(500) Days of Summer – 500 Dias com Ela


500days

A fórmula das comédias românticas estava, há algum tempo, bastante desgastada. As produções do gênero sempre giravam em torno de uma história na qual um garoto se apaixonava por uma menina (ou vice-versa) e, depois de vários percalços, eles conseguiam ficar juntos. Ou então um casal que estava junto no início e que acabava se separando, passando por diversas provações até que, por fim, se unia novamente. Como ocorre com qualquer fórmula desgastada, de tempos em tempos, alguns roteiristas e diretores se unem para trazer novos ventos para um gênero. (500) Days of Summer aparece como mais um projeto bem-sucedido neste sentido. O filme apresenta um roteiro inteligente, que faz referência a uma série de “ícones” da cultura pop moderna, e um casal encantador e talentoso. Uma produção perfeita para agradar ao público feminino, espectador cativo das comédias românticas e, porque não, até mesmo ao público masculino por inverter alguns papéis tradicionais e resgatar o rock inglês dos anos 1980.

A HISTÓRIA: Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) e Summer Finn (Zooey Deschanel) estão sentados lado a lado no banco de um barque parque. No calendário do relacionamento deles, este é o dia 488. Voltamos então para o primeiro dia desta história, quando o arquiteto Tom, que trabalha em uma empresa que cria e lança cartões para diferentes datas, conhece a Summer, a nova secretária de seu chefe, Vance (Clark Gregg). O narrador conta como Tom cresceu acreditando que jamais seria feliz, até que conhecesse “a” garota – tudo culpa do pop britânico e do filme The Graduate. Summer, por outro lado, nunca superou totalmente a separação dos pais e não acreditava na felicidade em um relacionamento duradouro. Mas Tom acredita que Summer é a “a” garota de sua vida e, por 500 dias, ele segue alimentando a crença de que existe apenas um grande amor em sua vida.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a (500) Days of Summer): Adoro roteiros inteligentes e com ótimas sacadas. E o trabalho de Scott Neustadter e Michael H. Weber neste filme é repleto destas qualidades. Para começar, com o jogo feito com o título. Como na maioria das músicas do pop rock inglês dos anos 1980 – algo fundamental para esta história -, o título original tem parte da informação entre parênteses e joga com o duplo sentido. (500) Days of Summer pode ser entendido como o período em que Tom ficou obcecado pela garota, Summer, ou pelo conceito de “dias de Verão” – que, para muitos, é o auge da adolescência e da descoberta amorosa. Bem sacado! E este é apenas um de inúmeros detalhes desta produção.

Não sei vocês, mas eu vinha de uma tendência a estar cansada de comédias românticas. A razão, é muito simples (e comentei sobre ela antes): ultimamente, as produções do gênero pareciam sempre “mais do mesmo”. Mas para a sorte de quem gosta de um bom filme, nos últimos tempos produções como He’s Just Not That Into You (comentada antes aqui no blog) e esta (500) Days of Summer têm aparecido para dar um novo ânimo às comédias românticas ao jogar com seus conceitos mais fundamentais – e tirando sarro deles, em muitas ocasiões. E isso, pelo menos para o meu gosto, é ótimo.

Os roteiristas e o diretor Marc Webb brincam com o conceito espaço e, principalmente, tempo neste filme com o super afinado e carismático casal vivido por Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel. Utilizando técnicas diversas, que vão desde a inserção de “vídeos” ao estilo caseiro até depoimentos que parecem fazer parte de um documentário e o recurso da tela dividida em narrativas diferentes e que correm paralelas, Webb se lança na procura de diferentes plataformas para prender a atenção do espectador. E o melhor é que cada mudança destas funciona por se justificar perfeitamente na história – elas estão, literalmente, colocadas na hora e no local adequado.

Mas para o grande público, que não se interessa tanto pelas características técnicas de cada produção, um dos detalhes que deve cair direto no seu gosto é a trilha sonora de (500) Days of Summer. Para o deleite de quem viveu os anos 1980 – ou quem, pelo menos, se interessa por esta época -, há uma profusão de música oitentista. A trilha começa por The Smiths, The Clash, e segue por Black Lips, Regina Spektor e, até uma aparentemente deslocada Carla Bruni. Tudo, absolutamente, funciona bem na levada musical desta produção. The Smiths, aliás, ganha um apelo todo especial nesta história porque, afinal, graças a banda de Morrissey é que Tom e Summer se aproximam.

