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Deux – Two of Us – Nós Duas


Os filhos costumam dizer que querem ver seus pais felizes. Mas isso nem sempre é verdade. Ou esta verdade varia muito conforme a necessidade dos pais. Deux, mais um filme sensível made in cinema francês, nos fala sobre uma das várias realidades que não são aceitas pelos filhos. Ou pela maioria, ao menos. Para alguns, a felicidade parece distante. Ao mesmo tempo que ela é tão simples. Quem complica, são os outros.

A HISTÓRIA

Diversas cenas de uma cidade que ainda não acordou. Em um parque, diversos corvos se movimentam. Com os braços encostados em uma árvore e a cabeça apoiada nestes braços, uma garota de vestido preto conta antes de começar a brincadeira. Ela corre e procura entre as árvores uma menina de vestido branco. Elas se revezam em uma árvore até que uma das meninas desaparece. Em seguida, a menina que procurava, parece chamar e gritar, mas o que ouvimos são apenas os corvos.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Deux): Um filme que começa instigante, com um certo tom de “mistério”, e que segue atraindo nosso olhar e nos fazendo pensar até o final.

Deux abre a temporada de filmes que eu vou comentar aqui no blog neste novo ano, 2021. Claro que eu não poderia deixar de lado o Oscar, como vocês que me acompanham bem sabem… gosto da premiação de Hollywood não por ela ser perfeita, mas por ela ser um filtro interessante – assim como outras premiações de cinema – sobre o que temos de bons filmes por aí. Especialmente na categoria Melhor Filme Internacional – até 2019 conhecido como Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Pois bem, tentando “adivinhar” os fortes candidatos para o Oscar 2021 na minha categoria preferida da premiação, cheguei a uma pequena lista – que vocês vão acompanhar nas próximas semanas (espero!), e que tinha o representante da França – como geralmente acontece nas apostas do Oscar. Afinal, a escola de cinema francês é quase imbatível entre os fortes candidatos ao prêmio a cada ano.

Como uma admiradora do cinema francês, devo dizer que não é, para mim, nenhum sacrifício começar a assistir a minha lista por um exemplar desta escola fundamental do cinema mundial. Deux bebe da fonte com perfeição. Temos aqui um filme humanista, delicado, atento aos detalhes e que não foge do debate de temas ainda “cascudos”.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Pode parecer incrível, mas em pleno 2021 ainda temos preconceitos jorrando para todos os lados. E sim, muita gente se importa com quem os outros se deitam ou quem eles amam. Esse preconceito não está apenas na vizinhança, no parente um pouco mais “ignorante”… muitas vezes está ao lado, em pessoas que deveriam ser as primeiras a respeitar, amar, entender.

Mas os filhos não são esta beleza que eles acreditam ser. Talvez exista alguma exceção, aqui e ali, mas, no geral, todos os filhos estão equivocados em relação a seus pais. Primeiro, porque há uma grande dependência, busca de aprovação e, ao mesmo tempo, cobrança. Especialmente dos filhos em relação aos pais – mas um pouco no sentido contrário também.

Assim, falando de forma muito direta, Deux nos apresenta uma de tantas histórias cotidianas de incompreensão e de egoísmo filial. Porque os filhos sabem o que é bom para os seus pais e se acham no direito de cobrar deles uma perfeição que não existe. Freud e outros explicam, certamente. Mas o que falta para os filhos, e muitas vezes me incluo no balaio, é maturidade.

Saber – e lembrar sempre que possível, preferencialmente a diário – que seus pais são pessoas como qualquer outra. Não são deuses, não são heróis, não são santos. Por mais que achemos a nossa mãe uma santa, muitas vezes, por aguentar tanto cotidianamente, ela e nosso pai tem defeitos, qualidades, desejos, necessidades, limitações. Como nós. Como todos. Incluindo todos os filhos.

