Juno


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A idéia de fazer um filme sobre uma gravidez inesperada não é, claro, original. Mas o que diferencia Juno de filmes como Where the Heart Is (Onde Mora o Coração, com Natalie Portman) ou Knocked Up (Ligeiramente Grávidos) é, por irônico que isso pode parecer, a originalidade do seu roteiro. Sabe aquela velha história de reinventar a roda? Quase isso. Claro que o filme não chega a tanto, a “reinventar a roda” (fazendo-a quadrada, por exemplo), mas não é totalmente à toa que ele chegou a ser indicado como melhor filme para o Oscar 2008. Se bem que, na minha opinião, ele teve mesmo é um bom lobby para chegar ali. O filme é divertido, criativo, tem grandes interpretações, mas é uma “zebra” na premiação. Como antes já foi Little Miss Sunshine. O que eu acho bacana, até. Gosto quando filmes “menos usuais” chegam lá, ainda que não tenham chances de ganhar. E ao menos uma coisa é certa: Juno trata o tema da gravidez na adolescência sem falsos argumentos, “moral da história”, hipocrisia ou xaropice. Fala a linguagem da garotada e enfoca as reações que uma garota inteligente, especial e “esquisita” como Juno provavelmente teria na vida real. Só por isso e pelas risadas que nos propicia, ele merece ser visto.

A HISTÓRIA: Juno MacGuff (Ellen Page) encara uma poltrona jogada no gramado de uma propriedade. Toma litros e litros de suco de laranja e revela que tudo começou com essa poltrona. Pouco depois, ela vai até a loja de conveniência do bairro para comprar mais um teste de gravidez. O vendedor Rollo (Rainn Wilson em uma “ponta” toda especial) já a conhece. Novamente ela faz o teste ali mesmo, na loja de conveniência, e mais uma vez o resultado é positivo. Realmente ela está grávida do amigo, colega de aula e participante da equipe de corrida da escola Paulie Bleeker (Michael Cera). Chegando em casa, ela liga para a melhor amiga, Leah (Olivia Thirlby) para contar a novidade. A família, o pai Mac (J.K. Simmons) e a madrasta Bren (Allison Janney), assim como as demais pessoas da escola e da vida de Juno, só saberão da novidade depois.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que parte do texto à seguir contas trechos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu à Juno): Não há uma pessoa no filme que não esteja muito bem em seu papel. Fiquei impressionada até com Jennifer Garner, que para mim parece conseguir outro “nível” de interpretação com a mulher “sedenta” por ter um filho Vanessa Loring. Não que eu ache ela uma má atriz, mas até esse filme ela não tinha me convencido que chegou onde chegou por algo além da sua beleza. Em Juno, contudo, ela realmente faz um papel maduro, perfeito enquanto representa uma mulher que está desesperada para ter adotar uma criança mas que faz de tudo para não demonstrar isso, afinal, ela tem que fazer parte de uma “família perfeita”. Executiva bem-sucedida, que se dedica muito para o trabalho e que se casou com um homem tão “perfeito” quanto ela – o músico Mark Loring (Jason Bateman, também muito bem em seu papel cheio de “dúvidas”), Vanessa Loring não sabe muito bem como controlar a ansiedade para adotar o filho de Juno e, assim, não colocar mais uma chance de ser mãe a perder. Os dois me lembram demais esses casais “perfeitos” que todos invejam e que, ninguém sabe o quanto, tem problemas.

O interessante do filme é que ele realmente vai a fundo nas características e sentimentos de cada personagem. Além do casal Vanessa e Mark, muito bem retratados, acompanhamos a personalidade dos responsáveis por Juno, seu pai Mac e sua madrasta Bren. Aqui, mais uma vez, os atores J.K. Simmons e Allison Janney conseguem o tom perfeito de seus personagens. A amiga de Juno, interpretada por Olivia Thirlby é um “tempero” à parte. A reação dela ao saber que a amiga está grávida ou quando sabe de quem, é muito cômica. Aliás, não existe aparição da personagem Leah que não seja muito engraçada e parecida com a vida real de uma adolescente.

Juno, contudo, é uma personagem que deveria entrar na lista dos grandes do cinema nos últimos tempos. Especialmente porque é muito difícil ver um bom roteiro ser escrito para uma jovem intérprete tratando de contar uma história de adolescentes. Normalmente os jovens no cinema ou são “eternos inconformados” ou são “nerds”, esportistas sem cérebro ou algo do gênero. Dificilmente são personagens que podemos encontrar na esquina. Juno é uma delícia de personagem porque mostra uma garota considerada um pouco “esquisitona” pelos seus iguais e que, no fundo, tem muita personalidade. Tanto que, quando descobre que está grávida, primeiro pensa em abortar. Depois, com a mesma naturalidade com que tinha buscado a clínica de abortos, decide ter a criança. Impressionante a maneira com que ela encara o que está acontecendo. E muito realista quando ela demonstra ter tanta coragem para ter o filho e, ao mesmo tempo, nenhuma para assumir um romance com Paulie. Afinal, ele é um “loser” e ela, claro, é influenciada pela opinião das pessoas.

