Iron Man – Homem de Ferro


Como falei há pouco tempo na coluna Em Foco, que mantenho no site DVD Magazine, em 2008 os fãs de heróis dos quadrinhos e de personagens de desenhos animados terão alguns filmes interessantes para assistir nos cinemas. O primeiro a estrear desta “nova leva” foi Iron Man, dirigido pelo nova-iorquino Jon Favreau. Para os seguidores do herói nos quadrinhos é um alívio saber que desta vez Hollywood acertou a mão em uma adaptação para o cinema. O filme está bem equilibrado entre ação, drama e crítica ao uso de armas como “defesa” de um status quo norte-americano que defende a idéia de “polícia mundial”, apaziguador de guerras – quando, na verdade, contribui decisivamente para que muitas delas existam. Mas o bom mesmo é que o filme não exagera em nenhuma dose. Também respeita as característica do personagem que originou o filme, ou seja, mostra um Tony Stark um bocado temperamental, excêntrico e intempestivo.

A HISTÓRIA: O filme conta a história de Tony Stark (Robert Downey Jr.), o herdeiro de um conglomerado de alta tecnologia especializado na indústria armamentista. Logo conhecemos a sua veia “bon vivant”, habituado a ter as mulheres mais lindas – e descartá-las depois -, amante do que de melhor uma grande fortuna e o poder de ser o principal fornecedor do Exército dos Estados Unidos pode oferecer a uma pessoa. Mas sua vida muda de rumo quando ele é raptado por terrorista depois de apresentar o seu último armamento de destruição. Ameaçado de morte, ele dissimula que está construindo o novo míssel para os terroristas enquanto utiliza seu tempo no cativeiro para construir a primeira roupa do Homem de Ferro.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER: aviso aos navegantes que parte do texto à seguir conta trechos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Iron Man): Um dos pontos interessantes do filme é que ele mostra a mudança que ocorreu com Tony Stark tal qual ocorreu no gibi, mas sem exagerar na mensagem de “mudança radical”. Ou seja: sim, ele percebe o risco que suas armas provocam em mãos erradas e decidi mudar de rumo, produzindo uma roupa incrível que poderá ser utilizada por ele para o “bem”, mas ainda assim ele não muda radicalmente ao ponto de deixar de ser temperamental ou excêntrico. Não, Tony Stark continua sendo Tony Stark. E o bacana do filme é que ele termina justamente quando o personagem recebe outra lição: que mesmo a sua “boa intenção” de construir um traje para o “bem” pode ser manipulada e utilizada para outros interesses se parte da tecnologia utilizada por ele cair em mãos erradas.

Um dos pontos interessantes do filme é justamente este: de que não interessa a intenção que você possa ter ao inventar ou fazer algo, porque nunca terás total controle sobre isso. Ou seja: o conhecimento traz responsabilidades, porque ele pode servir para usos muito distintos do que originalmente foram planejados. Um dos exemplos clássicos disto foi o uso da descoberta da fissão nuclear, pelos alemães Otto Hahn, Lise Meitner e Fritz Strassmann, para a posterior elaboração das bombas atômicas que mataram milhares de pessoas no Japão. E ninguém pode se dizer “inocente” totalmente pelo uso indevido do conhecimento que ajuda a produzir. Afinal, o estudo da História e um pensamento crítico e dialético dela nos ensina que as inovações são absorvidas – ou tentam ser, pelo menos – pelo mercado mais cedo ou mais tarde. Como diria um professor meu do doutorado, Miguel Angel Sobrino, quem produz conhecimento tem que cuidar para saber que as inovações podem ser instrumentalizadas pelo sistema e utilizadas contra os “interesses originais” de quem encontra o conhecimento. E daí é preciso saber e definir “de que lado você está” ou prever os efeitos bons e ruins que o conhecimento pode trazer.

Mas voltando ao filme: Iron Man ganha pontos ao mostrar um Tony Stark imprevisível, temperamental, um sujeito que cresceu em um sistema de vida – cheio de grana – que o deixa um bocado distante do “mundo real” ou, digamos, pelo menos lhe deixa ignorante a respeito de boa parte do que existe fora do seu quintal de fartura. Ele acaba conhecendo um pouco do que existe além do seu “charco” e resolve mudar um pouco de postura – até porque se sente responsável por alguns absurdos que encontra no caminho. Ainda assim, não muda radicalmente. Não vira um “homem generoso” que distribui seu dinheiro para os pobres. Não, ele continuará multimilionário e poderoso, é claro. Ainda que realmente siga com a idéia de que sua Indústrias Starke deixe de fabricar armas.

