A volta ao eterno vício


Nunca fui uma pessoa com grande memória. Para falar a verdade, tenho uma memória boa, mas muito seletiva.

Não lembro de muitas coisas da minha infância… minha memória dessa época parece mais fotos em um painel de “recuerdos” ou pequenas peças de curtas-metragens.

Mas uma dessas memórias me remete a uma das minhas mentiras… quando eu enganava a minha mãe, fingindo que eu estava dormindo – com um ronco suspeito mas convincente – para, quando ela me deixasse na sala “dormindo”, eu pudesse ficar pela madrugada adentro assistindo aos filmes de terror ou suspense que ela não gostava que eu assistisse. Eu era bem pequenas, mas me amarrava em ver filmes… e isso nunca parou de acontecer.

Uma das minhas grandes paixões na vida é o cinema. Adoro ver filmes! Em qualquer lugar… no cinemão, em casa, no computador… onde for. O que importa é assistir de tudo, filmes bons, filmes ruins, sempre que possível.

Como jornalista, tive a sorte de escrever um bocado sobre cinema. E muita gente elogiava minhas críticas. Tive sorte de entrevistar diretores maravilhosos também, como Walter Salles e Cacá Diegues. Mas desde que vim para a Espanha eu deixei de escrever críticas… só que sinto uma falta enorme. Por isso criei esse blog.

Vou escrever sobre todos os filmes que eu começar a assistir ou rever a partir de hoje, dia 28 de agosto de 2007. E sempre que tiver tempo, comento alguns que vi recentemente. Espero que apreciem parte das críticas com e sem sentido.

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2 comentários em “A volta ao eterno vício

  1. 🙂 parece que eu sou o primeiro a posta um comentário aqui né? bem, eu também não sou muito bom de memória e volta e meia tenho que rever os filmes que gostei de ver pela primeira vez, tem deles que acabo gostando mais ainda e outros nem tanto, não sei se acontece isso com voce, também não lembro muito de coisas de minha infancia, tipo, quando eu tinha 3,4,5 anos… não lembro quase nada, as vezes parece que nem vivi esses anos, onde será que eu tava mesmo?????

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  2. Oi Wendell!!

    Pois sim, você foi o primeiríssimo neste post… acho que ninguém conseguiu chegar até aqui. hehehehehehehehee

    Sabes que isso acontece direto, hein? De revermos filmes que gostamos antigamente ou lermos um livro pela segunda vez e, de cada um deles, tirar novos significados e até leituras bem diferentes… acho isso super normal. E sabe por que? Porque afinal estamos em permanente mudança, aprendendo coisas novas todos os dias, mudando nós mesmos… então nosso entendimento também muda e, claro, a maneira com que absorvermos a arte – seja ela o cinema, a literatura, a música, as artes plásticas… enfim.

    Também tenho poucas lembranças dos tempos mais antigos… algumas são quase fotografias… outras são como pequenos “curtas” do que eu vivi. E precisa ver o quanto engraçado é quando uma grande amiga, que me viu crescer desde os seis anos de idade, me relembra de histórias ou cenas da infância das quais não tenho o mínimo registro… é como se ela estivesse falando de outra pessoa. 😉

    Que bom te encontrar em tantos comentários… espero que voltes muitas vezes ainda. E, logo que der, vou ler seu blog com tempo e atenção.

    Um grande abraço!

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