The Blind Side – Um Sonho Possível


Não teve jeito. Depois que a Sandra Bullock ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz – Drama, fui obrigada a assistir a The Blind Side. Tipo um tira-teima, sabem? Queria saber se ela realmente merecia ganhar o prêmio. E a resposta é um categórico não. Sandra Bullock está muito bem neste filme com roteiro e direção de John Lee Hancock, mas ela não chega nem perto do trabalho das atrizes Carey Mulligan e Gabourey Sidibe. Duvido muito, pela qualidade técnica das atrizes, que ela supere Helen Mirren – ainda não assisti The Last Station para afirmar com certeza, mas posso supor. Enfim, o prêmio de Sandra Bullock foi, definitivamente, apenas mais uma das injustiças do Globo de Ouro. Quanto ao filme, The Blind Side conta uma história interessante, bacana, mas ele me pareceu um tanto “forçado”, maniqueísta e simplório. Sabe aquele filme que você termina de assistir e pensa se é uma produção da Disney, destas onde tudo sempre dá certo? Pois é… Ainda assim, dá para entender perfeitamente porque ele caiu tanto no gosto do público dos Estados Unidos.

A HISTÓRIA: Cenas de TV mostram jogadores de futebol americano e, de fundo, a voz de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock). Ela fala sobre a “luta” que acontece em um campo quando os “gladiadores” de dois times se enfrentam. Passo a passo, ela destaca os movimentos de um jogo que tornaram Lawrence Taylor famoso. Explorando o “ponto cego” do quarterback do time adversário, Taylor afastou o “lendário” Joe Theismann do futebol americano e mudou, segundo Leigh Anne, a história do esporte. E da vida dela. Em seguida, aparece em cena o grandalhão Michael Oher (Quinton Aaron), mais conhecido como Big Mike. Ele é levado, junto com Steve (Paul Amadi), para a escola católica Wingate. O pai de Steve, Big Tony (Omar J. Dorsey) procura cumprir a promessa que fez para a mãe de tirar o garoto de uma escola pública e colocá-lo em uma católica. Ele fala com o técnico de esportes da escola, Sr. Cotton (Ray McKinnon), que vê em Big Mike um grande potencial. Cotton luta para que o jovem grandalhão entre para a escola. Estudando ali a vida de Big Mike começa a mudar – especialmente quando ele se aproxima da família Tuohy.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a The Blind Side): Os estadunidenses tem orgulho de seus “símbolos” nacionais. Além da bandeira e do hino, que caracterizam todos os países – e em alguns lugares é mais ou menos usado -, o povo dos Estados Unidos adora o futebol americano (e outros esportes “nacionais”), seu lema de “bons cristãos” e sua forma política de enxergar o mundo pelos olhos republicanos ou democratas. Para cair como uma luva no gosto do público norte-americano nada melhor que The Blind Side. Um filme que enaltece a “bondade cristã”, a ascensão social através do esporte e que trata os problemas sociais com um véu de delicadeza – mascarando, em outras palavras, a realidade.

Para completar o cenário de “filme perfeito para os estadunidenses”, ele é estrelado por Sandra Bullock – uma eterna “garotinha da América”. Com tudo isso, não quero dizer que The Blind Side seja um filme ruim. Não. Ele tem algumas qualidades interessantes. Para começar, não importa o quanto a vida de alguns personagens possa ser dura, o roteiro John Lee Hancock tem o cuidado de transformar os piores cenários em realidades “aceitáveis” para o grande público. Do primeiro até o último minuto este filme é “gostoso” de assistir. E boa parte da responsabilidade por isto cai nas mãos de seus atores – com destaque especial para Quinton Aaron, que interpreta Michael Oher, e para o garotinho genial e mega simpático Jae Head, que interpreta S.J. Tuohy, o filho mais novo de Leigh Anne e seu marido, Sean (Tim McGraw).

