Wendy and Lucy


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Um drama lírico, bonito, que traz uma história singela que provoca, me desculpem os sensíveis, um certo grau de raiva. Wendy and Lucy, filme independente protagonizado por Michelle Williams, narra a trajetória de uma garota em trânsito. Ela saiu do Estado de Indiana, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, em direção ao distante Alaska, apenas acompanhada de sua cadela, Lucy. No melhor estilo de narração naturalista, o filme previlegia o cotidiano de Wendy e as relações que ela desenvolve na cidade em que está provisoriamente. A raiva surge pela inocência (ou burrice) da personagem, que toma as decisões mais equivocadas possíveis – e que também, convenhamos, é atrapalhada por uma aparente onda de azar e pela frieza das pessoas modernas, mais preocupadas com o próprio umbigo do que com alguém que passe ao lado.

A HISTÓRIA: Wendy (Michelle Williams) passeia com sua cadela, Lucy, perto de um trilho de trem. Lá pelas tantas, Lucy desaparece. Wendy busca sua companheira até encontrá-la junto a um grupo de moradores de rua. Destemida, ela se aproxima calmamente e consegue recuperar a cadela. Pouco depois, as duas dormem no carro de Wendy em um estacionamento vazio. Pela manhã cedo, o vigia do local (Wally Dalton) acorda as duas e avisa que elas devem sair dali. A partir deste momento, uma maré de azar e de decisões equivocadas de Wendy vai separar ela de sua cadela mais uma vez – e, desta vez, por muito mais tempo.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Wendy and Lucy): Sempre é um prazer encontrar um filme que nada contra a corrente. Especialmente quando isso significa não ter pressa em contar uma história e, principalmente, demonstrar o apreço pela beleza das imagens, mais do que a necessidade de impressionar o espectador com cortes rápidos ou movimentos de câmera frenéticos. Não é nada comum apreciar, no cinema made in Estados Unidos, este tipo de cinema – que talvez seja muito mais característico no cinema japonês. Apenas por trazer esta “brisa” diferente para o cinema estadunidense, Wendy and Lucy se justifica. Mas é uma pena que a beleza da direção e o cuidado em narrar esta história não seja acompanhado pela história em si.

A verdade é que Wendy dá nos nervos. Me desculpem os fãs da personagem, mas eu admito que tive vontade de entrar na história, muitas vezes, e dar uma bela chacoalhada na figura – no melhor estilo de The Purple Rose of Cairo. 🙂 Eu não entendo se ela é burra ou inocente demais, mas o fato é que Wendy semeia seu azar ao vento – e, claro, acaba colhendo parte de seus frutos. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Entendo que ela quisesse economizar cada centavo de seu dinheiro porque, afinal de contas, faltava muita estrada ainda para percorrer até o Alaska. Certo. Mas será mesmo que ela não pensou que tipo de consequencia ela poderia ter roubando um par de produtos no supermercado local? Se fosse só ela, ainda vá lá… mas Wendy tinha a Lucy sob sua responsabilidade. Também não entendi porque ela não negociou com o dono da loja, garantindo que iria pagar por aqueles produtos.

Essa sua atitude é a primeira de uma série de erros que desencadeiam no final de, admito, cortar o coração. Final esse também que não concordo, porque me pareceu uma baita covardia – alguém talvez pense o contrário, que se tratou de um ato de coragem. Bem, logo mais falaremos disso. A impressão que eu tenho de Lucy é que ela é um tanto “limitada” intelectualmente. Sem dúvida ela não tem a malandragem que, acredito, a maioria dos brasileiros parece ter. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Quem, hoje em dia, viajaria por milhares de quilômetros dormindo, a cada noite, dentro de um carro? E pior, quem, ao não ter o carro disponível para dormir, escolheria um terreno próximo a um trilho de trem para passar a noite? Detalhe: essa pessoa sendo uma mulher bonita e com todo o naipe de ser anônima no local. Por esse tipo de atitude da protagonista, estamos sempre esperando que o pior aconteça com Wendy.

Narrado de uma maneira linear e cuidadosa pela diretora Kelly Reichardt, Wendy and Lucy mostra os perigos, o azar e a sorte que uma garota sem passado e sem futuro claros/conhecidos pode encontrar pelo caminho. (SPOILER – não leia… você sabe). O momento mais tenso do filme é aquele em que um protótipo de serial killer encontra Wendy dormindo no terreno próximo as linhas de trem. O que acontece a partir daquele momento resulta no ápice da interpretação de Michelle Williams. Mas se existe gente ruim e desequilibrada no mundo, talvez na mesma medida exista gente do bem, pessoas generosas, como é o caso do vigia interpretado por Wally Dalton. Ele não faz nenhum grande gesto de sacrifício, mas tem a atitude do olhar e do cuidado para com o próximo que deveria ser mais comum no nosso mundo. Talvez essa reflexão seja o melhor do filme.

