Salt


Lábios carnudos, pancadaria, saraivadas de tiros, perseguições, uma sorte para desviar de disparos que daria inveja ao Tom Cruise de Mission Imposible, russos versus estadunidenses, espionagem e contra-espionagem. Salt congrega todos os ingredientes para qualquer fã de filme de ação (e da antiga fórmula que fez o Bond, James Bond famoso) ficar satisfeito. De quebra, apresenta uma e outra reviravolta que quase surpreende. Bem conduzido, com algumas cenas primorosas e uma que outra surpresa, este filme estrelado por Angelina Jolie adiciona uma boa colherada na receita que reafirma a atriz na rota dos filmes de ação. Mas pode desagradar a alguns pelo fato de terminar sem um final – uma continuação, é bom saber, torna-se mais que inevitável.

A HISTÓRIA: Na Coréia do Norte, dois anos antes dos eventos deste filme se desenrolarem, um mulher magra, loira, com calcinha, sutiã e diversos hematomas, cortes e sangue pelo corpo é arrastada e presa com cordas para voltar a ser torturada. Ela insiste em dizer para os guardas que não é uma espiã, e sim uma executiva de uma multinacional do ramo de petróleo e gás. Corta. Vestida, tempos depois, a mulher cheia de machucados é recepcionada por Ted Winter (Liev Schreiber) e volta para os Estados Unidos. O disfarce da agente da CIA Evelyn Salt (Angelina Jolie) caiu, ela foi pega, apanhou, foi torturada, e sua libertação não tem a ver com a resistência que ela teve em manter a boca fechada. Temendo que suas ações de espionagem caíssem na opinião pública, a CIA resolveu promover uma troca para libertá-la por pressão do cientista Mike Krause (August Diehl), apaixonado por ela – e com quem Salt se casaria pouco depois. Em Washington, nos “dias atuais”, a paz do casal Salt e Krause está prestes a terminar quando um espião russo se entrega à CIA e revela um plano de ataque fantástico contra os Estados Unidos que, segundo ele, será iniciado pela própria Salt.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue lendo quem já assistiu a Salt): Pressinto que muitas pessoas irão se queixar da “falta de originalidade” deste filme. Mas meus amigos e amigas, francamente, quantos filmes de ação atualmente se mostram realmente originais? Ou, mais especificamente, quantos filmes de “espionagem”, envolvendo a CIA e/ou estadunidenses e russos podem ser inovadores depois de tantas produções batendo nestas teclas?

Então o que importa em filmes de ação, para mim, não é a originalidade, mas a eficácia da trama. Que as cenas sejam bem dirigidas, que o roteiro cuide para que a história tenha a velocidade adequada e que, dentro do que um filme assim permite de “interpretações”, que os atores se saiam bem em seus papéis. Salt é muito eficaz nas cenas de perseguições e tiroteios – levando em conta, claro, que nestas produções as lógicas físicas e de probabilidade são totalmente ignoradas. O roteiro de Kurt Wimmer também consegue prender o espectador. E os intérpretes… bem, digamos que Angelina Jolie e Liev Schreiber, que são os protagonistas da história, dão conta do recado – ainda que algumas vezes a Sra. Brad Pitt chegue a irritar um pouco nas cenas de “romance” com pouca química. Ela também cansa ao exagerar na busca da “falta de expressão” que, segundo manda o manual de filmes de espionagem, parece ser um elemento básico dos vilões – especialmente dos russos.

O roteiro de Salt, aliás, segue todos os passos dos “clássicos” do gênero. Além de falar de conspiração, espionagem e contra-espionagem, estunidenses versus russos, o filme trata ainda de um projeto audacioso, mirabolante e de “treinamento” de super bandidos desde a infância surgido (adivinhem quando?) em plena Guerra Fria. O “espião-mestre” russo Vassily Orlov (Daniel Olbrychski) começa contando uma historinha de 1975 que introduz a essência do programa de treinamento de “clones” russos para substituir cidadãos estadunidenses chamado KA.

