Layla M.


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Você mora em um lugar com o qual você não se identifica. E você não está ali por acaso. Você nasceu ali. Mas aquele lugar não parece fazer o menor sentido. Então você sonha em ir para um lugar distante, no qual você nunca pisou, mas onde você acredita que poderá ser feliz. Layla M. nos fala de uma realidade que é vivida por diversas pessoas mundo afora. Neste filme, vemos como a falta de pertencimento a um determinado local e cultura pode ser ruim e perigoso. Um filme muito contemporâneo e interessante. Necessário.

A HISTÓRIA: Uma garota com um lenço na cabeça anda agitada de um lado para o outro com uma bandeirinha na mão. Ela deve ajudar o juiz a apitar a partida mas, na verdade, ela está torcendo para o time que é treinado pelo pai dela (Mohammed Azaay). Layla M. (Nora El Koussour) não tem papas na língua e acaba discutindo com o juiz e saindo de campo. A mãe e a avó tentam acalmar a garota, mas ela não quer saber e vai embora.

No caminho, o comportamento radical dela parece agradar a um grupo de jovens. Muçulmana, Layla M. aceita o convite do grupo para fazer uma foto de resistência utilizando uma burca, que foi proibida no país. Pouco a pouco ela e o grupo vão se tornando cada vez mais resistentes às mudanças impostas no país.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Layla M.): Não é fácil equilibrar todos os interesses em uma sociedade. Isso é um fato. Mas todos devem compreender as regras de forma muito clara e, dentro do possível, estas regras devem ser as mais justas e democráticas possíveis. O problema é quando entramos na seara da religião, da fé e de seus costumes.

Layla M. aborda um pouco desta problemática. E junto com a aparente “interferência” das regras de um país e de uma sociedade na vida religiosa de uma parte dos integrantes desta sociedade, surge a questão do radicalismo e da falta de pertencimento que algumas destas pessoas. Todas estas são questões complicadas, mas muito presentes em diversos países da Europa – em especial. Estes países, democráticos e, até segunda ordem, “acolhedores”, começam a colocar regras cada vez maiores para tentar evitar ataques terroristas e extremismos em seus territórios.

Achei interessante como o filme dirigido por Mijke de Jong, com roteiro da diretora e de Jan Eilander, mostra como em uma mesma família – sempre representante em menor escala do comportamento da própria sociedade – podem existir visões tão divergentes sobre um mesmo tema. Enquanto a adolescente Layla não aceita a forma com que a Holanda trata os “soldados de Alá”, impondo proibições como a burca e, conforme a resistência à estas leis vai crescendo, aumentando estas restrições até o ponto de proibir a reunião de grupos que professam a mesma fé, os demais familiares dela são mais moderados e entendem estas restrições e as aceitam sem maior resistência.

Layla é uma adolescente como tantas outras que conhecemos. Ela é inteligente e tem opinião firme. Fica revoltada com algumas coisas que vê ao seu redor e acaba reagindo contra tudo isso que ela não compreende muito bem e sobre o qual se posiciona contra. O comportamento da personagem, assim como das pessoas que a rodeiam, são bem desenvolvidos e convencem. Por causa disso, boa parte do filme também transcorre de maneira um tanto “natural” e que convence.

Outro fato interessante do roteiro de Jong e de Eilander é a forma com que eles mostram como uma pessoa, tendo motivação suficiente, consegue se tornar radical de uma maneira muito rápida e simples. Os roteiristas revelam algo fundamental nesta alquimia do radicalismo: a internet. Layla e os demais jovens que não aceitam as restrições aos seus costumes no país em que vivem, encontram facilmente vídeos radicais na internet e, com eles, só alimentam a sua revolta. Pouco a pouco, vemos Layla e os demais se tornando cada vez mais radicais.