No mais, Wendy and Lucy revela os percalços da protagonista para resolver problemas “simples” – uma dificuldade que talvez seja mais comum atualmente do que gostaríamos de admitir. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Entre eles, o conserto do carro para que ela possa continuar viajando; a busca por Lucy; e a busca por locais relativamente seguros para passar a noite e fazer sua higiene básica de cada dia. Alguns podem achar o filme entediante, muito lento… bem, sem dúvida esta produção é uma forma diferenciada de contar uma história. Ele lembra algumas produções francesas, japonesas ou de outros países europeus – guardadas as devidas proporções, é claro. Um acerto do roteiro é nos deixar em dúvida sobre o perfil de Wendy – aquilo de não sabermos se ela é despreparada para a vida, inocente demais ou burra mesmo, sem contar o fato de que desconhecemos seu passado.

E o final… me deixou ainda mais irritada com a personagem. (SPOILER – bem, vocês já sabem). Cacilda, será que ela não consegue pensar nunca em uma saída relativamente inteligente para seus problemas? Primeiro, ela não consegue evitar a própria prisão por um motivo estúpido. Depois, não pensa em vender o carro sem conserto para pagar o restante da viagem. Alguns podem ver sua atitude com Lucy como algo corajoso, que demonstra o quanto ela era desprendida e “pensava o melhor para sua cadela”. Pois eu vejo como mais um sinal de burrice. Afinal, sempre existem outras saídas. O abandono é sempre a última alternativa. E que dó eu tive da pobre Lucy… 😉

NOTA: 7,8 8,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Admito que fazia muito tempo que eu queria ver a este filme e que, talvez por esta relativamente alta expectativa, ele tenha se saído pior do que eu esperava. Ele é bonito, Michelle Williams e a cadela Lucy estão bem (hehehehehehehe, não consegui evitar a piada) e tudo o mais, mas não sei… acho que faltou um pouco mais de conteúdo. Ou eu não cheguei ao fundo da questão, não entendi a história.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Se ela é uma reflexão sobre a fragilidade e a “insignificância” de uma vida em trânsito… bem, ok. Não deixa de ser interessante assistir a um filme que mostra que toda e qualquer pessoa tem os seus desafios, seus amores, problemas, sonhos e tudo o mais, independente se é uma pessoa desconhecida ou familiar. Independente se conhecemos o seu passado, suas motivações, ela tem importância/desimportância, dependendo de cada ótica. Agora, como falei anteriormente, um dos acertos de Wendy and Lucy é não explicar muito bem o passado e nem o futuro da nossa protagonista. Não sabemos, realmente, se ela está indo para o Alaska atrás de trabalho ou se ela tem outras razões para fazer uma viagem tão longa. Que tipo de relações ela tem com o cunhado e a irmã – parece que Wendy tem uma história mal resolvida nas costas. Bem, nada disso, saberemos ao certo. Tudo acaba em conjecturas.

Este é o sexto filme no currículo da diretora Kelly Reichardt. Ela faz um trabalho muito bom, inspirado, em Wendy and Lucy. A sequência inicial, em que sua câmera praticamente faz as vezes de um voyeur, é muito boa. Uma sequência bastante promissora. Outras que sucedem essa primeira, com a eleição de planos de câmera que privilegiam os personagens e a cidade em que a história está sendo contada, caminham com a mesma qualidade. O problema é que a adaptação da diretora, feita juntamente com Jon Raymond, autor do conto que originou o roteiro, Train Choir, se mostra um tanto descompassada em relação a narrativa das imagens. Parece que faltam diálogos e acontecimentos mais interessantes para fazer companhia com a escolha de imagens inspirada. E falando nelas, merece uma menção especial o trabalho do diretor de fotografia Sam Levy.

Além dos atores já citados, vale comentar as “pontas” de Will Patton como o dono da oficina mecânica em que Wendy leva seu carro; Larry Fessenden como o homem do parque que eu chamei carinhosamente de “protótipo de serial killer”; e Ayanna Berkshire como a atendente do abrigo para animais.

Até o momento, Wendy and Lucy ganhou quatro prêmios e foi indicado a outros cinco. Entre os que levou para casa, estão o de melhor atriz para Michelle Williams e o de melhor filme atribuídos pela premiação da Associação de Críticos de Cinema de Toronto, no ano passado. Williams ainda recebeu o prêmio de melhor atriz no Prêmio da Sociedade de Críticos de Cinema Online; e Kelly Reichardt recebeu o Russell Smith no Prêmio da Associação de Críticos de Cinema de Dallas-Fort Worth.

