Bakjwi – Thirst – Sede de Sangue


O diretor Park Chan-wook é um dos principais nomes do cinema de seu país. Detalhista, fascinado pela Sétima Arte (a qual ajuda a construir a cada filme), Park decidiu se tornar diretor depois de assistir à obra-prima de Hitchcock Vertigo. Como o mestre do suspense e outros diretores que marcaram a história desta indústria, este sul-coreano apresenta a seus espectadores um estilo de fazer filmes muito particular. Seu cinema consegue ser, ao mesmo tempo, virtuoso, criativo, ousado e excêntrico. Seu novo filme, Bakjwi, reafirma estas qualidades de Park em uma história surpreendente. Especialmente indicada para quem gosta de filmes de terror nos quais não faltem sangue, cenas de violência, detalhes escatológicos e algumas sequências delirantes. Sem contar uma dose impressionante de sensualidade e erotismo. Cinema criativo indicado para poucos.

A HISTÓRIA: Em um quarto de hospital, Hyo-sung conta para a enfermeira a história de um gesto seu de solidariedade. Neste momento, entra no local o padre Sang-hyeon (Song Kang-ho). Pouco depois, Hyo-sung tem um ataque e entra em coma. Farto de ver pessoas morrerem no hospital em que atua, Sang-hyeon pede permissão para o padre (Park In-Hwan) que lhe ajudou a criar para se candidatar como voluntário em um instituto que busca a cura para o mortífero VE – Vírus Emmanuel. Sang-hyeon se submete a um experimento perigoso e acaba desenvolvendo a doença. Mas depois de ser declarado morto, ele “ressuscita” e passa a ser considerado santo. Sentindo-se diferente, ele percebe com o tempo que desenvolveu um apreço especial por sangue humano.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Bakjwi): No caso desta produção, mais do que em outras, quanto menos você sabe sobre a história melhor. Me interessei pelo filme por seu diretor, mas não li nada a respeito antes. Recomendo que você faça o mesmo – no caso de não tê-lo assistido. (SPOILER – a partir deste parágrafo falarei sobre vários aspectos do filme, por isso não recomendo a leitura para quem não o assistiu). Para começar, para mim foi uma surpresa a transformação do padre em vampiro. Se você se deixa envolver pelo filme, inicialmente encaras a melhora do padre também como um possível milagre.

Provavelmente Bakjwi vai irritar muitos “carolas” e/ou extremistas de determinada religião – especialmente os cristãos. Meus caros, não levem a arte e a vida tão a sério. O diretor Park Chan-wook não tem nenhuma intenção de questionar a contuta dos padres ou a fé de vocês – muito menos a existência de milagres. Arte é arte. Ela é feita para vários propósitos, mas especialmente para envolver e surpreender o espectador – no caso do cinema de Park. Apenas isto. Bakjwi, neste sentido, é um prato cheio.

Como eu dizia, o filme começa sugerindo algo muito curioso: o protagonista, farto de ver pessoas morrendo no hospital em que trabalha, resolve se “sacrificar” para o bem da ciência e da Humanidade ao se candidatar como cobaia para experimentos da Medicina. Ele não quer se tornar um mártir e nem tirar a própria vida. O padre Sang-hyeon convence ao afirmar que realmente quer ajudar as pessoas. Não demora nada para que o filme mostre cenas nojentas e escatológicas que exploram em detalhes os efeitos do Vírus Emmanuel. Bolhas pela pele, unhas caindo e sangue jorrando servem como cartões-de-visita para o que está por vir.

Depois de ser declarado morto, o protagonista começa a cantar. Rapidamente a notícia se espalha, e muitos “crentes” passam a encará-lo como um santo, um milagreiro capaz de ajudar pessoas doentes e desacreditadas. Nós acompanhamos este homem e somos tão ignorantes quanto ele. Entre outras pessoas que buscam ajuda para o “padre milagreiro”, está a Senhora Ra (Kim Hae-sook), antiga conhecida de Sang-hyeon do tempo em que ele era um jovem órfão.

