Knowing – Presságio


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Pegue a numerologia e a vocação de Nostradamus para prever o futuro, misture tudo com uma trilha sonora exagerada e um roteiro um tanto lento demais e você terá como resultado um filme como Knowing. Para mim, esta produção estrelada por Nicolas Cage é daquelas que entram no grupo de “boas idéias que acabam sendo desperdiçadas”. Certo, talvez nem a idéia original seja tão boa assim… mas o pior mesmo é como ela vai se desenvolvendo e, claro, seu “grand finale” – que de grande não tem nada, convenhamos. Ainda assim, algo eu tenho que admitir: este filme tem uns efeitos especiais de cair o queixo. Realmente muito bem feitos e bacanas. Pena que eles, os efeitos especiais, já não valem tanto para que alguém gaste seu dinheiro em um filme.

A HISTÓRIA: A Escola Elementar William Dawes está prestes a construir sua nova estrutura e, para marcar esta data tão especial, promove um concurso entre os estudantes. A melhor idéia para celebrar tal evento parte da estudante Lucinda Embry (Lara Robinson), que sugeriu que os estudantes desenhassem sobre o futuro e que seus trabalhos fossem depositados em uma “cápsula do tempo”. Este objeto, nada mais que um cilindro, acaba sendo enterrado na frente da escola para que ele seja reaberto 50 anos depois. Em 2009, Caleb Koestler (Chandler Canterbury) e os outros estudantes da escola ganham envelopes com os trabalhos dos colegas de 1959. Desta forma, cai nas mãos do cientista e professor universitário John Koestler (Nicolas Cage), pai de Caleb, o enigma numérico escrito por Lucinda Embry que revelou os principais desastres do mundo em cinco décadas.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte da crítica à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Knowing): Como eu disse recentemente no texto sobre o filme Wall-E, não é exatamente nova a idéia de reunir objetos de uma época ou projeções sobre o futuro para depositá-los em uma “cápsula do tempo”. Segundo esta notícia, em 2005, por exemplo, encontraram uma cápsula do tempo enterrada em 1872 pelo rei Kamehameha V, autoridade suprema, naqueles tempos, do Havaí. E até Campinas seguiu a idéia de reunir trabalhos de alunos das séries iniciais em uma cápsula do tempo – como conta esta reportagem (mal escrita, diga-se). Enfim… sejam reis do passado ou administrações do presente, muitas cabecinhas “iluminadas” já pensaram em fazer o mesmo gesto que dá largada para Knowing.

Até aí, como se pode notar, nenhuma grande novidade. Mas o curioso mesmo ocorre quando, 50 anos depois da estudante Lucinda escrever aquela lista de números enigmática, esta lista começar a fazer sentido. Alguém já disse antes que profecias ganham lógica depois que os eventos já ocorreram. Mas desde o tempo em que os profetas eram respeitados quase como santos – algo que foi consagrado pelas profecias bíblicas -, as pessoas querem, mais que nada, saber sobre o futuro. Delas, da humanidade, dos povos. Não é por acaso que Knowing cita a Bíblia e… bem, termina da maneira que termina.

Seguindo a linha de filmes-catástrofe, ou seja, de produções que narram o fim do mundo e dos tempos, Knowing capricha em cenas de destruição cheias de efeitos especiais. Admito que a cena dos três desastres previstos pela “mais jovem Nostradamus”, ou seja, por Lucinda Embry, que ocorrem enquanto acompanhamos a história de John Koestler e cia. são impressionantes. Provavelmente, é o que vale o seu tempo gasto com este filme. Porque o restante… O roteiro de Ryne Douglas Pearson, Juliet Snowden e Stiles White, baseado na história original de Pearson, é óbvio demais e bastante fraquinho. Além de beber em fonte bíblica, ele joga com figuras estranhas que aparecem para “nos assustar” e para dar um tom sobrenatural para a história. Como o roteiro deste trio e a direção de Alex Proyas parecem não convencer, deixando o filme em um tom morno permanente, o compositor Marco Beltrami parece ter exagerado na dose “dramática” de sua trilha sonora. Esta é uma das poucas produções que eu vi recentemente em que a trilha sonora parece deslocada, literalmente, em várias partes da narrativa.

