Teströl és Lélekröl – On Body and Soul – Corpo e Alma


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Todos são capazes de amar, mesmo aqueles que não acreditam que tem (ainda) esta capacidade. On Body and Soul conta o interessante encontro e (re)descoberta de amar de duas pessoas que, aparentemente, não tem nada em comum. Este filme, ambientado em um local brutal – um matadouro – não poupa o espectador de diversas cenas fortes. Apesar da história ser interessante e marcante, recomendo que as pessoas quem tem certa sensibilidade para ver cortes, sangue e afins, pensem bem antes de assistir a esta produção. Mais um filme forte nesta temporada pré-Oscar 2018. Realmente este ano temos uma safra diferenciada, com sabores agridoces que há muito não tínhamos que engolir a seco e em profusão como neste filme.

A HISTÓRIA: Um campo cheio de neve, de árvores e com dois cervos. Os animais caminham lentamente e olham um para o outro. O macho se aproxima da fêmea e procura o contato, mas ela se afasta. Enquanto isso, a neve cai em seu compasso lento. Corta. Em um curral, diversos bois estão próximos uns dos outros. Um dos animais olha para fora e vê alguns funcionários uniformizados. Logo um destes animais vai para o abate. O sol desponta, e diversas pessoas notam a sua presença. O dia começa como qualquer outro no abatedouro, onde mais um animal é morto. Carcaças desfilam penduradas.

Em seu escritório, o diretor financeiro da empresa, Endre (Géza Morcsányi), escuta a reclamação de um funcionário sobre uma máquina que não pode ser consertada. Na sequência, ele olha para um grupo de funcionárias que está no pátio da empresa, quando então percebe uma pessoa diferente. Depois, no almoço, ele pergunta para o diretor de RH, Jenö (Zoltán Schneider), quem é a nova funcionária. Ele responde que ela não foi contratada, mas que se chama Mária (Alexandra Borbély) e que é a nova inspetora de qualidade. Eles vão se aproximar, apesar das estranhezas iniciais, porque descobrem que tem uma ligação difícil de explicar.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a On Body and Soul): Este filme surpreende pela história bastante inusitada. Afinal, não é todo dia que você assiste a um filme em que boa parte da história se passa em um abatedouro/açougue e que tenha como protagonistas pessoas de perfis tão diferentes como Endre e Mária.

Além disso, eles acabam se aproximando não apenas pelo trabalho, mas principalmente por algo também bastante raro: eles descobrem que sonham o mesmo sonho noite após noite. Bem, e aí temos um grande campo para interpretações tanto de psicólogos quanto de pessoas que acreditam em vidas passadas e etcétera. Eu vou primeiro me ater ao filme propriamente dito e depois vou comentar sobre estes pontos “transcendentais”, tudo bem?

Algo que chama a atenção logo no começo deste filme é como a diretora e a roteirista húngara Ildikó Enyedi não tem puder algum em nos apresenta algumas cenas bastante duras. A exemplo de Spoor (comentado aqui), parece que em On Body and Soul a diretora também quer nos fazer pensar sobre as nossas escolhas. Impossível uma pessoa que come carne, como eu, não pensar sobre a crueldade do tratamento e da morte dos animais.

Afinal, ainda que as nossas sociedades modernas tenham nos tirado a necessidade de “matar a nossa caça”, alguém ganha a vida fazendo isso pela gente. E, muitas vezes, não queremos realmente ver como tudo é cruel e brutal, mas On Body and Soul nos mostra isso sem firulas. Então, logo no começo do filme, temos algumas cenas fortes. Mas nada que se assemelhe ao que veremos depois. (SPOILER – não leia se você não assistiu ainda ao filme). Sou honesta em dizer que fiquei impactada com toda a sequência em que Mária vai para o banheiro para fazer o seu “ritual” depois de levar um fora de Endre.

Como disse para alguns amigos, eu posso ver um filme de terror como Saw (um dos filmes da “grife” tem crítica aqui) sem me impactar tanto quanto com essa sequência da protagonista de On Body and Soul. Isso porque Saw e outros filmes do gênero são exagerados e sabemos que tudo não passa de uma grande fantasia. Mas com On Body and Soul é diferente. O competente roteiro e narrativa de Enyedi fazem o espectador se colocar no lugar de Mária e, assim, sentir toda a sua angústia, desesperança e dor dilacerante que fazem ela tomar aquela atitude extrema.

