Gigante


Uma história de amor inusitada contada de forma inteligente e cheia de sutilezas. Gigante, filme uruguaio co-produzido por outros três países que encantou os críticos do Festival de Berlim do ano passado, é um grande trabalho de seu diretor e roteirista Adrián Biniez. A produção reforça o talento dos realizadores latinos ao transformar uma história bastante simples e singela em uma produção divertida, tensa e emocionante ao mesmo tempo. Um filme perfeito, que dá espaço para o desenvolvimento de seus personagens principais e trabalha a história em um ritmo particular muito marcante.

A HISTÓRIA: Uma figura grandalhona escuta rock pesado no ônibus a caminho do trabalho. Ele consulta o relógio para se certificar que chegará a tempo para começar seu turno de vigia no supermercado as 23h. Jarra, conhecido também como Jarita (Horacio Camandule) cumprimenta Omar (Diego Artucio), um dos outros funcionários responsáveis pela segurança do local e segue sério para seu posto de trabalho. Todos os dias ele acompanha pelas câmeras de segurança os mesmos movimentos do pessoal de limpeza, repositores, funcionários da padaria e do açougue. Até que um dia ele fica encantado por uma funcionária em especial, Julia (Leonor Svarcas). A partir deste dia, ele começa a seguí-la e a viver parte de sua rotina, enquanto toma coragem para se aproximar da garota.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Gigante): Há quem acredite que um filme inteligente precisa ter grandes “sacadas” ou reviravoltas marcantes que deixem os queixos dos espectadores caídos. Mas uma produção pode ser inteligente por seus detalhes, com sutileza. Este é o caso de Gigante. O filme não conta nenhuma história fantástica, apenas desvela e dá importância para um romance ordinário e que, por seus detalhes, se torna tão especial.

Gigante, à sua maneira, é uma crônica interessante do nosso tempo. Uma era em que muitas pessoas trabalham em subempregos para se manter. Pessoas invisíveis que fazem com que um supermercado fique aberto 24 horas ou que garantem a diversão dos demais em boates disputadas. Gente que dorme de dia porque trabalha durante a noite e a madrugada. Homens e mulheres com poucas oportunidades de lazer ou de romance.

A história, por si só, é muito interessante. Mas a forma com que ela é contada tira este filme do balaio de produções corretas para colocá-lo no grupo de filmes excepcionais. Adrián Biniez vai sacando sorrisos em detalhes como a descoberta de um pedaço de um Falcon pelo protagonista quando ele está vigiando Julia na praia. Ou na maneira com que o rapaz sem vida própria vai se transformando no segurança/acompanhante da amada, mesmo de forma anônima.

Gigante é um filme delicioso que segue a técnica narrativa de várias produções européias – especialmente do cinema francês – em contar sua história sem pressa, de forma natural e atenta aos detalhes. Desta forma o espectador vai se aproximando do cotidiano diferenciado dos protagonistas, se colocando ao lado de Jara e se identificando com o seu fascínio pela vida de Julia. Ela não faz nada de excepcional, mas guarda uma vitalidade e um interesse por aproveitar seu tempo que a torna tão diferente de outras pessoas – como Jara.

Movido pelo encantamento, o protagonista vai pouco a pouco mudando a própria rotina. Para muitos, seu costume de seguir e vigiar Julia pode ser assustador – e até um certo ponto, realmente é. Afinal, aquela história pode muito bem virar pura obsessão e terminar mal. Biniez não foge de questionar este ponto – ainda que seu filme não tenha uma função didática a respeito. Jara segue Julia, é verdade, mas o exemplo da garota lhe faz pensar em si mesmo. Ele começa a fazer exercícios, começa a se preocupar com a própria aparência. Sai do estado de aparente letargia.

Como tantos outros “grandões”, Jara assume de forma relativamente confortável a imagem que as pessoas projetam sobre ele. Normalmente sisudo, o protagonista de Gigante é visto como um rapaz trabalhador que foi moldado para o trabalho de segurança. Sua presença realmente impõe respeito. Mas por trás daquela couraça respira um garotão que gosta de dormir vendo televisão, adora música pesada e joga, com o sobrinho, o Playstation. Até ele ficar fascinado por Julia, sua vida se resumia a comer, dormir, assistir a televisão, trabalhar e pouco mais.