Enquanto isso, dentro de casa, Layla tenta “converter” as pessoas próximas, especialmente o irmão, Younes (Bilal Wahib). Mas nem ele e nem os pais de Layla tem qualquer interesse de seguirem o caminho de radicalização da jovem. Para ela e para outros jovens como Abdel (Ilias Addab), Zine (Hassan Akkouch) e Oum Osama (Yasemin Cetinkaya), quem não leva o Alcorão ao pé da letra e resiste à sociedade ocidental e as suas “liberdades” é traidor e infiel. Apenas os “fundamentalistas” é que terão a vida eterna e serão aceitos por Alá.

Por boa parte da produção, achei interessante a narrativa do filme e a crescente dos radicais, assim como a visão diferente das pessoas da família de Layla sobre o mesmo assunto. Mas chegou um momento da produção em que a narrativa me pareceu um tanto forçada. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Quando Layla foge de casa para se casar com Abdel e para fugir do país, por exemplo. Achei que o filme tornou muito simples uma fuga como essa. E, de fato, seria tão fácil para a garota se casar sem o consentimento dos pais e sem ninguém questionar o porquê dela estar fazendo aquilo sem a família por perto?

Verdade que o filme sugere que uma série de pessoas tem interesse em incentivar e financiar células extremistas como aquelas criadas pelos jovens que se aproximam de Layla. Uma figura destas que aparece apenas de forma secundária mas que dá o que pensar é o Sheikh Abdullah Al Sabin (Husam Chadat). Ele aparece em algumas ocasiões e parece ser a figura que dá os recursos materiais para que jovens como Layla e Abdel sirvam para propósitos radicais. Mas isso tudo fica subentendido, algo que nem sempre é bom para a narrativa de um filme.

No fim das contas, Layla se torna cada vez mais radical, até chegar ao ponto de usar uma burca proibida e confrontar a melhor amiga antes de fugir de casa com Abdel. Ela acredita que será feliz fora do país em que nasceu, em uma nação distante que ela tem idealizada. Chegando lá, ela se decepciona. Não apenas com Abdel, que passa a assumir a postura machista dos homens que seguem o Alcorão ao pé da letra, mas também com a sociedade tão diferente que ela encontra pela frente.

Nesta parte, achei interessante a provocação que Layla M. faz. O filme explora bem a distância entre o idealismo pueril de uma jovem que decide trilhar o caminho do radicalismo e a realidade que esta mesma adolescente tem dificuldade de enxergar na altura de sua visão limitada dos fatos. Na adolescência, de fato, somos mais radicais. Nos revoltamos com uma certa facilidade e temos dificuldade de aceitar o que nos parece ser injusto. Com o tempo, contudo, percebemos que nem tudo precisa ser a ferro e fogo. Aprendemos a ser mais tolerantes e a aceitar o que é diferente da gente.

A protagonista desta produção não tem tempo de amadurecer e de aprender a ser tolerante. Ela utiliza toda a sua revolta para ser cada vez mais extremista e intolerante com os que não são como ela acha que deveriam ser – baseada em uma interpretação radical da sua própria religião. Os radicalismos nunca levam a nada. Apenas à divisões, mortes e destruição. No fim das contas, Layla aprende na marra a diferença entre a idealização de algo e a experimentação daquela realidade. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). E, a suma ironia, tudo que ela deseja, no final, é voltar para a “casa” que ela não considerava sua.

Mas mesmo aí, ao conseguir “voltar para a casa”, esta volta não é como ela imaginava. A Holanda, assim como tantos outros países na Europa e em outras partes, estão muito atentos a células extremistas. Com isso, eles querem evitar que pessoas com ideias radicais promovam ataques terroristas e matem inocentes. Dá para entender a estratégia destes países. Mas também dá para entender a revolta de quem não concorda com nada disso.