O reencontro com a mulher faz com que Sang-hyeon volte a se encontrar com Tae-ju (Kim Ok-bin), uma garota de sua idade, também órfã, que acabou sendo criada pela Senhora Ra e se casou com seu filho, o infame sempre doente Kang-woo (Shin Ha-Kyun). Esse encontro acaba despertando no padre, pouco a pouco, estranhas sensações. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). De mãos dadas com o protagonista, vamos descobrindo, junto com ele, que após passar pelo experimento médico ele começa a ter os sentidos superdesenvolvidos – especialmente seu olfato e apreço por sangue -, assim como acaba sentindo uma forte atração sexual por Tae-ju. Para quem não leu nada sobre o filme antes, acaba sendo um choque saber que o “certinho”, solidário e bondoso Sang-hyun virou um vampiro.

Esse gênero de filme está bastante desgastado. Não apenas por todas as histórias contadas desde Bram Stoker, mas especialmente pela “releitura” do gênero feita pela escritora Stephenie Meyer com a série Crepúsculo. Ainda assim, e a exemplo de Lat Den Ratte Komma In (comentado aqui no blog), Bakjwi ajuda a trazer novos sentidos e significados, novo interesse para o gênero dos filmes de vampiro. Interessantíssimo o dilema de um padre que se torna vampiro de forma involuntária, assim como as saídas que ele e a enlouquecida Tae-ju assumem para lidar com a suas condições.

Fiquei impressionada com a criatividade do roteiro assinado pelo diretor e por Jeong Seo-gyeong. Consta que eles foram inspirados no livro Thérèse Raquin, do escritor Émile Zola (encontrei este artigo interessante sobre o romance assinado por André Dalpicolo na Sens Public). O único aspecto de Bakjwi inspirado no livro se refere à loja de tecidos mantido pela Senhora Ra e a relação que existe entre ela, o filho e Tae-ju. A exemplo do livro de Zola, em Bakjwi as relações mornas e “indiferentes” daquele família são modificadas com a chegada de um segundo homem – no caso do filme, do padre – naquele ambiente. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Na produção de Park e na obra de Zola os amantes se entregam com voracidade aos “prazeres da carne” e acabam decidindo matar o marido que “atrapalha” esta relação de infidelidade.

Além de ser uma premissa muito interessante a transformação de um padre em vampiro, Bakjwi introduz questionamentos curiosos sobre a influência da família e do meio nas pessoas e as diferenças da natureza humana. Achei interessantíssima a alta carga autoral de Park Chan-wook. Ele ousa em cenas de alta carga sexual/sensual e na “liberdade poética” de explorar conceitos como culpa e explosão de sensações de forma bastante visual e literal. Me diverti com as cenas em que Sang-hyeon e Tae-ju são, literalmente, “acompanhados” de Kang-woo durante o sexo. Momentos de puro delírio – como quando o padre começa a perceber suas “capacidades” como vampiro – em um filme que geralmente prima pelo realismo e por cenas magistralmente filmadas.

Há sequências verdadeiramente brilhantes em Bakjwi. Sem contar o estilo do diretor, bastante dinâmico e fluido. Destaco, em especial, as primeiras sequências de jogatina na casa da Senhora Ra e a belíssima execução da cena em que Sang-hyeon se encontra com a “fugitiva” Tae-ju nas ruas escuras da cidade – quando ele, simbolicamente, dá os próprios sapatos para ela calçar. Nestes momentos, Park revela seu domínio técnico e narrativo. Os protagonistas estão muito bem, a ponto da atriz que interpreta Tae-ju despertar um verdadeiro pavor por sua insensatez e manipulação.

O dilema do padre que vira vampiro é bastante interessante porque nos faz refletir sobre a nossa capacidade de sermos racionais, esclarecidos, de termos fé, na mesma medida em que somos capazes de termos atitudes irracionais, viscerais, baseadas em nossa natureza animal. O protagonista vive um constante embate entre tudo o que ele considera correto e cristão, o que lhe formava o caráter, e aquilo que ele descobre possuir depois de se tornar um vampiro, necessidades e desejos totalmente “inapropriados”. Muito interessante como, no final das contas, parece que o “animal” venceu o “homem de fé”, mas não é exatamente isso que acontece. O que comprova que o espírito humano e a nossa capacidade de decidir sobre nossos atos sempre estão acima das nossas necessidades mais básicas ou “animalescas”.