Gigante é uma história de amor que rompe os estereótipos do gênero. Primeiro, ao mostrar como o fascínio pode surgir em um lugar tão inusitado como os corredores de um supermercado monitorados por câmeras de vigilância. Depois, porque o filme em si não revela o cortejo de uma garota por um homem, mas o amor platônico de um sujeito adulto que até então desconhecia a paixão ou o amor. Gigante revitaliza personagens esquecidos pelo cinema e lhes dá cores, aspirações, necessidades e desejos. E tudo isso sem exageros e sem apelar para lugares-comum.

De quebra, o filme de Adrián Biniez brinca ainda com a era da “vigilância”, do Big Brother tornado realidade. As câmeras que se tornaram parte do cotidiano da maioria das cidades servem como “cupido” no interesse de Jara por Julia, mas elas também aparecem como um espelho incômodo para o protagonista em dois momentos. Sem debater o assunto, o diretor e roteirista questiona o poder destes aparatos em nos aproximar ou distanciar uns dos outros. Um filme sensível, inteligente e repleto de várias sacadas sutis que nos enche de orgulho pela produção latina. Imperdível.

NOTA: 10.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Possivelmente muitas pessoas vão achar a minha nota exagerada. Mas é que fiquei encantada com o filme. E acho que ele atinge todos os seus propósitos. Então quando um filme consegue comunicar tudo que gostaria de forma criativa e envolvente, sem nenhum grande “pecado” na forma com que foi realizado, para mim ele é uma peça perfeita de cinema. Gigante não apresenta nenhum defeito. Algumas vezes o ritmo pode parecer lento demais, mas quando ele começa a esboçar esta característica, surge em cena alguma pequena mensagem sutil ou detalhe que surpreende e encanta. Preciso, criativo, acertado.

O filme de Adrián Biniez começou a sua trajetória em fevereiro de 2009 no Festival de Berlim. Daquela premiação ele saiu consagrado com os prêmios de Melhor Filme de Estréia, o Urso de Prata (ou Grande Prêmio do Júri) e ainda o Prêmio Alfred Bauer. Depois, em março, a produção participou do Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires. Até março deste ano, seguiram-se mais 18 festivais. Além de ser exibido para diferentes públicos em mercados distintos, Gigante ainda abocanhou outros quatro prêmios, além daqueles de Berlim, com destaque para o que recebeu no Festival Internacional de San Sebástian, o Prêmio Horizons.

Antes de escrever o roteiro e dirigir Gigante, o argentino radicado no Uruguai Adrián Biniez havia escrito e dirigido dois curtas: 8 horas, de 2006, e Total Disponibilidad, de 2008. Gigante é o seu primeiro longa, o que torna Biniez uma das grandes promessas do cinema latino atualmente. Agora é esperar o seu próximo projeto.

Gigante é uma história debruçada sobre dois personagens: Jara e Julia. Mas é o ator Horacio Camandule que rouba a cena, exprimindo força, timidez, inocência, uma pitada de obsessão e senso de humor sempre que seu personagem pede um destes elementos. Uma grande descoberta o seu talento.

Além da direção precisa e do excelente texto de Biniez, o filme conta com uma direção de fotografia acertadíssima de Arauco Hernández Holz. Através de suas lentes fica reforçada a idéia do realismo e o contraste entre ambientes fechados e “acinzentados” e a liberdade da rua e da praia uruguaias. A trilha sonora do filme também é um elemento importantíssimo e interessante, mérito de Hector Pauluk. Vale citar ainda o trabalho de montagem de Fernando Epstein e a direção de arte de Alejandro Castiglioni.

Gigante agradou o público e, especialmente, a crítica. Os usuários do site IMDb deram a nota 7 para a produção – achei ela um bocado baixa, o que talvez comprove que nem todos estão habituados a filmes não muito óbvios. O site Rotten Tomatoes, por sua vez, abriga links para 11 críticas positivas e apenas uma negativa para a produção – o que lhe garante uma aprovação de 92%. (Logo mais acrescento por aqui algumas das críticas positivas para a produção).

