Monsieur Verdoux


A desconstrução de um mito serve como exercício para a desconstrução de todos os mitos. Em Monsieur Verdoux nós vemos a um Charles Chaplin de uma forma totalmente diferente daquela com a qual estamos acostumados. Isso incomoda. Assim como incomoda a mensagem que o filme apresenta, ainda que ela seja um bocado justificada pelo seu tempo histórico. Um filme que surpreende pela desconstrução do mito, mas que deixa a desejar no roteiro e no seu desenvolvimento. Com Monsieur Verdoux Chaplin tinha um discurso para fazer. Conseguiu, mas isso não quer dizer que tenha apresentado com esta história uma grande peça de cinema.

A HISTÓRIA: A partir da imagem do túmulo de Henri Verdoux, que morreu em 1937, somos apresentados a história deste homem que começa a apresentar a própria história afirmando que após trabalhar 30 anos em um banco, foi demitido e passou a matar mulheres para sobreviver. Ele diz que não é lucrativa a vida de um “barba azul” e afirma que o que veremos a seguir se tornou bastante conhecido. Corta.

O filme apresenta a família Couvais, no Norte da França, que estranha o desparecimento de Thelma após ter se casado com um homem de aparência peculiar. A família pensa em procurar a polícia. Enquanto isso, Henri Verdoux (Charles Chaplin) colhe rosas no jardim da casa que ele está prestes a tentar vender. Esta é a história dele.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Monsier Verdoux): Para mim foi uma experiência realmente desafiadora ver a um Charles Chaplin vilão. E não um vilão qualquer, mas um sujeito ardiloso e que utilizava toda a sua inteligência para enganar mulheres, roubando as suas economias quando tivesse a primeira oportunidade e se livrando delas na sequência. Ver a Chaplin interpretado uma figura destas, tão diferente de seus personagens cheios de esperança e graça da fase do cinema mudo, foi realmente algo um tanto perturbador.

Logo no início o espectador é apresentado a duas informações fundamentais sobre o protagonista deste filme: ele morreu em 1937 e era considerado um “barba azul”, ou seja, um homem que matava mulheres após conseguir se beneficiar delas. Sabendo disso, acompanhamos os passos de Henri Verdoux com atenção, procurando sempre detalhes de suas manipulações para saber qual será a sua próxima vítima.

Diferente de outras produções sobre serial killers, aqui Charles Chaplin tenta fazer graça com o seu personagem. Para alguns as tentativas dele devem funcionar. Para mim elas não deram certo. Não sei se fez parte deste processo ter na lembrança ainda a interpretação dele no cinema mudo, mas o fato é que ver Chaplin repetindo algumas “estrepolias” – como cair de uma janela para o telhado ou contar aceleradamente as notas de dinheiro que “conquistou” de uma de suas vítimas – neste filme não funcionou como quando víamos as mesmas situações sem diálogos.

Então toda a parte da “comédia” desta produção com roteiro e direção de Charles Chaplin não funciona muito bem. Se Henri Verdoux não faz rir, ele faz pensar. Monsieur Verdoux é um filme amargo, sem esperança, um ponto fora da curva da filmografia normal de Chaplin. Claro que existe uma razão para ele ser assim. A história desta produção se passa nos anos 1930, após a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, ocorrida em 1929.

Ou seja, toda a história de Verdoux se passa nos anos difíceis da Grande Depressão americana, quando milhões ficaram sem emprego e tiveram dificuldade de sobreviver. Além disso, como o filme mostra lá pelas tantas, já começava a se desenhar no horizonte o cenário político que originaria a Segunda Guerra Mundial na Europa.

Ainda que, é preciso observar, o filme tenha sido lançado em 1947, o personagem central da história de Monsieur Verdoux morreu 10 anos antes, ou seja, ele não chegou a ver a Segunda Guerra. Mas Charles Chaplin sim. E isso fica claro na proposta desta produção. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). A grande razão para este filme ter sido feito e existir está no discurso de “defesa” de Verdoux no tribunal em que ele acaba sendo condenado à morte por guilhotina.

Naquele momento entendemos a razão de Chaplin ter investido nesta história inspirada em uma ideia de Orson Welles. Chaplin discursa, utilizando Verdoux como o seu porta-voz, de que muitas vezes a sociedade tem a necessidade de julgar o mal em uma figura como a dele enquanto aprova o assassinato em massa de uma guerra ou de um conflito qualquer. Em 1947, quando o filme foi lançado, a Segunda Guerra Mundial já tinha acabado, mas estava muito claro o estrago que ela tinha feito no mundo.

