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The Eyes of Tammy Faye – Os Olhos de Tammy Faye


Um destes filmes baseados “em uma história real” que é relativamente datado ao mesmo tempo que, de forma assustadora, ainda fala do nosso tempo. The Eyes of Tammy Faye toca em temas bastante presentes, não apenas nos Estados Unidos, mas também no Brasil e em outros países. É um tema que vai mexer com muitos “brios” e, talvez, provocar polêmica por mexer em um vespeiro que poucos gostam de tratar. Não importa a ótica pela qual você encare esta história, ela deve lhe incomodar.

A HISTÓRIA

Começa com uma série de notícias da TV de algumas décadas atrás. O narrador comenta que Jim (Andrew Garfield) e Tammy Faye Bakker (Jessica Chastain) “foram o casal televangelista mais famoso dos Estados Unidos e, de longe, o mais próspero”. Outros narradores aparecem na sequência contando sobre este fenômeno religioso e midiático, que deu “encorajamento e esperança” para muitas pessoas e que lideravam a organização “religiosa multimilionária Clube Louvai ao Senhor (PTL)”. Até que eles caíram em “desgraça”. Essa é a história deste casal e, em especial, de Tammy Faye.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a The Eyes of Tammy Faye): Esse é um destes filmes sobre os quais eu tive um bocado de dificuldade de escrever sobre, eu admito. Acho que esta produção mexeu mais comigo do que eu gostaria – ou me deixou mais perplexa do que eu tinha imaginado inicialmente.

Antes de mais nada, preciso dizer que deve fazer duas semanas já que eu vi a The Eyes of Tammy Faye. Eu quis conferir esta produção porque ela ganhou duas estatuetas no Oscar e porque ela garantiu o primeiro Oscar para uma atriz que eu sempre achei muito interessante e acima da média: Jessica Chastain.

Mas, ainda que esta produção não trate de um tema sobrenatural ou típico de filmes de terror, devo dizer que o filme dirigido por Michael Showalter me deixou um pouco “perturbada”. Logo mais vou explicar as razões para isso. Como sempre, a experiência desta produção vai depender sobre como você encara o filme. Se The Eyes of Tammy Faye for apenas um entretenimento para você, tudo suave. Agora, se você levar a história um pouco a sério, não tem como não ficar um pouco “mexido(a)” com ela.

Vamos aos fatos. 😉 (SPOILER – não leia se você ainda não assistiu ao filme). Esta produção toca em diversos temas delicados. Vou começar pelo primeiro que a história nos apresenta: uma senhora que comenta que não pode deixar o rosto mais “limpo” porque tem o contorno dos olhos, as sobrancelhas e o contorno da boca delineados de forma permanente.

Claro que gosto é gosto, e não se discute. Mas o que leva alguém a mudar seu rosto de forma tão definitiva? E quando esse processo começou? Bem, a história que este filme nos revela começa em 1994, com esta “apresentação” da protagonista, e, em seguida, retrocede para 1952. Ali, começamos a ter contato com a história um tanto chocante de Tammy Faye Bakker.

Esta produção, com roteiro escrito por Abe Sylvia, baseada no documentário dirigido por Fenton Bailey e Randy Barbato com o mesmo nome e lançado no ano 2000, apresenta a origem da relação – se podemos chamar assim – de Tammy Faye com a religião. Que começo complexo! Acho que os psicólogos e psiquiatras podem discorrer melhor sobre aquele início, mas como a relação da protagonista desta história se revela um bocado “torta” e exagerada desde o início por questões familiares!

Como sempre, tudo passa por uma questão de aceitação – e, claro, da falta dela. Esta produção, baseada no documentário, explora muito bem a origem da personagem. Tammy Faye, criança (interpretada por Chandler Head), só tem a mãe como referência – sabemos que a mãe é divorciada, mas não sabemos nada do pai biológico. Claro que o padrasto não deixa a posição de pai totalmente vazia, mas fica perceptível, no começo desta produção, que existe um tratamento diferente entre Tammy e os irmãos que são filhos do padrasto.

