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Corpus Christi – Boze Cialo


Nem toda pessoa “cheia de pecados” está tão “suja” que não possa fazer o bem aos demais e inspirar. Assim como nem todo aquele que se considera correto e quase “santo” pode estar tão “limpo” e isento de culpa quanto gostaria de fazer os outros acreditarem. Corpus Christi nos conta, de forma interessante e um tanto ousada, uma história que nos faz refletir sobre as chances que damos uns aos outros e o quanto “santos ou pecadores” podemos nos considerar em algum momento da vida.

A HISTÓRIA

Em uma oficina pequena, diversos jovens treinam o uso do serrote. Quando o professor dele sai da sala, um dos rapazes pede para que um outro vigie a porta. Enquanto isso, três rapazes torturam um dos alunos. Daniel (Bartosz Bielenia) avisa com um assobio sobre a chegada do professor e coloca o colega agredido na bancada. Os jovens preparam outro local para receber o padre Tomasz (Lukasz Simlat). Nesta hora parece até que eles saem daquele local.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Corpus Christi): Ninguém é tão santo que não possa entender o pecado do outro e ninguém é tão pecador que não possa se redimir. Quer dizer, ao menos em teoria. Porque a realidade em que vivemos nem sempre segue essa lógica.

Assisti Corpus Christi há cerca de duas semanas. Gostei da pegada da produção, ainda que ela tenha alguns “probleminhas”. Para começar, ela foca um perfil de personagem que é sempre interessante de vermos no cinema – e não tão comum quanto poderia ser.

O protagonista desta produção é um jovem adulto que extrapolou na sua verve exibicionista e violenta e acabou sendo preso por causa disso. No início da história, ele parece bem integrado ao grupo de jovens que está detido no local ao servir de apoio para que uma surra fosse dada em um colega de detenção. Mas logo vamos saber que ele está longe de ser uma unanimidade.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Daniel, esse “garoto problema” que parece estar bem enturmado no início do filme, na verdade tem um problemão com o irmão do rapaz que ele matou. Descobrimos isso bem depois – que ele matou alguém e que por isso é o desafeto de Bonus (Mateusz Czwartosz). Então logo o filme nos apresenta esse “elemento de risco”, algo que sempre ajuda a dar um tom de suspense para a produção. Ou seja, se Daniel descuidar e voltar a ser preso, ele tem risco real de ser morto.

Um ponto positivo desta produção é que o roteiro de Mateusz Pacewicz vai sempre direto ao ponto. Ele não se alonga muito em cada “episódio” da história. Não demora muito para Daniel conseguir a liberdade. Mas antes, em uma conversa com o padre Tomasz, que ele considera inspirador – ou, ao menos, “sedutor”/envolvente -, Daniel descobre que não poderia seguir a direção de virar um sacerdote. Daí surge a primeira questão de fundo da produção.

Afinal, Daniel de fato se sente “tocado”, inspirado e afins pela Palavra de Deus e deseja seguir esta linha ou ele apenas acha um caminho “fácil” para ele ser aceito novamente na sociedade? Como tantas outras pessoas que estão presas e se dizem convertidas… ou mesmo para quem está do lado de fora das grades… realmente estão convertidos, se sentiram tocados pela fé ou apenas é mais fácil seguir este caminho?

Na verdade, como vamos acompanhando pelo roteiro de Pacewicz, nenhum caminho parece que será fácil para o protagonista desta história. Alguns podem dizer: “Ah, mas ele fez por merecer!”. Ou então resgatar o “quem procura, acha”. De fato, nada disso é mentira. Mas também não é a única verdade.

Algo que eu achei interessante neste Corpus Christi é como ele questiona os papéis desempenhados por diferentes pessoas na sociedade. Depois de sair do centro de detenção e de ter uma noite de “desforra”, Daniel segue para uma cidade do interior para trabalhar em uma serraria – afinal, foi isso que ele aprendeu enquanto estava detido. Mas ele não quer ter apenas aquela perspectiva para sua vida.

Então ele anda um pouco mais e chega a uma igreja. Lá ele conhece Eliza (Eliza Rycembel), uma jovem que faz parte de uma família conhecida da cidade. A mãe dela, Lidia (Aleksandra Konieczna) é o braço direito do padre local (Zdzislaw Wardejn), que tem um certo problema com bebidas alcoólicas e em lidar com os fieis implacáveis da comunidade.

Tudo acaba acontecendo de forma rápida. Inseguro sobre embarcar em um trabalho que poderá “escravizá-lo”, Daniel acaba embarcando no “personagem” de um padre e, quando se dá conta, está à frente da comunidade católica local. Ao mesmo tempo que ele vira um fenômeno local (principalmente entre os jovens) por causa do seu jeito “diferentão” de lidar com as missas, homilias e situações da comunidade no dia a dia, ele também cria certa resistência de pessoas “tradicionais” como Lidia.