Sinceramente, acho que nada funciona bem nesta história. Quer dizer, até o minuto 43 do filme, mais ou menos, tudo ocorre de maneira meio arrastada, mas ainda interessante. (SPOILER – não leia se você ainda não assistiu ao filme). Mas quando os seres “estranhos” começam a aparecer de forma mais frequente na história, inclusive mostrando para o chatinho do Caleb uma cena típica do “fim dos tempos”, o filme se perde um bocado. Afinal, estamos assistindo a uma história sobre presságios, profecia, ou sobre seres sobrenaturais? E quando a resposta vem no final, em uma mescla entre alienígenas e anjos, temos a nossa resposta definitiva. Knowing é mais bíblico do que muitos gostariam de imaginar. E não sei vocês, mas não era isso que eu esperava deste filme. Se eu quero ver uma história sobre as profecias bíblicas ou de Nostradamus, bem, meus amigos, vou atrás de um filme do gênero, certo? Não gostei, definitivamente, deste cordeiro vestido em pele de lobo.

Algo fundamental em um filme, para mim, é a lógica do roteiro. Nem todos precisam ser lógicos mas, pelo menos, devem convencer um pouquinho. O texto de Knowing, por exemplo, começa bem quando o professor John Koestler abre um questionamento ao apresentar as perspectivas do determinismo e da aleatoriedade. Perspectivas estas que, logo mais, vamos descobrir como fundamentais inclusive na vida pessoal do personagem, que se afastou do próprio pai, que é pastor, porque não concordava com sua visão “determinista”. Ou seja, o velho embate entre a fé e a ciência/lógica. Nesta busca por respostas sobre o que está determinado e o que pode ser mudado se resume a trajetória do filme e do nosso “herói”. Muito bem. Seria interessante se as dúvidas continuassem mais tempo na história, mas não. Knowing não deixa margem à dúvidas.

Mas voltando a questão da lógica do roteiro. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Afinal, para que tanta intervenção dos “seres estranhos” nesta história, que aparecem para deixar uma pedra negra para Caleb, depois surgem do lado de fora da antiga casa de Lucinda e etcétera se, no fim das contas, as crianças deveriam estar no ponto de saída das “naves espaciais” em determinado dia e hora? Para que todos aqueles sinais, aquela carta com todas as datas de desastres e atentados, se tudo isso deveria ocorrer de qualquer forma (porque é muito fácil sequestrar crianças)? Aliás, aquelas datas que Caleb começava a escrever em um papel, inspirado “pelas vozes dentro de sua cabeça”, projetavam desastres, acidentes e atentados para o novo mundo que logo começaria a ser habitado pela humanidade? Se isso é verdade, para que todo aquele desenho exagerado do Paraíso das cenas finais? Acho que os roteiristas exageram um pouco na dose bíblica, não? Também acho que John deveria ter deixado o filho levar aquela bendita folha de papel com ele… assim ele teria garantido o posto de profeta em seu novo mundo. No fim do filme, apenas pensei: “Ok, tanto barulho por nada”.

NOTA: 4,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Depois de alguns filmes vendo a Nicolas Cage e seu cabelo estranho, posso dizer que quase me acostumei com ele. Ainda assim, tem momentos em que é inevitável para mim pensar se não existe uma alternativa para o ator. Não sei, quem sabe deixar a cabeça sempre raspada, como fez Bruce Willis. Acredito que uma alternativa é sempre melhor do que aquilo.

Fora o protagonista, os demais atores do filme são muito, mas muito fraquinhos. Talvez Rose Byrne como Diana, a filha de Lucinda Embry, esteja um pouco melhorzinha. Mas o garoto que faz Caleb… nossa, que irritante e ruinzinho aquele Chandler Canterbury! Se no filme inteiro ele parece mais uma pedra no sapato de Nicolas Cage, no final mesmo… quando ele se despede do pai, salta aos olhos o quanto o garoto é ruim. E mesmo Lara Robinson, que faz o papel duplo de Lucinda e de sua neta, Abby, não tem muito tempo de mostrar trabalho. Como Lucinda, ela está exageradamente “estranha” – algo do qual ela não tem culpa, é claro, porque isto estava definido pelo roteiro. E quando interpreta Abby, coitada, praticamente ela não tem falas. Ainda assim, se sai melhor que o “parceiro” de cena, Canterbury.

