Across the Universe


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Na época em que Across the Universe foi lançado, como uma boa mortal que vive neste planeta, eu ouvi falar de todo o burburinho sobre esta “linda história de amor basada na obra dos The Beatles“. Mas, como muitos filmes que vou deixando para depois, ele ficou para trás. Resolvi resgatá-lo para honrar meu desafio de assistir a todos os filmes indicados por leitores deste blog. E gostei do que eu vi. Claro que o melhor do filme, não há dúvida, é a sua trilha sonora. E a sacada do roteiro em “ligar” as várias canções dos The Beatles para contar uma história de amor. No mais, Across the Universe tem alguns momentos dispensáveis e um roteiro um bocado previsível, o que não desmerece o filme, claro. 

A HISTÓRIA: Jude (Jim Sturgess) é um rapaz típico do suburbano de Liverpool. Sem espaço para dedicar-se a sua vocação de artista plástico e designer, ele trabalha, como praticamente todos os homens da região, em uma fábrica naval. Mas ele sonha em viajar para a América em busca de um futuro melhor e do pai que nunca chegou a conhecer. Chegando na Universidade de Princeton, Jude encontra o pai, o professor West Hover (Robert Clohessy) e se torna amigo muito próximo do aloprado Max Carrigan (Joe Anderson). Quando viaja com Max para a casa da família, onde passa o Dia da Ação de Graças, Jude conhece Lucy (Evan Rachel Wood), de quem ele se apaixona – deixando na Inglaterra sua mãe e uma namorada.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Across the Universe): O início do filme me fez lembrar demais os clipes de James Blunt, do Coldplay ou de outro alguém do gênero. 😉 Me desculpem os superfãs do filme, mas foi inevitável fazer esse paralelo um tanto satírico. Bem, mas fora o início de Across the Universe, o restante do filme me pareceu menos “clipe” feito para a MTV. Ainda que se trate de um musical, ele não me pareceu uma sequencia de clipes de vídeo – como alguns “musicais” modernos parecem ser. 

Existe inteligência no roteiro. Ainda que, não vou mentir, tudo que você vai assistindo é esperado, em maior ou menor medida. Mas acho que ninguém também estava esperando algo muito surpreendente, não é mesmo? O grande, grande mérito do filme é mesmo a idéia de costurar as músicas dos The Beatles para contar uma história. A idéia partiu da diretora, Julie Taymor, junto dos roteiristas Dick Clement e Ian La Frenais. Eles conseguiram, além de fazer dita costura, resgatar boa parte da “alma” da banda inglesa mais famosa de todos os tempos. Então no filme estão temas como o amor, a luta contra a guerra, a contracultura – pensamento libertário com direito a “liberação” da mente através de alucinógenos, a aposta pela arte e o berço ligado ao “operariado” inglês, e por aí vai.

Gostei muito da direção de Julie Taymor, conhecida antes por seu excelente trabalho em Frida. Depois de Across the Universe, onde ela comprova mais uma vez talento no uso da câmera e de efeitos especiais para dar um toque mais “artístico” ao seu trabalho, devemos esperar para este ano seu novo trabalho: The Tempest (do qual falo mais na sessão seguinte deste post). Acredito que apenas ela e o diretor Baz Luhrmann – de Moulin Rouge! – poderiam conseguir aliar de forma tão precisa o lado “comercial” e artístico de uma produção, garimpando um musical de forma com que ele não se torne chato, garantindo um bom ritmo de narrativa com câmeras ágeis ou belas tomadas de plano que valorizam paisagens, personagens e os ambientes em que eles estão imersos. 

Falando em Baz Luhrmann, outra referência impossível de lembrar ao assistir a Across the Universe é o filme Romeu + Juliet, uma releitura que o diretor australiano fez de uma das obras principais de Shakespeare com Claire Danes e Leonardo DiCaprio como protagonistas. Para mim foi inevitável relembrar do ritmo daquele filme e da “história de amor” vivida pelos dois de uma forma “modernete” ao assistir o casal principal de Across the Universe. Com isso não quero dizer que um seja cópia ou inspirado no outro, afirmo apenas que é impossível não lembrar de outras referências “pop”. Afinal, Across the Universe é muito, muito pop.