O roteiro envolvente, cheio de referências e sacadas, também segura a onda em seu constante vai-e-vem temporal. Sempre com a ajuda de um estilizado contador de tempo, acompanhamos o fim do relacionamento de Tom e Summer e, depois, basicamente, o processo de conquista da garota e a dor de cotovelo do rapaz. (500) Days of Summer deve cair no gosto das meninas porque ele traz uma série de momentos “bonitinhos” – o sempre maravilhoso auge do amor – e, especialmente, um casal encantador.

Mas o curioso deste filme é que ele pode, também, cair no gosto dos meninos – que, normalmente, curtem este tipo de filme mais para acompanhar as suas namoradas e mulheres do que por uma escolha própria. Digo isso no geral, claro, sabendo que existe uma infinidade de exceções. Mas voltando ao que eu dizia… até o público masculino deve gostar deste filme porque, afinal, quem nunca se decepcionou no amor? (500) Days of Summer inverte os papéis tradicionais da “garota-que-acredita-no-amor-eterno” e do “rapaz-que-não-quer-compromisso”, inversão essa que talvez seja mais comum nos nossos tempos do que gostaríamos de admitir e, também por isso, deve agradar aos meninos.

A tentativa de Tom e seus melhores amigos, McKenzie (Geoffrey Arend) e Paul (Matthew Gray Gubler) em entender Summer e, de quebra, as mulheres, também deve agradar aos rapazes. Esse recurso é bem batido, é verdade, mas mesmo isso não atrapalha ao filme. Outro recurso muito conhecido é o de utilizar uma menina bem mais nova, no caso, uma pré-adolescente, para dar conselhos para o “marmanjo” do protagonista. Quem assume esta posição em (500) Days of Summer é a atriz Chloe Moretz, que interpreta a Rachel Hansen, que dá um baile de ironia e maturidade no seu irmão, Tom.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Uma curiosidade da história escrita por Neustadter e Weber é que ela toca em uma situação até que bastante comum na vida real: garotas (e também garotos) que tem uma certa resistência em se comprometer seriamente e que, depois de namorar por bastante tempo com uma pessoa, terminam esse relacionamento e, não muito tempo depois, conhecem outra pessoa com quem, finalmente, aceitam se casar. Isso é algo curioso e que realmente acontece. A questão é que, como Tom aprenderá com a experiência com Summer, cada um tem o seu tempo e a sua própria experiência em um relacionamento. Algumas vezes, simplesmente, a segurança necessária para se lançar em algo mais sério não aparece da mesma forma para um casal.

Além de todas as qualidades comentadas anteriormente, é importante dizer que (500) Days of Summer ganha o espectador pelos detalhes. Por exemplo, na inserção de esquemas e desenhos para explicar parte do que acontece com Tom ou Summer. A ligação destes traços visuais com a história tem a ver com a vocação de Tom, que se formou arquiteto. Gostei muito também das referências que o filme faz a outras produções. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Mais do que citar/mostrar The Graduate, (500) Days of Summer brinca com o cinema “mais sensível e de arte” das escolas francesa e sueca, por exemplo – com homenagens escancaradas a Persona e Det Sjunde Inseglet, assim como para Star Wars (em uma genial inserção de uma cena de Han Solo) e Song of the South, quando da aparição do pássaro azul da sequência à la musical. Simplesmente genial e delicioso!

NOTA: 9,4.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Mesmo tendo uma coleção de momentos deliciosos, (500) Days of Summer poderia ter evitado alguns recursos que, para mim, estão batidos demais. Por exemplo, as linhas iniciais de “apresentação” do filme, que reforçam a idéia de “dor-de-cotovelo” dos realizadores. Convenhamos: tudo isso é forjado. Apenas um recurso a mais para ganhar a simpatia do público masculino. Se essa fosse a primeira vez que alguém utilizasse esse recurso em um filme, tudo bem. Mas desde os geniais do Monty Python o uso subversivo de mensagens em créditos iniciais ou finais não é mais novidade.

Apesar destes créditos iniciais “capengas” (por serem manjados), o filme logo convence com uma ótima edição e um texto do narrador que serve como introdução para o ótimo roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber. Mas o filme “me ganhou” realmente nos créditos iniciais, com a tela dividida meio a meio apresentando supostos “vídeos caseiros” que mostravam a evolução dos protagonistas da infância até a adolescência. Perfeito – e totalmente pop! Aliás, merece destaque a ótima edição de Alan Edward Bell. Ele acerta na mosca, também, quando narra, novamente em uma tela dividida ao meio, a realidade e a expectativa de Tom sobre uma noite em que Summer lhe convida para uma festa.