Mas não é isso que Anne (Léa Drucker) e Frédéric (Jerôme Varanfrain) percebem ou são capazes de entender. Ele, pior que ela. Ele, repetindo o padrão machista da maioria dos homens que julgam suas mães, que falam grosso, levantam a voz e são capazes de repreender com facilidade a mulher que se sacrificou para que eles se tornassem adultos (ou um protótipo de adulto, para ser mais precisa, neste caso).

(SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Assim, claro, os filhos de Madeleine (Martine Chevallier) são incapazes de aceitar que ela ama outra mulher, Nina (Barbara Sukowa). Com medo da reação dos filhos, especialmente do imaturo Frédéric, Madeleine não fala para eles que pretende se mudar para Roma. Com a viagem, ela finalmente viveria o seu grande amor em paz. Mas não.

Madeleine se priva da felicidade e o corpo acaba gritando em represália. Então a tragédia está instalada. De cortar o coração o que acontece com Nina e com Madeleine. Elas vivem o drama de um amor que só não é possível por causa da falta de empatia e de amor verdadeiro dos outros.

Como tantas outras histórias de homens e mulheres que se privam de serem felizes vivendo uma mentira, Madeleine sustenta um casamento infeliz com o pai dos filhos até que ele morre. Depois, esconde o verdadeiro amor que teve por décadas – portanto, mesmo estando casada – para não “escandalizar” os filhos e a “sociedade”. Os filhos, evidentemente, não merecem o sacrifício. E a sociedade, se fosse menos hipócrita, mesquinha e dissimulada, poderia valer o esforço… mas não.

Algo interessante desta produção é que ela mostra como o amor é potente, sexy e instigante não importa a idade. Não temos com as protagonistas cenas “calientes” ou uma evidente atratividade física. Mas isso não torna o casal Nina e Madeleine menos apaixonante ou interessante. Muito pelo contrário.

Aliás, grande parte da força desta produção está no trabalho das protagonistas. As grandes Barbara Sukowa e Martine Chevallier estão divinas em seus papéis e fazem um trabalho incrível nesta produção. Para mim, um dos pontos altos da produção é quando Nina está no hospital, após Madeleine ser socorrida. O desespero e a tristeza dela são palpáveis. De arrepiar. Mas o final do filme também é marcante – a dança ganha outro valor depois de tudo que aconteceu e com a constatação que elas não tem muita saída, mas que tem uma a outra e aquele momento…

O diretor Filippo Meneghetti, que estreia em longas de ficção com Deux, faz uma condução muito acertada da trama, que tem uma narrativa linear, exceto por alguns momentos de “sonhos” – expressões oníricas dos sentimentos das protagonistas. Quando sonham, elas parecem estar perdidas ou perderem a si mesmas, buscando resgatar do fundo do lago uma garota que teve que ser “morta” para que a outra sobrevivesse – uma clara alusão à falta de aceitação social e ao fato delas terem que negar quem são ou o que sentem.

Meneghetti acerta, em especial, na forma com que ele coloca em evidência a interpretação dos atores principais desta história e em como ele mostra o espaço em que eles habitam. Enquanto Nina e Madeleine dividem um apartamento pequeno, com Nina tendo sempre o seu apartamento como “válvula de escape” para que elas mantenham as aparências, Anne vive em uma casa ampla, com muitos vidros e iluminação externa. Quem precisa se “esconder”? E por que? Nada, exceto o preconceito, a ignorância e a facilidade de uns em julgar a felicidade dos outros pode sinalizar para que Nina e Madeleine tenham que “fingir” que são apenas boas amigas.

Quantos homens e mulheres tem que fingir que tem apenas “bons amigos” ao invés de declararem que tem amores do mesmo sexo? Até quando teremos esse tipo de situação? Aparentemente, por mais que possamos ter avançado nas últimas décadas, este tipo de relação de subjugação e de insistência na infelicidade do outro vai seguir por muito tempo. E o pior: muitas vezes infligido pelos próprios filhos.

