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1917


Um dos melhores filmes de guerra que eu já vi – e, possivelmente, que você verá na vida. Uma história narrada com esmero técnico, com cenas impressionantes, profundidade emocional e tempo para contemplação. Diferente dos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, 1917 não se preocupa com grandes batalhas. Ainda assim, o filme tem seus momentos de ação e, principalmente, de grandes atuações e de emoção. Um filme marcante, inesquecível, e que deve ser visto no cinema.

A HISTÓRIA

Começa no dia 6 de abril de 1917, em um campo cheio de flores silvestres brancas e amarelas. Quando a câmera caminha, vemos a dois soldados que dormem. Blake (Dean-Charles Chapman) é acordado por um sargento. Ele diz para o soldado escolher um companheiro e para trazer o kit dele junto. Blake acorda a Schofield (George MacKay), que está dormindo encostado em uma árvore.

Blake pergunta se eles ganharam comida, mas Schofield diz que receberam apenas o Correio. Eles caminham em meio ao acampamento com outros soldados antes de entrarem em uma trincheira e de receberem ordens do general Erinmore (Colin Firth). Esta é a história da missão deles, que poderá salvar ou colocar a perder 1,6 mil soldados ingleses.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a 1917): Demorei um pouco para assistir ao último filme que me faltava, da lista de produções indicadas a Melhor Filme no Oscar 2020, porque eu precisava assistir a 1917 em tela grande. Admito que nem sempre vou ao cinema para assistir a todos os filmes que comento aqui, mas este precisava deste cuidado.

Primeiro comentário a fazer sobre esta produção: procure vê-la no cinema. Diferente de outros filmes que estão concorrendo na categoria principal do Oscar deste ano, e que foram lançados para o streaming, 1917 foi pensado para o cinema. É neste ambiente, sem dúvida alguma, que você vai entender toda a força desta produção – especialmente o seu visual impressionante e marcante.

Não apenas pelo título do filme mas também por uma e outra propaganda da produção que eu já tinha visto, eu sabia que 1917 tratava sobre um episódio específico da Primeira Guerra Mundial. O filme com roteiro do diretor Sam Mendes e de Krysty Wilson-Caims foca em uma missão – de milhares que existiram durante o conflito que marcou a história da Humanidade.

Esse foco em poucos personagens – em dois, principalmente – e em uma história “simples” é um dos grandes méritos de 1917. Outro ponto fundamental para a narrativa, o que a torna especial e envolvente, é a forma com que Mendes conta essa história.

A escolha do diretor por tornar o filme quase um plano-sequência sem fim permite que o espectador esteja sempre próximo dos protagonistas e, com isso, consiga vivenciar toda a angústia, o medo, o terror e a bravura que eles vivenciam a cada passo. Assim, estamos sempre muito próximos quando eles enfiam os pés na lama, quando encontram cada corpo, quando ouvem cada tiro ou quando devem acertar o caminho apesar de todas as condições adversas.

Sam Mendes nos apresenta, com este roteiro e com a sua direção diferenciada, uma experiência de cinema única. Sem pirotecnias, sem necessidade de mostrar efeitos especiais a cada esquina, mas com uma reconstrução de época e de detalhes impressionante.

1917 não tem uma enxurrada de diálogos e, muitas vezes, apresenta grandes sequências de silêncio. Esse recurso não está ali por acaso. Na guerra, há muito silêncio em cena. Um silêncio que geralmente antecedo o caos ou a morte. Toda essa experiência está muito evidente nesta produção.

Dois grandes trunfos desta produção, portanto, são a direção envolvente, fluída e muito competente de Mendes e a roteiro que não exagera nos elementos para “preencher espaço”. Tudo é coerente neste filme, e tudo parece ter sido medido com colheradas. O silêncio e os diálogos estão no lugar certo, justificados pela dinâmica da guerra e pela necessidade dos seus envolvidos em se sentirem acolhidos de alguma forma em meio a um cenário perigoso e hostil.