Acho bacana quando um filme de Hollywood mostra um “bom exemplo”, como é o caso da adoção de Oher pelo casal Tuohy. Ainda que, por mais que o filme suavize o questionamento, impossível não ficar em dúvida se os pais adotivos do garoto, nos primeiros momentos em que olharam para aquele grandalhão perto dos filhos deles, não pensaram apenas que ele poderia ser um atleta de primeira grandeza. Claro que Oher, depois do inferno que ele viveu ao lado da mãe viciada em crack, só podia agradecer a atenção que recebeu dos Tuohy.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Se ele realmente tinha o senso de proteção dos entes queridos superdesenvolvido, natural que ele quisesse dar “um orgulho” para Leigh Anne e Sean sendo bom em algo e, se possível, trazendo títulos para a equipe que eles ajudavam a financiar. No finalzinho do filme, ele afirma que era “natural” ir para a escola onde os Tuohy haviam estudado – e que eles seguiam apoiando – porque toda “sua família” tinha estudado ali. Mais uma demonstração que ele queria agradar/retribuir quem lhe havia dado uma nova oportunidade de vida. A questão é se os primeiros olhares de Leigh Anne e Sean para o garoto foram de interesse – projetando seu sucesso nos esportes – ou não, se eles foram totalmente desinteressados. The Blind Side tenta convencer que eles foram bondosos e nada mais – só que, francamente, eu teria dúvidas sobre isso.

De qualquer forma, vamos falar sobre as qualidades da produção. Ela tem um ritmo bem bacana e se mostra bastante “leve”. Destes filmes para fazer as pessoas sairem do cinema se “sentindo melhor”, sabem? Afinal, elas viram uma história gratificante, que apresenta um “bom exemplo” e que não revela com realismo a dura realidade de seu “herói”. Conta para o sucesso da produção, como eu disse antes, o bom trabalho de seus atores – todos muito simpáticos, divertidos e descontraídos. Além dos que eu já citei, vale comentar o bom desempenho da carismática Lily Collins como a adolescente Collins Tuohy, irmã mais velha de S.J. Por causa do elenco, essencialmente, que estou dando a nota abaixo para esta produção – porque, certamente, não é por causa de seu roteiro.

Outra qualidade do filme é a direção cuidadosa e inteligente de Hancock. Ele entrega um filme ágil e bem editado – mérito também do editor Mark Livolsi. A direção de fotografia de Alar Kivilo é luminosa – mesmo nos momentos “tensos” ou “obscuros”. Agora, termina aqui o meu esforço por elogiar este filme. 😉 (SPOILER – não leia os próximos dois parágrafos se você ainda não assistiu ao filme). Para mim, ele é “fantasia” demais. Vejamos: alguém realmente acredita naquela sequencia em que Leigh Anne encontra a mãe verdadeira de Oher? Viciada em crack, uma mulher que não lembra direito quantos filhos teve e nem quem eram os pais de cada um deles, Denise Oher (Adriane Lenox) aparece em cena de forma muito correta e decente. Sua casa não é um lixo deplorável como provavelmente seria na vida real. Enfim, sempre que pode, The Blind Side embeleza a realidade e transforma tudo em um cenário de isopor. Mesmo o “confronto” de Tuohy com os bandidinhos do bairro parece fazer parte de uma peça infantil onde “a vida como ela é” não pode se mostrada – apenas sugerida.

Fora esta convicção constante de que o mundo deve ser cor-de-rosa – vejam bem, não defendo aqui um documentário “nu e cru”, mas um pouco de coerência em uma história nunca faz mal para ninguém -, The Blind Side enaltece uma personagem planejada matematicamente para cair no gosto popular. A Leigh Anne desenhada para Sandra Bullock é uma figura unidimensional. Ela não tem complexidade – como uma pessoa de carne e osso. Não. Leigh Anne é o protótipo da “mulher cristã e republicana perfeita dos Estados Unidos”. Seu marido acha tudo que ela faz perfeito. Seus filhos também. Não há conflito na casa dos Tuohy. Além disso, Leigh Anne “briga com todos” sem descer do salto – juntando com perfeição a “masculinidade” de quem bate boca e decide os assuntos de casa com a “feminilidade” da mulher linda e desejada por todos.

