Junebug – Retratos de Família


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Arte, família e modos opostos de encarar/viver a vida. Junebug nos apresenta uma história interessantíssima sobre um casal que se conhece em uma galeria, em uma noite dedicada à venda de obras de arte “visionárias” mas que, só meses depois, mergulha em uma viagem de autoconhecimento. O espectador viaja com eles para o interior dos Estados Unidos, onde encontramos um artista desconhecido e incompreendido e, ao mesmo tempo, a família que foi a base da criação do nosso protagonista. Um filme dirigido com talento por Phil Morrison que conta com um grupo de atores talentosos, incluindo Amy Adams em um de seus primeiros papéis realmente de destaque.

A HISTÓRIA: A comerciante de arte Madeleine (Embeth Davidtz) bate os olhos em George Johnsten (Alessandro Nivola) em uma noite de venda de obras de arte de um artista “visionário” descoberto por ela e, de maneira involuntária, fica fascinada por ele. Achando George  irresistível, Madeleine começa, naquela noite, uma relação que terminará, pouco depois, em casamento. Perto de completarem seis meses deste matrimônio, Madeleine e George viajam de Chicago, onde moram, até a Carolina do Norte com dois objetivos: o principal, para que Madeleine negocie uma exposição com o artista David Wark (Frank Hoyt Taylor) e, como razão secundária, para que o casal visite a família de George. O choque cultural entre Madeleine, uma filha de diplomata que foi criada em diferentes países e que tem uma visão cosmopolita e culta do mundo e a família do marido, uma representante típica da classe média do Sul dos Estados Unidos, acaba sendo inevitável.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Junebug): Gostei muito do roteiro de Angus MacLachlan e da direção de Phil Morrison. O texto do primeiro faz um contraponto exato entre dois dos vários mundos opostos que formam a nação chamada Estados Unidos. Normalmente, atacamos/discordamos do lado mais “ignorante” dos estadunidenses. Pessoalmente, sigo a tendência de olhar, primeiramente, para este ranço de muitas das pessoas que moram naquele país em só enxergarem o próprio umbigo. Tenho amigos mexicanos – entre outras nacionalidades – que viveram nos Estados Unidos ou próximo deles e que confirmam que a maioria dos estadunidenses ignoram o que acontece no resto do mundo. Lhes interessa apenas o que tem a ver com os Estados Unidos. E, o pior: eles batem no peito sobre a sua própria ignorância.

Mas, depois desta primeira lembrança dos estadunidenses, eu penso nos grandes artistas e cientistas que aquele país produziu e produz, ano após ano, e penso: “Não, só um pouquinho… existem sempre os dois lados da moeda. Grande parte das pessoas que nasceram nos Estados Unidos acredita que o Rio de Janeiro é a capital da Argentina, mas grande parte também está antenadíssima com tudo o que acontece no mundo”. E isso é a mais pura verdade. Grandes diretores de cinema, músicos, pesquisadores em diferentes áreas – inclusive nas minhas, comunicação e sociologia – nasceram nos Estados Unidos e estão aí para comprovar isto. Estou fazendo este discurso para dizer que uma das grandes contribuições do roteiro de Junebug é justamente o de mostrar estes diferentes lados da nação chamada Estados Unidos – e de como, mesmo que na aparência o Norte e o Sul daquele país parece que nunca vai se entender, essa compreensão é sim possível.

MacLachlan escreveu um texto inteligente e sensível, que mistura arte, psicologia, religião e costumes em um grande balaio de referências. E a direção de Morrison exprime do roteiro o que ele tem de melhor, traduzindo suas recomendações genéricas em uma forma muito criativa de apresentar os cenários e os costumes daquelas pessoas – tanto quanto algum dos quadros de um dos artistas visionários procurados por Madeleine.

Francamente, eu respeito o jeito “bruto” de algumas pessoas viverem suas vidas. Como é o caso de Johnny Johnsten (Ben McKenzie), irmão de George. Mas uma coisa é respeitar, entender, outra coisa é compartir das mesmas idéias ou achar que seu modo de vida cheio de complexos mal resolvidos deva ser aceito. Por isso mesmo eu admito que senti medo por uma boa parte do filme. (SPOILER – não leia se você não assistiu a Junebug). Eu podia jurar que algo de ruim ia acontecer com Madeleine. Porque ela, cheia de educação e de sensibilidade, estava super vulnerável a algum ataque de brutalidade naquele ambiente praticamente hostil da casa dos Johnsten. Fiquei com medo, por ela – nem sempre as pessoas sensíveis saem ilesas de ambientes rudes e onde impera a lei do mais forte e o machismo.