Me chamou muito atenção também alguns pontos da história. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Achei brilhante como o filme começa e termina. O cabo Schofield (George MacKay) começa e termina o filme sentado e encostado em uma árvore. Mas o que separa uma cena de outra é toda a narrativa que sustenta 1917 e que nos mostra uma história de bravura e de coragem como poucas vezes vimos antes.

O filme inicia e termina com o soldado sentado, assim como tem cenas de percursos nas trincheiras próximos destas sequências. Este “ciclo” que a produção nos apresenta nos faz lembrar que uma guerra, como esta que vemos, é cheia de ciclos e de repetições que parecem não ter fim – mas que nunca são iguais entre si. O “recheio” que vemos em 1917 é o que acontece em uma guerra, de fato: muita espera antes da ação, fome, cansaço, morte, destruição, covardia e coragem.

Todos esses elementos se misturam e se apresentam em uma guerra. Eles também embalam 1917. Mas além do início e do final do filme, cenas que me chamaram a atenção, há outras sequências incríveis nesta produção. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Para começar, destaco a cena quando os cabos Blake (Dean-Charles Chapman) e Schofield saem à campo pela primeira vez. Sequência incrível e marcante. Depois, quando Blake fica para trás e, finalmente, quando Schofield sai para a noite em chamas – essa última cena mesmo… incrível!

Fiquei arrepiada quando nosso herói sai, em desespero, desarmado, buscando sobreviver. De arrepiar. Depois, temos uma cena emocionante quando ele, apesar da exaustão e de saber que provavelmente chegou tarde demais, encontra um soldado cantando para uma guarnição. De arrepiar. Finalmente, destaque para a cena que simboliza, como poucas vezes já vimos no cinema, um ato de bravura e de coragem: quando Schofield corre em frente ao primeiro batalhão que segue para a batalha, desesperado por cumprir a sua missão.

Mas a história não termina com ele chegando no oficial que ele precisava com a mensagem decisiva. Schofield ainda precisa encontrar o irmão do amigo e companheiro de farda. Outra cena emocionante e que resume bastante do sentimento dos familiares de um soldado. O dever é um elemento fundamental em qualquer guerra e o que orgulha cada participante, mas o vazio que uma perda deixa nunca poderá ser reparado.

1917 é um manifesto contundente do cinema, da experiência que ele pode nos fazer vivenciar. Saímos por algumas horas da nossa realidade e mergulhamos na dos personagens com um realismo impressionante nesta produção. A maior das guerras, menos retratada do que a sua “filha”, ganha aqui um filme exemplar. Tanto na técnica quanto na história e nas interpretações.

Além de uma grande experiência, 1917 também nos faz refletir sobre algumas questões, como amizade, família, bravura e coragem. O que cada elemento deste significa. Cada lado busca o mesmo, mas o que realmente vemos em cena é morte e destruição. Cada vida conta, e cada vida destas narra uma história rica e que deixa de existir por causa da ação e do interesse de alguns.

As cenas e a vivência trazida por 1917 despertam, nas pessoas sensíveis, o desejo que aquilo tudo nunca mais se repita. Os senhores da guerra e suas indústrias bélicas querem que sempre exista um bom conflito para faturarem mais dinheiro. Mas o resto do mundo, especialmente as mães que perdem os seus filhos, desejam o contrário. Que filmes como 1917 nos ajudem a querer sempre mais a paz e a evitar cenas como as que vemos nesta produção.

NOTA

10.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

A Primeira Guerra Mundial pode não ter sido a mais letal da história mas, sem dúvida alguma, foi a mais determinante. Isso porque, sabemos, Hitler só conseguiu se fazer ouvir e “existiu” por causa do fracasso alemão na Primeira Guerra. Esse conflito, “mal resolvido”, acabou resultando no segundo.

Além disso, foi impactante como foi destravada a Primeira Guerra, com os soldados se “doando” para a ação de forma muito diferente do que na Segunda Guerra Mundial. Por isso, 1917 é um filme diferenciado também, sem tanta tecnologia em cena e mais com os soldados sendo colocados em primeiro plano – e as paisagens que os cercavam.

