Slumdog Millionaire – Quem Quer Ser Um Milionário?


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Acabo de assistir ao melhor filme do ano. Passado, é claro. Sei que não assisti a todos os filmes de 2008 – estou longe disto, aliás. Mas de todas as produções feitas para o cinema que eu vi até agora, Slumdog Millionaire é a melhor, não há dúvida. Bem que meu espírito já havia sido preparado… tenho visto o filme sendo eleito, seguidamente, como o melhor de 2008 pela crítica especializada. Mas, ainda assim, fui conferir. Afinal, muitas vezes eu não concordo com estes seres chamados “críticos de cinema”. 😉 Só que desta vez eles estão certos. A maior homenagem que Hollywood já fez para o cinema de Bollywood é, nada mais, nada menos, que o filme do ano – com respeito a todas as demais produções bacanérrimas de 2008.

A HISTÓRIA: Jamal Malik (Dev Patel) está a um passo de ganhar 20 milhões de rúpias indianas no programa “Quem Quer ser Milionário“. Depois de acertar seguidamente as perguntas feitas pelo apresentador Prem Kumar (o astro indiano Anil Kapoor), ele já garantiu 10 milhões de rúpias, mas ainda quer continuar. A grande final será decidida apenas na noite seguinte do programa. Enquanto isso, a polícia o interroga de maneira violenta para saber se ele está trapaceando ou não. Tentando convencê-los de que é um rapaz honesto, Jamal começa a contar a sua história, desde a infância pobre na cidade de Mumbai até as razões que o levaram a entrar no programa televisivo milionário. Uma longa história de dificuldades, injustiças, desafios, esperteza, força, malandragem e, principalmente, uma magnífica história de amor.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Slumdog Millionaire): Admito que eu sou uma ignorante a respeito do cinema de Bollywood – como se chama a indústria cinematográfica da Índia, maior produtor mundial de filmes. E talvez justamente por isto Slumdog Millionaire tenha me surpreendido tanto. Já assisti a alguns filmes indianos, mas não sou nenhuma especialista. O novo filme do inglês Danny Boyle, co-dirigido pela diretora Loveleen Tandan, é uma franca homenagem ao cinema indiano. Ele bebe diretamente da fonte e veste a camisa de alguns dos elementos que definem o cinema daquele país. Ainda assim, me pareceu mais que uma “releitura” ou o que alguns poderão chamar de cópia. Slumdog Millionaire se utiliza de alguns dos melhores recursos do cinema de Bollywood mas, ainda assim, traz um ritmo e uma ótica narrativa essencialmente “boyliana”, ou seja, com a cara do diretor inglês e do cinema que ele faz algumas vezes em Hollywood, outras no Reino Unido.

Para mim, Slumdog Millionaire é um dos melhores filmes de amor que eu já vi. Além da história ser impactante e forte, ela é moderna. Se percebe o sangue novo correndo na tela… um sangue criativo, apaixonado, vigoroso. Destes filmes em que se entende a atual velocidade do mundo porta de casa afora. E o melhor: sem uma bandeira ianque tremulante aparecendo em cena ou mesmo yuppies ou endinheirados. Não. Slumdog Millionaire conta a história de um cara mais que comum, marginalizado mesmo, que vai adiante pelo que ele quer. E não é ser milionário, o que é o mais cômico. A fortuna que ele ganha é, por incrível que isso possa parecer, um acidente de percurso. O que ele quer mesmo é encontrar a Latika (a indiana Freida Pinto). 

Para mim, Slumdog Millionaire coloca os filmes de romance em um novo patamar. Desde que eu critiquei P.S. I Love You neste blog, choveram comentários de pessoas defendendo o filme. Gostaria de saber o que estas mesmas pessoas vão achar de P.S. I Love You depois de assistirem a este Slumdog Millionaire. Bem, isso se elas conseguirem ver um pouco da crueza que o filme mostra. Porque ele não é só flores. Pelo contrário. Mostra parte de uma realidade que poucos estão dispostos a ver – da mais dura pobreza no mundo, de locais que fazem as favelas do Rio parecerem um condomínio luxuoso. Mas se as pessoas estiverem dispostas a ver crueldade, violência e um pouco da realidade de um país como Índia – e tantos outros -, vão se deparar com uma belíssima história de amor. E que coloca, vão me desculpar, P.S. I Love You mais que no chinelo.