Alguns ganharam dinheiro com ela enquanto milhões tinham sido mortos – quase todos inocentes, a exemplo das vítimas do protagonista de Monsieur Verdoux. O personagem central desta produção defende a ideia de que o mal precisa existir assim como o bem. Também argumenta que durante 30 anos ele foi uma pessoa correta e trabalhadora, mas que após este período ninguém mais quis que ele seguisse esse caminho do bem e, por isso, ele resolveu começar a matar para sobreviver e para dar sustento para a esposa inválida e para o filho do casal.

Achei Monsieur Verdoux perturbador não apenas por nos apresentar um personagem interpretado por Charles Chaplin sem culpa ou remorso, apesar de ser um assassino em série, mas também por defender algumas ideias bem questionáveis. Com o argumento de Verdoux parece que Chaplin estava justificando os crimes de seu personagem dizendo que a “sociedade” havia feito ele assim. Após perder o emprego no banco e não conseguir outra colocação ele teria sido “obrigado” a seguir uma vida de crimes.

Sempre achei esse tipo de argumento perigoso. Se todos pensassem assim, o que seria da nossa civilização? Os crimes, especialmente os assassinatos, nunca devem ser justificados. A cada dia e em qualquer parte podemos conhecer exemplos de pessoas que acreditam que os seus crimes são justificáveis pela exclusão que a sociedade promove enquanto outros acreditam em buscar o sustento através de alguma forma correta de trabalho, mesmo que ela significar a venda de balas no sinaleiro.

Entendo a falta de esperança de Charles Chaplin com todo o cenário que vimos antes e durante a Segunda Guerra Mundial, mas não acho que a solução para toda aquela morte, extermínio e injustiça seja um filme amargo como este. Mas para não dizer que toda a obra é dispensável, achei interessante a forma com que Chaplin “humaniza” um serial killer um tanto caricato. Não vemos cenas de violência na produção, apesar do personagem central ter sido responsável por pelo menos 13 crimes. Isso não deixa de ser um detalhe interessante – Chaplin estaria preocupado em não incentivar a violência?

Mas a parte interessante da produção é apresentar um serial killer que era capaz de gestos nobres e não apenas de vilania. O cuidado que ele tinha com a esposa “oficial”, cadeirante, Mona (Mady Correll) e com o filho, Peter (Allison Roddan) era algo especial. A preocupação em cuidar dos dois é o que teria motivado ele a casar com outras mulheres e roubar o dinheiro delas. Mas ele também foi capaz de ajudar uma garota que tinha recém saído da prisão (Marilyn Nash) e que, inicialmente, ele tinha visto como uma possível cobaia de sua nova forma de matar.

Até então Verdoux se “livrara” das vítimas com técnicas como incinerando os seus corpos – a exemplo do que ele faz com a parente dos Couvais. Mas com a ajuda do amigo e farmacêutico Maurice Bottello (Robert Lewis), que fala sobre uma fórmula que poderia matar alguém sem deixar vestígios e que “simularia” um ataque cardíaco – algo que ele comenta sem imaginar as intenções criminosas de Verdoux -, o protagonista desta produção pensa em testar a ideia em uma pessoa que poderia “sumir” sem deixar rastros.

Conversando com a garota, contudo, ele identifica nela um bom coração e uma dedicação com um ex-marido, já morto e que era cadeirante, que se assemelha com a dele. Por isso ele poupa a garota e acaba ajudando ela, o que mostra a preocupação de Chaplin de mostrar que o seu personagem não era apenas mau. De fato isso acontece fora dos cinemas também. Dificilmente uma pessoa é apenas boa ou má, e essa reflexão torna este filme interessante, assim como a crítica de que a sociedade não deveria ter dois pesos e duas medidas sobre o extermínio que aceita (das guerras e conflitos) e aquele que condena (dos criminosos).

Na direção, Charles Chaplin segue com as técnicas que o fizeram famoso. Monsieur Verdoux tem ritmo e sabe valorizar muito bem as interpretações dos atores, ainda que ninguém tenha um grande destaque na produção. No roteiro, Chaplin tem uma mensagem clara e um argumento que defender, e ele faz isso bem, ainda que esta produção tenha muitas sequências que procuram provocar graça e que nem sempre funcionam. Monsieur Verdoux parece, assim, ficar um pouco perdido na sua proposta.

Afinal, esta é para ser uma comédia ou um drama social? O filme tem uma mensagem muito clara de crítica social, o que não combina, geralmente, com os recursos para fazer rir. Da minha parte, não consegui achar nada na produção realmente engraçado. Chaplin insiste bastante na relação de seu personagem com Anabella Bonheur (Martha Raye), uma das mulheres que conseguem sobreviver da morte planejada por Verdoux, mas achei a personagem dela bastante exagerada e caricatural.

