Ida


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Desacelere e reflita. Não é com pressa que você vai entender o que aconteceu e o que está acontecendo. Filmes como Ida nos apresentam uma história que tem esta lógica e que, de quebra, também nos faz agir da mesma maneira para não apenas entender o que acabamos de assistir, mas também para entender as nossas próprias escolhas. Ida não é um filme evidente, com leitura simplória. Exige um tempo de reflexão, de contemplação das belas imagens reveladas pela história e também dos sentimentos que ela apresenta. Realmente um fortíssimo – para alguns o favorito – concorrente ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

A HISTÓRIA: Uma freira pinta o rosto de Jesus. Depois ela e outras três freiras levam a imagem para fora, colocando-a em um pedestal em meio à neve. Elas rezam. Depois, inserida em um grupo maior, a primeira freira, Anna (Agata Trzebuchowska), canta antes de alimentar-se. Ela é observada pela madre superiora (Halina Skoczynska) que, depois, comunica para a jovem que ela vai conhecer a uma tia que não quis, quando ela ficou órfã, ficar com a menina. Mesmo relutante, ela vai conhecer essa tia, Wanda Gruz (Agata Kulesza). As duas juntas procuram pelo passado da jovem que está prestes a fazer os seus votos perpétuos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Ida): O primeiro elemento claro de destaque deste filme é a fotografia da produção. Impactante. Belíssima. Exemplar. Palmas para a dupla Ryszard Lenczewski e Lukasz Zal. Mas tão importante quanto a direção de fotografia dos dois é a da direção de Pawel Pawlikowski que, ao lado de Rebecca Lenkiewicz, é responsável pelo roteiro de Ida.

Considero a direção de Pawlikowski fundamental porque, afinal, é ele quem decide os enquadramentos junto com os diretores de fotografia. E a escolha de cada ângulo, do enfoque de cada cena, é o que torna este filme uma joia rara. Não é só isso, evidente. Mas os enquadramentos que valorizam os ambientes e, especialmente, tendem a jogar a visão do espectador para um “plano mais elevado”, significam muito.

Nenhum ângulo, elemento que aparece em cena, fala ou silêncio está em Ida por acaso. Tudo tem um propósito, como estes elementos e tantos outros nas nossas vidas também. Pawel Pawlikowski parece nos dizer constantemente isso. Que por mais que a existência da protagonista seja um mistério para ela mesma, e por mais que ela vai descobrindo elementos novos a cada passo e interação, tudo que aconteceu e o que está acontecendo tem uma finalidade.

Nestes termos Ida tem um significado existencial profundo. Esta produção não se resume apenas na busca de descendentes judias pela verdade em uma cruzada para esclarecer o passado. Ela é também uma reflexão profunda sobre as escolhas cotidianas que nos levam por determinados caminhos, e não por outros, e sobre a necessidade de ampliar o campo de visão antes de focar a mirada e a vida em uma determinada direção.

Mas antes de me largar filosofando sobre esta produção, quero voltar um pouco na história propriamente dita. Sugestivo e bastante acertado o filme começar em um cenário frio, de muita neve, e terminar com os campos descongelados. É como se a busca pelo conhecimento da protagonista limpasse o cenário, tornando ele menos encoberto e gélido e mais fértil e promissor.

Claramente o roteiro de Pawlikowski defende a busca pela verdade e pela reconciliação do presente com o passado, seja ele individual, no caso de Ida (inicialmente Anna) e da tia, Wanda, seja do país Polônia, invadido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Aliás, este recorte histórico é especialmente interessante – o que torna o filme, de fato, um forte candidato ao Oscar.

Toda vez que uma produção resolve visitar o segundo grande conflito mundial, novos elementos são expostos para o grande público no holofote. Em Ida, a novidade está na parte da população polonesa que, inicialmente, protegeu os judeus perseguidos e, depois, aproveitou-se deles ao eliminá-los da face da Terra. Quem poderia desconfiar da traição, afinal, eles estavam em um país invadido e com inimigos mais evidentes e fortes. Mas os descendentes das vítimas, como Wanda, nunca esqueceram.

Ela própria conseguiu buscar justiça contra muitos algozes do próprio país que eliminaram judeus para ficar com as propriedades deles nos anos 1950. Mas estranhamente, e isso me faz lembrar aquele dito de que “em casa de ferreiro o espeto é de pau”, Wanda não conseguiu fazer as pazes com o próprio passado. Provavelmente porque ela não se sentia preparada ou verdadeiramente forte para isso. Mas quando bate à porta dela a sobrinha que ela fez questão de esquecer até então, Wanda não consegue mais fechar os olhos e anular a consciência.

