Nebraska


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Por mais que uma pessoa seja próxima, nunca vamos saber tudo a seu respeito. Isso vale para um casal na mesma medida que para pais e filhos. Nebraska conta a história de uma viagem de descobertas para a família do protagonista – especialmente para um dos filhos dele. Uma produção que, ao mesmo tempo, lembra um pouco os filmes dos irmãos Coen e aquela aura marcante de produções clássicas como Giant.

A HISTÓRIA: Às margens de uma rodovia qualquer dos Estados Unidos, Woody Grant (Bruce Dern) caminha lentamente sobre a neve. Passam por ele diferentes tipos de carros e caminhões, até que o acostamento termina, ele caminha sobre uma pista em uma elevado, e um policial o para. Um tempo depois, David (Will Forte), um dos filhos de Woody, vai até a delegacia para se encontrar com o pai.

Daí que ele descobre que o pai estava indo à pé da cidade deles, Billings, no Estado de Montana, até Nebraska. A justificativa: ele quer ganhar o US$ 1 milhão que uma carta que ele recebeu pelos Correios diz que ele tem direito. Com esta ideia fixa na cabeça, Woody empreende uma viagem acompanhado do filho.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Nebraska): Esse é um filme de quebrar o coração. Desde o início. Como não sentir pena desta figura chamada Woody Grant. Um senhor de cabelos brancos como tantos outros que vivem nos Estados Unidos, no Brasil e em diversas outras partes. Uma das vantagens de Nebraska é que o filme não gasta tempo com o que não precisa. Logo nos primeiros minutos sabemos do que se trata, mas a história, ainda assim, vai nos surpreendendo conforme é contada.

Aliás, muito bom o roteiro de Bob Nelson. Ele consegue, ao mesmo tempo, falar de relações humanas, da ligação e admiração entre pais e filhos, da “instituição” família e também do estilo de vida de parte do interior dos Estados Unidos. Essa “salada mista” poderia se perder em uma história com vários altos e baixos, ou com alguns momentos de tédio seguido de rompantes, mas não. O texto de Nelson é bem cadenciado e, como eu disse antes, não demora para embalar.

Algo também um tanto raro de ver nos filmes de Hollywood está presente em Nebraska: o tempo necessário de pausas nos diálogos ou, se preferirem resumir de outra forma, os necessários momentos de silêncio. Há bastante espaço para eles nesta história, e o espectador vai perceber que todos estes momentos são essenciais para a dinâmica do filme.

Além deste aspecto do roteiro, algo que chama a atenção logo no início da produção é a excelente direção de fotografia. Um grande trabalho, digno de tirarmos o chapéu, de Phedon Papamichael. As imagens em preto e branco valorizam a aridez dos cenários e, por que não dizer, também das pessoas. Afinal, ainda que este filme tenha algumas cenas emocionantes, ele não tem o propósito de revelar os comoventes laços familiares dos protagonistas, e sim de mostrar como parentes e antigos “amigos” podem se revelar bem interesseiros quando o tema de alguém se tornar milionário entra em cena.

A fotografia preto e branco combina com aquelas pessoas. E paralelamente, a ausência de cores valoriza os cenários amplos deste road movie que gasta bastante tempo na cidade de origem dos Grant. Somado a estes dois aspectos vistos logo nos primeiros minutos do filme – ótimo roteiro e direção de fotografia -, pouco a pouco outras qualidades vão se revelando em Nebraska. Exemplos: a direção segura de Alexander Payne, que não carrega no tom de nenhuma cena, e a interpretação dos atores principais.

Dito isso, falemos um pouco sobre a história de Nebraska. Como eu disse antes, como não ter pena de Woody? Primeiro, percebemos que aquele homem já passou por muito, muito mesmo nesta vida. Agora, de cabelos brancos e uma saúde fragilizada, inclusive pela bebida, ele se agarra à esperança de que pode conseguir US$ 1 milhão. Logo de cara, a mulher dele, a irônica e reclamona Kate (June Squibb), proíbe o marido de seguir com aquela “tonteria”. Ela se recusa a levá-lo até Nebraska, mas Woody está com ideia fixa e passa a sair caminhando por aí em direção ao destino.