Fiquei fascinada com o belo trabalho de Ellen Page. Em um ano em que as interpretações femininas variaram muito no nível e na qualidade – não há nenhuma grande “barbada” em cena, ainda que existam muitos elogios para Julie Christie e Marion Cotillard, por exemplo -, essa canadense de 20 anos parece realmente ter merecido uma indicação ao Oscar por seu papel no filme. Mas, como ocorre com a produção dirigida por Jason Reitman, considero que Ellen Page concorre “por fora” na disputa.

Como comentava na introdução deste comentário, um fato me deixou feliz com o filme: ele não tenta se resolver com um final “família” ou com uma moral da história. Não, ele realmente mostra o que uma garota como Juno provavelmente faria. E não porque não seja bacana uma adolescente ter e criar o seu filho, mas porque jovens com personalidade como a protagonista do filme não pensam em ter uma criança assim, sem que esteja preparada para isso. Uma coisa é parir, outra bem diferente é educar. E o filme acerta ao tratar tão abertamente esta questão. Acho que o mundo seria bem menos problemático se tantas pessoas que tiverem filhos sem estarem preparadas tivessem tido a coragem desta garota. O bom seria também, claro, prevenir, evitar um problemão assim. Com tanta informação e maneira de se controlar uma gravidez hoje em dia, eu realmente me surpreendo com o número de garotas que ficam grávidas sem realmente o desejar. Mas enfim, a verdade é que ninguém pode realmente julgar ninguém. Muito menos a decisão de ficar com uma criança que não se havia planejado para tê-la.

Michael Cera, que eu havia notado no xaropinho Superbad, aqui sim manda muito bem. O garoto está perfeito como o tímido, estudioso e apaixonado – ainda que contido – “namorado” de Juno. Escrevi namorado entre aspas porque o coitado do Paulie nem sonhava que o sexo com Juno poderia render um namoro ou, algo “pior”, uma gravidez. Tanto que ninguém sonhava que Juno tinha algo com o garoto – os pais dela nem sabiam muito bem de quem se tratava quando ela revelou o nome do “pai do seu futuro filho”. Muito bom! Super realista, mais uma vez.

NOTA: 9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Juno é um filme que surpreendeu muita gente. Tanto que ganhou, até agora, 24 prêmios. E foi nomeado a outros 21 – incluindo quatro Oscar. Entre os prêmios que ganhou, destaco como os mais importantes o de melhor filme no Festival de Roma, assim como o prêmio da audiência para o diretor Jason Reitman no Festival de Estocolmo; o de melhor atriz para Ellen Page pelo Satellite Awards, pelas associações de Cinema de Phoenix, Flórida, Ohio e Chicago, além do National Board of Review; além de vários outros prêmios para a roteirista Diablo Cody e para o diretor de Juno.

Além de agradar a crítica, o filme têm agradado ao público. Tanto que a produção que custou pouco mais de US$ 7,5 milhões já faturou, apenas nos Estados Unidos, mais de US$ 87 milhões.

No Brasil o filme tem data de estréia para 15 de fevereiro.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,3 para o filme – para mim, ele merece mais. Enquanto isso, os críticos que tem seus textos no site Rotten Tomatoes conferiram 155 críticas positivas para Juno e apenas 12 negativas. Estou mais do lado dos críticos, porque acho, realmente, que a crônico sobre os adolescente e suas relações com os pais, os amigos e demais pessoas do seu “meio” está muito mais realista e se apresenta muito mais interessante que muito filme “sério” que anda por aí.

Para quem não lembra, o diretor Jason Reitman fez antes um filme muito bom: Thank You for Smoking (Obrigado por Fumar) – para o qual também havia escrito o roteiro. Interessante que a ironia do anterior se mantêm nesta nova produção. A ironia ou o sarcasmo, não sei qual mais. hehehehehe

Uma curiosidade: o filme foi todo rodado no Canadá, em cidades como Vancouver, Burnaby, White Rock e Coquitlam.

Interessante que este é o primeiro roteiro para o cinema de Diablo Cody, uma ex-stripper que nasceu em Chicago há 29 anos e que ficou famosa por escrever um livro contando as suas experiências. O tal livro foi o único incluído na lista do apresentador David Letterman em seu programa, o Late Show, em 1993.

O filme é uma co-produção dos Estados Unidos, Canadá e Hungria.

PALPITES PARA O OSCAR: Como comentei antes, acredito que Juno “corre por fora” na disputa deste ano. Não acredito que ele possa enfrentar filmes “fortes” como No Country for Old Men, There Will Be Blood ou mesmo Atonement. O mesmo digo sobre Ellen Page: ainda que ela tenha ganhado vários prêmios por seu papel como Juno, não acredito que ela vá ganhar de uma veterana como Julie Christie, de uma constantemente indicada Cate Blanchett ou de uma “bola da vez” como Marion Cotillard. O diretor Jason Reitman também deve ir para casa sem o prêmio, que este ano deve ir para os irmãos Coen (meu voto) ou mesmo para um dos veteranos Tony Gilroy ou Julian Schnabel. A única categoria em que o filme tem reais chances de ganhar, para mim, é a de roteiro original. Diablo Cody deveria ganhar o Oscar por seu delicioso texto. Acho seu trabalho melhor que o de Tony Gilroy por Michael Clayton, por exemplo. Mas não posso dar de todo o meu pitaco aqui porque não vi os outros três filmes concorrentes.