Mas algumas coisas no filme eu achei estranhas… certo que a história se passa no final dos anos 60 e início dos 70, quando a contracultura estava em sua maior fase, junto com a liberação feminina, mas então alguém pode me explicar porque a coitada da Prudence (interpretada pela T. V. Carpio) não conseguiu se dar bem no filme? Bem, até que lá pelas tantas ela aparentemente tinha conseguido uma “companheira”, mas não rolou nenhum beijo no filme ou qualquer coisa do gênero. Isso até me lembra as novelas da Globo. hehehehehehehehehe. Mas fora a piada, para um filme que mostra um bocado de “viagens lisérgicas” e do lema “paz & amor” comunitário – explorado pela “comunidade” formada ao redor da cantora Sadie (Dana Fuchs) -, eu acho que podia ter rolado uma liberação para a Prudence. 😉

Fora isso, achei um bocado viagem aquela sequência do espetáculo do Mr. Kite (Eddie Izzard). Certo que os bonecos do circo são bacanas e tal, mas achei uma parte chatinha. Também achei desnecessária a sequencia dos soldados nos leitos da enfermagem – exceto pela seringa com uma “dançarina” dentro que me lembrou as aberturas de James Bond. 😉 Mas sei lá, eu teria cortado fora estas duas sequencias. Para mim, nem uma, nem outra, acrescentou nada para o filme. 

Por outro lado, poderiam ter valorizado mais a parte “artística” do nosso herói – gostei muito das sequências em que ele se tranca no quarto para criar com um bocado de “raiva” depois que Lucy chega em casa, tarde da noite, acompanhada do “vilão” da história, o revolucionário que se mostra bem mais radical em certa parte do filme – como praticamente todos os revolucionários que ainda não aprenderam que não é com violência que se ganha guerra alguma. Ou poderiam ter dedicado mais tempo mostrando a contracultura da época ou a idéia de “faça amor, não faça guerra”. Mas ok, o filme é o que é. E ele não deixa de ser uma bela diversão, disso não há dúvida. 

Por mais que ele seja bem ruinzinho como ator, mas gostei do Bono Vox como Dr. Robert. Esta é a parte mais psicodélica do filme – bem bacana. Um outro trecho do qual gostei muito – e que me fez lembrar Frida – foi aquele em que quatro dos personagens principais de Across the Universe cantam para fazer Prudence sair do banheiro e se animar um pouco. A verdade é que fora os dois momentos que eu citei como desnecessários, todos os outros desta história foram muito bem planejados e executados. Mérito da diretora e, devo citar, um belíssimo trabalho do diretor de fotografia Bruno Delbonnel e da edição de Françoise Bonnot. Estes três nomes, mais a excelente trilha sonora de Elliot Goldenthal merecem aplausos. 

No final das contas, é um filme divertido e um tanto “ousado” para os padrões de romancezinhos-que-ganham-as-telas-em-Hollywood, com direito a posicionamento contra guerras e contracultura – o que não traz exatamente algo de inédito, mas pelo preserva algumas das características dos The Beatles, no qual o filme é inspirado. Mas, sem dúvida alguma, a melhor coisa de Across the Universe é essa “viagem” por parte da trilha sonora dos garotos mais famosos de Liverpool. Vale por isso e pela “química” dos atores principais.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: A escolha dos atores do núcleo central do filme foi bastante acertada. Afinal, quem melhor que Dana Fuchs poderia encarnar uma cantora descaradamente inspirada em Janis Joplin que recebe no filme o nome de Sadie? Não vejo ninguém melhor que ela para o papel. Gostei muito também de Martin Luther como Jo-Jo, o guitarrista talentoso que é “deixado” para trás pelo sonho de fama da namorada e que depois vê a garota se dando conta da furada em que se meteu. Merecem ainda menções os atores Dylan Baker como o pai de Lucy; Linda Emond como a mãe da heroína; Bill Irwin em uma superponta como o tio Teddy (que apelido mais infame, mas tudo bem); e James Urbaniak como o empresário que acaba “conquistando” Sadie. Falando neste último, acheu um bocado “simplista” o encanto e o desencanto da cantora com a fama… me pareceu muito artificial. E sobre pontas, devo citar Salma Hayek fazendo uma superponta na sequencia em que Max está delirando em um leito de enfermaria após participar da Guerra do Vietnã.