Enfim, toda a parte de comédia da produção não funcionou para mim. Acho que se o filme fosse mudo, talvez teria funcionado melhor – com os exageros típicos que esperávamos sempre nas produções de Chaplin. Mas o mesmo exagero sendo falado não tem o mesmo efeito de comédia. E a parte da crítica social é válida, mas achei um tanto equivocada em parte de seu argumento – a de justificar o crime, por exemplo.

Para resumir, um filme curioso, mas que deixa um gosto estranho no final e que incomoda por apresentar um Charles Chaplin totalmente diferente do que gostaríamos de ver em cena. Como eu disse, não sei se de forma pensada ou não, mas parece até que Chaplin estava desconstruindo o seu próprio mito em Monsieur Verdoux para nos fazer questionar todos os mitos em que acreditamos ou que já existiram.

Um dos mitos que ele claramente ataca nesta produção é o de uma sociedade pacífica e “do bem”. Em Monsieur Verdoux ele parece nos dizer que sempre teremos o mal presente. Esta produção é mediana, mas certamente ganha interesse por ser dirigida, escrita e estrelada pelo grande Charles Chaplin. Sempre vale a pena assisti-lo, ainda que este não seja um de seus melhores filmes.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Ao assistir a Monsieur Verdoux eu percebi as razões que fizeram Charles Chaplin não ter o mesmo sucesso na fase do cinema falado do que a que ele teve no cinema mudo. Realmente o estilo dele de atuação funcionava muito melhor no cinema mudo. Isso fica evidente em Monsieur Verdoux.

O destaque da produção, não há maneira de ser diferente, é realmente Charles Chaplin. Ele é o protagonista da história e ofusca quase todos os demais atores em cena, até porque quase ninguém tem a força do histórico em cena do diretor/ator. Do elenco de Monsieur Verdoux, talvez vale destacar o bom trabalho de Marilyn Nash como a garota que Verdoux ajuda após ela deixar a prisão e Mady Correll como Mona, a mulher com quem o protagonista estava casada há 10 anos. As duas fogem das interpretações exageradas e trazem um bocado de legitimidade para os seus respectivos papéis.

Além destes atores, vale citar o trabalho de Audrey Betz em uma ponta como Martha, mulher do farmacêutico e amigo de Verdoux, Maurice Bottello; Ada May como Annette, empregada de Annabella; Isobel Elsom como Marie Grosnay, a mulher que escapa por pouco do casamento com Verdoux; Marjorie Bennett como a empregada de Marie; Helene Heigh como Yvonne, amiga de Marie e que a incentiva a procurar Verdoux; Margaret Hoffman como Lydia Floray, uma das vítimas do protagonista; Edwin Mills como Jean Couvais, que ajuda Lena Couvais, interpretada por Almira Sessions, a desmascarar Verdoux; Charles Evans como o detetive Morrow; e Lois Conklin como a florista que atende Verdoux. Estes são os personagens que apresentam algum destaque na história.

Após a rápida apresentação da história, Monsieur Verdoux segue como um filme de história linear. A direção de Chaplin é básica, sem grande inovação em cena. Um dos destaques técnicos da produção é a trilha sonora composta por Chaplin também – ele era um especialista no tema e, claro, trouxe da experiência fundamental da música no cinema mudo a qualidade para esta nova produção. Vale também comentar o trabalho dos diretores de fotografia Roalnd Totheroh e Curt Courant; a edição de Willard Nico; a direção de arte de John Beckman; e a maquiagem de William Knight e Hedy Mjorud.

Monsieur Verdoux estreou no dia 1º de abril de 1947 em uma première em Nova York. Em 1964 a produção foi relançada em Nova York, e voltou para alguns cinemas na década de 1970 e nos anos 2000 – a última vez que ele foi relançado nos cinemas foi em 2015 nas Ilhas Baleares.

Esta produção teria custado US$ 2 milhões, um custo bastante considerável para a sua época. Não consegui informações sobre o resultado que o filme teve nos cinemas.

Monsieur Verdoux teve as cenas internas filmadas no Chaplin Studios, em Hollywood, e as cenas externas rodadas no Big Bear Lake, parte da San Bernardino National Forest, na Califórnia, e no Lake Arrowhead, parte do mesmo parque.

Agora, algumas curiosidades sobre esta produção. Na opinião de Charles Chaplin, Monsieur Verdoux foi o filme mais inteligente e o mais brilhante da carreira dele. Certamente ele se sentiu bem ao fazer este filme, mas não sei se esta foi a mesma experiência de seus fãs.