Bastante bíblico, este filme cita nomes sem deixar muito claro as razões para isso. Para começar, o nome de Caleb. Como resume este texto, Caleb é um nome de origem hebraica que significa “fiel como cão”. Caleb teria sido aquele que “chegou na Terra Prometida com Josué”. Certo. Mais uma maneira dos roteiristas reafirmarem que as crianças estavam chegando ao Paraíso, certo? E Abby? Bem, Abby, segundo este texto, tem origem latina e significa “líder do mosteiro”. Este outro site, contudo, aponta Abby como de origem hebraica, derivativa de Abigail, que significaria “a alegria do meu Pai”. Outra vez, uma referência bíblica. Abby também pode ser vista como um novo Josué. 😉

Mas não terminam aí as “pílulas” bíblicas lançadas por Knowing. Quando John e Diana estão para entrar na casa que era de Lucinda, eles percebem que a mãe de Diana havia escrito as letras EE ao contrário no papel que deixou para ser descoberto no futuro. Depois, eles descobrem uma reprodução de uma das passagens do livro de Ezequiel, que é apontada como uma das principais referências da Bíblica sobre o fim dos tempos. Este texto resume as passagens de Ezequiel, mostrando como ele tratou de profecias de destruição e restauração.

Procurando sobre Ezequiel e o “fim dos tempos”, encontrei este site que traz referências de estudos sobre o tema baseados na Bíblia – caso alguém tenha interesse. Também achei interessante este texto assinado por Márcio Souza que faz referência a Darwin e, principalmente, a Erich von Däniken, que publicou em 1968 o livro conhecido no Brasil como Eram os Deuses Astronautas? (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Achei interessante citar Däniken porque, ao analisar a sua teoria de que o desenvolvimento da humanidade passou por uma influência alienígena, se entende melhor as razões dos “seres estranhos” do final do filme parecerem um híbrido entre alienígenas e anjos.

E falando neles, nos aliens, alguém mais achou aquela professora primária de 1959 um tanto alienígena? Não sei, mas basta para mim ver a Danielle Carter interpretando a Miss Taylor para que eu me lembre de um extraterrestre “invasor de corpos”. hehehehehehehehehehe. E falando de atores secundários, nunca é demais citar D. G. Maloney como o líder dos “estranhos” que volta e meia visitam a Caleb e Abby; Nadia Townsend como Grace, irmã de John Koestler; Alan Hopgood como o reverendo Koestler, pai de John e Grace (aliás, outros nomes “bíblicos”); Alethea McGrath como a Miss Taylor do ano 2009; e Ben Mendelsohn como Phil Beckman, aparentemente o melhor amigo (e colega) de John.

Segundo as notas de produção do filme, Knowing demorou oito anos para ser desenvolvido. Ou seja, levou todo esse tempo para os produtores transformarem a idéia original de Ryne Douglas Pearson em algo concreto. Para o diretor Alex Proyas, o melhor de Knowing é que o filme tem um “fundo de emoções e de interação humana”. “Esta é uma história bastante real que trata de coisas que realmente poderiam acontecer. Tudo o que mostramos no filme poderia estar acontecendo”, afirma o diretor no material de divulgação de Knowing.

Neste mesmo material de divulgação, Nicolas Cage ressalta as qualidades do filme e chega até a comentar que acredita que Knowing pode mudar a forma das pessoas pensarem (sério mesmo?). “As pessoas pensam sobre o fim do mundo. De fato, nós mesmos poderíamos destruir a Terra. Mas a questão é ‘O que devemos fazer com esta responsabilidade?”, questiona o ator. Ok, mas o problema é que Knowing não lança nenhuma luz neste sentido. Em momento algum, vamos!

E uma curiosidade desta produção: ela foi filmada em Melbourne, na Austrália, cidade que acabou se passando por Boston, local em que se desenvolve a ação de Knowing. Um dos principais desafios do desenhista de produção Steven Jones-Evans foi o de transformar o cenário de Melbourne, que havia passado por um período de seca de cinco anos, em uma verdejante cidade de Boston. O truque chegou ao ponto de sua equipe ter que pintar o gramado da Universidade de Melbourne, que se passou pelo MIT – a grama estava queimada e precisou ficar verdinha.