E aí, para mim, reside o aspecto mais marcante desta história. On Body and Soul mostra como um sujeito que acreditava que não amaria mais, Endre, volta a acreditar que pode amar e ser amado a partir dos sonhos que compartilha com Mária. E Mária, por sua conta, que é uma pessoa muito peculiar e que, aparentemente, até então nunca tinha amado um homem ou se aproximado amorosamente de alguém, descobre que também é capaz de amar. A parte potente da produção é quando essa capacidade de amar dos dois praticamente é jogada fora por medo, insegurança e incompreensão.

Nessa parte esta produção se diferencia de outras. É marcante perceber como, apesar de compartilharem sonhos à noite, quando se encontram como dois cervos em uma floresta gelada, Endre e Mária têm dificuldade de se comunicarem e de se entenderem de fato quando acordados. Endre nem sonha, por exemplo, em todo o esforço que Mária está empreendendo para conseguir lidar com aquela situação e para conseguir, pela primeira vez na vida, se preparar para ser tocada por alguém. O esforço dela é marcante e tocante. Sem dúvida alguma a atriz Alexandra Borbély é o ponto forte desta produção.

Mesmo reagindo de forma totalmente diferente, o personagem de Endre também tenta lidar da melhor forma possível com aquela situação que o tira do lugar-comum. O ator Géza Morcsányi também tem uma interpretação marcante e se destaca pelo olhar e pela forma de atuar em cada momento em que aparece em cena. Desta forma, On Body and Soul mostra de forma muito natural e convincente como o amor – e a crença nele – pode desestabilizar a rotina e os atos de duas pessoas com “backgrounds” tão diferentes.

Da mesma forma, a falta de diálogo e de compreensão do outro, que sempre será diferente de um dos indivíduos que ama, pode provocar a perda de todo esse potencial de aproximação e de contato e terminar, o que não é tão raro assim de acontecer, em uma tragédia. On Body and Soul mostra tudo isso com muito cuidado e atenção aos detalhes. Vamos entender todas as dimensões do filme quando ele termina, porque enquanto a história está se apresentando, as pequenas surpresas que ela vai guardando no caminho e a interpretação marcante dos protagonistas não nos deixa ver o quadro completo.

Depois, decorrido um tempo após o espectador ter enfrentado a dureza de algumas cenas deste filme, é que On Body and Soul vai mostrar toda a sua profundidade, beleza e franqueza. Há muitas pessoas no mundo como Endre e Mária, com as suas diferentes limitações para amar. A beleza deste filme é que ele mostra que não importa a limitação que um indivíduo tenha para se aproximar, se abrir e se entregar para outro, esses gestos sempre são possíveis se nos propomos a eles e se enfrentamos o nosso medo de nos expormos e de dar errado.

On Body and Soul é surpreendente por tudo isso. Um filme vigoroso e que consegue explorar muito bem a história de duas pessoas interessantes em suas “normalidades”. Uma parte significativa da história, que se refere a uma investigação sobre um furto ocorrido na empresa, só serve de desculpa para Endre e Mária descobrirem que sonham o mesmo sonho, noite após noite, e, com esta descoberta, os dois se aproximarem de forma amorosa.

A essência do filme é bastante interessante, por tudo que eu comentei, mas admito que alguns pontos da produção não permitiram que eu gostasse mais ainda de On Body and Soul. Para começar, apesar de entender a intenção da diretora de “chocar” para fazer pensar, eu achei um tanto pesadas demais e até exageradas as cenas dos abates – tanto dos animais quanto da protagonista. Sim, o mundo é cruel, mas talvez isso não precisasse ser tão jogado na nossa cara, não é mesmo? Claro que, desta forma, o filme faz pensar. Mas talvez ele não chegue a tantas pessoas porque nem todos estão preparados para ver a cenas tão duras.