CONCLUSÃO: Uma divertida e realista comédia sobre os efeitos que uma gravidez inesperada causam na vida de uma adolescente do colegial e nas vidas das demais pessoas que a cercam. Roteiro inteligente, interpretações afinadas, risadas garantidas. Especialmente interessante por tratar sem “falsos argumentos” a realidade atual de famílias, colégios e demais círculos dos adolescentes de países com certo grau de desenvolvimento (e consumismo).

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29 thoughts on “Juno

  1. Fria.
    Na vida real, pouquíssimas pessoas seriam tão frias como Juno.
    O filme mostra uma Juno que decide dar o filho pra quem está preparada pra criar, o que é, de um certo modo, uma decisão difícil, etc, etc.
    Reconheço que seria demagodo até aquele final “família”, “moral da história”, pá e tal.
    Mas o filme foi pro outro extremo. A menina, durante quase todo o tempo, não dá a mínima para a criança (com exceção do momento do parto). E no final, acaba ficando com o pai de seu filho. Os dois voltam a namorar como se nada, nada daquilo (o fato de terem dado um filho) tivessem acontecido.
    SE AO MENOS, vamos lá, ela tivesse doado o filho naquele sistema de adoção em que ela pudesse ver o desenvolvimento (com fotos, acompanhando o crescimento e desenvolvimento) da criança (o que foi sugerido a ela pela advogada de Vanesse no início do filme), até vá lá. Agora, os dois vão começar do zero e simplesmente NEGAR o fato de que os dois têm um filho por aí, que nem sabem como é?
    Meu, isso sim é frieza.
    Tudo bem qe eles são adolescentes, pá e tal, mas é muito forçado esse final, achei que não foi honesto. O tema da gravidez na adolescência foi tratado com uma superficialidade tamanha.
    Eu acho que os críticos estão romantizando demais este filme, que é até “fofinho”, mas exagerou na dose.
    Mais ou menos assim: “tudo bem, nós tivemos um filho, mas isso não tem mais importância nenhuma pra gente, vamos começar do zero e, imagina, isso jamais vai nos afetar no futuro. Culpa? Que é isso!! Jamais nos lembraremos disso! Foi só um “desculpe a nossa falha”, mas agora tudo se arrumou. Seremos felizes daqui pra frente.”

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  2. Olá Vinícius!

    Obrigada por opinar por aqui. É justamente essa troca de idéias que eu busco com esse blog.

    Só que eu devo discordar de ti. Primeiro, que eu não vejo essa frieza toda que tu acabas de narrar. Vejamos: não estamos falando de uma garota de 20 e tantos anos, formada na universidade, com uma profissão ou mesmo uma garota que está apaixonada por seu namorado e que descobriu que está grávida. Também não estamos falando de uma garota que sempre “sonhou” em ter um filho… Juno é uma adolescente no estado puro desta fase, ou seja, está buscando ainda o que quer da vida. Está experimentando. Não tem uma família estruturada e não pensa em ter um filho ou filha. Aliás, essa idéia nunca lhe passou pela cabeça.

    Pode parecer absurdo, mas hoje em dia ainda muita gente não se cuida, deixando de usar camisinha ou mesmo de tomar pílulas anticoncepcionais antes de transar. Ou seja: acreditam que não podem engravidar na “primeira vez” ou que “não vai acontecer” com elas. Foi o caso de Juno, que teve a sua primeira experiência de maneira meio “acidental” e que, para seu espanto, se descobre grávida.

    A verdade é que nem todas as mulheres, porque tem um útero e ovários, devem ser mães. Pelo contrário. Posso chocar muita gente dizendo isso, mas acho que o mundo seria um lugar melhor para se viver se mais mulheres despreparadas tivessem se dado conta disso, que não nasceram para ser mães. Tenho amigas que querem muito ter um filho, ao mesmo tempo que tenho outras que não querem de jeito nenhum ter uma criança. Acho que todas estão certas. As pessoas deveriam respeitar mais as suas vontades e aquilo que elas consideram o melhor para si e para os outros – no caso, seus possíveis filhos.

    Tudo isso para falar de Juno… Discordo de ti que poucas jovens ou mulheres teriam a atitude dela. Acho que muitas mulheres fazem muito pior, abandonando seus filhos em latas de lixo, na porta de casas, em orfanatos e etc., sem nem saber se eles ficarão bem ou vivos. Juno ao menos teve a coragem de ter o filho – não esquecendo que ela quase fez um aborto. Resumindo: ela não queria realmente ter uma criança. Porque não se sentia nada preparada para isso. Talvez um dia tenha algum filho, porque resolveu tê-lo, e talvez nunca o tenha. Quem sabe ela não é destas garotas que não querem ter filhos? E qual é o problema com isso?

