What Happens in Vegas – Jogo de Amor em Las Vegas


Ok, lá vou eu comentar mais um filme “bobinho”. Admitou que andei buscando ultimamente filmes mais descontraídos para assistir – sem nenhum motivo especial, eu juro… não ando deprimida e nem nada. Simplesmente aconteceu. Prometo que logo vou assistir algum filme mais “sério”. [;)]

Mas antes de mais nada, queria comentar que dos filmes “bobinhos” que assisti ultimamente, este foi o melhor. Comédias tem que fazer rir. E se falamos de “comédias românticas”, um elemento indispensável é a alquimia entre o casal em cena. What Happens in Vegas acerta em cheio no humor e no casal. Cameron Diaz e Ashton Kutcher realmente tem sintonia e carisma juntos. Na verdade, das últimas comédias, esta foi a que me fez passar pouco mais de uma hora e meia do meu tempo de maneira mais leve e divertida. Gostei. Acho que no fundo precisava de um filme assim – para rir e não “complicar a vida”. Algumas vezes isso é bacana de se fazer. E, claro está, o filme é isso mesmo, um divertido passatempo – nada mais, nada menos. Ah, e uma recomendação: se ainda não assistiu ao filme, não veja o trailer, porque ele estraga boa parte da história e das piadas – que, sem contextualizar, parecem simplesmente idiotas.

A HISTÓRIA: Joy McNally (Cameron Diaz) é uma mulher linda e que tenta ser perfeita. Não apenas para se “enquadrar” na vida do namorado Mason (Jason Sudeikis), mas também porque sua própria rotina lhe exige – ela trabalha no competitivo ambiente da bolsa de valores. Jack Fuller (Ashton Kutcher), por sua vez, não tem grandes preocupações na vida e gosta que ela siga assim. Solteiro, trabalha em uma fábrica de móveis em que seu pai (Treat Williams) é seu chefe direto. Os dois opostos acabam se encontrando em uma noite de loucuras em Las Vegas, para onde eles vão com seus amigos Hater (Rob Corddry) e Tipper (Lake Bell) depois que Joy é abandonada pelo noivo e de que Jack é despedido pelo pai.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso as navegantes que boa parte do texto à seguir conta trechos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a What Happens in Vegas): O bom do filme dirigido pelo escocês Tom Vaughan e com roteiro bem escrito por Dana Fox é que ele não perde muito tempo com grandes “contextualizações” dos personagens. Sim, é verdade que logo de cara conhecemos as figuras que logo se tornarão um casal, mas a apresentação deles é rápida e direta. Em seguida já ocorre a “ruptura” em suas vidas que os fará viajar para Las Vegas. O bom é que não se perde muito tempo na história… até porque vamos descobrir mais deles quando eles são obrigados a viverem juntos. E, como a vida de qualquer um ensina, nada mais interessante do que o contraste de personalidades para fazer as pessoas amadurecerem e ficarem mais interessantes.

Pois acho que esta é um dos pontos interessantes do filme – ainda que ele, como eu disse antes, não pretende ser mais que um bom passatempo: a idéia de que nos tornamos pessoas melhores quando estamos convivendo com pessoas diferentes. E isso é bem verdade. Ok que tem muitas pessoas que se “encontram” como casal ao se relacionarem com pessoas muito parecidas. Mas acho que as grandes histórias e os grandes relacionamentos realmente se desenvolvem com pessoas que tem alguma semelhanças mas que, mais que isso, tem grandes diferenças que acabam convivendo bem. Afinal, é difícil dois sujeitos criados por famílias diferentes, em contextos diferentes, conseguirem ter mais elementos similares que diferentes. E conviver e, mais que isso, aprender com alguém que é diferente da gente é o que realmente parece ser interessante e bacana.

Então os personagens do filme acabam se encontrando em Las Vegas, depois de sofrerem duas grandes decepções – Joy perder o noivo para o qual fazia de tudo e Jack receber mais uma vez a mensagem de “você é um fracassado” do pai. Os dois tiveram sorte de ter amigos loucos como Hater e Tipper (ele amigo de Jack, ela de Joy) que lhes incentivaram a “despirocar” em Las Vegas. Em uma cidade gigante como aquela, os dois acabam se cruzando no mesmo quarto… era a coincidência que faltava. A partir daí eles começam a competir e a se conhecer, revelando “segredos” próprios que alguns só tem coragem de revelar assim, em uma noite de festa, para quase desconhecidos. E a noite não acaba, os dois viram todas, ficam bêbados, trêbados e… se casam.

No dia seguinte da noitada, os dois pensaram no inevitável “o que eu fiz?” e, claro, resolvem se separar. Só que Jack acaba usando uma moeda que Joy deixou para trás e acaba ganhando US$ 3 milhões. A partir daí começa a luta para que os dois se separem sem perder o dinheiro… na verdade, cada um se acha na razão de ficar com toda a bolada. E a decisão de um juiz de que eles devem tentar ficar juntos como casal antes de se divorciarem acaba colocando a dupla jamais planejada em convivência sobre o mesmo teto. A maior parte do filme passa neste contexto, em que cada um tenta passar a perna do outro para garantir a sua bolada, até que… bem, acho que o resto se podia adivinhar desde o princípio, não é mesmo? E, ainda que se saiba onde tudo vai acabar – como em 99,9% das comédias românticas – o filme não perde o gás e nem se torna chato.