Depois, entendo que Enyedi precisava de uma boa razão para aproximar pessoas tão diferentes quanto Endre e Mária. Mas será mesmo que uma desculpa um tanto “esotérica” como a dos sonhos em comum foi a melhor escolha? Digo isso porque não duvido que muitas pessoas vão usar On Body and Soul para discutir mais esta questão do sonho do que outros aspectos relevantes da produção. Abaixo eu vou comentar alguns textos que eu achei sobre o assunto, mas nada muito profundo na internet. Mas certamente alguns especialistas poderão vir aqui para nos ajudar a entender melhor esta questão dos sonhos em comum.

No geral, e para resumir, eu achei este filme interessante pela história realmente diferenciada que ele nos conta. A diretora e roteirista Ildikó Enyedi também soube fazer escolhas potentes e marcantes que farão On Body and Soul ficar na memória dos espectadores por um bom tempo. Este é um filme de “pegada”, que tem um belo “punch”.

Especialmente porque ele tem muitas sequências de “vida real”, que fazem o espectador se identificar com diferentes situações ou, mesmo quando não se sente “na pele” dos protagonistas, consegue ter empatia por eles. Bem conduzido, com ótimos atores principais, este filme acerta no foco e em boa parte de suas intenções. Pena que nem todos poderão aguentar o “punch” de algumas cenas desta produção. Mas faz parte. O cinema, assim como a vida, é feito de escolhas. Enyedi fez as suas e, com elas, está indo longe com On Body and Soul.

NOTA: 9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Acho meio difícil alguém assistir a On Body and Soul e não ficar curioso para saber se, de fato, tem pessoas que sonham os mesmos sonhos que outras pessoas. E com isso, claro, eu não quero dizer sonhar esporadicamente com cobras, lagartos e afins, mas compartilhar realmente um sonho com outro indivíduo sem que isso tenha sido “provocado”. Aguardo um especialista para nos “iluminar” sobre esse assunto. Mas cito este texto do site João Bidu que trata dos “sonhos simultâneos”. O texto apenas comenta que estes sonhos sinalizam para o fato de que existe “um grande vínculo entre os sonhadores”. Bem, isso é meio evidente, não? Mas o que explicaria esse “fenômeno” é que são os 500.

Um outro texto, do site da Revista Encontro, trata também sobre o assunto dos sonhos simultâneos. De acordo com o psiquiatra consultado pela reportagem, Dirceu Valladares, duas pessoas sonharem com a mesma coisa seria “como ganhar na Mega Sena”. Algo muito raro e difícil de comprovar. Ainda que, me parece, o método utilizado em On Body and Soul é o mais eficiente e lógico.

E sobre o significado de Endre e Mária sonharem, cada um, que são um cervo? Claro que a Psicologia tem toda uma corrente que estuda o assunto – vide Jung. Então há especialistas – muitos, imagino – no mercado que podem falar melhor do assunto do que eu. Mas pesquisando rapidamente pela internet, encontrei esta explicação no site Livro do Sonho sobre o que significa “sonhar com cervo”: “Ver um cervo em seu sonho simboliza graça, bondade e beleza natural. Também significa independência e virilidade. Para os homens, significa que você pode estar rejeitando o seu lado feminino. Sonhar que você mata um cervo simboliza que você está tentando suprimir o seu lado feminino”. A primeira parte desta interpretação, em especial, faz bastante sentido em relação a On Body and Soul, não é mesmo?

Acredito que este filme será um produto interessante, aliás, para quem estuda Psicologia. Os personagens são marcantes e, certamente, Mária, que é acompanhada desde a infância por um psicólogo, deve ter sido diagnosticada com algum distúrbio – que não é citado no filme, mas que fica evidente. Eu não sou uma especialista, mas fiquei pensando se ela teria TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) em um estágio um tanto avançado ou se ela teria algum grau de autismo. Um especialista que passe por aqui, novamente, poderá nos “esclarecer” melhor sobre isso. Mas acho fascinantes filmes que mostram o comportamento, as aspirações e a rotina de pessoas que são como nós, mas que tem algumas características especiais.

Como comentei antes, um aspecto marcante deste filme é a direção detalhista e muito bem planejada de Ildikó Enyedi. A diretora húngara de 62 anos e 14 prêmios no currículo também escreveu o roteiro e soube, desta forma, selecionar com precisa os momentos marcantes do seu filme. Um acerto dela foi centrar a narrativa em dois personagens e se aprofundar na vida, nas rotinas e nos desejos deles.