Na parte técnica do filme, merecem ser mencionados Albert Wolsky, responsável pelo figurino do filme – um trabalho bastante cuidadoso; Peter Rogness pela direção de arte do filme e Ellen Christiansen pela decoração dos sets. Três profissionais que fizeram bem o seu trabalho.

Lembro que na época em que Across the Universe foi lançado, ele conseguiu um bom resultado de crítica e nas bilheterias. Um feito a mais no currículo de Julie Taymor, que além de Frida, foi responsável por diversos musicais da Broadway, incluindo o premiado O Rei Leão

Para quem adorou a trilha sonora, além de Bono Vox, ela tem a participação mais que especial de Joe Cocker na música Como Together (que me fez lembrar de The Doors pelo “clima” das imagens) e, para surpresa de muita gente – inclusive minha -, boa parte das outras canções são mesmo interpretadas pelos atores que aparecem na telona. Impressionante! Os atores até ganharam um conceito melhor depois que eu soube disso. 🙂 E fiquei impressionada também com o fato – isso se é fato… pelo menos é o que os produtores do filme divulgaram – de que 90% das canções foram gravadas no estúdio, sem precisar que os intérpretes fizessem o trabalho depois em estúdio. Incrível, realmente, porque a qualidade da trilha sonora é muito, muito boa.

Para quem gostou da trilha sonora, eis a lista de músicas que fazem parte do filme: Girl (interpretada por Jim Sturgess), Helter Skelter (por Dana Fuchs), Hold Me Tight (por Sturgess, Evan Rachel Wood e Lisa Hogg), All My Loving (por Sturgess), I Want to Hold Your Hand (por T. V. Carpio), With a Little Help from My Friends (Joe Anderson, Sturgess e o grupo Dorm Buddies), It Won’t Be Long (por Wood), I’ve Just Seen a Face (por Sturgess), Let It Be (por Carol Woods e Timmy Mitchum),  Come Together (por Joe Cocker e Martin Luther), Why Don’t We Do It In The Road (por Fuchs), If I Fell (por Wood), I Want You (She’s So Heavy, por Joe Anderson), Dear Prudence (por Fuchs, Sturgess, Wood e Anderson), Flying, Blue Jay Way e I Am The Walrus (as três por Elliot Goldenthal e o grupo The Secret Machines), Being for the Benefit of Mr. Kite (por Eddie Izzard), Because (por Carpio, Wood, Sturgess, Anderson, Fuchs e Luther), Something (por Sturgess), Oh Darling (por Fuchs e Luther), Strawberry Fields Forever e Revolution (ambas por Sturgess),  While My Guitar Gently Weeps (por Luther), Happiness Is a Warm Gun (por Anderson), Blackbird (por Wood), Hey Jude (por Anderson), Don’t Let Me Down (por Fuchs), All You Need Is Love (por Sturgess e Fuchs), Lucy in the Sky with Diamonds (por Bono Vox), A Day in the Life (por Jeff Beck), Across the Universe (por Sturgess) e She Loves You (por Anderson).

