Magic Mike


Entretenimento puro. Especialmente para as garotas. Magic Mike vai agradar a quem gosta de ver belos corpos rebolando. É um passatempo, nada mais que isso. Feito sob medida pelo diretor Steven Soderbergh, cada vez mais interessado em subverter histórias clássicas em ambientes pouco utilizados como cenário dos enredos de Hollywood. A fixação dele pelo sexo e a sensualidade continua. Desta vez, no lugar de uma garota de programa, acompanhamos a um grupo de strippers. Homens, é bom dizer. No mais, aquele filme no estilo de Soderbergh, com ótima fotografia, boa música, ritmo e estilo.

A HISTÓRIA: Algumas luzes focam no homem que provoca gritos de um grupo de mulheres excitadas. O restante do ambiente está no escuro. A lógica do ambiente resgata um quarto qualquer. As mulheres se divertem, enquanto o dono do pedaço, Dallas (Matthew McConaughey), as incentiva a tocar/não tocar. Corta. O mês é junho. E Mike (Channing Tatum) acorda após mais uma noite de diversão. Ele se despede rapidamente de Joanna (Olivia Munn), com quem se encontra com alguma assiduidade, e vai trabalhar na reforma de mais alguns telhados. Neste local é que ele encontra Adam (Alex Pettyfer), um jovem de 19 anos que não sabe muito bem o que vai fazer da vida. Mas que acaba mudando a rotina de Mike em pouco tempo.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Magic Mike): Algo que eu admiro no diretor Steven Soderbergh é seu domínio total das imagens e dos tempos. Percebam cada sequência de Magic Mike, como ela é pensada com exatidão. Não é por acaso que, além de direção do filme, Soderbergh assina a direção de fotografia e a edição de Magic Mike. Ele domina o ritmo e a identidade do filme do início ao fim.

Para os que gostam ou não dele, Soderbergh faz um cinema autoral. Ele gosta de ação, de ritmo, de cenas bem planejadas, de valorizar a trilha sonora, uma direção de fotografia com lentes que estilizem as imagens e, desde 2009, a jogar com a sexualidade do público. Naquele ano, Soderbergh investiu na atriz de filmes pornô Sasha Grey para interpretar uma garota de programa em The Girlfriend Experience. No ano passado, voltou a colocar uma bela mulher – e atriz de segunda – na frente de suas lentes, como protagonista: Gina Carano estrelou, assim, Haywire. Veja a crítica do primeiro e do segundo filme citado aqui no blog, respectivamente.

Se nestes dois filmes anteriores os homens se esbaldaram com belas mulheres, com Magic Mike Soderbergh foca as suas lentes em belos homens, com corpos esculpidos, para alegrar as moças que não tem vergonha de dizer que gostam de ver a beleza que existe no mercado. Diferente das produções anteriores, Magic Mike mergulha mais na história pessoal do protagonista. E, o que sempre faz toda a diferença, os atores principais desta nova produção tem talento. O que coloca Magic Mike em outro patamar, comparado com as produções anteriores em que Soderbergh apostou na sensualidade como elemento fundamental.

Verdade que grande parte de Magic Mike é uma desculpa para vermos lindos homens dançando – e muito, muito bem! – e tirando a roupa sobre um palco. Aliás, grande parte do mérito do êxito desta produção é do coreógrafo Alison Faulk e sua assistente, Teresa Espinosa. Ele e sua equipe garantem cenas incríveis e divertidas que preenchem grande parte da história.

Descontadas as apresentações de Magic Mike e dos demais strippers, este filme conta uma história de amor. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). E de forma totalmente “acidental”. Conta, também, como três meses podem mudar totalmente a vida de algumas pessoas. Soderbergh gosta de marcar o tempo em seus filmes, e em Magic Mike esta marcação é funcional. Porque faz pensar. Em três meses, o personagem de Adam dá uma guinada em sua vida. E de reboque, muda a rotina da irmã, Brooke (Cody Horn), e as perspectivas de Mike.