Segundo as notas de produção do filme, Knowing é um dos primeiros filmes rodados com a câmera Red One, o último estágio em “tecnologia digital leve de alta resolução”. O diretor de fotografia Simon Duggan destaca que este modelo de câmera abre um “novo mundo de possibilidades” para os realizadores, porque os “tons de pele ficam suaves”, propiciando que quase “não exista ruído e nem granulações nas imagens”, o que, segundo Duggan, aproxima a qualidade destas imagens ao bom e velho celulóide.

Os responsáveis pelo material de divulgação do filme fizeram uma brincadeira com os atores principais do filme, perguntando para eles o que eles meteriam em uma cápsula do tempo. Nicolas Cage disse que “Seria muito divertido colocar este filme na cápsula porque isso seria um lance muito cubista. Não digo mais nada”. Hummmm… que filosófico o Sr. Cage! A atriz Rose Byrne disse que colocaria “um diário, algo com umas boas fofocas, com muitos segredos, para que a pessoa que o encontrasse se divertisse”.

Lara Robinson, a garotinha que faz um papel duplo no filme, foi mais prolixa: “Eu colocaria as minhas músicas favoritas. Também algo de música clássica, um pouco de jazz e música moderna. Colocaria também fotos de nossos computadores e da tecnologia atual, para que as pessoas pudessem ver se elas mudaram muito. Colocaria também o diário de um ano da minha vida e fotos dos lugares mais característicos da Austrália. Também um mapamundi… por se acaso as coisas mudam muito. E para terminar, um livro da Austrália. Eu colocaria tudo isso em uma cápsula durante cem anos para ver como está tudo um século depois”. Ficou evidente que a menina é australiana, não é mesmo? 😉

Algo estranho no material de divulgação do filme: nele, o diretor Alex Proyas consta também como roteirista do filme. Algo que não vemos nem nos créditos do filme e nem mesmo no site IMDb – que considero a “Bíblia digital” do cinema.

Falando no site IMDb, ele registra a nota 6,6 para Knowing. Achei um nota bem razoável para esta produção fraca, bem fraquinha. Por outro lado, os críticos que tem textos linkados no Rotten Tomatoes foram um pouco mais “duros” com o filme: dedicaram a ele 104 textos negativos e 49 positivos, o que lhe rendeu uma aprovação de 32% – menor que a minha. 😉

Nas bilheterias o filme foi razoável: arrecadou pouco menos de US$ 80 milhões nos Estados Unidos. Ainda assim, ele conseguiu se pagar – Knowing teria custado US$ 50 milhões.

Seguindo a linha de filmes sobre o fim do mundo, logo mais teremos a 2012, baseado nas profecias maias – quem tiver interesse, pode ler este texto curioso sobre o tema. Esperamos que o filme de Roland Emmerich – experiente em filmes-catástrofe como Independence Day e The Day After Tomorrow – seja melhor que este Knowing.

Este filme é uma co-produção entre Estados Unidos e Inglaterra.

CONCLUSÃO: Um destes filmes sobre o “fim dos tempos” que exagera na dose bíblica e que se perde pelo caminho. Estrelado por um Nicolas Cage que tenta desesperadamente encarnar a figura do “bom pai”, Knowing joga com uma série de imagens pré-concebidas sobre videntes e sobre o que acontecerá quando o mundo acabar. O roteiro não convence, assim como a direção um tanto “formal” de Alex Proyas – diretor de I, Robot. Mas para não dizer que o filme inteiro é dispensável, ele tem algumas cenas muito bem filmadas e, principalmente, bem recheadas de efeitos especiais – com especial destaque para a queda do avião. Agora, francamente, existem no mercado filmes melhores sobre o mesmo tema.

