Crazy Heart – Coração Louco


Um homem derrotado pelo rolo compressor da própria vida. Considerado outrora um ídolo, ele agora toca para qualquer público para conseguir pagar seus vícios e seguir sobrevivendo. Crazy Heart conta uma história dura, mas ao mesmo tempo realista e tocante. Para isso, conta com uma interpretação inspirada, poderosa e decisiva, uma verdadeira entrega do ator Jeff Bridges que, com todos os méritos, deve ganhar o Oscar de Melhor Ator este ano – depois de ter ganho quatro prêmios importantes por sua atuação.

A HISTÓRIA: Um velho automóvel cruza quilômetros de asfalto em um território árido. Depois de percorrer planícies, paisagens agrestes e cadeias montanhosas, Bad Blake (Jeff Bridges) chega até um boliche no Novo México onde irá se apresentar à noite. Ele acende um cigarro, entre no boliche e, logo após ser cumprimentado pelo gerente do local (James Keane), recebe o aviso que não pode fumar ali. Em seguida, descobre que nem a bebida que pede no balcão pode ser descontada de seu cachê. Blake amarga uma fase em sua vida em que as pessoas parecem não se lembrar mais de sua grande trajetória como artista do country music. Sem dinheiro, “quebrado”, alcóolatra e sem compor há vários anos, Bad Blake vive uma fase terrível. Até que ele se encontra com a jornalista Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal), sobrinha de Wesley Barnes (Rick Dial), um pianista nas horas vagas que contrata Blake para duas apresentações em Santa Fé, e sua vida ganha novas perspectivas.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Crazy Heart): Não é todos os dias que um ator de Hollywood se emociona ao incorporar a vida de um personagem. Em um certo momento de Crazy Heart, quando Bad Blake está deitado na cama de Jean depois de sobreviver a um grave acidente, quando ele volta a compor uma música depois de um hiato de muitos anos, o espectador atento pode perceber que as lágrimas começam a se formar nos olhos de Bridges. Ele está sentindo, em cada palavra que canta e movimento que faz no violão, o que aquela música representa para o seu personagem. E mais, ele percebe a grandeza daquele momento na vida do “derrotado” Blake. Jeff Bridges vestiu a pele do personagem e, por isso, ele é o nome deste filme.

Crazy Heart é uma destas produções de baixo orçamento, descompromissadas, que mergulham sem medo em um tema específico. Por serem limpas e leves, sem a preocupação de “problematizar” a realidade, estas histórias acabam chegando diretamente na percepção do público. Francamente não sou uma grande conhecedora ou fã da country music norte-americana. Mesmo assim, fiquei fã da trilha sonora assinada por T-Bone Burnett e por Stephen Bruton. As músicas são lindas, uma mais perfeita para a história que a outra.

O diretor e roteirista Scott Cooper mergulha em todos os elementos que compõe a aura de um artista veterano da “velha” country music neste filme. Aos 57 anos de idade, o protagonista se sente em fim de carreira. Derrotado, falido, sem rumo e sem controle. Ele segue acionando o seu próprio piloto automático e dirigindo milhas e milhas pelo interior dos Estados Unidos tocando para um público pequeno e variado, essencialmente antigo como ele. Mais que isso, este personagem sofre com vícios dos quais ele parece ser incapaz de se livrar.

Neste ponto, Crazy Heart não é apenas uma história sobre um antigo ídolo de determinado gênero musical em decadência. Ainda que o filme trate do quanto efêmera e injusta pode ser a fama, Crazy Heart vai além disso. O roteiro, baseado na obra homônima de Thomas Cobb, serve como exemplo de como o alcoolismo pode destruir a dignidade de um homem e limitá-lo a cenas desesperadoras. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Um dos momentos mais angustiantes que eu assisti em um filme nos últimos tempos foi aquele em que Bad Blake descobre que o pequeno Buddy (Jack Nation), o filho de quatro anos de Jean, simplesmente desaparece quando estava sob seus cuidados. O desespero daquele homem e, depois, da mãe de Buddy acerta o espectador em cheio e serve como exemplo do tipo de descontrole que o alcoolismo pode provocar.

Além destes dois temas universais, Crazy Heart toca em outras questões que sempre rendem grandes momentos no cinema. Como a vontade de um adulto arrependido em fazer as pazes com o próprio passado. Ou a descoberta, mesmo em certa “idade avançada” da vida, que é sempre possível renascer. Crazy Heart é um filme sensível, cheio de emoção e com interpretações maravilhosas – além da já comentada roubada de cena de Jeff Bridges, Maggie Gyllenhaal está perfeita em seu papel. Ela ilumina cada quadro do filme no qual aparece – como a sua personagem deveria fazer.