Porque a vida vai nos levando. Cada vez mais. O ano é curto, depois do Carnaval já aparece as férias do meio do ano e, em seguida, o Natal. Nesta vida acelerada, e ainda mais no ambiente retratado por Magic Mike, não é difícil entender como um homem se deixa levar. Especialmente se ele é a estrela do espetáculo. Nisto conhecemos Mike, que acumula trabalhos, nada que lhe dê realmente muito dinheiro, enquanto ele vai adiando o início de seu sonho, de ter um negócio próprio de designer de móveis. E deixar aquela vida de stripper.

Sem muito espaço para conhecer pessoas “de verdade” ou ter conversas sinceras, Mike se surpreende com Adam e sua irmã, Brooke. Ela, como qualquer mulher que consegue enxergar, fica perplexa com a beleza de Mike. Mas não confia no rumo que ele está dando para a própria vida. Ou para o caminho que o irmão está seguindo. Enquanto Mike e, principalmente Adam, se jogam em uma rotina de gandaia, Brooke fica a espera de que algo mude. E que, principalmente Mike, perceba o tempo que está gastando em um vida sem muito futuro. Afinal, aos 30 anos, ele está ficando “velho” para o trabalho de stripper.

Magic Mike mergulha na rotina, sonhos e desejos do protagonista. Revela os bastidores de um negócio como o que é mantido por Dallas. E com tantas músicas boas, mérito da trilha sonora supervisionada por Frankie Pine, fica fácil acompanhar esta história. Que tem o ritmo adequado e até passa rápido, levando em conta que assistimos a 1h50min de um filme sem grande moral ou reflexão. Puro passatempo, bem embalado e empacotado, como manda o padrão de Soderbergh.

No mais, além de ter um bom ritmo e de contar uma história sob a ótica de personagens pouco explorados no cinema, Magic Mike tem um bom roteiro. Diálogos interessantes e da “vida real” garimpados por Reid Carolin. Uma qualidade desta produção, além do estilo de Soderbergh. E os atores, é claro, dão um show à parte. Para mim, este é o melhor trabalho de Channing Tatum. E um dos melhores da carreira de Matthew McConaughey. Sim, o segundo exagera na dose. Mas o seu personagem é para ser assim mesmo, “over”. Gostei muito dos dois.

E como eles são a “fantasia” em pessoa, vivem seus “personagens” em tempo real, nada melhor que interpretações “suaves” e realistas como as de Cody Horn e Alex Pettyfer para contrabalancear. Junto com eles, muito bom ver a atriz Olivia Munn ganhando certa evidência. Gosto muito dela na série The Newsroom, por isso mesmo é bacana vê-la se destacando em um filme de Soderbergh também. Sem dúvida, o desempenho destes atores fazem a diferença nesta produção.

NOTA: 8,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Matthew McConaughey, em especial, tem um desempenho de arrepiar. Pelo sotaque, pela imersão em um personagem egocêntrico e cheio de moral – e de bobagens. Há tempos eu não via o ator abraçar tão bem um papel. Ele é o segundo nome do elenco, atrás apenas de Channing Tatum que, a cada filme, vem se firmando cada vez mais como um grande nome de sua geração. Ele tem carisma, é centrado no trabalho e convence no papel. Além de ser muito, muito bonito. Um ator precisa mais do que isso? Por um bom tempo ele não vai precisar.

Os outros strippers desta produção merecem ser citados. Eles fazem um ótimo trabalho. São eles: Kevin Nash como Tarzan, Joe Manganiello como Big Dick Richie, Matt Bomer como Ken, e Adam Rodriguez como Tito. Além deles, vale citar o trabalho de Gabriel Iglesias como Tobias, o DJ da casa de strippers e que também faz circular ecstasy em algumas festas para dar mais dinheiro para quem quer entrar no esquema.

Além deles, há superpontas de gente conhecida, como James Martin Kelly como Sal, que contrata jovens com ou sem experiência para reformar telhados pagando uma miséria; Camryn Grimes como a garota que faz 21 anos e ganha um convite especial de Mike e Adam; e Betsy Brandt como a bancária que nega mais um empréstimo para Mike.

Channing Tatum acreditou tanto nesta produção que colocou dinheiro nela. Ele é um dos produtores de Magic Mike.