No geral o filme é muito bem conduzido pelo diretor Jon Favreau, com uma competente edição de Dan Lebental e uma direção de fotografia equilibrada de Matthew Libatique. O criador do personagem, Stan Lee, faz mais uma de suas aparições à la Hitchcock – desta vez, cercados de mulheres. hehehehehehehe. Robert Downey Jr. mostra que é um grande ator – algo que já podia ser conferido em A Guide to Recognizing Your Saints, entre outros. Terrence Howard está bem no papel do coronel James “Rhodey” Rhodes, personagem que faz o elo de ligação entre o Exército e Tony Stark – e que acaba sendo mais do que um contato, mas um verdadeiro amigo do excêntrico industrial. Jeff Bridges mudou bastante para encarnar bem Obadiah Stane, o “braço-direito” do pai de Stark e que sigue sendo “o segundo homem no comando” da empresa depois que ela passa para Tony. Para ser franca, ele me irritou um pouquinho no final, porque me pareceu muito maniqueísta, mas tudo bem. Acho que o problema não foi tanto do ator, mas do roteiro mesmo, que deu uma certa “derrapadinha” no desfecho – me refiro a parte da explosão do reator. Gwyneth Paltrow está razoável – como sempre, aliás. No mais, sem nenhum outro destaque – talvez Faran Tahir como Raza, líder dos terroristas; e o inglês Shaun Toub como o prisioneiro médico que ajuda Stark no cativeiro, Yinsen.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Prestando atenção nos créditos do filme é que percebi que o diretor faz uma “ponta” como Hogan “Happy”, ex-boxeador que nos quadrinhos é motorista e assistente de Tony Stark – e que, no futuro, chegou a virar até um dos vilões nas HQs do Homem de Ferro, chamado de Freak, depois de ter sido exposto a um poderoso raio de cobalto.

Para quem não sabe, o Homem de Ferro foi publicado pela primeira vez em abril de 1963, criado por Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby. O personagem de Tony Stark foi inspirado na figura excêntrica do empresário e cineasta Howard Hughes (retratada em vários filmes, incluindo o filme de Martin Scorsese, The Aviator/O Aviador). Nas palavras de Stan Lee, produtor executivo do filme Iron Man, Hughes era “um inventor, aventureiro, multimilionário, galanteador e também um doido”.

O filme tem um roteiro escrito a oito mãos: por Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway. Por coincidência, o mesmo número de pessoas responsável pela criação do personagem para os quadrinhos. Da trupe responsável pelo roteiro, os mais “conhecidos” são Mark Fergus e Hawk Ostby, responsáveis por roteiros como o de Children of Men (Filhos da Esperança) e First Snow (Marcas do Passado). Uma curiosidade: Art Marcum e Matt Holloway são os responsáveis pelo roteiro de outra adaptação dos quadrinhos prevista para estreiar este ano, a de Punisher: War Zone, que traz para as telonas novamente o personagem de Frank Castle/O Justiceiro. Mais uma vez eles assinam o roteiro ao lado de outras duas pessoas: Nick Santora (conhecido por ser co-produtor e um dos roteiristas de Prison Break) e Kurt Sutter (também co-produtor e um dos roteiristas da série The Shield).

Iron Man está se saindo muito bem tanto no quesito bilheteria quanto nas críticas. O filme, que teria custado aproximadamente US$ 140 milhões, arrecadou, apenas nos Estados Unidos e até o dia 18 de maio pouco mais de US$ 223 milhões. Apenas na primeira semana, sendo exibido em 4.105 salas de cinema, ele arrecadou pouco mais de US$ 102 milhões. Os usuários do site IMDb conferiram a nota 8,2 para o filme, enquanto que o Rotten Tomatoes publica 183 críticas positivas e apenas 14 negativas.

Com certeza, tanto pelo sucesso de crítica quanto de bilheteria e, claro, pela maneira com que o filme termina, este será apenas o primeiro de muitos da grife Homem de Ferro. Que os próximos sejam tão bons quanto.

O diretor Jon Favreau consegue dar um bom “salto” na carreira com este Iron Man. Afinal, antes ele não tinha feito nenhum filme de destaque. Na sua filmografia, consta Zathura: A Space Aventure (Zathura: Uma Aventura Espacial); Elf (Um Duende em Nova York); e Made (Crime Desorganizado).