Outros pontos que o filme levanta tem a ver com o que acontece com Tae-ju. Órfã como o protagonista, a moça é submetida a uma realidade muito diferente daquela vivida pelo padre. Ela não tem a oportunidade de desenvolver as suas capacidades e muito menos tem a liberdade de decidir seus atos. Criada pela Senhora Ra, a garota se vê desde muito jovem aprisionada à uma família que acaba lhe explorando de diferentes maneiras. Primeiro, através do trabalho na loja e na casa. Depois, ao ter que se submeter a um casamento sem amor – ou atração.

Sang-hyeon e Tae-ju compartilham quase a mesma origem, mas tiveram desenvolvimentos muito diferentes. O que leva a formação de adultos diversos. Claro que a realidade da família e o meio em que uma pessoa cresce não são os únicos determinantes de seu caráter e de seu desenvolvimento psicológico, mas certamente eles tem dois pesos fundamentais nestes processos. Adultos muito diferentes entre si, o padre e Tae-ju agem de forma muito diferente quando se vêem como vampiros.

Sang-hyeon tem uma preocupação ética e humanitária quando pensa em suprir suas necessidades por sangue. Tae-ju, por sua vez, não se importa com estas “questões bobas”. Parece que ela quer se vingar de todo o sofrimento que passou mirando em qualquer um. Quando o padre percebe esta diferença – mais do que as semelhanças que os unem -, resolve tomar uma atitude drástica para terminar com aquela sequência de crimes. Curioso também, quando Sang-hyeon percebe que seu “instinto” passa a prevalecer sobre a sua conduta humana, que ele passa a pedir para as pessoas não lhe chamarem mais de padre. Bakjwi, entre outros temas, explora estas questões. Por tudo isso, trata-se de um grande filme.

NOTA: 9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Chan-wook Park segue um estilo próprio muito determinado, algo raro nos dias de hoje. Além de ter uma forma de lidar com a câmera muito fluida, como comentado antes, o diretor se preocupa em que cada cena tenha uma justificativa e um significado na história. Gostei, em especial, da mistura que ele faz entre realidade e a mistura de sentimentos e sensações de seus personagens. Há cenas estritamente “sensasoriais”, outras com forte carga psicológica. Para entender o filme em sua plenitude é preciso compreender as liberdades poéticas e de criação de seu realizador. Por isso mesmo que, provavelmente, Bakjwi seja um filme para poucas.

Outra razão para este filme não ser recomendado para o grande público, sem distinção, é que ele realmente abriga algumas cenas bastante fortes. Muitas, envolvendo violência, autoflagelação e doenças. Outras relacionadas com as relações sexuais e de pressão psicológica. Ainda assim, nada do que é visto nos deveria ser estranho – afinal, são atos humanos.

Algumas pessoas podem ter assistido ao filme e ficado com algumas dúvidas sobre partes da história. (SPOILER – não leia este e o próximo parágrafo se você não assistiu a Bakjwi). O protagonista deixa claro, lá pelas tantas, que ele se tornou vampiro quando estava próximo a morrer. Ele efetivamente recebe transfusão de sangue poucos segundos antes de ser declarado morto. O líquido bombeado para suas veias demora um pouco para fazer efeito – como depois acontece com Tae-ju -, mas acaba sendo capaz de “ressuscitá-lo”.

Depois de se flagelar em casa, Sang-hyeon passa pela experiência de ter todos os seus sentidos superdesenvolvidos de vampiro aflorarem de uma única vez – assim como ele passa por uma espécie de confronto de suas próprias recordações com a atual realidade. Interessante a forma carregada de símbolos que o diretor escolhe para representar este momento. As cenas em que o marido morto se intromete no sexo dos amantes (e no cotidiano de Tae-ju), contudo, devem ser as que mais despertem inquietude nas pessoas. A idéia simbólica, no filme de Park, ganha contornos absurdos e de comicidade. Talvez alguns se incomodem com a “piada”.

