Avatar 3D


Uma das maiores bilheterias de todos os tempos e um dos filmes mais falados – e propagandeados – do final de 2009 e início de 2010. Ninguém na face da Terra pode negar que Avatar (aqui o site oficial em português) é um fenômeno de massas como há tempos o cinema mundial não via (mais precisamente, desde 1997, quando foi lançado Titanic, o outro filme-fenômeno de James Cameron). Demorei para assistí-lo porque eu via como fundamental a questão do 3D. Me desculpem os sensíveis, mas assistir Avatar sem ser em 3D é o mesmo que preferir assistir qualquer filme que exige grandes dimensões em uma TV de 14 polegadas. O tão comentado 3D – que está, infelizmente, ainda longe de ser realmente revolucionário -, no caso de Avatar, acaba sendo tão ou mais importante que o roteiro e a direção de Cameron. Antes de assistí-lo, eu tinha ouvido comentários ruins sobre o roteiro do filme, aliás. Mas ainda que Avatar se perca um bocado no caminho – deixando para trás a oportunidade de ser um filme muito melhor -, admito que me surpreendi positivamente com o que eu vi. Esperava algo pior.

A HISTÓRIA: O ex-fuzileiro Jake Sully (Sam Worthington) lembra de um sonho clássico que tinha quando estava hospitalizado: ele experimenta a liberdade plena ao “voar” sobre árvores e entre nuvens baixas. Em seguida, ele acorda em uma cabine após passar pelo processo de criogenia. Ele entrou no projeto Avatar depois que seu irmão gêmeo, Tommy, foi morto em um assalto uma semana antes da viagem que o levaria até o planeta Pandora. Depois de uma viagem que durou 5 anos, nove meses e 22 dias, Jake e os demais “mercenários” inscritos para trabalhar explorando Pandora chegam até o planeta aonde vivem os Na’vi, uma espécie de “humanóides” que vive em perfeita sintonia com a Natureza. Jake acaba conhecendo de perto a cultura e o modo de vida dos Na’vi quando assume a pele de seu próprio avatar, criado a partir da mistura de seu DNA e o de nativos de Pandora.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Avatar): O argumento do filme capitaneado por James Cameron e boa parte do seu desenvolvimento são excepcionais. Levando em conta, claro, o estilo do diretor e roteirista. Acho curioso quando algumas pessoas “pedem” e/ou esperam um texto mais elaborado de Cameron. Ouvi algumas pessoas criticarem a falta de “complexidade” do roteiro de Avatar.

Meus caros, uma regra básica para entender um pouco sobre cinema é contextualizar sempre cada filme, cada autor, cada artista envolvido. James Cameron nunca foi um sujeito complexo. Muito pelo contrário. Ele é o típico diretor e roteirista que busca, com seus filmes, o maior público possível. Seus roteiros são rasos, simples, fáceis de serem entendidos por pessoas das mais diferentes idades, níveis sociais, formações educacional e cultural.

Cameron busca sempre a simplificação – ele ficará conhecido, no futuro, como o diretor de alguns dos filmes mais caros e com maiores bilheterias de todos os tempos, mas nunca por histórias brilhantes ou roteiros saborosos. Este é o seu estilo. E é preciso avaliar Avatar dentro deste contexto. Dito isso, volto a afirmar que a nova produção de James Cameron me surpreendeu por grande parte do tempo.

Primeiro, porque o diretor realmente pensou em cada detalhe da produção, em cada cena, em todo e qualquer momento em que os efeitos 3D poderiam deslumbrar o espectador. Depois porque gostei do roteiro. O protagonista Jake Sully não é um herói modelo – uma boa evolução para um roteirista que havia escrito anteriormente Terminator; uma das histórias de Rambo; Aliens e, principalmente, Titanic e seu “perfeito” Jack Dawson. Os mercenários humanos em Pandora assumem o papel que outrora foi desempenhado por distintas civilizações “conquistadoras” (em outras palavras, exterminadoras de nativos), como foi o caso de portugueses, espanhóis e ingleses.

Impressionante a forma com que Cameron critica o destempero dos países civilizados – e neste filme fica clara a referência aos Estados Unidos, ainda que não apareçam bandeiras tremulantes. Na era em que a preocupação ambiental e com as mudanças climáticas é a ordem do dia, Pandora aparece como um planeta ideal, habitado por uma civilização que sabe como viver em perfeita e plena sintonia com cada ser vivo que lhe cerca.

Uma civilização ideal considerada “selvagem” pelo invasor habituado a outros valores e práticas – como a de explorar até o fim os recursos naturais e trocá-los por dinheiro, algo que deveria ser insignificante na comparação com o que torna a vida possível e/ou sustentável. Cameron, assim, lança idéias “revolucionárias” para os seus próprios padrões, inserindo temas espinhosos em um filme que deveria ser, essencialmente, comercial. Essas características de Avatar, devo admitir, me surpreenderam.