Forçadinha de barra, aliás, o início de sua história com um romance entre um atleta de luta livre e uma grande enxadrista – em uma tentativa evidente de aliar, desde o início, os temas da espionagem e do romance (o que se repete com Salt, evidentemente). Depois, ele passa a afirmar que o início do ambicioso projeto remonta à figura de Lee Harvey Osvald que, segundo Orlov, teria imigrado para a Rússia e, posteriormente, substituído por um sósia – e este seria o responsável pelo assassinato de JFK. Um belo aditivo – e um tanto cômico – para as teorias da conspiração.

Propositalmente exageradas as cenas que mostram o “treinamento” em solo russo e reproduzem a história contada pelo “espião-mestre”. O filme todo, aliás, aposta nestes exageros de uma forma bastante evidente – talvez como uma forma de autocrítica? O que reforça a minha teoria neste sentido é que, geralmente, depois que uma sequência cheia de lugares-comum era mostrada, o roteiro cuidava de apresentar uma pequena pílula de ironia, como quando Salt diz para o “espião-mestre” que ele é entediante. Eu não poderia resumir a historinha dele melhor. 🙂

Segundo o grande Orlov, Salt desencadeará os acontecimentos do Dia X quando, após viajar para Nova York (e que outra cidade?), mataria o presidente da Rússia no enterro do vice-presidente dos EUA. Com este ato, a agente da CIA desencadearia uma crise mundial, reacendendo as ameaças de guerra nuclear entre estadunidenses e russos. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Claro que a partir desta “revelação” de Orlov, a história se divide entre a negação de Salt e a desconfiança de Peabody (Chiwetel Ejiofor) e de outros agentes de Defesa e da CIA de que ela realmente pode ser uma russa infiltrada com uma missão maluca para cumprir. Quando ela “efetivamente” mata o presidente russo, não sei vocês, mas eu me perguntei: por que, ela sendo realmente uma russa infiltrada, seu “mestre” apareceu para dedurá-la na CIA e tornar tudo mais complicado? Qual seria o objetivo de dificultar o próprio caminho de Salt, sua pupila?

Que ninguém me diga que foi uma maneira de chamar a atenção para ela porque, afinal, com este ato Orlov não estaria tirando a atenção de nada mais importante. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Pelo contrário, estava preparando todos para o fato principal de sua trama “diabólica”. Estranho, muito estranho… e sem sentido. Que Salt virasse alvo depois daquele crime – e antes de tentar matar o presidente dos Estados Unidos, Lewis (Hunt Block), tudo bem. Mas antes? Alguém pode argumentar que Orlov estava apenas querendo demonstrar a superioridade de Salt, sua pupila mais querida, colocando ainda mais pedras em seu caminho – e com a certeza que ela superaria cada uma delas. Também alguém pode comentar que esta provação talvez fosse uma forma de Orlov “penalizar” Salt por ela ter se casado e/ou comprovar a fidelidade da agente com a “causa” ao tornar a sua missão mais complicada. Ainda que estes argumentos possam ser válidos, francamente, eles não me convencem muito.

Mas vamos adiante… Quase funciona a “incerteza” sobre as intenções de Salt. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Mas o pouquinho de “dúvidas” que alguém poderia ter sobre ela atacar ou não o presidente russo terminam logo. Afinal, depois de perceber que o marido tinha sido sequestrado, por que mesmo ela iria viajar justamente para Nova York, local em que o crime que abriria uma crise internacional deveria ocorrer? A partir do momento que ela aparece no ônibus viajando para aquela cidade, terminam as dúvidas sobre o que ela irá fazer em seguida – e quando ela assume uma postura de “Nikita“, pintando o cabelo e se preparando para uma guerra, tudo fica ainda mais evidente. Aliás, impossível não lembrar de produções anteriores estreladas por Jolie no qual ela caminhava por aí com casacos dando porrada e tiros em uma cambada – vide Mr. & Mrs. Smith e Wanted. E para os atentos, até a cena da aranha ajuda a matar uma das charadas (e surpresas?) finais da produção.