Todos os atores estão muito bem neste filme. Mas admito que fiquei encantada com os protagonistas, excelentes, e com a menina Rachel, interpretada pela ótima Chloe Moretz. Ela, como as jovens atrizes que protagonizaram Little Miss Sunshine e outros filmes recentes com uma personagem do tipo, tem algumas da melhores linhas do roteiro para si. Sarcasmo e maturidade prematura no tom exato.

Marc Webb destila algumas das sequências de comédia romântica mais bacanas feitas recentemente – com especial destaque para o momento “compras” na loja da Ikea e para a sequência em que eles estão indo de carro para o cinema.

Uma observação consumista: adorei a parte em que Tom e a irmã estão jogando uma partida de tênis em uma Wii. Me deu saudades da minha… 😉 E isto prova como este filme, mais do que a média dos últimos tempos, abriga alguns dos conceitos e dos produtos mais representativos do nosso tempo.

Totalmente recomendável aos que não assistiram a The Graduate, um dos melhores filmes deste gênero de todos os tempos, que o assistam. Sem dúvida, ele deixará mais claro alguns conceitos da relação de Tom e Summer – eu, inclusive, fiquei com vontade de assistir novamente a The Graduate.

Merece menção o trabalho de Mychael Danna e Rob Simonsen com a trilha sonora e o de Eric Steelberg na direção de fotografia.

(500) Days of Summer teria custado US$ 7,5 milhões e arrecadado, até o dia 1 de novembro, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 32,2 milhões. Um pequeno fenômeno de bilheteria que, certamente, chegou a esta multiplicação de lucros graças a boa e velha propaganda boca-a-boca. Merecido.

Como os bons filmes independentes fazem, (500) Days of Summer estreou no Festival de Sundance deste ano, em janeiro. Depois disto, ele participou de 21 festivais. Uma marca impressionante. Ainda assim, ele não ganhou prêmio algum até o momento.

Este filme conseguiu uma boa cotação entre público e crítica. Os usuários do site IMDb deram a nota 8,2 para (500) Days of Summer, enquanto que os críticos que tem textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 159 críticas positivas e 24 negativas para a produção – o que lhe garante uma aprovação de 87%. A revista Empire, por exemplo, considerou o filme como um dos mais originais de seu gênero este ano.

E uma curiosidade: o filme favorito do roteirista Scott Neustadter é… adivinhem? The Graduate, é claro. 😉

CONCLUSÃO: Uma comédia romântica saborosa e inventiva. (500) Days of Summer brinca com o gênero ao qual pertence e destila uma série de referências da cultura pop, do rock inglês dos anos 1980 até várias produções do cinema. Bem escrito, com uma direção cuidadosa e uma dupla de protagonistas encantadora, este é, sem dúvida, uma das boas surpresas do gênero este ano. Por inverter alguns papéis tradicionais no jogo da conquista – algo que, novamente, reflete a nossa época -, este filme deve agradar tanto ao público feminino quanto ao masculino.

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15 thoughts on “(500) Days of Summer – 500 Dias com Ela

  1. Tá escrito ‘barque’ -hehehehe, barque…

    Estou seriamente considerando ir ver esse filme, depois de Bastardos [que para mim definitivamente não é um dez, um Tarantino com certeza, mas um dez não] fiquei meio com pé atrás de muita coisa. Mas, Solista, Weisse e 500 days parecem ser ótimas pedidas.

    PS: onde você assiste todos esses filmes não lançados aqui? Lá? Baixa? Inveja.

    Keep up the nice job, doll. =]

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  2. Olá l3on!!

    Obrigada por tua correção… a verdade é que nunca dou uma revisada decente nos meus textos. Por isso, volta e meia, tem algum erro como este. Na pressa de escrever, já viu! Até deixei o erro no texto para que as pessoas que lessem o teu comentário não ficassem “boiando” sem entender nada. 😉

    Quer dizer que você andou se decepcionando com minhas críticas, hein? hehehehehehehe. Pelo menos é isso que eu entendi com tua afirmação sobre Bastardos Inglórios e sobre você ter ficado “meio com pé atrás de muita coisa”. Puxa, l3on, sinto muito por te decepcionar… mas a verdade é que eu nunca escrevo para agradar ninguém. hehehehehehe. Falando sério, escrevo sempre respeitando as minhas impressões, sem dar muita “pelota” para o que os demais críticos ou as pessoas em geral acham. Pelo menos até o momento de escrever. Depois, é claro, abro a minha mente para todas as outras opiniões – e ADORO ler opiniões diferentes (ou parecidas com a minha) aqui no blog e em outros lugares.