Tanta “maquiagem” para transformar a imagem do “ideal” em “real” – afinal, está é uma história baseada em “fatos reais – só me fazem achar esta produção engraçadinha, mas fraca no conteúdo e na forma. Sem contar a sensação de ter comido pipoca de isopor. 😉

NOTA: 7,4.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: The Blind Side foi um dos fenômenos das bilheterias nos Estados Unidos no final de 2009 e início deste ano. A produção, que teria custado US$ 29 milhões, faturou quase US$ 219 milhões até o dia 10 de janeiro. Apenas nos Estados Unidos! Ou seja, o filme dirigido e escrito por John Lee Hancock, baseado no livro The Blind Side: Evolution of a Game, deve faturar, tranquilamente, mais de 10 vezes o que ele custou. Um sucesso estrondoso – e, fora o desempenho de Avatar, difícil de se conseguir hoje em dia.

O filme estrelado por Sandra Bullock teve pré-estréia no dia 17 de novembro de 2009 em Nova York. Três dias depois ele estreava no circuito comercial dos Estados Unidos e do Canadá. E rapidinho ele virou um fenômeno nas bilheterias.

The Blind Side é inspirado no livro homônimo do escritor e jornalista Michael Lewis. Além deste livro, Lewis é mais conhecido pela obra A Nova Novidade, que se debruça sobre o fenômeno econômico do Vale do Silício. The Blind Side, por sua vez, conta a história da revelação do futebol americano Michael Oher. Quem ficou curioso para saber mais sobre o esportista, recomendo este texto de Fábio Aleixo publicado na Lance.net e a página pessoal do jogador na NFL. Oher atualmente joga na equipe do Baltimore, depois de ter sido escolhido como um dos melhores jogadores de linha ofensiva da liga profissional. E o próprio jogador, que não gosta muito de comentar o filme de Hancock, comenta que a produção é boa, mas não retrata o que aconteceu com fidelidade. “É Hollywood”, ele resume. Pois sim, só que há filmes da mesma Hollywood que se preocupam muito mais com a realidade do que este.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,9 para The Blind Side. Uma nota muito boa, para a média do IMDb. Os críticos que tem seus textos linkados pelo Rotten Tomatoes foram um pouco menos generosos: eles dedicaram 92 textos positivos e 39 negativos para a produção – o que lhe garante uma aprovação de 70%.

O elenco de apoio deste filme trabalha muito bem. Francamente, as estrelas de The Blind Side, para mim, são o já citado Jae Head e a atriz Kathy Bates. Ela interpreta Miss Sue, professora particular contratada para ajudar Oher a conseguir a nota mínima para ganhar uma bolsa de estudos. Os dois, sempre que aparecem no filme, roubam a cena. Quinton Aaron começa o filme exageradamente anulado mas, pouco a pouco, ele vai soltando o belo sorriso e ganha a empatia do público. Vale citar ainda o trabalho de Kim Dickens como a “professora boa” Mrs. Boswell e Tom Nowicki como o “malvado” professor de literatura que não alivia nos julgamentos do protagonista.

Até o momento, The Blind Side recebeu três prêmios e foi indicado a mais oito. Além do badalado Globo de Ouro para Sandra Bullock, a atriz recebeu ainda o prêmio dado pela Broadcast Film Critics Association; e o ator Jae Head recebeu o prêmio de Melhor Performance de um Jovem Ator da Sociedade de Críticos de Cinema de Phoenix.

O crítico Wesley Morris, do The Boston Globe, comenta neste texto que a personagem de Leigh Anne é “uma força imparável” e que Michael parece um “objeto imóvel”. Em outras palavras, Morris comenta que o filme faz o espectador acreditar que Leigh Anne é a única responsável pelo crescimento do rapaz anteriormente rejeitado. “O que parece ser certo para um filme que circula em torno de Bullock. Ela é tão divertida (na vida real) quanto ela aparece no filme”, comenta o crítico. Gostei quando ele afirma que a personagem de Leigh Anne é “parte Erin Brockovich, parte Julia Sugarbaker (da minissérie “cor-de-rosa” Designing Women)”. Como designer, Leigh Anne vê em Michael uma “extensão de seu trabalho”, segundo Morris. Ele pega pesado – mas, francamente, está certo.