Mas a dúvida principal deve ter relação com o estupro praticado pelo padre em uma das fiéis que faziam vigília em sua homenagem. Sem dúvida aquele ato de Sang-hyeon foi pensado para que todos passassem a enxergá-lo como uma aberração, deixando para trás, definitivamente, a idéia de que ele seria um santo.

Achei curioso que o próprio padre “mentor” do protagonista considera a cura de seu discípulo como um “efeito psicológico”. Ele não se apressa, como muitos “fiéis” a considerar Sang-hyeon um santo. Aliás, a Igreja tende a ser muito mais cuidadosa do que muitos de seus seguidores neste e em outros temas envolvendo a fé e os milagres. Sempre vale refletir sobre isso.

Gostei de todos os atores envolvidos na produção. Mas o destaque é, sem dúvida, a dupla de protagonistas. A personagem de Tae-ju consegue envolver Sang-hyeon de uma maneira crescente, cuidando para que ele realize todos os seus desejos mais secretos. Ele também descobre, através de sua nova “condição” e desta relação, um amor que ele jamais havia imaginado ser capaz de sentir/existir. A qualidade dos atores e a forma com que o diretor foca as suas interpretações são os grandes responsáveis por nos convencer no permanente jogo de atração e repúdio que caracteriza a relação de Sang-hyeon e Tae-ju.

Depois de estrear na Coréia do Sul em abril de 2009, Bakjwi participou do Festival de Cannes e de outros 11 festivais pelo mundo – incluíndo os do Rio e de São Paulo. A produção, com efeitos especiais caprichados e uma qualidade técnica impecável, custou a “bagatela” de aproximadamente US$ 5 milhões.

Até o momento, Bakjwi ganhou quatro prêmios e foi indicado ainda a outros oito. Entre os que recebeu, destaque para o Prêmio do Júri entregue para Park Chan-wook no Festival de Cannes; e o prêmio de melhor atriz para Kim Ok-bin no Sitges – Festival Internacional de Cinema da Catalunya.

Bakjwi foi bem na opinião do público e da crítica – ainda que eu ache que ele poderia ter recebido avalições melhores. Os usuários do site IMDb lhe conferiram a nota 7,3, enquanto que os críticos que tem textos linkados no Rotten Tomatoes lhe dedicaram 80 avaliações positivas e apenas 18 negativas (o que lhe garante uma aprovação de 82% e uma nota média de 6,8). O crítico Roger Moore, do Orlando Sentinel, classificou neste texto Bakjwi como um filme “macabro, de humor obscuro e às vezes nauseante”. Ele afirma que Bakjwi trata de “tentações da carne, pecado, traição, culpa e expiação”. Mas Moore o considera um tanto exagerado e longo demais.

Mesmo afirmando que o roteiro de Bakjwi perde a mão ao tocar em temas como suicídio e um mistério de assassinato que não leva a lugar algum, o crítico afirma que ele serve como um antídoto à produções “sombrias higienizadas” como é o caso de Twilight, Supernatural e True Blood. Por isso mesmo, meus caros, talvez ele agrade à poucos – afinal, as pessoas estão tão fartas e/ou acostumadas à violência que querem ver histórias de vampiros só se elas forem “limpinhas”.

Neste outro texto, o crítico Ty Burr, do The Boston Globe, brinca com a idéia do diretor Park Chan-wook passeando em um supermercado de gêneros cinematográficos. Ele vai se servindo de vários gêneros para, só depois, elaborar Bakjwi. O resultado, para Burr, é um filme decepcionante no quesito tensão. Porém, afirma o crítico, Bakjwi sobe acima das limitações de suas várias linhas de inspiração e acaba se mostrando “um entretenimento audacioso, algumas vezes bastante comovente. Você apenas tem que ter estômago para isso”. hahahahaha. Eu não poderia resumir melhor.

