Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo


O cinema de Hollywood gosta de mostrar os bastidores de alguns dos esportes mais populares das terras do Tio Sam. E ele faz isso bem, geralmente. Mais uma vez, temos com Moneyball uma história que mostra os bastidores de um esporte. Desta vez, do beisebol. Mas eis que esta não é apenas uma história de superação – todos os filmes de esporte vão por esta onda, não é mesmo? -, envolvendo técnicos e jogadores. Moneyball trata sobre uma forma totalmente diferente de encarar a eficiência no esporte, de como é possível mudar a lógica estrutural de algo quando se aplicam conceitos de economia no meio. Surpreendente.

A HISTÓRIA: O filme começa com uma frase de Mickey Mantle: “É inacreditável o quanto você não sabe sobre o jogo que você esteve jogando durante toda a sua vida”. Em seguida, cenas de um rebatedor de beisebol concentradíssimo – e nervoso. As cenas são do dia 15 de outubro de 2001, em um jogo decisivo da Liga Americana de Beisebol. De um lado do campo, um orçamento de US$ 114,46 milhões, do famoso New York Yankees. E do outro, US$ 39,72 milhões do Oakland Athletics. Em um estádio vazio, Billy Beane (Brad Pitt) está sentado sozinho. Ele liga e desliga o rádio que transmite o jogo. O time que ele administra, o Oakland Athletics, perde a disputa. Mas ele será capaz, em um movimento arriscado, a entrar para a história com um grande feito e, de quebra, mudar a lógica do tradicional esporte.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Moneyball): Infelizmente não é todo mundo que gosta de números. No Brasil e em tantos outros países, o que faz sucesso são as “ciências humanas”. Fundamentais, elas, aliás. Eu mesma busquei este caminho, e o admiro. Mas a cada dia eu acho a lógica da matemática e dos números fundamental. Para tudo. Moneyball mostra a importância desta lógica e de uma escola econômica para o esporte. Mas essa mesma lógica pode ser aplicada em várias outras partes. Com eficácia.

Antes que alguém entenda errado o que eu escrevi, esclareço: não acho que a vida inteira se explique com números. Mas há uma dinâmica e uma repetição cíclica de fatos, uma previsibilidade no desempenho humano – seja ele aplicado no que for – que fascina. E que pode nos ajudar a buscar mais eficiência evitando erros conhecidos. Ainda assim, é claro, existe também o imprevisível. Verdade. Mas ele é apenas o contraponto de toda a previsibilidade calculável. Moneyball trata disso. E de muito mais.

A história de Billy Beane e sua equipe mostra como é preciso ser firme quando se está nadando contra a corrente. Quando existe convicção no que se está fazendo e indícios fortes de que se está apostando na virada certa, na solução necessária, é preciso insistir. E quando quem deveria contribuir para a mudança não faz isso, há alternativas. Esse resumo parece ser aplicável em várias situações, certo? Pois acredito que seja exatamente este tipo de reflexão que torna Moneyball mais interessante do que uma leitura rasa de que este filme aborde apenas os bastidores do beisebol. Não, ele é mais que isso.

Depois de conhecer Peter Brand (Jonah Hill) em uma tentativa de negociação com o time de beisebol de Cleveland, Beane precisa do apoio do técnico Art Howe (Philip Seymour Hoffman) e dos jogadores do próprio time para que as teorias de Brand dêem certo. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Mas Howe, resistente às mudanças, quer seguir com a lógica do beisebol de sempre. Ele não coloca os jogadores que Beane quer. Então o que ele poderia fazer? Pois ele adota medidas radicais, se livra dos jogadores problema e que faziam Howe bater o pé.

Mas por que não demitir, simplesmente, ao técnico? Isso é algo que o filme não explica. Pela história, ninguém diz que Howe seria insubstituível. Mas neste link da Wikipédia é possível perceber que ele era um dos bons técnicos do início dos anos 2000 – ainda assim, por não ser insubstituível, ele saiu da equipe Oakland Athletics em 2003. Em certo momento, Moneyball mostra um comentarista da TV dizendo que o mérito pelas então sete vitórias seguidas do time era de Howe – um erro comum, já que a maioria da imprensa enxerga mais o treinador do que a restante da equipe técnica como responsável por algum resultado. Mesmo assim, acho que o filme não aprofunda muito esta questão, o que torna ele menos interessante. Focado demais no personagem de Brad Pitt, claramente o “herói” da história, Moneyball perde a oportunidade de mostrar um pouco mais das intrigas e confabulações entre técnicos, jogadores, olheiros e demais personagens que fazem parte dos bastidores do esporte.

