Üç Maymun – Three Monkeys – Os Três Macacos


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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, no dia 13 deste mês, a lista dos nove pré-selecionados à categoria de melhor filme estrangeiro para o próximo Oscar. No próximo dia 22 os cinco finalistas serão revelados. Mas um dos nove que estão concorrendo às disputadas vagas é este filme turco Üç Maymun. Eu esperava um pouco mais do filme, para ser franca, especialmente porque eu tinha gostado bastante de To Verdener e de Gomorra, dois filmes que ficaram de fora da lista dos nove pré-selecionados. Com isso não quero dizer que o filme não seja bom. Não, ele é bom. Só que achei ele previsível demais. O que acaba lhe salvando, realmente, é a direção de fotografia, exuberante e fundamental para a história, e as interpretações corretas dos atores.

A HISTÓRIA: O político Servet (Ercan Kesal, co-roteirista do filme) dirige sozinho em uma estrada praticamente deserta. É noite e ele está com sono. A câmera mostra suas reações ao volante e, depois, permanece imóvel enquanto seu carro desliza pela estrada, até ele fazer uma curva e desaparecer. Depois, um casal freia bruscamente ao ver um corpo caído na estrada. Com medo, eles decidem não fazer nada com a pessoa, que poderia estar morta ou viva, mas decidem anotar a placa do carro que está parado pouco depois e chamar a polícia. Servet liga para seu motorista, Eyüp (Yavuz Bingol), e lhe oferece uma grande quantia em dinheiro para que ele se entregue em seu lugar – afinal, é época de eleições. Eyüp aceita a oferta, o que acaba desencadeando uma série de fatos que vão desestabilizar a sua família para sempre.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos fundamentais do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Üç Maymun): Quando Servet faz aquela “proposta indecorosa” para Eyüp, eu sabia que as coisas não iriam acabar bem. Todos nós sentimos isso, não é mesmo? E não apenas porque se tratava de um político tentando “tirar o seu da reta”, como tantos fazem por aí, mas porque essa história de pagar o dinheiro quando o homem saísse da cadeia… (SPOILER – realmente não leia para não estragar surpresas). Ok que eu errei sobre o golpe. No final o tal político pagou o dinheiro, mas puxou o tapete da família por outro lado. Tão ou mais complicado quanto se não tivesse honrado a promessa feita.

Tem gente realmente burra. Primeiro, Eyüp por aceitar aquela proposta, possibilitando que sua mulher, Hacer (Hatice Aslan) e seu filho, Ismail (Rifat Sungar) ficassem sozinhos de seis meses a um ano (no final das contas, sua pena foi de nove meses). Uma idéia nada boa. (SPOILER – não leia se você ainda não assistiu ao filme). Pelo visto Hacer não era das mulheres mais fiéis ou recatadas do mundo. Digo isso porque parece que ninguém – especialmente Eyüp – se surpreendeu tanto com a traição dela. Depois, não era o melhor momento do pai de família deixar o filho um tanto “desregrado” sem controle. O garoto vinha de reprovações no colégio, se envolvendo com grupos um tanto perigosos e, além disso, estava desempregado. Boa coisa não poderia sair realmente de nove meses de prisão.

Mas a cobiça, ah, a cobiça!! Ok que é difícil julgar uma pessoa como Eyüp, que ganha uma miséria para ser o motorista de um político e para garantir a vida da família em um bairro suburbano turco. Aliás, que paisagem magnífica as lentes do diretor e roteirista Nuri Bilge Ceylan nos mostra! Um lugar realmente impressionante – e que serve para a história como qualquer outro dos seus personagens. A paisagem acaba transformando alguns momentos um tom mais opressores, um pouco mais angustiantes e com aspecto de catástrofe. O que só demonstra a sensibilidade de Ceylan em captar os elementos que o cercam. O diretor escreveu o roteiro de Üç Maymun ao lado da mulher, Ebru Ceylan, e do ator Ercan Kesal. 

Como disse lá no início, achei o filme bastante previsível. Ok que errei a respeito do dinheiro. (SPOILER – recomendo que você não continue a ler se você não assistiu ao filme). Achei que realmente o tal Servet não iria pagar. Mas depois, quando ele começa a ter um caso com a mulher de Eyüp… isso foi bem previsível (por todos os sinais que a mulher deu ao procurar o político em seu gabinete). Também foi previsível a descoberta do caso pelo filho – ainda que o vômito tenha sido imprevisível. 😉 E o grand finale… achei esperada a atitude de Ismail (até esperava que ele fizesse isso antes). E a mulher, hein? Hacer realmente parecia não ter noção do perigo. Mesmo depois que o marido saiu da prisão, ela se ajoelhava para que o amante continuasse o caso com ela. Isso que é contar com a sorte.