Neste momento, entra em cena David. Fica evidente, logo nos primeiros minutos, o afeto dele pelo pai. E pouco a pouco, percebe-se também a admiração dele para com seu velho, ainda que o que fica mais evidente nesta produção é que David desconhece muito sobre a vida do pai. Daí aquele meu início de texto. Por que afinal de contas, quem não desconhece muito sobre as pessoas que ama? Ainda que isso seja natural, não deixa de ser chocante para as pessoas quando as “verdades” e revelações familiares pipocam.

Hollywood já produziu muitos tipos de road movies, alguns, inclusive, no estilo de Nebraska, que aproveita uma longa viagem para aproximar pais e filhos. Outras produções, se especializaram em abordar os segredos e confrontos familiares, e há aquelas que mergulham no estilo de vida interiorano do país. August: Osage County, comentado por aqui, por exemplo, trata destes dois últimos aspectos.

Falando em referências… o humor de Nebraska, muitas vezes, me lembrou alguns “tiques” dos roteiros dos irmãos Joel e Ethan Coen. O humor ácido retirado de pessoas comuns visto aqui é a cara dos Oscarizados diretores de No Country for Old Men e Fargo. E a direção de fotografia em preto e branco me lembrou muitos filmes do passado – especialmente Giant pelas paisagens de campos abertos.

Mas o diferencial de Nebraska é que o filme não apenas fala de tudo isso, mas também da ligação que existe entre as pessoas de uma mesma família mesmo que elas não demonstrem todo o afeto que sentem umas pelas as outras de forma clara e transparente. Quando Kate encontra Woody e David na cidade de Hawthorne, cidade natal do casal e, depois, Ross (Bob Odenkirk) se encontra com eles, fica evidente que apesar das palavras ferinas e duras e dos longos silêncios pontilhados aqui e ali, todos se amam e se respeitam.

Algumas vezes você só percebe isso na forma de olhar de uns para os outros – especialmente no caso de Kate, que normalmente detona as pessoas, mas que olha de forma afetuosa para o marido, mesmo chamando-o de “grande idiota” no hospital. Não é fácil um filme captar esta idiossincrasia entre pessoas muito próximas. No caso de Nebraska, o mérito é tanto do roteirista quanto dos atores e do diretor. Excelente entrega de todos – e, diferente de August: Osage County, sem grandes rompantes de interpretação.

Em Nebraska, parece que a ordem é “menos é mais” o tempo todo. Bruce Dern, em especial, tem uma interpretação bastante contida. Ele não grita, não faz nenhuma revelação bombástica, mas interpreta os sentimentos do personagem com o olhar.

Um papel difícil, e bem interpretado – ainda que eu tenha dúvidas se ele merecia uma indicação ao Oscar, tirando a vaga de Tom Hanks que, conforme eu disse aqui, teve a melhor interpretação em muito tempo em Captain Phillips (comentado por aqui). De qualquer forma, não dá para achar injusta a indicação de Dern – só vi como um pouco “generosa” demais. Mas a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood sempre tem destas.

Enquanto Dern tem uma interpretação comedida, Squibb tem todo o espaço para ser a “boca suja” da família. A mulher de voz um pouco irritante não para de ser irônica e fazer “leves” críticas para vivos e mortos. Sem dúvida, da boca dela saem algumas das frases mais engraçadas do filme. Outras surgem de cenas pós-bebedeira de Woody, que acaba levando o filho David a buscar “tesouros perdidos” como uma dentadura e a chave para a história.

Aliás, essa chave para a história é o “MacGuffin” de Nebraska. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Como bem nos ensinou o mestre do suspense Alfred Hitchcock, algumas vezes tudo o que uma história precisa para envolver o espectador é um bom MacGuffin. E o que ele seria? Pouco importa, nos disse Hitchcock. MacGuffin pode ser uma bolsa de dinheiro, um tesouro escondido, ou no caso de Nebraska, a carta com números que poderiam dar US$ 1 milhão para o protagonista. O MacGuffin é o que os personagens buscam, sem fim, e o que acaba movimentando a história.