Pois bem, então já temos uma carência em cena. Essa carência, que poderia ser trabalhada pela mãe de Tammy de outra forma, acaba sendo desprezada e colocada “embaixo do tapete”. Rachel Grover (Cherry Jones), mãe de Tammy, está mais preocupada em “seguir adiante” com a vida e em ser aceita na comunidade da qual o marido, Fred (Fredric Lehne), faz parte, do que em dar real atenção para a filha.

Assim, a garota desenvolve uma relação de certa “cobiça” com a igreja local, onde um pastor gosta de gritar e de mostrar toda sua eloquência. Tammy, inicialmente, não é levada para a igreja, onde Rachel toca o piano e o restante da família de Fred frequenta, porque ela sinalizaria que Rachel teve uma “vida pregressa” – ou seja, foi casada anteriormente. E, como acontece em muitas igrejas, especialmente naquela época, divorciados(as) não eram bem aceitos – ou não eram aceitos de forma alguma.

Então, para Rachel, tudo bem excluir a própria filha daquela realidade. Qual é o efeito prático disso para a garota? Bem, ela desenvolve um nível de carência que parece bem relevante, além de começar a desenvolver o hábito de falar consigo mesma através de um “alter ego” representado por uma boneca. Algum um tanto assustador, vamos admitir.

Não demora muito para a história avançar para a fase de Tammy adulta. Pulamos para 1960, quando Tammy conhece Jim Bakker, com quem ela iria se envolver e se casar. Esse é um outro momento decisivo na trajetória de Tammy e do próprio Jim. Achei assustador a linha de pensamento e de “pregação” de Jim, que defende que Deus não quer que as pessoas sejam pobres e sim que prosperem na “Terra Prometida”, que seria aqui mesmo.

Essa é outra parte assustadora do filme, para o meu gosto. Porque Jim e Tammy começam, naquele momento, a sinalizar todo uma “corrente” de igrejas que utilizam a Bíblia como desculpa para vender a ideia de riqueza e de fartura para seus fiéis e que, no fundo, querem apenas enriquecer no processo. Essa é a parte dolorida e que mexeu comigo neste filme.

Porque, apesar de contar uma história específica, esse The Eyes of Tammy Faye trata sobre diversos fatos que ocorrem em várias parte do mundo neste exato momento – por isso a história é tão atual.

Enfim, o que mais temos hoje, no Brasil e em outros países, incluindo os Estados Unidos, são os “vendilhões do templo”, os “falsos profetas” que usam um Livro Sagrado para os cristãos para encherem os próprios bolsos e mentir, corromper, enganar as pessoas. The Eyes of Tammy Faye nos conta uma destas histórias, mas apresentando o filme praticamente só com a versão da sua protagonista.

Há quem possa olhar para esta história embarcando na ótica de Tammy Faye e seu descolamento da realidade, mas há quem encare este filme com o olhar crítico e atento que esta história merece. Apesar de falar de forma mansa, alegre e muitas vezes infantilizada durante boa parte da produção, Tammy Faye é uma pessoa, a meu ver, com sérios problemas psicológicos, com diversas questões que deveriam ser tratadas em um consultório e em sessões de terapia.

Apesar de seu baixo contato com a realidade – pelo menos foi isso que eu vi nesta história -, Tammy Faye teve os seus acertos, é claro. Como quando, diferente do marido, ela nadou contra a corrente dos outros “pastores” televisivos para defender a ideia de que Deus é amor, essencialmente, e que por isso, todos devem ser amados e ninguém deve ser excluído das igrejas e da religião. Ela é corajosa ao fazer isso, especialmente naquele círculo de aproveitadores dos quais ela fazia parte.

Mas, fora este acerto, o quanto The Eyes of Tammy Faye trata a protagonista com a sinceridade que ela merecia? (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Da minha parte, acho que o roteiro de Abe Sylvia passa muito o pano para a personagem. No fim das contas, parece que o grande aproveitador foi Jim e que Tammy foi inocente ao seguir as ideias focadas em audiência e dinheiro que ele vendia.

