Auf der Anderen Seite – The Edge of Heaven – Do Outro Lado


aufderanderen22

Existem filmes ótimos. Um bocado. Mas existem filmes que vão um passo à frente. São estes que, quando você pensa sobre “notas” para classificar os filmes, fazem você querer abaixar as notas de todos os outros para poder valorizá-lo melhor. São as produções que classifico como excepcionais, ou o que os franceses chamam de “crème de la crème”. Auf der Anderen Seite é um destes filmes. Eu poderia passar horas escrevendo sobre ele, sobre seus variados aspectos, sentidos, “morais”, temas, qualidades, etcétera. Mas vou me conter. Desta vez, melhor do que em outras, este é o típico filme que precisa ser visto, simplesmente.

A HISTÓRIA: Um filme sobre duas mortes. E entre uma história e outra, conflitos familiares, a busca pelo amor, diferenças culturais e o perdão. A primeira pessoa que vemos nesta história é Nejat Aksu (Baki Davrak), que faz uma viagem em busca de algo que ainda não sabemos – e que talvez seja difícil de resumir em uma palavra-conceito. Pouco tempo depois dele aparecer na tela, acompanhamos a tentativa de seu pai, Ali (Tuncel Kurtiz) em conseguir aliar amor, desejo, sexo e dinheiro com a presença de Yeter (ou Jessy, interpretada por Nursel Köse). Como as coisas não saem bem, Nejat assume a missão de buscar uma certa redenção, voltando para a Turquia em busca da filha de Yeter, Ayten Öztürk (ou Gül, interpretada por Nurgül Yesilçay), uma moça que, a exemplo de Nejat, se desencontra e logo consegue encontrar outra vez as suas raízes – ainda que de uma forma nada idealizada.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Auf der Anderen Seite): Difícil fazer um resumo que seja pelo menos justo com este filme. Assim como será complicado falar apenas de alguns aspectos dele. Talvez por isso eu esteja escrevendo esta crítica apenas três dias depois de vê-lo (bem, também foi falta de tempo, mas não apenas isso). Como jornalista, passei por isso algumas vezes. Por essa dificuldade de escrever sobre algo tão peculiar, interessante, que você fica com medo de fazer comentários “abaixo” do que a produção merecia. Bem, mas como estou na chuva…

Escolhi Auf der Anderen Seite graças ao resultado da primeira enquete que fiz neste blog. Tinha ouvido falar muito bem do diretor Fatih Akin mas, até então, não tinha visto a nenhum filme dele. E que maravilha começar com este Auf der Anderen Seite. Fatih Akin não apenas dirigiu com mãos habilidosas e olhar cuidadoso este filme, mas escreveu cada linha deste roteiro, desta história incrivelmente profunda e ampla.

Um dos primeiros temas do filme é a aproximação/distanciamento entre as culturas alemã e turca – a primeira representa uma das principais economias da União Européia, a segunda tenta entrar no “universo europeu” há muitos anos, sem sucesso até agora. Eles ainda não podem ser considerados todos europeus. E não são, desde logo, iguais. Pelo contrário… o filme mostra o quanto eles são diferentes – ainda que muitos turcos tenham migrado para a Alemanha com o fim da Segunda Guerra Mundial, como os próprios pais do diretor.

Mas além destas questões, uma das grandes mensagens do filme é de que, descontadas as influências de criação e do “entorno” de cada um, todos nós estamos unidos pelos mesmos sentimentos de compaixão, dor, busca pelo amor e/ou felicidade, desejo de superação e de buscar um sentido maior do que o da nossa reles existência. Não importa se você é turco, alemão, japonês ou brasileiro… temos mais em comum do que muitas vezes gostaríamos de admitir – dificuldade essa que normalmente cria muitos problemas e incompreensões.

