First Reformed – No Coração da Escuridão


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As nossas escolhas nem sempre são óbvias. Ainda que seja verdade que muito do que fazemos, no dia a dia, seja previsível, tantas outras escolhas fogem do que poderia ser considerado como “evidente”. First Reformed trata sobre o que realmente nos move, e sobre motivações escondidas por trás de atos algumas vezes incompreensíveis para os demais. Nem tudo na vida tem explicação, por mais que nos agarremos na razão ou na fé. Ou até tudo tem explicação, mas ela nem sempre está ao nosso alcance. Estes são alguns dos assuntos deste filme.

A HISTÓRIA: Lentamente, a câmera vais e aproximando de uma igreja branca e simples. Em volta desta igreja, apenas algumas árvores e arbustos. Em uma placa, as informações sobre o local: Primeira Igreja Reformada de Snowbridge, Nova York. Planejada em 1767, construída em 1801 por colonos da Friesland Oeste, liderados pelo pastor Wortendyk, é a mais antiga igreja em atividade no Condado de Albany.

Atual líder dessa igreja histórica, o pastor Toller (Ethan Hawke) comenta que decidiu começar a escrever um diário. Ele escreve isso em um caderno, onde começará a relatar as suas experiências e reminiscências. Ele diz que o objetivo é registrar em palavras os pensamentos dele e os acontecimentos de seu dia a dia de forma objetiva. O pastor Toller afirma: “Quando se escreve sobre si, não se deve mostrar misericórdia”. A ideia dele é manter o diário por um ano. Mas muitos eventos vão acontecer antes desse prazo.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso eu recomendo que só continue a ler quem já assistiu a First Reformed): Enquanto poucas opções de filmes me chamam a atenção nos cinemas, eu vou seguindo com a minha lista de filmes que foram apontados por especialistas como alguns dos melhores do ano e com a minha “revisita”/redescoberta de clássicos do cinema. First Reformed faz parte da primeira categoria, é claro.

Inicialmente, achei a proposta do filme bastante interessante. Acredito que todos, independente da fé ou da falta de fé que tenham, têm uma certa curiosidade sobre como é a vida dos padres e pastores. O que eles fazem quando eles não estão em seu “grande momento” de ministrar missas e celebrações? Nem sempre lembramos, mas eles são pessoas comuns, homens que tem necessidades fisiológicas e capacidade física e mental limitada como qualquer outro homem que já viveu sobre a Terra.

Apesar de serem feitos de carne e osso, órgãos vitais e instintos, como todos nós, esses “homens da Igreja” são investidos de um grande diferencial: para quem tem fé e segue a religião cristã, eles são diferenciados porque são os “porta-vozes” de Deus. Eles se prepararam por diversos anos para entender a Palavra de Deus como ninguém e, ao dedicarem a sua vida para a sua religião, eles estão dedicando os seus dias para Deus e para as suas comunidades.

Para quem segue uma religião cristã, esses padres e pastores são conselheiros e pessoas para quem eles podem pedir ajuda quando necessário. Ainda que tudo isso seja verdade, também é verdade que estes líderes espirituais e comunitários também tem as suas necessidades, acertos e falhas, como qualquer outro ser humano. E as pessoas têm curiosidade para saber o que acontece com eles fora das situações mais “comuns” e evidentes e o que eles realmente pensam além das pregações.

Admito que eu sou uma destas pessoas. Que tem curiosidade sobre como é a vida, os sentimentos e pensamentos dos padres e pastores. First Reformed aparece para responder parte destas dúvidas. O protagonista deste filme, o pastor Toller, teve uma história complicada antes de fazer parte da Igreja. Mas, como ele comenta com Michael (Philip Ettinger), um ativista que vai ser pai e que não quer colocar uma criança nesse mundo em vias de destruição, após perder o filho único na Guerra do Iraque, ele foi chamado pelo pastor Jeffers (Cedrid the Entertainer) para atuar na First Reformed.

A igreja em que ele atua tem importância histórica e está perto de completar 250 anos de atividades quando Toller começa o seu próprio diário e começamos a acompanhá-lo nessa produção com roteiro e direção de Paul Schrader. No dia a dia como pastor, além de presidir algumas celebrações na igreja histórica, ele faz visitas guiadas explicando um pouco da história do local para interessados, apresenta “souvenirs” da igreja e participa das atividades da Abundant Life, igreja de Jeffers.

