Vantage Point – Ponto de Vista


Quando um roteirista e um diretor resolvem fazer um filme com narrativa fragmentada, só existem dois resultados possíveis: ou o filme pode ficar interessante com uma boa edição e prender a atenção do espectador do início ao final, com algumas “reviravoltas” no meio; ou pode ficar uma droga, com o espectador assistindo a histórias descompassadas ou ficar perdido no meio da ação. Vantage Point (Ponto de Vista no Brasil) não chega a estar na lista dos melhores filmes do gênero, de produções com uma história fragmentada, mas pelo menos é bem feito e prende a atenção de quem o está assistindo. Diferente de Short Cuts ou Magnólia, dois filmes que estão na minha lista de bons exemplos do gênero – ambos dramas, Vantage Point é um filme de ação. Um risco a mais para que ele apresentasse algum furo grande ou para que parecesse mais do mesmo. E, na verdade, ele lembra muito a série 24 Horas – acho que nenhum filme de ação com narrativa fragmentada que alguém poderá fazer agora ou no futuro não nos remeterá a essa série. Resumindo: o filme é competente, prende a atenção, mas não convence de todo porque parece demais a um déjà vu. E uma recomendação para os que ainda não assistiram ao filme: evitem o trailer, porque ele conta em pouco mais de dois minutos o principal da história, estragando qualquer surpresa.

A HISTÓRIA: Um atentado contra o presidente dos Estados Unidos (William Hurt) antes que ele faça o seu discurso em uma cumbre internacional em Salamanca, na Espanha, é contado através de seis pontos de vista diferentes. O primeiro deles é o da editora de televisão do canal GNN, Rex Brooks (Sigourney Weaver), que coordena uma equipe jornalística na transmissão ao vivo do evento em que estão presentes os principais representantes da Comunidade Européia e a equipe do presidente dos Estados Unidos. Depois que ela vê a repórter Angie Jones (Zoe Saldana) sendo vítima de uma grande explosão na Plaza Mayor de Salamanca (como uma praça central histórica, típica na Espanha), ato terrorista seguido a um tiro que alveja o presidente estadunidense, a história passa a ser contada pelas outras óticas. Entre elas, a do agente especial Thomas Barnes (Dennis Quaid), um veterano na segurança do presidente dos Estados Unidos que, em ocasião anterior, levou um tiro por defendê-lo; a do espanhol Enrique (Eduardo Noriega), primeiro suspeito do tiro contra o presidente; a do turista estadunidense Howard Lewis (Forest Whitaker) que, sem querer, ajuda na investigação do ato terrorista por estar filmando o local do crime com uma câmera amadora; assim como os pontos de vista do próprio presidente e da pessoa que foi responsável pelo atentado.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que parte do texto à seguir conta trechos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Vantage Point): O nosso ponto de vista sobre os fatos da vida depende muito das experiências que tivemos. Parece algo óbvio, mas na verdade fiquei pensando sobre isso ao ver esse filme. E nem tanto porque ele faz alguém pensar a respeito – afinal, não se trata de uma história filosófica -, mas sim pela primeira idéia que me passou pela cabeça quando comecei a vê-lo. Ao ver a (“suposta”) Plaza Mayor de Salamanca cheia de gente com bandeiras da Espanha, pensei: “Só uma produção dos Estados Unidos mesmo, país tão acostumado por vender seus símbolos pátrios mundo afora, para tentar colar essa mesma imagem sobre a Espanha”. Sim, porque o primeiro grande erro do filme é justamente esse: mostrar tantas pessoas na Espanha com bandeiras do país. Aqui, meu amigo e minha amiga, a bandeira da Espanha em manifestações e locais públicos é coisa rara. Ou, pelo menos, não muito comum. Claro que sempre tem alguns lá com a bandeira em punho, mas nunca com a abundância como a que o filme com a cara de Hollywood mostra.

Bem, dito isso, primeira observação sobre algo que me “incomodou” na história, vamos ao que interessa: o filme em si. Como disse lá na introdução, Vantage Point é um filme competente. Mérito principalmente do roteirista Barry Levy e da equipe de edição formada por Stuart Baird, Sigvaldi J. Kárason e Valdís Óskarsdóttir. Se você pensou o mesmo que eu, “que nomes diferentes destes dois últimos”, a razão só podia ser uma: eles não são americanos. hehehehehehehehhee. Bair é inglês e os outros dois são islandeses. Valdís Óskarsdóttir foi o homem responsável pela edição de ótimos filmes, incluindo os premiados Festen (Festa de Família) e Eternal Sunshine of the Spotless Mind (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças). São feras responsáveis pelo melhor de Vantage Point.