Uma das primeiras sequências do filme, quando o grupo de garotos – incluindo os irmãos Jamal e Salim – é perseguido por seguranças de um campo de aviação próximo da periferia de Mumbai, já mostrou do que os diretores eram capazes. Aquela sequência me ganhou. A partir daí, o filme só cresce, o que é incrível. De longe a direção de Slumdog Millionaire é a melhor que eu vi entre os filmes de 2008. Realmente impressionante. Danny Boyle e Loveleen Tandan conseguem imagens impressionantes, valorizando o ritmo e o sentimento dos personagens. Algo que parece contraditório e que muitos diretores não conseguem resolver – ou privilegiam o ritmo ou os personagens -, mas que aqui se resolve perfeitamente.

Então além de uma direção perfeita, temos em cena uma edição de imagens das mais trabalhosas, assim como uma direção de fotografia que garante a qualidade das imagens – com uma luz impressionante – nas situações mais diversas. Não importa se é dia, se é noite… se estamos vendo um beco escuro ou um estúdio de televisão. Tudo se vê perfeitamente, com cores ressaltadas, ao melhor estilo Bollywood. Méritos do diretor de fotografia Anthony Dod Mantle e do editor Chris Dickens

E o roteiro? Perfeitamente costurado, com vários vais-e-voltas que não fazem confusão na cabeça de ninguém. Aliás, fora o início, no qual sabemos que Jamal Malik está distante apenas uma resposta do prêmio máximo do programa televisivo, todo o restante da narrativa são duas linhas contínuas narrativas. Vejamos: enquanto Jamal explica como sabia responder cada uma das perguntas do programa para o inspetor policial (o astro indiano Irrfan Khan) vamos, em paralelo, acompanhando o seu crescimento desde a infância. Até o “grand finale” do filme, são duas linhas paralelas constantemente intercaladas correndo na nossa frente, até que passado e presente se juntam para nos contar o desenrolar desta história. O roteiro, primoroso, é de autoria do inglês Simon Beaufoy – autor do recentemente comentado por aqui Miss Pettigrew Lives for a Day. Para escrever esta história ele se baseou no romance best-seller Q & A (que recebeu o título em português de Sua História Vale Um Bilhão), de Vikas Swarup.

E o elenco? Corresponde à altura a direção e o roteiro. Todos os atores, sem exceção, estão muito bem em seus papéis. Começando pelas crianças: Ayush Makesh Khedekar (Jamal), Rubina Ali (Latika) e Azharuddin Mohammed Ismail (Salim) – especialmente os irmãos peraltas e fujões que devem enfrentar cedo o drama de estarem sozinhos no mundo. Passando pelos pré-adolescentes: Tanay Hemant Chheda (Jamal), Tanvi Ganesh Lonkar (Latika) e Ashutosh Lobo Gajiwala (Salim). Nesta segunda fase, Latika já se destaca pela beleza – e Salim lembra bastante algum personagem de Cidade de Deus. 😉 Nesse momento também se intensifica a diferença entre os irmãos: Salim busca poder e dinheiro, fascinado pelo mundo que alguns conseguiram “criar” (no crime), enquanto Jamal procura o seu amor (que já sabemos quem é). Mas os personagens na fase praticamente adulta é que dão um show, especialmente Jamal e Latika. Ainda que valha citar o trabalho competente de Madhur Mittal como o Salim pau-mandado do mafioso Javed (Mahesh Manjrekar).

Como acontece com todas as escolas e vertentes do cinema, Slumdog Millionaire fascina especialmente a pessoas como eu, nada especializadas no cinema de Bollywood. Explico: o filme deve ter o impacto que tem, pela qualidade técnica e, especialmente, pela inovação narrativa, para os que não estão acostumados aos elementos que normalmente caracterizam este tipo de filme. Quanto mais uma pessoa assisti de um mesmo gênero ou escola cinematográfica, mais exigente ela vai ficando e cada vez menos ela se surpreende com um produto do gênero. Tenho curiosidade – e faço aqui um convite aberto para essas pessoas escreverem comentários – para saber o que os especialistas em Bollywood diriam deste filmes meio inglês, meio indiano. Pessoalmente, achei uma bela homenagem.

Mas o que verdadeiramente me fascinou no filme foi a narrativa, tanto o roteiro propriamente dito – desenrolar da história, diálogos, etc. – quanto a maneira com que ele foi contado (a direção). Gostei, especialmente, da “interpretação” do roteirista e do diretor de uma das principais características do cinema de Bollywood: a música como elemento fundamental da narrativa. Ao invés de inserirem na história, volta e meia, alguma cena de dança e cantoria (curtos “musicais” narrativos que caracterizam as histórias para o cinema indiano), eles preferiram colocar a música para narrar vários momentos da história dos irmãos de Mumbai. Com isso, o filme consegue um meio termo entre o cinema indiano e o feito no Ocidente (especialmente por filmes europeus que valorizam mais a trilha sonora do que a média dos que são produzidos em Hollywood).