Uma das críticas positivas para o filme foi escrita por Stephen Holden, do The New York Times. Ele escreveu, neste texto, que Gigante é um filme pequeno e despretensioso que integra a corrente do neo-realismo uruguaio. O crítico comenta que o protagonista não parece um tarado obcecado, mas um rapaz tímido que se sente como o protetor da frágil Julia. “Embora o filme observe o descontentamento rebelde que começa a ferver entre trabalhadores, ele não se mostra abertamente político. É um atraente, gentil prólogo cômico para uma história de amor”, definiu Holden.

Outro texto que elogiou o trabalho de Adrián Biniez foi este, escrito por Kevin Thomas do Los Angeles Times. O crítico comentou que em lugar de filmar um thriller em sua estréia, o diretor preferiu “explorar o funcionamento do coração humano com um toque de melancolia e uma pitada de humor”. Thomas classifica Biniez como um “observador agudo compassivo” que “tem a coragem de tomar um caminho arriscado, ousado na observação da vida comum cotidiana de um rapaz solitário”. Gostei quando o crítico ressalta como a tensão vai surgindo nesta história de forma muito sutil.

Para o crítico do Los Angeles Times, Gigante não é de todo previsível. Ainda que desde cedo o espectador assume o conceito de que o protagonista do filme é um homem “digno e de bom coração com quem vale a pena se preocupar”, o diretor mantêm “vivo um sentimento de incerteza quanto a forma com que a sua crescente obsessão  em relação à Julia” pode terminar. O crítico classificou Gigante como uma verdadeira jóia, devido a sua despretensão. Eu assino embaixo desta sua leitura.

O filme de Adrián Biniez é estrelado por um bom moço. Ainda assim, é meio que inevitável não pensar em como a obsessão pode nascer de forma singela e chegar a pontos catastróficos. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Não sei vocês, mas eu cheguei a temer por Julia em alguns momentos. Afinal, o que aconteceria se Jara fosse simplesmente desprezado pela garota? Se ela fosse um pouquinho menos singela e carente e, como disse um de seus últimos pretendentes, realmente estivesse buscando um “homem perfeito”? A violência de gênero muitas vezes surge justamente de uma paixão mal correspondida, de um homem obcecado que, aparentemente, era “boa gente” mas que, por várias razões, não consegue lidar com o desprezo ou o rechaço. Mesmo que Gigante não esteja aí para contar uma história trágica neste sentido, ele é importante também para fazer pensar a esse respeito.

Achei especialmente interessante a forma com que Gigante trata a realidade de duas pessoas muito diferentes: Jara e Julia. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Ambos trabalham em algo que não lhes dá nenhum prazer para sobreviver. Mas enquanto Jara passas seus dias em jornadas duplas e em uma rotina de tédio, Julia busca aproveitar cada minuto de seu tempo livre. Ela faz karatê, vai à praia, passeia na vizinhança, vai ao cinema, bate ponto em cibercafés para conhecer pessoas através de chats. Quando Jara começa a perceber tudo o que ela faz, em contraste com a sua própria vida, ele fica fascinado – como nós. Gigante, assim, nos ensina como uma mesma realidade pode ser encarada de maneiras muito diferentes. E que as oportunidades para a felicidade também podem ser criadas – tudo depende de nós. Bela reflexão esta – e não muito comum no cinema.

Gigante é uma co-produção do Uruguai, da Argentina, da Alemanha e da Espanha. Quando o filme começou a ser premiado, chegou a render certa polêmica sobre sua “paternidade”, como bem explica este texto do jornal digital Sociedad Uruguaya. Argentinos e uruguaios começaram a querer puxar cada um para si a nacionalidade do filme. O Sociedad Uruguaya cita uma declaração de Biniez para elucidar a questão: “Naci em Buenos Aires, mas vivo em Montevideo há cinco anos e foi aqui onde começou a fazer cinema. É uma produção cinematográfica mínima (a uruguaia), comparada com a da Argentina”. Uma maneira de resolver estes conflitos é a de, em sua próxima produção, conseguir dinheiro basicamente em seu país adotivo. 😉