Mas nada me deixou mais estupefata do que a forma estonteante com que Cameron apresentou, para os espectadores do filme em 3D, aquele planeta cheio de surpresas para os nossos olhos cansados e que não se surpreendem com quase mais nada. As melhores cenas do filme envolvem o avatar de Jake Sully e suas experiências como aprendiz da cultura e do jeito de viver do clã dos Omaticavas. Levado praticamente  pelas mãos de Neytiri (Zoe Saldana), Sully volta a andar, correr, aprende a montar cavalos selvagens e a voar com um “ikran”. Ele experimenta um contato com o selvagem impossível para um homem comum ao mesmo tempo em que vive na pele um tipo de mobilidade impossível de ser concretizada devido a condição de dependente de uma cadeira-de-rodas quando não está utilizando o seu avatar.

O personagem de Jake Sully não poderia ter sido melhor planejado. Primeiro, o protagonista se sente em dívida com o irmão morto, que se dedicou tanto tempo a um propósito “digno” como é o da ciência. Depois, ele se sente um bocado perdido, sem perspectivas, justamente por se ver preso a uma cadeira-de-rodas. Um dos objetivos de sua viagem a Pandora é ganhar dinheiro suficiente para conseguir voltar a andar. Cameron, através de Sully, faz um paralelo ao homem do século 21, preso a valores que não fazem sentido e que lhe impedem de ter uma vida plena.

Além disso, pelas razões anteriores, Sully tem um “objetivo” digno para fazer o que ele faz. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Ou seja, para “trair” a confiança daqueles seres azuis grandalhões que resolvem abrir o seu mundo para um desconhecido com perfil de inimigo. Entra em cena o grande vilão da história, o super Rambo da vez, coronel Miles Quaritch (Stephen Lang). Apelando para o código de honra e de conduta do ex-fuzileiro Sully, Quaritch sabe muito bem como pressioná-lo para conseguir as informações que a companhia precisa para vencer os nativos. O coronel também promete para Sully o que ele mais deseja: poder voltar a andar.

Sully se porta como uma criança – Neytiri logo de cara o classifica assim – frente a um mundo desconhecido. Esse é outro acerto de Cameron porque, desta forma, ele coloca cada espectador em uma posição confortável de “ignorância” sobre o que ele está assistindo. Todos nós somos crianças, ignorantes frente ao mundo perfeito criado por Cameron. Pandora é um planeta ideal, perfeito, onde diferentes clãs, animais selvagens, plantas curiosas e demais seres parecem viver em constante harmonia.

(SPOILER – não leia se você ainda não assistiu ao filme). Claro que isso é difícil de acreditar. Especialmente porque, se tudo realmente é assim perfeito, o que justificaria a chegada de um Na’vi que dominasse a fera Toruk para, só assim, unir os diferentes clãs no sentido de defender um único propósito? Mas isso pouco importa. Cameron está aí para nos dizer que deveríamos nos colocar mais na posição de crianças, de ignorantes, para aprender com os seres mais sábios – e/ou aprender e aceitar diferentes formas de vida.

Até hoje existe muito preconceito com descendentes de indígenas, aborígenes, quilombolas, entre outras minorias que são consideradas por muitos como “menos evoluídas”. A própria antropologia, que antes enxergava determinados povos como estágios anteriores a uma evolução inevitável até o ideal (normalmente eurocêntrico), hoje enxerga que não existe um modelo de desenvolvimento – e que mesmo este conceito pode não ser válido.

Mas vamos voltar ao filme… Avatar acerta em todas estas questões e na forma com que o personagem principal e a história vai sendo apresentada. Até que… o filme se perde. Pois sim. Juro que me surpreendi com a história e esperei que ela seguisse por aquele caminho de reflexão/certa crítica social, mas aí o roteiro de Cameron fraquejou e caímos em uma história previsível, longa e simplista demais.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Para começar, deixamos de lado os dilemas do protagonista e a ligação perigosamente estreita entre uma “ciência desinteressada” (ok, esse foi um eufemismo adotado pelo amante dos avanços tecnológicos chamado James Cameron) e a pilhagem provocada pela ambição econômica para cair na velha história de disputa amorosa e da luta do bem contra o mal.

Avatar estava indo tão bem, havia tanto esplendor visual e eficiência na direção de Cameron e, por tudo isso, não deixa de ser uma pena quando o filme descambar definitivamente para os lugares-comum e as saídas previsíveis para seus problemas. Vamos combinar que todos já sabiam o que iria acontecer muito antes da ação propriamente dita se desenrolar.

(SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Era evidente o “romance” de Jake Sully e Neytiri (ainda que, me desculpem, mas ainda não me conformo com a “menina” se jogando nos braços de um ser que ela sabia que não era real). Também ficou evidente uma certa disputa de Sully com Tsu’tey (Laz Alonso), o guerreiro que estava destinado a suceder Eytukan (Wes Studi) como líder dos Omaticayas e, consequentemente, a casar com sua filha, Neytiri. Era óbvio que Sully ficaria do lado dos Na’vi e que o recurso da “morte e ressurreição” tentado no caso da Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver) seria, depois, utilizado pelo protagonista.

