Gran Torino


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Vou dar uma breve pausa na sequência de assistir aos filmes estrangeiros que estão concorrendo a uma vaga no próximo Oscar para assistir a uma produção que eu tinha muita vontade de ver: Gran Torino. O proclamado último filme da carreira de Clint Eastwood como ator parecia interessante também por outro motivo: Eastwood encarnar desta vez a um “crápula”. Em outras palavras, um racista, preconceituoso, solitário viúvo e ex-militar que não consegue se comunicar muito bem com o “mundo exterior”. Assisti ao filme que muitos consideram poder conferir, finalmente, um Oscar a Eastwood como ator e, posso dizer, realmente é uma peça de cinema muito interessante – ainda que não chegue perto de ser genial.
A HISTÓRIA: Walt Kowalski (Clint Eastwood) recebe as pessoas no velório de sua mulher. Incólume ao lado do caixão, ele reprova com o olhar a chegada dos netos e a postura dos filhos, Mitch (Brian Haley) e Steve (Brian Howe). O mesmo descontentamento ele demonstra com o sermão e, depois, com a presença do padre Janovich (Christopher Carley) em sua casa. Passada a incômoda situação, ele passa a viver sozinho com o cachorro da família, bebendo cerveja, aparando a grama e, pouco a pouco, se surpreendendo com a vida da família de coreanos que se mudou para a casa vizinha. No contato com eles, especialmente com o jovem Thao Vang Lor (o californiano Bee Vang) é que Kowalski terá suas convicções e culpas testadas – especialmente as lembranças que ele carrega de sua condecorada passagem pela Guerra da Coréia.
VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Gran Torino): Clint Eastwood é um fenômeno. Em muitos sentidos. Como escrevi recentemente em um texto para o DVDMagazine (conteúdo reproduzido neste blog na parte de “textos emigrados“), quem diria que o homem que conseguia fazer poucas expressões enquanto atuava, o que os críticos chamaram de “quase inexistentes recursos dramáticos”, se transformaria, depois, em um grande cineasta. Gosto do estilo Clint Eastwood. Artista completo e interessado por muitos elementos artísticos que compõe o cinema – como antes foram gênios do grau de Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick) – ele se “intromete” nos detalhes de seus filmes, da trilha sonora à produção, do planejamento das cenas até detalhes nas linhas dos roteiros. E agora ele diz que vai parar de atuar.
Gran Torino, até que se prove o contrário – nunca se sabe quando um artista pode voltar atrás em uma decisão -, é o testemunho do ator Clint Eastwood. E que testemunho! A sua maneira o homem desconstrói alguns dos principais baluartes dos Estados Unidos – e, porque não dizer, da cultura ocidental. Vejamos: família, Igreja, serviço à pátria, aceitação da multiculturalidade, entre outros elementos que “nos formam e definem”. Eastwood mistura cinismo, crítica e uma certa dureza para criticar o discurso vigente e mostrar que os tapetes por aí guardam mais sujeira do que as pessoas gostam de admitir. E no final, diferente de Million Dollar Baby, ele nos surpreende com um gesto extremo de doação do protagonista. Curioso.
E vamos direto ao que interessa: a atuação dele é merecedora de um Oscar? Antes de responder a isso, quero dizer que eu não acho a premiação mais “badalada” do cinema algo realmente importante. É curiosa e vale ser acompanhada para ver o que o “mercado” anda querendo valorizar. Além de saber, é claro, o que a maior indústria do cinema anda apoiando ou desprezando. Afinal, mesmo que muitos tentem ignorar e lutar contra este fato, somos colonizados e sim, aprendemos a consumir o que o Tio Sam nos diz. Por isso mesmo acho interessante o Oscar. Mas respondendo a pergunta que abre este parágrafo: não acho, realmente, que Eastwood tenha uma interpretação digna de prêmio. Ainda assim, se ele ganhar, terá sido justo, muito justo.
Explico o que eu quero dizer: por grande parte do filme, Clint Eastwood nos lembra Joe, Monco e Blondie, seus personagens nos filmes do italiano Sergio Leone que o tornaram tão conhecido. Ou seja, poucas expressões e uma postura praticamente de estátua de mármore. Isso por boa parte do filme, não em toda. Há algumas cenas em que ele realmente se aprofunda no que é a interpretação do racista que está encarnando e nos surpreende. Não assisti ainda aos outros possíveis concorrentes nesta categoria, mas acho difícil Sean Penn ou o tão comentado Brad Pitt de The Curious Case of Benjamin Button não estarem melhor que o veterano Eastwood. Ainda assim, o homem é uma lenda. E não seria nada surpreendente a Academia se render a este californiano de 78 anos agora, em sua despedida como ator – enquanto é tempo de premiá-lo.
Mas o filme merece ser visto nem tanto pela interpretação de Eastwood mas, principalmente, pelo que ele faz atrás das câmeras. Primeiro, pela coragem de produzir este filme escrito por Nick Schenk, baseado em argumento do próprio roteirista e de Dave Johannson. O filme pode ser visto de maneira rala ou pode, como muitos filmes por aí, ser “complicado”. Se o espectador perceber os nuances da história, acaba gostando ainda mais de Gran Torino. E a marca Eastwood de uma narrativa seca, que valoriza os detalhes do cotidiano de uma vizinhança, as relações entre diferentes realidades, está ali, escarrada na tela. Uma maravilha!