Agora, para não dizer que tudo no filme é previsível, realmente me surpreendeu a atitude de Eyüp. (SPOILER – não leia se você não quiser estragar o final do filme). Ele fazer a mesma oferta que corrompeu a sua família e os levou para uma crise sem precedentes a um outro sujeito, mais pé-rapado que ele… é de matar. O pobre Bayram (Cafer Köse), órfão de pai e mãe e vivendo de favores, acabou sendo tentado pelo homem que sabia onde ofertas assim vão parar. Neste momento o filme ganhou pontos, porque realmente ele acaba sendo um canto triste sobre a Humanidade e os rumos que ela está dando para si mesma. Afinal, como conta o folclore japonês que originou o conto dos três macacos, se os homens fossem alheios ao mal, viveríamos em paz e harmonia. Mas em lugar disso, sofremos com o mal e o disseminamos. E existe ainda quem reclame do que lhe acontece de ruim… ok que nem todos são assim, mas existe muita gente por aí que faz isso, se contamina e dissemina o mal.

Fora o final um pouco surpreendente – e incômodo -, eu diria que a grande vantagem do filme é sua direção de fotografia, assinada por Gökhan Tiryaki. Realmente impressionante o trabalho dele. Ok que a paisagem ajuda muito, mas a fotografia do filme se destaca especialmente pela luz captada nos abundantes closes dos personagens, assim como em um ou outra visão “distanciada” da câmera das tragédias que se prenunciam. Aliás, curioso isso… mas quando algo de ruim vai acontecer, as lentes de Ceylan parecem querer ficar longe da tragédia – vide momentos antes do acidente de carro e o momento em que Hacer discute com o amante. 

Gostei também dos atores. Este é um daqueles filmes com elenco reduzido, em que a história gira em torno de um pequeno grupo de personagens. E como é uma produção bem escrita e os atores são competentes, o elenco limitado não prejudica em nada o nosso interesse pela história. Pelo contrário. Como no teatro, acabamos nos aprofundando mais nos sentimentos e nas “vidas” destas pessoas. De todos os atores, gostei especialmente do trabalho de Yavuz Bingol. O homem diz tudo com suas expressões – o momento em que ele se esconde na penumbra desejando que a mulher se mate é um dos grandes momentos do filme, para mim. Assim como a briga dele com a mulher adúltera na cama do casal – isso porque, até então, ele apenas presumia a traição.

NOTA: 8,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Realmente me desculpem os fãs deste filme e deste diretor, mas eu não consegui dar uma nota melhor para Üç Maymun. Ainda que tecnicamente o filme seja muito bom, acho que faltou um pouco mais de inovação para a história – tanta na narrativa quanto no estilo de filmagem. Gostei da sensibilidade do diretor e dele ter colocado a paisagem como um elemento a mais na narrativa, mas ainda assim achei ele pouco original.

O filme concorreu a dois importantes prêmios no último Festival de Cannes: como melhor filme e como melhor diretor. Acabou levando o segundo para casa. O primeiro ele perdeu para o francês Entre Les Murs – que outra vez está concorrendo com ele à uma vaga no Oscar.

Üç Maymun é uma produção da Turquia com a França e a Itália. Tudo “em casa” – leia-se Europa (ainda que parte do país pertença ao Oriente Médio).

A produção conquistou a nota 7,6 entre os usuários do site IMDb. Como costuma acontecer com filmes estrangeiros (especialmente os que não são falados em inglês), poucos críticos assistiram ao filme e publicaram seus textos no Rotten Tomatoes. Apenas sete fizeram isso – e todos com avaliações positivas para Üç Maymun.

Antes que eu me esqueça de comentar: outras duas cenas impressionantes do filme… quando Ismail olha pela fechadura o quarto da mãe (sem que vejamos o que ele está vendo, técnica de suspense tradicional e maravilhosa) e, especialmente, a “aparição” do irmão morto pelo corredor. Incrível a sugestão do diretor para a figura de um alienígena e, depois, a constatação ainda mais assustadora da visão de um ente querido morto. O garoto (Gürkan Aydin) ainda dá o “ar de sua graça” em outros momentos. Realmente muito bom!

Todos já ouviram falar da história dos “três macacos”… um não vê, outro não fala e o terceiro não ouve. É uma famosa analogia para as pessoas que não querem encarar a verdade – quando ela é dura demais. Mas buscando um pouco mais a origem desta história, descobri aqui que a origem dos três macacos é baseada em um trocadilho japonês. Os nomes dos macacos, neste trocadilho, são: mizaru (o que cobre os olhos), kikazaru (o que tapa os ouvidos) e iwazaru (o que tampa a boca). Seus nomes seriam traduzidos por “não ouça o mal, não fale o mal e não veja o mal”. Segundo o provérbio, a expressão “mizaru kikazaru iwazaru” é uma forma de “lembrar que se os homens não olhassem, não ouvissem e não falassem o mal alheio”, viveríamos em paz e em harmonia. 