A música continua sendo fundamental para a história, como acontece no cinema de Bollywood, mas sem interromper a narrativa para inserir “clipes” de dança e dublagem musical (os atores só “interpretam” o que verdadeiros artistas musicais apresentam) no meio. O resultado é a valorização do carácter humano dos personagens (com abundância de primeiros planos e “planos americanos”) na mesma medida em que se ressalta os acontecimentos sem grandes legendas – em outras palavras, nestes momentos se valoriza a ação e não o discurso. Exemplos do quanto este recurso funciona bem: além da sequencia inicial do filme, da fuga dos garotos de uma pista de pouso particular, destaco a fuga deles para o trem; a vida que eles passam a levar se aproveitando das viagens sem pagar nada pelos vagões do trem e a tensão de toda a audiência do programa Quem Quer Ser Milionário – inclusive Latika – para saber o que acontecerá com Jamal (sem contar as sequencias na estação de trem). Aliás, quer referência maior ao cinema clássico de Hollywood (desta vez o H no lugar do B) do que a escolha de uma estação de trem para o encontro do casal que tenta fugir para uma vida feliz?

Alguém pode dizer (SPOILER – realmente não leia daqui para a frente porque eu vou estragar algumas das surpresas do filme): apenas em filme um homem pode ter a sorte que Jamal teve, com todas as perguntas do programa saindo sobre temas que ele conhecia – aprendendo sobre eles, na maioria das vezes, de maneira trágica. Sim, o garoto realmente teve sorte. E contou também com muita sabedoria de sua parte para vencer o golpe que o apresentador do programa tentou lhe pregar – o que foi fichinha para alguém que passou pelo que passou na vida de garoto de rua. E para comprovar que, mesmo sorte e malandragem não são tudo nesta vida, a pergunta final do programa foi pura ironia. Não poderia existir ironia maior para os irmãos “mosqueteiros” e para a sempre rejeitada/desejada terceira integrante da irmandade (Latika) do que aquela pergunta. E a resposta? Esta sim, veio de pura sorte – ou não, como defende o próprio filme.

Falando nas “mensagens” do filme – ele tem muitas -, fiquei especialmente interessada em uma. (SPOILER – esse é um dos grandes). Quando Jamal pergunta para a Latika: “Por que todos amam este programa?”, se referindo a Quem Quer Ser Milionário, e ela responde “É uma chance de espacar, não é?”. Genial. Muitas vezes eu me perguntava por que as pessoas se “prestam” a se expor em programas de perguntas como aquele ou em situações piores em busca de dinheiro. Claro que a resposta óbvia seria: elas precisam. Mas não, existe algo maior do que simplesmente pagar as contas ou colocar alimento para dentro de casa. As pessoas buscam um sonho – e muitas vezes ele está justamente na fuga de uma situação que elas estão vivendo atualmente e que consideram impossível de escapar. No fundo, dinheiro significa partir para outra direção, uma ruptura possivelmente radical da vida que elas passaram a assumir sem realmente desejar. Até hoje eu não havia visto uma definição melhor do que a que aparece em Slumdog Millionaire.

E daí, nesta “corrente” de perguntas do gênero, eu fiz para mim mesma o seguinte questionamento: Por que tantas pessoas gostam de filmes assim? Ou então: Por que tantas pessoas amam filmes que contam histórias de amor? A resposta a segunda pergunta é simples: porque elas gostariam de viver uma história assim – quando, em muitos casos, elas vivem relações medíocres ou de um amor “forçado”, sem ser visceral ou “perfeito” como as histórias que aparecem nos contos de fadas ou nos filmes do gênero de Hollywood. (SPOILER – não leia o resto do parágrafo se você ainda não viu ao filme). Mas a resposta para a primeira pergunta vai um pouco além disso. As pessoas devem gostar tanto – e acho que me incluo um pouco neste grande grupo – de Slumdog Millionaire porque o filme conta a história de um “destino escrito”, irrefutável, impactante. Acho que o sonho de muita gente é que isso realmente fosse verdade… que realmente cada um de nós estivéssemos destinados a uma outra pessoa ou a uma realidade interessante independente do que aconteça. Não importa o quanto trocamos os pés pelas mãos, o quanto erramos com pessoas que não eram “o nosso destino”… uma hora chegaremos a ele e seremos felizes. Desejamos o seguro impossível. E por isso, ao vê-lo em uma história como a de Slumdog Millionaire, ficamos satisfeitos. Gostaríamos que essa história de destino fosse verdade.