O casal construiu um conglomerado a partir do trabalho de “evangelizadores” que desenvolveu, tendo a televisão como o seu principal canal de disseminação de ideias e de fonte de renda, mas ampliando essa ideia de monetização para parques “temáticos” também.

Além de ajudar Jim em tudo, Tammy se aproveitou muito bem do enriquecimento do casal. Então como ela não foi presa como ele? Essa questão não é respondida pelo filme, o que eu vejo como um problema importante da narrativa.

Afinal, ainda que Tammy não soubesse das traições e do desvio de dinheiro feito por Jim – se quisermos realmente acreditar nisso -, ela usufrui de tudo aquilo por diversos anos, não é mesmo? Ela não sabia a origem do dinheiro? Ou considerava normal o público que conferia ela e o marido na televisão pagar por todas suas contas e luxos ao invés dos recursos serem usados para a evangelização ou para ajudar quem precisava?

Enfim, não vejo a protagonista desta história como nenhuma heroína. Na verdade, sua condição “deslocada da realidade” me incomodou praticamente durante toda a narrativa, assim como a cara de pau dela e do marido em usar a religião daquela forma, para benefício próprio sem a menor dúvida. Este é o lado perturbador desta produção.

O outro lado do filme, que nos faz pensar – ou deveria, ao menos -, envolve a realidade em que vivemos. Quantos “pastores” ou “religiosos” fazem exatamente o que vemos nesta produção? Quantas pessoas dão dinheiro para “igrejas” e “crenças” que não utilizam estes recursos para obras que farão diferença para quem precisa, apenas servem para o enriquecimento desta gente sem escrúpulos?

E o pior de tudo: essas “igrejas” que utilizam os recursos dos fiéis cegos e crentes para corromper, comprar políticos, fazer campanha política e chegar até cargos públicos para desviarem dinheiro e retroalimentarem essa roda de enriquecimento egoísta e absurdo.

Enfim, todas as temáticas que este filme trata e toca são perturbadoras. Seja pela análise familiar, psicológica da protagonista, seja pela questão da manipulação de pessoas crente por gente mal intencionada e que vai contra tudo que Jesus ensinou no seu tempo.

Por trata de todos estes temas, achei The Eyes of Tammy Faye interessante. Mas me incomodou um pouco como o filme deixa algumas pontas soltas no final e acaba seguindo uma linha/tendência de “defesa” da protagonista. Alguns podem realmente embarcar na teoria que ela foi uma vítima de tudo que aconteceu.

Mas, apesar do acerto comentado antes, de ir contra a corrente do círculo de religiosos do qual fazia parte, ela participou de toda aquela manipulação e enriquecimento tendo a crença das pessoas como fonte de recurso. Só acho que o roteiro desta produção não explora esta questão tão bem quanto deveria, assim como não deixa claro porque apenas Jim foi culpado dos crimes e Tammy, aparentemente, saiu ilesa das acusações.

NOTA

8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

Tem um outro aspecto importante deste filme, que está nas entrelinhas, e que também incomoda. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Na sequência em que Tammy e Jim conversam com os “poderosos” da “igreja televisionada”, Jerry Falwell (Vincent D’Onofrio) e Pat Robertson (Gabriel Olds), algumas falas de Falwell deixam claras as relações entre estes “religiosos” farejadores de dinheiro e algumas ideias defendidas por “políticos de direita (ou extrema direita)”. Falwell comenta, na ocasião, que eles devem lutar contra as agendas das “feministas e dos homossexuais” porque devem lutar contra os pecadores. Uma linha de pensamento que exclui as pessoas e que vai contra o Evangelho, claramente, com finalidades políticas, de poder e de riqueza. Discursos muito “atuais”, o que torna a narrativa ainda mais assustadora.

Escrevi mais sobre esta produção do que eu gostaria. Mas o filme tem muitas camadas e muitos temas relacionados e entrecruzados, realmente. Não dá para evitar de falar de alguns destes pontos.