A força de Deux, para mim, está justamente na forma com que ele questiona as relações familiares e a relação dos filhos com os pais. Quando os pais envelhecem, muitos filhos se sentem no direito de subjugá-los, de querer “dar o troco” e ditar o que é certo ou errado para os pais. Deveríamos todos pensar a respeito. E buscar, preferencialmente diariamente, verdadeiramente saber o que faz nossos pais felizes. E tentar facilitar isso ou, ao menos, não atrapalhar.

Essas lições de Deux e a reflexão que o filme provoca, assim como o trabalho excepcional do elenco, fazem esta produção ganhar a nota abaixo. Admito que eu comecei com uma nota menor, mas que aumentei alguns décimos até chegar ao número abaixo porque o filme realmente ganha dimensões conforme refletimos sobre ele. Uma produção necessária, que trata não apenas da história de amor de duas mulheres que chegaram à velhice, mas que aborda, especialmente, sobre a nossa capacidade de aceitar a felicidade alheia para valer, independente dos nossos conceitos e “padrões”, e especialmente quando olhamos para dentro de casa.

Além disso, o filme ganha em relevância ao abordar o tratamento que muitos pais recebem quando estão idosos e precisando de cuidados – momento de muitos gestos de puro egoísmo e crueldade, para não dizer mesquinharia – e, em especial, na relação desigual e muitas vezes injusta de pais e filhos. Se as famílias conseguissem ser melhores, certamente a sociedade como um todo o seria. Deux nos faz pensar sobre isso.

NOTA

9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

A história de Deux é simples, cotidiana, praticamente mas, nem por isso, menos interessante ou dura. Algumas vezes as “histórias cotidianas” nos passam desapercebidas, não são dignas da devida reflexão que merecem por serem, justamente, “comuns”. Mas quando uma história destas é abordada em um filme que representa um país como a França no Oscar, essa história merece uma reflexão diferenciada.

Espero, honestamente, que Deux faça homens e mulheres refletirem. Especialmente aqueles e aquelas que estão tão cheios de certeza e de dedos apontados para os demais. Que tal deixarem os outros serem felizes? Que tal cada um cuidar da sua própria vida e tentar respeitar aos demais? Não é tão difícil fazer isso se realmente considerarmos cada indivíduo como importante e que cada pessoa tem sua história e sua forma de pensar e sentir. Não é tão difícil. Basta ser feito um esforcinho mínimo que, tenho certeza, avançaremos e evoluiremos enquanto espécie.

Muito comum a atitude de Madeleine nesta produção. (SPOILER – não leia se você não assistiu a Deux ainda). Ela age de forma defensiva e prefere “se esconder” e não viver a felicidade de forma plena por culpa. Como em um verdadeiro clássico, ela se priva da felicidade enquanto está casada pensando que isto é o melhor para seus filhos. Se sacrifica por eles, portanto. Depois, por causa da postura imatura do filho, ela novamente se sacrifica. E por culpa, é claro. Afinal, ela traia o marido, realmente ficou feliz quando pode terminar com a relação que era uma fantasia, e tudo isso lhe cobra uma culpa que é injusta, mas que existe. Tudo seria mais simples se as pessoas pudessem viver as relações que lhes fazem bem e feliz sem dedos apontados e julgamentos. Nossa história seria outra.

O roteiro escrito pelo diretor Filippo Meneghetti junto com Malysone Bovorasmy e Florence Vignon segue um caminho interessante. Linear, com apenas alguns “recortes” que envolvem sonhos e imaginação e que tem o papel de demonstrar os sentimentos das protagonistas, Deux tem uma narrativa que vai se explicando conforme o filme se desenvolve.