O filme também apresenta uma reflexão final previsível. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Como outras produções, Moneyball defende a ideia de que o dinheiro não é o mais importante. Mesmo que a lógica de Brand seja convincente, de que não está errado aceitar uma proposta milionária quando existe mérito para isso, o protagonista decide ficar onde está. Para continuar próximo da filha Casey (Kerris Dorsey), ele decide recusar o convite para ser o gestor do Red Sox. E também porque ele acredita que um time “menor” pode, um dia, bater a um gigante do esporte. Idealista, pai carinhoso, mas também um sujeito frustrado que, um dia, acreditou no sonho de um futuro fantástico, como esportista, e que viu suas ilusões terminarem sem o êxito pretendido/prometido.

A fórmula adotada pelo diretor Bennett Miller para contar esta história não é inovadora. Outros filmes que recontam fatos históricos, inclusive envolvendo o esporte, já utilizaram a técnica de intercalar imagens de arquivo da TV com a refilmagem com licenças “poéticas” sobre o que aconteceu nos bastidores daquelas histórias. O interessante é que mesmo você já tendo visto isto antes, o roteiro de Steven Zaillian e Aaron Sorkin, que utilizou a história de Stan Chervin como base – e o trabalho dele teve como fonte de inspiração a obra “Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game” de Michael Lewis – consegue manter o interesse do espectador até o final.

Um pré-requisito para isso é a base de muitos e muitos filmes (SPOILER – não leia se você ainda não assistiu a Moneyball): depois que o protagonista e seu fiel escudeiro amargaram várias derrotas, eles começam a ter êxito com a estratégia controversa que adotaram. Mas isso será suficiente para que eles obtenham a grande e esperada vitória final? Essa tradicional lógica de altos e baixos com a indefinição sobre o final sempre dá certo para prender o espectador. À parte disto, e é preciso dizer, o elenco está muito bem. Sem muitos exageros, ainda que o Brad Pitt escorregue um pouco no excesso de caras e bocas. Também achei que o filme poderia ter mostrado um pouco mais a história dos jogadores que ajudaram ele a mudar a história do beisebol – afinal, por mais que a maior parte do mérito fosse de Beane, aqueles jogadores colocados nas posições certas foram decisivos para que o time chegasse à marca histórica de 20 vitórias seguidas.

Fora esta falha “estrutural” e de profundidade, gostei muito da reflexão que o filme provoca no foco específico do esporte. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Fiquei pensando, o tempo todo, na aplicação dos conceitos de Bill James no futebol. Será que teríamos também a extinção da figura do olheiro? Seria possível medir o desempenho dos atletas ao ponto de selecioná-los por sua eficácia em determinados momentos e posições, e não pela super valorização criada pelo mercado? Como no beisebol mostrado em Moneyball, no futebol há muitos jogadores talentosos que ficam esquecidos ou relegados ao anonimato, enquanto poucos atletas bons de bola ganham salários astronômicos. Ver uma mudanças neste cenário e nesta lógica mudaria o esporte para sempre. Como ocorreu com o beisebol. Seria algo interessante de se ver.

NOTA: 9,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Apesar dos “probleminhas” de roteiro comentados antes, é preciso admitir que Sorkin faz mais um belo trabalho com Moneyball, ao lado de Zaillian. O roteirista repete a dose de equilibrar a vida íntima do personagem principal com as “impressões” que o restante das pessoas tem dele, assim como a narrativa simples dos fatos adotada antes em The Social Network.

O diretor Bennett Miller acerta na interpretação do texto de Sorkin e Zaillian. Ele ressalta os trabalhos dos atores e também evidencia belos lances do beisebol, equilibrando imagens de arquivo do time retratado com a narrativa cinematográfica da produção. A edição é um elemento que merece destaque. Belo trabalho de Christopher Tellefsen.

Outros aspectos técnicos do filme seguem o padrão normal de qualidade de Hollywood – em outras palavras, são competentes, mas nada fora do padrão. Como exemplo, a direção de fotografia de Wally Pfister e a trilha sonora de Mychael Danna.

Falando em trilha sonora, claro que merece uma menção especial a interpretação fofíssima da simpática atriz Kerris Dorsey da música The Show, de Lenka. Para quem não conhece a versão original, neste link é possível assistir a artista se apresentando com ela.