Todos sabem que o MacGuffin que motiva Woody é um “fisga-bobos”. Quem recebe aquele tipo de correspondência sabe que tudo o que as pessoas que a enviaram querem é que você faça a assinatura da revista. O prêmio? Não existe. Mas Woody está tão certo de que deve ir até Nebraska, tem tanta convicção que esta é a chance da vida dele, que até chegamos a duvidar, por alguns momentos, se o impossível não pode acontecer.

O bonito, nesta história, é a forma com que David é generoso com o pai. Mesmo sabendo que eles estão indo atrás de uma mentira, ele resolve empreender a viagem com Woody por duas razões: para impedir que o velho fosse à pé e se arriscando por aí pedindo carona até Nebraska; e também para passar mais tempo com o pai, aproveitando para conhecê-lo melhor. Assim, de forma muito discreta, David cuida do pai e também aprende algumas coisas sobre ele.

Neste aprendizado, é muito interessante como Bob Nelson explora esta característica de muitos homens do interior de falar pouco – e mesmo há alguns nas cidades com este perfil. Woody, o irmão Ray (Rance Howard) e todos os outros homens da família que encontramos em Hawthorne são de falar quase nada. E o papo, quando existe, normalmente é sobre carros. Apenas o sacana Ed Pegram (Stacy Keach) parece destoar deste perfil caladão.

Em contrapartida, e como acontece em muitas famílias, as mulheres deles é que se esforçam por falar. Percebemos isso não apenas em Kate, mas também na esposa de Ray, a esforçada Martha (Mary Louise Wilson). Parece até que elas, tendo tanto espaço para falar com o silêncio dos homens, capricham em preencher todo aquele “vazio”. Nem sempre falando coisas boas, diga-se. Um retrato bastante realista sobre diversas famílias por aí.

Todo mergulho que um filho ou filha fazem no passado dos pais gera frutos. Primeiro, porque passamos a entender melhor os nossos “velhos”. Depois, porque também entendemos um pouco mais sobre nossas origens e, de quebra, sobre nós mesmos. Nebraska trata disso, assim como da fragilidade das pessoas quando elas chegam na velhice e de como as máscaras caem quando o assunto é dinheiro. Quem era apenas conhecido passa a ser velho amigo, e quem era sacana passa a ser ainda mais sacana.

Agora, mesmo que o filme flua bem e que tenha uma ótima direção de fotografia e uma trilha sonora bacana, Nebraska foi me convencer mesmo perto do final. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Mesmo tentando se controlar, sendo paciente e generoso, lá pelas tantas David confronta o pai sobre a bobagem que é eles seguirem viagem – especialmente após mais uma “rateada” do velho senhor. Daí que ficamos sabendo a verdadeira motivação de Woody – e que não é ficar com o dinheiro, mas garantir um pouco de tranquilidade para o futuro dos filhos. E esta não é a preocupação de 99% dos pais? Linda homenagem para estes homens tão valentes.

Afinal de contas, não é nada fácil investir a vida nesta empreitada que é ter família e filhos. Quem faz isso de forma consciente é porque tem muito amor para dar e porque, quando tem filhos, coloca eles em primeiro lugar. Mesmo quando não pareça que é assim. E nisso Nebraska também acerta. Ele não coloca Woody em um pedestal. Pelo contrário. Ele é um personagem palpável, cheio de defeitos e de virtudes. Aliás, David resume bem o perfil do próprio pai para a atendente no escritório em Nebraska.

E daí surge a cereja do bolo. David nos mostra que o dinheiro só serve para uma coisa: para honrarmos e fazermos felizes quem a gente ama. O resto é bobagem, é consumismo. Desde já Nebraska entra para o rol dos road movies que valem a lição que deixam. Sem contar a emoção de um encontro bacana entre pessoas próximas e que talvez nunca tivessem se permitido o contato com tempo e peito aperto. Eis uma viagem que vale a pena.