As perseguições e cenas de luta são bem feitas, bem filmadas, mas não surpreendem – especialmente porque nada neste gênero realmente surpreende, convenhamos. (SPOILER – não leia… bem, já sabes). Certo que o fato de Salt/Chekov seguir com os planos do “espião-mestre” até o final, mesmo depois de tê-lo matado – e a todos os seus ex-companheirinhos – se “justifica” por sua vontade de, na verdade, proteger o presidente dos Estados Unidos e terminar com os demais agentes KA. Ok, mas ninguém me convence que ela teria feito isso tudo apenas como represália e como “vingança” pela morte do marido. De verdade que uma super espiã como ela se arriscaria tanto, mataria tanta gente apenas para garantir que não houvesse uma guerra mundial? E toda aquela panca de mulher-fatal-insensível? No fundo ela era uma romântica, uma especialista de coração duro que foi modificada pelo amor? Ah, me poupem!! Esta justificativa final, assim como aquela que explicaria o “dedo-duro” Orlov não me convencem – e me parecem bastante idiotas.

Ainda assim, acho que o filme ganha pontos pela agilidade e pelas autoironias espalhadas aqui e ali. Nem todas as produções do gênero conseguem este resultado básico. Então, entre lugares-comum, justificativas idiotas para acontecimentos um tanto absurdos e uma e outra reviravolta que funciona, Salt se revela um bom entretenimento – especialmente indicado para aqueles dias em que você não quer assistir filmes que façam pensar ou que possam contribuir com algo para a sua vida ou de quem for.

NOTA: 7,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Certamente vão rolar comentários detonando as cabeleiras estranhas da Sra. Pitt. Ela fica melhor com a juba escura, sem dúvida. Mas o mais ridículo – realmente – é quando ela se disfarça de homem. Convenhamos, qualquer um teria matado aquele disfarce rapidinho. Ela parecia tudo, menos um homem…

Como qualquer filme envolvendo estadunidenses e russos, tinha que aparecer um homem com uma cicatriz, não é mesmo? hahahahahahaha. A vez em Salt foi assumida por Corey Stoll, que faz quase uma ponta como Shnaider. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Sua morte é das cenas mais absurdamente cômicas da produção. Aliás, não tem como levar esse filme a sério, gente. A saída, para curtí-lo, é realmente dar risadas das cenas e lugares-comum. No fim, ele é divertido por tudo isso.

Há pelo menos uma cena muito boa na parte final da produção: (SPOILER – não leia para não estragar a surpresa) aquela do ataque mútuo entre Salt e Winter.

Fiquei curiosa para saber qual será a continuação do filme. Salt irá contra-atacar na Rússia? Ou aproveitarão os altos orçamentos de Hollywood para levá-la para diferentes partes do mundo, quase que transformando a personagem em uma versão feminina de Ethan Hunt?

Salt estreou nos Estados Unidos e em outros 27 países – incluindo o Brasil – em julho. Como era de se esperar, o filme tem conseguido uma boa arrecadação nas bilheterias – especialmente devido aos fatores Angelina Jolie e filme de ação. Mesmo custando absurdos US$ 110 milhões, Salt conseguiu se pagar e, aparentemente, embolsar algum dinheiro. Apenas nos Estados Unidos, até o dia 5 de setembro, a produção havia conseguido arrecadar pouco mais de US$ 115,5 milhões. Somadas as bilheterias no resto do mundo, sem dúvida Salt dará lucro.

Curioso que Salt foi originalmente escrito para ter um homem como protagonista. E, o mais cômico, é que a figura de Tom Cruise havia sido apontada para estrelar a produção – e dá-lhe Mission Imposible! Posteriormente, contudo, reescreveram a história e Jolie assumiu o papel principal.

Ainda que a produção nunca deixe evidente quando seria o “tempo presente” da história, uma cena de TV mostrada durante o funeral do vice-presidente dos Estados Unidos revela que o ano daquelas “ações” seria o de 2011.

O site IMDb traz uma lista um bocado longa de erros identificados na produção – muitos de continuidade. Um dos que achei interessantes tem a ver com a granada jogada por agentes da CIA no apartamento de Salt… ela faz com que todas as janelas do apartamento virem estilhaços, mas os espelhos e demais objetos de vidro do interior da casa continuam intactos. hehehehehehehe

E algo curioso para os cinemaníacos: Salt reproduz, entre a protagonista e Winter, dois diálogos do filme Star Trek: Generations, de 1994. Na produção de ficção científica, o comandante Pavel Chekov fala para o capitão Kirk “I was never that young”, e Kirk responde “You were younger”. Em Salt o mesmo diálogo é reproduzido – detalhe que Salt, na verdade, se chamaria Chekov. Mais ironias do roteiro, pois.