Faz parte do cotidiano do protagonista o trabalho de aconselhamento de pessoas da comunidade e o seu envolvimento com os jovens da Abundant Life. Logo no início desta produção, a jovem Mary (Amanda Seyfried) procura o pastor Toller pedindo ajuda. Ela quer que ele converse com Michael, o seu marido até há pouco desempregado, depressivo e que não deseja que o filho deles nasça. O exemplo do casal é bastante ilustrativo sobre os desafios que um pastor/padre tem que enfrentar no seu dia a dia.

O roteiro de Schrader é inteligente ao mostrar, logo no início, as diferentes situações que um líder espiritual e comunitário enfrente no seu dia a dia. Desde o início desta produção, o nosso protagonista divide os seus dias entre a burocracia de preparar as comemorações da data festiva da First Reformed e o aconselhamento do casal Michael e Mary. Enquanto interesses “mundanos”, econômicos e políticos envolvem o primeiro tema, no segundo tema temos dilemas espirituais e existenciais – inclusive uma questão de vida e morte.

Acho que o filme acerta ao humanizar a figura de um pastor, mostrando toda a sua busca por ajudar ao próximo e, ao mesmo tempo, as suas contradições. Nisso, Schrader vai muito bem. Mas em outros pontos, achei que o filme exagera na dose apenas para “chocar” o espectador. E sempre que um filme faz isso, exagera nas tintas e nas doses para criar um impacto em quem está assistindo, mas de uma forma um tanto “deslocada” em relação ao restante da narrativa, acho que a produção perde alguns pontos. Esse foi o caso deste First Reformed.

Para mim, foi evidente a aproximação contraditória do pastor e de Mary desde o início. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Mas, ainda que existisse certa “tensão sexual” entre eles, o pastor não faria nada se o marido dela não tivesse se matado. Isso é fato. Mas o quanto ele se sentiu responsável pela morte de Michael? Ainda que ele tivesse claro que não foi ele que apertou o gatilho, o quanto Toller não pensava se ele poderia ter evitado aquilo?

De fato, depois que Mary descobre o colete com bombas e chama Toller para dar um jeito naquilo, tanto Mary quanto o pastor não souberam lidar com o risco que a descoberta deste fato trazia para Michael. Eles não mediram bem esse risco e aconteceu o que aconteceu naquele parque para o qual o pastor é chamado.

A partir daquele momento, o que já vinha sendo ruim para Toller, apenas piora. Ele acaba questionando as questões práticas do dia a dia da igreja, como os interesses econômicos e políticos, e buscando por uma resposta para aquela pergunta cabal que Michael fez para ele: “Deus pode nos perdoar pelo que fizemos a esse mundo?”. Até aí, tudo bem. Todo esse conjunto de questionamentos e dúvidas do pastor em seu íntimo, reveladas por seu diário, são compreensíveis.

Como acontece, acredito, com tantas outras pessoas que acabam se dedicando à Igreja para ajudar os outros, muitas vezes é mais fácil ser misericordioso e generoso com os demais do que consigo mesmo. Dizem que muitos psicólogos estudam essa área porque eles próprios tem muitos dilemas e problemas para resolver/tratar. Acredito que o mesmo pode acontecer com quem vira um pastor/padre ou um voluntário contumaz na Igreja.

Para mim, esse é o caso do protagonista de First Reformed. Ele tem uma profunda dor da perda do filho para resolver – e, provavelmente, uma boa carga de culpa por causa dessa perda. Toller vivenciou a perda de um filho, e por causa de uma “tradição” familiar de servir à pátria que se provou fatal. Por causa disso, o casamento dele faliu. E o que lhe restou? Além de muitas dúvidas, a vontade de converter toda a sua força excedente em ajudar ao próximo.

Isso é bacana e digno de aplausos, mas como alguém já disse antes, para que você consiga ajudar a alguém, primeiro é necessário que você ajude a si mesmo. Apenas alguém que está bem consigo mesmo pode fazer realmente bem aos demais. E vemos isso claramente com Toller, que até é capaz de ajudar aos outros, mas por relativamente pouco tempo porque ele próprio não se ajuda. No escuro da noite, ele consome garrafas e garrafas de bebida e urina sangue. Ele está doente, mas não parece estar disposto a pedir ajuda.