James Cameron tinha a faca e o queijo na mão para fazer o melhor filme de 2009 e, talvez, um dos melhores dos últimos anos. Explorando ao máximo os atuais recursos do cinema 3D – ainda fracos para o meu gosto, mas depois falarei mais disso -, o diretor soube planejar com maestria cada cena, cada ângulo, criar um mundo maravilhoso para nossos “olhos de crianças”. Até certo ponto, seu roteiro também surpreendeu, misturando assuntos importantes de forma despretensiosa, leve, nos conduzindo sob os signos da ação, aventura, romance, comédia e umas pitadinhas de guerra (até aquele momento, apenas sugerida).

Uma pena, realmente, que pouco depois da metade do filme Cameron não tenha conseguido exprimir em seu roteiro a inovação que conseguiu com sua técnica e apuro visual.  Tudo acaba se resumindo, mais uma vez, à velha história de um “amor impossível”, algo muito corriqueiro desde Romeu & Julieta – e, inclusive, uma tradição anterior à obra de Shakespeare. Um verdadeiro desperdício.

Além disso tudo, Avatar é longo demais. O filme poderia ter, perfeitamente, 20 minutos menos. Não faria falta. (SPOILER – não leia se você não assistiu à produção). Eu cortaria grande parte deste tempo do meio do filme para o final. Reduziria, por exemplo, aquelas cansativas cenas do “novo Rambo” e seus comandados em operações como a de destruir a casa dos Omaticayas. Cortaria também uma ou outra cena um tanto repetida e que não produzisse o efeito de fascínio que outras sequências provocam. Faria bem para o filme.

Descontadas estas falhas e desperdícios de Avatar, ele é um grande filme. Muito bem planejado, conduzido e com a exploração adequada de todos os recursos que a alta tecnologia do cinema atual pode proporcionar. Além disso, a história apresenta alguns momentos realmente tocantes, emocionantes. Ver um adulto enxergar um mundo perfeito sob o fascínio que apenas uma criança pode ter e encontrar um povo tão amistoso e aberto a significados maiores do que o de suas próprias existências é algo raro de ser visto. Ainda mais no cinema de Hollywood. Por tudo isso, este filme é grande. E merece chegar longe, ser premiado, bater recordes de bilheterias (por que não?), mas não deveria levar mais do que uma série de Oscar’s técnicos. Ele não é, nem de longe, o melhor (ou um dos 5 melhores) filme(s) de 2009.

NOTA: 9 (por sua versão em 3D).

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Não sei vocês, mas eu acho um verdadeiro absurdo um filme, seja ele qual for, gastar inacreditáveis US$ 237 milhões em sua produção e, incluindo marketing e distribuição, chegar a um custo total de US$ 500 milhões. Esses valores, referentes a Avatar, tornaram a produção de James Cameron a mais cara de todos os tempos – quer dizer, segundo esta reportagem da Folha de S. Paulo, Avatar empataria hoje em dia com os gastos reajustados de Guerra e Paz, produção soviética de 1967.

De qualquer forma, mesmo que forem analisados “apenas” os US$ 237 milhões utilizados para que Avatar fosse produzido, isto equivaleria a 23 filmes do porte de Precious (que teria custado US$ 10 milhões), 34 filmes como An Education (que custou US$ 6,8 milhões) ou 21 produções como The Hurt Locker (que consumiu US$ 11 milhões). Sei que é importante que “visionários” como James Cameron invistam seu talento e potencial para o marketing na evolução tecnológica do cinema, mas ainda assim não me convenço que todo esse dinheiro deveria ser gasto em apenas uma produção. Prefiro ainda dezenas de filmes no estilo dos outros candidatos ao Oscar comentados frases acima do que em produções como Avatar.

Para quem não lembra, James Cameron estreou como roteirista e diretor de longas-metragens com The Terminator, de 1984, filme que lançou definitivamente à fama um até então relativamente pouco conhecido Arnold Schwarzenegger – o ator musculoso havia se destacado, anteriormente, apenas por dois filmes em que encarnava o “bárbaro” Conan. Depois, Cameron escreveu o roteiro de Rambo: First Blood Part II (ao lado de outros roteiristas), de Aliens e The Abyss (estes dois últimos ele também dirigiu).

Desde muito jovem o diretor e roteirista mostrava seu gosto pela alta tecnologia e pela ficção científica. Ele deu uma pausa nestes temas com True Lies e Titanic, tentando, com eles, chegar a um público muito maior do que aquele que costuma se interessar por ficção científica. Em Avatar, Cameron tenta seguir nesta linha ao resgatar, mais uma vez, seu gosto pela alta tecnologia e a ficção científica.