Mas ainda que o filme funcione em vários momentos, ele está longe da perfeição – ou mesmo de alguns dos melhores momentos do diretor, como em Million Dollar Baby ou em Mystic River. Em Gran Torino faltou uma equipe de atores melhor para contracenar com Clint e, algumas vezes, um pouco mais de “pé no chão” do roteirista. Por exemplo: a atitude da gangue que assombra a família de Thao não me parece muito convincente. Primeiro de tudo: eles não tinham alguém melhor para assombrar e tentar convencer a entrar na gangue? Depois, uma gangue de verdade não teria dado um fim – ou pelo menos um bom susto – no tal de “americano defensor de injustiçados”? E terceiro: (SPOILER – não leia se você realmente ainda não assistiu ao filme) se ninguém denunciava o grupo, por que eles mudaram de idéia no final? Afinal, se tratou apenas de uma morte a mais… enfim, toda a parte que envolve a gangue foi mal tratada, para mim.
Também achei um bocado fraquinho o rapaz que interpreta Thao. Até boa parte do filme aquele jeito “escapista” dele parecia se encaixar bem no papel, mas lá pelas tantas… quando o círculo realmente aperta e ele se “descontrola” pedindo justiça, deu para ver, daí por diante, que o rapaz realmente é bem fraquinho. Uma pena. Talvez um ator melhor faria o filme agradar mais. Por outro lado, a garota que interpreta a irmã dele, Sue Lor (Ahney Her) é realmente encantadora, competente e carismática.
Os atores que fazem os filhos de Walt Kowalski e a nora dele, Karen (Geraldine Hughes) realmente aparecem pouco, quase nada. Praticamente pontas na história. Enquanto isso, o grande “antagonista” de Walt, o padre Janovich, rouba um bocado a cena. O ator Christopher Carley realmente está muito bem no papel.
Mas o melhor do filme é verdadeiramente a história e tudo o que ela deixa subentendida. Como eu disse lá atrás, Gran Torino é uma grande crítica e reflexão aos valores perdidos da América – e do mundo, para exagerar um pouco. A família é apenas figurativa – pouco ou nada baseada em afetos verdadeiros e em compreensão e bastante sustentada pelas aparências. Estranhos que convivem – ou conviveram – juntos. A pátria manda pessoas corretas para guerras absurdas, provocando chagas que jamais vão sumir, transformando homens comuns em assassinos que carregarão remorsos pela vida afora. A Igreja é uma instituição também de aparências, que defende dogmas e discursos irreais, pouco ou totalmente distantes da realidade das pessoas. A sociedade, a vizinhança que nos circunda, está cada vez mais mesclada, cheia de pessoas que não falam o mesmo idioma, não compartilham de uma série de significados que fazem a vida em comum possível. Clint Eastwood bate pasado e acerta em cheio. Faz uma crônica precisa e um bocado amarga de uma realidade que pode ser vista em qualquer parte. Mas não apenas isto.
Pelo andar da carruagem do filme, eu esperava um final amargo. Um pouco no estilo de Million Dollar Baby, eu previa que algo de realmente ruim iria acontecer. E daí veio o que veio. (SPOILER – não leia se não assistiu ao filme, porque agora vou estragar o final 😉 . Ironizando até mesmo a sua própria história, Clint encena um “duelo” de covardes. No melhor estilo provoque e atire, Walt Kowalski desafia a gangue de aloprados e se rende em uma execução que lhe acaba resgatando de um passado de culpas. E ele mostra, no final, que é melhor que as pessoas que empunham armas e que atiram acreditando que a violência é a única saída. Para os amantes do cinema Clint Eastwood deixa, com esta cena, com este filme, um testamento que poucos ousaram deixar. Como poucos, também, ele se reinventou e mostra, anos após ano, como é possível evoluir até o final.
NOTA: 10.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Antes que alguém me pergunte “Mas como você pôde dar uma nota 10 para este filme, depois de ter criticado tantos pontos dele?”, quero dizer que realmente está nota não tem muita lógica. Sim. Mais que lógica ela tem a expressão de um voto e de uma reverência. Certo que o ator Clint Eastwood não está em sua melhor forma. Certo que o roteiro tem algumas falhinhas aqui e ali e que outros atores não estão bem no filme. Mas algumas cenas de Gran Torino – especialmente a do “duelo” final – e alguns trechos de sua história são tão especiais, tão fortes e emblemáticos que eu não me contive. Também dei a nota acima porque gosto deste sujeito Clint Eastwood e seria uma pena dar uma nota menor para mais este esforço cinematográfico dele.
Até ver os créditos do filme a ficha não tinha caído para mim… em alguns filmes eu vi a figura de Scott Eastwood mas, para ser franca, nunca tinha ligado o nome à pessoa. Até que vejo ele aqui, no papel de Trey – o branquelo covarde que tenta ser como os “brothers”. E que interessante saber que a única cena em que ele aparecer é para ser humilhado por uma das gangues das redondezas e pelo personagem interpretado pelo pai, Clint Eastwood. Realmente curioso.
Achei curioso também um ou dois momentos em que Clint Eastwood opta pelo humor para “ganhar” o público. Como na cena do “duelo” de cuspes entre Walt Kowalski e a “avó” dos coreanos (Chee Thao) ou mesmo nas vezes em que ele está a ponto de explodir e muda de cara totalmente – como quando o filho e a nora vão apresentar para ele as opções de asilo para onde ele poderá ir. Não é sempre que Clint resolve fazer rir um pouco.
O filme está indo bem, muito bem na opinião dos espectadores e da crítica especializada. Tanto é verdade que ele conseguiu a nota 8,4 pelos usuários do site IMDb – geralmente bem difíceis de agradar – e, até agora, 60 críticas positivas e 22 negativas por parte dos críticos que publicam seus textos no Rotten Tomatoes.