CONCLUSÃO: Um filme que apresenta uma história de amor muito diferente dos padrões de Hollywood. Contado de forma linear e honesta, Gigante se debruça sobre a vida de dois personagens solitários que se cruzam através do cotidiano cheio de tédio do trabalho em um supermercado. Inserindo-se na gama de “histórias excepcionais de gente ordinária”, este filme destaca a forma com que o amor pode surgir nos lugares mais inesperados. Também destaca como o fascínio por uma pessoa pode modificar a vida do ser apaixonado. Contado de forma singela mas repleto de achados geniais inseridos na história de forma sutil, Gigante também pode ser visto como uma crônica do nosso tempo. Uma era em que muitas pessoas lutam para sobreviver como podem, muitas vezes deixando suas vidas pessoais, desejos e necessidades em segundo plano. Sem contar a reflexão que o filme faz sobre a solidão, o isolamento e a vigilância eletrônica como elementos constantes do cotidiano das cidades. Simples e genial na medida certa.

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18 thoughts on “Gigante

  1. Olá Cristiano!!

    Quando tiveres a oportunidade, dê uma conferida em Gigante. Acho que podes te surpreender positivamente.

    Puxa, fico feliz que tenhas gostado do blog. E te agradeço por indicá-lo. Assim como por tua visita e por teu comentário.

    Um grande abraço e volte mais vezes.

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    1. Dois filmes com nota 10 aqui, que vi no espaço duma semana:
      O Gigante
      Precious

      Quando vejo nota 10 penso que será um filme que de alguma forma estará espectacular, ou que me ensinará algo e que recordá-lo-ei durante muito tempo.

      Vi o Gigante e ficou aquém das minhas expectativas. É demasiado linear e a ausência total de adrenalina me fez ver para além dum “rapagão inocente e tímido”. Vi uma pessoa sem autoestima. A mesma característica vi na Precious, mas a forma como foi adquirida e todo o desenrolar da acção nos faz ver estas duas personagens duma forma tão diferente.

      Não tenho pena do Gigante. É assim porque quer. Não lutou para que fosse diferente. Nem se vê pressionado pela sociedade. Acomodou-se. Teve medo de atravessar a linha imaginária da hipotética rejeição/aceitação do amor.

      E só quando o medo se torna ainda maior ( medo de perder para sempre) é que arranjou coragem para falar com a sua amada. Toda a história me faz parecer os putos do ensino básico “ eu gosto dela mas ela não pode saber”.

      Embora duma forma única conte uma história simples de amor platónico, não será um filme que me recorde ou recomende daqui a 5 anos. Certamente já me terei esquecido dele.

      Já Precious é o inverso. Filme que marca e aconselho… a toda a pessoa que estiver deprimida.
      Sou louca? Ficarão os espectadores ainda mais deprimidos? Não creio. Vendo o quão baixo e ausência de sorte que um ser humano pode suportar, ajudará qualquer pessoa a perceber o quão feliz é, e nem se tinha apercebido. Somos uns sortudos quando temos pais que nos compreendem e nos amam. Quando temos filhos saudáveis. Quando temos meios para ter uma educação condigna e capacidade de aprendizagem. Quando a saúde nos acompanha.

      É um ensinamento de luta. No caso da personagem Precious, é uma luta para subir um degrau de cada vez… para conquistar um sonho. Lutar por uma vida melhor. E mesmo quando o mundo desaba… tentar viver. Viver e agarrar o amor finalmente encontrado… nos filhos.

      Sei que não me esquecerei da história deste filme e o quão bem foi contada/representada.

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  2. Cristiano,
    seu site tem cartazes ENORMES e textos muitop EXTENSOS, cheio de detalhes.
    Parece a revista Bravo (com mais texto, é claro!)
    Para quem ama o cinema, seu site é um DELEITE.
    Parabéns, Parabéns e Parabéns.
    Flaviano -MA

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  3. Oi Lia!!

    Antes de mais nada, obrigadíssimo por tuas visitas, pela tua indicação (vi que um amigo teu chegou até aqui por tua causa) e por teus comentários.

    Agora, admito que é uma grande responsabilidade escrever sabendo que posso estar influenciando algumas pessoas… afinal, nem todos tem os mesmos gostos, as mesmas percepções ou mesmo as mesmas vivências – e estas últimas influenciam os pontos anteriores.

    De qualquer forma, fico feliz que tenhas gostado de Precious. Realmente é um grande filme. Como este Gigante também – para o meu gosto.