Uma curiosidade sobre esta produção: o papel de Brooke, irmã de Adam e que conquista Mike, foi oferecido para Jessica Biel. Mas ela recusou o convite. Sorte de Cody Horn. 🙂

Inicialmente, Tatum tinha pensado no diretor Nicolas Winding Refn para conduzir esta produção. Mas o diretor não conseguiu conciliar este projeto com outro que ele tinha em andamento, Only God Forgives. Interessante saber disto porque fica evidente que Tatum tinha o projeto na manga antes de Soderbergh encarar a proposta. Lendo mais a respeito, soube que Magic Mike, na verdade, é um projeto muito pessoal de Tatum. Esta produção é baseada em algumas experiências do ator antes da fama, quando ele atuava como um “dançarino exótico”. Interessante.

Os atores que interpretam os strippers são, na verdade, profissionais do ramo. Kevin Nash, por exemplo, que interpreta a Tarzan, aparece em cena com uma cinta no joelho, algo que ele usa no seu trabalho normal, como stripper, porque tem muitos problemas no joelho na “vida real”.

Há um rumor, não comprovado oficialmente, de que Tatum não se deu muito bem com Alex Pettyfer, que interpreta Adam, no set de filmagens. O que pode ter ajudado no filme, já que um certo “estranhamento” realmente é visto em cena e justifica as ações dos personagens.

O logo da Warner Bros. usado na abertura do filme é uma releitura do logo desenhado por Saul Bass nos anos 1970. Curiosidade estilosa.

Magic Mike teria custado cerca de US$ 7 milhões. E faturado muito, muito bem até o momento. Apenas nos Estados Unidos, esta produção conseguiu pouco mais de US$ 113,7 milhões até o dia 23 de setembro.

Este filme estreou em junho e participou, até o momento, de apenas dois festivais: o de Karlovy Vary e o de Locarno.

Como a história mesmo sugere, Magic Mike foi filmado na cidade de Tampa, na Flórida. Colonizada desde 1823, 30 anos depois ela seria incorporada como cidade aos Estados Unidos. É uma cidade considerável… tem 335,7 mil habitantes, segundo o último levantamento, de 2010. É a 53a maior cidade dos Estados Unidos. Nada mal. Ela fica perto do Golfo do México, e a 451 quilômetros de Miami – ou quatro horas e meia de carro, aproximadamente.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,2 para o filme. Achei pouco, especialmente porque este é um filme divertido. Talvez a maioria dos votantes tenha sido de homens. 🙂 Ou as pessoas estavam buscando um filme mais sério. Vai saber… Os críticos que tem seus textos linkados no Rotten Tomatoes foram mais generosos. Eles dedicaram 148 críticas positivas e 38 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 80% e uma nota média de 6,9.

CONCLUSÃO: Eis um passatempo com estilo. Bem ao gosto do diretor Steven Soderbergh. Verdade que grande parte de Magic Mike é uma desculpa para performances de strippers incríveis. Dá-lhe belos corpos dançando e tirando a roupa. Muitos homens devem torcer o nariz porque, claro, ao invés de mulheres serem as protagonistas, temos o outro lado “do balcão”. Magic Mike é feito para quem gosta de ver belos homens em cena. E de uma forma nada usual. Descontadas as várias cenas de dança, streap tease e festas regadas a bebida, alguma droga e um tanto de sexo, Magic Mike se revela uma história de amor. Bastante insinuada, no princípio, mas que se consolida no final. Soderbergh arriscou nesta escolha. E se não fossem os atores, que fazem um ótimo trabalho e tem carisma, provavelmente ele erraria nesta aposta. Porque a chance do tal romance parecer falso era grande. Mas acaba convencendo. O que só ressalta, ainda mais, o talento do diretor e dos protagonistas. Boa história, com ótimas coreografias, estilo e divertida. Quem precisa mais? Bem, algumas vezes precisamos. Mas daí deixamos isso para o próximo filme sério da lista. 🙂

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4 comentários em “Magic Mike