NOTA: 10.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Para quem ficou curioso sobre o nome do filme, ele é, na verdade, autoexplicativo. “Slumdog” seria algo como “cachorro de rua”, e “Millionaire”, claro, “milionário”. O título faz referência a história de Jamal, um garoto de rua que acaba concorrendo a um prêmio milionário em um programa televisivo. Não imagino o título que o filme vai receber ao chegar no mercado brasileiro – provavelmente algo absurdo e bem distante da mensagem original, como costuma acontecer.

Slumdog Millionaire está faturando um prêmio seguido de outro. Até agora ele recebeu 21 prêmios e foi indicado a outros 17 – incluindo quatro indicações ao Globo de Ouro. Mas mais que números, o que interessa é a qualidade destes prêmios. A maioria deles foi ganha na categoria principal, de melhor filme do ano, e na de melhor diretor, conferidos por associações importantes. Entre elas, a do Conselho Nacional de Crítica Cinematográfica (o National Board of Review), a Sociedade de Críticos de Cinema de Phoenix e pelo British Independent Film Awards. No balanço geral, o filme ganhou como o melhor do ano em cinco das 11 seleções feitas por círculos de críticos norte-americanos – os outros prêmios foram divididos entre outros cinco filmes. 

Mas além da crítica especializada, Slumdog Millionaire está conquistando o público. No site IMDb o filme conquistou a nota 8,7 – colocando-o na posição 42 da lista dos 250 melhores filmes de todos os tempos. Para se ter uma idéia, ele só perde, entre os filmes lançados nos anos 2000, para outros sete filmes – sendo três deles da grife Senhor dos Anéis. Dos filmes de 2008, estão na frente de Slumdog Millionaire, nesta lista, Batman – O Cavaleiro das Trevas (o maior êxito de 2008 em todos os sentidos) e Wall-E (que aparece na 34ª. posição).

Mas são os críticos que realmente estão fazendo reverências ao filme. O site Rotten Tomatoes, especializado em agrupar os textos dos críticos que escrevem em jornais e revistas mundo afora, acumula 149 críticas positivas e apenas 10 negativas para Slumdog Millionaire. De bilheteria o filme está tendo um desempenho razoável até o momento. Considerado de baixo orçamento, Slumdog Millionaire teria custado US$ 15 milhões. Nos Estados Unidos, até o dia 2 de janeiro, ele teria faturado pouco mais de US$ 28,7 milhões – muito abaixo dos US$ 79,3 milhões do seu concorrente O Curioso Caso de Benjamin Button

Produzido pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, o filme é falado em inglês e em hindi (principal idioma falado na Índia).

A produção foi essencialmente filmada na cidade de Mumbai, na Índia. Para quem não sabia nada desta cidade, como eu, ela nada mais é que Dumbai (ou Bombaim). 😉 Ou seja: uma das principais cidades indianas, com 13 milhões de habitantes atualmente e considerada o principal portão de entrada do país. Também é considerada a capital comercial e do entretenimento do país. E ela é, adivinhem? A capital do cinema de Bollywood. 

Para quem gostou da trilha sonora – realmente um dos pontos fortes do filme, bem moderna e potente -, ela é assinada por A.R. Rahman.

Só para constar: eu vi a Slumdog Millionaire há dois dias… comecei a escrever este texto pouco depois de terminar de assistí-lo, mas apenas agora vou conseguir concluí-lo. Digo isso mais para registro próprio, para que eu saiba quando o assisti. 🙂 De qualquer forma, minha opinião sobre ele continua sendo a mesma.

Acredito que todos lembrem bem de Danny Boyle. Ele foi o homem que impressionou a todos há exatos 13 anos quando filmou a Transpotting, um dos melhores e mais inventivos filmes sobre drogas e a “vida torta” de jovens ingleses do cinema. Um filme moderno que virou clássico… o diretor demorou pouco mais de uma década para nos apresentar algo da mesma grandeza, mas em Slumdog Millionaire temos o resultado – ainda que sem comparação com Transpotting, é claro, porque são filmes com temas e abordagens extremamente diferentes.

CONCLUSÃO: Uma franca homenagem ao cinema de Bollywood (como é chamada a indústria do cinema e da TV indiana), este filme une alguns dos melhores elementos da produção cinematográfica indiana, do cinema tradicional de Hollywood e do estilo moderno do diretor inglês Danny Boyle. Tecnicamente perfeito, com uma narrativa sempre acelerada e instigante, o filme nos conta uma história de amor e de luta pela sobrevivência de primeira grandeza. Considerado por muitos o melhor filme de 2008, Slumdog Millionaire conta uma história moderna em um ambiente de desafios diários – o subúrbio indiano – de maneira primorosa.