    Outra hora volta aqui para comentar o que achaste destes filmes que citaste – e de outros, claro.

    Achei curiosa a tua pergunta sobre onde eu assisto aos filmes. Sabes que praticamente todos os que comento por aqui já estrearam no Brasil, certo? Seja em festivais ou em determinadas “praças” do país… mas a maioria já esteve ou está em cartaz. Outros filmes assisti quando estava viajando, outros, em sessões de divulgação para a imprensa ou através de um amigo que trabalha para uma distribuidora na Espanha. Enfim, tenho muitas fontes de acesso aos filmes – para a minha sorte. E não sinta inveja não… sempre é possível ter acesso a estas produções (nem que for importando alguns títulos).

    Bem, mesmo te decepcionando com algumas notas e críticas, espero que você não desista de frequentar um blog. 😉

    Um grande abraço!!

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    1. Alguns comentários…

      Eu gostei do barque, acredite. É quase como um erro de gravação, mas no texto. Não sou chato como o clipe cretino do word que sempre aparece quando você erra em algo. Eu só falei porque achei que devia.

      Eu sei que você não escreve para agradar ninguém. Ninguém escreve para agradar ninguém, todos somos adoravelmente egocêntricos quando escrevemos. ”Se o texto está bom para mim, o que vier de crítica boa é um sonho de valsa, e as ”ruins” [construtivas, por favor] ajudam a melhorar”. E melhorar é sempre bom.

      Outra coisa, tá difícil ter tempo para cineminhas de tarde. To vendo que alguns vou ter de alugar… e sabe, não gosto de alugar. Sem o cheiro de pipoca, sem o barulho do projetor, as poltronas surradas, estranhos dividindo a mesma sala, como eu posso prestar atenção no filme?

      Abraços

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  3. Olá l3on!!

    Desculpe se meu comentário anterior pareceu antipático. Não quis ser xarope não. Realmente achei válido teres apontado o meu erro – até porque eles existem para serem corrigidos. O que eu quis dizer é que infelizmente eu não faço a revisão desejada e que, por isso, acidentes como “barque” podem aparecer.

    Também posso ter me expressado mal ao comentar que “não escrevo para agradar ninguém”. Ainda que isso seja verdade – quando estou escrevendo, honestamente, não penso em Fulano ou Ciclano que eu quero impressionar -, seria hipocrisia dizer que as pessoas que escrevem algo não querem ser lidas ou terem seu trabalho compreendido. Seja como jornalistas, críticos ou escritores, todos que um dia escreveram ou atualmente continuam escrevendo fazem isso para se comunicar. E não teria sentido eles escreverem apenas para si mesmos. Se escrevo, é para alguém. Para ser lida. Se fosse apenas para mim mesma, possivelmente, escreveria em um diário com acesso restrito. 😉

    Concordo plenamente que melhorar é sempre bom. Sempre adorei críticas, sejam elas positivas ou negativas. Nesta parte, talvez, eu seja um pouco egocêntrica mesmo… procuro nos outros uma forma de melhorar. hehehehe

    Agora, por que você só poderia ir ao cinema de tarde? À noite para ti é pior?
    Achei curioso como gostas de todo o “ambiente” que cerca uma sala de cinema. Eu também curto a sensação de compartilhar uma experiência com um monte de gente que não conheço. Mas, admito, tive que deixar, muitas vezes, este meu gosto pelo “cinemão” por outras formas de assistir a filmes – muitas vezes em casa, ou sem sessões restritas, com poucas pessoas e sem cheiro de pipoca no ar. Enfim, coisas do ofício – e/ou do meu gosto por assistir ao máximo de filmes possíveis e que, em algumas ocasiões, não podem mais ser vistos nos cinemas.

    Um grande abraço e inté!