Então como pano de fundo de uma história sobre família e alguns aspectos da nossa condição humana, Auf der Anderen Seite coloca a questão política e de resistência a padronização das pessoas. Isso se pode perceber pelo simbolismo das duas manifestações urbanas que o diretor recria – uma na Alemanha e outra na Turquia – e por toda a perseguição que sofre mãe e filha neste filme. Por um lado, Yeter é perseguida por ser de origem turca por alguns de seus compatriotas que não admitem que ela tenha caído na “libertinagem” em um país estrangeiro, como é o caso da Alemanha. De outro lado, Ayten é perseguida por discordar do governo turco e de seus “abusos”, por ser uma espécie de terrorista e, quando resolve cuidar da própria vida ao invés de se tornar uma peça a mais da “resistência”, ela é vista com reprovação pelos antigos aliados. Ninguém parece ter liberdade para realmente pensar por sua conta – algo muito usual no mundo atual, em que os que discordam de algo ou buscam um caminho diferente são vistos quase como aberrações.

Mas fora estas questões menos “evidentes”, Auf der Anderen Seite trata de questões muito fortes em um nível de relações pessoais. O tema da família é o mais potente. Somos apresentados às necessidades e aos erros dos pais – curioso que nenhuma das famílias protagonistas está completa, sempre está formada por apenas uma das pessoas do casal -, assim como ao “outro lado” da moeda, ou seja, às necessidades e aos erros dos filhos. Existem mancadas que são praticamente impossíveis de serem perdoadas. Mas Auf der Anderen Seite comprova, por A + B, que mesmo estas são passíveis de redenção.

Fatih Akin faz um filme essencialmente esperançoso – pelo menos no meu ponto de vista. Existe ignorância e violência no mundo? Algumas vezes as pessoas que mais amamos são capazes das piores coisas? Existe desigualdade entre sociedades e repressão entre os indivíduos? Ok, tudo isso é verdade e existe na prática, mas como encaramos a vida e estes fatos define muito sobre nós e sobre nossa capacidade de contemplar a paisagem que temos pela frente. A esperança do diretor e roteirista reside justamente em seu voto de confiança nas pessoas, que são capazes de errar, decidir pelos piores caminhos, mas que também são capazes de perdoar e de escolher novas direções – e o mesmo vale para suas vítimas.

Um dos aspectos mais interessantes deste filme, diferentes de outros que eu já vi, é que ele não é linear e que, até onde se pode ver, ele não faz muita questão de explicar isso. (SPOILER – não leia o resto desse parágrafo se você ainda não assistiu ao filme). Então, no início de Auf der Anderen Seite, você ainda não sabe que aquele começo é, na verdade, o fim do filme. E que as histórias de Yeter e Ayten as quais somos apresentados, que parecem ser separadas pelo tempo, na verdade ocorreram simultaneamente. Essa é uma grande sacada do diretor/roteirista, porque com essa forma de narrar esta história ele nos deixa estupefatos, de forma natural, sobre os desencontros que a vida pode nos propiciar. E eles ocorrem, quase que diariamente. Então outro tema desta produção é este, o dos encontros (como o de Nejat e Lotte) e dos desencontros (de Yeter e Ayten) incríveis que a vida pode provocar. E não adianta fazer torcida ou pensar que podia ter sido diferente… o que aconteceu é simplesmente o que aconteceu.

Como comentei rapidamente antes, algo curioso de Auf der Anderen Seite é que nenhuma família retratada está “completa”. Temos as histórias do aposentado Ali e seu filho professor universitário Nejat – que perdeu a mãe quando ainda era criança; da prostituta viúva Yeter e sua filha revolucionária Ayten – que, aparentemente, foi criada distante da mãe e sem a figura paterna; e de Charlotte Staub, conhecida também por Lotte (interpretada por Patrycia Ziolkowska), que vive com a mãe, Susanne (Hanna Schygulla), e sem o pai – que está vivo, mas que aparentemente não se dá bem com a ex-mulher. Então, nesta história, todos os filhos cresceram sem uma das figuras familiares por perto – ou pai, ou mãe – e, como é inevitável, seus pais enfrentaram dificuldades para conseguir educá-los ou, pelo menos, buscar o melhor para seus rebentos. São histórias de gente que passa ou passou por dificuldade e que não tem, exatamente, grandes perspectivas pela frente – até devido a algumas escolhas erradas que fizeram. 