Isso porque a comunidade vive um luto coletivo muito mal resolvido. Ao buscar mais informações sobre um memorial feito para alguns jovens em um dos locais centrais da cidade, Daniel acaba mexendo em um vespeiro. Ele questiona a razão que fez uma das vítimas, que não fazia parte do grupo de jovens que estava no mesmo carro, ter sido deixada de fora da homenagem. E isso desencadeia uma série de eventos que mexem com as pessoas da localidade.

A trilha que o protagonista segue foi planejada com cuidado pelo roteirista para que o espectador se pergunte o tempo todo se existe, de fato, esta figura do “cidadão de bem”. Quem, de fato, pode apontar o dedo para o outro, julgá-lo e condená-lo? Temos esse direito? Alguém que se diz cristão tem esse direito? Este papel de julgar não seria apenas de Deus? Quem é cristão não deveria “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo”?

Enfim, não vou entrar na discussão religiosa por aqui. Como vocês sabem, não é este o papel deste espaço. Mas não dá para evitar um pouco desta discussão quando ela está no ponto central de um filme como Corpus Christi. Quem é cristão “comunga” o corpo de Cristo e deveria, neste momento, se sentir parte Dele – e da comunidade. Mas, de fato, seguimos o exemplo Dele? De fato nos sentimos participantes de uma comunidade – incluindo seus criminosos e pecadores?

De forma muito direta e mexendo em alguns vespeiros – como de um jovem violento, assassino, fumante inveterado e, quando possível, um tanto bêbado e drogado, passar-se por um padre -, esta produção questiona justamente a autoridade “moral” que alguns gostam de exibir.

De fato uma pessoa, por maior autoridade “moral” que ela acredite ter, pode excluir ou desprezar outra? Quem está “habilitado” para julgar? Alguém condenado pela lei deve ser excluído da sociedade para sempre? Como podemos considerar que alguém pagou pelos seus crimes e damos liberdade para esta pessoa se ela não tem mais nenhuma oportunidade real para ser o que deseja ser?

Esta produção toca nestes e em outros assuntos. Ainda que questione a exclusão de uma das vítimas do acidente por boa parte do filme, Corpus Christi também nos apresenta uma reviravolta no final sobre este tema. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). No fundo, o que o filme nos mostra, com esta história, é que por mais que alguém esteja certo sobre o que aconteceu, a verdade é que sem uma testemunha ocular ou gravações do fato, tudo que nos resta são suposições e especulações. Teorias do fato, não a verdade sobre ele.

Alguns podem acreditar em uma versão ou em outra. Mas a viúva da vítima desprezada, a também excluída Ewa Kobielski (Barbara Kurzaj), levanta uma questão perto do final que coloca ainda mais dúvidas na história. (SPOILER). Nunca vamos saber ao certo se o marido dela, de fato, provocou o acidente porque queria morrer ou se o motorista do grupo de jovens, bêbado após a festa, foi imprudente e causou o acidente que matou a todos.

Se não sabemos ao certo o que aconteceu, como podemos julgar os outros e achar culpados? E mesmo que estivéssemos certos no julgamento, seria nosso papel, realmente, julgar? Mas é isso que a sociedade e, olhando para o micro, muitos autodenominados “cidadãos de bem” fazem. Diariamente. Dentro ou fora das redes sociais.

Sobre isso que Corpus Christi trata. Assim como sobre a falta de chance que a sociedade dá para pessoas que já se arrependeram do que fizeram e sobre a hipocrisia de quem diz seguir uma religião e que não consegue praticá-la no mais elementar de sua essência – neste caso, o perdão e o amor ao próximo. Lembrando que este “próximo” não está materializado apenas nos seus amigos e familiares e sim faz referência à qualquer pessoa, inclusive criminosos e tantos outros excluídos.

Apesar de tratar destes temas fundamentais de forma bem direta e um tanto provocadora, Corpus Christi não é perfeito. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Para começar, a história tem um desenrolar um tanto previsível. Quando a câmera acompanha a chegada de Daniel na sua nova cidade, não é difícil prever que ele irá abraçar a Igreja no lugar do trabalho duro da serraria. Também não fica difícil prever o envolvimento dele com Eliza.

Esta escolha “fácil” da produção incomoda um pouco. Afinal, se o filme tinha uma ideia tão provocadora quanto a de colocar um jovem transgressor em uma batina, por que não seguir questionando o público sem que, para isso, tivéssemos um “falso padre” se envolvendo com uma jovem garota? O final “aberto” dos dois personagens, apesar de interessante, pareceu um tanto perdido. Afinal, faz sentido estar sugerido ali que eles podem realmente se encontrar e “dar certo”?