O roteiro é bom, ainda que incomode um pouco no ponto em que coloca o agente Thomas Barnes quase como um superherói. (AVISO: não leia o trecho a seguir se você ainda não viu o filme). Também é um pouco difícil de acreditar naquela invasão do prédio com “super esquema de segurança” em que está o presidente dos Estados Unidos. Mas tirando isso, o trabalho de Barry Levy é competente. A direção de Pete Travis também está bem, ainda que eu acho que a parte dele foi quase a mais “fácil” do filme. hehehehehehehe. Atores? No geral a equipe trabalha bem. Só acho que Sigourney Weaver faz um papel extremamente pequeno – quase uma ponta -, o mesmo ocorrendo com Matthew Fox (que interpreta o agente Ken Taylor). Aliás, um comentário maldoso… chega a doer no ouvido a hora em que Fox tenta falar espanhol. hehehehehehe. Realmente ficou quase cômico.

O tema do terrorismo, que permeia todo o filme, no fim acaba sendo apenas uma desculpa para a ação. Afinal, acabamos sem saber que grupo é aquele que foi responsável pelo atentado e nem as suas motivações. Muito menos o que eles pretendiam se o plano desse certo.

Mas voltando aos atores. Muito bom ver Dennis Quaid novamente como protagonista. Ele realmente está bem no papel do agente Barnes. Profissional, ele leva extremamente a sério o seu trabalho, ainda que se sinta ainda inseguro para enfrentar todo o perigo que sua posição comporta. Forest Whitaker, mais uma vez, mostra que é um grande ator. Ele também está perfeito na pele do turista interessado em conhecer a cultura espanhola e em comunicar-se com as pessoas, absorvendo o melhor que pode do que vê ao seu redor. Como vi faz pouco tempo The Air I Breathe, impossível não lembrar da interpretação sensível dele neste outro filme. Saïd Taghmaoui como Javier e Ayelet Zurer como Veronica fazem um bom trabalho. Particularmente, gostei de ver o ator espanhol Eduardo Noriega como Enrique. Nem tanto porque ele faz algo excepcional – não o faz – mas porque esse ator merece realmente ser “descoberto” por mais gente. Acho ele muito bom, especialmente por seus filmes com o diretor Alejandro Amenábar.

No mais, o filme é isso: uma produção que bebe totalmente da fonte do seriado 24 Horas. Quase espero o agente Jack Bauer sair de algum prédio de Salamanca para resolver tudo rapidamente. hehehehehehehehe. Como entretenimento vale a pena, mas não espere ver nada de novo na tela.

NOTA: 7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: O mais louco neste filme é o que eu descobri depois de assistí-lo: eu feliz porque tinha “visto” a cidade de Salamanca registrada em uma “superprodução” de Hollywood – e se não é super, pelo menos é de Hollywood, o que garante mais visibilidade para a cidade – descobri depois que fui “enganada”. Poucos podem fazer tão bem isso com você como Hollywood. hehehehehehehehee.

Fui enganada porque o filme não se passa, na verdade, em Salamanca. E o que vemos como a Plaza Mayor da cidade na telona, na verdade, é uma criação da desenhista de produção Brigitte Broch, que conduziu a construção (!!!) de uma réplica da Plaza Mayor de Salamanca na Cidade do México. Oh yeah! heheheheheheh

Na verdade, todas as cenas externas do filme foram registradas no México, a maioria nas cidades de Cuernavaca e Puebla – além da já citada Cidade do México. Conforme explicam os produtores do filme no material de divulgação, eles queriam filmar na Plaza Mayor de Salamanca, mas perceberam que todas as cenas de perseguições e o caos da “explosão” da bomba terrorista não poderia ser filmada ali… então fizeram isso no México. Para não dizer que NADA foi filmado em Salamanca, algumas cenas sim… poucas, diga-se.

