Una Mujer Fantástica – A Fantastic Woman – Uma Mulher Fantástica


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Algumas vidas são muito mais difíceis do que o normal. E muito mais difíceis do que deveriam. E isso simplesmente pelo fato das pessoas não aceitarem o que é diferente a elas. Por que, afinal, tantas pessoas se importam com o que as outras fazem entre quatro paredes? Por que tantos querem dizer como os outros devem ser ou fazer? Una Mujer Fantastica é um filme muito contemporâneo e bastante contundente. Ele lembra o Pedro Almodòvar em sua melhor fase. Mas com mais suavidade, até. Um dos melhores filmes dessa temporada do Oscar 2018.

A HISTÓRIA: As cataratas, esplendorosas, aparecem em tela cheia. Diversos ângulos das quedas d’água que são uma das 7 Maravilhas do Mundo. Sobre umas almofadas, Orlando (Francisco Reyes) curte a sua sauna. Depois, ele recebe uma massagem relaxante. Em seguida, ele said a sauna Finlandia e caminha pelas ruas, até chegar ao escritório da empresa. Ele chama a secretária e pergunta se ela viu um envelope grande que ele tinha deixado sobre a mesa. Ela diz que não. Depois, ele procura em todas as partes do carro, e nada.

Mais tarde, em um hotel, ele pede um papel e um envelope. Em seguida, ele sobe até o andar em que Marina (Daniela Vega) está cantando. Ela vê quando Orlando chega e os dois se olham. Essa é uma noite especial. É o aniversário de Marina. Os dois jantam juntos, e aí ele dá de presente o envelope com a promessa de uma viagem às Cataratas – a viagem que ele tinha comprado ele perdeu. Eles são um casal, bastante feliz, mas logo essa alegria vai terminar.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importante do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Una Mujer Fantastica): Fiquei surpresa positivamente com essa produção. Como é de praxe, não li nada sobre o filme antes de assisti-lo, por isso eu não sabia o que esperar do roteiro ou do desenvolvimento da história. Gostei muito do que eu vi. Especialmente por esse filme não ter nenhuma pirotecnia e nem por tratar de uma história “absurda” ou exagerada.

Na verdade, Una Mujer Fantástica é um filme no estilo “a vida como ela é”. Pois sim. E essa é uma das maiores qualidades dessa produção. Se formos olhar para o que vemos em cena, tudo que o diretor e roteirista Sebastián Lelio – que escreveu esse roteiro junto com Gonzalo Maza – nos conta, é muito, muito plausível. Na verdade, assustadoramente plausível.

Nós partimos de um dia “comum” para o protagonista Orlando, um homem de meia idade que é senhor de si e responsável pelas suas ações, e terminamos nos desdobramentos do que pode acontecer com uma pessoa após ela passar por um problema de saúde bastante comum. (SPOILER – não leia a partir de aqui se você ainda não assistiu a esse filme). Então partimos desse “dia comum” do sujeito, que namora e vive com uma transsexual, para o momento de sua morte e toda a dor e luta de “su pareja”, Marina Vidal, para conseguir se despedir dele e ter o mínimo de respeito em sua fase de luto.

Una Mujer Fantástica é muito bem escrito e tem um desenvolvimento espetacular. Porque a câmera de Lelio, que permanentemente está próxima da protagonista desta história, aproxima também cada espectador de sua história, de todo o preconceito que ela sofre e, o que é mais tocante, de toda a sua dor. Como comentei antes, pela força narrativa dessa produção e pelo cuidado no desenvolvimento dos personagens centrais da história, essa produção me fez lembrar a melhor fase de Pedro Almodòvar. E isso não é pouco.

Ao assistir a essa produção, a verdade é que eu tive uma grande curiosidade para conhecer mais do trabalho de Sebastián Lelio. Acredito que o diretor, que em março completará 44 anos de idade, ganha uma outra projeção e respeito em Hollywood e no circuito mundial de cinema com esse Una Mujer Fantástica. Olhando para a trajetória do diretor, vi que ele dirigiu seis curtas antes de lançar o seu primeiro longa, La Sagrada Familia, em 2005.

Além desse filme, ele tem outros cinco longas no currículo. O único filme que eu assisti, dessa lista, foi Gloria (comentado aqui). Nesse ano, ele vai fazer a versão americana de Gloria, com Julianne Moore, Sean Astin, Michael Cera, Jeanne Tripplehorn, Holland Taylor, entre outros, no elenco. Gloria é um belo filme, mas acho que gostei mais de Una Mujer Fantástica. De qualquer forma, esse diretor tem um estilo interessante e marcante, e acho que vale seguirmos a sua trajetória.