Para os românticos inveterados, isso até pode fazer sentido. Mas o mais provável, após aquele “final aberto”, é que Daniel fugisse do local e fosse recapturado ou seguisse se virando até ser preso novamente. Afinal, dificilmente alguém daria oportunidade para ele. Assim como seria muito difícil Eliza conseguir encontrá-lo e, mesmo que fizesse isso, será que ela realmente embarcaria em uma história com o protagonista sabendo sobre o verdadeiro passado dele?

Então esse “caminho fácil” do filme incomoda um pouco. Daniel não precisa de uma “sugerida” história de amor para mudar. Ele já parece ter este objetivo antes mesmo de ganhar a liberdade pela primeira vez. O problema é que a sociedade não parece estar muito disposta a dar esta oportunidade para ele. Por outro lado, aquela pequena comunidade “hipócrita” abordada pela produção também fica sem nenhuma grande mudança – a mensagem seria essa, talvez, de que não temos solução?

Vejo que o roteirista Mateusz Pacewicz e que o diretor Jan Komasa fizeram um bom trabalho, apostando em algumas escolhas ousadas ao mesmo tempo em que optaram por alguns caminhos fáceis aqui e ali. Ou seja, esse filme tem bons momentos, aborda questões importantes, joga um tanto de “merda no ventilador” mas perde força ao ter uma narrativa um bocado previsível e que cai em lugares-comuns em alguns trechos. Ainda assim, é uma produção que vale ser vista.

NOTA

8,6.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

Desde o início do ano eu estava interessada neste Corpus Christi. Por uma razão muito simples – e que os leitores deste blog, que me acompanham há mais tempo, conhecem bem: Corpus Christi foi um dos cinco filmes finalistas na minha categoria preferida do Oscar, a de Melhor Filme Internacional (até o ano passado, Melhor Filme em Língua Estrangeira).

A produção polonesa concorreu, no Oscar 2020, como vocês podem ver nesta lista com todos os finalistas da premiação, com os filmes Honeyland (comentado neste link), Les Misérables, Dolor y Gloria (com crítica disponível aqui) e Parasite (comentado neste post). Quem acompanhou o Oscar ou este blog no início do ano sabe que Parasite ganhou nesta categoria e também como Melhor Filme neste ano histórico para a premiação mais importante de Hollywood.

Como vocês devem ter notado no parágrafo acima, até assistir a Corpus Christi, só faltava este filme e o francês Les Misérables para que eu completasse a minha lista de indicados em Melhor Filme Internacional no Oscar 2020. Pois bem, estou perto de fechar esta lista. E de saber se Beanpole, que chegou perto de ficar entre os finalistas, foi injustiçado ou não – questão para um próximo capítulo. 😉

Então Corpus Christi era um dos meus “objetos de desejo” desde o início do ano. Infelizmente consegui chegar nele apenas agora, em julho, muito por causa das mudanças pelas quais passei neste ano. Mudei de cidade, de emprego e, em seguida, ainda veio a pandemia de COVID-19 e todas as suas mudanças de rotina. Então a correria ficou maior, o tempo ficou MUITO mais escasso e o resultado foi esse atraso todo em ver filmes e atualizar o blog. Mas tentarei corrigir um pouco disso nesse segundo semestre.

Já adianto para quem acompanha esse blog que não conseguirei voltar à média antiga de duas publicações por semana. Vou tentar ficar em um novo post por semana ou em uma atualização a cada 15 dias. Para ser realista, já que meu segundo semestre será bastante corrido. Mas vamos seguindo. O importante é não abandonar esse espaço e nem o diálogo com vocês – que, aliás, espero retomar em breve. Obrigada para quem teve paciência de esperar esta minha volta por tantos meses.

Feitos esses comentários particulares, voltemos ao filme. Gostei do trabalho do diretor e do roteirista. Especialmente do primeiro. Acho que Jan Komasa faz ótimas escolhas de enquadramento, imprime um ritmo interessante para a produção e consegue, em especial, valorizar muito bem o trabalho de seus atores. Procurando saber mais sobre o diretor polonês de 38 anos, descobri que ele é super premiado – tem nada menos que 51 prêmios no currículo. Uau!

Como diretor, Komasa não tem taaaantos títulos no currículo. Ele estreou com o curta Fajnie, Ze Jestes em 2004 e, de lá para cá, produziu mais um curta, três segmentos ou episódios de filme e séries, cinco episódios da série Ultraviolet em 2017, dois documentários e dois filmes antes de Corpus Christi.

Depois do filme que foi indicado ao Oscar 2020, ele já dirigiu e lançou outro longa, neste ano, intitulado Sala Samobójców. Fiquei interessada em ver este último filme e em conferir outras produções dele. Parece um nome a ser acompanhado. Até o momento, ele é um diretor bastante valorizado e premiado na Polônia. Precisamos acompanhar se ele seguirá estra trajetória fora do país natal.