Mas Auf der Anderen Seite tem espaço para todas as visões e para os momentos de contemplação. Há tempos – talvez apenas em Üç Maymun – eu não via a uma direção de fotografia tão inspirada e maravilhosa. Mérito do diretor de fotografia Rainer Klausmann, o mesmo do recentemente comentado Etz Limon, assim como do candidato ao Oscar 2009 pela Alemanha, Der Baader Meinhof Komplex. A trilha sonora, mais que na média das produções atuais, também ganha outro nível de importância nesta história. O trabalho que permite o casamento perfeito entre imagens, música e sentimentos é assinado por Shantel

As paisagens maravilhosas do filme são uma carta de amor de Fatih Akin ao país de seus familiares. Nascido em Hamburgo em 1973 – ele é bastante jovem -, o diretor é filho de turcos que emigraram para a Alemanha na década de 60. Talvez por isso ele possa contar, de foma tão interessante, o que significa essa ligação de amor e de interesse dos descendentes turcos mostrados em Auf der Anderen Seite. O diretor gasta o tempo exato mostrando parte da riqueza visual da Turquia no mesmo passo em que mostra as paisagens urbanas da Alemanha. O ambiente não é meramente acessório, ele é ilustrativo. Momentos especialmente interessantes são os que mostram o “quadrado” limitado que acaba sendo a vista de Ali por algum tempo na prisão (janela esta pela qual não somos lançados, mas que imaginamos ao nos colocarmos no lugar do personagem) e, depois, o contraste com a imensidão do mar na qual ele se lança – “junto” com o filho. Bastante interessante. Porque isso não significa apenas uma escolha de paisagem no filme, mas especialmente de significado.

Algo curioso do roteiro de Akin é que ele claramente divide esta história em três atos. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Um inominado, que acontece antes e depois da marcação dos atos que tem nome; e dois que definem a morte de personagens fundamentais nesta história. Acredito que apenas eu não me dei conta que Yeter iria morrer… talvez pelo fato dela ter se apresentado antes como Jessy. Não sei. Só sei que foi uma surpresa quando ela é morta. Depois, quando é “anunciada” a morte de Lotte, eu estava mais esperta. Ainda assim, e isso que me chamou a atenção, o fato de nos adiantar a morte das personagens não torna menos surpreendente o que acontece com elas. Um mérito importante do filme, que mostra que as mortes, não importa o quanto a imprensa e as pessoas queiram nos fazer acreditar, jamais poderão ser consideradas banais. Por mais que elas sejam “anunciadas”.

A produção ainda toca em um assunto sempre muito presente na vida de qualquer pessoa: a sexualidade. Temos, por um lado, Nejat e sua aparente capacidade de “abstrair” do sexo, talvez até como resposta ao caráter mais “aberto” (alguns podem tachar de “libertino”) do pai – que não teme em levar uma prostituta para viver com ele. Do outro lado, temos a Ayten e Lotte, que chocam alguns conservadores com seu amor ainda um tanto difícil de ser aceito por todos da sociedade. Ayten, inicialmente, tão segura na luta política e no amor, parece buscar o caminho oposto da mãe, que aparentemente seria “submissa” e pouco libertária – ela se inclinou pela prostituição não por gosto, mas por necessidade, por exemplo.

Os filhos parecem querer nadar em direção contrária de seus progenitores, mas é Lotte quem resume tudo ao declarar, em seu diário, que talvez a incompreensão de sua mãe, Susanne, venha justamente do fato de ser tão difícil para ela aceitar que a filha esteja seguindo seus passos. Parece que existe aí uma lógica proporcional: por mais que uma pessoa tente negar as suas origens e fazer o contrário de seus pais, mais ela se aproxima deles. Talvez o melhor caminho para não fugir e nem seguir os mesmos passos seja, justamente, o de saber que somos capazes de fazer ambas coisas ao mesmo tempo. Ter consciência disso já é muita coisa.