    Acho que depois que ela desistiu do aborto, ela pensou que o filho dela poderia ajudar alguém. E foi isso que ela fez, o deu para uma mulher que sempre quis ser mãe e não pode ser. Agora, por que ela teria que ver o filho crescer? Se ela inicialmente queria abortá-lo? Acho que seria muita hipocrisia dela dizer “Ah sim, quero acompanhar o crescimento do meu filho” quando, pouco antes, ela queria fazer um aborto. Ela REALMENTE não queria uma criança. Para mim, ela tomou a atitude certa. Afinal, se um dia o filho dela quiser conhecê-la, poderá fazer isso. Ou ela mesma, no futuro, pode mudar de idéia. Mas porque ela, que quis dar o filho porque não se imaginava capaz de ser mãe, manteria um laço materno com ele? Acho que pensar em algo assim é ser ou muito romântico ou acreditar demais no que diz o catolicismo.

    Aliás, isso de culpa é algo totalmente católico, religioso, né? Afinal, porque ela vai se sentir culpada de ter dado o filho dela, se ela se sentia incapaz de tê-lo? Teria sido mais “digno” ter ficado com ele e, sempre que pudesse, jogar na sua cara o quanto ele estragou a sua vida? Ou simplesmente fazer como muitas mães jovens que eu conheço que entrega o filho para os pais criarem? Isso é mais correto, mais digno? Não vejo assim, mesmo.

    E realmente ela não dá a mínima para a criança. Afinal, é como um “ser estranho”, “indesejado”, em sua barriga, crescendo, chutando, se formando. Por que ela iria se apegar a essa criança que ela não quis? Pelo menos ela teve a coragem de passar por toda uma gravidez – o que não é nada fácil, só uma mulher o sabe – para entregar o seu filho para alguém que poderia cuidar dele com amor e devoção – algo que ela, naquele momento e, insisto, talvez pelo resto da vida, não poderia.

    Discordo de você também na opinião de que Juno e o garoto voltam a namorar “como se nada tivesse acontecido”. Eles deitados na cama do hospital demonstraram que sim sentiam, mas que não tinham a capacidade de fazer algo diferente. E certeza que eles vão lembrar disso para o resto da vida deles, ainda que não tenham como voltar atrás e que, talvez, não queiram saber do filho. Ou, quem sabe, mais tarde resolvem procurá-lo. Ninguém pode falar com certeza sobre o futuro dos dois. Mas o que é certo é que, naquele momento, nenhum deles estava preparado para ser pai ou mãe.

    Bem, acho que falei melhor o que eu penso. Achei o filme honesto sim, bem honesto. E nada hipócrita ou motivado por “culpas católicas”. Acho que a menina tinha várias outras saídas muito menos corajosas – e tão comuns quanto, ou mais. Realmente não vi a superficilidade que você viu, pelo contrário.

    E sempre digo: cuidado ao julgar aos outros. Não se esqueça que os outros podem fazer o mesmo, ou pior, com você. O mais difícil é entender os diferentes, entender o que outros fazem e que você não faria. Todos tem suas razões. E de uma coisa estou certa: para Juno não foi nada fácil passar pelo que ela passou.

    Volte sempre, viu? Para concordar ou discordar deste e de outros filmes.

    Um grande abraço!

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  3. Adorei o filme e concordo com o que você disse. Realista, sem clichês e exageros em demasia como a maioria dos filmes são. É um filme gostoso de se ver e parte disso vale por causa das atuações e da trilha sonora.

    Em duas ou mais cenas, Juno diz que não sabe que tipo de garota que é, ela está como toda adolescente, confusa e estruturando sua personalidade. Pode ser que ela trate com frieza a gravidez como disse o Vinicius, mas não vejo dessa forma, pq o filme é, antes de tudo, uma comédia. Não é um drama, a intenção foi retratar a gravidez precoce de um modo mais leve por ser esse um tema tão pesado e acho q esse contraste que faz o filme ser tão agradável. Ela não ignora a gravidez, mas não se sente madura em confrontar isso levantando muitas questões. Ela pode estar confusa, mas ao mesmo tempo, se mostra bastante madura em vários aspectos.

    Adoro a Ellen Page e acho ela uma atriz brilhante, já tinha me surpreendido e muito com o filme Hard Candy, que aliás, é uma ótima dica de filme.

    😉

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  4. Oi Emanuelle!

    Obrigadíssimo por tua visita e pelo teu comentário.

    Que bom que tu gostou de Juno e curtiu o blog. Espero que voltes aqui muitas vezes, especialmente para dar opiniões. Adoro isso! hehehehehehehe
    Acho, como já disse em outros comentários, que a graça de um blog é realmente isso, essa troca de idéias.

    Concordo contigo sobre o realismo do filme. Alguns falam da “frescura” do seu roteiro, que foge de clichês e de padrões. Realmente. Como escrevi longamente antes, não concordo que Juno é fria. O que acho é que ela, como tu bem falou, está estruturando a sua personalidade e buscando o que quer da vida. E tudo que não quer agora mesmo é um filho/a. Normal. E como lidar com algo que não queres de jeito maneira? Acho até que ela lida muito bem com a situação. E sem frieza, mas com personalidade e com humor. Acho que a “comédia” a que te referes é determinada por essa garota. Se fosse outra, seria um drama. Mas não… Juno tem uma personalidade tão interessante que ela consegue transformar algo indesejado em algo útil. Consegue transformar o drama em comédia. Aí está a beleza desta garota e do filme.