CONCLUSÃO: Um filme interessante sobre o descontrole que toma conta da vida de uma família quando seu patriarca decide assumir a culpa de um crime que não cometeu em troca de dinheiro. Se destaca na produção a paisagem, tratada como mais um elemento narrativo (consequentemente a direção de fotografia do filme), o trabalho dos atores – um elenco reduzido – e do diretor. Uma história pesada e narrada em uma velocidade abaixo dos padrões de Hollywood – e tão próxima do “jeito de fazer cinema” europeu. Um bom filme, ainda que por demais previsível.

PALPITE PARA O OSCAR: Üç Maymun pode até chegar a estar entre um dos cinco finalistas na categoria melhor filme estrangeiro, mas duvido muito que ele ganhe. Não acho que ele tem méritos para isso. Francamente, gostei mais de To Verdener e de Gomorra, duas produções que acabaram ficando de fora da lista para uma vaga pelo gosto da Academia, do que dele. Não tive ainda oportunidade de assistir a Waltz With Bashir, Entre Les Murs ou The Baader Meinhof Complex, para mim três dos favoritos ao prêmio, mas posso adiantar que acho difícil Üç Maymun ganhar a estatueta dourada. 

SUGESTÃO DE LEITORES: Üç Maymun estava na minha lista de filmes estrangeiros para ser vista desde que a Academia divulgou os indicados por cada país para o Oscar deste ano. Mas ainda que ele estivesse na minha lista, queria dizer que o super participante leitor deste blog, o Mangabeira, sugeriu que eu comentaste ele por aqui e, também por causa de seu pedido, estou publicando a crítica agora. Logo mais vou tentar assistir aos outros filmes pré-indicados ao Oscar, mas este filme turco ganhou a dianteira graças à sugestão do Mangabeira. Agora é sua vez, meu bom rapaz, de falar do filme aqui. Manda ver em teu comentário, ok? Um abraço e obrigada pela sugestão. 

P.S.: Aviso aos demais leitores deste blog que eu sempre anoto os filmes indicados e que, passado este Oscar 2009, tentarei colocar em dia a minha lista de filmes sugeridos por vocês. Já consegui vários títulos comentados aqui anteriormente e, logo que sobrar um tempo, vou assistí-los e publicar as críticas por aqui. Usando um velho bordão: Aguardem e confiem!

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8 comentários em “Üç Maymun – Three Monkeys – Os Três Macacos

  1. Depois de ver o filme, pude enfim ler o resto do seu texto. É realmente um filme muito interessante e extremamente econômico em palavras, mas por outro lado rico em sensações. A atmosfera é quase claustrofóbica. Parece que ao longo do filme existe algo engasgado na garganta dos três, uma espécie de três-bombas relógio prontas pra explodir e se libertar de uma vida trágica com histórico de tristeza, frustração e dor.
    Mas ainda sim o filme é muito interessante por explorar ao máximo as emoções como vc bem citou no comentário. E a previsibilidade que eu também concordo que existe, também só vai até certo ponto, mais especificamente naquele momento onde o pai demonstra quem realmente é, fazendo a mesma proposta para o garoto do bar.
    Ache fantástico também a forma sutiu e eficiente como ocorrem as introduções feitas com o garoto morto ao longo do filme. Apesar da atmosfera densa e carregada de tristeza, coisa que nem sempre me agrade em filmes, as interpretações são primorosas e claro, destaque mais uma vez para a fotografia.
    O filme mostra ou tenta mostrar, o quanto o ser humano pode se superar quando o assunto é fraqueza. O quanto somos frágeis em meio a situações extremamente difíceis, onde soluções alternativas e muito menos prejudiciais existem, mas infelizmente, parece que sempre são visíveis a quem está de fora do problema, nunca por quem está dentro.

    Mais uma vez parabéns pelos comentários Ale, abordando sempre os aspectos mais marcantes do filme.

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  2. Oi Mangabeira!

    Puxa, demorei tanto para te responder o primeiro recado que tu acabou assistindo o filme neste ínterim, hein? hehehehehehe

    Realmente, é um filme muito bom. Gostei dele também, especialmente pela fotografia e pelas interpretações. E está comprovado que os filmes não precisam ter muitas palavras, não é mesmo? Grandes filmes, especialmente japoneses, franceses e do Leste europeu, são muito econômicos em palavras e, ainda assim, nos contam histórias de maneira primorosa. Está comprovado que o silêncio é muito melhor que as palavras, na maioria das vezes. 😉

    Sim, concordo contigo que parece que os principais personagens estão todos com algo engasgado… enjaulados em uma vida asfixiante, podemos dizer. Como três macacos que viram atração de circo para um idiota ambicioso.