Mesmo que o foco do filme seja o personagem de Brad Pitt e toda a história gire em torno dele, vale citar a importância de Jonah Hill para a produção. Ele é o contraponto do personagem principal, a parte “engraçada” e ao mesmo tempo gabaritada para sustentar os argumentos da teoria que estava sendo aplicada pela primeira vez no beisebol. Novamente os “opostos que se complementam” são plasmados pelos dois: de um lado, o esportista bonitão, do outro, o nerd gordo e de óculos que era deixado sempre em segundo plano. Mesmo que um leve vantagem aparente sobre o outro, existe uma admiração mútua entre os dois, e uma complementariedade interessante – o personagem de Pitt sabe negociar e impor-se, o de Hill dá um show nos cálculos e na dedicação para aplicar a teoria de Bill James no beisebol.

Além da dupla de atores principais, merece destaque a já citada simpática Kerris Dorsey. O geralmente ótimo Philip Seymour Hoffman desaparece no roteiro – ele acaba tendo um papel secundário e pouco expressivo. Além deles, vale citar os nomes de Robin Wright como Sharon, ex-mulher de Beane; Chris Pratt como Scott Hatteberg, um dos jogadores desacreditados que é resgatado por Beane – mas que aparece pouco, como Hoffman; Stephen Bishop como David Justice, outro jogador; Brent Jennings como o olheiro técnico auxiliar Ron Washington; Casey Bond como Chad Bradford; e Reed Thompson como o jovem Billy Beane.

Moneyball custou aproximadamente US$ 50 milhões. E arrecadou, nas bilheterias dos Estados Unidos, até o dia 1º de janeiro deste ano, pouco mais de US$ 75 milhões. Um resultado 50% superior ao do custo… está bem, mas longe de um arrasa-quarteirão.

O filme que tem Brad Pitt como estrela principal estreou no dia 9 de setembro do ano passado no Festival de Toronto. Depois, ele participou dos festivais de Tokyo e Turin. Até o momento, Moneyball ganhou sete prêmios e foi indicado a outros 20, incluindo quatro Globos de Ouro. Entre os que ganhou, destaque para os de melhor roteiro segundo as associações de críticos de cinema de Boston, Chicago, Nova York e Toronto. Brad Pitt também ganhou como melhor ator segundo as associações de críticos de Boston, Nova York e o Festival Internacional de Cinema de Palm Springs.

Moneyball foi rodado inteiramente na Califórnia e apenas uma pequena sequência em Boston, Massachusetts. Entre os locais escolhidos para as filmagens, o estádio do time de beisebol Oakland Athletics, Long Beach e Downtown, em Los Angeles.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,8 para o filme. Uma boa nota, para a média do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes foram mais generosos: dedicaram 202 críticas positivas e apenas 11 negativas para a produção, o que lhe garantiu uma aprovação de 95% e uma nota média 8. Um sinal muito positivo para o filme – e que serve como termômetro sobre a moral alta da produção pela ótica dos críticos.

Para quem ficou interessado na teoria adotada pela equipe focada no filme, recomendo a leitura deste texto, em inglês, do The Sport Journal que trata do assunto. Também é interessante este artigo da Bloomberg Businessweek que comenta como Bill James encarou o filme que trata sobre a sua teoria.

CONCLUSÃO: Todos gostam de uma história edificante. Destas que mostram superação. Moneyball é uma destas histórias. Mas diferente de outras, ela não evidencia apenas a capacidade humana de passar pelos próprios limites e chegar à vitória apesar deles. Ela revela que, muitas vezes, a vitória pura e simples pouco importa. O bacana é encontrar uma solução criativa para um problema difícil de ser resolvido e, de quebra, inspirar outras pessoas a provocar mudança. Mais que uma história sobre um esporte, Moneyball é a narrativa sobre a aplicação de conceitos econômicos em um cenário que antes era visto como terreno de talento e improviso. Moneyball mostra como há lógica e que é possível prever resultados mesmo em cenários criativos. Bem dirigido e com um roteiro competente, mesclando cenas reais e a recriação de fatos com um elenco competente, é um filme envolvente. Vale o ingresso.