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  4. Querida Alessandra,
    Que ódio desse negócio que fica aparecendo na tela quando a gente vai escrever. Que negócio? Eu estava quase terminando meu comentário quando fui mudar um pensamento e cliquei onde eu ia mexer… apareceu um quadradinho na tela eu cliquei errado e foi pra outra página… resultado, perdi tudo que havia escrito!!!
    Mas vamos lá!
    Concordo em gênero, número e grau com seu comentário, claro que eu não tinha sacado as partes técnicas que você falou e muito menos os lances da trilha sonora.
    Quando comecei o filme fiquei meio receoso pois alguns filmes românticos são de doer o coração de tão chatos!!! Mas com o passar dos minutos achei a história interessante e passei a prestar mais atenção. Alguns pontos me chamaram muito a atenção, pois me identifiquei com eles. Bom… muito inteligente essa do personagem toda hora estar ‘chorando as mágoas’ com os amigos pois é isso mesmo que acontece… qualquer probleminha estamos nós lá no ouvido dos parceiros esperando uma dica salvadora e ao invés disso só ouvimos gozação. Outra sacada inteligente do filme foi deixar em ‘off’ essa entrega que os homens fazem quando amam. Penso que para as mulheres é mais fácil dizer que amam alguém ou pelo menos elas dizem mais rápido que amam, já para o homem isso é bem mais complicado. Entretanto, quando um homem confessa que ama uma mulher então ele ama para valer (chegando perto do amor platônico, idealizado) (claro que existem casos e casos e que o personagem não confessou isso para a moça… mas ficou evidente que ele a amava).
    Por um lado foi assustador ver o personagem sofrendo por amor e se acabando por um sentimento que na teoria deveria trazer paz, alívio, bem estar… de outro lado foi a constatação da realidade de que o amor é incerteza, decepção, efêmero…
    Nossa adorei o filme do início ao fim. Ahh o fim… muito bom o final do filme. Essa idéia de que nem tudo está perdido e que há esperança bastando um pouco mais de atenção ao nosso redor foi como um raio de sol num dia chuvoso!!!
    Aliás, foi como se terminasse o verão (Summer) e iniciasse o outono (Autumn)!!! Muito boa mesmo essa!!!!
    Mais uma vez parabéns pelo seu blog! Seus comentários sempre muito refinados!!!
    Super Beijos!
    Paulo Utida.

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  5. Olá Paulo!!

    Curioso esse quadradinho que comentaste… seria o mesmo que aparece sempre que passas o cursor sobre um link que eu publiquei no blog? Se for, sinto muito. Tenho ele habilitado porque acho um recurso interessante para “poupar” o tempo dos leitores, que podem pré-visualizar o que está publicado no link.

    Sei bem o que é perder tudo que tínhamos escrito. Isso aconteceu comigo quando tinha um trabalho do meu doutorado quase terminado – e perdi metade ou mais de seu conteúdo – e quando tinha escrito uma crítica quase inteira. É bem chato. Mas que bom que te animaste a escrever tudo novamente.

    Concordo contigo que tem filmes românticos horripilantes, quase deprimentes de tão chatos. hehehehehe. Mas, claro, não é o caso deste.

    Gostei do teu comentário especialmente porque ele confirma algo que eu apenas imaginava: que (500) Days of Summer iria cair no gosto do público masculino porque ele mostra um bocado de sua realidade. Concordo contigo que os amigos (homens, devo ressaltar), normalmente, tiram sarro da dor de cotovelo alheia. E sim, até que se prove o contrário, para as mulheres é muito mais fácil se declarar e falar abertamente de seus sentimentos do que para os homens. Bem observadas essas “confissões” em off do protagonista do filme.

    E sim, sempre há esperança. Depois de uma estação, de um temporal, sempre vem mudanças e tempos melhores. E quem acredita que perdeu o “amor de sua vida” é porque ainda não encontrou o segundo “amor de sua vida” (ou o terceiro, ou o quarto…). 😉

    Fico feliz que tenhas gostado do texto, e obrigada por teus elogios.

    Beijos, abraços e até breve!

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  6. Olá Alessandra.

    Concordo com tudo o que você escreveu sobre esse filme. Delicioso!
    Sempre que vou ver ou já vi algum filme que me chama a atenção, dou uma passadinha aqui no seu
    blog antes para saber se você já viu e qual a sua opinião! rs

    Só queria fazer uma observação, a atriz Chloe Moretz, que interpreta Rachel, a irmã de Tom não
    é a mesma que fez Litlle Miss Sunshine, aquela é Abigail Breslin. Não me lembro de ter visto a Chloe
    no filme…

    Mas é isso! =D

    Um beijão!
    Mauren

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  7. Oi Mauren!!

    Legal “te encontrar” novamente por aqui.