Mas voltando para a história de Una Mujer Fantástica. O filme conta o que acontece na vida da transgênero Marina Vidal desde que o seu companheiro morre e até pouco depois do funeral e da cremação dele. Esse parece ser um período curto de tempo, mas tudo que a protagonista dessa história passa, nesse período, poderia resumir boa parte da sua vida desde que ela se descobriu Marina. Impressionante como temos todo o preconceito da sociedade destrinchado nessa produção.

Porque não é apenas a ex-mulher do falecido, Sonia (Aline Küppenheim) que tem uma postura de não “admitir” a existência de Marina e a sua relação com Orlando. A polícia age de forma estranha e preconceituosa com Marina, assim como o médico que atende Orlando, o filho do falecido, Bruno (Nicolás Saavedra) e, aparentemente, todas as pessoas que foram próximas de Orlando. Mas afinal de contas, por que é tão difícil para as pessoas aceitarem uma transgênero? Em essência, me parece, as pessoas tem uma grande dificuldade de aceitarem aquilo que é diferente a elas.

Mas, afinal de contas, quais as razões para isso? No fundo, todos somos diferentes e, ao mesmo tempo, mais similares do que pode parecer na superfície. Todos somos feitos de pele, carne, ossos, órgãos internos e sangue. Todos nascemos, vivemos e um dia vamos morrer. Todos vivemos grandes alegrias, sorrimos, choramos e vivenciamos grande tristeza, frustrações, decepções, temos que encarar desafios e vencer barreiras. Então por que, afinal de contas, não podemos ser um pouco mais solidários? Por que nem sempre conseguimos olhar para o outro como um ser humano com qualidades e defeitos como nós mesmos somos?

Acho que essa é a grande forma deste Una Mujer Fantástica. O filme coloca em evidência uma transgênero, uma pessoa tão marginalizada pela sociedade e que, provavelmente, não faz parte do convívio da maioria da audiência. E ao dar evidência para a sua vida, os seus gostos, o seu caráter e os seus sentimentos, Lelio desmistifica essa pessoa e a torna extremamente próxima do espectador. Que bom. Assim, ele nos faz um grande favor. Quem sabe, com esse filme, alguns preconceitos não caiam por terra? Quem sabe mais pessoas não consigam entender melhor o que é diferente a elas e aceitar essa diferença, abraçá-la sem medo, ter mais compaixão?

Outro ponto que me chamou muito a atenção nesse filme é como ele trata o preconceito das pessoas. Por que, afinal de contas, Sonia e Bruno tem tanta dificuldade de aceitar a “opção” que Orlando fez em sua vida? Ok, até entendo o “recalque” e a falta de aceitação de Sonia, que foi traída por Orlando. Mas se ela deveria ter “raiva” de alguém, deveria ser dele, não é mesmo? Porque foi ele que traiu a confiança dela. Marina não tinha nada a ver com isso. Pessoas adultas fazem as suas escolhas, e os demais deveriam ter a capacidade de respeitar essas decisões, não?

Bruno, por sua parte, me parece que reflete toda a cultura machista do Chile, do Brasil e de tantos outros países latinos. Para ele, só faz sentido um homem se interessar por uma mulher. Então ele não entende Marina, não consegue perceber que ela se vê como mulher – e é uma mulher. No fundo, ele é inseguro, um sujeito perdido e que não tem o mínimo respeito pelo que ele não entende. Faz o estilo “boçal” – como tantos que vemos cada vez mais proliferando-se por aí.

Mas o interessante é que ambos, tanto Sonia quanto Bruno, representam muito bem a maioria da sociedade. Sonia está muito preocupada com as aparências, com o que os “outros vão dizer”. Essa é a grande preocupação dela em relação aos “trâmites” finais envolvendo Orlando. Ela não mantinha uma boa relação com o ex, mas ela tinha que colocar uma bela nota de despedida no jornal e encenar um velório e uma despedida do ex-marido dentro “da normalidade” – e, para isso, seria “inconcebível” a presença de Marina.

O circo de Sonia e Bruno, assim, mostra o que as nossas sociedades tanto parecem prezar: as aparência. Não importa se eles, no fundo, não tinham uma relação próxima com Orlando. Não importa se a única pessoa que realmente deveria estar lá está proibida de ir. O que importa mesmo é que tudo seja feito dentro da política da “moralidade e dos bons costumes”. Mas do que adianta tanta mentira? No fim das contas, as pessoas estão mentindo para quem? Nessa busca desgastante pelas aparências, pessoas como Marina são sacrificadas e sofrem sem um pingo de remorso dos preconceituosos.

Por tudo isso, a história de Una Mujer Fantástica é marcante, envolvente e com um propósito muito bacana. Lelio evidencia a história de uma pessoa sobre a qual quase ninguém quer falar. Mas, como eu disse antes, uma pessoa como eu e você, com a sua luta, os seus desejos e sentimentos. Que deveria merecer, portanto, o mesmo respeito e consideração que qualquer outra pessoa. Lelio, aliás, explora muito bem as características de Marina, e faz doer em todos nós como ela tem um nível de dificuldade na vida que não deveria ter. Por esse aspecto, impossível não ficar mexida(o) com esse filme.

