Leviafan – Leviathan – Leviatã


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O cenário pode ser belo, mas os sinais de decadência estão por todas as partes. Não apenas nas embarcações destruídas que fazem companhia para os esqueletos de baleias, mas principalmente no comportamento e no sentimento das pessoas sem escrúpulos ou em crise que habitam aquela terra. Leviathan é uma produção que reflete profundamente sobre a Rússia atual, seus ambientes de poderosos, corruptos, traidores e de discursos que não correspondem aos fatos. Bastante crítico, faz pensar não apenas sobre aquele cenário, mas em tantos outros ambientes igualmente decadentes ou em fase de corrupção.

A HISTÓRIA: Uma música marcante. As ondas batem em pedras imensas. Vemos lindas paisagens compostas de água, solo e rochas. Até que começam a surgir as intervenções humanas, como estradas e linhas de transmissão, além de carcaças de embarcações. O dia começa a amanhecer, e uma embarcação passa perto da casa de Kolya (Aleksey Serebryakov). Ele acorda, toma uma bebida e sai de carro para buscar, na estação de trem, ao amigo e advogado Dmitriy Seleznyov (Vladimir Vdovichenkov). Ele veio de Moscou para tentar reverter as decisões judiciais desfavoráveis para Kolya e a família, que estão sendo levadas a deixar a propriedade porque o prefeito Vadim Shelevyat (Roman Madyanov) tem outros planos para o local.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Leviathan): Interessante como esse filme vai crescendo lentamente. E ganha verdadeiro impulso quando termina. Leviathan conta uma destas histórias que faz você pensar por muito tempo depois da produção terminar.

O espírito do cinema russo é preservado nesta produção. O ambiente é um personagem fundamental, assim como a força da trilha sonora marcante de Philip Glass. O diretor Andrey Zvyagintsev começa explorando as belas paisagens russas, em um lugar com mar, costões, lagos e muitas pedras, aonde lentamente vamos vendo a interferência humana. A mensagem inicial parece ser que o Paraíso foi corrompido. E essa ideia vai se tornando mais clara conforme a produção avança.

Pouco a pouco o roteiro de Zvyagintsev e Oleg Negin vai apresentando e se aprofundando nas características e nas relações dos personagens, assim como na intricada teia de poder envolvendo políticos e a Igreja Ortodoxa Russa. O começo e o final, especialmente, são muito interessantes. O recheio, infelizmente, algumas vezes parece um pouco longo demais.

Mas voltemos ao início. Depois daquelas cenas iniciais da Natureza um tanto bruta, entramos nas relações entre as pessoas igualmente passíveis de tempestades. O protagonista, Kolya (o genial Aleksey Serebryakov), é um sujeito que tenta sair de uma situação complicada quando a história começa. Para isso, ele conta com a ajuda do amigo Dmitriy. Aparentemente, Kolya “parou no tempo”, preferiu ficar no interior, aonde tenta criar o filho Roman (Sergey Pokhodaev) da melhor forma possível, apesar das relações em casa serem complicadas.

Não ficamos sabendo o que aconteceu com a mãe de Roman e primeira esposa de Kolya, apesar de que, em certo momento, fica sugerido pela amiga da família, Yulya (Lesya Kudryashova) de que ela morreu. Parte da tensão do filme, contudo, reside na relação conflituosa entre Roman e a segunda mulher de Kolya, a bonita e aparentemente sempre insatisfeita Lilya (Elena Lyadova). Eles vivem em pé de guerra, enquanto Kolya não consegue manter uma posição firme – parece não querer nunca desagradar o filho.

Quando a história começa, como dito acima, o protagonista busca o amigo na estação de trem. Dimitriy é a última esperança de Kolya para que ele não tenha que deixar a terra dele e de seus antepassados. Mas na Rússia os poderosos é que mandam. Isso fica claro logo no início, quando Kolya passa por policiais corruptos e que estão habituados a cobrar favores de gente trabalhadora simplesmente porque eles tem o poder.

Leviathan mostra que isso está tão intricado na sociedade russa que, no fim das contas, não faz diferença para quem sofre o achaque. Os corruptos convivem tranquilamente com as pessoas por ele abusadas. Prova disso é que Kolya é amigo de Pacha (Aleksey Rozin) e de Ivan Degtyareyov (Sergey Bachurskiy), dois policiais corruptos e habituados a conseguir o que querem. Este é um sinal de que pessoas comuns não tem mais força para lutar contra o que está errado. Todos aceitam o que acontece porque não enxergam forma de mudar o status quo.