    Puxa, que responsabilidade a minha, hein? Só leve em conta, nestas tuas consultas aos meus textos, que eu posso estar errada, viu? hehehehehe. Ou melhor: que eu posso gostar de um filme que você ache chato ou vice-versa. Tente não me levar sempre à sério. 😉

    Acho que me expressei mal ou, melhor dizendo, deixei a frase do texto mal construída. O que eu quis dizer com as frases em que cito a atriz Chloe Moretz é que ela, como as atrizes que fizeram “Little Miss Sunshine e outros filmes recentes com uma personagem do tipo, tem algumas da melhores linhas do roteiro para si”. Quis fazer uma comparação entre Chloe e as atrizes dos outros filmes, entende? Mas, admito, que quando reli o parágrafo, achei que ele pode levar mesmo a um erro de leitura. Por isso vou acrescentar uma ou outra palavra no texto. Obrigada por tua dica.

    Obrigada mesmo por teu comentário, incentivador e com uma dica importante como essa. Volte sempre por aqui, viu? E busque sempre dar tuas opiniões sobre os filmes.

    Beijos e abraços grandes.

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  8. Olá Alessandra

    Sempre deixo para ler seus textos após ver o filme, para poder aproveitar toda a sua crítica.
    Confesso que na época de seu lançamento eu estava resistente a ver (500) Days of Summer. Por se tratar de um gênero que não curto muito. Mas após algumas indicações de amigos, recomendando muito bem o filme, resolvi conferir.

    Concordo muito contigo quanto ao roteiro buscar um olhar mais masculino, para o filme, servindo tanto para as mulheres, em seus momentos bonitinhos, quanto para os homens em suas dores de cotovelo.

    Um lance legal que você comentou é sobre o titulo do filme. Sobre a idade do “verão” Eu já vi como um amor de uma estação, são 500 dias na verdade, mas a maior parte do tempo ele passa sofrendo por ela, ora desejando-a ora tentando reconquistá-la.

    O que me agradou muito foi esse lance de amor curto porem intenso, que acho que todo mundo já sentiu. E tendo a cronologia da historia fragmentada remeteu a idéia de lembranças. Alem de criar uma forte identificação com o filme ainda prende pela forma que é contada a historia.

    Realmente uma grata surpresa.

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    1. Oi Fabio!

      Puxa, que bacana que você faz isso. Eu também costumo me informar sobre um filme só depois de assisti-lo. Quer dizer, antes até posso ver quem é o diretor, os atores, uma linha sobre a história… mas deixo para ler os textos dos outros só depois. Acho que isso é bacana, porque não “contamina” as nossas próprias leituras e impressões da história, certo?

      Pois então, um amor pode demorar muito mais do que gostaríamos para morrer… algumas vezes isso acontece. Não dá para evitar. Mas o bacana, e este filme fala sobre isso, é que há sempre esperança. Sempre é possível um recomeço. Especialmente quando estamos distraídos. 🙂

      Concordo contigo… todo mundo já viveu um amor curto, mas intenso. E que algumas vezes nem é amor. É outra coisa… paixão, obsessão. Há outros filmes que tratam bem deste tema, aliás.

      Bacana a tua observação sobre a narrativa fragmentada que nos remete à ideia de lembranças. O filme faz bem isso. Funciona.

      Fico feliz que tenhas gostado do filme. Eu também gostei. 🙂

      Obrigada por esta tua visita e pelo teu comentário. Espero encontrar-te por aqui muitas vezes ainda.

      Abraços e inté!

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  9. também achei explícita demais a “declaração” oficial de dor de cotovelo para a…suposta Jenny Beckman, nos créditos. Mas mais explícita ainda foi a declaração do narrador que essa não seria uma “história de amor”. Um convite contraditório e irrecusável para continuar vendo o filme. Não me decepcionei.

    bjo Ale

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    1. Oi Mangabeira!

      hehehehehe
      Realmente, o convite previsivelmente irônico torna o filme ainda mais interessante.

      Criativo, gostoso de assistir e bastante verdadeiro. Nada mal para um filme que não foi muito badalado – ainda bem, porque daí não nos provocou uma expectativa muito grande.

      Obrigada por mais esta visita. Bacana, como sempre.

      Beijos e inté!

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  10. É esse film é incrível, eu gostaria de saber o nome do filme que passa
    No cinema e Summer chora muito, quando aparece um
    Casal meio que fugindo de um casamento…
    ???

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