Então qual é a solução para este impasse? Certamente a paz e a aceitação das diferenças parece ser o caminho, mas como você pode pedir isso para quem só vê o mundo de uma certa forma e não aceita outras maneiras de encarar a realidade, os costumes e as relações? No fim das contas, Layla M. nos apresenta a problemática de uma maneira muito eficaz, terminando com uma realidade difícil e sem definição. Como estas próprias perguntas que eu fiz e como a problemática real do choque “civilizatório” também terminam sem respostas.

Gostei do filme. Acho que ele é muito eficaz em sua narrativa. Só me incomodou um pouco algumas pontas soltas que a produção deixou pelo caminho – como, afinal, quem financiou a fuga de Layla e de Abdel? Fica sugerido, no filme, o que aconteceu com o jovem marido da protagonista, mas não teria sido mais interessante realmente alguém explicar o que ele fez e como ele terminou?

Me incomodou um pouco também a forma com que esta produção sugere um certo “heroísmo” do casal Layla e Abdel, que fogem para viver o seu “amor” e o sonho de acreditarem na religião que eles quiserem com toda a “liberdade do mundo”. No fundo, eles são jovens como tantos outros, ainda que eles se sintam especiais, acabam fazendo as mesmas besteiras que qualquer outro jovem casal. No fim das contas, eles estavam vivendo realmente os seus próprios sonhos ou sendo utilizados como bala de canhão por outras pessoas? Layla M. é muito competente em fazer estes questionamentos.

Um bom filme, que mostra como é relativamente simples virar um radical e um extremista. Ele deveria ser visto nas escolas e debatido em sala de aula. Há outras maneiras de tratarmos tudo aquilo sobre o que discordamos. E não é sendo radical e buscando a morte dos desafetos que chegaremos longe ou que realmente vamos conseguir uma mudança significativa da realidade que acreditamos estar errada. Também é importante lembrar que nem tudo que idealizamos e que sonhamos ser uma determinada forma se mantém em pé após um exame mais cuidadoso dos fatos.

Layla M. expõe tudo isso de forma direta e interessante, incomodando um pouco apenas a forma “simples” com que a protagonista consegue sair do país e deixar para trás a sua família. Estranho também com os pais dela não mexem os “pauzinhos” para buscar informações sobre a filha – e, se fazem isso, a produção não mostra este movimento deles. Este é o problema quando a narrativa é contada apenas sob a ótica de um personagem. Ficamos sabendo de tudo sob o olhar de Layla, mas acabamos ignorando tudo o mais que acontece ao redor da personagem e das pessoas próximas. Esta visão um tanto “limitada” do filme é o seu ponto fraco. Mas, em geral, Layla M. é um filme importante pelo debate que levanta. Vale ser visto.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Tudo nesta vida são escolhas. A fé é uma escolha individual e intransferível. Nossas crenças em geral são assim. Somos influenciados por nossas famílias e pelo meio, claro, mas no final das contas, somos (e cada vez mais deveríamos ser) responsáveis por nossos atos e escolhas. Layla M. mostra como é fácil adotar o caminho do radicalismo. Mas o que ele nos traz? Nada de bom, certamente. Da minha parte, sempre vou defender o direito individual às escolhas. Nunca vou defender a imposição do que seja. Se temos que viver em sociedade, que saibamos respeitar o diferente. Não vejo outro caminho. Acho que esta produção aborda bem esta questão.

Layla e a sua família fazem parte de um contingente grande de marroquinos que vivem na Europa. Aliás, acho este tema importantíssimo. No Brasil, vivemos distantes desta imigração em massa que está acontecendo na Europa enquanto escrevo estas linhas. Verdade que no século 18 nós vivemos isso, mas na época tudo era diferente. O Brasil era um país gigantesco, continental, e pouco ocupado. Hoje, ainda, temos muito espaço, especialmente no interior. Agora, imaginem nas cidades mais populosas do nosso país começarem a chegar milhões de pessoas de países muçulmanos com os seus costumes.