PALPITES PARA O OSCAR 2009: A maior premiação da indústria cinematográfica dos Estados Unidos sempre pode nos surpreender, deixando para trás alguns franco favoritos – em suas chamadas e famosas injustiças. Ainda assim, me arrisco a dizer: Slumdog Millionaire deve chegar ao Oscar 2009 como um dos maiores indicados da temporada. Vejo a produção concorrendo em várias categorias: melhor filme, diretor, edição, roteiro adaptado, som e, quem sabe, alguma música até na categoria de melhor canção. Acho difícil – ainda que ele mereça – uma indicação de Dev Patel como melhor ator. Mas além das indicações, o que o filme pode levar para casa? Acho que, francamente, praticamente tudo para o qual ele for indicado. Ele tem reais chances de vencer como melhor filme, diretor, edição e roteiro adaptado. O que já estaria muito bom. Mas isso se ele vencer fortes concorrentes – tanto no quesito qualidade quanto, e principalmente, no quesito lobby.

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20 comentários em “Slumdog Millionaire – Quem Quer Ser Um Milionário?

  1. Ale, há muito tempo queria conferir uma produção Bollywoodiana, mas faltava oportunidade.

    Talvez com Slumdog eu possa, ao menos, me iniciar no ambiente indiano, com certeza irei assistir esse filme.

    Aposto que o nome brasileiro será algo como “Faturando o Amor” ou “Jogo do Coração”. Blargh.

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  2. Alê, quando assisti ao trailer do filme fiquei ansiosíssimo para assistir e ainda estou.
    Realmente acredito que ele será um dos grandes vencedores do oscar, parece ter tudo aquilo que os responsáveis pela escolha dos filmes esperam.
    Agora, esperar para ver e depois comento aqui! =)

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  3. Oi Breno!!!

    Que bom “ver” você por aqui outra vez. Estavas meio sumido, hein? Como foi o finalzinho de 2008 e o começo deste ano que promete? Aliás, um ótimo 2009 para ti!!!

    Foste bem rápido no gatilho, hein? Pouco depois de publicar esta crônica você já estava comentando. 😉
    E aí, já assistiu a Slumdog Millionaire? Vai atrás porque vale a pena, realmente. E depois apareça aqui para falar sobre a tua impressão dele, ok?

    Eu assisti alguns filmes indianos nesta minha “carreira” de cinéfila, mas não sou nenhuma especialista. Me falta bagagem para poder falar de carteirinha do cinema de Bollywood – do qual sou uma super curiosa, como você. Realmente, uma pena que ainda chegam poucos títulos indianos por aqui, não é? E na Europa é a mesma coisa. Só morando na Índia mesmo para conseguir acompanhar bem. 😉

    E sim… hehehehehhehehehehehehehe. Acho que o título do filme no Brasil vai por esta linha que você falou. Aliás, podias mandar essas sugestões para a distribuidora, hein?

    Um abração e até a próxima.

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  4. Oi Caio!!!

    Bem-vindo novamente por aqui.

    Pois sim, o filme tem grandes chances de ganhar alguns Oscar. Mas não sei, viu? Hollywood teria que se render um pouco para Bollywood, o que nem sempre é “politicamente” interessante para eles… logo saberemos.

    Hoje ainda vou assistir a O Curioso Caso de Benjamin Button, outro que é franco favorito aos prêmios principais do Oscar. Acho que é um filme que pode surpreender… bem, logo vou assistí-lo e o comento por aqui.

    E você, porfa, logo que assistir a Slumdog venha aqui falar o que você achou, combinado?

    Um abração e até logo.

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  5. Oi Mangabeira!!!

    Então você curtiu, hein? Realmente é um filme de primeira.

    Agora, senti falta de você falar mais… pontos positivos, pontos negativos… manda bala na tua opinião!

    Um grande abraço e volte sempre. Até mais.

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  6. oi..Ale,

    fui muito “enxuto” no meu comentário, rssss. mas é porque eu tava de saída no momento.

    Sim, o filme é realmente surpreendente. O que impressiona também é a harmonia do roteiro em meio a mistureba de drama, romance, ação, suspense e humor.
    ps: ainda estou me recuperando daquela cena onde o Jamal pede o autógrafo…rsss. Sem dúvida a cena mais…punk que eu já vi em um filme..kkkk
    Sem pontos negativos nesse filme.
    e uma nota 100 para o cinema indiano.

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  7. Oi Mangabeira!