Algo que me chamou a atenção no filme também é que sempre a “dureza” dos personagens masculinos foi abrandada pela chegada de mulheres. Walt Kowalski se aproxima da família de coreanos através da jovem Sue; Thao começa a ver futuro em sua vida quando é incentivado a convidar Youa (Choua Kue) para sair; e o próprio Walt Kowalski admite que a melhor escolha que ele fez na vida foi ter convidado aquela garota que seria sua esposa para sair. Curioso, mas muitas vezes realmente parece que são as mulheres que dão uma equilibrada na balança da estupidez humana, tornando os homens – e elas mesmas, no contato com eles – melhores.

Um ator que não citei até agora foi John Carroll Lynch. Ele encarna o barbeiro Martin. Junto à Clint Eastwood, ele é responsável por algumas das trocas de diálogo mais interessantes e bacanas do filme – o que demonstra, ainda mais, que um ator competente ao lado de Clint poderia ter feito uma dobradinha de primeira.

Mais uma vez o diretor aposta na mensagem da redenção.Como poucos, eu acredito, ele têm tratado nos últimos anos deste tema. De redenção, de vingança, de culpa e de temas que são tão importantes para a “aura” norte-americana. Apenas por isto ele merece aplausos.

Gran Torino teria custado aproximadamente US$ 35 milhões e faturado, até o dia 28 de dezembro, pouco mais de US$ 4,2 milhões. Pouco, diga-se. Na lista dos filmes melhor cotados na bilheteria, ele estava na posição 15 – e deve cair -, o que comprova que ele terá pouca força de “audiência” para chegar a algum prêmio.

A trilha sonora do filme é assinada por Kyle Eastwood, filho do diretor, e por Michael Stevens. Para não perder o costume, uma das músicas que compõe a trilha é de autoria de Clint Eastwood (não por acaso justamente a música Gran Torino). Desta vez ele a compôs ao lado de Jamie Cullum (que a interpreta junto com Don Runner), Kyle Eastwood e Michael Stevens.

A direção de fotografia correta, ainda que nada excepcional, é de Tom Stern, velho colaborador de Clint Eastwood – com quem começou a trabalhar em Blood Work, de 2002. De seus últimos trabalhos como diretor de fotografia, destaco o resultado conseguido por ele em Things We Lost in the Fire.

Para quem ficou curioso de saber onde foi filmado Gran Torino, ou melhor, sobre que local Clint Eastwood planejou a sua visão da “típica vizinhança estadunidense”, a produção foi toda rodada no Estado de Michigan, em cidades como Detroit, Gran Rapids e Warren.