Pois bem, neste cenário, Kolya só entra em crise mesmo quando percebe que vai perder a propriedade familiar. Os russos, e acredito que quase todas as nacionalidades existentes, são muito apegados à própria terra. Dimitriy entra em cena para questionar a indenização ridícula oferecida pelo governo local para as terras de Kolya, que está prestes a ser despejado. Ele tem duas estratégias para conseguir isso: uma legal, apelando para o tribunal – igualmente corrupto -, e outra de jogar a mesma estratégia do prefeito Vadim (o também ótimo Roman Madyanov).

Como Dimitriy e Kolya não conseguem resolver o problema pelo caminho correto, ou seja, apelando para o tribunal comprado pelo prefeito, o advogado tenta o segundo caminho. E daí vem a parte mais interessante do filme. (SPOILER – não leia se você não assistiu à produção). Por alguns minutos, o espectador até é levado a acreditar que Dimitriy pode ter sucesso na estratégia de pressionar Vadim por uma indenização justa para o amigo. Mas esta esperança dura pouco.

Preocupado com as relações de Dimitriy, Vadim não faz o que normalmente faria com um homem que o ameaça. Em uma situação normal, o prefeito mandaria alguém eliminar o desafeto. Simples assim. Mas com receio de ser confrontado com pessoas do partido comunista, com quem Dimitriy parece ter proximidade, Vadim resolve pedir conselhos para o Bispo da Igreja Ortodoxa (Valeriy Grishko). E daí surge um dos aspectos mais interessantes do filme.

O Bispo gosta de repetir que todo o poder vem de Deus, e que nada que Vadim tem é por acaso. Mas quando é procurado pelo prefeito, ele não recomenda a Justiça. Não. Ele lembra o prefeito que quem tem poder, tem força, e deve muitas vezes utilizá-la. Vadim entende bem o recado e resolve usar o poder que tem. Primeiro, dá um chega para lá definitivo na ameaça de Dimitriy. Depois, dá um jeito em acabar com a vida de Kolya.

A forma com que ele faz o segundo ato é bem interessante. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Os fatos ficam subentendidos, mas basta ter um pouco de atenção no desenrolar da trama que não é difícil perceber o que aconteceu. Para não dizer que temos santos e demônios naquela realidade – todos parecem equivocados em algum ponto -, o bonzinho Dimitriy revela-se um canalha ao trair o grande amigo mantendo um caso com Lilya. Ela, por sua vez, parece realmente infeliz. Perto de perder a casa, ela parece querer algum prazer, mesmo que fugaz, com Dimitriy. Sem se importar com Kolya, evidentemente.

Alguns podem defender que Lilya fez o que fez porque estava tentando chamar a atenção do marido. Pedir que ele tomasse partido para o lado dela – afinal, dentro de casa, ele não mostrava nem autoridade com o filho. Lá pelas tantas, ela própria diz que quer ter um filho. Em uma situação tão decadente como aquela, para quê? A crise estava aguda, e nem sempre as pessoas conseguem aliar uma vontade legítima com o melhor momento para tentar realizar os próprios sonhos. Lilya parecia querer fugir, escapar.

Por isso mesmo fica tão interessante o desfecho dela. A sugestão dos roteiristas é que ela, desesperada e sentindo-se culpada (ou sem saída?), teria se jogado no mar e se matado. Enquanto ela estava sumida, Kolya verdadeiramente fica desesperado e magoado, acreditando que tinha sido abandonado. Quando a história dá mais uma reviravolta e a polícia defende que Lilya foi assassinada, ninguém fica ao lado de Kolya. Ou sequer duvidam da versão de que ele teria matado a esposa. Nem os “amigos” dele Pacha e Yulya – até porque a mulher parecia ser mais amiga de Lilya do que de Kolya.

Fica sugerido, mas não muito evidente, que Lilya teve um fim trágico a mando do prefeito. Afinal, com esta saída “simples”, ele se veria livre de Kolya e com o caminho livre para destruir a propriedade dele e fazer, ali, um empreendimento que lhe traria muito dinheiro e mais prestígio. Mas o filme não termina aí, com a derrocada do mais fraco imposta pelo mais forte. Existe o grande finale, composto de duas cenas para guardar na memória: o diálogo de Kolya com o Bispo, antes do primeiro ser preso, e o discurso final da Igreja Ortodoxa.

A conversa entre Kolya e o Bispo sem a roupa tradicional, mas vestido com um “reles mortal”, é para guardar na memória. Kolya questiona o Bispo sobre toda a tragédia que está recaindo sobre ele – ele perdeu a propriedade e, naquela altura da história, também a mulher. O Bispo cita passagens da Bíblia, inclusive citando a incapacidade humana de ir contra forças muito maiores, como o Leviatã – citado no Antigo Testamento como o maior e mais poderoso dos monstros aquáticos.