Todos os atores em cena estão muito bem, mas é de arrepiar o trabalho de Daniela Vega nessa produção. Ela tem um trabalho muito, muito marcante. Sem a entrega dela, esse filme não seria metade do que é. Se o Oscar fosse mais justo com as indicações de astros e estrelas, colocando o trabalho de todos no mesmo patamar, independente se eles trabalham ou não em Hollywood, certamente Daniela Vega teria conquistado uma indicação como Melhor Atriz. Ela merecia, sem dúvida – está muito melhor, a meu ver, para dar um exemplo, que Saoirse Ronan em Lady Bird (com crítica por aqui).

Mas, para não dizer que o filme é perfeito, teve dois pontos que me “incomodaram” um pouco nessa produção – porque eu acho que eles não fazem toooodo aquele sentido que deveriam. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Primeiro, a verdadeira razão da policial Adriana (Amparo Noguera) insistir tanto para um exame de corpo de delito em Marina. Inicialmente, ela diz que é para ver se ela tinha sofrido algum abuso e/ou agressão. Mas o que isso realmente indicaria sobre Orlando ter morrido de causa natural ou de sua morte ter sido provocada?

Francamente, não me pareceu totalmente lógico aquele argumento. Então a real justificativa de Adriana seria de expor Marina, de matar a sua própria curiosidade sobre como seria o corpo da transsexual? Novamente, um tanto exagerado, não? A outra parte que me pareceu um tanto sem sentido e/ou lógica foi a forma com que Marina sai, perto do final, para correr com Diabla. Ela fez tanto para ter a cadela de volta e, do nada, após tantas recusas de Bruno, como Diabla acabou parando com Marina?

Uma explicação possível para isso é que Bruno manteve Diabla como “refém” como forma de pressionar Marina a não ir no velório de Orlando e que, passada aquela situação, ele resolveu devolver a cadela para a dona. Mas, então, se foi isso que aconteceu, não teria sido melhor Lelio apresentar essa cena? Apenas para essa parte não ficar um tanto sem sentido no filme? Esses são apenas pequenos detalhes que me pareceram um tanto falhos em um filme bem acima da média. Espero que Una Mujer Fantástica seja cada vez mais visto e que mais pessoas aprendam a ver ao outro, não importa o que ele faça entre quatro paredes e como ele enxergue a sua própria identidade, como um igual que merece respeito, consideração e empatia.

NOTA: 9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Eu disse antes e volto a repetir: o grande nome desse filme é o de Daniela Vega. Que interpretação, meus amigos! Para mim, uma das melhores dessa temporada do Oscar. Pena que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood não teve a coragem de indicá-la como Melhor Atriz. Ela merecia. Una Mujer Fantástica é o que é por causa dela. Trabalho impecável, e muito bem capturado por Sebastián Lelio que, aliás, revela-se também, mais uma vez, um belo diretor e roteirista. Ambos merecem ser acompanhados.

Algo que esse filme tem de qualidade – e todo grande filme precisa disso – é, aliás, o seu elenco. Todos que vemos em cena estão muito bem. Francisco Reyes está perfeito como Orlando – apesar dele “sumir” logo da trama, ele volta a aparecer depois em alguns momentos pontuais. Ele é muito bom sempre. Além deles, vale comentar o bom trabalho de Luis Gnecco como Gabo, o único que se relaciona com Marina de uma forma um pouco mais humana; Aline Küppenheim como Sonia; Nicolás Saavedra como Bruno – figura que, não sei vocês, mas eu tive vontade de bater (e olha que eu sou anti-violência); Amparo Noguera como Adriana, policial que faz Marina passar por um grande constrangimento; Trinidad González como Wanda, irmã de Marina; Néstor Cantillana como Gastón, marido de Wanda; Alejandro Goic como o médico que atende Orlando no hospital; Antonia Zegers como Alessandra, chefe de Marina em um restaurante; e Sergio Hernández ótimo como o professor de canto da protagonista. Todos estão muito bem.

Muito interessante aquele detalhe da “chave misteriosa” de Orlando. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Para mim, ela alimentava os sonhos de Marina de encontrar algum “presente” de Orlando para ela. Um presente não planejado, é claro. Mas quem sabe algo dele que poderá compensar um pouco toda aquela ausência e dor provocada pela morte dele… Então, sem querer, ao atender a um cliente no restaurante, ela descobre que aquela chave é da sauna que ele frequentava. E quando ela finalmente chega no armário – após uma sequência interessante de “suspense” muito bem conduzida por Lelio -, o que ela encontra? Nada. E aquele vazio simboliza o que de fato Orlando deixou para ela. Nada além das lembranças.