Como eu ia comentando antes, para este ano está previsto o lançamento de um novo filme da diretora Julie Taymor. The Tempest, atualmente em fase de pós-produção, conta no elenco com Djimon Hounsou, Helen Mirren, Alan Cumming, Alfred Molina, Chris Cooper, David Strathaim, entre outros. O filme é nada mais, nada menos, que uma releitura da peça de William Shakespeare The Tempest (conhecida em português por A Tempestade/A Comédia dos Erros), uma comédia bastante típica e conceituada do maior ator inglês de todos os tempos. Para as pessoas que gostam de obras fielmente adaptadas, a diretora já começou fazendo uma mudança radical na história original… transformou o personagem central, Próspero, em mulher. Então, em seu filme, temos a Próspera (Helen Mirren, ótima atriz), como a figura muito poderosa que acaba sendo isolada em uma ilha, junto com a filha Miranda (Felicity Jones), após ser vítima de uma traição política. Ariel, figura-chave na história de Shakespeare, é interpretado no filme por Ben Whishaw; enquanto que Djimon Hounsou interpreta a Caliban, um escravo de Próspera que é uma figura forte e “disforme”. Shakespeare sempre merece ser adaptado, mas é esperar para ver o que sairá da cabeça da diretora.

Na avaliação dos usuários do site IMDb, Across the Universe mereceu a nota 7,6. Os críticos, por sua vez, foram mais “duros” com o filme… bem, na verdade, houve quase um equilíbrio nas opiniões das pessoas que tem textos publicados no site Rotten Tomatoes: 78 críticas foram positivas para o filme e 66, negativas. 

Pessoalmente, tenho uma curiosidade sobre o que os fãnáticos dos The Beatles acharam do filme. Se um de vocês ler esta crítica, por favor, fale nos comentários o que acharam de Across the Universe.

Em sua trajetória, este filme ganhou um prêmio apenas e foi indicado a outros oito – incluindo uma indicação para melhor figurino no Oscar do ano passado (ele perdeu para Elizabeth: The Golden Age). O único prêmio que ele recebeu foi para o diretor de fotografia Bruno Delbonnel no Camerimage.

Na questão de bilheteria, o filme foi relativamente bem. Conseguiu pouco mais de US$ 24,3 milhões nos Estados Unidos. Podia ter faturado mais – especialmente porque ele deve ter saído caro -, mas não está mal para uma produção sem “estrelas” no elenco.

Esqueci de falar antes… Evan Rachel Wood estrelou, no mesmo ano que este Across the Universe, ao já comentado neste blog The Life Before Her Eyes (que é bem interessantezinho, diga-se). Depois, ela participou do também comentado The Wrestler, como a filha do personagem principal vivido por Mickey Rourke, e neste ano vai aparecer no novo filme de Woody Allen. Nada mal, hein? Whatever Works, escrito e dirigido por Allen, foi finalizado e tem estréia prevista no Festival de Cinema de Tribeca em abril. No filme, Wood interpreta Melodie. No elenco, ainda estão Patricia Clarkson, Henry Cavill, entre outros. Jim Sturgess, por sua vez, estrelou em 2008 o filme The Other Boleyn Girl – comentado neste blog, onde o ator faz um belo trabalho. Depois, estrelou 21 – que eu ainda não assisti, mas que está minha “listinha” para ser visto – e Fifty Dead Men Walking. Este ano ele poderá ser visto em Crossing Over (com a brasileira Alice Braga e Harrison Ford) e em Heartless

CONCLUSÃO: Um filme no melhor estilo “paz e amor” ou “faça amor, não faça guerra” que retoma uma parte importante das canções da banda inglesa The Beatles para contar uma história de amor e de uma época. Para quem sempre pensou em “falar o que estava sentindo através de músicas que adora”, este é o melhor exemplo de que isso é possível. 😉 Bem feito e com um elenco que surpreende pelo talento dramatúrgico e, especialmente, vocal, este é daqueles filmes para assistir sem culpa – e também sem grandes expectativas. Ninguém vai achar algum grande “sentido” em Across the Universe, e nem algum questionamento importante. O filme é, na melhor concepção possível, um belo entretenimento. 