Gostei também da parte em que Burr elogia o desempenho da atriz Kim Ok-bin. O crítico afirma que é o seu desempenho, evidenciando uma “sede infinita” que ela demonstra em relação à “liberação sexual, pelo sangue e pelo poder” que fazem com que partes tão diferentes do filme possam ter uma unidade. Burr considera também Bakjwi um “pequeno melodrama clássico feminino em que a heroína rompe com anos de repressão e uma luta justa para igualar o placar com um mundo indiferente”. Interessante esta leitura – e bastante acertada.

Para finalizar a citação de outros críticos, destaco este texto de Roger Ebert, do Chicago Sun-Times. Nele, o crítico começa afirmando que Park Chan-wook é, atualmente, o diretor de filmes de terror mais bem-sucedido – talvez porque seus filmes não sejam apenas de terror, mas façam uma grande sondagem das profundidades da natureza humana. Ebert destaca a bondade do personagem principal, assim como o seu desejo constante de ajudar aos demais – primeiro no experimento médico, depois a seu antigo amigo de infância e, por fim, a sua esposa “mal-tratada”.

Nas notas de produção de Bakjwi, que podem ser consultadas no site oficial do filme, os produtores comentam que este pode ser considerado o ápice do estilo de fazer cinema de Park Chan-wook. “A ironia de um padre, o último símbolo do humanismo, se encontrar em uma situação em que deve beber o sangue de outros para sobreviver como um vampiro entra no núcleo da relação entre o pecado e a redenção há muito explorada por Park”, define o material de divulgação. O projeto de Bakjwi levou aproximadamente uma década para ser realizado – desde as primeiras idéias do diretor e seu convite ao astro Song Kang-ho até o seu lançamento nos cinemas. O próprio Park classifica Bakjwi como um “melodrama de vampiros escandaloso”.

Nas notas de produção é curioso conhecer as intenções do diretor para cada espaço da história – o que ajuda a definir cada personagem – e a migração de um enfoque mais luminoso, no início, quando o padre ainda é um sacerdote, e depois para cores mais escuras até a “escuridão profunda” quando ele assume sua outra faceta. Da parte técnica, destaco a direção de fotografia de Chung Chung-hoon; o design de produção de Ryu Seong-hie; o figurino de Cho Sang-kyung e a trilha sonora de Cho Young-uk.

CONCLUSÃO: Um filme de suspense/terror com a assinatura inconfundível do cineasta sul-coreano Park Chan-wook, um dos nomes fortes do cinema asiático da atualidade. Carregado de cenas fortes e provocantes, é destes filmes com roteiro criativo que ajuda a lançar novos ares para um gênero um tanto desgastado. Bakjwi pode provocar algumas polêmicas para mentes “sensíveis” a temas religiosos, mas não deve ser visto como um ataque ou um elogio a determinada crença. Ainda assim, não é recomendado para pessoas que levam a figura de padres e da religião tão a sério a ponto de não enxergarem que uma obra de cinema pode ser criativa sem ser ofensiva. É um filme carregado de idéias novas que mexe com conceitos que ultrapassam o óbvio. Bakjwi debate a dualidade que sobrevive no homem como ser racional e ao mesmo tempo animal; trata de fé, idolatria e ciência; assim como reflete sobre as diferenças e semelhanças que unem as pessoas. Um filme instigante na temática e principalmente na forma. Recomendado, especialmente, para quem está preparado para uma história com sangue, violência e sexo. Surpreendente, aliás, a alta carga sensual da história. Bakjwi extrapola o gênero do terror para se lançar em outros segmentos. Mais uma produção para a lista de grandes filmes do novo cinema sul-coreano.

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14 comentários em “Bakjwi – Thirst – Sede de Sangue

  1. Ale, que coisa feia… 22 dias sem postar nada? Olha lá, quando fica mais de um mês o blog vira abóbora. hehehe, espero que esteja tudo bem e voltes logo a ativa.