Temos, no Brasil, por hábito, aceitar o diferente. Mas certamente também veríamos algumas reações de xenofobia aqui e ali. Porque realmente há pessoas com uma grande dificuldade de aceitar o que é diferente. Infelizmente. E como será que o Brasil lidaria com questões como a burca e os núcleos radicais que sempre podem aparecer entre aqueles que seguem de forma radical uma certa religião? Estamos longe das grandes ondas migratórias para realmente testar estas questões. Mas não acho difícil nos colocarmos no lugar dos europeus e das pessoas que migram para lá. Por isso mesmo, sempre vou defender o diálogo e a tolerância. Afinal, somos todos iguais. Mortais, de carne e osso, com defeitos e qualidades. Para que, então, nos dividirmos com tanta ânsia quando podemos nos unir e nos ajudar?

Fiquei curiosa para saber a quantas anda a questão da migração na Europa. Então achei este site com estatísticas sobre o assunto. De acordo com o site, apenas em 2015 imigraram para algum país da União Europeia nada menos que 4,7 milhões de pessoas. Apenas a título de comparação, este número é mais do que um terço de toda a população de São Paulo – capital paulista que tem, segundo estimativas do IBGE, 12,1 milhões de habitantes em 2017. É algo realmente impressionante, não? Mas importante observar que dos 4,7 milhões de imigrantes registrados em 2015, cerca de 2,4 milhões vieram de países de fora do bloco europeu – e nem todos, claro, de países muçulmanos.

De acordo com o site Eurostat, em 1 de janeiro de 2016 viviam na União Europeia 20,7 milhões de pessoas que tinham nascido fora do continente europeu. Layla M. é um filme da Holanda. Achei interessante olhar a origem das pessoas estrangeiras que moram no país. Segundo esta tabela, disponível no site que eu comentei antes, os marroquinos – do qual a protagonista desta produção faz parte – são o terceiro maior contingente de estrangeiros no país. No total, segundo a tabela, morariam na Holanda 168,5 mil marroquinos em 2015, atrás do contingente de turcos e de pessoas do Suriname. E ainda que a maioria seja muçulmana, certamente não são todos que tem dificuldade de adaptação no país. Mas o foco desta produção foi neste contingente.

Eu gostei da direção de Mijke de Jong. A diretora holandesa com 21 títulos no currículo como diretora, nove como roteirista e 16 prêmios em sua trajetória, tem uma direção bastante dinâmica e jovial. Parecida com a sua protagonista e com o tema contemporâneo que foca nesta produção. A câmera de Mijke de Jong está sempre próxima dos personagens e mostra bastante “intimidade” com a protagonista, algo importante para a história que é contada. Um bom trabalho de Mijke.

Entre os atores em cena, destaque em especial, como não poderia deixar de ser, para a atriz que faz a protagonista. Nora El Koussour faz um belo trabalho como Layla. Bastante convincente. Também gostei muito do trabalho do veterano Mohammed Azaay como o pai da protagonista. Outros atores que tem destaque nesta produção estão bem, mas tem um trabalho menos impactante e um tanto irregular. Este é o caso de Ilias Addab como Abdel e de Bilal Wahib como Younes. Os dois estão bem, merecem ser destacados, mas não tem a força da interpretação dos outros dois atores citados.

Sobre os elementos técnicos desta produção, vale destacar o bom trabalho de Danny Elsen como diretor de fotografia; de Dorith Vinken como editora; de Rebecca van Unen na escolha e apoio da direção do elenco; e de Jacqueline Steylen nos figurinos. Vale citar ainda o trabalho de Jorien Sont no design de produção; de Nasser Zoubi na direção de arte e de Karim Kheir na decoração de set.