James Cameron vai seguir a linha de ficção científica em seu próximo projeto, intitulado Battle Angel. Previsto para ser lançado em 2011, o filme se lança no futuro para contar a história de uma cyborg feminina que é retirada da condição de “sucata” por um cientista. Será que o filme vai promover a mistura de “um amor impossível”, tema recorrente de Cameron em suas últimas produções, com The Terminator? 😉

Avatar carrega a lenda também de ser a maior bilheteria que o cinema já teve. A verdade é que ele passou o campeão anterior, Titanic, que havia arrecadado US$ 600,7 milhões. Mas há quem discuta os valores absolutos e avalie as maiores bilheterias levando em conta a inflação que os ingressos de cinema tiveram com o passar do tempo. Segundo este parâmetro, Avatar figuraria na 15ª posição. Encabeçando a lista estariam Gone with the Wind, Star Wars e The Sound of Music.

Mas quem entende que os números absolutos que contam, os quase US$ 688 milhões arrecadados por Avatar apenas nos Estados Unidos colocam a produção no topo da lista das maiores bilheterias. E ainda que siga a sua trajetória em busca de recordes ainda maiores, dificilmente Avatar conseguirá chegar perto do filme mais lucrativo de todos os tempos – afinal, ele custou quase US$ 500 milhões incluindo marketing e distribuição. Lembrando que um filme é lucrativo levando em conta seus custos e o lucro final com as bilheterias.

De qualquer forma, é importante citar que Avatar ultrapassou a marca de US$ 1,858 bilhão nas bilheterias de todo o mundo, ultrapassando o recordista anterior, Titanic, que havia alcançado US$ 1,843 bilhão. O novo recorde foi registrado no dia 26 de janeiro deste ano.

Até o momento Avatar ganhou 18 prêmios e foi indicado ainda a outros 41. Entre os que levou para casa estão os de Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor entregues no Globo de Ouro; Melhor Design de Produção e Melhores Efeitos Especiais no BAFTA (o chamado “Oscar” inglês); além de seis prêmios técnicos entregues ao filme pela premiação da Broadcast Film Critics Association e outros prêmios do gênero entregues em distintas premiações. Até o momento, para resumir, o melhor desempenho do filme foi mesmo no Globo de Ouro.

Avatar conseguiu uma nota muito boa pela avaliação dos usuários do site IMDb: 8,5. Os críticos que tem seus textos linkados no Rotten Tomatoes também foram bastante generosos com a produção: dedicaram ao filme 207 críticas positivas e apenas 45 negativas (o que garante para o filme uma aprovação de 82%). Ainda assim, ninguém foi tão generoso quanto eu com a nota para Avatar – acho que eu estava em um bom dia quando o assisti. 🙂

Agora, algumas curiosidades sobre a produção. A atriz Sigourney Weaver declarou, em algumas entrevistas, que se espelhou no próprio James Cameron para interpretar a cientista perfeccionista e idealista Grace Augustine. Segundo os produtores de Avatar, 40% do filme é composto de “live action” (o trabalho “realista” dos atores) e 60% de uma composição que mistura interpretações reais com computação gráfica. Foram desenvolvidos, para o filme, uma série de aparatos de alta tecnologia para que a computação gráfica fosse utilizada de maneira inovadora.

James Cameron se convenceu de que a tecnologia da computação gráfica havia chegado no ponto em que ele gostaria para realizar Avatar depois que ele assistiu o trabalho feito com o personagem de Gollum no filme The Lord of the Rings: The Two Towers (de 2002).

A linguagem Na’vi, segundo as notas de produção de Avatar, foi criada pelo linguista Paul R. Frommer “do zero”. Ou seja, ele não se baseou em nenhum outro idioma para criar a forma com que os habitantes de Pandora se comunicam. Frommer teria aceitado o desafio de criar uma linguagem totalmente nova e elaborou uma coleção de mil palavras neste idioma inusitado.

A palavra “unobtainium” (material encontrado em Pandora que motiva a cobiça humana) é utilizada de uma forma bem-humorada pela indústria aeroespacial. O termo descreve um material que teria uma aplicação perfeita para fins científicos, mas que se torna inviável porque não existe, ou é muito caro ou simplesmente viola as leis da física.

Inicialmente o estúdio responsável por Avatar havia apontado Matt Damon e Jake Gyllenhaal como candidatos para o papel de Jake Sully, mas James Cameron acabou ganhando na queda de braço e apostando em um ator desconhecido do grande público.

Avatar significa, em sânscrito, “encarnação”. O termo era muito utilizado nas escrituras hindus para fazer referência à encarnação humana de Deus. Isto interessa porque, segundo James Cameron, os Na’vi de seu filme são azuis como forma de criar um paralelo conceitual com as representações hindus de Deus – que podem ser vistas, desta forma, nas imagens de Vishnu, Shiva, Rama, Krishna, etcétera -, além do fato de que o diretor diz “gostar desta cor”.

A palavra Ey’wa, que no filme é aplicada para identificar a divindade do povo Na’vi – que seria algo como a “deusa Natureza” – faz referência à pronúncia de Yahweh, termo que identifica Deus para os hebreus.