SUGESTÃO DE LEITORES: Across the Universe foi sugerido, há muito, muito tempo atrás, pelo estimado leitor Zeus. Que, aliás, anda bastante sumido… Pois finalmente, Zeus, assisti a esse filme. Como você e os demais leitores deste blog podem perceber, pouco a pouco vou indo atrás de todos os filmes sugeridos por aqui. Em seguida, me espera outro filme alemão… e vamos que vamos!!!

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8 comentários em “Across the Universe

  1. Oi Ale, tudo bom?
    tenho que ser sincero com você, não é que eu ache a Nicole ruim, é que alguns papeis como nos filmes: Mulheres Perfeitas, A Pele etc. Me deixaram com uma certa impaciencia com ela. Mas além de um rosto bonito ela ja fez ótimos trabalhos com Stanley Kubrick ou Noah Baumbach. Mas de uns tempos pra cá não consigo mais.

    ahh Across the universe, muito boa a trilha sonora, né?
    achei você generosa com oito, mas gosto da sua opnião.
    Ontem Assiti o último filme do Guy Ritchie, adoro os filmes dele, e esse também é muito bom.

    Até logo,

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  2. Oi Enzo!!!

    Sei bem o que você quer dizer… dona Nicole Kidman fez realmente uns filmes bem, BEM ruins… esse Mulheres Perfeitas mesmo… está entre os piores que eu vi nos últimos anos. Agora, bem verdade que ela fez um grande trabalho em outros filmes, como The Hours, Dogville, Eyes Wide Shut, entre outros.

    Muito boa a trilha de Across the Universe… é o melhor do filme, sem dúvida. Além de um visual, de uma fotografia muito bonitos. Trabalho esmeirado, por assim dizer. Por isso o meu 8… nem tanto pelo roteiro, vai, que na real é bem fraquinho, mas pelo demais.

    Também gosto do Guy Ritchie, mas ainda não assisti a seu último filme. Estou deixando ele para depois…

    Abraços e inté…

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  3. Então, eu sou fã dos Beatles, daqueles doentes que se bobear ouve Beatles todo dia e não ouve mais nada, rs. Por isso fiquei babando com várias versões excelentes das músicas e saí do filme maravilhado. Escrevi até uma resenha super apaixonada sobre ele. Hoje, pensando melhor, não é um filme tão bom, a “costura” é meio forçada mas e daí? Ele envereda por um lado psicodélico muito legal e… as músicas valem, rs. Destaque para a versão SENSACIONAL de Oh Darling… Ahn, e excelente texto… abraços

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  4. Oi “O Cara da Locadora”!

    Puxa, que bacana que você, fã incondicional dos Beatles, deu tua opinião por aqui. Fiquei contente. Obrigada por tua visita e pelo teu comentário.

    Acho que quando alguém é muito fã de um livro, de uma banda ou de um HQ que acaba servindo de inspiração para um filme, sempre corre um sério risco de se decepcionar nos cinemas. Então é bom saber que Across the Universe não decepcionou os fãs da banda homenageada.

    As músicas valem totalmente! É o grande acerto do filme. Mas diferente de ti, achei um certo exagero o psicodelismo do filme – ok, precisava ter, mas nem tanto, mestre! E volto a dizer que se estivesse na equipe técnica do filme, teria cortado umas partezinhas (metida, né)? hehehehehehe

    Um abração e obrigada, mais uma vez. Espero te encontrar por aqui mais vezes.

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  5. Pois é, eu tb sou meio beatlemaníaca e fiquei sabendo desse filme só esse ano, não sei como. Dei uma nota mental alta pra ele, 9, acho. No final das contas grande parte da nota que dei se deve à trilha sonora, mesmo. Porque a história em si e fraquinho (nem tanto pra média de musicais) e algumas músicas ficaram meio forçadas no meio (a parte do Bono Vox, mesmo, totalmente desnecessária). Mas quer saber? Gostei sim! Hahahah A versão do Joe cocker de Come Together é a melhor que já ouvi, disparada (será melhor que a original???) Aliás, acho que as mãos dele nunca pararam de tremer depois do Woodstock, mas isso é outra história ahahah
    Foi uma homenagem bem executada aos Beatles.