    Concordo plenamente que ela se mostra madura em vários aspectos. E imatura em outros, claro. Ainda bem. Se eu chegar aos 70 eu ainda espero ser imatura em algumas coisas, se é que você me entende. hehehehehehehe

    Realmente, a Ellen Page está maravilhosa. Tenho o Hard Candy há séculos em casa, mas ainda não o vi. Depois que vê-lo comento aqui no blog.

    Um grande abraço e volte sempre!

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  5. Esse filme viu, muito legal, adorei assisti-lo, nenhum segundo perdido.
    Ellen Page nos mostra que tem talento, e que já está roubando a cena em Hollywood. Quem diria alguns anos atras ela estava em X-men, numa participaçãozinha de nada, e agora em um papel principal e de peso, representando as adolescentes.
    Sem falar que ver a Jen (Jennifer Garner) de volta as telas foi ótimo, e o melhor sem ser em um papel de espiã ou vingadora.
    Enfim um filme divertido, bom para todas as idades, e é um show de aprendizagem.

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  6. Oi Elizeu!

    Também achei Juno ótimo… divertido e profundo na dose certa. Trata de temas bem complicados sem ser chato ou piegas. O roteiro é muito, realmente muito bom.

    E sim, Ellen Page amadureceu como atriz… se bem que antes ela já tinha mostrado talento em filmes como Hard Candy (de 2005) e An American Crime (2007). Só achei que ela não faz apenas uma “ponta” em X-Men… afinal, ela é a Kitty Pryde, a Vampira, fundamental no filme de 2006. Já sei, estavas só de olho na Halle Berry e na Famke Janssen, hein? hehehehehehehehhe

    Aliás, falando em Ellen Page… um filme que tenho em casa para assistir e comentar aqui é o The Tracey Fragments, anterior a Juno e no qual ela interpreta uma personagem um bocado complexa… quero ver e logo comentar como ela se saiu.

    Também gostei de ver a Jennifer Garner em um papel decente – ela quase consegue borrar totalmente aquele tiro no pé que ela própria deu em Demolidor. Argh! heheheeheheh

    Um grande abraço e até o próximo comentário…

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  7. Eu achei muito ruim, Pois na vida real nenhum pai que liga realmente pra seu filho, ficaria tão calmo, e lida com aquele tipo de situação tão naturalmente.
    O final foi como o resto, bem sem noção pois depois de ter um filho, concerteza ela iri querer saber dele, e tudo mais, afinal ela tem sentimentos.
    O autor do filme quis mostrar como são essas situações na adolescencia, mas acabou exagerando!

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  8. EU NÃO GOSTEI DA ATITUDE DOS PAIS DELA , E TAMBEM NAO GOSTEI DELA TER DADO O FILHO DELA ,ELA DEVERIA TER DADO SÓ SE ELA NÃO TIVESSE CONDIÇAO DE CUIDAR MAIS ELA TINHA CONDIÇAO DE CUIDAR…

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  9. EU NÃO GOSTEI DESSE FILME, POR QUE O PAI DÉLA REAGIU MUITO CALMAMENTE!!!,NA MINHA OPNIÂO HOJE EM DIA NENHUM PAI REAGIRIA COM AQUÉLA CALMA…MAS TANBEM TEM A PARTE QUE ÉLA DEU O SEU FILHO PARA OUTRA PESSOA , RESULTADO:EU DETESTEI ESTE FILME!!!

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  10. O filme Juno foi um pouco chato,mas a atuação dos atores foi otima eu gostei muito,a historia é uma realidade pois é um fato vivido por muitos jovens. A reação dos pais dela foi compreensiva a situação de sua grávidez.

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  11. gostei do filme, mas achei que faltou algumas coisas, como por exemplo do compotamento do pai dela, ele não deu nenhuma punição, não fez nada a ela, e não achou aquilo tão absurdo, a reação dele foi calma. A mãe dela nem apareceu no filme, deveria aparecer. Os pais do rapaz nem ficam sabendo da gravidez da menina, e a garota nem ficou com remorsso de ter dado o filho para a mulher, que iria criar o seu filho sosinha.
    Faltou bastante coisas, mas mesmo assin, adorei o filme 😀

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  12. Olá juliana!!

    Reparei que você e uma galera da tua turma comentou meio que juntas sobre Juno, hein? hehehehehehe. Bacana.

    Não sei se estou certa ou errada, mas me pareceu que vocês todas estudam juntas em um mesmo colégio… estou certa? Se for, achei legal vocês terem assistido ao filme e comentado em grupo por aqui. Foi a primeira vez que isso rolou por aqui e achei divertido.

    Então, Juliana, acho difícil a gente julgar os outros. Imagino que, pelo teu comentário, tens como idéia para o futuro ter filhos, uma família e tudo o mais. Talvez tuas amigas todas pensem o mesmo, mas deves saber que nem todas as adolescentes ou mulheres adultas querem ter filhos. Cada um, literalmente, é cada um.