Jack realmente é muito infantil diversas vezes e eu, no lugar de Joy, teria matado ele enforcado. hehehehehe. Mas ela também se torna insuportavelmente “perfeitinha” e “quadrada” em muitos momentos, o que deve provocar a mesma idéia de assassinato em qualquer homem. [;)]. De fato a roteirista Dana Fox tira da cartola muitos estereótipos e idéias já utilizadas anteriormente. O que faz a diferença, realmente, é a interpretação de Cameron Diaz e Ashton Kutcher, assim como dos atores que interpretam seus “fiéis escudeiros”. Além deles, vale citar o ator que interpreta o pai de Jack e o também veterano Dennis Farina como Richard Banger, o chefe de Joy. Os dois realmente roubam a cena sempre que aparecem. Faz parte do elenco ainda Deirdre O’Connell como Judy, mãe de Jack; Michelle Krusiec como a chata Chong, adversária de Joy para ser promovida no trabalho; Queen Latifah como a psicóloga Dra. Twitchell, apontada pela Corte para acompanhar o casal nos seis meses que o juiz determinou para que eles tentem dar certo; e Zach Galifianakis como Dave, o amigo de Jack louco para “pegar” a Joy.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Gostei do filme. Me diverti com ele. E só não dei uma nota maior, tipo um 9, porque acho que comédias românticas neste estilo realmente já estão meio batidas e que uma nota maior merece alguma idéia “nova” neste gênero – o que, convenhamos, é muuuuuuuuuuuito difícil de encontrar.

O filme estreou nos Estados Unidos conseguindo pouco mais de US$ 20 milhões. Até o dia 17 de agosto ele tinha acumulado pouco mais de US$ 80,1 milhões nas bilheterias. Não está nada mal.

Para minha surpresa What Happens in Vegas foi indicado a três prêmios e ganhou dois deles: melhor ator de comédia para Ashton Kutcher e melhor “comédia satírica” no Teen Choice Awards – um prêmio organizado pela revista Seventeen desde 1999 e que, anualmente, premia os melhores do cinema pelo gosto do público jovem.

Ainda que seja divertido, o filme foi mal na opinião do público: conseguiu a nota 5,7 pelos usuários do site IMDb. Os críticos do Rotten Tomatoes também torceram o nariz: publicaram 92 críticas negativas para ele e apenas 34 positivas. Pelo visto só eu achei graça na história… hehehehehehe.

Falando em achar graça, um dos melhores momentos foi a história da porta do banheiro. hahahahahaha. Dei muitas risadas com a cara-de-pau do personagem Jack naquela hora. Isso que eu chamo de golpe baixo para a convivência com qualquer mulher.

Sei que virou lugar-comum já criticar os títulos que as distribuidoras resolvem dar para os filmes no Brasil… mas não seria muito mais legal traduzir o filme para “O que aconteceu em Las Vegas?” do que para este xarope “Jogo de Amor em Las Vegas”? Ai, sei lá viu… mas achei muito brega.

O filme foi todo rodado em Nova York, com algumas cenas em Las Vegas – mais precisamente no hotel e cassino Planet Hollywood. As cenas do final de semana com o “retiro” da empresa de Joy foram feitas no Oheka Castle onde, anteriormente, foram filmadas cenas de filmes como Cidadão Kane e Os Outros.

E pensar que Ashton Kutcher é casado com Demi Moore

E sim, realmente os dois lembram personagens que interpretaram anteriormente… mas quem se importa? Se funciona, que sigam!

CONCLUSÃO: Uma comédia romântica que não foge de vários estereótipos e lugares-comuns mas que, ainda assim, é divertida e apresenta um dos casais com melhor sintonia dos últimos tempos. Perfeita para dar umas risadas e para “torcer” para a dupla. Também ganha pontos por não cair em piadas preconceituosas – algo tão comum em várias comédias recentes. Não revoluciona a fórmula, tem uma ou duas “morais da história” bacaninhas e, mais que isso, diverte. Sem compromissos maiores.

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2 comentários em “What Happens in Vegas – Jogo de Amor em Las Vegas

  1. Alessadra, eu tb gostei desse filme. Me distraiu pelo tempo que assitiu. Assim como gostei do 27 dresses e Jane Austen Book Club, que já tinhas feito a crítica.
    De vez em quando é bom um livro despretencioso! ehehe

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  2. Oi Isa!!!

    Realmente, de vez em quando é MUITO bom um filme/livro despretensioso… até porque, convenhamos, tem tanta gente e obra com pretensão demais por aí – e pouca qualidade.

    Por isso eu também comento filmes menos “cabeça”, intelectualóides e mais simplezinhos por aqui volta e meia, porque eu acho que dá sim para ter qualidade em histórias assim. Até porque o “mais simples é o mais importante”, não é mesmo? 🙂

    Bom te ver por aqui… vou responder agora todos os teus demais comentários. Muito obrigada, mesmo, por participar. E espero que venhas muitas e muitas vezes ainda. Adoro falar sobre cinema – acho que nem deu para perceber, né? 😉 Beijossssss

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