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  6. Oi Isa!!

    Isso mesmo, acho que os beatlemaníacos devem gostar mais deste filme do que nós, reles mortais – que gostamos dos Beatles, mas que não estamos no grupo de “maníacos por eles”. Essa era justamente a idéia que eu tinha ao terminar de assistir ao filme…

    Agora, nunca acho o Bono Vox desnecessário… hehehehehehehehehe. Certo que o filme tem umas forçadas de barra e que o líder do U2 não ajuda muito na história, mas até isso eu achei divertido… esse psicodelismo e essa “viagem” astral daquela parte da história. Afinal, os Beatles também passaram por uma fase de piração.

    E assino embaixo do que comentas sobre a versão do Joe Cocker… ela é realmente divina.

    Concordamos em gostar do filme, então? hehehehehehehehe. Um abraço!

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    1. Geralmente os criticos tem receio de falar bem de filmes diferentes como este e serem achocalhados.
      Certas criticas apontavam a veia politica de uma época e de valores supostamente ultrapassados como atravancos do filme. Eu contudo, acho que não é o tema e sim como ele é abordado que faz de uma obra algo envelhecido.
      Achei um bom filme, com momentos brilhantes e com um texto que evoca sobretudo o amor (a politica e tudo mais são pano de fundo) e a inconsequencia da juventude.
      Gostei das versões dos Beatles, mas invariavenmente a montagem imprecisa deixa claro demais que os atores não estão cantando e sim dublando seus cantos gravados (playback), sempre se dubla em cinema, mas a técnica de montagem as vezes é tão boa que mal notamos.
      Os Beatles são o máximo do que a industria do entreterimento pop já produziu, e nos seus ultimos anos, criaram obras musicais de grande qualidade, embora mesmo as musicas dos primeiros anos na média já fosses boas e
      muito… muito carismáticas.
      Querem saber… é um belo filme!

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  7. Olá Samis!!

    Antes de mais nada, seja muito bem-vindo por aqui.

    Concordo contigo que muitos críticos de cinema tem um certo “problema” em falar bem de filmes populares – em especial. Há uma corrente que busca produções alternativas, “de arte”, para elogiar. O restante de produções, especialmente as que tratam de temas populares e/ou vão bem de bilheteria, são “detonadas”.

    Agora, espero que tenhas percebido que eu falo bem de Across the Universe. Gostei do filme – e dei uma nota boa para ele. 😉

    Concordo contigo que a forma com que um tema é abordado é um fator mais relevante do que o próprio tema em si para tornar uma obra “envelhecida”. Tanto isso é verdade que o tema da 2ª Guerra Mundial, do nazismo e/ou do fascismo continuam rendendo várias produções e, muitas delas, com uma ótica totalmente nova e interessante.

    Sim, o amor é o tema central de Across the Universe. Ainda assim, devo reforçar o que eu disse na crítica desta produção, senti que os temas “secundários” (como a política e o momento histórico dos Beatles) deveriam estar um pouco mais presentes na história, mesmo como panos de fundo, para que ela ficasse ainda mais interessante e contextualizada.

    Concordo contigo também que ficou evidente que os atores inseriram as canções depois, na fase de pós-produção. Isso não chegou a me irritar, porque na maioria dos musicais é possível perceber este detalhe – ouso dizer que estas “falhas” praticamente fazem parte do gênero.

    E tens razão, Samis, Across the Universe é um belo filme. Divertido, carismático e, o melhor, com uma grande trilha sonora.

    Um grande abraço, Samis, e volte mais vezes, inclusive para falar de outras produções. Obrigada por tua visita e por teu comentário. Inté!

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