    Abrazos chica!

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    1. Oi l3on!

      Pois é… foste um dos que mais “puxou” as minhas orelhas, né? Mas realmente, de abril para cá, muita coisa mudou na minha vida. 2010 tem sido o ano da mudanças. O bom é que todas para melhor…

      Mas agora, como podes ver, estou recuperando o ritmo. Tentando atualizar o blog uma vez por semana e, pouco a pouco, respondendo todos os recados.

      Saudades de escrever por aqui. E, especialmente, de trocar ideias contigo e com os demais.

      Abraços grandes e obrigada pelo incentivo de sempre. Foi e é muito importante para mim.

      Cuídate mucho!

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    1. Oi Claudia!

      Que bonitinha! Obrigada!! Mesmo.

      Você e os demais seguidores fiéis deste blog foram, para mim, um grande incentivo neste tempo todo.

      Passei por momentos conturbados, muitas mudanças, mas estou bem sim. E voltando a postar com mais frequencia, como deves ter percebido – espero que continues acompanhando o blog, aliás.

      Abraços grandes e tudo de bom para ti!

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    1. Oi Mangabeira!!

      Obrigada, meu querido! Você também, como os demais, foi um grande incentivo para que eu continuasse – meio que sem tempo e atualizando menos do que eu gostaria.

      Estou bem sim… e mesmo na fase “conturbada” eu fiquei bem. Só sem tempo mesmo.

      E contigo, tudo certo? Espero e desejo que sim.

      Abraços e beijos grandes e até mais ver!

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  2. Up ao pessoal ai de cima, muita sdd das dicas da ale, realmente blog diferenciado qualidade em críticas que ñ vemos em outros por aii, o aconteceu séra com Ale!!! Ale queria dizer q apreendi através de suas críticas a olhar o cinema, filme, com muito mais profundida. Acho q todos q acompanhos suas críticas estamos loucos por novos post . bjsss

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    1. Oi Leonardo!

      Nossa, que recado bacana. Muito obrigada!

      Fico feliz que gostes do blog e que ele tenha te ajudado de alguma forma. Realmente tive uma temporada em que não sobrou tempo para escrever por aqui, mas quero ver se agora consigo mudar este quadro.

      Te agradeço pela visita e pelo incentivo. Quero que te sintas bem-vindo por aqui e, desde já, convidado a voltar muitas vezes – inclusive para opinar sobre os filmes, viu?

      Abraços e beijos!

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  3. Esse foi um dos filmes mais interessantes que assisti nestes últimos meses. Ainda vou fazer uma resenha sobre, porque crítica mesmo, só com a Alê! (kkkk) Fantástica como sempre. Eu sumo, mas eu volto. E olha só: me deparo com um posterzão do Soul Kitchen, justo “aquele que é muito bom, mas esqueci o nome”. Obrigado pela lembrança! bjos, e não ouse parar de postar neste santuário!

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    1. Oi Fernando!

      hahahahaha
      Quanta bondade, hein?
      Que nada, menino! Tenho certeza que és mais que capaz de escrever uma ótima crítica sobre este filme.

      Agora, estou contigo. Bakjwi foi uma das gratas surpresas deste ano.

      Você some? E que dizer de mim? hehehehehe. Só agora, no final de outubro, estou conseguindo te responder. Eita!

      Podes sumir, mas só um pouquinho… tens é que voltar sempre, combinado? 😉

      Sério que Soul Kitchen era o filme do qual não lembravas o nome? Vixe, olha a coincidência…

      Muito obrigada, Fernando, por este teu incentivo de sempre. Não quero deixar de postar por aqui não… só quando demoro para fazer isso é porque o resto da vida está me consumindo. hehehehehe

      Beijos grandes e inté!

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    1. Oi Ana!!

      Realmente incrível. Tens razão.

      Neste gênero de filme, o suspense, também acho que os coreanos andam em uma fase imbatível. Eles são muito bons, de veras.

      Obrigada por tua visita e pelo teu comentário.

      Espero que voltes mais vezes. Abraços!

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