Dos aspectos técnicos do filme, me chamou muito a atenção a trilha sonora bastante pontual e interessante de Nani García e de Matthew Herbert; a direção de fotografia de Benjamín Echazarreta e os figurinos de Muriel Parra. Esses aspectos realmente “saltam aos olhos”. Além deles, vale citar o bom trabalho de Soledad Salfate na edição e de Estefania Larrain no design de produção.

Una Mujer Fantástica estreou em fevereiro de 2017 no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Depois, o filme participou, ainda, de outros 31 festivais em diferentes países mundo afora. Nessa trajetória, o filme recebeu 14 prêmios e foi indicado a outros 28 – incluindo a indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Entre os prêmios que recebeu, destaque para a Menção Especial no Prêmio do Júri Ecumênico do Festival Internacional de Berlim; para o Urso de Prata como Melhor Roteiro e para o Teddy de Melhor Filme, ambos dados também no festival de Berlim; para o Goya de Melhor Filme Iberoamericano; para o Prêmio Especial do Júri como Melhor Filme no Festival de Cinema de Havana; para o prêmio de Melhor Filme Latinoamericano no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián; para o Prêmio Fipresci de Melhor Atriz para Daniela Vega e a Menção Especial – Prêmio Cinema Latino para Sebastián Lelio no Festival Internacional de Cinema de Palm Springs.

Nos Estados Unidos, segundo o site Box Office Mojo, Una Mujer Fantástica fez US$ 111,3 mil nas bilheterias. Um resultado insignificante. Uma pena. Realmente os americanos não tem o costume e/ou interesse de ver ao cinema que é feito fora do seu país. Uma lástima, porque o cinema mundial tem ótimos realizadores, como este e tantos outros filmes nos demonstram a cada dia.

Em determinado momento, Sonia diz para Marina que ela tem dificuldade de “classificá-la”, mas que se ela fosse fazer, isso, talvez a chamaria de “quimera”. Para quem ficou curioso(a) para saber sobre uma quimera, sugiro esse texto do site Mitologia Grega BR que fala sobre esses seres conhecidos da mitologia grega.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,5 para essa produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 83 textos positivos e oito negativos para Una Mujer Fantástica, o que garante para o filme uma aprovação de 91% e uma nota média 8. Especialmente a nota do segundo site chama a atenção – está acima da média.

Una Mujer Fantástica é uma coprodução do Chile, da Alemanha, da Espanha e dos Estados Unidos.

CONCLUSÃO: A vida é bela, mas pode ser também uma pedreira. O importante é que você não perca a perspectiva, mesmo quando lhe tirem o oxigênio. Mesmo quando lhe impeçam de falar, ou de ser. Porque tudo passa. O que é bom, e o que é ruim. Una Mujer Fantástica nos conta uma história bastante realista de uma forma muito competente e envolvente. Um grande trabalho de direção e de roteiro de Sebastián Lelio, e uma interpretação impecável de Daniela Vega.

Um filme que, como eu comentei antes, nos faz recordar do espanhol Almodòvar em sua melhor fase. Uma das grandes produções dessa safra do Oscar, e um filme que mereceu ser apontado como um dos favoritos da disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Apenas assista, e sem pré-conceitos. Espero que essa produção rompa algumas barreiras e faça as pessoas aceitarem mais as outras como elas são. Assim de simples (e quem dera que, realmente, na prática, fosse simples como realmente é).

PALPITES PARA O OSCAR 2018: Antes das indicações ao Oscar saírem, havia um grande favorito para a categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira: In the Fade, do diretor Fatih Akin. Aí que, quando saíram as indicações ao Oscar 2018 e o filme de Akin ficou de fora, o favoritismo nessa categoria também foi perdido. Sim, há três filmes fortes no páreo, mas um favorito favorito, não existe.

Nas apostas relacionadas ao Oscar, Una Mujer Fantástica está liderando, e com uma bela vantagem sobre os demais. Em segundo lugar, segundo os apostadores, aparece The Square; e em terceiro, Loveless. Eu ainda não assisti a The Square – mas posso adiantar que ele será o próximo filme que eu vou comentar por aqui -, mas entre os outros filmes que concorrem nessa categoria em 2018, sem dúvida alguma eu prefiro o filme de Sebastián Lelio.

Com isso, não quero dizer que Loveless (com crítica nesse link) ou On Body and Soul (comentado por aqui) não sejam bons. Na verdade, os três filmes tem um belo “punch”, uma bela pegada. Todos são fortes e tratam de temas importantes. Todos são capazes de despertar um belo debate e de fazer pensar. Mas entre os três, prefiro Una Mujer Fantástica. Inicialmente, estarei na torcida por ele. Mas, para realmente bater o martelo nessa categoria, eu ainda preciso assistir a The Square e a The Insult.

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