Em seu texto, Morris ainda comenta que John Lee Hancock escolheu apenas as partes mais afetivas do livro de Michael Lewis – que escreveu metade da obra sobre Oher e metade sobre Lawrence Taylor. Mesmo sendo um roteirista de “mão leve”, o crítico ressalta que Hancock teve o cuidado de levantar questões como o cinismo, o ufanismo, a culpa liberal e o medo de certos estereótipos de homens negros. Ainda assim, Morris critica o fato do filme retratar Oher como um agente passivo de seu próprio sucesso. “Filmes Comerciais Americanos estão interessados em histórias sobre jovens negros salvos Deus sabe de onde por brancos legais ou pelos esportes. Aqui é por ambos. Essa dupla sorte acontece ocasionalmente na vida. Mas é um grampo em Hollywood, onde grandes homens negros são algumas vezes, e ao mesmo tempo, uma benção e uma ameaça. A vida de Oher tem a intenção de nos fazer bem, e consegue fazer isso. Mas o quanto nos sentimos bem sobre a história dele é proporcional ao quanto nós estamos dispostos a ser cegos sobre como ela é contada”, escreve Morris. Perfeito!

Neste outro texto, Elizabeth Weitzman, do New York Daily News, comenta que “infelizmente o roteirista e diretor John Lee Hancock transformou a vida notável de Oher em uma fábula de Hollywood que troca realidades difíceis por clichês fáceis”. Eu diria que este é um bom resumo do filme. 😉 O que o transforma no oposto do ótimo Precious, por exemplo. Weitzman classifica o roteiro de Hancock de “simplista” e afirma que Sandra Bullock e Tim McGraw fazem um trabalho excelente com o texto que eles têm em mãos – tanto que ela afirma que este talvez seja um dos melhores trabalhos da carreira de Bullock. A crítica comenta ainda que a biografia e as entrevistas televisivas do Oher verdadeiro indicam que ele é um “cara inteligente com um filão de sobrevivência impossível de quebrar” mas que, na visão de Hancock, ele se tornou um dos estereótipos favoritos de Hollywood: o “gigante gentil” em dívida com a bondade de seus “patrões”.

CONCLUSÃO: Um filme cuidadosamente planejado para agradar ao seu público mas que falha na maquiagem que aplica para embelezar a realidade. Com um elenco de apoio tão bom (e em alguns momentos, um pouco melhor) quanto seus protagonista, The Blind Side procura na história real do jogador Michael Oher um exemplo de generosidade e redenção. Leve do início ao fim, é destes filmes para divertir. Se forem ignoradas todas as suas falhas – como a obviedade e linearidade da história, além da construção unidimensional de boa parte de seus personagens -, não será difícil terminar de assistí-lo com um sorriso no rosto. Além da maquiada na realidade um tanto exagerada, me incomodou um pouco a mensagem de “perfeita família cristã dos Estados Unidos que, além de tudo, é republicana”. Mas ignorada a lógica, o bom senso e o apreço pela realidade, é um filme divertido. Tem bons atores e uma Sandra Bullock confortável e firme em seu papel. Para o cenário dos Estados Unidos, perfeitamente justificado o seu caráter de fenômeno nas bilheterias. Mas (me desculpem os fãs do filme) ele é muito, muito fraquinho.

PALPITE PARA O OSCAR 2010: Infelizmente Sandra Bullock tem grandes chances de chegar entre as finalistas do Oscar deste ano. Afinal, ela acaba de ganhar a cobiçada estatueta de melhor atriz dramática do Golden Globes. Agora, francamente, será uma ofensa para a inteligência dos amantes do cinema e das grandes atuações de atrizes em sua história se ela ganhar a estatueta. Falei antes e repito: Carey Mulligan e Gabourey Sidibe estão muito, mas muito melhores que Bullock em seus filmes. Pelo menos as duas atrizes trabalham com personagens complexas, cheias de nuances – e roubam a cena cada vez que aparecem. Mesmo não tendo gostado tanto de Meryl Streep em Julie & Julia, ela sempre – em qualquer ocasião – será melhor atriz que Sandra Bullock. Então a protagonista de The Blind Side pode até chegar entre as cinco indicadas, mas não deve(ria) ganhar o prêmio. Fora sua indicação, acho difícil The Blind Side ser indicado em mais alguma categoria.