O elemento surpresa, assim, favorece a história, assim como a forma com que nos aproximamos do cotidiano, dos desejos e das angústias das duas mulheres que vivem um amor “impossível”. Na verdade, o amor delas é simples, é potente, revigorante e nada impossível, como vemos no final que tem uma brisa de otimismo, apesar de todas as chances estarem contra elas. Falando em revigorante, interessante ver como o amor ajuda Madeleine na sua recuperação, quando ela começa a relembrar do que viveu com Nina e vê perspectiva para as duas voltarem a conviver. Sem isso, ela definha. Com essa perspectiva, ela revive. Impressionante. E muito realista.

Voltando ao que eu comentava, o roteiro de Deux funciona bem porque segue uma narrativa linear com algumas surpresas aqui e ali. Nina tem atitudes corajosas e realmente se arrisca bastante para “resgatar” Madeleine. Há algumas sequências, neste sentido, de arrepiar – especialmente quando ela utiliza a cópia das chaves que tem do apartamento da amada. O roteiro desta produção acerta no tom, na valorização do suspense e do drama, sem exagerar nestes aspectos, assim como na valorização do trabalho dos atores e na escolha de poucos personagens para concentrar a narrativa na história de amor e seus desafios e obstáculos que devem ser vencidos. Neste caso, menos é mais.

Um ponto forte da produção, sem dúvida, é o trabalho das fantásticas Barbara Sukowa e Martine Chevallier. Elas estão perfeitas e fazem um trabalho de grande potência nesta produção. Além delas, como comentei antes, temos um grupo pequeno de personagens que “orbitam” na história centrada em Nina e Madô (apelido de Madeleine). Vale destacar, neste sentido, o ótimo trabalho de Léa Drucker como Anne. A filha de Madô tem mais destaque na produção, além das protagonistas.

Além delas, destaque para Muriel Bénazéraf como Muriel, a cuidadora que é contratada por Anne e Frédéric para ficar com a mãe deles após a alta do hospital. Tem papéis menores, mas com certa relevância, Jérôme Varanfrain como Frédéric, filho de Madô que vive cobrando a mãe sobre seu comportamento; e Augustin Reynes como Théo, neto de Madô, filho de Anne. Todos estão muito bem em seus papéis.

Deux é o primeiro longa-metragem de ficção dirigido por Filippo Meneghetti. Ele estreou em 2009 com o documentário Maistrac: Lavorare in Cantiere e dirigiu três curtas antes de estrear nos longas com esta produção. Assim, com vários outros nomes da safra atual e de safras recentes que chegaram ao Oscar, Meneghetti é mais um jovem diretor que está renovando diversas escolas de cinema mundo afora – e mais um nome que merece ser acompanhado para ver o que irá nos apresentar no futuro.

Muito boa a escolha do diretor, dos roteiristas e dos produtores das protagonistas desta história. A alemã Barbara Sukowa tem 60 trabalhos como atriz no currículo e a francesa Martine Chevallier tem 62 trabalhos como atriz em sua trajetória. Ou seja, duas atrizes experientes, talentosas, com uma longa carreira e divinas em seu encontro nesta produção.

Deux estreou em setembro de 2019 no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Depois, até dezembro de 2020, o filme participou, ainda, de outros 20 festivais e mostras de cinema em diversos países.

Em sua trajetória até o início de janeiro de 2021, Deux ganhou oito prêmios e foi indicado a outros 10. Entre os prêmios que recebeu, vale citar o de Melhor Filme Francês segundo o júri do Angers European First Film Festival; o de melhor atriz para Barbara Sukowa no Festival Internacional de Cinema de Dublin; os de Melhor Filme no Melinka Queer Film Award e o de Melhor Estreia para Filippo Meneghetti no FEST International Film Festival; e os de Melhor Filme pela escolha da audiência e de Melhor Filme no FIPRESCI Prize do Festival Internacional de Cinema de Molodist.

Entre os aspectos técnicos desta produção, destaque para a trilha sonora de Michele Menini, bastante presente e um dos fatores narrativos desta produção, e para a direção de fotografia de Aurélien Marra. Além destes aspectos, vale citar a edição de Julia Maby e Ronan Tronchot; o design de produção de Laurie Colson; a decoração de set de Axelle Le Dauphin; os figurinos de Magdalena Labuz; e a maquiagem de Evie Hamels e Katja Reinert-Alexis.