NOTA: 9,7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Nebraska tem algumas cenas impagáveis. Para mim, as melhores são as sequências no cemitério com Kate “soltando a franga”; a fuga de David e Ross na corrida para encontrar o carro guiado pela mãe; e, claro, a “desforra” final. Grandes momentos que vão ficar na memória. Por outro lado, e ainda que o filme não tenha grandes sobras, achei um tanto repetitivas algumas cenas familiares em Hawthorne e as ironias/sequências de puro interesse do povo de lá para com Woody.

Uma curiosidade sobre a história: a distância entre as cidades de Billings, no Estado de Montana, e Lincoln, em Nebraska, nos Estados Unidos, é de 850 milhas, o equivalente a 1.367,9 quilômetros. De acordo com o Google Maps, esta rota, se for feita sem interrupções, levaria cerca de 12 horas e 27 minutos.

Os atores Bruce Dern e June Squibb fazem uma ótima parceria neste filme e, graças as indicações ao Oscar, ficaram evidenciados em relação ao restante do elenco. Ainda assim, devo dizer, gostei muito do trabalho de Will Forte como David. Ele está perfeito e, na mesma medida que Dern, grande parte de sua interpretação é feita pelo olhar. Grande trabalho! Gostei também de ver Bob Odenkirk em ação fora de Breaking Bad – uma razão à mais para acompanhá-lo na nova série Better Call Saul.

Além dos atores já citados, vale comentar o bom trabalho de Tim Driscoll como Bart e de Devin Ratray como Cole, os filhos de Ray e Martha e que estão muito interessados no dinheiro do “novo rico” tio Woody. A atriz Angela McEwan aparece pouco como Peg Nagy, ex-namorada de Woody, mas sempre que ela aparece, ajuda a enternecer a história. Presença marcante.

Da parte técnica do filme, além da impecável direção de fotografia de Phedon Papamichael e da direção segura de Alexander Payne, vale destacar a excelente trilha sonora de Mark Orton. Ele resgata músicas importantes daquele cenário e que ajudam a ambientar o público no ambiente que é quase um personagem da trama. Muito boa também a edição de Kevin Tent.

Nebraska estrou no Festival de Cannes em maio de 2013. Depois de participar de Cannes, o filme passou por outros 15 festivais. No próximo dia 3 de março ele vai participar do último da lista, o Festival de Cinema de Belgrado. Nesta trajetória, o filme ganhou 24 prêmios e foi indicado a outros 61 – números impressionantes. Além destas indicações, Nebraska está concorrendo em seis categorias do Oscar.

Entre os prêmios que recebeu, destaque para o de Filme do Ano entregue pela AFI Awards; Melhor Ator para Bruce Dern no Festival de Cannes; Melhor Ator para Bruce Dern, Melhor Ator Coadjuvante para Will Forte e ser escolhido para o Top Ten Films do ano pelo National Board of Review; Melhor Diretor pelo prêmio da audiência do Festival de Cinema Internacional de Roterdã; Melhor Filme no FIPRESCI Prize do Festival de Cinema de Estocolmo; e Melhor Elenco no Satellite Awards.

Para quem gosta de saber sobre os locais de filmagens das produções, Nebraska foi, de fato, rodado em diferentes cidades de Nebraska (incluindo a de Lincoln), e em Billings, Montana.

Agora, algumas curiosidades sobre o filme: o ator Bryan Cranston fez o teste para o papel de David, mas o diretor Alexander Payne acabou opinando que ele não tinha o perfil adequado para o papel. Também acho que fazia falta um ator um pouco mais jovem que Cranston, ainda que ele seja genial. Outros nomes considerados para o papel: Matthew Modine, Paul Rudd e Casey Affleck.

Antes da definição por Bruce Dern, o papel de Woody foi cogitado para Gene Hackman, Robert Forster, Jack Nicholson e Robert Duvall.