Phillip Noyce faz um bom trabalho na direção. Mas vale destacar, ainda, a direção de fotografia ajustada de Robert Elswit e, especialmente, a trilha sonora envolvente do normalmente ótimo e experiente James Newton Howard.

Como era de se esperar, com tantos lugares-comum, Salt não se saiu bem na opinião do público e da crítica – até porque eu acho que nem todos entendem ironias sutis. Os usuários do site IMDb deram a nota 6,6 para a produção, enquanto que os críticos que tem textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 127 críticas positivas e 80 negativas para a produção – o que lhe confere uma aprovação de 61%.

Entre as críticas, destaco esta de Nigel Andrews, do Financial Times, que define Salt como um filme “bobo, absurdo e engenheso, tudo na velocidade do som”. Para o crítico, cada nova surpresa da história sucede/elimina a anterior. Que bom que ele foi convencido pelo roteirista desde o início, não? Fiquei pensando que as pessoas que embarcaram na história de Kurt Wimmer desta maneira devem ter se divertido ainda mais. Agora, quem procura sempre “adiantar” as ciladas de roteiro – como eu -, aproveitou um pouco menos. Ainda que, no fundo, me divirto quase da mesma forma – culpa do Hitchcock e da Agatha Christie. Andrews destaca ainda a velocidade da direção de Noyce, a trilha sonora em volume alto constante e as surpresas do roteiro, finalizando ao afirmar que Salt se mostra bem próximo de um “grande entretenimento”.

Destaco, com especial ênfase, este texto de David Denby, da The New Yorker, que comenta sobre o trabalho duro que Angelina Jolie teve com esta produção. Ele comenta também que Salt revela um esforço do estúdio Columbia para criar um substituto feminino à altura da série de filmes Bourne. Concordo quando ele diz que a fórmula é semelhante – ainda que, cá entre nós, os filmes de Bourne eram melhores. Adorei, especialmente, quando Denby comenta que Angelina Jolie não pisca e, assim, lembra Leonardo DiCaprio – e se pergunta se as crianças comportadas são ensinadas a fazer isso para se tornarem estrelas de cinema. hahahahaha. Genial!

O texto inteiro de Denby está muito bem escrito e carregado de ironias. Quem tiver a oportunidade de lê-lo inteiro, vale a pena. Gostei quando ele ironiza os russos como os “vilões” revividos do momento – após a temporada de terroristas do Oriente Médio -, e quando ele compara o “mestre-espião” a um Fu Manchu que fala inglês. O crítico classifica Salt como um filme convencional, ainda que bem dirigido seguindo uma linha de pop caótico. Ele afirma ainda que o “roteiro complicado fica trancado em respostas puramente funcionais”, e que o diretor não consegue dar dois minutos de espaço para que seus atores se desenvolvam um pouco além do básico. Ele está certo nas duas observações. “Tratar a espionagem como uma fantasia liberta os filmes de ação, mas uma dramatização de como a espionagem funciona atualmente seria algo mais interessante”, comenta Denby.

Neste outro texto, David Edelstein, da New York Magazine, comenta que Salt não pode ser analisado, e que a sua falta de coerência se apresenta, na verdade, como a sua força centrífuga. Para ele, não importa o que a protagonista faz ou irá fazer, mas a certeza que Angelina Jolie dá para as intenções de sua personagem. “A certeza da atriz é diabólica”, comenta. Edelstein ironiza todas as referências que Salt faz o espectador lembrar: de Bond, Bourne, Bauer até McGyver. hahahaha. Muito bom! O crítico define Salt como um filme eficiente, rápido, baseado em um movimento contínuo de avanço.