Além dos atores já comentados, vale citar que estão no elenco ainda o venezuelano Edgar Ramirez como Javier, um dos integrantes do grupo terrorista; e Bruce McGill como Phil McCullough, assessor pessoal do presidente dos Estados Unidos.

No site IMDb o filme registra a nota 6,7 dada por seus usuários; enquanto que no site Rotten Tomatoes foram publicadas 87 críticas negativas e 50 positivas para o filme. Na bilheteria o filme foi relativamente bem. Pelo menos se pagou… Vantage Point teria custado US$ 40 milhões e arrecadou, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 71 milhões até o dia 13 de abril.

Destaque para o material de divulgação do filme. Gostei muito do cartaz e, especialmente, do site da produção. Bem interativo e bem produzido.

Verdade que o filme trata de algo interessante: de como a verdade que uma pessoa conhece nunca é, de todo, a verdade real. O que eu quero dizer com isso? Que as pessoas se esquecem, ao ler um jornal, assistir a uma notícia na televisão ou mesmo em viver determinada situação de que aquilo que ela está vendo, lendo, sentindo, não é tudo. Se pedirmos para outra pessoa contar sobre o mesmo, tiraremos outra conclusão. Cada pessoa tem uma experiência do que ocorre e a realidade em si muda conforme as pessoas vivem determinada experiência ou conforme essa realidade é percebida. Verdade absoluta não existe. E por mais que o filme nos mostre vários pontos de vista sobre o mesmo fato, ainda assim a verdade toda fica ausente da história, já que muito não é explicado – como falei antes, para exemplificar, as motivações dos terroristas. Mas, claro, precisaríamos de um filme de cinco horas para tentar “agregar” tudo que seria aconselhável para tentar explicar um ataque terrorista como o que é contado nesta produção.

CONCLUSÃO: Filme de ação narrado sob seis óticas diferentes ao estilo de 24 Horas. Tem bom ritmo e boas atuações – com algumas “pontas” de gente importante, como Sigourney Weaver. Como passatempo vale a pena, mas não mostra quase nada de novo. A todo momento você espera que Jack Bauer apareça para resolver tudo rapidamente… hehehehehehe

Anúncios

14 comentários em “Vantage Point – Ponto de Vista

  1. Como filme de ação é ok, mas é duro ter que engolir aquele final, onde todos os personagens se encontram e o terrorista, após matar “trocentas” pessoas tem uma crise de consciência e põe tudo a perder para não atropelar a garotinha, que já poderia ter morrido na explosão da bomba que ele ajudou a explodir!

    Curtir

  2. Oi Ivonete!

    Primeiro de tudo, muito obrigada por tua visita e pelo teu comentário.

    Realmente, o final é meio complicadinho de engolir… mas eu nem vi a reação do terrorista como uma crise de consciência, sabia? Vi mais com um reflexo puro e simples mesmo. Afinal, normalmente você desvia de um obstáculo no trânsito, não é mesmo? Ainda mais sendo uma garotinha espanhola assustada… hahahahahahaha

    Mas falando sério, não achei que fosse crise de consciência… talvez um reflexo puro e simples. Duvido que se ele soubesse que ia perder o controle do carro ele não teria passado tranquilamente por cima da menina… mas enfim. Concordo que todos se encontrarem no final e os “mocinhos” todos se darem bem foi um pouco demais… sei lá, alguém pelo menos podia ter se ferrado, né? Como acontece na vida real. hehehehehehehehe

    Ainda assim, como um filme de ação, ele está bem.

    Um grande abraço e volte sempre! Especialmente para comentar. Inté mais…

    Curtir

  3. OLÁ PESSOAL!!!!

    EXCELENTE!!!!! FILMAÇO!!!!!
    RECOMENDADÍSSIMO!!!
    Ação, Suspense, Reviravoltas, Perseguições de tirar o fôlego, o que mais voce quer de um filme de ação???
    Um final decente né, mas até que não é tão ruim, foi bom. O que é uma menina pra um terrorista??? Nada né, mas deixa pra lá.Vale muito a pena assistir esse filme. Como muitos críticos dizem: Nenhum minuto perdido.
    Eu ficava pulando do sofá, gritava: Sai daí!!!, Por aí não!!! enfim.

    Para quem assistiu o Sentinela com Michael Douglas, e não gostou, recomendo ver esse 100000000 vezes melhor. Uma conspiração que não acaba mais.