Desde o primeiro minuto em que Jean aparece, percebe-se o seu fascínio por aquele homem mais velho que, mesmo tendo todos os elementos para ser uma “encrenca” em sua vida, ainda esbanja charme, talento e virilidade. Os dois se aproximam e, neste momento, Crazy Heart passa a ser também uma história de amor. Destas que revelam, sem virtuosismo o exageros, pelo contrário, com muita simplicidade, como o amor pode ser transformador. Aproximando-se novamente de um garoto como é o caso do filho de Jean, Blake tem a oportunidade de olhar para o próprio passado. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Desta forma, ele percebe como abandonou o próprio filho, hoje adulto, e sente a necessidade de tentar consertar isso.

O bacana de filmes como este é que não existe a preocupação de seus realizadores em agradar ao grande público. Algo muito diferente de fenômenos como Avatar. Por isso mesmo é que Crazy Heart, Precious, An Education, The Hurt Locker e tantos outros se mostram tão mais criativos, legítimos, obras de cinema – e não peças de mercado com o único fim de fazerem lucro.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Scott Cooper não se esforça em encontrar um final feliz aos moldes de Hollywood. O “mocinho” não necessariamente tem que ficar com a “mocinha” no final da história ou receber o perdão do filho antigamente rejeitado. Buscando a legitimidade da vida real, o diretor e roteirista mostra que um final feliz pode existir com o esforço hercúleo de um homem em reerguer-se das cinzas. Ao se recriar, Bad Blake demonstra que a felicidade não reside na dependência que um indivíduo pode criar em relação a outro, mas em sua própria capacidade em exercer plenamente seu talento e buscar suas virtudes. Só depois, inteiro, ele poderá dividir isso com os demais. Seja em uma relação pessoal ou através de músicas belíssimas.

NOTA: 9,4.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Um tema secundário de Crazy Heart pode dar pano pra manga. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Os “novos” ídolos da música e sua falsa modéstia e relação de exploração, muitas vezes, com seus mentores “decadentes”. Bad Blake passa o filme inteiro com o “pé atrás” em relação ao fenômeno de massas Tommy Sweet (Colin Farrell). E não é para menos. Ao mesmo tempo em que rasga seda para Blake, Sweet deixa claro que por trás de seus elogios existe o interesse para que o veterano talentoso volte a lhe emprestar o seu talento. Há tempos sem escrever nada que preste, Sweet espera que Blake possa lhe ajudar na difícil tarefa de ficar sempre na crista da onda.

O tema é bom e polêmico. Na segunda parte de sua entrevista com Blake, Jean lhe pergunta quem continua compondo e tocando músicas verdadeiras na era em que o “country artificial” parece dominar o cenário musical. Blake admite que Sweet “tenta” fazer a música country de anos atrás. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Mas ironicamente, é justamente Sweet quem lhe pede e, posteriormente, praticamente obriga Blake a ceder-lhe suas novas composições. Para um compositor “quebrado” (no sentido financeiro e pessoal), a oferta de ceder por uma grande quantia de dinheiro, no período de dois anos a autoria de suas novas composições para um antigo “pupilo” e atual “rival” se mostra irrecusável.

Esta forma de exploração (outros a encaram como uma “providencial ajuda”) mostrada pelo filme ocorre na vida real. Muitos “novos ídolos” da juventude e/ou das massas se valem do talento esquecido de antigos mentores, companheiros de excursões e ídolos nacionais por meio de regravações de seus sucessos – pagando uma miséria por isso – ou ao utilizar novas composições destas pessoas. Manda mais quem está lotando seus shows e fazendo dinheiro com novos discos. Obedecem os que passaram a figurar na lista de “ilustres desconhecidos” da massa. A indústria musical, como outras do “show business”, acaba sendo bastante desleal com seus antigos ídolos.

O escritor Thomas Cobb lançou o livro Crazy Heart em 1987. Na época, o Los Angeles Times afirmou que o romance de estréia do escritor era uma cuidadosa “crônica de observação da América”. O Chicago Tribune publicou que o autor havia escrito uma quase obra-prima sobre um assunto até então pouco atrativo. O jornal afirmou ainda que Cobb havia criado um personagem principal inesquecível, em um texto que evidenciava não apenas seus interesses, mas também suas emoções. Não li o livro, mas tudo indica que o diretor e roteirista Scott Cooper conseguiu ser muito fiel a esta alma do personagem e à história da obra original.