A história de Monsieur Verdoux foi inspirada na história real do assassino francês condenado Henri Désiré Landru. Ele foi executado na guilhotina em 1922.

De acordo com o site IMDb, esta produção foi “um fracasso colossal” nas bilheterias em 1947, quando a produção foi lançada. O desempenho da produção foi ruim apesar de críticos como James Agee. Ele afirmou, na época, que o desempenho de Chaplin no filme tinha sido o melhor que ele tinha visto de um ator. Um pouco exagerado, mas tudo bem.

Chaplin teria pago US$ 5 mil para comprar a ideia de Orson Welles, que tinha a ideia de fazer um documentário “dramatizado” sobre a história real do serial killer francês Henri Landru. Inicialmente a ideia de Welles era fazer um filme com Chaplin como protagonista, mas Chaplin desistiu da ideia em cima da hora alegando que ele nunca tinha sido dirigido por ninguém e que não começaria a ser naquele momento. Foi assim que Chaplin acabou comprando a ideia de Welles.

Os produtores de Monsieur Verdoux foram processados em 1948 pelo funcionário de um banco parisiense chamado Henri Verdoux.

Assisti a Monsieur Verdoux porque esta produção é a primeira de 1947 indicada pelo livro “1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer”, inspiração principal da seção criada aqui no blog “Um Olhar Para Trás”. O crítico David Robinson começa o texto sobre o filme assim: “Charles Chaplin comprou a ideia da sua comédia mais negra (por 5 mil dólares) de Orson Welles, cujo plano original era fazer um documentário sobre o lendário assassino em série de esposas francês Henri Desiré Landru. Chaplin deu à história uma abordagem sócio-satírica nova e mordaz, em resposta à paranoia crescente dos anos da Guerra Fria”.

O crítico segue assim, depois de resumir o roteiro da produção: “Quando é finalmente levado à Justiça, sua defesa consiste em que, enquanto o assassinato privado é condenado, a matança pública – na forma da guerra – é glorificada: ‘Um assassinato transforma uma pessoa em vilã – milhões, a transformam em herói. Os números santificam’. Esses não eram sentimentos populares na América de 1946, e Chaplin se viu cada vez mais na mira da Direita – uma caça às bruxas que resultou na sua partida definitiva dos Estados Unidos em 1952”.

E vale citar a parte final do texto de Robinson: “Verdoux, acompanhado pela animada canção-tema (Chaplin, como sempre, compôs sua própria trilha), é um personagem rico e vívido. A economia rígida do pós-guerra obrigou Chaplin a trabalhar mais rápido e com muito mais planejamento do que em filmes anteriores. O resultado é uma de suas narrativas mais bem construídas, que ele mesmo considerou, sem modéstia, ‘o filme mais inteligente e brilhante da minha carreira'”.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8 para esta produção, o que é uma bela avaliação para os padrões do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 30 críticas positivas e apenas uma negativa para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 97% e uma nota média de 8,3. Ou seja, tanto público quanto crítica aprovaram bem esta produção.

Monsieur Verdoux ganhou cinco prêmios e foi indicado a um Oscar. Os prêmios que o filme recebeu foram o de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Blue Ribbon Awards de 1953; o de Melhor Filme Americano no Bodil Awards de 1949; o de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Kinema Junpo Awards de 1953; e o de Melhor Filme dos EUA e o Top Ten Films no National Board of Review de 1947. A produção foi indicada também ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 1948, mas perdeu a estatueta para The Bachelor and the Bobby-Soxer, escrito por Sidney Sheldon.

Esta é uma produção 100% dos Estados Unidos, por isso o filme passa a atender a uma votação feita aqui no blog há algum tempo.

CONCLUSÃO: Um filme amargo e com pouco espaço para a graça. Algo totalmente diferente na filmografia do grande Charles Chaplin. Monsieur Verdoux é cheio de estranheza para quem assistiu aos clássicos do diretor que se consagrou com o cinema mudo. Aqui, estranhamos não apenas o Charles Chaplin que fala, mas também estranhamos um bocado o seu discurso. Frustrado com os absurdos que aconteceram na Segunda Guerra Mundial, Chaplin nos apresenta um filme carregado e sem esperanças.

Uma produção que questiona o bem e o mal e que tem um discurso muito claro na reta final. É preciso respeitar a bandeira levantada por Chaplin, mas certamente este não é um de seus melhores filmes e nem uma grande obra do cinema. Interessante conhecer por ser mais uma obra com propósito na história da Sétima Arte, mas Monsieur Verdoux está longe de ser um filme inesquecível. Ele incomoda, causa mal estar, mas isso é tudo.

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