Para quem ficou interessado em saber mais sobre a Primeira Guerra Mundial, recomendo este texto do G1 que tratam dos aspectos gerais do conflito, assim como este conteúdo do Estado de Minas – que cita alguns números da guerra, como a morte de 10 milhões de soldados.

Interessante como a Primeira Guerra realmente foi bastante baseada na construção de trincheiras e como a luta era por cada centímetro envolvendo as fronteiras dos países – especialmente da França e da Alemanha. Segundo esta matéria interessante da Aventuras da História, a Batalha do Somme, ocorrida na Primeira Guerra Mundial, teria causado a morte de 1,21 milhão de combatentes – e justamente em um cenário que vemos em 1917.

Agora, um comentário sobre algo específico do filme. (SPOILER – não leia, realmente, se você não assistiu ao filme. Quanto menos você souber da produção, melhor, confie em mim!). Sobre o que acontece com Blake… é duro, mas é bem a “vida real” de uma guerra. Afinal, ele foi penalizado por ser um guri bom, por ter tido pena do inimigo e por preferir oferecer um pouco de água para ele do que um tiro “de misericórdia”. Deu no que deu… a guerra não é feita para pessoas boas, apenas para quem tem força de se modificar o suficiente para sobreviver à carnificina. Infelizmente. Por isso que guerras não deveriam existir. Assim de simples.

Entre os aspectos técnicos do filme, sem dúvida alguma um dos destaques principais é a direção primorosa de Sam Mendes. A visão dele, de escolher uma narrativa praticamente sem cortes, nos passando a ideia de um extenso plano-sequência, é fantástica para os propósitos do filme. Com essa técnica, dificílima pelos detalhes envolvidos – inclusive a continuidade de cada cena -, nos sentimos parte presente da trama e muito próximos dos protagonistas a todo o tempo. Isso leva a um envolvimento emocional e a uma experiência vivencial únicas.

Além da direção primorosa de Sam Mendes, devo destacar o roteiro na medida de Mendes e de Krysty Wilson-Cairns. Eles não tem a preocupação de encher o filme de diálogos desnecessários. Muito pelo contrário. 1917 tem espaço para alguns diálogos precisos ao mesmo tempo que tem muito espaço para o silêncio e para uma trilha sonora que, sentimos, antecede sempre momentos de tensão ou complicados na trama. Gostei da profundidade do roteiro e em como ele nos conduz por um caminho que nos leva ao clímax sem forçar a barra em nenhum momento.

Direção e roteiro são fundamentais em 1917. Mas outro aspecto fantástico do filme é como ele reconstitui os cenários da época com uma precisão fascinante e de fazer o queixo cair. Neste sentido, e por algumas sequências que são uma verdadeira pintura e aula de cinema, destaco a direção de fotografia de Roger Deakins; o design de produção de Dennis Gassner; a direção de arte de Simon Elsley, Elaine Kusmishko, Rod McLean, Niall Moroney, Stephen Swain e Robert Voysey; a decoração de set de Lee Sandales; e os figurinos de David Crossman e Jacqueline Durran.

Para nossa imersão na história ser completa, foi fundamental também o trabalho dos 40 profissionais envolvidos com o Departamento de Maquiagem; dos 15 profissionais que atuaram como assistente do diretor; das dezenas de profissionais envolvidos com o Departamento de Arte; dos 35 profissionais envolvidos com o Departamento de Som – que fazem um trabalho excepcional, é preciso dizer; dos 29 profissionais do Departamento de Efeitos Especiais; e das dezenas de profissionais do Departamento de Efeitos Visuais – outro ponto de destaque em 1917.

Além de todo esse pessoal e destes pontos de destaque, vale citar a interessante e bastante pontual trilha sonora de Thomas Newman. As músicas dele aparecem apenas em alguns momentos importantes do filme, o que ajuda a produção a ter os seus momentos de silêncio e, ao mesmo tempo, ter as sequências que nos “avisam” de que algo está prestes a acontecer. Destaco também a edição de Lee Smith e o trabalho com os atores de Nina Gold.