Como eu dizia antes, Gran Torino critica alguns dos principais baluartes da cultura ocidental. A Igreja, por exemplo… Walt Kowalski aponta o dedo (figurativamente) para o padre Janovich e lhe acusa de não saber nada sobre a vida ou a morte. Pai de dois homens feitos e avô, ele não sente que têm uma família – que existe, no duro mesmo, apenas na fachada. Walt Kowalski não tem e nunca teve intimidade com nenhum membro da família – exceto com a mulher, que acaba de perder. Como a maioria dos norte-americanos e dos povos de países desenvolvidos, ele olha com certo desprezo e um bocado de amargura para essa “gente” que vai ocupando, pouco a pouco, a vizinhança. Uma “gente” com cultura e traços raciais diferentes, muitos nada integrados ao país que adotaram como seus – aliás, gostei muito do filme nesta parte, em que os mais “velhos” da comunidade coreana realmente não se comunicam em inglês (o que realmente acontece) e apenas os mais jovens conseguem se integrar melhor. E olha lá, porque eles até falam o idioma do país em que estão perfeitamente, mas isso não garante que eles serão bem recebidos na cultura que adotaram – o que provoca uma certa resistência aos costumes locais e, em alguns casos, desperta o lado criminoso de parte dos jovens.

De qualquer forma, Walt Kowalski acaba encarnando toda a frustração de gerações de pessoas que não vêem na Igreja, na família ou na propriedade mais o significado outrora proclamado. Percebem que nos dias atuais tudo isso não lhes garante segurança, satisfação ou paz de espírito. Para mim, Gran Torino é um grande filme sobre a crise particular e coletiva dos tempos atuais, em que falta fé e, para alguns, sobra honra e coragem de, algumas vezes, se sacrificar pelo que eles consideram correto. E, no caso de Walt Kowalski, se sacrificar para dar oportunidade para um jovem que tem uma vida inteira pela frente. Aliás, mesmo o gesto de Walt pode ser questionado… afinal, ele só se sacrificou sabendo que passaria por coisas piores. Resolveu “fugir” de uma maneira mais rápida – ainda que honrada. Mesmo o nosso herói não parece ser perfeito ou tão honrado quanto gostaríamos que fosse. Mais uma qualidade deste trabalho de Clint Eastwood que, aos 78 anos de idade, nos comprova que os heróis não existem.

Gran Torino ganhou, até agora, dois prêmios da National Board of Review, uma associação que escolhe os melhores filmes do ano desde 1920. Formada por profissionais do cinema, professores, estudantes e historiadores, a associação conferiu os prêmios de melhor roteiro original para Gran Torino e o de melhor ator para Clint Eastwood. O ator aindaconcorreu ao prêmio de melhor do ano pela Associação de Críticos de Cinema de Chicago (mas ele perdeu a disputa para Mickey Rourke por The Wrestler) e concorre, atualmente, ao prêmio de melhor música por Gran Torino no Globo de Ouro.

CONCLUSÃO: Clint Eastwood destila mais uma vez o seu estilo de tratar de maneira crua e direta alguns dos problemas da América sem, desta vez, abrir espaço para muitas concessões. O seu autoproclamado último papel no cinema pode despertar o desgosto em muitos espectadores – afinal, seu personagem, por mais que “evolua” durante a história, perto do final continua menosprezando a “matriarca” dos coreanos com os quais ele se vê obrigado a conviver. Um filme pesado, ácido e cínico que desmonta os ideários de família, religião, lealdade e convicções ao mesmo tempo que defende idéias como justiça e a busca pela redenção. Uma bela peça de cinema em que faltam boas atuações mas onde sobra o cuidado do diretor em contar uma história que será um pouco difícil de tragar para muitos.

PALPITE PARA O OSCAR 2009: As bolsas de apostas apontam para uma indicação de Clint Eastwood como melhor ator. Pessoalmente, acho que mais do que ser indicado como ator, ele merecia ser indicado – e ganhar – a estatueta como diretor. Realmente vejo que o trabalho de Clint Eastwood, há bastante tempo já, se mostra primoroso como o maestro da obra mais do que um simples músico. De qualquer forma, acho realmente que ele será indicado ao Oscar de ator e que, se a Academia realmente quiser “render homenagens” a ele, até pode premiá-lo – ainda que eu ache que o ano parece ser de outras interpretações. Dificilmente Gran Torino chegará com força para ser indicado como melhor filme. Talvez Clint seja indicado como diretor – mas tenho minhas dúvidas  – ou mesmo o roteiro chegue a ser indicado. De qualquer forma, qualquer prêmio para este filme será bem-vindo – especialmente para “revelá-lo” para as audiências que o estão ignorando um pouquinho.