O único sopro de esperança naquela família era o de Ashley (Amy Adams), mulher de Johnny, que esperava para dar à luz a Junebug. Certo que, além de “pessoa do bem”, Ashley parecia uma destas garotas obcecadas por artistas, fascinadas por qualquer mulher que escape de seu modelo de vida “garota-que-casa-e-tem-filhos-para-depois-cuidar-da-casa”. Mas descontado esse seu fascínio acrítico em relação a qualquer mulher que seja diferente dela, que tenha feito uma faculdade ou que tenha viajado um pouco pelo mundo, Ashley realmente é uma pessoa aberta ao diferente. O que parece ser impossível para sua sogra, a aparentemente amargurada e “invejosa” Peg Johnsten (Celia Weston). Na verdade, Peg e o marido Eugene (Scott Wilson) interpretam o estereótipo do casal do Sul dos Estados Unidos: ela fala grosso e cuida da casa da mesma forma há 40 anos e ele, um homem de poucas palavras, assume um posto de comando discreto e de pai um tanto ausente na família.

Uma reflexão muito interessante do filme é a de que começamos a conhecer verdadeiramente bem o(a) nosso(a) parceiro(a) quando convivemos um pouco que seja com a sua família. Isso é algo realmente verdadeiro e potente. Pode fazer uma relação caminhar para a frente ou desandar de vez. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Como bem demonstra Junebug, o melhor mesmo é que o novo casal viva distante dos pais do marido ou da mulher. Porque uma convivência estreita, normalmente, acaba sendo um verdadeiro veneno para esta nova família. E isso independente se o casal recém-formado tem ou terá filhos. A grande questão é que modos de vida diferentes que tentam se “sobrepor” um sobres os outros, normalmente, não funcionam. O melhor mesmo é que o casal vá afinando as suas diferenças em paz, com liberdade, sem a interferência de seus progenitores. Esta era uma crença que eu tinha antes e que só foi confirmada com este filme. 🙂

Mas Junebug é uma história cheia de pequenas reflexões jogadas na tela como as cores e as perspectivas em um quadro. Há desde o questionamento sobre as razões que fazem um casamento dar certo – costume? tradição? um filho? paixão? desejo? – até um olhar um pouco mais demorado sobre características da arte moderna pouco compreendidas pelo público em geral. Para alguns, David Wark era um maluco que falava coisas sem sentido e pintava quadros cheios de cenas de guerra, sangue, e a luta de negros contra brancos – não se esqueçam que estamos falando do Sul dos Estados Unidos, onde perdurou por muito tempo a segregação racial. Neste mesmo ambiente, todos aceitavam a atitude de Ashley em engravidar do marido para tentar salvar o casamento. Não importava se ele queria ou não o filho. O que interessava é que a chegada de Junebug, na cabeça de Ashley, poderia fazer a relação deles melhorar. Quem estava mais “louco” nesta história? E que atitude – ou modo de vida – era melhor aceito?

Gostei destes questionamentos do filme sobre os conceitos que são socialmente aceitos e os que não. De forma muito natural e sem discursos, Junebug vai mostrando estas diferenças “de olhar” entre o “mundo” dos Johnsten e o de Madeleine e seus artistas. E o mais bacana é que ninguém é julgado. As realidades apenas são mostradas e, como em qualquer obra de arte, fica com o público a tarefa de tirar suas conclusões. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Tanto isso é verdade que até a nossa “heróina”, Madeleine, recebe um “pito” perto do final. Mais preocupada em garantir um êxito em sua carreira, ela perde um momento decisivo para a família do marido. Junebug, assim, nos mostra que ninguém pode ser 8 ou 80. Ou, que em outras palavras, não compensa abrir mão de tudo para ser 100% família ou 100% carreira. Talvez o caminho – que é difícil sim, mas não impossível – seja mesmo o equilíbrio. E, claro, paciência para conviver com campos de visão estreitos.

NOTA: 9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Fiquei especialmente impressionada com os trabalhos cuidadosos e deliciosos do diretor Phil Morrison e do diretor de fotografia Peter Donahue. Em muitos trechos do filme fica evidente que este é um dos bons exemplos do cinema independente feito nos Estados Unidos. A sequência inicial, com dois homens “uivando”(?) canções que parecem tradicionais do folclore dos Estados Unidos (ou seriam hinos?) e muitos outros trechos em que a câmera fica estática acompanhando o que acontece naquele cenário “sem pressa” do Sul do país podem tirar muita gente do sério, porque são cenas em que não acontece “nada de especial” – mas justamente são elas que nos mostram uma série de detalhes desta modo de vida. Gostei muito do trabalho de ambos.