  1. Garotas peço que leiam com atenção e paciência, que é peculiar as mulheres antes de formar qualquer opinião sobre meu texto, leiam-o do começo ao fim, e me digam por favor se estou errado, é longo, diverge da opinião da autora e da mídia em geral, mas abre porta ao entendimento. E digo desde já, tento me despir (ops…Magic ME) do meu MACHISMO, outrora poderia usa-lo em Expendables 3 (muito mais minha área) que no filme em questão, onde pretendo permanecer nu (do meu machismo!), e que conte como ponto positivo realmente tem a fotografia e a edição, muito boas! E o fato de possuir um grupo de atores, que (admito) possuem físicos perfeitos (Matthew McConaughey aos 40 e tantos anos, parabéns)! Mas vamos ao que interessa O filme é um SUCESSO na mídia, na critica (como vemos aqui, 8,8 de nota!!!!) e em bilheteria. OK, é justo!? Aos sonhos, todos temos direito, homens, mulheres, heteros e homos, e é isso o que o cinema nos vende! Por este motivo seria ridículo, depreciar um filme, pelo seu mote, (no caso aqui, homens pelados rebolando, argh….) pois se não concorda com o tema, é difícil critica-lo com justiça. E por falar em justiça, é justo que as mulheres passem a ter vez (assim como homossexuais masculinos), com a apreciação(tesão, ou o que julgarem melhor) do HOMEM OBJETO. E é aqui, nesta realidade, que discordo do quem vem sendo pregado sobre o filme, pois na minha opinião, o filme é “machista”(coloco entre aspas, por não ter certeza da intenção de Soderbergh), e machista em um nível bem elevado, parecendo-se um joguete, onde se exibe algo aos olhos, mas se propõe o inverso disto. E ai que digo, este filme, não é feminista. Não é sobre corpos masculinos, de deuses gregos, nus, mas sobre uma nova versão de machismo. Explico: (tentarei não criar spoilers) 1) No filme, somente garotas (nem sequer uma velhona sarada) aparecem! Ou seja, diante de uma platéia de jovens gatas, algumas até TEENS,(garota aniversariante e sua patotinha de amigas) o que agradaria qualquer homem e também o estimularia, tirar a roupa. O que as idosas,e as desfavorecidas esteticamente(no meio do filme, uma não bonita, o que é diferente de feia!), faziam fora da festa? Qual o motivo de Soderberg (um cineasta, as vezes com uma visão até crua da realidade, não ponderar sobre isto? Pergunta interessante, não? Alguem pode alegar se tratar de cinema e conto de fadas! Um conto de fadas com pênis em bombas de alongamento? Cena desnecessária, mas que reforça meu ponto, pela crueza de Soderbergh, e piora no caso a seguir. 2) Este ponto, ganhou na minha opinião, ser um quesito a parte, apesar de ser parte do primeiro (sem dúvida), resolvi desmembrar desta forma, pois deve ser encarado de forma especial. E qual o meu espanto ao receber está mensagem do filme “gordinhas machucam stripers saradões”(quem assistiu sabe bem do que eu falo! E não sou a favor do politicamente correto!), e ainda focalizam a personagem, com “carinha de não entendio motivo de ser deixada na mão!!”- A máxima é: Seja anoréxica, pois se não for, nem pagando consegue o que quer. – E não se tratava de nenhuma deformidade! Era morena, bonita mais acima do peso (mesmo que pouco) Ou estou errado e vendo coisas? Afinal poderiam mostrar acidentes de qualquer outra forma, caso a intenção fosse a de mostrar os “perigos e sofrimentos da profissão” até um escorregão no palco, em uma dança, poderia causar mais danos e ser mais humano! 