Mas no fim desta história, entre outras coisas, Auf der Anderen Seite é um grande filme sobre o autoconhecimento, a busca por seus valores, raízes, por aquela mola que nos impulsa e, sobretudo, sobre o perdão. E não apenas o perdão para com os outros, para com a pessoa que nos fez mal – e que nos formou e com a qual sempre nos espelhamos -, mas especialmente sobre o perdão para nós mesmos. 

NOTA: 10.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Auf der Anderen Seite, conhecido por muitos como The Edge of Heaven, merecidamente ganhou 18 prêmios em sua trajetória – até poderiam ter sido mais -, além de ter sido indicado a outros oito prêmios. Entre os que foi indicado, mas não ganhou, estão o de Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2007; o César de Melhor Filme Estrangeiro no festival homônimo francês; e o de Melhor Filme Europeu nos Prêmios Goya, em solo espanhol. Mas na lista dos prêmios que venceu estão títulos importantes, como o de Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Roteiro e Melhor Filme no German Film Awards de 2008; o de Melhor Roteiro nos Prêmios César e no Festival de Cannes; e os de Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Ator Coadjuvante (para Tuncel Kurtiz) e de Melhor Atriz Coadjuvante (para Nursel Köse) no Festival de Cinema “Antalya Golden Orange“, que é promovido anualmente na cidade de Antalya, na Turquia.  

Além de prêmios, o filme acumula uma boa avaliação do público. Pelo menos se levarmos em conta a opinião dos usuários do site IMDb, que conferiram a nota 8 para Auf der Anderen Seite. Não está mal, mas poderia ser maior. 😉

Os atores, acho que eu nem precisava falar, estão excepcionais neste filme. Especial destaque para Hanna Schygulla, atriz de vários filmes do também alemão Rainer Werner Fassbinder (que também estará nesta minha “retrospectiva” do cinema alemão), que faz uma interpretação verdadeiramente inspirada. A cena em que ela esbraveja contra a vida em seu quarto de hotel vazio é maravilhosa.

Além dos outros aspectos técnicos mencionados, vale destacar o trabalho de edição feito pelo londrino Andrew Bird. Sem aqueles cortes justos e aquela montagem dos acontecimentos, o filme não teria parte de sua potencia narrativa.

Não tinha comentado antes, mas acrescento esta informação agora. Auf der Anderen Seite conseguiu uma bilheteria baixa nos Estados Unidos: pouco mais de US$ 741,2 mil. Não por acaso não existe críticas dele no Rotten Tomatoes – sinal de que pouca gente viu o filme na terra do Tio Sam.

CONCLUSÃO: Um filme que precisa ser visto. Muito bonito visualmente e por sua trilha sonora, ele se destaca especialmente pelo roteiro e pela direção cuidadosa do alemão de origem turca Fatih Akin. Questões familiares estão no centro da história, que trata também dos encontros e desencontros da vida, sobre o amor, o sexo, as paixões que nos movem (sejam políticas, humanistas ou por outras pessoas) e nossa capacidade de perdoar. Ainda assim, o filme não se exime de tratar de questões políticas, do respeito pelas origens e da busca por caminhos mais amplos e melhores. De quebra, esta história nos mostra que estes caminhos, talvez, não sejam exatamente os mais óbvios.

SUGESTÕES DE LEITORES: Lembrando que este filme é o segundo de uma lista de produções de origem alemã que eu estou comentando aqui no blog como resultado da enquete que foi proposta por aqui e que terminou no dia do Oscar. Ainda vou comentar algum filme mais “novinho” da safra, mas garanto também que logo vou partir para “clássicos” do cinema da Alemanha – ou, pelo menos, para filmes importantes de diretores que se tornaram referência daquele cinema europeu.