    Bom te encontrar por aqui mais uma vez – e logo vou te responder os outros comentários. hehehehehehehe

    Agora sim, “engordaste” o teu comentário anterior. Assim eu gosto. 😉

    Realmente, o roteiro do filme é um exemplo de algo bem escrito. Ele equilibra bem todos estes elementos que tu comenta e num “crescer narrativo”, ou seja, cuidando de não deixar a peteca cair e de manter um bom ritmo o filme inteiro. Bem bacana. Por isso ele é o meu favorito.

    Agora, a cena essa do Jamal é porreta, mas acho que não seria a mais punk que eu já vi não. Vixe, tem tanta cena punk e/ou escatológica por aí… seria até difícil escolher a maior. hehehehe

    Você é um adepto do cinema indiano? Poderia me indicar alguns filmes, hein? Tenho curiosidade de saber mais sobre ele.

    Um grande abraço e até a próxima.

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  8. Ale, posso até já ter visto algum filme indiano, mas confesso quer foi sem saber. Minha, digamos…iniciação no cinema indiano, foi com Slumdog Millionaire e claro, com seus excelentes comentários a respeito do filme.

    Confesso a você que a pouco mais de 7 anos que eu realmente passei a admirar a 7º arte em sua totalidade, principalmente através do cinema europeu, até então só hollyood. Graças a Deus, eu despertei…he he

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  9. Oi Mangabeira!!

    Bom te “encontrar” por aqui novamente.

    Então, eu lembro de ter visto um ou outro filme indiano, mas foram poucos. Talvez uns quatro ou cinco neste tempo todo em que eu assisto a filmes. Mas é que também têm tantos países no mundo fazendo filmes, né? Fica difícil assistir a todos. 😉

    hehehehehehehehehe. Achei engraçado isso de “graças a Deus eu despertei”… Bem verdade que muita gente está acostumada apenas a assistir filmes de Hollywood. Não perceberam, ainda, que existe uma diversidade incrível e maravilhosa de maneiras de fazer filmes mundo afora. E que não é uma regra, mas na maioria das vezes o que outros países fazem é mais interessante do que a produção dos Estados Unidos.

    Simplesmente pelo fato de que eles (os de Hollywood) são muito comerciais – exceto pelos independentes, que fazem realmente coisas muito boas. E, claro está, existem mentes excelentes no cinemão de Hollywood. Prova está aí neste Oscar, em que existem realmente filmes excepcionais do “mainstream” se degladiando.

    Mas o bom mesmo é assistir de tudo um pouco. Ter um olho em Hollywood, claro – porque ali existem pessoas realmente criativas e que entendem deste ofício – e ter outro nas produções do resto do mundo – Europa, América Latina, China/Japão, etc. Vale realmente a pena conhecer outras formas de narrar histórias. A diversidade é uma das nossas maiores riquezas.

    Um grande abraço e até a próxima!

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  10. Oi Ale!
    Poxa, parece que você leu minha mente ao escrever essa crítica. Terminei de ver o filme há cerca de 1hora e não consigo não pensar nele. Tenho vários comentários a fazer (desculpe invadir esse espaço, tá mais do que na hora de criar meu próprio blog ehehehhe).
    Eu fui uma das pessoas que defenderam o P.S. I Love you. Bom, não acho que tenha como comparar eles. Acho que o P.S. trata de uma forma de amor comum nos filmes hollywoodianos mas bem pouco realista: um amor apaixonado que liga as duas pessoas em uma conexão desesperada que beira a telepatia. O Slumdog é uma história de amor, mas não da forma como estamos acostumados. Não é um amor apaixonado, nem necessitado. É praticamente uma amizade, de um rapaz de 18 anos por sua amiga de infância, baseada no afeto, companheirismo, sentimento de preocupação e saudosismo. Ou isso tudo é conseqüência da amizade. Nem sei. Mas é como se naquele mundo todo feio e seujo, cheio de gente má e corrupta, os dois permanecessem puros e isso bastasse para Jamal querer que eles se reencontrassem e ficassem juntos. Isso é bem Bollywood, né? Mocinho e mocinha bons e virtuosos, beirando o maniqueísmo. ehehhe Os únicos momentos em que Jamal mostrou fúria e revolta fora contra seu irmão “filhote de bandido”.
    Sobre o roteiro, fora esse lado poético-sonhador meio bollywoodiano, vi um quê de Cidade de Deus nele. Crescer aprendendo a se virar pra sobreviver na selva dos que vivem à margem. Aliás, achei os 2 atores-mirins fantásticos. O olhar do Jamal criança chegou perto de me tirar lágrimas.
    Achei a fotografia linda, indescritível.
    A trilha sonora é impecável. E adorei a cena de dança nos créditos. Enquanto no filme todo eles só “homenagearam” os musicais indianos, a cena de dança foi a rendição. hehehe Me lembrou do “Rivaldo sai desse lago” (http://br.youtube.com/watch?v=SxVCFGrNHWc&feature=related) heheeheeh Piadas à parte, achei legal essa referência direta.
    Por fim, concordo que é um filme maravilhoso! Acredito que tenha ganhado tantas indicações ao Oscar (e outras premiações) justamente pela simplicidade com que aborda uma história intensa. Ou intensidade com que aborda uma história simples. Também já nem sei mais. Acho que é o efeito “Little Miss Sunshine” ehehehehe
    Me prolonguei, né?
    Vou tentar não me estender muito na próxima!
    Beijo!