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11 comentários em “Knowing – Presságio

  1. Eu tinha pego esse filme há umas 2 semanas, mas foram tantas críticas negativas de amigos meus, de todos os lados, que até desisti de assistir. Pelo visto, ainda bem. hehehehe

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  2. Puxa vida… Eu adorei Presságio! Primeiro pelo mistério: Lucinda tinha realmente habilidade de prever o futuro? Quem era o cara estranho que o Caleb vê e mais tarde o persegue?. A angustia do protagonista: ele como cientísta tentando achar uma explicação racional para a lista, além da dificuldade de contar com a ajuda do seu amigo.
    Achei muito legal as referencias com religião: a cena na casa da Lucinda onde vê o quadro do Ezequiel e a cena final, onde as “criaturas” poderiam lembrar anjos.
    E com certeza, os efeitos especiais são sensacionais.
    Achei o fim do filme coerente com a estória. Enfim, na minha opinião um ótimo filme.

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  3. Oi Isa!!

    Ah, mas eu acho que mesmo os filmes “mais ou menos” ou os ruins devem ser vistos… além do mais, como podes ver por outro comentário aqui acima, tem pessoas que gostaram do filme. Então, vai que tu também iria curtir?

    Sempre vale a pena gastar nosso tempo com o cinema – mesmo o ruinzinho.

    Abraços!

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  4. Olá Nikson!!

    Antes de mais nada, seja muito bem-vindo por aqui!

    Olha, a lista de números que a personagem da Lucinda Embry fez é um bocado gigante… seria complicado reproduzir todos os numerais por aqui. Mas queres uma dica? Tenho uma foto que mostra a tal lista no meu álbum do Flickr – onde coloco à disposição para vocês fotos dos filmes que eu vou comentando no blog.

    Então dá uma olhadinha por lá… para acessar o álbum, basta você clicar em “More photos”, abaixo das três imagens mais recentes que eu carreguei no Flickr e que aparecem na lateral direita aqui do blog. Daí, na pasta “Fotos dos últimos filmes” do Flickr você procura a foto “knowing31″… podes inclusive ampliá-la para ver melhor os tais números. Boa sorte!

    Espero que voltes por aqui mais vezes. Um abraço!

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  5. Olá Gilvan!!

    Tudo bem se você gostou do filme. Afinal, a gente não precisa concordar sempre. 🙂

    Não sei você, mas eu não senti tanta angústia ou mistério com esta história… afinal, não demora quase nada para que os enigmas de Lucinda façam sentido – e fique demonstrado que, mesmo sem sabermos inicialmente o porquê, ela acertou a previsão de todos aqueles desastres.

    Depois, não achei que exista grande dúvida sobre a origem do “cara estranho” que aparece para Caleb e Abby. Por eliminação de possibilidades, sabemos que ele não é humano… então resta saber se ele é um espírito ou um alienígena (algo que fica respondido no final). Também acho que nosso protagonista, ainda que ele seja um cientista, não tem muito tempo ou condições para encontrar uma resposta lógica para a tal lista… na verdade, desde o princípio, ele tenta evitar o que acredita que irá acontecer (e sem uma explicação para isso). No caso, acho que ele demonstrou ser muito mais um homem de fé do que de ciência desde o início.

    De fato o final do filme é condizente com a história… mas aí está a questão: eu não estava muito disposta a assistir a um filme “religioso” e/ou “bíblico” disfarçado de filme catástrofe, entende? Comprei gato por lebre, por assim dizer. 🙂

    Mas esta é só a minha opinião, é claro. Respeito a tua e, francamente, fico feliz que tenhas gostado do filme. Alguém tinha que ficar satisfeito por ter gasto seu dinheiro com esta história, não é mesmo? hehehehehehe

    Um grande abraço e inté!

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  6. Olá Djyenifer!

    De fato, é sempre válido ter em mente que precisamos cuidar do mundo em que vivemos, não apenas por causa da nossa sobrevivência, mas especialmente em respeito aos demais seres vivos e também às gerações futuras, não é mesmo?

    Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário, e volte por aqui mais vezes, inclusive para falar de outros filmes.

    Abraços e inté!

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  7. pessoal sei que é muito tarde pra isso mas eu já tinha visto o filme bem antes e hj eu vi de novo,mas notei uma coisa estranha,por que o menino caleb começa a fazer os numeros de novo se o mundo ia acabar esta parte do filme que me intrigou adoraria se alguem respondesse obrigado

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