Além disso, fora os momentos obrigatórios de celebrações, ele admite que tem dificuldade de rezar. Em seus escritos, ele também deixa claro uma boa dose de autocrítica e de questionamentos sobre a própria instituição igreja. Confrontado com questões polêmicas, Toller nem sempre tem uma resposta para dar para o interlocutor. Seja para aquela pergunta cabal feita por Michael, seja para responder “à altura” um jovem que o confronta em uma roda de conversa. De fato, os pastores e padres nem sempre tem a resposta para tudo – daí surge o famoso “Mistério” e a falta de respostas justificada pela nossa capacidade humana limitada de entender a realidade e os fatos.

Até aí, tudo certo. First Reformed apresenta consistência, questionamentos interessantes e uma humanização da figura de um pastor que raramente vemos em algum filme. Também interessante como essa produção toca em outro tema importante: a autodestruição da humanidade através da degradação dos recursos naturais. Um tema que a Igreja retratada nesta produção não toca, por razões de interesse econômico – vide a figura do empresário Balq (Michael Gaston) -, mas que o Papa Francisco já deixou claro em seu Laudato Si.

Enfim, por tudo isso e até esse ponto, First Reformed se revela como um filme muito interessante. Agora, lá pelas tantas, ele “descamba” para um lado de “chocar” a audiência que eu achei forçado. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Beleza que o pastor Toller era um sujeito crítico e cheio de autocrítica. Tudo bem que ele se sentisse um pouco culpado pela morte do próprio filho e pelo suicídio de Michael. Certo que ele estava buscando penalizar-se pelo desejo que começou a ter em relação à Mary. Mas tudo isso justificaria ele planejar virar um homem-bomba?

Achei esse “grande finale” que a produção quase teve um bocado forçado. Na verdade, toda aquela autoflagelação do pastor achei exagerada. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Primeiro, aquela ideia dele de explodir Balq, Jeffers, Esther (Victoria Hill) e todas as demais pessoas que participariam das comemorações dos 250 anos da igreja First Reformed. Sério mesmo que, por mais que ele se cobrasse e questionasse os “interesses” da igreja, ele embarcaria na ideia de Michael de virar um “mártir” matando diversos inocentes?

Sim, ele sabia que estava doente e que iria morrer em um tempo relativamente curto. Isso poderia ser motivo para um ato desesperado, mas não acho que para um ato que significaria tanta destruição e perda de vidas. Depois, como o pastor Toller vê Mary no local – algo que ele não desejava ou estava esperando -, ele decide abortar a primeira ideia e aí o filme descamba para outra cena um bocado nonsense. Toller acaba se autoflagelando sem nenhum efeito realmente prático para aquilo – além de transformar a raiva e a frustração em dor.

No fim das contas, nada disso adianta para ele. A celebração cheia de interesses econômicos e políticos acontece de qualquer forma e ele e Mary acabam se envolvendo da mesma maneira. Com tudo isso, é como se First Reformed pregasse que não adianta ter convicções e boas intenções. No fim das contas, o mundo segue girando na sua lógica desigual e as pessoas continuam se rendendo aos seus instintos e não à sua razão.

Ok, é válido apresentar esse contraponto um tanto cínico e sem esperança, mas achei tanto a reta final do filme, com os seus recursos “exagerados”, quanto este tom amargo da produção um tanto distante do estilo de produção que mais me interessa. Sim, nada do que é humano me é estranho. Mas há maneiras mais ou menos esperançosas de encarar o que nos rodeia. Pessoalmente, eu vou sempre optar pela esperança. Mas First Reformed opta por outro caminho. Respeito, mas isso não faz eu gostar mais desse filme.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Como sempre, para mim, o essencial de um filme é o seu roteiro. O que aquela obra, específica, quis nos contar. Por isso, vocês vão me desculpar, mas escrevi tanto antes… diferente do que eu tinha me proposto a fazer há não muito tempo. Tinha comentado que iria escrever menos sobre os filmes, eu sei. Mas sobre First Reformed eu achei que precisava escrever mais. E, acima, falei essencialmente do roteiro e da história do filme. Mas agora tratarei de outros aspectos da produção.