Wendy and Lucy conseguiu uma nota muito boa para os padrões do site IMDb: 7,3. Os críticos que tem seus textos linkados no Rotten Tomatoes também foram generosos com o filme, dedicando-lhe 117 textos positivos e apenas 22 negativos, o que lhe garante uma aprovação de 84%.

Depois de estrear no Festival de Cannes de 2008 e de passar por outros 20 festivais – uma marca impressionante! -, o filme chegou aos cinemas dos Estados Unidos conseguindo, até o dia 26 de abril deste ano, uma bilheteria de quase US$ 857 mil. Depois desta estréia em solo norte-americano, a produção ainda passaria por seis festivais este ano.

Um ponto interessante do filme, do qual não falei antes, é que ele mostra a vida em uma cidade do Oregon para ilustrar o cotidiano de muitas outras cidades dos Estados Unidos. Por este lado, o filme tem seu interesse. Especialmente porque o que vemos é um cenário de certa desolação, com poucas opções de trabalho, falta de perspectivas para as pessoas – incluídos os jovens. Uma América muito diferente do que a maioria está acostumada – maioria essa que, certamente, não assistiu ao interessante (e importante) documentário de Michael Moore, Roger & Me, filmado em Flint, no Estado de Michigan.

Nas notas de produção do filme, fica claro que a intenção de Wendy era buscar trabalho em uma das fábricas de conserva de peixes no Alaska, durante a “lucrativa temporada de verão”. O carro dela quebra no Oregon, distante aproximadamente 4 mil quilômetros de seu destino final – segundo o Google Maps.

Em uma entrevista para o material de divulgação de Wendy and Lucy, a diretora Kelly Reichardt comentou que dois elementos estavam no conto original de Raymond e no roteiro que eles produziram depois: o cachorro e a economia. Cada um deles trabalhou um período no roteiro, deixando ainda os atores confortáveis para contribuirem, eles mesmos, com o texto final. Achei bacana a diretora destacar o talento de Raymond em transformar a paisagem em que suas histórias se desenvolvem em um personagem a mais. Foi essa a impressão que eu tive também.

Críticos como Wesley Morris, do The Boston Globe, destacaram a interpretação de Michelle Williams e uma das mensagens do filme: a convicção de sua personagem por ser uma pária social. Ou seja, por revelar-se uma excluída da sociedade consumista atual – ela se recusa a pagar por uma lata de comida para cachorro, não tem cartão de crédito ou celular. Neste texto (em inglês), Morris faz um paralelo entre Reichardt e Gus Van Sant, afirmando que a primeira é mais reflexiva que o segundo. Ele destaca, por exemplo, como os dois últimos filmes da diretora – Wendy and Lucy e Old Joy – refletem sobre os limites do idealismo. É uma forma interessante de ver o seu trabalho. Admito que, encarando por esta ótica, o filme merece uma nota um pouco maior.

Gostei também desta leitura feita pelo Bruno Carmelo do blog Nuvem Preta, que considera Wendy and Lucy inclassificável.

CONCLUSÃO: Um filme que lembra, em determinados aspectos, algumas produções européias, mais especificamente francesas, ou mesmo do cinema japonês. Contado sem pressa, em um tom naturalista/minimalista, ele destaca as interpretações dos atores e o ambiente em que a história se passa. Mas se Wendy and Lucy acerta na direção e nos detalhes, erra na ligeireza de sua história. Fraco em conteúdo, ele termina sem dizer muito bem ao que veio. Pode ser visto como uma crítica a nossa sociedade consumista, que cobra um alto valor das pessoas simples. Ou pode ser entendido como uma crônica sobre as consequências de uma série de escolhas erradas de um indivíduo. Vale como curiosidade e como exercício de um cinema independente produzido nos Estados Unidos. Chega a emocinar. Provoca diferentes reações no espectador durante a sua projeção. Mas sua validade termina aí. Uma pena para uma produção que começa com uma sequência ao melhor estilo voyeur, mas que termina sem nenhum suspense ou complexidade.

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6 comentários em “Wendy and Lucy

  1. Na boa, achei o filme chaaaaaato demais. A Wendy só faz besteira, acho que ela é retardada mental. E eu não consigo gostar de roteiros onde o sofrimento ocorre porque o personagem age como um debilóide. Quem estava certo era o rapaz do mercado que disse: Quem não tem tem capacidade não pode ter um cachorro.

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  2. Olá Rainor!!