    Quando eu dou a nota máxima para uma produção, dou um 10, é porque considero que aquele filme atingiu o máximo dentro da linha de sua proposta. Primeiro, levo em conta a questão técnica (se o filme é bem dirigido; tem um roteiro interessante, bem escrito; atores convincentes; etc.); depois, a proposta do filme, sua “invenção” e o quanto ele nos faz sentir e/ou pensar sua história. Para mim, Gigante e Precious, dois filmes “independentes e pequenos”, conseguem atingir com precisão os seus objetivos, além de terem sido muito bem realizados (e fugirem do lugar-comum).

    Sobre o que escreveste do Gigante, queria ponderar que nem sempre um filme precisa fugir da linearidade ou apresentar grandes quebras narrativas para ser impactante ou interessante. Tem muitos filmes lentos, detalhistas, que são verdadeiras preciosidades. Mas daí, claro, entra o gosto pessoal de cada um. Diferente de ti, não acho que o protagonista de Gigante sofra muito com a falta e autoestima… vejo ele mais como uma “peça pequena” desta grande máquina capitalista e consumista em que vivemos. Ele não tem motivação, até que se apaixona por aquela garota do qual ele sabe quase nada.

    Mas algo concordo contigo: não dá para sentir pena do protagonista. E nem teríamos porque sentir pena. Este aliás, um dos piores sentimentos que existe. Aquele garoto grande e que trabalha para pagar as contas em algo que aparentemente ele não gosta tem, como todos nós, a capacidade de escolher. Por mais pressionado que ele seja pelo meio, por mais limitadas que sejam suas alternativas, ele tem o poder da escolha. E começa a mudar a sua vida, sua rotina, pelo amor. Nem todos agem como nós, e isso não quer dizer que eles estejam errados (ou nós, certas). Cada um tem seu estilo, e motivados por várias razões.

    Agora, estou contigo. Precious é um filme duríssimo, mas é carregado de mensagens positivas. Somos sortudos mesmo quando viemos de famílias amorosas e fomos cercados de bons amigos e de oportunidades. Precious nos apresenta uma realidade bem diferente e na qual, ainda assim, há esperança. Belíssimo!

    Menina, bacanérrimos os teus comentários. Obrigadíssimo por eles.

    Beijos e abraços e volte mais vezes!

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  4. Oi Mangabeira!!

    Nossa, que saudade de responder os teus recados… acho que tem alguns aí esperando eu colocar o “conversê” em dia, não é?

    Pois sim, que filme bacana, não é mesmo? Eu gostei muito também. Me surpreendi positivamente.

    E nem me fale em filmes guardados na “gaveta”… tenho tantos que nem sei. Com essa história de mudanças acabei perdendo um monte. Mas um dia eu recupero. 🙂

    Beijos e abraços e inté!

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  5. Olá flavio!!

    Teu recado foi curioso… primeiro, tu comenta sobre um tal de “Cristiano”. Não sei se te referias ao primeiro comentarista deste post, o Cristiano Contreiras. Me deixaste confusa. Porque o Cristiano é um querido comentarista do blog, mas não o seu autor. Se dares uma olhada na seção “Sobre a autora”, que está lá encima, vais descobrir que o blog é de minha autoria. Alessandra, muito prazer!

    Depois, achei que estavas detonando o blog… afirmando que ele tem cartazes enormes e textos muito extensos. Daí, comparas ele com a Bravo! – o que eu considero um elogio – e terminas me dando os parabéns. hehehehehehehehe

    Puxa, muito obrigada. Fico feliz que tenhas gostado do blog. Como explico na seção “Sobre a autora”, os cartazes e os textos grandes são mais do que propositais. O blog foi pensado para ser exatamente assim. E fico alegre que encontro pessoas que se identificam com ele.

    Espero que voltes por aqui mais vezes. Gostei do teu comentário e agradeço a tua visita.

    Abraços!

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    1. Olá Viezzer!

      Antes de mais nada, seja bem-vindo por aqui.

      Filme excelente, não é mesmo? Também achei. Até porque não é tão frequente uma nota 10 por aqui no blog. 🙂

      Que bacana que a TV Cultura exibiu este filme. Espero que ela o reprise outras vezes, ou que outro canal se “aventure” em transmiti-lo. De fato, esta produção merece ser vista.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. Espero que voltes por aqui mais vezes, inclusive para falar de outros filmes.