    Juno conta a história de uma adolescente que não quer ser mãe. E isso não é nenhum crime. Ela simplesmente não tem vontade e nem se sente preparada para educar uma criança, cuidar de uma menina ou menino. Se consegues entender que existem adolescentes e mulheres assim, podes entender melhor o filme.

    E te digo com toda a segurança de quem já conheceu muitos tipos de família: na vida real, existem pais e mães que não deveriam ter tido filhos, porque não tem preparo realmente (seja emocional, psicológico ou financeiro) para assumir uma responsabilidade como esta.

    Sendo assim, não acho que ela não ligasse para o filho. Acho simplesmente que ela não se sentia capaz de manter um contato com ele. E isso existe sim “na vida real”, como comentas.

    Abra tua mente, Juliana, para realidades diferentes da tua. Isso te fará bem!

    Um abraço e volte mais vezes por aqui – inclusive para falar de outros filmes.

    Agora, vou comentar os recados do restante da tua turma… 😉

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  13. Olá cristina!!

    Bem, o que eu disse para a Juliana, que acredito que seja tua amiga, serve para ti e para as demais: não é fácil entender as diferentes realidades que existem no mundo.

    Agora, algo é fato: nem todo mundo pensa ou age da mesma forma. Então, como disse um amigo meu uma vez, “Não julgue os outros por você”. Ou, em outras palavras, não ache que todos devem fazer o mesmo que você faz ou pensar da mesma forma.

    Entendo que tu preferias que Juno ficasse com o filho, mas muitas coisas estão em jogo em uma maternidade… e, muitas vezes, a questão financeira é a menos importante. Claro que ela não era pobre e poderia ter ficado com a criança. Mas no caso dela, não era o dinheiro que interessava… ela, simplesmente, se sentia incapaz de ter um filho. Ponto.

    Talvez um dia você entenda – ou conheça alguém que viva esta situação e possa te explicar. Certamente, como tuas outras amigas, tens vontade de ter filhos. Então boa sorte nesta missão!

    Um abraço!

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  14. Olá BRENDA!

    Primeiro, uma dica para ti: na internet, tenta escrever sem o “Caps Lock” acionado… muita gente considera que você está gritando quando escreve TUDO ASSIM. Beleza? Uma dica que faz parte da “etiqueta” do bom convívio na internet.

    Então, sei que você e tuas amigas ficaram chateadas com a atitude da protagonista de Juno. Mas paciência, Brenda… nem todo mundo pensa ou age como vocês. E francamente, volto a dizer: melhor uma menina – seja ela adolescente ou adulta – despreparada para ser mãe dar seu filho para a adoção do que educá-lo de maneira totalmente equivocada.

    Por essas e por outras é que eu gostei do filme. Porque ele não é óbvio e nem foi feito para agradar a todo mundo. Mas, claro está, tens teu direito de não ter gostado. Melhor sorte com teus filhos!

    Um abraço!

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  15. Olá cristina!!

    Pois é, como disse para tuas outras amigas – ou colegas de escola -, “cada um é cada um”. Se você ficar grávida e decidir ficar com teu filho/a, boa sorte com ele/a! Mas, tenha certeza, nem todas as adolescentes se sentem preparadas para esta responsabilidade gigante – e que exige não apenas recursos para uma boa educação, mas especialmente estrutura psicológica e emocional.

    Abraços!

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  16. Olá gileade!!

    Pois então, eu também penso como você, de que a realidade vivida por Juno acontece com muitas adolescentes – ainda que não sejam a maioria.

    Os pais da menina reagem de uma maneira que talvez não seja a mais usual também… ainda assim, é compreensível e sim, existe na vida real.

    Também concordo contigo sobre os atores, eles estão muito bem no filme. Condizentes com a história.

    Um abraço!

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  17. Olá maiara!!

    Olha, acho que o filme não mostra absolutamente todas as variáveis da história porque, afinal de contas, ele é apenas um filme. Em duas horas ou menos de uma produção é impossível mostrar todos os aspectos de uma situação como aquela, especialmente em relação aos diferentes personagens envolvidos. Nem acho que esta fosse a intenção da roteirista de Juno… o que ela queria era contar a história de uma adolescente que não queria ser mãe mas que, ainda assim, ficou grávida, através de sua própria perspectiva. E ponto. E nisso, acho que ela se saiu muito bem.

    O pai de Juno não reage como muitos pais, é verdade. Mas tenha certeza que existem pais um tanto “relaxados”, como é o caso do personagem mostrado no filme. Ou seja, de pais que são menos “casca grossa”, menos exigentes e mais abertos a confiar na escolha dos filhos – ainda que elas sejam erradas (ou certas, não estou julgando ninguém).

    A mãe de Juno não aparece porque, pelo visto, ela não faz mais parte da realidade da adolescente. De fato, quem assume o papel de mãe da menina na história é a sua madrasta – não ficamos sabendo se sua verdadeira mãe morreu ou simplesmente foi para longe depois do divórcio. Mas, francamente, isso pouco importa para a história.