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10 thoughts on “Auf der Anderen Seite – The Edge of Heaven – Do Outro Lado

  1. Oi Alessandra! Já acompanho o seu blog há algum tempo e gosto muito de suas críticas. Não concordo com todas, mas vejo isso como um ponto positivo ;). Sou um apaixonado por cinema mundial e me alegro que o cinema alemão esteja em foco agora. Nos 3 anos em que morei na Alemanha tive a oportunidade de assistir muitos filmes bons. Gostaria de te indicar alguns bem bacanas:

    Die Fetten Jahre sind vorbei (2004)
    Die Ehe der Maria Braun (1979)
    Gegen die Wand (2004)
    Der Himmel über Berlin (1987)
    Sonnenallee (1999)
    Good Bye Lenin! (2003)
    M (1931) – clássico de Fritz Lang
    Sophie Scholl – Die letzten Tage (2005)
    Die Brücke (1959)
    Was tun, wenn’s brennt? (2001)
    Barfuss (2005)
    Lola rennt (1998)
    Elementarteilchen (2006)
    Das Experiment (2001)
    Winterschläfer (1997)
    Mein Führer – Die wirklich wahrste Wahrheit über Adolf Hitler (2007)
    Führer Ex (2002)
    Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo (1981)
    Der Untergang (2004)

    Ah! A respeito do filme eu tb o acho nota 10! Já assisti 3 vezes! É tão bom quanto Gegen die Wand (2004), do prórpio Fatih Akin.

    É isso aí! =o)

    Um abraço,

    Leandro Soares

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  2. Oi Bi!!!

    Puxa, que demais!! Obrigadíssimo por ter me escolhido entre os cinco blogs a serem indicados. Amei!!! Obrigaduuu mesmo!

    Agora tenho o desafio de pensar em cinco blogs para serem indicados… vixe. Ando “blogando” pouco. Mas vou aceitar o desafio sim. Thanks.

    Beijos grandes.

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  3. Oi Leandro!!

    Uau, que lista a sua!! Parabéns! Adorei. Obrigadíssimo por essas dicas.

    Então, dos 19 filmes que tu estás indicando, eu assisti a sete deles: Die Fetten Jahre sind Vorbei, Der Himmel über Berlin, Good Bye Lenin!, M, Lola Rennt, Christiane F. e Der Untergang. Tenho aqui para assistir a Die Ehe der Maria Braun, um clássico que eu fui deixando para ver “depois” e nunca assisti… mas logo mais o verei.

    Os demais filmes eu não assisti… e parecem super, superinteressantes. Obrigada, mais uma vez. Só vou dar um tempo com o Fatih Akin porque, afinal, acabo de comentar o Auf der Anderen Seite.

    Bacana você ter morado na Alemanha por três anos. Bela experiência, não é mesmo? Em que cidade você morou? Eu conheci apenas Munich, mas quero muito ainda visitar Berlin. Eu morei três anos também, mas em Madrid… outra história, com certeza. 😉

    Um grande abraço e volte por aqui mais vezes. Especialmente para comentar os filmes alemães – e outros, claro. Aliás, você assistiu a Die Welle? Se afirmativo, fale um pouco sobre tuas impressões na crítica sobre ele aqui no blog. E discordar faz parte do barato. hehehehehehehehe. Até mais!