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  11. Oi Isa!!

    Menina, bom te “encontrar” por aqui novamente.

    Então estou bom em ler mentes, é? 😉 Fico feliz.

    Realmente Slumdog é uma maravilha. Sou apaixonada pelo filme. E isso de criares teu próprio blog… ok, vai fundo! Sou tua maior apoiadora. Mas com uma condição: que você não deixe de vir aqui fazer seus comentários vários… ok? 🙂

    Lembro bem que você foi uma das pessoas que defendeu P.S. I Love You… hehehehehehehe. Sem problemas. Só discordo um pouco de que Slumdog conta uma história baseada basicamente na amizade. Não sei, mas acho que os personagens principais se amaram desde o princípio, mas que o amor dele foi se modificando conforme o tempo e a idade de cada um deles – passando de uma pueril amizade para o desejo de ficarem juntos realmente, um desejo carnal. Agora, para mim era amor desde o princípio. E sobre P.S. I Love You… continuo achando um filme sobre dependência afetiva, sobre um relação que consome e que parece mais triste do que romântica para o meu gosto. Mas enfim… repito o que acabo de dizer em outros comentários: gostos realmente são gostos. E eu respeito todos – inclusive o meu. 😉

    Bem, acho que eles permanecem puros entre aspas… porque a menina acaba fazendo o que é preciso para sobreviver (inclusive se prostituir, praticamente) e Jamal também se vê “contaminado” pelo mal – agredindo o irmão, por exemplo. E certo que os bonzinhos são os bonzinhos mesmo, algo meio maniqueísta, mas volto a dizer que achei até que os personagens foram mais complexos do que em muitos filmes de Bollywood e/ou Hollywood – inclusive os de P.S. I Love You. hehehehehehehehehehe

    Sim, muita gente acha o filme uma mistura de Cidade de Deus com o filme clássico de romance de Bollywood. Pode ser que ele tenha uma mistura um pouco de cada um – ainda que eu ache que a referência maior seja a da edição veloz, porque as histórias propriamente ditas são bem diferentes e tem um sentido distante um do outro.

    Realmente, a cena da dança nos créditos era fundamental. Momento de êxtase… hehehehehehehehe. Esse vídeo do Rivaldo é ótimo (eu já conhecia, mas é sempre bom revê-lo).

    Olha, acho que o filme é as duas frases que você citou no final ao mesmo tempo, ainda que eu ache que seu diferencial seja mesmo por tratar com tanta “intensidade um história simples”. Realmente ele é um filme muito intenso, criativo e, porque não, apaixonante.

    E aqui você pode se estender à vontade, menina!! Afinal, depois de aguentar esses meus textos longos, é totalmente seu direito me dar o troco. 😉

    Beijos e abraços grandes. Até a próxima…

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  12. Assisti no mesmo dia, e seguidamente, a “O Curioso caso de Benjamim Button” e “Slumdog Millionaire”. Palmas para ambos. O primeiro, uma fábula que lembra (alguns acusam o roteirista de auto-plágio) “Forrest Gump” e tem sim seu encanto, mas que apresenta alguns defeitinhos que o impedem de ter a mesma qualidade da película estrelada por Tom Hanks, mas vale a pena vê-lo e deve emocionar muita gente especialmente ao ver uma “criança” demente.

    Quanto ao anglo-americano-indiano “Quem quer ser um milionário?” (não gostei deste título no Brasil, prefiro “Show do Milhão” ou até mesmo “Lascado da Índia” servindo de contra-ponto aos milionários dançantes de Glória Perez atraindo a curiosidade de quem assiste a trama global), em quase tudo concordo contigo, a ponto de nem lembrar, no momento, no que discordo.

    Amei este filme, a velocidade, o sofrimento nada asseado dos “três mosqueteiros”, a luta pela sobrevivência (abrasileirando, João Grilo e Chicó indianos, especialmente nas cenas no Taj Mahal, “vítima de engavetamento” – demais), e há muito não havia torcido por um final edificante, e gostado, como neste filme.