Para os fãs “extremistas” dos quadrinhos talvez possa incomodar um pouco a “adaptação” das origens do personagem. Não acho que seja o caso, afinal, não tem mais muito a ver contar o “nascimento” do Homem de Ferro ambientado na idéia anticomunista original, mostrando Tony Stark sendo capturado durante uma visita ao Vietnã. Até porque atualmente o vilão da “vez” do público estadunidense é outro “ismo”: tiraram de cena o já “vencido” comunismo para colocar na mente geral o medo ao terrorismo. Tempos modernos, meu caro leitor (ou seriam pós-pós-modernos? ultra-modernos?).

Para quem gosta de saber das locações, Iron Man foi rodado em Los Angeles; em Playa Vista, Lone Pine, Olancha e Rosamond, todas cidades na Califórnia. As cenas do cativeiro e que dão a idéia de uma parte do Afeganistão foram feitas em estúdio.

A armadura final do Homem de Ferro que aparece no filme foi inspirada nas ilustrações de Adi Granov da recente série do personagem chamada Extremis.

O vilão que o Homem de Ferro enfrenta neste primeiro filme tem o nome de Monge de Ferro. Ele mede três metros de altura e pesa aproximadamente 360 quilos. Segundo os produtores do filme, foi preciso o trabalho de cinco pessoas para operá-lo.

CONCLUSÃO: Uma interessante e bastante fiel adaptação dos quadrinhos para o cinema, a primeira que transporta o personagem do Homem de Ferro para a tela grande. Bem equilibrado entre ação, drama e suspense, o filme também questiona o uso da tecnologia, da ciência e do conhecimento de maneira diferente a aquela inicialmente planejada. Vale pelo conjunto da obra e pela interpretação inspirada de Robert Downey Jr.

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17 comentários em “Iron Man – Homem de Ferro

  1. Um adicional na crítica, na verdade um aperitivo que nos leva a algumas conclusões levando-se em conta a divulgação das datas de futuros lançamentos da Marvel.

    ATENÇÃO: Para quem não viu o filme, SPOILER a vista!!! =)
    Após os créditos finais há uma cena onde Tony Stark onde ele é interpelado por ninguém mais ninguém menos que Mr. Samuel L. Jackson (sim, ele faz uma ponta nesse filme e…bom, conclusões nos parágrafos posteriores) no papel de Nick Fury (comandante da S.H.I.E.L.D, agência secreta anti-terrorismo do mundo Marvel), segue transcrição de um trecho do diálogo:

    Nick Fury: “Você pensa que é o único super-herói no mundo? Sr. Stark, você faz parte de um universo muito maior. Você apenas ainda não tem conhecimento disso.”
    Tony Stark: “Quem é você?”
    Nick Fury: “Nick Fury, diretor da S.H.I.E.L.D. Eu vim aqui falar sobre a criação da organização.”

    Agora quanto aos futuros lançamentos da Marvel:
    – Homem de Ferro 2 (confirmado para 2010)
    – Thor (4 Junho 2010)
    – The First Avenger: Captain América (6 Maio 2011)
    – The Avengers (2011)

    Sem contar o novo do Hulk com Edward Norton para este ano ainda (vamos ver o que nos aguarda…não sei, mas não boto muita fé no verdão na tela grande)

    Conclusões: Pode-se supor que a tal organização mencionada pelo Sr. Fury seja justamente a criação do grupo dos Vingadores, o qual tem como membros originais Homem-de-Ferro, Thor, Capitão América, Vespa e Homem-gigante. Ou seja, temos 3 de 5 na telona. Eu particularmente acho que Vespa e Homem-Gigante serão substituídos por algum outro personagem. Hulk? Hmmm não sei…

    Enfim, fica aí um “plus” na crítica da Alezita!!!

    Beijos e abraços!

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  2. Corrigindo meu próprio comment após ver a dita cena do Sgt. Nick Fury (sim, eu fui uma das pessoas que saiu antes que os créditos acabassem e SIIIIM eu fiquei furioso após saber desta cena):

    Última frase do Sgt. Fury: “Nick Fury, diretor da S.H.I.E.L.D. Eu vim aqui falar sobre o projeto Vingadores.”

    Na verdade não sei se ele diz project, initiative ou algo parecido mas enfim…agora as conclusões estão mais que óbvias.

    Abraços!

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  3. Oi Ale! Não acredito que você assistiu a Iron Man?!!

    E, para minha surpresa, deu nota 9.0. Muito bom! Nos identificamos mesmo, pois assisti a uns 5 dias e amei o filme! Veja só como é, não tenho tempo de escrever os 10.000 mil caracteres que te prometi (*rs), mas não consigo deixar de te visitar. E sempre tenho boas surpresas (parece que o filme de John Cusack é bom, heim?! Verei.)