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  4. Bem, fiquei pensando, cá comigo, como começar, e eis que meu “alter-ego” me respondeu, “do começo, Manoel!” Então, que seja. Como você mesma disse, nesta crítica, “já que estou na chuva.” Tenho vindo muitas vezes visitá-la, saiba que tem sido uma experiência das mais ricas e interessantes! Gosto muito de cinema, embora desejasse, sinceramente, manipular as “armas” da análise cinematográfica com a mesma desenvoltura, competência e sensibilidade que você faz, é delicioso “ouvi-la” escrever. Na última visita, dei de cara com o “Auf der Anderen Seite”, e como costumo fazer desde que a “conheci”, aliás, é sugestão sua, fui vê-lo, para depois “comparar” suas impressões com as minhas. Gostei dos acertos, dos equívocos, das discordâncias…. Fiquei fascinado com a forma que o roteiro se desenvolve, esse entrecruzar-se de vidas, tanto metafórico, quanto literal, esse choque de desejos é articulado forma belissíma, e mais essa delicadeza no tratar das questões relativas ao amor entre duas pessoas do mesmo sexo… Acho bacana os critérios que estabeleceu para os filmes, só discordo de um. Aquele em que dá nota aos filmes. Diga-me, querida Alessandra, como estabelecer um número entre uma obra como “away from her” e esse que acaba de nos brindar com a crítica? Ambos são pura sensibilidade e entendo que a nota puxa-nos de volta à terra, tira-nos do transe que a obra nos colocou. Disse-me um professor, certa vez, quando falei que “a vida é bela”, aquele filme de Roberto Benigni, não era verossímil: “A arte não tem que ser verossímil”. Falei demais? Se sim, perdoe-me. A “culpa” é sua! Sinceramente, obrigado pelas aulas, grande e afetuoso abraço!

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  5. Oi Manoel!!

    hehehehehehehehehehehehehe. Eu também já fui pega, muitas vezes, por essa dúvida de como começar, até que veio a inevitável resposta: “Pelo começo, oras!”.

    Fico muito feliz, de verdade, em saber que a visita que rendeu o teu comentário não foi a primeira – e que não deve ser a última. Também me alegro pelo fato de que tens gostado do blog e do que eu escrevo. Agora, mais que bondade sua dizer que eu manipulo “as armas” da análise cinematográfica muito bem, né? Não acho que tenho essa moral… apenas sou uma curiosa, uma pessoa atenta aos detalhes e uma metida. E, cá entre nós, não pretendo ser mais do que isso. 😉

    Agora, belíssimo esse Auf der Anderen Seite, não é mesmo? Eu também me apaixonei pelo filme. E concordo contigo que é muito complicado isso de dar notas. Acho que se eu fosse reavaliar todos os filmes que eu publiquei no blog até hoje, mudaria a nota de praticamente todos – alguns escapariam. Mas é que eu acho que todos querem ver nota, estrelinhas, algum tipo de parâmetro para saber se um filme é bom, ruim, regular, comparado a outros. Acho complicado dar notas, mas ainda mais complicado não dar nenhuma (se é que você me entende, hehehehehehehehe). Agora, tenho certeza que minhas notas são imprecisas e totalmente questionáveis.

    E concordo que Away from Her é também maravilhoso… que par de filmes, hein? Na mesma onda, te recomendo o recentemente comentado por aqui Kirschblüten – Hanami. Acho que vais gostar.

    Agora, sobre as notas, faz o seguinte: as ignore solenemente. Pode ser? Ou eu penso em uma maneira de deixá-las acessíveis apenas a quem está interessado… é uma também.

    E complementando o que seu professor disse, se a vida não é verossímil muitas vezes (por mais contraditório ou louco que isso possa parecer), por que a arte teria que ser?

    Além de tudo, aqui ninguém é culpado… ou talvez todos nós sejamos. E quem se importa? Não se preocupe em escrever muito – aliás, você não escreveu muito – porque isso, já sabes, é bem visto por aqui.

    Um grande abraço para você também e espero te encontrar por aqui mais vezes. Inté!

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  6. Me lembro de ter assistido esse filme há um bom tempo, mas não lembro dele em detalhes. Lembro que o começo/ fim me emocionou e a questão da migração também. Ok, esse não vai ser um comentário útil… heheheh

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  7. hahahahahahahahaha

    Isa, Isa… todo e qualquer comentário com algum nível de lógica – e os seus sempre tem isso, lógica – são úteis e bem-vindos. Sim senhora!!

    Auf der Anderen Seite é um grande filme. Se tiveres oportunidade, volte a assistí-lo.

    Um abração!

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