Gostei da direção de Michael Showalter. Apesar de não apresentar nada muito diferenciado, em termos de direção, considero que ele faz um belo trabalho por valorizar muito bem o trabalho dos atores. Os protagonistas fazem um belo trabalho, assim como os coadjuvantes, ainda que eu achei a interpretação de Jessica Chastain e de Andrew Garfield um pouco exageradas. Verdade que parece que as pessoas “homenageadas” pela interpretação deles também tinham esse “quê” exagerado, mas, ainda assim, achei o tom dos dois um pouco acima da média.

O roteiro escrito por Abe Sylvia é bom, resumindo bem a trajetória de Tammy Faye. Mas, como comentei antes, acho que o texto dela deixa algumas pontas soltas – especialmente sobre o “fim” da protagonista e sobre os desdobramentos que ocorrem com ela após a prisão de Jim. Assim, considero este roteiro bom, mas nada acima da média.

Gosto muito da Jessica Chastain. Acho que ela merece o Oscar, sem dúvidas. Mas, como muitas vezes acontece com o prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, nem sempre a pessoa que merece a estatueta dourada ganha o prêmio no momento mais preciso. Muitas vezes a atriz ou o ator ganham o Oscar anos depois e por trabalho diferente daquele no qual eles realmente se destacaram. Vejo isso acontecendo com Jessica Chastain. Ela recebeu o Oscar bom um trabalho, mas um pouco exagerado. Merecia ter recebido antes, em 2013, por Zero Dark Thirty (comentado por aqui).

Como o nome mesmo sugere, esta produção é conduzida pela narrativa da personagem de Jessica Chastain. Então ela é o destaque da produção, claro. Mas Andrew Garfield também tem um papel relevante no filme. Como sua companheira de cena, acho que Garfield exagera um pouco na interpretação. Ok que os personagens eram “forçados”, mas realmente eles precisavam estar dois tons acima do normal o tempo todo? Acho que não.

Além de Jessica Chastain e de Andrew Garfield, alguns outros atores ganham destaque na produção pela relevância de seus papéis. Apesar de serem coadjuvantes, eles tem presença com peso na narrativa. São eles: Cherry Jones como Rachel Grover, mão de Tammy; Fredric Lehne como Fred Grover, segundo marido e padrasto de Tammy; Vincent D’Onofrio como Jerry Falwell, o reverendo poderoso que começa dando espaço na TV para os Bakker e acaba sendo ultrapassado por eles com larga vantagem em termos de audiência; Gabriel Olds como Pat Robertson, outro reverendo que fazia sucesso na TV antes do casal Bakker aparecer; Louis Cancelmi como Richard Fletcher, “braço direito” de Jim e um de seus “casos”; e Sam Jaeger como Roe Messner, investidor convidado por Jim Bakker para fazer parte do empreendimento dos parques criados por ele e pela esposa.

Entre os aspectos técnicos desta produção, destaque para o Departamento de Maquiagem, formado por 39 profissionais que ajudam Jessica Chastain a perder um pouco o seu visual e a se parecer um pouco mais com Tammy Faye – honestamente, não achei o trabalho tãoooo marcante assim, mas sim, eles atuam em um aspecto importante do filme. Além da Maquiagem, vale citar o design de produção de Laura Fox; a direção de arte de Charles Varga; a decoração de set de Barbee S. Livingston e os figurinos de Mitchell Travers. Todos esses aspectos ajudam a nos ambientar nas décadas nas quais a história se passa.

Para quem gosta de saber os nomes por trás de outros aspectos técnicos importantes, vou citar na trilha sonora o trabalho de Theodore Shapiro; na direção de fotografia, o trabalho de Mike Gioulakis; e a edição de Mary Jo Markey e de Andrew Weisblum. Eles fazem um trabalho ok, mas sem um grande destaque ou mesmo acima da média.

The Eyes of Tammy Faye estreou em setembro de 2021 nos cinemas da Alemanha e, no dia 12, no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Depois, até novembro de 2021, o filme participaria, ainda, de outros 12 festivais em diferentes países, incluindo os festivais de cinema de San Sabastián, de Helsinki, de Roma e de Tóquio.