    Pois é… eu achei mesmo que a maioria das pessoas acharia Wendy and Lucy chato. Afinal, aparentemente, “não acontece nada” neste filme. Pelo menos, nada de excepcional.

    Eu também comentei, como deves ter lido, sobre essa irritação que a Wendy nos provoca, por fazer, como bem defines, tanta “besteira”. Mas acho que justamente aí está uma das intenções do filme: nos provocar raiva, indignação e, se possível, reflexão sobre isso.

    Como você, eu normalmente não tenho paciência com “gente burra”. Mas aí eu penso: “E quem disse que essa pessoa é burra? Ou que todas as pessoas tem que ser inteligentes da mesma forma ou agir da mesma maneira?”. Afinal, nem todos tiveram ou tem acesso à mesma educação, à oportunidades similares para desenvolver seus talentos e inteligência. E eis aqui, meu caro Rainor, o tipo de reflexão que este filme provoca. Além disso, cá entre nós, existem mais pessoas como Wendy do que gostaríamos de admitir. E saber respeitá-las e compreendê-las é um desafio para os que não são como elas.

    Acho cruel alguém apontar o dedo e dizer que “quem não tem capacidade não pode ter um cachorro”. Existe um dito que comenta algo assim: “cuidado ao apontar o dedo para alguém se achando superior, porque sempre haverá alguém que se acredita superior apontando o dedo para você”. Achei o garoto do filme, que comentas, um gurizão, imaturo, que se acha superior em relação a outros e que não tem uma visão de mundo muito ampla. Para resumir: lamentável e preconceituoso o comportamento dele. Na vida real, as pessoas deveriam ser mais flexíveis – mas infelizmente, pelo que muitos sinais indicam, caminhamos no sentido contrário.

    Enfim… respeito tua opinião, mas não comparto com ela. Como ficou evidente. 😉
    De qualquer forma, Rainor, agradeço tua visita e teu comentário. Espero que ambos se repitam muitas vezes por aqui… um abraço!

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  3. Esta é o segundo filme que assisto da Kelly Reichardt,o primeiro foi old joy e realmente a ritmo de ambos os filme são muito parecidos,assim como a abordagem pouco explícita sobre as intenções do filme.Eu tive a sorte de mergulhar no cinema asiatico e percebi realmente uma grande semelhança no que diz respeito ao ritmo e abordagem de personagens .Acho que determinado tipo de pessoas não vão sentir o filme ou ter empatia pelos personagens(tipo aquelas pessoas que quando percebem alguém caido na rua precisando de ajuda,passam sem dar atenção).Acho que o filme realmente lindo e não dar para velo e não se comover com a wendy e a lucy. Nunca tinha lido uma critica tão perfeita e completa antes,ainda mais de um filme indie como esse,já que grande espaço é dado a gigantescas produções de interesse de pessoas que veêm cinema como entretenimento apenas.Espero outros filme da Kelly Reichardt que concerteza serão bem vindos e são necessários. obrigado pro escrever sobre o filme e pelo blog

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    1. Oi napoleon!

      Muito obrigada pela tua visita e pelo teu comentário.
      Contribuições como a tua é que fazem este blog ter sentido.

      Anotei a tua dica… tentarei assistir a Old Joy, uma hora destas, e daí comento ele por aqui.

      Realmente, acho que nem todos teriam a paciência ou a atenção necessárias para aproveitar bem a Wendy and Lucy. Mas tudo bem, quem sabe um dia elas possam fazer isso, não é mesmo?

      O cinema asiático também é ótimo. Não apenas pelo cinema tradicional, que é interessantíssimo, mas pelas novas contribuições, muito criativas e, até, inovadoras.

      Fico feliz que tenhas gostado da crítica e do blog. Gosto muito do cinema independente, assim como de algumas produções essencialmente comerciais. Gosto de filmes de todas as latitudes, gêneros e origens. No fundo, gosto mesmo é de bons filmes. 🙂

      Espero que você se anime a passa por aqui muitas vezes ainda.
      Obrigada novamente pela visita e pelo comentário.

      Abraços e inté!

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    1. Olá Xisto!

      Antes de mais nada, seja bem-vindo por aqui!

      Então, de fato Wendy and Lucy não mostra o passado ou deixa muito claro o perfil da protagonista. Mas acho que esta foi a intenção dos realizadores. Eles querem que a gente acompanhe as dificuldades da personagem e tente entender as suas atitudes mesmo não tendo todas as informações disponíveis.

      Sei que este é um exercício difícil mas, ao mesmo tempo, é bastante interessante. Agora, concordo contigo que isso possa desestimular o espectador a gostar do filme.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário, e volte por aqui mais vezes.

      Abraços e inté!

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