E ele segue falando de Jó, e de como apesar dele ter sofrido todas as desgraças imagináveis, ao ser um permanente questionador do sentido da vida, ele se manteve firme na fé, aceitando o próprio destino sem desacreditar em Deus. O Bispo fala disto e sugere que Kolya tenha a mesma postura, de seguir crente apesar de tudo que lhe aconteceu – e o pior ainda viria. A postura do Bispo seria corretíssima, se ele não tivesse aquele papel junto ao prefeito. O mesmo se pode dizer sobre a cena final envolvendo a Igreja Ortodoxa. Fica claro que o importante para aquela Igreja é manter-se perto do poder, podendo assim influenciar e inclusive ditar os rumos da sociedade russa.

Por todo esse conjunto de ponderações, Leviathan é um filme poderoso. E é genial a forma com que Zvyagintsev resolve fechar a trama. Após mostrar todo aquele ambiente podre e corrompido, aquela falsidade entre os discursos da Igreja e a sua prática, ele termina mostrando aquele mar vigoroso e bonito do início poluído com um tanque. Fica a mensagem que o Homem só surgiu para destruir o que era belo. Desta forma, Leviathan não é um filme carregado de esperança ou de uma mensagem edificante. Pelo contrário. Ele expõe o que a Rússia – e outras sociedades, diga-se – tem de pior para, quem sabe assim, fazer com que as pessoas decidam tomar um outro rumo. Eficaz, bem feito, só um pouco longo demais.

NOTA: 9,7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Não desanime. Se você viu a Leviathan e ficou desconfiado(a) de que gostou do filme, mas não tem bem certeza sobre isso, dê uma certa distância temporal. Conforme as horas vão passando e você vai pensando sobre tudo que viu, as peças se encaixam melhor e o sentido desta produção aparece. Belo trabalho dos roteiristas Oleg Negin e Andrey Zvyagintsev.

Muitos elementos funcionam bem neste filme. Destaquei já a impactante e em alguns momentos angustiante trilha sonora do ótimo e veterano compositor Philip Glass. Mas há ainda a excepcional direção de fotografia de Mikhail Krichman e o competente design de produção de Andrey Ponkratov.

Além da parte técnica do filme, Leviathan não seria o que ele é sem alguns atores que fazem um trabalho marcante. O grande nome deste filme é o de Aleksey Serebryakov. Ele impressiona como Kolya, um homem que, apesar dos pesares, mantêm-se firme no caminho do bem, procurando ajeitar a família em crise apesar de todos os conflitos e na iminência da perda da casa. Junto com ele, faz um grande trabalho como o prefeito ambicioso e sem escrúpulos Vadim o ator Roman Madyanov. Ele bebe sem parar. Aliás, como os russos bebem! Pelo menos é que este filme mostra – e a lenda sobre aquele país confirma.

Estão bem em seus respectivos papéis, também, Elena Lyadova, que primeiro aparece apoiando e acompanhando o marido, e depois se mostra frágil e suscetível a escolhas equivocadas quando se sente acuada e perto de perder a segurança que imaginava ter. Vladimir Vdovichenkov também é um outro destaque do filme. Ele está muito bem em um papel que vai se revelando aos poucos. Os atores coadjuvantes estão bem, com destaque, talvez, para Lesya Kudryashova como Yulya.

Muito bom assistir novamente a um filme russo. Gosto sempre que uma premiação revela o bom cinema de outras latitudes além dos Estados Unidos. Claro que o cinema de Hollywood nos é mais familiar – afinal, estamos habituados a ele desde sempre, já que no Brasil o cinema norte-americano é consumido por diversas gerações há muito tempo. Mas como é bom ver outros olhares e forma de contar histórias! Não assisti a tantos filmes russos como eu gostaria – sem dúvida alguma vi mais produções francesas, alemãs, argentinas e espanholas/italianas -, mas a minha memória para aquela escola é sempre positiva.

Andrey Zvyagintsev acabou de completar 51 anos de idade, no último dia 6. Ele tem apenas sete trabalhos como diretor, mas já acumula 33 prêmios e 28 indicações na carreira. Zvyagintsev estreou dirigindo um episódio da série de TV Chyornaya Komnata no ano 2000. Três anos depois ele estrearia no cinema com o filme Vozvrashchenie (ou The Return). Antes de Leviathan, ele dirigiu outros dois longas e mais dois curtas. É um nome a ser acompanhado, sempre que os filmes feitos por ele chegarem no Brasil.

Leviathan estreou em maio de 2014 no Festival de Cinema de Cannes. Depois, o filme participaria ainda de 30 festivais – um número bem expressivo. Nesta trajetória o filme conquistou 12 prêmios e foi indicado a outros 26 – incluindo a indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira, para Melhor Filme Internacional no Festival de Cinema de Munique, para o Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de São Paulo e para o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Cannes.

Esta produção 100% russa foi totalmente rodada em diferentes cidades da província de Murmansk Oblast, na região noroeste da Rússia, na chamada Península de Kola.