Desta forma, o filme não se perde em histórias desimportantes e acaba ampliando a capacidade da narrativa de tocar o público e de fazer cada espectador se sentir próximo dos protagonistas e das suas histórias. Muita gente com dificuldades, acredito, sentirá uma brisa de esperança com este filme, enquanto outros que não passaram por aquilo terão como se “colocar na pele” de alguém diferente e de desenvolver empatia. Importante sob as duas óticas.

Além da diretora e roteirista, o destaque desta produção é a dupla de atores que “carrega” a história nas costas. A atriz Alexandra Borbély, em especial, tem uma das interpretações mais marcantes do ano. É de tirar o chapéu para ela! Géza Morcsányi tem o difícil desafio de fazer um “dueto” com a atriz, e ele se sai muito bem também. Cada um com o seu estilo de interpretação e de personagem, mas ambos convencem em cada minuto que estão em cena. Isso é raro e potente. Eis um ponto forte da produção.

Ainda que o filme seja bem centrado nos personagens de Endre e Mária, On Body and Soul tem um pequeno grupo de personagens secundários e de atores coadjuvantes que também fazem um bom trabalho. Vale citar o nome de Zoltán Schneider, que interpreta a Jenö, amigo de Endre e responsável pelo RH da empresa em que ambos trabalham; Ervin Nagy como Sanyi, o sujeito “boa pinta”, um tanto mulherengo e “abusado” e que é um dos contratados recentes do abatedouro; Tamás Jordán como o psicólogo de Mária; Réka Tenki como Klára, a psicóloga que é contratada para ajudar na investigação do furto na empresa e que acaba ficando intrigada com os sonhos simultâneos dos protagonistas; e Itala Békés como Zsóka, a mulher da limpeza do abatedouro e que não tem muitas papas na língua.

Entre os aspectos técnicos da produção, vale destacar a bela direção de fotografia de Máté Herbai; a trilha sonora bastante pontual mas bem feita de Adam Balazs; a edição precisa de Károly Szalai; os figurinos de Judit Sinkovics; o design de produção de Imola Láng; e o Departamento de Maquiagem com nove profissionais que fazem um ótimo trabalho.

On Body and Soul estreou em fevereiro de 2017 no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Ou seja, o filme fez uma loooonga carreira em festivais mundo afora. Até o momento, a produção ganhou oito prêmios e foi indicada a outros sete. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o Urso de Ouro como Melhor Filme e para outros três prêmios (incluindo o FIPRESCI Prize e o do Júri Ecumênico) no Festival de Berlim; para o Golden Frog para Máté Herbai no Camerimage; para o de Melhor Atriz Europeia para Alexandra Borbély no European Film Awards; para o Melhor Filme segundo a Escolha do Público no Festival de Cinema de Mumbai; e para o de Melhor Filme no Festival de Cinema de Sydney.

E uma curiosidade sobre esta produção: On Body and Soul é o primeiro filme feito por Ildikó Enyedi em 18 anos. Uau! Realmente, olhando para a filmografia da diretora, o longa anterior que ela dirigiu foi Simon Mágus, lançado em 1999. Depois, ela dirigiu dois curtas e a série Terápia. E só. Belo retorno para os longas no cinema, não é mesmo? Ela está de parabéns!

Para os curiosos sobre os locais em que os filmes são rodados, On Body and Soul foi filmado em Budapeste e no Bükk National Park.

Este filme é uma produção 100% da Hungria – e o indicado pelo país ao Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,0 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 35 textos positivos e apenas quatro negativos para este filme, o que lhe garante uma aprovação de 92% e uma nota média de 7,3.

CONCLUSÃO: Eis um filme que deixa você pensando sobre o que você achou sobre tudo o que você viu por algum tempo. On Body and Soul provoca, instiga e revela que, mesmo em cenários brutais, podemos encontrar uma certa poesia. Admito que algumas cenas desta produção me incomodaram. E não foi pouco. Mas, passado o impacto destas imagens, percebi que este é um filme diferenciado sobre o amor e sobre como as pessoas podem ser modificadas/redescobertas a partir deste sentimento.