    De fato, os pais de Paulie não se intrometem na história por uma razão simples: durante grande parte do filme nem o amigo/namorado de Juno sabia que seria pai. Então é bem compreensível que seus pais não se metessem nesta história, não é mesmo? Além disso, como eu disse em um comentário anterior, o filme é narrado sob a ótica de Juno… então vários fatos podem ter ocorrido, em paralelo ao que assistimos, mas não ficamos sabendo porque isso não interessava a protagonista, entende? E não se esqueça que Juno é apenas um filme… ele não tem o compromisso de contar todos os detalhes da história, narrados sob diferentes óticas.

    Mas fico feliz que, apesar destes detalhes, tenhas gostado do filme.

    Um abraço!

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  18. Mais do que uma história sobre uma adolescente que se depara com uma gravidez indesejada, Juno é uma fábula deliciosa sobre amadurecer, sobre família e amor. Dizer que ela não se importa com o seu filho é um disparate – é só observar o quão importante é para ela que seu filho tenha uma família perfeita, bem estruturada e que possa amá-lo incondicionalmente. É fácil perceber esse desejo por trás do véu do estereótipo do adolescente irresponsável – o de proporcionar à sua criança a família que ela própria não teve. Tanto que o clímax dramático do filme é quando Juno percebe que a família que adotaria sua criança não é assim tão perfeita. É nesse momento, quando conversa com seu pai, que ela entende que uma família não precisa ser “perfeita”, que um casal não precisa permanecer junto para sempre para que haja amor, que família é quem oferece apoio e amor incondicional a alguém – apoio que ela mesma recebeu do seu pai e da madrasta.
    Ela sabia que Vanessa desejava essa criança mais do que tudo na vida e seria uma ótima mãe, por isso mantém a promessa de entregar-lhe o bebê mesmo com a iminência do divórcio.
    É a partir dessa lição sobre o amor que Juno decide também assumir o namoro com Bleeker, o garoto que a apoiou durante toda a gravidez e a amava exatamente como ela era.

    Contudo, na minha opinião, a mensagem mais marcante desse filme é: “Não é o fim do mundo”. Sempre se pode recomeçar, desde que se tenha força e maturidade para driblar os reveses da vida.

    E para quem acha que Juno foi irresponsável, fica o questionamento: e se ela tivesse ficado com o filho? Será que essa criança seria mais feliz com ela ou com Vanessa, a mãe adotiva, que a amaria acima de tudo e poderia, de fato, SER mãe? Alguém saiu prejudicado nessa história?

    Abraços, e parabéns pela crítica!

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    1. Olá Roberta!

      Antes de mais nada, seja bem-vinda!

      Concordo contigo. Juno é muito mais do que um filme sobre gravidez indesejada. Ele trata deste assunto, claro, mas fala de muitos outros temas importantes – como os que citaste.

      Com certeza a protagonista se importa com o seu filho. Tanto que tem a coragem de admitir que há pessoas melhores para cuidar dele do que ela. Ah, se todas as mães despreparadas – pelo menos em determinado momento da vida – tivessem essa clareza e coragem! O mundo seria outro, certamente.

      E tens razão… o filme fala sobre redenção, sobre a capacidade da adolescente, mesmo antes de ter deixado de ser “imatura”, perceber que estava errada sobre a própria família e, com isso, fazer as pazes com sua própria vida.

      Juno, como comentaste, é um manifesto esperançoso sobre a vida, sobre continuar, mostrando que sempre há saída para os problemas – e que é preciso ter humor, sempre!

      Que bom que gostaste da crítica. Agora, espero que voltes por aqui mais vezes, quem sabe para falar de outras produções.

      Abraços e obrigada!

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  19. Adorei as suas críticas ao filme. Juno é uma obra-prima, sou louca por esse filme, e também (talvez até principalmente rss) a trilha sonora! A trilha sonora é uma maravilha, Kimya Dawson dá show

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  20. Oi Carolina!

    Puxa, muito obrigada. Fico feliz que tenhas gostado.

    Juno é um grande filme. Pena que algumas pessoas não tenham entendido toda a sua mensagem e “complexidade-simples”.

    A trilha é demais, realmente.

    Obrigada por tua visita e por teu comentário. Espero que voltes por aqui mais vezes.

    Abraços!

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  21. Oi, Alessandra, achei muito bem feita a sua crítica. E gostei do filme também. Ele não tem o tipo de drama latino que as pessoas gostam, é mais parecido com a vida real mesmo e isso decepciona algumas pessoas. Paciência.

    Eu tive uma amiga que ficou grávida na faculdade e foi um pouco parecido. Não completamente, porque ela acabou casando com o cara, estão juntos até hoje (isso já tem uns 10 anos) e ela até teve outro menino. Mas um monte das reações que as pessoas disseram que não eram naturais, como a reação dos pais ou da própria Juno eu vi acontecerem de forma muito semelhante ao filme. Nada daqueles gritos e dramalhão que acontece em novela. Quando a coisa é um fato real, você acaba reagindo com realidade, não com drama. Tirando as pessoas naturalmente dramáticas, claro.

    E só uma correçãozinha. Você disse: “A mãe de Juno não aparece porque, pelo visto, ela não faz mais parte da realidade da adolescente. De fato, quem assume o papel de mãe da menina na história é a sua madrasta – não ficamos sabendo se sua verdadeira mãe morreu ou simplesmente foi para longe depois do divórcio. Mas, francamente, isso pouco importa para a história.”