    Abraços,
    Edu

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  4. Oi Thiagoooo!!!

    Grande garoto, finalmente aparecendo por aqui e comentando. Seja muito bem-vindo e que estes sejam apenas os dois primeiros de muitos comentários.

    Pois sim, o projeto de levar os Vingadores para o cinema é antigo e continua na “cozinha” da Marvel. Encontrei alguns textos interessantes a respeito que um pouco que confirmam o que você falou. O roteirista Zak Penn diz que está trabalhando neste projeto, enquanto o Joe Quesada, editor-chefe da divisão de HQs da Marvel, disse que “vê como difícil” que o projeto saia do papel. Na verdade, conforme se especula – e o diretor Joe Favreau colocou mais “lenha” nesta fogueira -, a Marvel, que não é boba nem nada, parece querer faturar com “filmes solos” de alguns dos personagens principais dos Vingadores para, só depois, lançar esta que será uma adaptação de sucesso garantido.

    Deixo aqui uns links sobre infos bacanas a respeito que encontrei no ótimo site HQnews. Beijosssssssss grandes, Thiago, e volte mais vezes!!

    http://hqnews.org/2007/04/23/zak-penn-fala-sobre-filme-dos-vingadores/
    http://hqnews.org/2007/11/07/editor-da-marvel-duvida-que-filme-dos-vingadores-saia-do-papel/
    http://hqnews.org/2008/02/27/jon-favreau-fala-sobre-as-participaes-especiais-no-filme-do-homem-de-ferro/

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  5. Oi Edu!!!

    Bom ver você por aqui mais uma vez.

    Assisti sim a Iron Man… como não? hehehehehehehe. ADORO histórias em quadrinhos e, consequentemente, me interesso por toda e qualquer adaptação delas para os cinemas – sendo boas ou ruins.

    Realmente, Iron Man também me surpreendeu positivamente. Gostei do filme, achei que ele segue bem a “filosofia” do personagem – levando em conta que sua história foi transportada para os dias atuais. Bem diferente do Demolidor, por exemplo, que comete o pecado imperdoável de transformar o personagem em um assassino qualquer. Ridículo!! Todos nós sabemos que a filosofia do personagem não era essa. Mas enfim… há bons exemplos de adaptações de HQs, mas também há exemplos bem ruins.

    E que bom que vc não deixa de me visitar! Assim eu gosto. hehehehehehe. Volte sempre, também para comentar (o que eu adoro!).

    Beijos e obrigada.

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  6. Olá Roberto (“Redação)!!

    Meu companheiro de outro blog… hehehehehehee

    Bacana te ver por aqui. E espero que esta tua primeira visita seja apenas a primeira de muitas… Fico feliz também que você, que é um blogueiro profissional, tenha gostado do blog. Sei que ele tem mil defeitos – imagens muito pesadas, textos muito grandes, etc. – mas eu explico cada uma destas teimosias no “Sobre”. hehehehehehehe

    Também gosto muito dos filmes que trazem para a telona os personagens de HQs. Adoro histórias em quadrinhos!!! E tem alguns filmes que realmente fazem adaptações bacanas.

    Um grande abraço, garoto, e volte sempre!!!

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  7. Oi Ale!
    Pois bem, assisti esse filme ontem. E depois de ler tantas críticas positivas, confesso que esperava bem mais. Tenho uqe confessar que nunca fui leitora de quadrinhos. Não conheço nada dos heróis da telona além do que vai pro filme. E como a maioria das adaptações parecem ser espinafradas pelos fãs, deduzo que elas não são satisfatórias. Mas da forma como elas se mostram pra mim, costumo achar que a grande maioria deles são personagens planos. Com exceção dos Batmans do Burton, do Homem Aranha(os 2 primeiros ) e X Men (2 primeiros). Em alguns momentos desses filmes que citei parece que os personagens adquirem personalidade, têm medos, raiva, amor, coisas que pessoas comuns tem ehehe.
    O homem de ferro? Primeiro achei todo o tema muito bobo. O cara percebe que os “produtos ” da sua empresa fazem mal às pessoas, servem pra matar, caindo em mãos de pessoas inescrupulosas, ou algo do tipo. E o que ele faz? Resolve não fabricar mais armas. E aí? Resolve criar a MAIOR arma e MATAR as pessoas que estavam matando com suas armas antigas. Achei completamente incoerente. Aí vem uma seqüencia de cenas de luta com o vilão-sócio e no final o anúncio pra toda humanida: “sim, eu, o playboy, sou o Iron Man”. Parece que ele só quis se divertir descompromissadamente, como fazia correndo com carros, e no final obter muita publicidade, como já costumava fazer. Achei o personagem fraquíssimo!