Para começar, acho que Paul Schrader acerta ao focar em um número reduzido de personagens. Como uma das intenções deste filme é “mergulhar”, se aprofundar na vida e na visão de um pastor de igreja, achei coerente ficarmos a maior parte do tempo focados nesse personagem. Como em First Reformed temos um personagem realmente importante, os outros que aparecem em cena estão ali apenas para ajudar a explicar o protagonista. Então sim, fez muito sentido e funcionou termos poucos personagens secundários e atores em cena. Uma boa escolha.

O roteiro de Paul Schraber tem qualidades e defeitos, como já tratei na crítica acima. A sua direção é correta e bastante focada nas interpretações dos personagens, como não poderia deixar de ser em um filme que pretende aprofundar-se em um personagem – e nas pessoas que convivem com ele. Ou seja, tudo muito correto, e nada acima desta correção. A direção de Schraber é segura, mas não foge da previsibilidade.

Entre os atores em cena, sem dúvida alguma o grande destaque é para o ator Ethan Hawke. Ele está muito bem, muito seguro e faz uma interpretação convincente do início ao fim. Apenas me chamou a atenção o quanto ele envelheceu. Nesse filme, mais em qualquer outro que eu assisti com ele, percebi que o tempo chegou para Hawke. Fui procurar a idade dele, e descobri que ele está prestes a completar 48 anos – ele faz aniversário no dia 6 de novembro. Então sim, teremos que nos acostumar com um Hawke mais maduro. 😉

Ethan Hawke é o destaque deste filme. Mas o que ele faz aqui pode lhe render uma indicação ao Oscar de Melhor Ator em 2019? Até pode ser que sim. Mas acho que Joaquin Phoenix em You Were Never Really Here, recentemente comentado aqui no blog, tem mais chances de emplacar uma indicação. Veremos.

Além do protagonista desta produção, chama a atenção, desde a sua primeira aparição na igreja, a jovem sempre talentosa Amanda Seyfried. (SPOILER – não leia se você ainda não assistiu a esse filme). Não vou mentir para vocês. Quando vi Amanda Seyfried naquele banco da igreja logo no início da produção, eu já suspeitava que ela teria um “flerte” com o pastor. Quem conhece a trajetória da atriz não deve ter ficado nada surpreso com isso. Ela está bem no filme, ainda que apareça pouco – na comparação com o protagonista, é claro. Ela faz um trabalho bem ponderado e interessante. Convence como alguém frágil e que ajuda a desestabilizar o pastor já instável.

Os outros atores que interpretam personagens que tem alguma relevância nessa história são: Cedric the Entertainer como o pastor Jeffers, líder da congregação em que Toller atua; Victoria Hill como Esther, coordenadora do coral de jovens da igreja e apaixonada por Toller; Philip Ettinger como Michael, ativista ambiental e marido de Mary; Michael Gaston como o empresário e “apoiador” da igreja de Jeffers, Balq; Bill Hoag como Elder, braço direito de Toller na igreja; Frank Rodriguez em uma ponta como o sheriff da cidade; e Gary Lee Mahmoud em uma ponta como o doutor que atende Toller quando ele finalmente resolve fazer os seus exames.

Diversos temas relevantes pipocam aqui e ali nessa produção. Entre outros, chama a atenção o diálogo de Toller com Michael. Algumas questões importantes são levantadas ali. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Gostei, em especial, como Toller aborda o fato de que o desespero de tirar uma criança do mundo é maior do que a aflição de colocar uma criança no mundo. Esse é um tema interessante agora que discutimos tão abertamente o aborto no Brasil. Sem dúvida, em um mundo perfeito, não teríamos aborto. Mas temos que ser realistas. E sim, o desespero é maior que a aflição. Que ninguém perca isso de vista e que tenhamos mais conscientização das pessoas.

Interessante também como Toller afirma que a coragem é a solução para o desespero. De fato, é preciso querer, ter esperança, porque isso pode superar a questão da razão e da crítica – e toda a desesperança que isso pode trazer. Para Toller, as pessoas devem aprender a conviver com a esperança e o desespero. Só assim viver seria possível. Mesmo não tendo todas as respostas – porque ninguém conhece “a mente de Deus”, como defende Toller -, podemos escolher uma vida correta, afirma o personagem. Ele tem razão sobre isso. No fim das contas, tudo na nossa vida é uma questão de escolha e de decisões que tomamos.