Em sua trajetória em festivais e premiações de diversos países, The Eyes of Tammy Faye ganhou 23 prêmios, incluindo o Oscar nas categorias Melhor Maquiagem e Cabelo e Melhor Atriz para Jessica Chastain; Melhor Maquiagem e Cabelo no Prêmio BAFTA; Melhor Atriz para Jessica Chastain no Screen Actors Guild Awards; e Melhor Atriz no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. Jessica Chastain concorreu na categoria Melhor Atriz – Drama no Globo de Ouro, mas perdeu o prêmio para Nicole Kidman, pelo filme Being the Ricardos.

Vale citar algumas curiosidades sobre esta produção. Segundo as notas dos produtores, a atriz Jessica Chastain fez suas próprias versões das músicas originais de Tammy Faye. Aliás, esta produção virou um projeto pessoal da atriz. Jessica Chastain viu o documentário sobre Tammy Faye em 2012 e, desde então, alimentou a vontade de contar a história desta personagem. A atriz adquiriu os direitos para produzir um filme biográfico sobra Tammy Faye Bakker e encarou o difícil papel também como atriz.

Em The Eyes of Tammy Faye, fica apenas sugerida uma certa “atração” entre Tammy e Roe Messner, que aparece na mansão dela e de Jim como um possível investidor dos parques que o casal quer criar. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Mas a verdade é que Tammy e Roe se casaram depois que Jim foi preso e que ela se divorciou dele. O filme não aborda esta questão, mas Roe também foi indiciado por desvios da igreja fundada por Tammy e Jim e foi condenado a 27 meses de prisão federal.

Nos créditos finais do filme, vemos algumas imagens dos atores e dos personagens reais nos quais eles foram inspirados. Mas parte da história de Jim Bakker não é contada ali. Depois de ficar preso, Bakker casou-se novamente em 2003 e voltou a “evangelizar” pela TV. Entre outras polêmicas, ele se envolveu na venda de suprimentos para o “juízo final”, que incluía alimentação e, em 2020, em uma “solução de prata” que curaria todo tipo de doença, inclusive a Covid-19, segundo esse charlatão-mor. Em junho de 2021, um tribunal do Missouri ordenou que Bakker pagasse uma restituição de US$ 156 mil para resolver o processo envolvendo a “solução” e para reembolsar quem tivesse comprado o produto.

Para quem quer saber o que existe de real nesta produção, achei alguns textos que fazem esta leitura. Entre outros, sugiro este conteúdo do site History vs. Hollywood e este texto do site Slate.

Esse é o primeiro filme do diretor Michael Showalter que eu assisto. Ele estreou como diretor de longas em 2005 com o filme The Baxter. A maior experiência dele foi dirigindo filmes e séries para a TV. Além de The Baxter, para o cinema ele dirigiu Hello, My Name is Doris, em 2015; The Big Sick, em 2017; e The Lovebirds, em 2020, antes deste The Eyes of Tammy Faye.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,6 para The Eyes of Tammy Faye, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 162 críticas positivas e 73 negativas para essa produção, o que significa 69% de aprovação e uma nota média de 6,5.

O site Metacritic apresenta o “metascore” 69 para The Eyes of Tammy Faye, fruto de 26 críticas positivas, duas medianas e de uma negativa coletadas pelo site de críticos que escrevem em outros locais.

Segundo o site Box Office Mojo, The Eyes of Tammy Faye arrecadou pouco mais de US$ 2,4 milhões nas bilheterias dos cinemas dos Estados Unidos, enquanto que em outros países o filme fez cerca de US$ 280 mil nas bilheterias.

The Eyes of Tammy Faye é uma produção 100% made in Estados Unidos, o que faz esse filme figurar na lista de produções que atendem a uma votação feita há tempos por aqui. 😉

CONCLUSÃO

Um filme que, aparentemente, foca em uma história específica e em um tema. Mas, na verdade, The Eyes of Tammy Faye é uma produção cheia de camadas e aborda diversas temáticas. Apesar de ser “baseado em uma história real” – mesmo esta frase não aparecendo no início do filme -, esta produção nos faz refletir sobre diversos temas muito atuais e nada datados. Um filme assustador, em alguns aspectos, e um pouco cômodo em outros. Interessante, mas nem perto de ser realmente marcante.

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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