Estou feliz de voltar a escrever por aqui. 😉 Admito que escrevi sobre Les Miserábles “a toque de caixa” no final de 2020 para zerar a minha conta de filmes vistos no ano passado – que foram poucos, admito. Mas agora que estou de férias e que temos um novo ano começando, quero voltar a dar um gás no blog antes que a rotina me sugue novamente. Então se preparem para uma sequência de críticas sobre filmes cotados para o Oscar de Melhor Filme Internacional de 2021. Este será meu foco inicial neste ano.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7 para Deux, enquanto que os críticos que tem os seus textos publicados no site Rotten Tomatoes dedicaram 17 críticas positivas, um número ainda baixo, mas que representa 100% de aprovação para o filme, que tem a nota média de 7,9. O site Metacritic apresenta apenas uma avaliação positiva para Deux. Ou seja, esse é um filme que ainda não foi muito assistido e que, consequentemente, não teve ainda uma grande repercussão.

Em um ano atípico para o cinema como foi 2020, Deux conseguiu um resultado pequeno nas bilheterias. Segundo o site Box Office Mojo, esta produção não estreou nos Estados Unidos, foi exibido apenas em alguns países, como a França, Noruega e Nova Zelândia. Nestes países, o filme teria feito cerca de US$ 198 mil nas bilheterias. Ou seja, ainda pouco visto.

Não deixa de ser interessante, ainda que esta questão foi totalmente acidental, que eu terminei 2020 e estou começando 2021 escrevendo sobre dois filmes franceses. Sou uma grande admiradora do cinema francês, como vocês que me acompanham há algum tempo sabem. Então fico feliz por iniciar o ano com esta escola de cinema – e abordando novos talentos entre diretores daquele país. Em seguida, vou focar em outros países com uma escola de cinema muito interessante. Aguardem e confiem. 😉

CONCLUSÃO

Um filme sensível, delicado e atento aos detalhes. Corajoso por tratar sobre preconceitos que custam em permanecer vivos. Deux trata sobre a individualidade, sobre o amor e sobre a dificuldade de alguns entenderem e aceitarem as diferenças. Mais um belo exemplar do sempre humano e diferenciado cinema francês. Comecei bem a minha jornada por assistir a filmes com chances no Oscar 2021. Uma linda história de amor, não convencional, para nos fazer repensar sobre o quanto realmente desejamos a felicidade dos outros – e, em especial, de quem está próximo. Com bom roteiro, Deux se destaca mesmo pelas atrizes principais.

PALPITES PARA O OSCAR 2021

Difícil opinar sobre a categoria Melhor Filme Internacional tendo assistido a apenas um dos filmes da longa lista de produções “credenciadas” a concorrer nesta categoria. Claro que comecei com um dos filmes apontados pelos especialistas como um dos “favoritos” para figurar na lista dos cinco indicados nesta categoria. Mas é cedo para saber como está a safra e, consequentemente, opinar sobre Deux.

Mas, apesar de fazer esta consideração, vou me arriscar. 😉 Apesar de Deux ser uma produção com um roteiro interessante, uma direção cuidadosa e ótimas atrizes como protagonistas, não vejo esta produção com força suficiente para chegar entre os cinco filmes finalistas na minha categoria favorita do Oscar.

Pela força da França na cinematografia mundial, o filme pode até avançar e figurar na lista das 10 produções pré-classificadas para concorrer à estatueta dourada, mas acho que ela não fica entre as cinco finalistas. Tudo vai depender da safra deste ano, é claro. Mas se tivermos uma safra potente, com diversos filmes fortes e provocantes, acho que a sutileza de Deux ficaria de fora. Mas isso é um chute, é claro, neste momento. Veremos os próximos filmes para que eu possa opinar melhor depois. 🙂

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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