    Enfim, me estendi demais ehehehehe
    E acho que “seqüência” não tem mais trema, pq hoje ntrou em vigor as regras novas da grafia, mas vou ser antiqÜada e usar trema mesmo assim. hehehhehe

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  8. Enfim assisti ao tão falado Iron Man. E posso dizer com toda certeza de que este é um dos melhores filmes de superheróis dos últimos tempos. Muito bem equilibrado como vc mesma comentou.
    Também gostaria de dizer que sou um dos “fãs extremistas”(rs) da Marvel desde criança mas que compreendo a necessidade de se situar um filme destes nos dias atuais. E espero que venha filmes melhores do estilo daqui pra frente para matar a saudade dos tempos de ouro das HQS.

    abraçao

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  9. Olá Isa!

    Pois então… acho que tua opinião foi influenciada por duas questões:
    1) Comentaste que você tinha lido várias críticas positivas e por isso esperava mais… o problema, para mim, em ler muito sobre um filme antes está justamente na expectativa que isto pode acarretar. Querendo ou não – na verdade inconscientemente – a gente forja toda uma idéia do filme e, quase em 100% das vezes, acabamos por nos frustrar. Por isso que eu NUNCA leio nada sobre filme algum antes de vê-lo. É o melhor que eu faço. hehehehehehehehe
    2) O lance de não conheceres o personagem das HQs… isso também afeta a tua impressão sobre o filme. Porque, para mim, o personagem nos quadrinhos tem realmente essa característica dúbia de ganhar dinheiro com armas e atacar quem as utiliza lá pelas tantas, criando, como bem disseste, uma arma ainda mais poderosa… o que, convenhamos, não deixa de ser a personificação do “american way of life” ou, pelo menos, dos governantes daquele país – defendem a paz fazendo guerras.

    Concordo que muitas adaptações para o cinema de HQs são detonadas pelo fãs – e, quase na totalidade das vezes, com razões. Mas também acho, como você, que existem vários bons exemplos de adaptações – como alguns Batmans, Homem-Aranha, X-Men, Superman antigo até…

    E sim, Tony Stark é BEM incoerente, muitas vezes. O que, cá entre nós, eu acho bem humano… sei que parecia óbvio o lance de que ele ganhava dinheiro com armas que matavam, mas o que é claro para um pode ser totalmente distinto para outro, não é mesmo? Afinal, quem ganha muito dinheiro, normalmente, não se importa com os “detalhes” da fonte de seus lucros. E Stark, não por acaso, personificava a filosofia dos Estados Unidos de defesa “pela paz”… realmente achando que guerras resolvem algo. Só discordo um pouco sobre o final… sim, ele fez o anúncio de que ele é o Homem de Ferro bastante porque tem um ego enorme, mas também acho que para assumir uma responsabilidade que ele sabe que tem. Enfim… é um personagem interessante – ainda que nunca tenha sido o meu preferido das HQs.

    E você se estendeu demais?? Bem-vinda ao território de quem escreve bastante. 😉

    Mais beijos e volte sempre!

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  10. Oi Rogerio!

    Então, também achei um dos grandes filmes sobre superheróis dos últimos anos… ainda não assisti ao novo Hulk – acho que por medo de me decepcionar -, mas ainda assim acho que realmente eles acertaram com esse filme sobre o Tony Stark.

    Olha, acho até que podiam ter feito um filme “ambientado” nos primeiros anos do Homem de Ferro… mas acho que por agora a escolha por atualizá-lo foi a melhor. Até por toda a questão armamentista e insistente em buscar “a paz pela via da guerra” que ainda perdura, não é mesmo?

    Também sou uma fã de HQs… adoro!!! Pena que nos últimos anos não tive muito tempo de lê-las. Mas quem sabe um dia eu não retome isto também? 😉

    Um abração!

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  11. Oi Rogério!!

    hahahahahahahahaha. Gostei de você adotar o ATENÇÃO SPOILER para o seu recado também.

    Então… não sei você, mas eu acho o Samuel L. Jackson um baita ator. Fiquei na dúvida se você fez a tua pergunta porque ele não tem fisicamente muito a ver com o personagem dos quadrinhos – que, afinal, é branco – ou se você não gosta do ator. Acho que fora a questão da cor de pele, o Samuel L. Jackson tem o “porte” – altura, força, personalidade – para ser o personagem dos quadrinhos.

    Mas depois comenta aqui o porque da tua surpresa. 😉

    Beijossssss

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