3)A bissexualidade feminina, tratada de forma corriqueira. Vejam, não faço aqui juízo de valores, bissexual tem tanto direito quanto o resto. No entanto, o filme é para mulheres (e gays), o que torna engraçado, ter a ” mais famosa forma de fantasia sexual masculina” empregada no filme. O que há de errado com isto? Nada! Só que o lugar disto, não é ai! Ou o sonho das maioria das mulheres é ter sexo entre ela, um fantástico dançarino e dividi-lo com outra garota. Um mundo formado por mulheres perfeitas fisicamente, que querem pagar por homens (também perfeitos) e ainda lhes garantir sexo da forma mais almejada para os mesmos! É a inversão da prostituição- Eu pago, para você fazer o que quiser comigo!” Nós não vimos em 1 momento do filme sequer 2 homens e 1 mulher fazendo ou insinuando ter feito sexo(seria justo!). E se fossem 3, 4 ou 10 para uma única mulher, seria ainda mais justo! E se ela fosse uma velha muito feia e gorda, cercada por estes 10 jovens stripers, cópias em carne, da Estatua de David de Michelangelo (Mulheres, se não foi boa referencia, desculpem!), ai seria Perfeito! Um filme feito para mulheres, teria que agregar a todas, ou não? Ou mulher mais velha não gosta deste tipo de filme? Não havia uma única mulher idosa neste filme, qual o motivo? Mulheres velhas não tem desejo? Ou estes desejos devem ser restritos a homens de idade compatível? Ou seriam as idosas e ou as menos belas, mais adeptas ao romance do que as belas e formosas? E quem é o Objeto? Não sei! Seria a expeculação midiatica atropelando tudo, e por isto as cegando? O filme só não é para homem, pois homem, não gosta de ver homem sem roupa! _____Explicando o motivo de eu ter visto o filme: Uma colega que desconsertada veio me dizer que o namorado havia rompido com ela, pois ela foi assistir ao filme e em uma crise de nervos, o então namorado, baixou da net o filme, assistiu e concluiu que a garota (sua namorada), fosse querer fazer aquilo que viu na tela, com um striper, traindo-o! Desculpem, mas não trata de um machista, machista para mim é Soderbergh e este filme. O caso é de alguém muito inseguro e incapaz, que ao ver o filme, preferiu fugir ao tentar provar que tinha ele também qualidades(acho que sabia que não as tinha!). E meu encontro com esta amiga, se deu em um shopping, que estava a exibir a peculiar película, e ela me convenceu a assisitir o filme com ela (pulei de alegria como se fosse uma tartaruga!), e eis que no final do filme, depois de constatar tudo o que disse aqui, ela me pergunta: -Tinha motivo, para aquele m…, me largar? – e eu prontamente respondi – Lógico! Ele foi ser Striper! FIM ********Um comentário sobre realidades distintas: Nunca vi, um clube de striptease masculino, fiquei impressionado, quando no filme vi, striper esfregando a sunga(com o que havia dentro dela, claro!) no rosto de uma mulher, os dois deitados no chão do palco, tipo 69.-Coisa esta que não acontece nas casas de Striptease de Mulheres, os homens são bem comportados (a força é claro!). Apesar de entender que as necessidades(de quem vai ver shows) e as questões de segurança (de quem os faz, são diferentes), e por esta razão a mudança de formato e regras (no feminino elas não existem!). E depois a curiosidade foi tanta que acabei vendo vídeos na internet (acho que são fakes) sobre strips masculinos (bear party dance) e fiquei MUITO MAIS ASSUSTADO! Fim do comentário inútil!*******