Cameron disse no programa The Tonight Show with Conan O’Brien que havia começado a trabalhar nos desenhos preliminares de Avatar em 1995, mas que teve que esperar uma década para começar a tornar seu projeto viável nos conceitos visuais e de efeitos especiais.

Algumas das idéias apresentadas em Avatar, como o conceito de uma “rede de árvores” que preserva a memória dos mortos aparecem na série intitulada Ender de autoria de Orson Scott Card. Segundo esta notícia publicada pelo site Adoro Cinema, Cameron teria ainda sido acusado de plagiar a graphic novel Firekind, publicada na Inglaterra em 1993 por John Smith e Paul Marshall. Talvez para responder um pouco estas suspeitas, o produtor de Avatar informou, neste mês, que James Cameron deve publicar um livro que antecede cronologicamente o que acontece no filme ainda este ano. A obra, a primeira lançada por Cameron, serviria como um prelúdio ao que os espectadores assistiram em Avatar.

Falando do tema de alta tecnologia utilizada em Avatar, queria comentar que eu discordo da aura de “revolução cinematográfica” que circunda este novo filme de James Cameron. Concordo sim que o filme é belíssimo visualmente e que convida os espectadores a uma experiência diferenciada com a forma com que a produção trabalha os recursos 3D. Ainda assim, falta um bom caminho ainda para que esta tecnologia faça uma revolução para o cinema da magnitude que significaram a passagem do cinema mudo para o falado e do cinema preto e branco para o colorido.

Para que o 3D realmente revolucione o cinema é preciso que o espectador se sinta ainda mais inserido no filme. Talvez com a adoção de óculos mais modernos, que realmente dão a sensação de tridimensionalidade, ou mesmo a adoção de luvas e/ou sensores acoplados aos espectadores em salas de alta tecnologia. Enquanto os videogames cuidam de inserir seus usuários realmente “dentro” das histórias, o cinema 3D ainda está a meio caminho disto.

Achei exagerado demais o tom “Rambo” que o filme assume lá pelas tantas. Para mim, ao menos, foi cansativo e desnecessário. Stephen Lang, coitado, poderia ter sido poupado desta. 😉 Também achei pueril demais a idéia que Cameron tenta vender de que os cientistas mostrados no filme eram, essencialmente, “do bem”. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Entendo que o diretor defenda a evolução da tecnologia (afinal, seu marketing depende disso) e da ciência, mas é no mínimo ridículo que alguém verdadeiramente acredite que a Dra. Grace Augustine e Cia. não percebiam que seus interesses por descobertas científicas eram financiados por uma organização movida por lucros e focada na exploração desleal de recursos naturais. A questão – pouco ou nada questionada pelo filme – é que muitos cientistas sérios “fecham os olhos” para questões éticas e não querem saber até que ponto suas descobertas podem ser usadas (ou já estão sendo) para fins antiéticos e/ou criminosos. A ciência não pode ser absolvida em Avatar como Cameron provavelmente gostaria.

Além dos atores citados anteriormente, vale comentar o desempenho dos seguintes atores: Joel Moore como o “simpático” e um tanto “invejoso” cientista Norm Spellman (que, posteriormente, acaba ajudando Sully em sua missão “maior” em Pandora); Giovanni Ribisi como o vilão Parker Selfridge, o homem que comandava as operações de exploração do valioso minério no planeta dos Na’vi; Michelle Rodriguez como Trudy Chacon, a militar de “bom coração” que acaba sendo fundamental em certo ponto da história; CCH Pounder (e isso é nome?) como Mo’at, a mãe de Neytiri que desempenha o papel de líder espiritual do clã onde o protagonista vai parar; e Dileep Rao como o Dr. Max Patel, cientista que também dá uma forcinha para o grupo de “salvadores da pátria” (no caso, de Pandora). Os demais são, realmente, coadjuvantes.

Para os que ficaram – com toda a razão – fascinados pela qualidade técnica de Avatar, nunca é demais nomear os seus responsáveis: James Horner é o veterano que assina a trilha sonora do filme; Mauro Fiore é o diretor de fotografia (impecável e estonteante, diga-se); a edição foi feita por James Cameron, John Refoua e Stephen E. Rivkin; o design de produção é assinado por Rick Carter e Robert Stromberg (outro trabalho magnífico); a direção de arte foi capitaneada por 12 profissionais sob a supervisão de Todd Cherniawsky, Kevin Ishioka e Kim Sinclair; o departamento de maquiagem, que envolveu o trabalho de 20 profissionais, foi coordenado por Michele Barber, Corinna Liebel, Angela Mooar e Sarah Rubano; e os departamentos de arte, de efeitos visuais e sonoros segue com uma lista de dezenas de centenas de profissionais.

CONCLUSÃO: Um espetáculo visual e para os sentidos em sua versão 3D – para mim, a única que deve realmente valer a pena ser assistida. Avatar segue o gosto de seu realizador, o roteirista e diretor James Cameron, em tudo que isso pode significar de interessante e de previsível. Misturando ficção cientítica (o tema preferido de seu realizador), mais uma história de “amor impossível” (alguém lembrou de Titanic?) e críticas interessantes sobre a capacidade do homem destruir tudo o que “toca” (uma versão contrária de Midas), Avatar se mostra um filme com grandes idéias, uma boa dose de “mistura pop” e uma realização impecável.

