprimido, o uso da escopeta com o silenciador gigante…

    Num aspecto geral, é um pouco decepcionante não se ter certeza de alguns fatos, mas acho que isso pouco interfere na qualidade do filme. A meu ver, os fatos são lançados parcialmente e cabe a cada um designar o que acontece. Não creio que uma continuação venha a existir para explicar as lacunas e creio que, na forma com que os fatos tomaram vida, nem mesmo os autores possam afirmar qualquer coisa com certeza!

    PS: Peço a gentileza do dono do blog de me deixar um recado no e-mail assim que ler meu comentário, para que eu possa ver sua opinião quando postar. Abraços a todos.

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  17. Sobre o que falei da água, talvez os fatos não mudassem tanto, pois me esqueci da presença do transmissor na mala, a não ser que ele achasse antes o transmissor. Mas achei muito interessante o fato em si, a consciência pesada do Moss quanto ao moribundo. Além do mais, o fato dele voltar para lá que introduz ‘a caçada’. É ali o começo da perseguição. Realmente, o filme nos dá muitos fatos a se refletir, é possível fazer as mais diversas analogias, como podemos ler por aí. Cada personagem traz em si características marcantes das pessoas, onde é possível fazer as mais diversas comparações. Na minha opinião o filme vai muito além da violência criticada, é o tipo de história contada de maneira que é possível refletir sobre muita coisa. E acho que toda opinião é válida, pois tenho lido muita coisa interessante na internet, muitas interpretações inteligentes e tangíveis.

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  18. Oi Heitor!!!

    Em primeiro lugar, seja muito bem-vindo por aqui. Gostei bastante dos teus comentários… e peço desculpas ter demorado tanto para responder. É que em agosto sai de férias e agora em setembro foi meio complicado conciliar todas as tarefas. 🙂
    Mas quero ver se a partir de agora mantenho o blog atualizado.

    Então, realmente o filme deixa muitas lacunas para múltiplas interpretações. O que, para mim, sempre é uma ótima qualidade. Realmente não acho que poderia ser diferente, até porque desta forma ele se torna uma “obra aberta”, que muda conforme o espectador – algo bem “pósmoderno”. Claro que alguém pode simplificar o filme apenas como uma “ode à violência”, mas acho que isso é diminuir o que os diretores e roteiristas quiserem fazer.

    Sobre a morte de Moss… acho que ela ficou bem interessante, na verdade. Explico: a leitura que eu fiz de uma morte “tão simples”, quase “acidental”, é que realmente não adianta toda a fuga, todo o movimento de esperança… no mundo atual em que vivemos, com loucos nos Estados Unidos justificando absurdos por uma “política do medo” – e em outros países também -, o mal realmente parece impossível de evitar. Quer dizer, podemos escapar por um tempo, mas se a mira resolve estar em cima de você, mais cedo ou mais tarde ele vai te encontrar e terminar com as suas pretensões de se redimir. Chigurh para mim é a encarnação do Mal – como muitos outros vilões já o fizeram. E a morte “banal” é uma maneira de mostrar tudo isso, que se pode morrer vítima deste “Mal” em qualquer dia, hora, tentando ser bom ou não.

    Sim, muitas vezes é um “detalhe” como a água que muda uma vida radicalmente. Vários filmes tratam desse tema e eu acho um assunto bem interessante. Afinal, quantas coisas na tua vida você já não pensou: “Uau, tomei um rumo totalmente diferente porque fiz aquela escolha ou entrei em aquela rua ao invés de outra”? Eu vejo que muitas escolhas relativamente “simples” foram fundamentais para a minha vida ter tomado um rumo bem diferente em algumas ocasiões. E a água, no caso do filme, é uma destas decisões que acabam mudando tudo.

    E realmente, como muito no filme é apenas sugerido, nunca teremos COMPLETA certeza do que aconteceu… teríamos essa certeza se os diretores revelassem algo, mas duvido que eles farão isso. Afinal, é muito mais interessante deixar a interpretação em aberto para as pessoas. De qualquer forma, acho sim que Chigurh matou todas as pessoas que ele teve oportunidade – exceto o homem do posto de gasolina.

    Olha, eu sou a autora do blog… Alessandra, muito prazer! Mas “dona” ficou engraçado, né? No fundo eu só escrevo e opino, mas mandar… não mando nada. hehehehehehehe

    Volte sempre, viu? Um grande abraço!

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