Inicialmente ela até tenta. Mas volta atrás. E ao fazer isso, tanto a vida dela quanto a de Ida/Anna mudam definitivamente. O que nos faz pensar que também os nossos encontros e aberturas para determinadas pessoas e fatos mudam a nossa trajetória para sempre. Interessante o contraponto entre tia e sobrinha. Como Wanda mesmo comenta, em determinado momento da produção, ela faz as vezes de “puta”, enquanto a sobrinha representa a “santa”.

Mas em cenários como aquele ou em diversos outros em que nós habitamos, quanto fácil pode ser identificar a puta ou a santa? Outro dia saí para celebrar o final de ano com duas amigas, quase na véspera do Natal, e fiquei chocada com o comportamento de garotas jovens em um bar. Todas vestidas com micro-saias e parecendo, para olhos com vontade de julgar, umas “putas”. Mas elas não eram. E me choquei um pouco com garotas tão jovens tendo comportamento de manada e não se dando conta da mensagem que elas estavam passando.

Wanda não conseguiu encarar a própria história durante muito tempo. E buscou, como tantas pessoas que circulam na vida real aqui e ali, maneiras de anestesiar-se. Conseguiu, por muito tempo, até que ela confrontou as suas piores dores ao ter uma convivência rápida com a sobrinha – que, de quebra, lhe fazia lembrar muito a irmã assassinada. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Quando ela coloca certa música na vitrola, é praticamente uma morte anunciada. Pelo menos eu vislumbrei muito antes da queda que ela teria aquele fim.

Então Ida fala sobre esse passado nacional que, mesmo dolorido, em certo momento precisa ser revisitado. A verdade precisa ser descoberta e as vítimas terem um destino adequado. Esta é a Polônia dos sonhos do diretor Pawlikowski. Aliás, este deveria ser o sonho de todo cidadão de qualquer país que tenha contas a resolver com o próprio passado. Quanto mais transparência e informação sobre abusos e crimes do passado, melhor para o coletivo de uma nação.

O problema é que nem sempre essa verdade consegue ser trabalhada individualmente. Um exemplo disto é a personagem de Wanda. Que passou grande parte da vida tentando buscar justiça ou fuga sem, contudo, resolver o problema internamente. Sem dúvida a culpa pelo “abandono” do filho no passado e a falta de perspectiva inclusive familiar futura foram decisivos para a decisão final da personagem.

Por outro lado, e aí está o lado mais filosófico da produção, a protagonista tem um outro desafio para vencer. Sem esperar, ela encontra uma parente que não sabia que existia, descobre ser judia e é mordida pela ânsia de respostas originada pela tia. Após saber mais sobre os pais mortos e conviver um pouco mais com a tia, Ida sente-se também com oportunidade para dar vazão para instintos reprimidos no convento. Ela está fora da clausura e da proteção daquele ambiente e, desta forma, é “contaminada” com o mundo do pecado.

Interessante a forma muito natural com que Pawlikowski mostra esta jovem em busca de respostas também para os seus desejos e necessidades. Depois de descobrir sobre a história dos antepassados, ela volta para o convento e não se sente preparada para dar os votos de fidelidade eterna para Deus. Sua cabeça está em outro local, no músico Lis (Dawid Ogrodnik), que ela conheceu quando a tia deu uma carona para o rapaz.

Acredito que esta seja a parte mais polêmica da produção. O desejo e o contato da freira até então imaculada com o rapaz que ela mal conheceu. Da minha parte, acho que aí está uma outra reflexão interessante: que só podemos ter uma escolha verdadeiramente lúcida e firme pelas virtudes após conhecer o pecado. Com isso não quero dizer que devemos experimentar tudo para, depois, sermos capazes de abdicar de um pecado determinado.

Mas certamente quem tem mais conhecimento sobre a vida pode fazer escolhas mais lúcidas sobre determinados assuntos – como a castidade ou sobre afastar-se de algumas tentações para buscar uma vida mais virtuosa. Especialmente importante para esta produção o trabalho dos atores principais, com destaque para a força do olhar da atriz Agata Trzebuchowska. Ela nos hipnotiza e convence a cada segundo pelo olhar, muito mais que pelo diálogo. Junto com a direção de fotografia, sem dúvida ela é o ponto forte do filme.

Mesmo destilando tanto elogios para a produção, devo dizer que demorei um bom tempo após o filme terminar para conseguir ter esta leitura tão positiva sobre Ida. Inicialmente, a minha impressão não era tão boa. Então, por isso mesmo, escrevi aquela introdução lá encima. Dê tempo ao tempo em relação a esse filme.