O problema é que o filme, que começa muito bem e segue interessante e desafiador até pouco mais de uma hora, depois se perca nos vícios de Cameron. O diretor esquece o primor narrativo que vinha imprimindo à produção e cai em uma série de lugares-comum de filmes que tratam de batalhas de conquista e resistência. Instigante em sua proposta visual e pueril em sua narrativa (especialmente da metade do filme para o final), Avatar mescla alta tecnologia com a busca por uma forma de vida ideal e impraticável. No final das contas, esta é a produção de um sonhador chamado James Cameron. O filme tem algumas sequências estonteantes, impressionantes, e uma certa carga de emoção imprevisível. Uma pena que ele seja longo demais e que caia em qualidade em certo momento, abrindo o flanco para uma história “a la Rambo” que poderia ter sido contornada. Os avanços técnicos desta produção, infelizmente, não encontram eco em inovações narrativas.

PALPITE PARA O OSCAR 2010: Avatar era o último filme que me faltava assistir da lista de 10 indicados na categoria de Melhor Filme. Agora sim, fechei a lista. 😉 Como eu já esperava, não mudei a minha opinião sobre o filme que deveria ganhar este ano nas categorias Melhor Filme e Melhor Direção: The Hurt Locker. Ainda que eu tenha me surpreendido positivamente com Avatar – francamente eu esperava algo pior -, vejo outros filmes como sendo melhores que ele este ano. Na minha lista de preferência, a sequência de produções que poderiam ganhar o principal prêmio do Oscar seria: The Hurt Locker, Precious, Inglourios Basterds, An Education, A Serious Man e, finalmente, Avatar.

Acredito que The Hurt Locker ganhe de Avatar na disputa por Melhor Filme – isso não ocorreria apenas no caso de uma zebra, com os votantes da Academia premiando um terceiro filme conforme os votos fossem sendo computados para o chamado “consenso” feito pela instituição (aqui informações mais detalhadas sobre esta teoria em texto da sempre excelente Ana Maria Bahiana). Outro fator que pode atrapalhar The Hurt Locker em sua merecedíssima premiação (quem acompanha este blog sabe que venho apontando ele como favorito há bastante tempo) é uma certa lambança que o produtor encrenqueiro Nicolas Chartier fez na reta final da escolha para os melhores do ano feita pelos votantes (detalhes neste e neste outro texto de Ana Maria Bahiana). Seria uma pena The Hurt Locker perder o Oscar de Melhor Filme por causa deste imbecil. Mas enfim, o negócio é esperarmos para ver…

Na categoria de Melhor Diretor, mesmo que James Cameron tenha feito um grande trabalho – especialmente na concepção visual de Avatar e na condução impecável da primeira metade do filme -, considero o olhar diferenciado e o pulso firme de Kathryn Bigelow favoritos para o prêmio. Estava na hora também de uma mulher ganhar nesta categoria do Oscar, oras bolas – ainda mais quando ela tem todos os méritos. Se Bigelow não ganhar, preferia o trabalho de Quentin Tarantino que o de Cameron.

Vejamos as outras sete categorias em que Avatar concorre: não acredito que o filme vença em Melhor Trilha Sonora ou Melhor Edição (o favorito é The Hurt Locker); por outro lado, ele é o favoritíssimo para levar as estatuetas de Melhor Direção de Arte, Melhor Direção de Fotografia (pode perder esta estatueta apenas para Das Weisse Band ou The Hurt Locker), Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som (corre o risco de perder para Star Trek) e Melhores Efeitos Especiais. Se ganhar nestas categorias técnicas que considero ele como favorito, Avatar sairá do Oscar com cinco estatuetas, podendo chegar a sete (se vencer em edição e trilha sonora). Não será um mal negócio para os produtores do filme e James Cameron.

SUGESTÕES DE LEITORES: Era inevitável que eu assistisse a esse filme em algum momento. Especialmente porque este ano resolvi me esforçar para assistir a todos os principais concorrentes do Oscar antes que a premiação ocorresse. Sei lá, acho que isso segue a minha linha de ser “meio do contra” – afinal, há tempos o Oscar não parecia tão sem “brilho” como neste ano. Avatar fecha a lista dos 10 filmes indicados na categoria principal da premiação. Mas é importante comentar que o José Carlos Dias havia publicado, no dia 20 de dezembro de 2009, um comentário em que pedia uma crítica do filme aqui no blog. Pois bem, José Carlos, eu demorei bastante – porque não tive como assistir a uma cópia 3D antes -, mas acabei cumprindo a promessa de assistir a Avatar. Agora, espero um comentário teu aqui sobre o filme e sobre o meu texto. Um abração e obrigado por mais esta dica das boas.