Entre os aspectos técnicos desta produção, vale destacar a direção de fotografia de Alexander Dynan e a edição de Benjamin Rodriguez Jr. Além destes aspectos, vale citar a trilha sonora de Brian Williams; o design de produção de Grace Yun; a direção de arte de Raphael Sorcio; a decoração de set de Nadya Gurevich; e os figurinos de Olga Mill.

First Reformed estreou em agosto de 2017 no Festival de Cinema de Veneza. O filme participaria de 16 outros festivais de cinema em diversos Estados americanos e em outros países antes de estrear em circuito comercial nos Estados Unidos em maio de 2018. Até julho deste ano, o filme passou ainda por outros três festivais de cinema.

Nessa trajetória de festivais, First Reformed ganhou três prêmios e foi indicado a outros oito. Os prêmios que ele recebeu foram o de Melhor Diretor para Paul Schrader no FEST International Film Festival; o Narrative Feature Competition no Montclair Film Festival; e o Green Drop Award para Paul Schrader no Festival de Cinema de Veneza.

Agora, vale parar para citar algumas curiosidades sobre esta produção. De acordo com o diretor e roteirista Paul Schrader, esse é um filme totalmente diferente a tudo que ele já fez. Para o diretor, First Reformed segue a linha de produções de Ingmar Bergman, Robert Bresson e Andrei Tarkovsky.

A atriz Amanda Seyfried estava, de fato, grávida durante as filmagens de First Reformed – filmagens essas que duraram 20 dias, apenas.

Durante uma entrevista no Festival de Cinema de Roterdã, Paul Schrader comentou que só quando foi editar o filme ele notou as semelhanças de First Reformed com Taxi Driver, que também teve roteiro escrito por ele. Faz muito, mas muito tempo que eu assisti a Taxi Driver. Então tenho que rever ao filme mas, inicialmente, não vejo muitas semelhanças entre eles não… Alguém me ajuda com essa dúvida? Eles têm ou não algo a ver?

As filmagens externas e internas na igreja foram rodadas na Igreja Episcopal de Zion, na cidade de Douglaston, no Queens. O filme inteiro foi rodado no Queens e no Brooklyn, bairros famosos de Nova York.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,3 para First Reformed, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 163 críticas positivas e 12 negativas para esta produção – o que lhe garante uma aprovação de 93% e uma nota média de 8,3. As notas para esta produção estão bem acima da média. Só eu que realmente não me emocionei com a produção, pelo visto. 😉

First Reformed ostenta o metascore 85 no site Metacritic, além do selo “Metacritic Must-See” – selo de recomendação do site. Realmente o filme caiu no gosto dos críticos. De acordo com o site Box Office Mojo, First Reformed arrecadou US$ 3,45 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. Ou seja, um filme elogiado e recomendado mas pouco visto nos cinemas até agora.

First Reformed é uma produção 100% dos Estados Unidos. Por causa disso, esse filme entra na lista de produções que atendem a uma votação feita há algum tempo aqui no site.

CONCLUSÃO: Algumas vezes é mais fácil ajudar do que ser ajudado. Fazer algo por alguém que precisa do que ajudar a si mesmo. First Reformed parece nos falar claramente sobre isso. E sobre como nem tudo que é aparente realmente é importante. Muitas vezes as pessoas tem uma determinada motivação escondida para fazerem o que fazem. E nem sempre a ajuda chega a tempo. Esse é um filme com atuações competentes e que levanta alguns temas interessantes, mas que me pareceu exagerar em algumas doses para “chocar” o espectador. Para mim, faltou um pouco mais de conteúdo para a história.

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2 comentários em “First Reformed – No Coração da Escuridão

  1. Amigo ele não ia se explodir, em determinado momento da pregação ele tocaria no assunto ambiental e surpreenderia a todos mostrando o colete suicida e falando de seu antigo dono, mas ele mudou de ideia ao ver a viúva, e pra não magoar, mudou de estratégia, acredito que ele pregou algo comparando oque ele fez a si próprio com oq o homem faz ao meio ambiente, de toda forma o objetivo é impactar

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