    Quanto a premiação da academia, a atual crise econômica será o motivo para o resultado: “Button” venceu porque a bilheteria era maior e Hollywood necessita urgentemente de lucro; ou, “Slumdog” venceu porque através de uma homenagem a Bollywood, Hollywood consiga entrarpra valer no maior mercado de cinema do mundo. Espero que a Academia siga junto com o sindicato dos atores e faça justiça a este filmaço!

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  13. Oi Fco Ramis!!

    Primeiramente, seja muito bem-vindo por aqui.

    Nossa, você conseguiu assistir no mesmo dia Benjamin Button e Slumdog? Uau!!! Parabéns!

    Olha, eu tinha escutado um rumor sobre o autoplágio do roteirista de Benjamin Button, mas não levei muito a sério até que assisti ao vídeo que compara aos dois… e daí. Ah não, nem tem como negar. Realmente se parecem muito. E isso fez o filme perder vários pontos na minha opinião. Então se antes eu já era Slumdog, agora, mais que nunca!!

    hehehehehehehehehehe. Realmente Quem Quer ser Milionário? é um titulozinho bem ruim, mas que fazer? Isso de dar títulos ruins no mercado brasileiro virou quase uma regra.

    E sim, chega a ser até cômico a gente gostando do final feliz do filme daquele jeito, né? Normalmente, quando o filme vai para um final feliz destes, eu já estou torcendo o nariz bem antes do final… mas com Slumdog não. Parece que o grande efeito do filme é fazer as pessoas meio cínicas voltaram a curtir um final alegre. 😉

    Realmente, a Academia vai optar pelo que trouxer maior vantagem e lucros para ela. Isso este ano e em todos os demais – que ninguém se iluda que o Oscar seja outra coisa que não um negócio. Ainda assim, torço para Slumdog seja, realmente, a bola da vez.

    Um grande abraço e volte mais vezes! Inté.

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  14. Obrigado pelo bem-vindo. Viu os vencedores do BAFTA 2009? Sete para o cachorro magro. É, parece que Fox e Warner podem mais do que Paramount, no que se refere a lobby, visto que em qualidade o cachorro também supera o beij-flor . Aproveito pra dizer que gostei muito sim de “Benjamin Button”, mas em meio a tantas notícias desagradáveis (à televisão brasileira, no momento, só interessa em falar da crise) entre a derrota para o deus Chronus e a vitoriosa “escapada”, fico com a segunda.
    Inté a próxima!

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  15. Oi Fco Ramis!!

    Você é bom de charadas, hein? Tive que ler e reler teu comentário, especialmente no que se referia a “vitoriosa escapada”, para entender exatamente sobre quem te referias. Então, no fim das contas, preferes também a “levada indiana” do que o Senhor do Tempo? Curioso… quase me parecia que tinhas “virado a casaca”. hehehehehehehehehe

    Pois sim, tudo leva a crer que o “cachorro magro”, como chamas o filme, será o grande vencedor do Oscar. Claro que surpresas sempre podem acontecer, mas acho que dará o previsto.

    Um grande abraço e até a próxima… não vais comentar mais nenhum outro filme?? Fiquei curiosa para saber o que pensas de outros títulos. Um abraço!

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  16. Eletrizante! Chocante! As cenas finais, foram um refresco, apenas para que pudessemos levantar das cadeiras e sair do cinema. Porque se tivesse realidade até o fim, não dava para aguentar.

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  17. Oi Bruma!!

    Maravilhoso, não é mesmo? Também achei…

    Acho que o grande mérito do filme é que ele narra uma história edificante, não é mesmo? Destas que te fazem relembrar que a vida é difícil, complicada – para alguns mais que para outros – mas que, ainda assim, sonhar é possível e necessário, e que as pessoas que não desistem podem alcançar o que desejam. E se não é nas primeiras 500 tentativas, será em uma das outras 100. 😉

    Só acho que o filme mostra uma parte dura da realidade da Índia – e de tantos outros países – mas que, ainda assim, não deixa de ser uma fábula. Para mim, do início ao fim, ela me pareceu isto, uma história que poderia estar nos contos das “1001 noites”, praticamente. Para a nossa sorte, não é um filme que procura ser um marco de realidade, e sim uma fantasia sobre a realidade.

    Nossa, falei muito… e nem te dei as boas-vindas. Seja bem-vinda, Bruma, e que esta tua visita se repita muitas vezes. Obrigada por teu comentário.

    Um grande abraço!

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