PALPITE PARA O OSCAR 2012: As indicações do Globo de Ouro sempre são um sinal importante para sabermos o que esperar do Oscar. Moneyball foi indicado em quatro categorias importantes desta “prévia” do Oscar: Melhor Filme – Drama, melhor roteiro, melhor ator (Brad Pitt) e melhor ator coadjuvante (Jonah Hill). Francamente, acho difícil ele ganhar em qualquer uma destas categorias porque ele tem concorrentes muito fortes para vencer. Talvez Brad Pitt teria mais chances, mas mesmo ele eu acho que não deve vencer.

O roteiro de Moneyball já ganhou quatro prêmios da crítica mas, ainda assim, vejo o caminho dele para a vitória no Globo de Ouro e no Oscar como algo muito complicado de se concretizar. Possivelmente Moneyball vai repetir três das quatro indicações que recebeu no Globo de Ouro também no Oscar. Acho que apenas o Jonah Hill poderá ficar de fora do Oscar. Pitt, o roteiro e o filme devem aparecer na premiação mais esperada do ano pela indústria de Hollywood. Mas acho que o filme ficará a ver navios. Não deve ganhar nenhuma estatueta. Talvez surpreenda em roteiro mas, francamente, acho difícil.

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12 comentários em “Moneyball – O Homem que Mudou o Jogo

  1. Gostei bastante desse filme, e acho que que Jonah Hill concorre ao oscar de coadjuvante
    e vou torcer para ele ganhar.Acho o roteiro muito bom, mais ainda não assisti os outros fortes candidatos, vamos ver.

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    1. Oi Vander!

      Muito bom “te encontrar” novamente por aqui.

      Realmente, Moneyball é um filme bem bacana, com um roteiro super bem escrito e com um belo trabalho dos atores principais.

      Gostei muito do Johan Hill também. Merecidíssima a indicação dele para o Oscar. Mas acho que ele não tem muitas chances não… pelo menos as bolsas de aposta dizem que ele vai perder para o Plummer. Logo veremos…

      Obrigada, mais uma vez, pela tua visita e pelo teu comentário. Espero que voltes por aqui mais vezes. Abraços e inté!

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  2. Eu gostei do filme, masss acho que quem saca mais desse tipo de jogo vai curtir bem mais.
    Tipo, no início do filme há cenas de jogadas fantásticas de ídolos que são desconhecidos de quem não entende muito de baseball.
    Mas daí tem lá a sub história de Billy e seu fracasso pessoal ainda atravessado em sua garganta e todas as tentativas de vencer o jogo pela matemática… aff!
    Bom, e nem achei Pitt tão encarnado no papel aqui, como em “Queime Depois de Ler”.

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    1. Oi Johannah!

      Legal te “encontrar” novamente por aqui.

      Então, estou contigo. Sem dúvida alguma alguém que acompanha o beisebol vai ter outra leitura, provavelmente muito mais positiva, sobre Moneyball. Não é o meu caso. 🙂

      A percepção da história será outra porque, como comentaste, as cenas históricas serão “entendidas” e vão despertar uma identificação sentimental – o que não aconteceu com a gente e todos aqueles que não acompanham o esporte. Por isso mesmo que eu acho que o filme conseguiu agradar tanto o público dos Estados Unidos.

      Pitt está bem, mas também não achei nada assim excepcional. Há outros atores que se saíram melhor em seus respectivos papéis.

      Obrigada por mais esta visita e comentário. Abraços e inté!

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  3. Olá Alessandra,
    Conheci seu blog hoje, quando procurava informaçoes sobre o filme “Margor at the wedding”. Fiquei encantada com seu conhecimento da área e resolvi assinar seu feed.
    Gostei muito desse filme Moneyball. Não acho que a atuação do Brad Pitt está exagerada, e o filme realmente envolve a gente do começo ao fim, numa torcida para que o esquema de Billy Beane e Peter Brand dê certo. Não acho que precise entender de baseball para gostar do filme, mas dá vontade sim depois de vê-lo como você disse, de experimentar o esquema no futebol brasileiro.
    Vou voltar mais vezes para deixar meu comentário.
    Que site bom o seu!
    Abraços,
    Poliana

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    1. Oi Poliana!

      Acabo de ver e responder o teu outro comentário.

      Fiquei feliz que você encontrou este espaço e gostou dele. E espero também te “encontrar” por aqui muitas vezes mais.

      Estou contigo que o Brad Pitt está bem, não exagerou na dose, não está “over”. Ele faz um bom trabalho. E o roteiro de Moneyball também, ao conduzir a gente nesta torcida que movimenta o esporte – seja ele qual for. Um grande ganho do filme, sem dúvida, é tornar a história interessante, inclusive para quem não acompanha o beisebol.