Jeff Bridges é o nome do filme – assim como o personagem de Bad Blake parece dominar as páginas da obra original. Ainda assim, é importante comentar o desempenho dos coadjuvantes desta produção. Além dos já citados Maggie Gyllenhaal (maravilhosa), Jack Nation (encantador) e Colin Farrell (propositalmente “plastificado”), vale a pena comentar o trabalho do veterano Robert Duvall como Wayne, o proprietário de um bar que é amigo de Blake; Tom Bower em uma superponta como Bill Wilson, o fã do cantor que lhe “presenteia” com uma garrafa de whisky em troca de uma música na apresentação que ele faz no boliche do Novo México (tirada genial esta, aliás); e Paul Herman como Jack Greene, o empresário de Blake que não consegue nenhum acordo decente para o músico.

Crazy Heart conseguiu um desempenho até que satisfatório para um filme de seu porte. Apenas nos Estados Unidos ele arrecadou, até o dia 21 deste mês, pouco mais de US$ 21,5 milhões. Certamente devido aos elogios recebidos pela atuação de Jeff Bridges e pela força que a country music tem naquele país.

Até o momento o filme conquistou 13 prêmios e foi indicado a outros 13. Crazy Heart tem se consagrado especialmente pela atuação de Jeff Bridges e pelas músicas compostas por T-Bone Burnett e Ryan Bingham. Elas, aliás, merecem um capítulo a parte. São belíssimas e elevam o filme a um outro patamar. Assim como a direção de fotografia bastante acertada de Barry Markowitz e a direção suave e ao mesmo tempo atenta aos detalhes de Scott Cooper.

Mas nunca é demais recomendar que as composições escritas para o filme sejam observadas por completo, seja através da trilha sonora original, vendida em separado, ou pela divulgação de algumas delas em vídeos no Youtube. A performance de Ryan Bingham para a premiada The Weary Kind, aliás, tem uma audiência espetacular na internet (uma das opções de video é esta). Observando a trilha sonora, aliás, é que tirei uma importante dúvida que tive enquanto assistia a Crazy Heart: afinal, Jeff Bridges realmente soltou o gogó ao cantar aquelas composições? Pois os créditos da trilha sonora comprovam que Bridges canta grande parte das composições escritas especialmente para a produção e que até Colin Farrell e Robert Duvall dão suas palhinhas. Interessante.

Mas voltando ao tema dos prêmios… Das 13 conquistas de Crazy Heart até o momento, oito ocorreram devido às músicas compostas para o filme e cinco graças ao trabalho de Bridges. Lembrando que ambos foram premiados no Globo de Ouro. Jeff Bridges foi ainda premiado como Melhor Ator pela votação da Screen Actors Guild, o principal prêmio da categoria dos atores nos Estados Unidos.

Algumas curiosidades sobre Crazy Heart: ele foi filmado em apenas 24 dias e o show que Bad Blake abre para Tommy Sweet foi gravado no Journal Pavilion em Albuquerque utilizando a estrutura de uma apresentação do músico Toby Keith. Jeff Bridges sempre teve uma inclinação para a música, tanto que no ano 2000 ele lançou um disco chamado Be Here Soon.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,7 para o filme. Achei ela muito, muito baixa. Mas talvez ela reflita a frustração das pessoas por este filme não ser, exatamente, “fácil”. Os críticos que tem seus textos linkados no Rotten Tomatoes, por sua vez, foram muito mais generosos: eles dedicaram 159 textos positivos e apenas 13 negativos para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 92%.

Entre as críticas positivas para o filme, destaco esta de Liam Lacey publicada no The Globe and Mail. Ele começa seu texto categórico: “Outra temporada para o Oscar, outro ator veterano que descobre seu peito e volta a rugir. Em Crazy Heart, Jeff Bridges segue os passos de Frank Langella em Starting Out in the Evening (2007) e Mickey Rourke em The Wrestler (2008), como uma figura famosa e sua falência familiar que redescobre seu ‘mojo’ espiritual através do amor de uma mulher”. Para o crítico, o desempenho de Bridges na pele do protagonista é autêntico de uma forma desconcertante.