Pouco a pouco as imagens dele vão fazendo mais sentido. Apesar desta ponderação, admito que não dei uma nota melhor para o filme, logo abaixo, porque senti falta dele me emocionar e tocar mais. Ida é uma produção virtuosa, cheia de qualidades, mas que não fisga o espectador como eu gostaria. Ou, pelo menos, da forma com que eu gosto de ser envolvida. Dito isso, confirmo o que vocês já sabem: cinema é uma arte muito pessoal.

NOTA: 9,4.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Ida é uma prova cabal de que um filme não precisa ser longo para ser bom. Na maioria das vezes, muito pelo contrário. Pois bem, esta produção, caros leitores, tem menos de 1h30 de duração. Perfeito.

Fiquei curiosa para saber um pouco mais sobre os diretores de fotografia desta produção. Ryszard Lenczewski é um polonês de 66 anos que tem 53 trabalhos como diretor de fotografia no currículo e 11 prêmios para apresentar. Lukasz Zal é bem mais novo, tem 33 anos, também é polonês, tem sete títulos como diretor de fotografia mas, por outro lado, apresenta já um bom portfólio de prêmios: sete até o momento. Até Ida, o forte de Zal eram os documentários.

Interessante saber, também, sobre Pawel Pawlikowski. Este polonês de 57 anos começou a carreira de diretor em 1991 com o documentário para a TV From Moscow to Pietushki. Na sequência, ele dirigiu outros três documentários e um curta de documentário, até estrear, em 1998, com o filme não-documental The Stringer. De 2004 para cá ele lançou duas produções: My Summer of Love e La Femme du Vème. Em sua trajetória, Pawlikowski recebeu 36 prêmios e foi indicado a outros 18. Nada mal, hein?

Com poucos personagens, Ida é um filme que depende muitos do desempenho dos poucos atores em cena. Por isso mesmo, palmas para Alina Falana, responsável pelo casting da produção. Ela acertou na mosca com a escolha das duas joias raras, das duas Agatas que protagonizam este filme. Agata Trzebuchowska dá um banho como Anna/Ida, enquanto Agata Kulesza dá o equilíbrio perfeito e propicia a dobradinha necessária com a outra Agata ao interpretar Wanda.

Além destas atrizes e do já citado Dawid Ogrodnik, o outro destaque da produção, vale comentar o trabalho de Jerzy Trela como Szymon; Adam Szyszkowski como Feliks; e Joanna Kulig, com presença marcante e muita beleza como a cantora da banda de Lis. Os outros atores fazem papéis muito pequenos, quase sempre pontas na história.

Ida estreou no Festival de Cinema de Telluride no dia 30 de agosto. Depois, o filme participaria ainda de outros 35 festivais. Uma jornada impressionante! O último previsto, o de número 37, será o Festival Internacional de Cinema de Palm Springs, que vai começar no próximo dia 3 de janeiro. Nesta super trajetória de festivais, Ida conseguiu abocanhar 44 prêmios – número também impressionante – e outras 28 indicações.

Entre os prêmios que recebeu, destaque para o de Melhor Filme segundo o Público do Prêmio de Cinema Europeu, além dos reconhecimentos de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Direção de Fotografia entregues também por este prêmio.

Ida ganhou ainda como Melhor Filme no Festival de Cinema de Londres; como Melhor Filme em Língua Estrangeira no Prêmio do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York; como Melhor Atriz para Agata Kulesza, Melhor Roteiro, Melhor Design de Produção e Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Gijón. O filme ainda está concorrendo como Melhor Filme em Língua Estrangeira no Globo de Ouro 2015. E deve chegar ao Oscar forte…

Não há informações sobre o custo desta produção, mas ela conseguiu, apenas nos Estados Unidos e em circuito restrito, pouco mais de US$ 3,7 milhões nas bilheterias. Não é desprezível para um filme polonês no concorridíssimo mercado estadunidense.

Esta produção foi totalmente rodada na Polônia, em cidades como Lódz, Pabianice, Mianów e Szczebrzeszyn. Desafio vocês a pronunciarem o nome da última cidade. 😉

Agora, algumas curiosidades sobre a produção: o diretor Pawel Pawlikowski estava com tanta dificuldade para encontrar a atriz para fazer as vezes de protagonista de Ida que ele resolveu recorrer para os amigos. Ele pediu que eles fizessem fotos escondidas de mulheres que fossem interessantes para o papel. Um dos amigos do diretor encontrou Agata Trzebuchowska em um café, fez a foto da garota e a convenceu a fazer o teste para o papel. O resto é história.

A atriz Agata Trzebuchowska é uma ateia devota. Curioso, não? Ela estreou no cinema protagonizando esta produção.

Ida tem um certo tom autobiográfico. O diretor e roteirista Pawel Pawlikowski tinha uma mãe católica e um pai judeu e descobriu, muito mais tarde na vida, que a avó dele tinha morrido no campo de concentração de Auschwitz.