    Eu discordo um pouco. Primeiro pelo óbvio: falam sim que a mãe dela viajou pra longe e que manda um cactus pra ela todo Valentine’s Day, o que é sarcástico porque é como se os cactus fossem um símbolo do abandono dela. Eu adorei essa passagem, por isso que lembrei.

    A outra razão é que eu acho que a ausência da mãe dela e a relação dela com a madrasta são importantes pro filme. A Juno não tinha falado com o Bleeker porque achava que nenhuma relação podia funcionar. Por isso que procurava um casal perfeito pro filho dela. Por conta desse abandono da mãe também que ela implicava com a madrasta. E por isso que quando ela soube que a Vanessa e o marido iam se separar ela ficou tão mal. Eram os pais dela se separando all over again.

    Só quando o pai dela fez com que ela visse que, embora difícil, é possível ser feliz, mesmo que não seja da forma que vc tinha originalmente planejado que ela decide manter o bebê com a Vanessa. Na minha interpretação, só aí que ela supera o divórcio dos pais.

    Essa foi uma das razões porque eu gostei do filme: ele tem muitos subtextos, é bastante sutil. O marido da Vanessa estava dando em cima da Juno? O Bleeker tinha desistido dela, cansado de ser tratado só como amigo? Tanta coisa que dá pra discutir! Mas o que mais ficou do filme pra mim foi aquela sensação de “que bonitinho” que eu tive quando assisti 500 Days of Summer, outro filme bem legal. Que as coisas nem sempre são como a gente espera e nem por isso são ruins.

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    1. Oi Panthro!!

      Que maravilha o teu recado. Por comentários como o teu é que este blog segue vive… essas experiências compartidas são a melhor coisa desta página. Obrigada!

      Sim, nem todas as pessoas estão preparadas para assistir a algo que fuja daquele “novelão” que algumas culturas estão acostumadas. Nem todos entendem ironia e mesmo uma dose maior de “realidade”. Mas ok, para a nossa sorte, há espaço para todos os estilos e gostos na produção e consumo do cinema.

      Interessante a história da tua amiga. E concordo contigo: as pessoas reais agem de maneira real, normal, e não com um dramalhão de novela quando fatos inesperados acontecem.

      Francamente eu não me lembrava dessa sequência do cactus. Mas se você citou é porque ela está no filme. Então esta é uma bela correção sua ao meu texto. Obrigada.

      Bacana a tua análise sobre a síndrome da eterna separação vivida pela Juno. Bem interessante mesmo. E concordo contigo.

      Gostei também de 500 Days of Summer… e pela mesma razão da realidade, que não é perfeita se mostrar, provavelmente por esta mesma razão, tão perfeita. Ufa, dei um nó, mas acho que você vai me entender. 🙂

      Muito obrigada por esta tua visita e comentário. E espero que você me dê a honra de ter outras avaliações tuas, como esta, para outros filmes. Seria ótimo.

      Um grande abraço e inté!

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  22. Bem o marido de Vanessa queria ficar com Juno isso é o fato do filme…mas ela acabou com o namorado mané…bem cultura Brasileira…confesso que como professor no inicio do filme pensei em passar para a classe…mas deixa pra la no Brasil ta cheio de casos assim e o filme nao nos leva a lugar alguma..apenas o “faça depois descubra um meio de desfazer” não que o marido e Juno deveriam ficar juntos mas vemos dois problemas se o filme tivesse um JUNO 2 – um casamento frustado futuramente e dois jovens incosequentes com outro relacionamento frustado por depois sentir culpados e tenho dito

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    1. Oi Blaze!

      Desculpa, mas como professor, te achei um pouco radical.

      Não vejo o filme com toda essa carga de julgamento de comportamento que citaste. Primeiro porque realmente Juno trata de histórias que acabaram se tornando comum. Adolescentes que, algumas vezes mal orientados, acabam gerando um filho sem terem vontade disto.

      Verdade que Juno mostra algumas famílias desestruturadas, mas não acho que fica tão evidente a vontade do marido de Vanessa em ficar com Juno. Na verdade, vejo a aproximação deles mais como uma confusão de sentimentos por parte dele… até porque a perspectiva de ter um filho mexe com as pessoas. E mesmo Juno, que não ter o filho, inicialmente, logo descobre isso.

      Juno termina com o namorado… mas a reaproximação deles, no final, deixa aberta uma possível solução para os dois. Podem ficar juntos, como podem não ficar. Não vejo necessidade de Juno 2. Afinal, nem toda história precisa de um final explicadinho… finais abertos dão espaço para o debate, o que eu acho uma das melhores características deste filme.

      Como alguém que já deu aula e que logo mais vai dar uma pós-graduação, posso te dizer que sempre prefiro debater obras abertas e que sejam boas para a discussão do que chegar com fórmulas prontas para os alunos.

      Também não acho que Juno ensine ou reforce a fórmula “faça depois descubra um meio de desfazer”. Vejo, isso sim, que o filme aborda questões atuais e abre o debate para a discussão delas, sem pré-julgamentos.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. E espero que voltes por aqui mais vezes.

      Abraços e inté!

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