Na opinião de Lacey, o grande desempenho de Bridges ocorre em um filme “relativamente menor”. O crítico comenta que Crazy Heart é a adaptação de Scott Cooper do livro de Thomas Cobb que, por sua vez, se inspirou na carreira do falecido Waylon Jennings. Então, com este comentário, Lacey tira uma das minhas dúvidas principais: se o filme teria alguma inspiração real. Pois sim, ele teve. Lacey afirma que Crazy Heart lembra muito a produção Tender Mercies, de 1983, estrelada por Robert Duvall. O crítico comenta que o mergulho da personagem de Jean acaba não sendo tão convincente quanto deveria. Por outro lado, ele considera um dos pontos fortes do filme a autenticidade das canções escritas por T-Bone Burnett, Steven Broder e Ryan Bingham. “Em um gênero musical no qual a autenticidade emocional é essencial, Bridges é suficientemente grande ator para nos fazer acreditar que estas canções poderiam ser suas”, finaliza Lacey.

A crítica Kimberly Gadette, do Indie Movies Online.com, destaca as quatro indicações ao Oscar que Jeff Bridges recebeu em sua carreira – sem nunca ter ganho alguma estatueta. Ela comenta que em Crazy Heart ele tem um desempenho fora de série, “desprovido totalmente de vaidade”. Gadette elogia o trabalho de Maggie Gyllenhaal, afirmando que ela apresenta para o espectador uma jovem “forte”, direta, e que alimenta uma relação com o protagonista que foge do clichê hollywoodiano. Ela ainda elogia a trilha sonora, afirmando que as composições buscam “evocar ao invés de copiar” os mais conhecidos artistas da época, assim como considera “impressionante” a estréia de Scott Cooper como diretor.

CONCLUSÃO: A história de um homem que segue ladeira abaixo ainda que, para muitos que lhe enxergam apenas como um ídolo, ele parece bem quando assume sua guitarra e o microfone sobre um palco qualquer. Crazy Heart se debruça na derrocada de um antigo astro da country music para falar sobre os bastidores da música, parte da vida no interior dos Estados Unidos e, especialmente, sobre uma história de redenção. Estrelado por um Jeff Bridges em grande momento, este filme se mostra simples e ao mesmo tempo profundo, tocando em temas como família, alcoolismo, fama e a força que um novo amor pode ter em todo este contexto. Com uma trilha sonora deliciosa e canções belíssimas – mesmo para quem não gosta de country music -, Crazy Heart vale por Jeff Bridges, Maggie Gyllenhaal e pela maneira simples com que esta história é contada. Também chama a atenção como a história foge de um final feliz óbvio e, ainda assim, pode agradar e emocionar com alguns momentos preciosos.

PALPITE PARA O OSCAR 2010: Crazy Heart está concorrendo em três categorias na maior premiação de Hollywood: Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Canção Original. Deve ganhar dois destes prêmios. Sem dúvida a entrega de Jeff Bridges para o papel lhe credencia a ganhar a estatueta. Não assisti ainda ao desempenho de Colin Firth em A Single Man, mas ao comparar Bridges com George Clooney, Morgan Freeman e Jeremy Renner, o protagonista de Crazy Heart sai na dianteira. Ele realmente merece o prêmio. Minha segunda escolha ficaria entre Jeremy Renner e Morgan Freeman. George Clooney, definitivamente, não deveria levar a estatueta para casa.

Ainda que Maggie Gyllenhaal esteja ótima no filme, equilibrando com seu carismo e “luz” o lado pesado de Bad Blake a cada aparição sua na tela, fica difícil para ela concorrer com a performance visceral de Mo’nique em Precious. E mesmo que Mo’nique não ganhasse a estatueta, provavelmente a segunda na mira do Oscar seria Anna Kendrick por seu desempenho realmente interessante em Up in the Air. Não será desta vez que Maggie Gyllenhaal sairá com um Oscar do Kodak Theater.

Melhor Canção Original é uma barbada. Ainda que a animação The Princess and the Frog tenha duas músicas concorrendo ao Oscar, The Weary Kind parece imbatível. Seria um reconhecimento acertadíssimo para os compositores que produziram canções fundamentais para Crazy Heart. Eles devem ganhar a estatueta este ano.

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16 comentários em “Crazy Heart – Coração Louco

  1. O filme é muito bom, até tive que baixar a trilha sonora. Robert Duvall canta “live forever”, música do Billy Joe Shaver (aquela que ele canta no barco enquanto pesca com Jeff Bridges). Na trilha, Duvall canta uma versão muito fiel a do filme, sem acompanhamento instrumental (capela), e até mesmo sem muita técnica vocal. É para se ouvir daqui uns anos e sentir um arrepio, coisas que só são possíveis com grandes filmes (com grandes trilhas).

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  2. Olá Claudio!!

    Grande, grande trilha sonora, não é mesmo? Também gostei muito.

    Bem observada a interpretação genial do Robert Duvall. Estou contigo: dentro de uns anos ela vai ser considerada um clássico.