Aliás, a meu ver, os atores principais desta produção, George MacKay, que interpreta Schofield, e Dean-Charles Chapman, que interpreta a Blake, poderiam ter sido indicados nas categorias do Oscar de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante tranquilamente. Acho que eles fazem trabalhos incríveis nesta produção e só não foram indicados por serem “pouco conhecidos”. O trabalho de ambos é perfeito, com emoção na dose certa e uma entrega exemplar.

As estrelas do filme são os dois, especialmente MacKay, que aparece em cena desde a primeira e até a última sequência. Além deles, vale citar, em papéis secundários, alguns atores bastante conhecidos, como Colin Firth como o general Erinmore, responsável por dar a missão para os amigos Blake e Schofield; Andrew Scott como o tenente Leslie, o último oficial da trincheira antes da partida dos soldados para sua missão; Mark Strong como capitão Smith, que dá uma carona providencial para Schofield por um pequeno trecho da sua rota; Benedict Cumberbatch como o coronel Mackenzie, o homem que precisa ser avisado sobre a armadilha alemã; e Richard Madden como o tenente Joseph Blake, irmão mais velho do amigo de Schofield.

1917 estreou no início de dezembro de 2019 em uma exibição para o Comando Real no Reino Unido. Depois, no dia de Natal, o filme estreou no Canadá e nos Estados Unidos – de forma limitada. Depois, 1917 estreou em diversos países, além de ser exibido na Casa del Cinema, em Roma, e no Festival de Cinema de Gotemburgo.

Em sua trajetória, até agora, 1917 ganhou 100 prêmios e foi indicado a outros 151 – incluindo a indicação em 10 categorias do Oscar. Entre os prêmios que recebeu, destaque para os de Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor para Sam Mendes no Globo de Ouro 2020; para os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Filme Britânico do Ano, Melhor Filme, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Design de Produção, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais no BAFTA; para os prêmios de Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Filme de Ação/Guerra e Melhor Direção de Fotografia conferidos pela Associação de Críticos de Hollywood.

Agora, vale citar algumas curiosidades sobre 1917. O filme é inspirado nas experiências do avô do diretor Sam Mendes na Primeira Guerra Mundial, que foi registrada em “A autobiografia de Alfred H. Mendes 1897-1991”. No final da produção, aparece uma mensagem de que ela é dedicada para o avô do diretor.

Quase 1,6 quilômetro de trincheiras foi construído para que 1917 pudesse ser feito. Antes das filmagens começarem, os atores ensaiaram a dinâmica da produção por seis meses.

De acordo com o diretor Sam Mendes e o editor Lee Smith, apesar do filme ter uma narrativa praticamente contínua – exceto pelo “apagão” do protagonista -, a produção tem, na verdade, dezenas de “edições invisíveis” que ficaram ocultas graças às transições em preto, aos movimentos por trás de objetos, entre outros momentos em que era possível fazer pequenas interrupções. Segundo Mendes, a sequência sem interrupção mais curta durou 39 segundos e, a mais longa, 8 minutos e meio.

O diretor e roteirista de 1917 comentou que o avô dele, Alfred, que entrou na Primeira Guerra Mundial em 1916, quando tinha 17 anos de idade, transmitiu mensagens pelas chamadas “terras de ninguém” – exatamente como vemos no filme. Alfred lutou na guerra durante dois anos, mas só foi falar de suas experiências no conflito quando fez 70 anos de idade.

Os soldados britânicos costumam se referir aos soldados alemães como “bouche” ou “huns”. O primeiro termo tem origem na gíria francesa “caboche”, que significa “malandro”. O segundo termo originou-se da “reputação implacável” dos alemães, que lidavam de maneira dura com soldados e civis inimigos.