CONCLUSÃO: Um filme carregado de lugares-comuns mas que, ainda assim, não irrita. Com narrativa veloz, como se pede para um filme de ação, Salt acerta nos momentos em que ironiza a si mesmo. Planejada como entretenimento, esta produção cumpre o seu papel ao resgatar elementos bastante batidos em Hollywood, como são os temas da espionagem, contra-espionagem, estadunidenses versus russos, teorias da conspiração e afins. Nas interpretações, apresenta uma boa parceria entre os protagonistas, ainda que Angelina Jolie algumas vezes canse pelo esforço exagerado em se mostrar “sem expressões”. Com muitas cenas de perseguições, tiroteiros e pancadaria, não é indicado para quem não gosta deste estilo de produção. E mesmo para os que apreciam este tipo de filme, é bom que fique claro que Salt não reinventa roda alguma… apenas utiliza os velhos recursos para apresentar um novo produto. Mas faz isso bem, apesar de alguns tropeços, poucas surpresas e algumas linhas de roteiro que não convencem. No fim das contas, é um bom passatempo para quem não quer saber, neste momento, de um filme muito “sério” ou “complexo”.

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9 comentários em “Salt

    1. Oi rogério!

      Fiquei pensando sobre a quem você se referia com a frase acima…

      “você é um fracassado” não pode ser para mim… porque o correto seria “você é uma fracassada”. Além do mais, seria curioso você falar isso a meu respeito, já que não sabes o que eu faço ou deixo de fazer da vida para saber se sou, realmente, uma fracassada.

      Também não sei qual seria a “espelunca”. Um blog pode ser uma espelunca?

      Fiquei na dúvida se você não chegou bêbado em casa e, ao invés de mandar esta frase para um desafeto, postou ela por aqui por engano. hehehehehehe

      Abraços!

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  1. Prometo nao ver mais nenhum filme nem com ela, nem com o Tom Cruise. Alias, depois do Mission Imposible, com aquela cena “san fermin” en Sevilla. Nao da, Nao rola. Eles tem que documentar melhor, criar ficçao, mas baseado na realidade, pra que exista conexao. Nao da pra engolir muitas coisas destes dois filmes. 🙂

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    1. Oi Rafa!

      hahahaha

      Será que você vai resistir? Afinal, o Tom Cruise tudo bem, mas a Angelina Jolie… abandoná-la assim, sem mais? 🙂

      Pois então, acho que há atores e filmes para todos os gostos e momentos. Algumas vezes é bom ver um filme “falcatrua” ou até mesmo uma “bomba”. Só para variar – e para darmos risada, no final das contas.

      Beijos e até breve!

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  2. bom primeiro você faz um filme, ganha milhões com ele e depois critica os filmes dos outros ok. Eu assisti Salt umas 500 vezes, comprei o filme e assistirei mais quantas vezes me der na telha. O filme é interessante sim…..e sobre criar ficção baseado na realidade…kkkkkkkkkkk….se é ficção é ficção e não realidade…

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    1. Oi “Salt”!

      Que nome curioso você tem. 🙂

      Então, meu caro ou minha cara… para falar de algo, você não precisa fazer aquilo. Do contrário, não existiria nenhum tipo de crítica – nem de cinema, nem musical ou de qualquer forma de arte. Estás equivocado/a sobre isso.

      Claro que é possível avaliar, comparar, opinar sobre algo sem ter feito aquilo. Esse é o preceito básico de uma crítica. E não é porque uma pessoa fez um filme que rendeu milhões de bilheteria que ela pode falar mal de outra produção que não produziu. Não tem nenhum sentido esse tipo de lógica.

      Que ótimo que você adorou Salt e defenda o filme com unhas e dentes. Eu, francamente, jamais assistiria a um mesmo filme “500 vezes”, por mais maravilhoso que ele fosse. Porque há tantos filmes maravilhosos por aí esperando para a gente descobrí-los. Acho triste quando alguém fica obcecado por algo. Especialmente quando é um filme tão comercial e sem invenção como este.

      E claro que uma ficção é uma ficção. Jamais eu esperaria de uma obra ficcional o tratamente de um documentário. Mas não foi isso que eu falei. Acho que você não tem uma boa interpretação de texto.

      Mas paciência. Talvez esse seja o efeito de assistir a um mesmo filme 500 vezes.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. Espero que voltes por aqui mais vezes, inclusive para falar de outros filmes – e sem tanta fixação.

      Abraços e inté!

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