    Obrigada por mais este teu comentário. Muito bacana, como todos os outros.

    Um abraço e inté!

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  3. Alê, assisti ao filme encantado com as paisagens do sul dos EUA, com a interpretação certeira de Jeff Bridges e com a deliciosa trilha sonora.
    Posso te indicar uma película? Chama-se “Los Amantes del Circulo Polar”, do diretor, premiado no festival de Gramado, Julio Medem. O filme é de 1998, filmado em locações na Finlândia e Espanha, e foi premiado como melhor filme latino no mesmo festival.
    Um abraço!!

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    1. Oieee Caio!

      Lindo filme, verdade? Destes filmes “pequenos” de Hollywood que colocam um oxigênio vital naquela indústria. Bem gostoso, “simples” e profundo ao mesmo tempo.

      Los Amantes… adooooro esse filme. Esta na minha lista de preferidos, de sempre. Só não encontras nenhum texto dele no blog porque ele faz parte da grande lista de produções que assisti antes de começar este espaço na web. Mas sim, é um belo filme. Assim como outro do Medem: Lucía y el Sexo. Recomendo os dois!

      Obrigada por tuas visitas e comentários sempre bacanas.

      Um grande abraço!

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  4. Amei este filme. Sempre que tenho um tempo (e mesmo quando não tenho) abro o Youtube e assisto o trailer. É um filme emocionante.

    Me fez pensar também que mesmo na correria do dia a dia. Nas preocupações desta vida, tal como finanças, família, saúde…temos que dar um jeito e precisamos sempre compor novas canções. Liberar nossa mente e deixar novas canções surgirem…

    Adoro arte, pois é algo subjetivo e além dos pontos que o crítico levantou aqui destaco este que me chamou atenção ao ver o filme. Talvez seja pq estou passando um por um momento “decisivo” na minha vida me fez repensar muita coisa.

    Abraços pessoal e parabéns pelo site!

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  5. Oi Anderson!!

    Realmente, é um filme especial. A trilha sonora, em especial, é de arrepiar. E a atuação do Bridges, é claro. Não por acaso ambos receberam um Oscar.

    A arte, a música, o cinema… são maravilhosos. Inclusive pelo que comentaste, por propociarem leituras múltiplas.

    Muita sorte neste teu momento decisivo. Esses momentos são importantes – e interessantes ao mesmo tempo.

    Obrigada por tua visita e pelo teu comentário. E volte por aqui mais vezes! Abraços.

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  6. O FILME É BONZINHO… MAS DÁ A IMPRESSÃO QUE É UMA HISTÓRIA QUE JÁ FOI VISTA ALGUMAS VEZES, OU SEJA, É UM ROTEIRO REQUENTADO. NO INÍCIO O FILME PREOMETE, MAS AOS POUCOS VAI CAINDO NUMA PIEGUICE TREMENDA. mUITO LONGO, SE SAIRIA MELHOR SE DURASSE NO MÁXIMO 90 MINUTOS. NÃO FOSSE A INTERPRETAÇÃO DO JEFF BRIDGES, NÃO SEI SE AGUENTARIA ASSISTIR O FILME ATÉ O FIM!

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    1. Oi Luiz Antônio!

      Olha, concordo contigo que a essência da história não é das mais originais do mundo. Um artista em franca decadência, alcóolatra, já foi retratado antes pelo cinema. Ainda assim, eu acho que esse filme tem algumas pegadas diferenciadas.

      Agora, estou contigo que ele poderia durar uns 90 minutos. Aliás, sou da opinião que quase todos os filmes poderiam durar isso. 🙂

      Mas discordo de ti quando comentas que o filme é piegas. Não achei. Acho que ele é bastante seco, na verdade. Agora, de fato o Jeff Bridges é o nome do filme. Sem ele, talvez, o resultado poderia sim ter sido meio piegas.

      Muito obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. Espero que voltes por aqui mais vezes. Abraços!

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  7. Sou português e adoro o seu site, suas críticas são muito bem escritas concordando ou não com elas, este filme é muito bom em especial a performance do jeff bridges que está soberbo.

    cumps

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    1. Oi André!

      Puxa, que bacana! Fico feliz sempre que recebo uma visita de um leitor português. Sei que o blog tem uma boa leitura em Portugal. Isso me alegra.

      Fico contente também que você aprecie o blog. E estou contigo, o Jeff Bridges faz toda a diferença.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário, que é um incentivo. Espero que voltes por aqui mais vezes.

      Abraços e inté!

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