Sobre Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema. Em outras palavras, uma cinéfila inveterada. Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, Youtube, entre outros sites e recursos online. Tenho 20 anos de experiência como jornalista e hoje trabalho com inbound marketing em Florianópolis (SC), Brasil.

12 Respostas

  1. Olá,

    Quero dizer que seu blog é uma revista, um guia eletrônico algo que me faz estar a vant guard ! rs
    Muito obrigado por essa colaboração.
    Moro em São Paulo, estudo cinema, e tudo o quê há aqui contribui em muito. Sinto falta de comentarios mais aprofundados, de sua opinião mesmo sobre a narrativa e roteiro. Entre tanto nos momentos que você sita a opinião de criticos sobre o filme é imprescindivel!

    ps: minha index, para que eu sempre saiba quando há atualizações!

    Ate mais

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  2. ‘me incomodou um pouco a mensagem de “perfeita família cristã dos Estados Unidos que, além de tudo, é republicana”.”
    Mas pq Alessandra ? O problema é ser familia, cristã, dos Estados Unidos, ou republicana ?

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  3. Jess

    O filme é baseado numa historia real. Obviamente que pra ir pra telona tem que mudar em certas coisas, mas achei que o filme foi muito bem feito. Sandra Bullock esteve muito bem nesse filme, e achei que o premio foi merecido, poucas vzs sandra trabalhou mal.
    Ameeeeeeeeiii o filme muito mesmo.

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  4. Olá, Alessandra!

    Eis eu aqui, um pouco atrasado mas em tempo de discutir um pouco sobre o filme!

    Acredito que sua crítica ácida com relação ao Patriotismo Estadunidense é sem fundamento, tanto quanto sua argumentação em relação à cultura deste outro país.

    Sou estudante de tecnologia com uma certa formação em sociologia e destinando minha formação para especialização em educação. Atualemente moro nos Estados Unidospor opção, como voluntário – com objetivo de preparar-me para ser voluntário na África em Agosto. Enfim, disse tudo isso para afirmar aqui que a construção da identidade Estadunidense tem suas características que por vezes não compreendemos no Brasil ou em outras partes do mundo,ou seja, acho fenomenal termos o poder de criticar, mas normalmente, uma crítica refere-se a um único ponto de vista, à um único lado!

    Adorei os trechos em que vc tentou ser neutra e expor a realidade para contrapor com suas críticas, mas me perdoe minha posição, pois somente vivendo aqui consegui compreender um pouco da realidade deles [Estadunidenses] e compartilhar um pouco de minha cultura com eles!

    Até mais!

    Samyr Moises

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  5. Cesário Pita

    Eu pessoalmente não estava a espera de tão nobre história, e então se tratando de um caso verídico marca de certa forma o modo de ver mundo e as pessoas que com ele partilhamos.
    Considero que independentemente de o filme ser contado de uma forma mais colorida daquilo que foi a realidade, é um trabalho de excelência.
    As coisas não têm de ser tão profissionalmente lineares! Acho que foi conseguido transmitir uma mensagem aos mais incautos sobre descriminação e exclusão social!
    Muitos mais filmes destes deviam ser produzidos, com mais ou menos enfatização, o certo é que é disto que as pessoas precisam… a mim reconfortou-me e elevou a auto estima para além de despertar consciências.
    A Sandra Bulloock, esteve bem e merece o na redundância o Globo de Ouro por este e por tudo o que ao longo da carreira tem feito.
    Bem ajam as pessoas que vieram ao mundo para criar coisas que fazem o mundo sorrir, e a Sandra é uma delas. Ponto Final.

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