      Um grande abraço e até a próxima.

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    1. Oi M.D.!

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário.

      Fico feliz que tenhas encontrado o blog e que tenhas gostado do filme. Realmente, uma preciosidade.

      Espero que voltes por aqui mais vezes, inclusive para falar das tuas impressões sobre outros filmes.

      Abraços e até mais.

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  6. Obras de arte como estas ficam ocultas à TV dos comuns brasileiros, os que nos empurram pela garganta adentro arranha e machuca deixando cicatrizes que ficam pelo resto das nossas vidas, faz de nós cegos para o mundo real e nos mata por dentro como uma lepra que não dói na pele mas a alma vive morta sem ter o direito de respirar um pouco de verdade.

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    1. Oi Emílio!

      Antes de mais nada, seja bem-vindo por aqui!

      Nossa, que comentário forte o teu. 🙂

      Concordo contigo que na maioria das vezes a programação de filmes na TV aberta do Brasil é beeeeeem ruim. Mas acho que, algumas vezes, eles até passam produções interessantes e que valem ser vistas. Agora, de fato, acho muito difícil algum canal passar um filme como Gigante – talvez a TV Cultura?

      De qualquer forma, acredito que 99% das pessoas que assistem ao filme que vier na TV aberta não sentem esta dor que narraste. A maioria gosta de entretenimento. E se no bolo de filmes aparece algo com qualidade, tanto melhor.

      Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário. Fico feliz que tenhas gostado do filme. E espero que voltes por aqui para falar a tua opinião sobre outros filmes interessantes que tenhas assistido.

      Abraços e inté!

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  7. Alessandra assisti este filme faz aproximadamente dois anos, logicamente o amei a primeira vista, não me emocionava tanto com este tema (solidão, romance etc.) desde que vi aos 19 anos (tenho 37 anos) pela primeira vez o também despretensioso filme “Marty”, de 1955… Nunca me esqueço ( rsrsrsrs)

    Certamente dois filmes bem distintos… eu sei, bem, inclusive enfatizo que concordo plenamente com você quando arremata que o filme Gigante… “também pode ser visto como uma crônica do nosso tempo. Uma era em que muitas pessoas lutam para sobreviver como podem, muitas vezes deixando suas vidas pessoais, desejos e necessidades em segundo plano. Sem contar a reflexão que o filme faz sobre a solidão, o isolamento e a vigilância eletrônica como elementos constantes do cotidiano das cidades.”

    Mas sei lá por que cargas d’água um filme me lembrou o outro… (rsrs)

    Perdi a conta na minha vida de quantas vezes reli sempre atônito logo após o segundo grau, por influencia de amigos muitos doidos os livros “1984” e “Admirável mundo novo”, coisa de adolescente, entende? (rsrs) Então essas obras no que se refere e coincide com o filme, quero dizer; essas mesmas reflexões, mexem muito comigo, e são justamente os recados do filme pelo seu idealizador que mais me tocam… mesmo sendo tudo muito sutil, ma também não desprezo de maneira nenhuma a parte romântica no filme… enfim para mim o filme é perfeito… super bem costurado…

    Sim, acredito que uma obra pode ser perfeita (rsrsrs) assim como um livro de Dostoievski, o albúm “Tommy” do The Who ou “Fruto proibido” de Rita Lee e por ai vai… o filme Gigante é para mim um tiro no centro do alvo…

    A vigilância, a invisibilidade humana, a solidão, o conformismo, aquelas coisas de preguiça e/ou zona de conforto que Kant (filosofo) gosta de pegar no pé, etc.

    Alessandra seu texto e sua analise precisa que li foi outra emoção para mim, por isso não me contive em lhe escrever, parabéns, magnífica… que percepção, que leitura direta e simpática, estou me deliciando com a descoberta de seu competente trabalho, você escreve simples sem perder no arrojo nem a sofisticação dos argumentos, que Blog maneiro sobre cinema este seu, poderia escrever mais cem linhas sobre o pontos que você abordou tão esmeradamente sobre a obra; mas o dever e o bom senso me chamam (rsrsrsrsrs)… muito obrigado! Até depois! Beijos!

    Leandro (Joinville/SC)

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