A data indicada no início do filme, de 6 de abril de 1917, é significativa. Foi neste dia que os Estados Unidos decidiram entrar na Primeira Guerra Mundial – o país foi decisivo para o final do conflito.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,5 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 354 críticas positivas e 42 negativas para o filme, o que lhe garante uma aprovação de 89% e uma nota média de 8,37. O site Metacritic apresenta um “metascore” 78 para a produção, fruto de 49 críticas positivas, sete medianas e uma negativa.

De acordo com o site IMDb, 1917 teria custado cerca de US$ 100 milhões. Conforme o site Box Office Mojo, 1917 faturou US$ 121,4 milhões nos Estados Unidos e cerca de US$ 130,6 milhões nos outros mercados em que a produção já estreou – totalizando US$ 252 milhões até o momento. Como o filme deve se sair bem no Oscar, ele deve ultrapassar os US$ 300 milhões logo mais.

1917 é uma coprodução dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Índia e da Espanha.

CONCLUSÃO

Eis um filme que pode ser chamado de cinema com C maiúsculo. 1917 é uma aula sobre como o cinema ainda pode ser envolvente, relevante e arrebatador. Uma produção que impressiona pela técnica, pela fotografia, pelas atuações e pelo roteiro perfeitamente construído. Nada falta e nada sobra nesta produção. Isso é raro de encontrar. Não tenho dúvidas que este é um dos grandes filmes do ano. Uma produção que dá gosto de ver no cinema, que faz cada centavo gasto valer a pena. Se eu tivesse que votar em apenas um filme no Oscar deste ano, seria nele.

PALPITES PARA O OSCAR 2020

1917 foi indicado em 10 categorias do Oscar, como comentei anteriormente. A saber, o filme foi indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme; Melhor Direção para Sam Mendes; Melhor Roteiro Original; Melhor Direção de Fotografia; Melhor Maquiagem e Cabelo; Melhor Design de Produção; Melhor Trilha Sonora; Melhores Efeitos Visuais; Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som.

Segundo as bolsas de apostas, 1917 deverá ganhar nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Direção de Fotografia, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som. Ou seja, segundo os apostadores, esta produção deverá emplacar em 6 das 10 categorias em que está concorrendo.

Pessoalmente, se eu votasse no Oscar, eu votaria em 1917 nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som. Difícil a categoria Melhor Roteiro Original, já que temos nesta categoria Parasite (comentado neste link), Marriage Story (com crítica aqui) e Once Upon a Time… in Hollywood (comentado neste link).

Tudo indica que Tarantino irá ganhar com Once Upon a Time… in Hollywood. Isso porque amam ele em Hollywood, é claro. O roteiro dele é bom, não vou mentir. Mas entre o trabalho de Tarantino e os roteiros de Parasite e 1917… eu ficaria com um destes últimos dois. Mas não é isso que deve acontecer no Oscar. Então, sendo prática, eu apostaria em 6 ou 7 estatuetas para 1917. Se o Oscar for justo, é claro. Veremos…

 

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, Youtube, entre outros sites e recursos online. Tenho 20 anos de experiência como jornalista e hoje trabalho com inbound marketing em Florianópolis (SC), Brasil.

2 respostas em “1917”

Gostei do filme e sua crítica foi muito boa. Uma trívia do filme: o 1º Blake foi o Tommen Baratheon e o irmão, no final, foi o Rob Stark no Game of Thrones. Um abraço.

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Olá, Alessandra! Primeiramente, parabéns pelo blog! Acompanho já há muito tempo e sempre foi uma das minhas principais fontes de indicações de filmes. Sobre 1917, o filme é realmente muito bom. Uma aula de cinema em diversos sentidos, mas a história não conseguiu me cativar a ponto de me fazer torcer por ele no Oscar (sou “Parasita” desde criancinha.. rsrs). Acho que um dos únicos defeitos do filme está em seu roteiro, que além de simples demais, não me permitiu criar uma empatia com os personagens. Achei o filme esteticamente lindo, mas não me emocionou (SPOILER: nem em uma das principais cenas, a morte de um dos personagens principais). Quer se emocionar de verdade? Assista “Retrato de uma Jovem em Chamas”. Grande abraço!

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