Também fiquei impressionada com o alto nível do trabalho dos atores. Mérito deles, claro, mas certamente também do diretor. Amy Adams rouba a cena e constrói, com a personagem de Ashley, um pouco da sua aura de “boa moça”. Na opinião de muitos críticos – e com razão – ela está, simplesmente, radiante. Sua interpretação fica em um nível alta desde o primeiro até o último minuto em que ela aparece em cena. Aliás, depois de assistir a esse filme, fiquei pensando no impacto que a atriz vai causar quando resolver interpretar um personagem diferente, quem sabe uma assassina como aquela que fez Charlize Theron dar uma reviravolta na própria carreira em Monster. 😉 Brincadeira. Não imagino Amy Adams repetindo os passos de Charlize Theron, mas acho que em algum momento ela vai querer mudar um pouco essa imagem de “garota-boazinha-e-inocente” que ela parece insistir em cultivar.

De qualquer forma, voltemos a Junebug… Amy Adams está ótima no filme (tanto que ganhou muitos prêmios por esse papel) mas, admito, fiquei especialmente impressionada com o trabalho de Embeth Davidtz e o de Ben McKenzie. Embeth está linda e interpreta com precisão sua personagem. Ao mesmo tempo em que transpira uma aura de mulher culta e sensível, ela não deixa de variar rapidamente entre demonstrações e firmeza e fragilidade. Divina. E Ben McKenzie, ainda que tenha nas mãos o papel de um rapaz rude e “limitado intelectualmente”, ou seja, do “vilão” da nossa história, demonstra maturidade e segurança para encarnar um personagem tão problemático e inconstante. E o Alessandro Nivola… além de ser talentoso, está gatíssimo neste filme (me desculpe o público masculino deste blog, mas é a pura verdade!).

Outro tema curioso de Junebug é o das negociações e o da competição no mercado da arte – algo que alguém de “fora” deste meio, como é o caso da maioria do público e dos interessados no tema, nem sonha. Também achei interessante a maneira com que as “excentricidades” dos artistas são tratadas pela história – ora compreendidas, ora ridicularizadas. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Ficou evidente o mal estar sentido por Madeleine quando David Wark deixa claro que não quer que seus quadros parem com judeus. O mesmo artista que é capaz de fazer obras “visionárias” sobre questão como a do racismo de brancos contra negros é racista em relação aos judeus. Interessante paradoxo. E mais um exemplo de como o roteiro de MacLachlan é inteligente e não fecha nenhuma questão sobre o estereótipo de “bandidos” e “mocinhos”.

Falando em artistas, uma curiosidade para quem gostou das obras do personagem de David Wark no filme: seus quadros são de autoria, na verdade, da artista Ann Wood.

Para os que gostaram da trilha sonora pontual de Junebug, formada basicamente por composições clássicas (com exceção da música que dos créditos iniciais e finais), ela é de autoria de Yo La Tengo. A edição do filme, bem feita, é de Joe Klotz.

A sequência das frases mais interessante do filme foi escrita para o ator Scott Wilson. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Fiquei arrepiada quando ele responde à Madeleine sobre a esposa, Peg – depois que Madeleine comenta que a sogra tem uma “personalidade forte” (um eufemismo para o jeito rude da mulher): “É sua forma de falar. No fundo ela não é assim. Ela se esconde. Como a maioria”. Palmas! Na verdade, Junebug reflete um bocado sobre este “modus operandi” de grande parte dos personagens do filme. Um jeito de ser e de agir que prima por esconder os sentimentos por trás de uma capa de silêncio, ausência ou uma maneira rude de atuar. Acredito que a forma franca de agir, falar e demonstrar os sentimentos, como é o caso de Madeleine e Ashley, seja a exceção de uma regra – que funciona na vida real também.

Junebug teve uma trajetória premiada: recebeu 16 prêmios e foi indicado ainda a outros 11 – incluindo uma indicação ao Oscar como atriz coadjuvante para Amy Adams. Aliás, a atriz foi a pessoa que mais recebeu prêmios por este filme: um total de 11. Para muitos críticos, ela deveria ter recebido, já em 2006, o seu primeiro Oscar – ela perdeu a estatueta para Rachel Weisz por seu desempenho em The Constant Gardener.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). No final de Junebug, o casal de protagonista volta de carro para Chicago. Eles teriam tempo para falar e processar tudo que havia ocorrido na Carolina do Norte – afinal, até chegar em casa, eles teriam pela frente aproximadamente 1,2 mil quilômetros ou algo em torno de 13 horas de viagem segundo um trajeto que tracei no Google Maps.