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6 thoughts on “Gran Torino

  1. Eu estou roendo unhas pra ver esse filme do Clint. E acho que não vai dar pra esperar o DVD..he he..

    aproveitando, sugiro aqui um filme que participou do último cannes. Chama-se “OS TRÊS MACACOS / Üç Maymun”. A nota do IMDB é muito boa e parece ser um prato cheio para você e nós, leitores, que gostamos também do cinema alternativo.

    abraço!

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  2. Olá Mangabeira!

    Que bom te encontrar por aqui mais uma vez. Seja bem-vindo mais esta vez.

    Pois é… eu não resisti. Estava louca também para ver a Gran Torino e tive a sorte de conseguir assistí-lo. Eu sou fã do Clint Eastwood, não adianta. E se eu fosse você, não esperava o DVD não… ia atrás do filme antes, bem antes. 😉

    Estou atrás deste Os Três Macacos… até porque ele está na lista dos filmes pré-indicados ao próximo Oscar, né? Até a premiação acontecer, no dia 22 de fevereiro, tentarei assistir ao máximo de filmes que estão buscando uma vaga no maior prêmio da indústria… E tentarei assistí-lo, pode deixar!

    Um grande abraço, Mangabeira, e volte aqui depois para dizer o que achaste de Gran Torino e de outros filmes.

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  3. Acabei de ver o filme (e não foi pelo DVD, he he..) Sim, tenho que admitir, que mais uma vez sua crítica foi pontual e precisa.
    como vc bem disse, “é preciso perceber as nuances da história. ”

    Um filme desses feito por qualquer outra pessoa, poderia ser conceituado como “quase medíocre”, mas por clint eastwood, ai temos que repensar e repensar. Existe algo por trás, existe um carisma, existe um jeito de olhar, uma presença que o cara passa, que por si só, na minha opinião, já faz muito pelo filme.
    Clint faz o que sempre fez de melhor, que é ser durão. Mas nesse caso específico, um durão, que pelo menos no final da vida, tenta revelar ao mundo um coração cheio de generosidade e amor ao próximo.
    ps: (A atuação do ator que faz o garoto Thao é pífia mesmo.)

    Destaque para o Padre e para a encantadora Sue.

    Espero poder ver mais filmes do velho Clint.

    abraço e continue com as críticas maravilhosas.

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  4. Oi Mangabeira!!

    Bacana ver você por aqui outra vez. Isso quer dizer que viraste visitante assíduo? Tomara!

    Exatamente isso que você falou. Provavelmente outro diretor qualquer – especialmente com menos “bagagem” que o Clint Eastwood, ou seja, com 50 anos ou menos – sendo o autor deste filme, a impressão nossa seria bem outra. Acharíamos o filme menos interessante. Mas a história do diretor faz toda a diferença. Não apenas em se tratando de Clint Eastwood, é claro.

    Outro ator encenando aquele “duelo final” pareceria quase cômico, mas Clint Eastwood pode. E o melhor: quando ele pronuncia as falas naquele momento e faz aqueles gestos de provocação, ninguém em seu lugar poderia fazer melhor (atualmente, pelo menos, porque os outros “astros do faroeste” já morreram). Sem o Clint o filme seria muito menor, não há dúvida. Por isso mesmo que o homem merece ser indicado, pelo menos, ao Oscar.

    Acho até que foste bonzinho com o Kowalski… nem acho que ele teve gestos de generosidade ou de amor ao próximo muito expressivos não. Acho sim que ele tinha um grande senso de justiça, mais que tudo. E, claro, ele passou a valorizar as pessoas não pelos laços de sangue (que, no fundo, são acidentes de percurso), mas pelo que elas fazem umas pelas outras.

    Vamos ver mais filmes do Clint sim, se Deus quiser. Mas pelo jeito só como diretor, já que ele disse que este filme foi o último dele como ator.

    Abraços e volte mais vezes – logo vou comentar outro recado teu. Inté.

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    1. Oi Lu!

      Antes de mais nada, seja bem-vinda por aqui!

      Pois então, concordo contigo que os atores coadjuvantes não são nenhum primor de atuação… e mesmo o Clint se esforça bastante. Mas no fim das contas, tudo acaba saindo bem, não é mesmo?

      Como você, também sou fã do Clint Eastwood e, consequentemente, talvez eu seja um pouco “boazinha” com ele. hehehehehe

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. E volte por aqui mais vezes.

      Abraços e inté!

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