      Muito obrigada por mais esta visita e pelo teu comentário.

      Abraços e inté!

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      1. Alessandra,
        Fiquei feliz de te encontrar duas vezes em um só dia. E ser acolhida com tanto carinho. Vou sim indicar alguns filmes, às vezes você ainda não viu. Li todos os comentários que você fez sobre os filmes concorrentes ao Oscar, e, por incrível que pareça, concordei inteiramente com você. A parte técnica, não tenho experiência para discutir, e presto bastante atenção em tudo que você fala, uma expert. Eu sou do tipo que devora filmes, às vezes tenho até que assistir outra vez, mas confesso que quando gosto de um filme, assito até mais de duas vezes. Gostaria de saber o que você achou de Anônimo, eu adorei.
        Um grande abraço,
        Poliana

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  4. O filme retrata a temporada de 2002 do time do A’s que veio de uma surpreendente campanha em 2001, fato que motivou Michael Lewis a acompanhar o time no ano de 2002. O foco do filme é o Billy Beane, pois assim como no livro, trata-se da remontagem de um time que havia perdido 3 de seus jogadores mais importantes. Como toda adaptação de um livro para o cinema, neste foram feitos vários ajustes, para deixar o filme mais atraente e menos específico. Quem leu o livro sabe que não é para leigos no assunto, tem que enterder de baseball e suas estatisticas.
    O nome do filme no Brasil em geral não são as melhores, mas desta vez foi uma bela escolha, pois Billy Beane de certa forma mudou o modo como o jogo é visto. Hoje, os times passaram a observar também os números dos jogadores, o quão efetivos eles são. Não só os times de baixo orçamento, mas os de grandes orçamentos também.
    Gostaria de fazer duas observações, Ron Washington não era olheiro, era um dos técnicos auxiliares e ajudou Scott a mudar a posição que jogava. Ele era Catcher e passou a jogar na primeira base. A outra é que Peter Brand é um personagem do filme, no livro ele é na verdade Paul DePodesta, mas isso não muda muita a história.

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    1. Oi Diogo!

      Puxa, que mensagem legal a tua.

      Com ela, aportaste muitas informações novas.
      Como pudeste ler, eu não li o livro ainda. Bacana você, que já o leu, ter feito estas observações.

      Concordo contigo que, muitas vezes, os títulos escolhidos para o mercado brasileiro acabam sendo infelizes. Mas que este foi um acerto, dá uma ideia boa da “alma” da história.

      Obrigada também por esclarecer as informações sobre Ron Washington e Peter Brand.

      Espero que voltes por aqui muitas vezes ainda, inclusive para falar de outros filmes.

      Um abraço e inté!

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  5. Poliana :

    Alessandra,
    Fiquei feliz de te encontrar duas vezes em um só dia. E ser acolhida com tanto carinho. Vou sim indicar alguns filmes, às vezes você ainda não viu. Li todos os comentários que você fez sobre os filmes concorrentes ao Oscar, e, por incrível que pareça, concordei inteiramente com você. A parte técnica, não tenho experiência para discutir, e presto bastante atenção em tudo que você fala, uma expert. Eu sou do tipo que devora filmes, às vezes tenho até que assistir outra vez, mas confesso que quando gosto de um filme, assito até mais de duas vezes. Gostaria de saber o que você achou de Anônimo, eu adorei.
    Um grande abraço,
    Poliana

    Oi Poliana!

    Que legal que você gostou tanto deste espaço. Espero que sempres me “visites” por aqui. 🙂

    Não sou uma expert… pelo menos não me considero. Sou só uma pessoa super interessada por cinema e que acompanha ótimos filmes há muito tempo. Li um bocado sobre e sigo fascinada pelo tema. E daí, no fim de tudo isso, ainda me arrisco a escrever sobre. hehehehe

    Eu gostaria de ser como você, uma “devoradora de filmes” mas, infelizmente, as outras tarefas do cotidiano não me deixam assistir a tantos filmes quanto eu gostaria. Mas aproveite esta fase e assista a tudo mesmo. Isso é ótimo.

    Puxa, agora ao responder ao teu recado é que eu vi que indicaste Anônimo. Comentei sobre o filme e farei, mesmo que de forma tardia, uma citação desta tua indicação. Me desculpe pela falha.

    Abraços grandes e inté!

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