    8 ESTRANHOS, 8 PONTOS DE VISTA DIFERENTES,MAS APENAS 1 VERDADE.

    Recomendo a todos a assistirem o Reino (The Kingdom) com Jamie Foxx, Jennifer Garner e Chris Cooper, a estória se passa no Oriente Médio onde há um atentado numa colonia Americana. Ai resta aos Agentes do FBI se infiltrarem lá e descobrirem o que houve, só não vai ser nada fácil ficar em solo inimigo.

    Abraços a todos
    e até logo…

    Curtir

  4. Oi Elizeu!!

    Realmente, vejo que você é “chegado” em um filme de ação, hein? hehehehehehe

    Novamente recomendas O Reino e, agora, este Ponto de Vista. Realmente, como comento nos textos dos dois filmes, eles são bons. Só não achei tãooooo fantásticos como você achou, mas acho que daí vai gosto para filmes e leque de histórias que já assistimos. Afinal, cada vez estou mais convencida que a nossa perspectiva sobre cinema muda conforme vamos assistindo a mais e mais histórias…

    Um grande abraço e volte sempre!

    Curtir

  5. Oiii Ale!!

    Sou sim chegado em filmes de ação, são os meus favoritos. rsrssrsrs
    Ainda mais ver Denis Quaid de volta as telonas, gosto muito dele.
    É verdade Ale, também vai o gosto e o leque de historias que já assistimos, vai mudando de acordo com o passar do tempo.

    Vou indicar um de Suspense com uma pitada de Terror (meu outro gênero favorito) pra você assistir: O olho do Mal (The Eye) com Jessica Alba(Quarteto Fantastico 1 e 2,Mergulho Radical,etc) como Protagonista, vale muito a pena, ele é um re-make de uma versão Japonesa,assim como O grito,O chamado. Fiquei de boca aberta com o filme, me surpreendeu, sem falar que a Jessica Alba ficou bem no papel e ainda por cima fazendo papel de cega.Assista Ale não vai se arrepender (heheeh)

    Abração Ale
    volte sempre sim
    sempre que der rsrsrsrs
    até mais

    Curtir

  6. Oi Elizeu!!

    Viu, eu sabia!!! hehehehehehehe. Que o gênero ação era o teu preferido… sabia só pelos teu comentário super efusivos para filmes do gênero. 🙂

    Bacana. Acho que tudo está valendo. Também gosto de filmes de ação, ainda que não sejam meus preferidos. Sei lá, gosto de muitos gêneros, na verdade. Filmes bons, não importa de que tipo, são sempre bem-vindos.

    Anotei já tua indicação e vou assistir ao filme sim… logo que der. hehehehehehe. Também gosto muito de filmes de terror e de suspense. E gosto da Jessica Alba, ainda que veja nela mais uma atriz de uma geração com mais representantes lindas que talentosas. hehehehehehehe. Mas ela tem carisma. Logo mais vou vê-la neste filme e daí comento por aqui – fazendo a justa referência a tua indicação, é claro.

    Um grande abraço, garoto, e já sabes… este blog está sempre com as suas páginas abertas para os teus comentários.

    Curtir

  7. Oiii Ale

    Hehehehe claro Ação!!

    Mas também gosto de outros gêneros claro,ou quase tudo, afinal filmes são filmes. Às vezes um drama tem o mesmo ou mais reviravoltas do que um “thriller”, não é? Sendo bom tento assistir, na medida do possível claro. São bem-vindos com toda a certeza.

    Concordo com você sobre a Jessica Alba, mas confesso que nesse filme ela realmente teve que suar a camisa um pouco viu. heheheeh, mas veja ai você me fala.

    Aviso: o Filme Antes de Partir chega mês que vem às locadoras. Quero vê-lo vou pela sua indicação heheh.

    Bom obrigado Ale
    É bom saber que sou bem-vindo
    Voltarei sempre com alguma novidade, crítica, indicação, fofoca rsrsrsrs
    Abração
    tenha uma ótima semana

    Curtir

  8. Esse filme estava na lista há um bom tempo já, mas como meu tempo anda curtíssimo e aqui em minha cidade é complicado achar filmes, só pude ver agora.