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18 comentários em “Avatar 3D

  1. Muito bom o seu texto Ale, como sempre ;D
    Concordo com tudo que você falou, o filme é um pouco longo demais, algumas partes podiam ser encurtadas e o roteiro um pouco melhor, mas, mesmo assim, ainda prefiro Avatar muito mais do que Guerra Ao Terror ^^

    Eu assisti Avatar aqui no Imax de Curitiba e a imersão foi incrivel, acredito que o filme além de ser feito para ser visto em 3D, foi criado com o Imax em mente, afinal me senti de verdade dentro do filme, e os comentários de quem viu por lá também são os mesmos.

    De qualquer maneira, estou muito ancioso para este Oscar, ainda, entre os 10, prefiro Bastardos Inglórios. Vamos ver né, e que vença o melhor ;D

    Abraços!

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  2. Olá Ale,

    Achei Avatar um dos melhores filmes que já vi. Mas, é claro que a estória poderia ser melhor aproveitada. Porém, creio que cumpriu bem seu papel. Um filme belíssimo! Só acho realmente meio chato o confronto coronel vs. sully… Enfim, de qualquer forma, era inevitável que ocorreria uma batalha final. Acredito que poderia ser um pouco mais inteligente, mas mesmo assim está ótimo.

    Sobre a ciência. Bem, de certa forma esta “fecha os olhos” mesmo para tudo. Muitas vezes por não se importar, outras por estar tão focado no próprio trabalho que não reflete sobre os prós e contras de sua descoberta ou pesquisa.

    Ainda não vi The Hurt Locker, mas até o momento daria um voto para Avatar como melhor filme e direção (não é nada fácil dirigir filmes com tantas novas tecnologias).

    Abraços,
    Louzada

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  3. olá alessandra 🙂
    sabe que esse tambem foi o ultimo da minha lista dos 10 e eu classifico assim: 1)precious 2) an eduction 3) bast. inglorios 4)um sonho possivel 5) avatar.
    eu achei avatar super cruel, mas gostei e olha que ao contrario de vc que viu em 3d, eu vi num arquivo de 900 mb e mesmo assim achei excepcional, mas a historia é realmente manjada, apesar de ser super tensa. detestei mesmo “guerra ao terror”(pessimo titulo hein) e distrito 9 entao, eu quase vomitei de tao ruim aushuahhauhs. acho que 10 filmes, em um ano em que achar 5 foi dificil, forçou a barra…
    bjs bjs 🙂

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  4. Alors, Ale,

    Os Smurfs V.2 não vão sair tão cedo assim do cinema. Quem sabe nessa semana eu vou ver? Estou abrandando minha cuca afim de ir checar essa nova technologia e até o filme. Anda meio frio mesmo…

    Un abrazo fuerte de san pablo

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  5. Olá Marlon!!

    Puxa, que bacana que concordamos. Quer dizer, em quase tudo. hehehehehe. Porque sigo preferindo The Hurt Locker do que Avatar. 😉

    Pois então, talvez a experiência em uma sala Imax realmente seja outra. Mas daí acho a “revolução” de Avatar ainda mais restrita… afinal, se no mundo existem poucas salas que permitem o 3D, há um número ainda menor de salas Imax. E aí, como fazer uma revolução com abrangência tão pequena? Claro que comento isso porque a idéia da “revolução” é um dos principais argumentos de quem faz propaganda do filme.

    Ainda assim, respeito muito Avatar e o James Cameron. Só que realmente para ser chamado de “grande cinema”, ainda falta um bocado.

    E cá entre nós, ainda bem que há gosto para tudo. Já imaginou todo mundo gostando do mesmo? Seria uma tragédia não existir cinema como o de Avatar, de Inglourious Basterds, The Hurt Locker, Precious, Seraphine, entre outros tantos. Viva à diversidade!

    Um grande abraço e volte sempre!

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  6. Olá Eduardo!!

    Nossa, ficaste empolgado MESMO com Avatar, hein? Porque afirmar que ele foi um dos melhores filmes que você já viu… uau! Realmente gostaste do filme. hehehehehehe

    Muitos dos filmes que considero excepcionais, que merecem ganhar um 10 aqui no blog, não colocaria na lista dos melhores que já vi na vida. Essa lista é muito, mas muito restrita. E certamente Avatar não chega nem perto dela. hehehehehehehe. Mas, claro, tudo isso é uma questão de gosto e de outros fatores.

    De qualquer forma, fico feliz que tenhas gostado tanto do filme. Mas não acho que ele cumpriu super bem o seu papel… poderia ser melhor. Não apenas ter um roteiro mais inteligente, ter economizado algumas partes, mas principalmente ter o conteúdo acompanhando a forma com perfeição – algo que não acontece. O confronto era inevitável, mas ele não precisava ter ocupado um terço do filme (ou mais).