Lendo as notas de bastidores do filme é que fiquei sabendo porque de dois diretores de fotografia. O experiente Ryszard Lenczewski deixou a produção pouco depois dela ter começado. Ele alegou razões médicas, mas o diretor Pawlikowski disse que ele não estava tão engajado no filme quanto o diretor gostaria. Foi aí que entrou em cena Lukasz Zal, até então apenas um operador de câmera na produção.

O compositor dinamarquês Kristian Eidnes Andersen aparece assinando a trilha sonora do filme, ainda que boa parte do trabalho dele foi cortado para dar lugar para uma peça de Bach.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,5 para esta produção. Uma boa avaliação levando em conta o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes foram mais efusivos, dedicando 110 textos positivos para Ida e apenas cinco negativos para a produção – o que lhe garante uma aprovação de 96% e uma nota média de 8,4.

Com esta crítica, me despeço de 2014. Um ano excelente, ainda que eu tenha ficado em dívida com você, querido leitor deste blog. Primeiro, porque não atualizei o site como eu deveria e/ou gostaria. Depois, porque estou com as respostas aos comentários feitos por vocês muito atrasadas. Mas deixa… 2015 há de ser melhor. Para todos nós. Apesar do blog ficar um pouco relegado, meu 2014 foi ótimo. Espero que o ano de vocês também. E que 2015 venha ainda melhor, inclusive com muitos filmes ótimos para assistirmos. Agradeço, imensamente, pela companhia e visita de vocês. Sem esta presença constante, este espaço não teria muito sentido. Abraços, beijos, e um 2015 maravilhoso para cada um@ de vocês!

CONCLUSÃO: Este é um daqueles filmes que, no primeiro momento, você pode até não gostar muito. Ou, pelo menos, e o que foi o meu caso, não sentir-se tão afetado pela história. Mas aos poucos Ida vai mostrando toda a sua eficácia. Quanto mais pensamos no que assistimos, mais encontramos nuances de interpretação. Visualmente belíssimo, com uma fotografia em preto-e-branco irretocável, este filme tem contemplação, escolha permanente pela “elevação”, filosofia, religião e mensagens duras pinceladas com maestria e suavidade. Nada de pirotecnia ou daquela forçada de barra para fazer o público chorar no momento certo. Uma pequena joia que precisa, como tantas outras, ser lapidada aos poucos e com cuidado dentro do espectador depois que os créditos terminam.

PALPITE PARA O OSCAR 2015: Ida avançou na disputa por uma estatueta na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. De acordo com um dos boletins da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Ida é um dos nove pré-selecionados nesta categoria. Como vocês devem saber, no caso de acompanharem o Oscar, normalmente a lista final é anunciada com cinco produções.

Os pré-selecionados foram: Ida (Polônia), Relatos Salvajes (Argentina), Tangerines (Estônia), Corn Island (Geórgia), Timbuktu (Mauritânia), Accused (Holanda), Leviathan (Rússia), Force Majeure (Suécia) e The Liberator (Venezuela). Não assisti aos outros candidatos, mas acredito que Ida deve chegar na lista dos cinco finalistas. Tanto pela qualidade da produção quanto pelas temáticas abordadas – perseguição aos judeus e busca pessoal pela fé. Quanto a receber a estatueta… vou me sentir mais confortável em opinar conforme for assistindo aos outros pré-selecionados.

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6 comentários em “Ida

  1. Belíssima critica. Gostei bastante do filme, principalmente da fotografia. Agora senti falta de algo mais, sabe ? Talvez 4, 5 minutos que nos envolvessem mais com a personagem principal ( IDA) o fim, ( spoiler) quando ela fuma, bebe e trepa…foi bem assim, sabe? Jogada. A fala do ” namoradinho dela ” vamos casar e ter filhos e cachorro ? Como assim….Cara, vc acaba de tirar a virgindade de uma ” freira ” ? Ah mim, faltou romantismo.

    Vou dar um exemplo do que falo: Esses dias, assisti a um doc. de um leão, que toda vida morou num circo, dentro de uma jaula. Quando uma ONG, o leva para um santuário, e pela primeira vez ele pisa na terra, a imagem é surreal…são 10 segundos inimagináveis,inenarráveis. Vc chega a quase sentir a mesma emoção que ele está vivendo.

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  2. Olá, Alessandra!
    Acabo de assistir a este filme e foi graças à curiosidade que ele me gerou que busquei ler algo sobre ele. Parabéns pela crítica, pois seu texto me trouxe informações que enriqueceram a minha visão sobre esta obra.
    Um abraço!

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