Junebug estreou em janeiro de 2005 no Festival de Sundance. Depois, em maio, ele passou por Cannes. Nos cinemas brasileiros ele estrou em 2006 mas, antes, em setembro de 2005, ele passou no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro. Acertadíssima a escolha dos produtores em intercalar a estréia do filme em festivais importantes e em distintos mercados pelo mundo.

Falando em mercados, Junebug arrecadou, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 2,6 milhões – uma quantidade previsível para uma produção considerada independente. Acumulando com a bilheteria no restante dos países, o filme chegou a faturar quase US$ 3,4 milhões – pouco, convenhamos.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,1 para o filme. Os críticos que tem textos linkados pelo site Rotten Tomatoes foram mais generosos: dedicaram 105 textos positivos e apenas 16 negativos para Junebug, o que lhe rende uma aprovação de 87%. Gostei deste texto do crítico Mark Bourne (em inglês) do Film.com no qual ele faz uma análise extensa do filme, destacando as interpretações de Amy Adams e de Scott Wilson. Ele destaca ainda o trabalho do diretor e do roteirista, comentando que o primeiro “traz para o material um olhar a favor de ressonantes metáforas e ambiguidades” e, o segundo, um “ouvido cuidadoso para os diálogos” das pessoas da Carolina do Norte, onde ele teria se formado na escola dramática local. Bourne destaca ainda a capacidade do filme em deixar muitas lacunas em aberto – para serem preenchidas pelo espectador – e a sua vocação por “entregar-nos pequenos enigmas”, como aquele da cena em que Eugene esconde de Madeleine, pouco depois de pensar em mostrar-lhe, um pássaro que esculpiu.

O roteirista Angus MacLachlan estava 15 anos sem lançar um filme escrito por ele. Depois do sucesso de Junebug, ele voltará à cena em 2010 com Stone, um filme dirigido por John Curran (de The Painted Veil) cheio de grandes atores no elenco. Entre os protagonistas, destaque para Robert De Niro, Edward Norton e Milla Jovovich.

CONCLUSÃO: Um filme que começa em uma galeria de arte e termina em um carro que vai cruzar boa parte dos Estados Unidos de Sul a Norte. Junebug é destas produções do cinema indepente dos Estados Unidos que traz novos ares para a arte mais exportada daquele país. Bem escrito, bem dirigido e com atuações inspiradíssimas, Junebug reflete sobre diferentes maneiras de encarar a vida e de lidar com os problemas do cotidiano. De um lado, temos artistas e a uma protagonista habituada a conviver e a respeitar diferentes culturas; do outro lado, uma família de classe média do Sul dos Estados Unidos, “limitada” a uma forma de vida que significa ter filhos, estudar pouco e frequentar sempre a Igreja. O choque destas realidades, a convivência entre os diferentes e a falta de definição entre “mocinhos” e “bandidos” são determinantes neste filme sensível e cuidadoso, que fala de arte, diferenças culturais e famílias.

SUGESTÕES DE LEITORES: Seguindo o meu desafio de colocar, pouco a pouco, a lista de indicações dos leitores deste blog em dia, cheguei até a Junebug. O filme foi indicado pela Manuella no dia 27 de dezembro do ano passado. Grande, grande dica de filme, hein Manu? Eu adorei. Estava precisando mesmo ver um filme bom, depois de uma sequência de filmes “medianos”. Valeu mesmo! E agora espero que você reapareça, porque andas meio sumida, hein? Meu próximo filme será uma produção deste ano, estrelada por dois atores de primeiríssima linha. Estou ansiosa para assistí-lo. Logo mais, comento dele por aqui. Inté!

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2 comentários em “Junebug – Retratos de Família

  1. Olá Alessandra. Cheguei aqui através do Junebug, filme que eu amo muito. Adorei a tua crítica, a forma e o conteúdo. Sensacional!
    Agora que te descobri virei muitas vêzes, com certeza, beber nesta fonte. Abraço.

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    1. Olá Conceição!

      Antes de mais nada, seja muito bem-vinda por aqui.

      Puxa, fiquei muito feliz com o teu comentário. Primeiro, por saber que você gosta muito de Junebug. Sinal de que eres uma pessoa sensível e atenta aos detalhes, que parece gostar de filmes que tratam das relações humanas. Isso é bacana, e importante.

      Depois, porque foste muito generosa com os elogios. Que bom que você gostou do texto tanto pela forma quanto pelo conteúdo.

      Estou colocando em dia os comentários deixados aqui no blog. E retomando as publicações sobre novos filmes também. Espero te encontrar em outros comentários. Volte sempre!

      Abraços e até a próxima.

      Curtir

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