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    1. Olá Giuseppe!

      Antes de mais nada, obrigada pela tua visita e pelo teu comentário.

      Aliás, que baaaaaita comentário. Quase maior que o meu texto. hehehehe. O que não é um problema, evidentemente, porque você tem todo o direto de tecer um longo comentário para expor o teu ponto de vista.

      Curioso você achar este filme machista. Eis uma tese diferenciada, não há dúvidas! Francamente, não acho que ele seja nem machista, nem feminista. Afinal, não defende uma conduta ou outra – não defende os homens ou as mulheres, mas expõe uma realidade que é vista em uma sociedade que guarda muitos valores machistas.

      Agora, sobre os pontos que você comentaste: 1) De fato, e não tinha percebido isto até você ponderar sobre, no filme não aparece nenhuma mulher acima dos 50 anos, nenhuma “tiazinha” ou senhora, o que é estranho – sabemos que há mulheres de mais de 50 anos que frequentam estes locais, ainda que elas sejam minoria; 2) Nesta parte, discordo de você. Não acho que o filme venda a ideia de que todas devem ser anoréxicas, mas mostra sim alguém um pouco (ressalto o pouco) acima do peso e que acaba provocando a lesão em um sujeito que já estava abusando há tempos da própria saúde; 3) Não entendi muito bem o teu ponto de vista aqui. Afinal, duas mulheres transarem com um homem não pode, mas dois homens com uma mulher sim? Por que a segunda situação é mais aceitável que a primeira – ou, como você diz, a segunda faria o filme ser mais “feminista”? Também não acho que Magic Mike seja feito para a audiência feminina ou homossexual, mas vejo sim como uma produção que pode interessar a qualquer pessoa que tenha curiosidade sobre a vida “real” dos strippers.

      Curioso que comentas tanto sobre a questão das pessoas serem transformadas em objeto e é justamente desta forma com que você encara este filme. Quer dizer que toda a história que ele trata é desprezível perto dos corpos dos saradões? Uma coisa é um filme pornô, que só tem como propósito estimular a libido das pessoas, outra bem diferente é uma produção como esta que, apesar de tratar de um ambiente onde o sexo joga um papel importante, trata sobre as escolhas das pessoas, os bastidores deste tipo de indústria e outros temas – e não apenas a questão sexual.

      Achei a história da tua amiga surpreendente. Para mim, o namorado não terminou a relação apenas porque ela assistiu a Magic Mike e ele ficou inseguro. Isso me parece uma desculpa bem esfarrapada. Mas vai saber, não é? Há louco para tudo neste mundo.

      De qualquer forma, sugiro que você não acredite que tudo seja como é mostrado no filme ou nos vídeos que encontraste. Há muitos tipos de casas, e não é em todas em que impera a falta de regras – e acho que isso vale para o foco do público ser masculino ou feminino.

      Espero ter esclarecido um pouco mais o meu ponto de vista. E respeito o teu. Realmente este filme não deve agradar a todos os públicos – o que é perfeitamente compreensível.

      O que eu acho, contudo, é que tratar sobre uma realidade não quer dizer que o diretor ou os realizadores a defendam. Duvido muito que Soderbergh ache a vida de stripper bacana e aconselhável. Mas daí a ignorar esta realidade é algo bem diferente.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. Espero que sigas visitando o blog e que, em uma próxima vez, possas gostar mais do que encontraste por aqui.

      Abraços e até a próxima!

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      1. Sobre gordinhas:
        É obvio que ele não vende a idéia com todas as letras, afinal, seria politicamente incorreto para o filme, e ele o fez, mascaradamente, mas o fez, e obviamente com intenção, pois é com idéias que se criam filmes. Enfim, poderia o “grandão” ter se machucado até com uma anoréxica – eu já lesionei minhas costas pegando um espetinho de carne que acho que dificilmente passaria de 150grs., e isso ocorreu por causa de stress muscular por treino- o que no meu entender, se fosse o pretendido a vender. Oras! Mas não, ouve uma seleção de atrizes, e obviamente a procurada foi o tipo X.

        Sobre 2 a 1 ou 1 a 2(kkkk)
        O filme querendo ou não é produzido para determinado publico, dificilmente caras que gostam de Stallone e coisas sem noção como mercenários I, II e agora o III (velha guarda – admito), assim como tantos outros grupos vão assistir filmes deste. O filme é feito para o publico feminino. Só que não transmite mensagens para este publico (esta me entendendo?) a impressão que tive ao assistir o filme, foi ” a coisas melhores que ser um mercenário, seja um stripper, o texto todo é masculinizado, a nível, de um Porno.
        O caso de 2 homens e 1 mulher não é mais certo que ao contrário, e se transpareceu isto, me desculpe. O que quero dizer é que ainda ali, não vende um filme para mulheres, vende-se um filme para homens, apesar de visualmente a princípio ser um filme feito para mulheres. E então que seja para elas (vocês)
        Veja, no meu ponto de vista, o filme tem corpos masculinos a mostra o tempo todo rebolando e ao mesmo tempo, vende uma mensagem machista.

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