    Olha, não concordo que a ciência feche os olhos das pessoas “para tudo”. Ciência deveria significar justamente o contrário. A ciência existe para abrir fronteiras da percepção, do conhecimento, nos levar para lugares que antes desconhecíamos. A ciência deveria existir para evoluirmos – e, na maioria das vezes, ela cumpriu esse papel. O que eu quis dizer na crítica é que, muitas vezes, os cientistas não assumem a sua responsabilidade, não utilizam a crítica que devem ter para desenvolver o seu trabalho cotidiano para analizar também os interesses de quem financia estes trabalhos. Entende? No doutorado que eu estou concluíndo discutimos muito isso porque, afinal, todos nós (do curso) vamos virar cientistas. E é preciso ter cuidado com a “instrumentalização” do conhecimento. Por aí…

    Sobre o confronto de Avatar e The Hurt Locker falo logo mais – tenho impressão que comentaste sobre isto em outro post. Vamos a ele!

    Abraços e obrigada, mais uma vez, por tua participação por aqui.

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  7. Olá cleber!!

    Algo em comum a gente tem: deixar os filmes mais óbvios para o final, hein? hehehehehe

    Agora, nossas impressões sobre os 10 indicados este ano foram bem diferentes. Achei The Hurt Locker brilhante, você detestou. Por outro lado, colocaste The Blind Side em quarto lugar na tua lista de preferências… eu certamente o colocaria por último. No mais, concordo contigo sobre a qualidade de Precious, An Education e Inglourious.

    Não classificaria também Avatar como excepcional. É um grande filme, muito bem finalizado e planejado, mas tem muitos “probleminhas” que impedem que ele seja perfeito – como outros que concorreram ao Oscar este ano. Também reduziria a lista de indicados, possivelmente para 5.

    Mas quer saber? Ainda bem que discordamos… a variedade de gostos do público é o que torna o cinema tão interessante, diverso e saudável. 😉

    Um grande abraço e apareça sempre!

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  8. Olá l3on!!

    hahahahaha. Smurfs V.2 foi ótimo! 😉

    Então, tomou coragem para assistí-lo? Claro que ele está longe de ser um filme “de arte” ou um filmaço, mas algumas vezes até os filmes menos “impactantes” guardam algumas boas surpresas. Acho que vale assistir a Avatar sim.

    Bem, se tomares coragem – ou se já fizeste isso – para assistí-lo, volte aqui para comentar como foi a tua experiência.

    Un abrazo!

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  9. Cinema, antes de mais nada, é entreteniment!Bom dito isto Avatar é um filme que diverte, emociona, e faz refletir, com certeza são até o momento as mais fantásticas imagens que já vi no cinema.

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  10. Na minha opinhião Avatar foi o melhor filme de 2009, foi até melhor que Titanick e espero que se tiver avatar 2 espero que ele tenha um final, porque o 1º avatar não teve o que eu posso dizer de final completo, mas eu amei o filme e espero assim mesmo que tenha o 2º filme, há e eu achei o comentario sobre o avatar dessa passoa uma droga e tinha que ver so a parte linda do filme.
    Espero que vocês leiam este comentario. Beijos, até mais.

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  11. Oi Vander!

    Sim, se o cinema é visto essencialmente como entretenimento, Avatar é um belo filme. A verdade, como eu disse anteriormente, é que me surpreendi com ele. Na maior parte do tempo, me agradou.

    Anotei a tua sugestão de filme. Não vi este que comentaste ainda. Obrigada pela dica!

    Abraços e até logo!

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  12. Oi Lidia!

    Antes de mais nada, seja bem-vinda!

    Que bom que você gostou tanto de Avatar.
    Como eu disse no texto acima, ele me surpreendeu positivamente. Cá entre nós, não gostei tanto de Titanic. Achei um filme bem feito, claro. Mas não ganhou o meu coraçãozinho da mesma forma com que arrebatou o de tanta gente. Outros filmes, menos conhecidos, conseguiram fazer isso de forma muito mais direta.

    De qualquer forma, o bacana do cinema é isso: como ele faz tantas pessoas diferentes sentirem o mesmo e tantas pessoas parecidas sentirem coisas diferentes. Cada um sente a “fantasia” a sua maneira, e isso resume a magia do cinema.

    Não sei se “esta pessoa” a que te referes sou eu… sendo ou não, só queria que parasses para pensar sobre opiniões diferentes. Não achas mais que saudável as pessoas pensarem por si mesmas e não concordarem sempre? O mundo seria muito chato se todos gostassem das mesmas coisas e pensassem igualzinho, não? E para vivermos bem, algo básico é respeitar aos demais. Te recomendo isto, pois. Para o teu bem mesmo – porque a vida, cedo ou tarde, vai pedir para que ajas assim.

    Fica a dica.

    No mais, obrigada por tua visita e por teu comentário. E volte mais vezes! Abraços.

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    1. Oi patricia!

      Então, eu entendi que eles deveriam ficar este tempo na criogenia para preservar a estrutura física e etc., sem envelhecer, enquanto faziam a viagem. E ela demorava cinco anos para concretizar-se.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. E volte por aqui mais vezes, ok?

      Abraços e inté!

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