Layla M. estreou em setembro de 2016 no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Depois, o filme participou de outros 12 festivais em diversos países pelo mundo. Nesta trajetória, o filme ganhou sete prêmios e foi indicado a outros seis. Entre os prêmios que recebeu, vale destacar o de Melhor Filme segundo a Escolha do Público no Les Arcs European Film Festival, assim como o prêmio de Melhor Atriz para Nora El Koussour no mesmo festival; o Fritz-Gerlich-Preis no Festival de Cinema de Munique; o Prêmio Especial do Júri de “Outstanding Performance” para Nora El Koussour no Festival de Cinema da Filadélfia; e dois prêmios no Festival de Cinema Holandês: Melhor Atriz para Nora El Koussour e Melhor Ator Coadjuvante para Mohammed Azaay.

Como a história desta produção sugere, Layla M. foi rodado na cidade de Amsterdã, capital da Holanda. Este filme, aliás, é uma produção 100% holandesa. Layla M. representa o país na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2018.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,9 para esta produção. Ainda não existem críticas suficientes no Rotten Tomatoes para este filme ganhar uma “métrica” no site. Mas por ali é possível encontrar três críticas, todas positivas. Ou seja, o filme foi pouco visto ainda. O que é algo que não o favorece para uma “corrida” por uma vaga no Oscar.

CONCLUSÃO: Um filme que mostra o quanto daninha a repressão pode ser, assim como a resistência a um lugar e a um determinado “modo de ser” social. Layla M. trata de temas muito importantes para os dias de hoje, onde cada vez mais países e sociedades têm que se esforçar para viver com diversas diferenças. Mais pessoas também tem que lidar com os seus próprios entendimentos do que é certo e do que é errado e com os seus sentimentos de pertencimento ou de estranheza em relação a um lugar ou sociedade. Temas importantes estão em cena, e o filme desenvolve eles muito bem, ainda que exista uma certa simplificação sobre alguns personagens e as suas ações. Mas vale assistir, especialmente para repensarmos sobre as escolhas que estamos fazendo, seja individualmente ou como sociedade. Impor valores nunca é o caminho.

PALPITES PARA O OSCAR 2018: Esse é o terceiro filme pré-cotado para a categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira para o Oscar 2018 que eu assisto. Aparentemente, este ano temos diversas produções com temáticas interessantes e importantes em cena. Em relação aos outros dois filmes que eu assisti e que estão concorrendo a uma das cinco vagas no Oscar, acredito que Layla M. tem menos chances que First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers, comentado aqui no blog, e mais chances que o “cerebral” Du Forsvinder, que tem crítica neste link.

Claro que eu tenho uma grande lista ainda de filmes para assistir. Concorrem a uma das cinco vagas de filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira nada menos que 92 países… então, falta ver muita coisa ainda. Entre os três que eu já citei, acho que First they Killed My Father tem mais chances de chegar entre os cinco finalistas. Depois, o segundo filme com chances, mas menores, seria Layla M. Du Forsvinder entraria na lista dos cinco apenas com um bom trabalho de lobby dos distribuidores.

Ainda que Layla M. trate de assuntos muito atuais, não acho que o filme tenha a força e o “estilo” que agrade os votantes da Academia. Afinal, esta produção mostra de forma clara como a repressão de uma sociedade contra os muçulmanos mais religiosos e que querem manter os seus costumes pode ser daninha. Apesar de mostrar como a protagonista acaba não tendo, exatamente, um final feliz, Layla M. não parece ter o discurso de “aceitação” de uma sociedade ocidental que Hollywood gostaria de ver difundido por aí. Então acho que ele pode nem chegar entre os cinco indicados. Mas se chegar lá, não vejo Layla M. com o perfil de ganhar uma estatueta dourada.

ATUALIZAÇÃO (17/12): A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou, no dia 14 de dezembro, a lista dos nove filmes que seguem na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2018. Layla M. ficou de fora desta lista. O que não foi, exatamente, uma surpresa. Mas o filme segue a sua carreira em outras latitudes. E, como os demais indicados na super lista original de 92 países, merece ser conferido.

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