Alexander Payne nasceu em Nebraska. Na cena do cemitério, a família dele ganhou uma referência com uma lápide com o nome Payne.

Nebraska teria custado cerca de US$ 12 milhões. Nas bilheterias dos Estados Unidos, até ontem, dia 10 de fevereiro, o filme tinha acumulado um resultado de pouco mais de US$ 15 milhões. Ainda lhe falta uma boa estrada para conseguir garantir o lucro dos produtores. E pelo perfil do filme, bem independente, isso será difícil.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,1 para Nebraska. Uma avaliação muito boa para o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 174 textos positivos e 16 negativos para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 92% e uma nota média 8.

Nebraska é uma produção 100% dos Estados Unidos. Por isso ela entra na lista de filmes daquele país que viraram foco de uma série de crítica por aqui após votação no blog.

CONCLUSÃO: A família ganha evidência nesta produção da mesma forma que em August: Osage County. Os dois filmes, aliás, guardam outras semelhanças, como um mergulho profundo e interessante na cultura e no estilo de vida de cidades do interior dos Estados Unidos e nas relações familiares que formam estes cenários. Mas diferente de August: Osage County, Nebraska tem mensagens redentoras e um final emocionante.

Esqueça as brigas e o filme liderado por mulheres. Nebraska tem muitos silêncios, observação e o predomínio das interpretações masculinas – em um tipo de filme cada vez mais raro em Hollywood. Além disso, Nebraska se destaca por fotografia maravilhosa e por uma trilha sonora envolvente. Grande trabalho, e que mereceu receber uma certa evidência ao ser indicado em seis categorias do Oscar. Assista sem moderação e sem pressa.

PALPITES PARA O OSCAR 2014: Filme de baixo orçamento, comparado a outras produções que estão bem indicadas ao Oscar, Nebraska deve comemorar as suas seis chances por uma estatueta dourada. Esta produção está na disputa por Melhor Filme, Melhor Ator (Bruce Dern), Melhor Atriz Codjuvante (June Squibb), Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.

Francamente, mesmo que eu tenha gostado muito do filme, não achei que ele mereceu todas estas indicações. Certo que o roteiro é muito bom, assim como a direção de Alexander Payne e o trabalho dos atores. Mas não vejo que Bruce Dern ou June Squibb tenham qualquer chance frente aos concorrentes diretos.

Provavelmente a melhor chance do filme no Oscar seja na categoria Melhor Direção de Fotografia. De fato o trabalho de Phedon Papamichael é excepcional. Há cenas verdadeiramente impactantes em uma fotografia preto e branco marcante. Em Melhor Direção acho difícil Payne desbancar o favorito Alfonso Cuarón (pelo trabalho com Gravity, comentado aqui). E mesmo Martin Scorsese (de The Wolf of Wall Street, com crítica por aqui) de ou Steve McQueen (de 12 Years a Slave, comentado aqui) teriam o meu voto antes de Payne.

Na categoria de Melhor Roteiro Original a disputa está boa, forte. Meu voto iria para Her (comentado aqui), mas acredito que estejam liderando a disputa Blue Jasmine (com crítica por aqui) e American Hustle (comentado aqui). Para o meu gosto, nenhum destes favoritos é melhor roteiro que Her ou Dallas Buyers Club (com crítica por aqui). Mas a Academia deve pensar diferente. 🙂 Logo saberemos.

OBS: Vale lembrar que o filme foi indicado a cinco prêmios no Globo de Ouro e saiu da premiação de mãos vazias. O Globo de Ouro nunca foi um indicativo para o Oscar, especialmente nos últimos anos, mas este pode ser um sinal para o prêmio da Academia.

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3 comentários em “Nebraska

  1. Um filme que acerta nas medidas, como você menciona. Não perde tempo e se perde não percebemos pela profundidade das cenas. Sou meio que obcecado por filmes que falam bastante sem demostrar esforço. Onde o menos é mais. Esse é um deles.
    Nebraska é um puta dum filmaço.E se é filmaço, tem que estar nesse blog

    abraço!

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