O roteirista Mateusz Pacewicz é outro nome de destaque de Corpus Christi. Ele é, ao mesmo tempo, um dos principais trunfos e o principal responsável pelos erros desta produção. Apesar de algumas escolhas fáceis que o roteirista fez neste filme, devemos admitir que ele sabe conduzir bem a história e trazer algumas inovações aqui e ali na produção.

Pacewicz também é jovem, como Komasa – ele tem, para ser mais precisa, um ano a menos que seu parceiro em Corpus Christi. Como roteirista, ele tem no currículo apenas três trabalhos – todos com Komasa: o curta Skwar, de 2017, esse Corpus Christi e mais o novo filme do diretor.

Além do diretor e do roteirista de Corpus Christi, o grande nome da produção é o do ator Bartosz Bielenia. Ele conduz o filme de uma forma muito interessante, fazendo o público acreditar na história da produção e de seu personagem. Em diversos momentos, chega a hipnotizar com seus olhos vidrados ou com seus momentos de busca por um caminho em silêncio. Um excelente trabalho, realmente. Algo fundamental para a produção que é focada no trabalho deste ator.

Aos 28 anos, Bielenia já coleciona 13 prêmios. Ele estreou em 2013 na série de TV Gleboka Woda e, em um longa, dois anos depois, com Disco Polo. Depois de Corpus Christi, o ator estreou um curta e, atualmente, está envolvido na produção de dois projetos. Outro nome que merece ser acompanhado. Além de Bielenia, ganham destaque nesta produção as atrizes Eliza Rycembel e Aleksandra Konieczna, que vivem mãe e filha da comunidade católica e “meio santa” na qual o protagonista decide se instalar após sair da prisão.

Além destes atores, vale citar o trabalho de Tomasz Zietek como Pinczer, o ex-colega de detenção de Daniel que acaba “entregando” o colega após tentar extorqui-lo; Lukasz Simlat como o padre Tomasz, fonte de inspiração do protagonista e pessoa que tem sua batina furtada por ele; Barbara Kurzaj como Ewa Kobielski, a viúva que é excluída pela comunidade depois que o marido se envolve em um acidente fatídico; Leszek Lichota como Walkiewicz, proprietária da serraria, principal empregadora local, e prefeito da cidade; e Zdzislaw Wardejn como o padre que estava pronto para abandonar seu posto quando surgisse a primeira oportunidade.

Diversos outros atores aparecem em cena, mas em papéis tão secundários que não faço questão de citar os seus nomes.

Entre os aspectos técnicos desta produção, vale destacar a direção de fotografia caprichada de Piotr Sobocinski Jr.; a ótima edição de Przemyslaw Chruscielewski; e a trilha sonora de Evgueni Galperine e de Sacha Galperine. Vale citar também o design de produção de Marek Zawierucha; a decoração de set de Andrzej Górnisiewicz; e os figurinos de Dorota Roqueplo.

Corpus Christi estreou em setembro de 2019 no Festival de Cinema de Veneza. Depois, o filme participaria, ainda, de outros 14 festivais em diversos países. Nesta trajetória a produção colecionou 49 prêmios e foi indicado a outros 20 – incluindo a indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

O maior número de prêmios foi recebido pelo filme no Prêmio do Cinema Polonês: nada menos que 11 prêmios. Papou praticamente tudo – perdeu em apenas cinco categorias. Além disso, a produção ganhou 11 prêmios no Festival de Cinema Polonês. Entre os prêmios mais relevantes, destaque para dois de melhor filme no Festival de Cinema de Veneza – o Edipo Re Award e o Label Europa Cinemas.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,6 para Corpus Christi, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no site Rotten Tomatoes dedicaram 72 críticas positivas e duas negativas para a produção, o que garante para este filme a aprovação de 97% e uma nota média de 7,83. O site Metacritic apresenta o “metascore” 77 para Corpus Christi, fruto de 18 críticas positivas e de duas medianas.

Segundo o site Box Office Mojo, Corpus Christi fez apenas US$ 127 mil nas bilheterias dos Estados Unidos. O sucesso da produção é internacional, realmente. Neste cenário fora dos Estados Unidos o filme arrecadou US$ 8,5 milhões.

Corpus Christi é uma produção 100% da Polônia.

CONCLUSÃO

Um filme ousado pelos dogmas que ele questiona e pela forma interessante como apresenta e subverte alguns papéis da sociedade. Corpus Christi interessa pelos temas que levanta na mesma medida que impacta pela narrativa interessante, envolvente, nua e crua. Destaque também para o trabalho do protagonista, ponto fundamental para esta história funcionar. Apesar de suas qualidades, o filme fraqueja em alguns pontos, como a condução da história, que fica um bocado previsível. Mas nada que comprometa em muito a produção.

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

3 respostas em “Corpus Christi – Boze Cialo”

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