    Pois sim, o filme é previsível até o momento do pai repetir o gesto do homem que desgraçou a sua família. E aqui, talvez, esteja outra vez a alusão aos “macacos” do título. Afinal, sabemos que, como os primatas, aprendemos muito pela imitação, não é mesmo? Aquele homem acaba fazendo isso, imitando o gesto de seu algoz por puro desespero – e premeditação, também. É um filme que faz pensar em muitos sentidos, o que é muito bom.

    Tens razão sobre o quanto o filme trata da fragilidade humana. E de como parece incrível que muitos fiquem cegos em momentos de crise ou em situações limite. Agora, acho igualmente curioso que outras pessoas, em momentos idem, demonstram força de caráter e clareza de idéias de uma maneira incrível, acabando por serem considerados verdadeiros “heróis”. Existe de tudo, realmente.

    Obrigada, Mangabeira, pelo TEU comentário. Fico muito feliz de saber que tenho sempre em ti alguém para trocar idéias e impressões dos filmes. Um abraço e até a próxima!

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  3. Não sei Alê, a atmosfera densa e a falta de diálogos me incomodou um pouco. Porém, acho que o fato de eu estar com sono no momento do filme também contribuiu um pouquinho para eu não gostar.
    No entanto a fotografia, eu tenho que admitir, foi uma das mais belas que eu já vi, o contraste e a temperatura das cores são o que tornam o ambiente tão claustrofóbico e soturno.
    Gostei também de algumas cenas, acho que todos ali eram coniventes com as situações. A parte que o marido assiste a tentativa de suicídio da esposa, o filho que não conta pro pai o caso da mãe, enfim, cada um fingindo que não viu, não ouviu e prefere não falar.

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  4. Oi Caio!!

    Pois… acho que a atmosfera “densa” e sem muitos diálogos é justamente para incomodar. Se você ficou incomodado, o roteirista e o diretor tiveram êxito em seu projeto. E não adianta, muitos filmes europeus, iranianos e de outros países devem ser assistidos com paciência e quando estamos bem descansados… do contrário, a gente pode dormir no meio sim. hehehehehhehehehehe

    Outro dia fiquei com muito sono assistindo a Vals Im Bashir. Sério mesmo. Aquele filme sim achei meio “mais do mesmo” e me cansou um pouco. Isso porque ele nem me provocou incômodo, para tu ver…

    Agora, a fotografia de Üç Maymun é magnífica. Realmente um ator à mais em tela. E sim, tens razão quando dizes que todos ali eram coniventes… eu diria que todos contribuiam, com sua falta de diálogo, cegueira e “surdez” com o problema. Cada um naquela família sofria dos “problemas” dos três macacos.

    Rapaz, obrigadíssimo por mais este comentário. Adoro essa troca de idéias. E agora, vou para o teu próximo comentário… Um abraço!!

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  5. O filme é uma bomba.Fotografia de video caseiro. O ator que faz o filho é péssimo.Mas tem gente que se quer passar por entendida em cinema e basta um filme ser arrastado como esse para ser considerado por ela um filme cult. O filme é simplesmente chato. Tem muitos planos que lembram teatro de amadores. A direção e de uma total falta de criatividade. Uma coisa é uma narrativa lenta e de diálogos economicos, outra é a falta de competência que redunda na falta de ritmo adequado, da ausencia de emoção total nesse incrivel abacaxi.

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    1. Oi geraldo!

      Olha, entendo que você não tenha gostado do filme. E respeito isso. Mas vamos esclarecer algumas coisas.

      Primeiro, só tendo um ranço muito grande com esta produção para ignorar que ela tem uma ótima e bastante trabalhada fotografia. Exagerasse a mão totalmente ao compará-la com “fotografia de video caseiro”. Ah, vai!

      Depois, não quero me passar por entendida não, meu caro. Só mantenho um blog com opiniões próprias sobre os filmes que vou assistindo. Apenas isso. Nele, comento as minhas impressões e falo de diferentes aspectos de cada produção. Se isso para ti é “passar por entendida”, então só lamento por você. Demonstras que tens uma visão muito limitada das opiniões alheias – especialmente quando elas não coincidem com a tua.

      Jamais falei que este é um filme cult. Onde você leu isso? Este obviamente não é um filme cult. Acho que você não soube interpretar o que eu escrevi.

      Agora, obviamente, tens todo o direito de ter achado o filme chato, arrastado e etc. Mas daí a ignorar as qualidades da produção, especialmente os aspectos técnicos… bem, escolha sua.

      Abraços e obrigada pela tua visita e comentário.

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