Como eu disse no princípio, todos são capazes de amar. Mesmo os que nunca se imaginaram fazendo isso – ou aqueles que acreditavam que nunca mais iriam “cair nessa”. Um belo filme, ainda que eu ache que ele exagera um pouco nas tintas para “chocar”. Nem sempre isso é necessário. Mas o lado positivo é que as intenções aqui acabam justificando um pouco os meios. Não é um filme arrebatador, destes que você vai colocar na lista dos melhores de todos os tempos. Mas ele cumpre o seu papel. Mais um achado impactante desta safra 2017.

PALPITES PARA O OSCAR 2018: Olha, este ano está difícil de dar muitos palpites para a categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar. Digo isso porque uma coisa é o nosso gosto pessoal, outra muito diferente – às vezes – são os filmes que vão colecionando prêmios pelo mundo. Em outras palavras, muitas vezes esta categoria surpreende pelos filmes indicados/finalistas. Nem sempre o nosso gosto bate com o que os críticos e votantes das premiações percebem como as melhores obras de cinema.

Da minha parte, francamente, eu não votaria em On Body and Soul para uma das cinco vagas na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. Mas este filme ganhou, entre outros prêmios, o Urso de Ouro como Melhor Filme no Festival de Cinema de Berlim… então quem vai dizer para os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que eles estariam errados em indicar este filme no Oscar 2018?

Quem acompanha o blog sabe que este é o sétimo filme da lista de 92 produções que tem alguma chance de avançar na disputa pelo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Estou tentando ver a alguns dos mais fortes candidatos, segundo as predileções dos experts estrangeiros. Dos filmes que eu vi até agora, acho que o que tem mais chances em conseguir uma das cobiçadas cinco vagas de finalista é o filme First They Killed My Father (comentado por aqui). Depois, vejo alguma chance de indicação para The Divine Order (com texto neste link), Spoor (com crítica por aqui) e para Loveless (com comentário neste link).

Mas eu sei também que tem alguns filmes bem cotados que eu ainda não assisti – como In the Fade e The Square. Para resumir, a disputa este ano está das boas. Temos uma safra de filmes fortes, marcantes e com histórias realmente originais – seja pela história em si, seja pela narrativa. Neste cenário, acho que os prêmios recebidos por On Body and Soul e um bom lobby envolvendo o filme podem fazer ele chegar até os nove pré-indicados e, quem sabe, até a lista dos cinco finalistas ao prêmio.

Agora, acredito que mesmo que ele tenha todos os elementos jogando a seu favor, On Body and Soul conseguirá, no máximo, ficar entre os finalistas. Ele não conseguirá uma estatueta dourada. Mas se eu for falar do meu gosto pessoal, ele ficaria de fora. Da lista que eu já assisti, vejo mais chances para First They Killed My Father, para Loveless e para The Divine Order, nesta sequência.

ATUALIZAÇÃO (16/12): Comecei a escrever esta crítica há alguns dias. E aí, no dia 14/12, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood me surpreendeu divulgando a lista dos nove filmes que avançaram na disputa na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. On Body and Soul é um dos filmes que avançou – juntamente com Una Mujer Fantástica, In the Fade, Foxtrot, The Insult, Loveless, Félicité, The Wound e The Square.

Nessa lista, alguns favoritos foram confirmados, e outros ficaram de fora. On Body and Soul era apontado por muitos críticos como um forte candidato a figurar na lista de cinco finalistas. Ele confirmou a sua força, assim como Una Mujer Fantástica, In The Fade, Loveless e The Square. Só foi um tanto surpreendente o filme do Camboja, First They Killed My Father, e o filme francês BPM (Beats Per Minute) terem ficado de fora desta primeira peneirada em que nove produções avançaram.

Acho que On Body and Soul, assim como Loveless, tem boas chances de avançarem e de ficarem entre os cinco indicados nesta categoria do Oscar. Vejo também que outros filmes com grandes chances de fechar a lista são Una Mujer Fantástica, In the Fade (que parece ser o favorito) e The Square. Este, pelo menos, seria o palpite a partir da opinião dos críticos. Porque, como vocês que acompanham o blog sabem, ainda preciso assistir a sete dos nove filmes que avançaram na disputa. Tenho bastante dever de casa para fazer ainda. 😉

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