    Mas gostei do tipo de entretenimento: sente, assista, levante, e esqueça.

    Saudades do Blog, Ale!

    Abraços,
    Breno Costa.

    Curtir

  9. Oi Elizeu!!!

    Nossa, demorei para responder desta vez, né? Mas como você pode notar, escrevi super pouco no blog esse mês… correrias da vida.

    Sim, pelos teus comentários eu tinha reparado que éres mais “chegado” a filmes de ação. E problema algum nisso… outras pessoas gostam essencialmente de filmes de terror, outros de comédia… gostos são gostos. E também acho que a gente vai tendo “fases” na vida… uma hora gostamos mais de um gênero, outra hora de outro… e isso é bacana. Se nós mesmos mudamos, porque nossos gostos pessoas não fariam o mesmo?

    Agora, isso de que a Jessica Alba teve que suar a camisa ficou engraçado, né? hehehehehee. Pode ter mais de uma interpretação. 😉
    Mas fora a brincadeira, anotei aqui como um filme a ser visto…

    Um grande abraço, garoto!!! E pretendo, dentro de pouco tempo, escrever mais por aqui…

    Curtir

  10. Oi Breno!!!

    Menino, saudade de encontrar teus comentários por aqui! 🙂

    Realmente, você resumiu bem o filme: ele é do tipo de assistir, entrener-se e esquecer. hehehehehehehe. Nada mais, nada menos. Um bom passatempo.

    Mas me diga, talvez eu tenha perguntado antes, mas como minha memória é um pouco ruim às vezes… de que cidade você é? Ou melhor: onde você mora? Achei curioso dizeres que por aí é complicado achar filmes – ainda que você sempre está “por dentro” das novidades.

    Ah, e desculpa demorar para responder… mas andei meio enrolada. Vamos ver se daqui por diante (exceto por 20 dias de agosto em que estarei de férias e viajando) eu consigo manter o blog mais atualizado.

    Um grande abraço e sorte em tudo por aí!!

    Curtir

  11. Nossa, fui assistir esse filme esperando ser um filmaço! Apesar de não ser muito de filmes de ação, gosto quando tem um roteiro surpreendente por trás. O trailer era muito promissor, mostrando o atentado, a explosão e cada personagem e como o ponto de vista de cada um levaria ao entendimento do todo.
    Fiquei um pouco surpresa em ver que o editor é o mesmo de Brilho Eterno, pq esse é um dos meus filmes preferidos. Apesar de a edição ser o ponto forte do filme (na minha opinião), o fato de o relógio voltar repetidamente pro mesmo ponto começou a se tornar irritante, na medida que o filme avançava.
    Gostei a atuação de Dani Quaid, mas Mathew Fox ficou praticamente dispensável. Volta pra ilha! ehehehe
    Achei o filme mirabolante demais, pra pouca coisa. Daria um 6, ou talvez menos hehehehe
    Acho que estou sendo muito crítica ehehehe.
    No “estilo” edições fragmentadas, ainda fico com 21 gramas ehhehe

    Curtir

  12. Oi Isa!

    Realmente, olha a questão da expectativa outra vez… realmente, “a priori” o filme tinha tudo para ser um filmaço, mas ele se mostrou apenas mediano. Como comentei antes, ele tem grandes qualidades, como a edição, mas já outros detalhes… deixa a desejar.

    Concordo que a “eterna” volta no tempo acabou ficando chata… mas daí vejo isso como um dos vários problemas do roteiro – e não a edição do filme. E sim, Matthew Fox é muito melhor na Ilha. 🙂

    Até não achei o filme “mirabolante”. Exceto, claro está, pelo bandido com crise de consciência perto do final – se bem que, até agora, tenho dúvidas se ele passou por isso ou, naquela velocidade, achou que seria melhor desviar da menina do que colidir com ela para evitar um acidente.

    Claro, 21 Gramas é muito mais filme que este Vantage Point. Mas insisto que na questão da edição os dois são iguais de interessantes – ou até o segundo é mais difícil de fazer. Tem vários outros bons exemplos com esta técnica, como Traffic, Magnólia, Short Cuts, etc… a diferença, para mim, é a qualidade dos roteiros – todos melhores que Vantage Point. Mas enfim… como entretenimento, até que não está tãaaaaaooooo ruim.

    Mais beijos

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s