Agora, curiosidades sobre esta produção. Leviathan foi inspirada na história de Marvin Heemeyer, da cidade de Granby, no Estado do Colorado. Encontrei este resumo do que aconteceu na Wikipédia, com interessantes links para reportagens da época. Soldador dono de uma oficina mecânica – como o protagonista de Leviathan -, Heemeyer ficou revoltado com uma disputa por terras e utilizou um “bulldozer” (tipo de tanque) para demolir a prefeitura, a casa do prefeito e outras edificações da cidade. Interessante. Eu jamais teria feito esse paralelo se não tivesse lido a respeito. 🙂

Em 2009, na cidade de Kirovsk, na região de Murmansk aonde o filme foi rodado, um empresário local, Ivan Ankushev, insatisfeito com o alto nível de impostos e taxas cobrados no município, disparou contra o prefeito e seu vice para habitação e, depois, se matou.

Não encontrei informações sobre o custo de Leviathan. Mas nas bilheterias dos Estados Unidos, até o dia 8 de fevereiro, o filme tinha conseguido pouco mais de US$ 469 mil. Uma miséria, é claro, mas dentro da tradição dos norte-americanos de verem poucos filmes de outros países. Talvez ele consiga um desempenho melhor se ganhar o Oscar.

Para quem quiser saber mais sobre o mito de Leviatã, este artigo da Wikipédia pode ser uma boa introdução. Ele dá referências da Bíblia e de outras fontes.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,9 para Leviathan. Uma boa avaliação, levando em conta o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes foram ainda mais generosos, dedicando 84 críticas positivas e apenas uma negativa para o filme, o que lhe garante uma aprovação de 99% e uma nota média de 8,6. Os críticos gostaram mais do filme do que o público em geral, até agora.

CONCLUSÃO: O cinema russo não aparece com muita frequência pela terra brasilis, mas sempre que uma produção daquele país chega por aqui, ela vem trazendo uma brisa interessante de novidade. Leviathan tem diversas camadas de leitura, mas o essencial desta produção é como ela se debruça sobre a crise de valores que afeta todas as esferas da vida na Rússia. Um filme bastante duro sobre a realidade daquele país, com uma narrativa crescente e que vai se aprofundando cada vez mais na história dos personagens. Especialmente o final é interessante por tornar muito evidente como alguns discursos, apesar de corretos, estão muito distantes da prática. Interessante. E merece estar entre os favoritos ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

PALPITES PARA O OSCAR 2015: Leviathan chega ao Oscar com uma força interessante e conquistada na reta final. Até o Globo de Ouro, o filme mais cotado para a maior premiação do cinema de Hollywood era Ida. Mas daí, para surpresa de muitos, Leviathan foi lá e abocanhou o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira. No próximo dia 22 a parada será dura entre estas duas produções que, curiosamente, falam de fé – mas de maneiras bem diferentes.

Ida tem uma fotografia deslumbrante. Tanto que foi indicado nesta categoria também no Oscar 2015. Ele é um filme que fala do passado polonês, dá um novo olhar para as feridas da Segunda Guerra Mundial, mas também trata das escolhas e das convicções de duas vidas muito diferentes: uma em busca da santidade, mas com capacidade para sucumbir à tentação, e outra que se sente perdida e comprometida para sempre, sem capacidade para o auto-perdão.

Leviathan, por outro lado, tem um caráter de drama pessoal muito forte, mas também uma pegada de crítica social marcante. Apesar de muito equilibrados em termos de qualidade, admito que meu gosto pende um pouco mais para Leviathan. Especialmente pela análise profunda que ele faz das relações sociais russas. Meu voto iria para ele no Oscar, mas francamente acho difícil de acertar de antemão o vencedor deste ano. Ida tem a vantagem de ter sido indicado a duas estatuetas. Leviathan tem o impulso de ter recebido o Globo de Ouro – o que nem sempre conta muito no Oscar. Logo mais veremos quem leva a melhor.

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6 comentários em “Leviafan – Leviathan – Leviatã

  1. Ainda não assisti o filme e estou com muita vontade. Vou incluir Leviathan na lista de filmes que pretendo comprar. Filmes russos e suecos, por exemplo, possuem sempre um fundo poético sobre assuntos polêmicos. Aliás, as pessoas precisam quebrar este preconceito com países do leste europeu. É uma cultura e tanto.

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  2. Muito boa a crítica. Clara e objetiva! No entanto, gostaria de esclarecer que a autoridade ortodoxa que dialoga com Kolya não é o Bispo do final do filme (aquele com uma relação bem próxima do prefeito), e sim o pároco local, padre Vasily (01h51m16s; ele aparece novamente na missa celebrada pelo Bispo citado – 02h12m05s).

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