Disobedience – Desobediência


disobedience

Um dos filmes mais contundentes sobre liberdade de escolha que eu já vi. Disobedience trata, com um bocado de coragem e uma boa dose de espaço para discussão, temas tão importantes e controversos quanto a liberdade individual, a religião, o senso de comunidade, a constituição familiar e a sexualidade. Bem, com todos esses elementos misturados, vocês já podem ter uma ideia da potência desta produção.

Mais um belo trabalho do diretor Sebastián Lelio, que vem se consolidando, pouco a pouco, filme a filme, como um dos nomes mais interessantes do “novo cinema” chileno – e, quem sabe, até mundial. Excelentes interpretações também dos protagonistas. Se você não tem muitas amarras ideológicas – ou uma “religiosidade” exacerbada/extremista -, assista. Vale o ingresso.

A HISTÓRIA: Um rabino, Rav Krushka (Anton Lesser), fala para um grupo de homens sobre os seres que foram criados por Deus. Os anjos, que procuram fazer tudo o que Deus deseja; os animais, que seguem apenas os seus desejos; e os homens, que foram criados após seis dias da Criação. Segundo a Torá, comenta Krushka, Deus pegou um punhado de terra e criou o homem e a mulher, os únicos seres que são capazes de desobedecer. Como homens e mulheres tem ao mesmo tempo a clareza dos anjos e o desejo dos animais, Deus deu como um fardo e um privilégio a estes seres o livre-arbítrio, ou seja, o poder de escolher.

Depois de fazer esta pregação, Krushka cai no chão, sendo imediatamente socorrido por Dovid Kuperman (Alessandro Nivola) e por outros homens que estavam ouvindo o que ele falava. Corta. Em outra cidade, Ronit Krushka (Rachel Weisz) faz fotos de um senhor já com certa idade e cheio de tatuagens. Ela insiste nos cliques, esperando pela melhor foto. No meio da sessão, uma garota que faz parte da sua equipe lhe chama para falar com um homem. A fotógrafa para a sessão, sai dali e, na sequência, vemos a várias cenas dela que demonstram como ela parece estar um tanto “perdida”. Em breve, ela voltará para a cidade que deixou para trás para se despedir do pai.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Disobedience): Um filme que começa com a pregação e a reflexão que Disobedience apresenta não pode ser ruim. Sem delongas, o diretor e roteirista Sebastián Lelio – que escreveu o roteiro desse filme ao lado de Rebecca Lenkiewicz, ambos inspirados no livro de Naomi Alderman – nos introduz o tema da liberdade de escolha (ou livre-arbítrio, como alguns gostam de chamar).

Esse tema, evidentemente, é a espinha dorsal desta produção. Mas que ninguém se engane que a narrativa que veremos depois se torna menos potente ou provocativa porque temos esta leve “introdução” nos primeiros minutos do filme. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Ainda que seja verdade que o cartaz de Disobedience já entregue parte do “segredo” dessa produção, aquele beijo que vemos no cartaz poderia ser explicado de muitas maneiras diferentes. Então o que veremos depois não perde a potência por causa desse “spoiler”.

Algo que gostei muito no roteiro de Lelio e de Lenkiewicz é que eles sabem, muito, mas muito bem, valorizar as palavras e o silêncio. Ah, como isso faz diferença em um filme! Disobedience tem muitos momentos de silêncio em cena, ou de poucos diálogos ditos em voz baixa. E isso tem um efeito maravilhoso na narrativa. Fora os gemidos de prazer de uma Rachel McAdams em grande momento, não temos nada que “suba o tom” nesta produção. E isso já nos diz muito sobre Disobedience.

Esse filme trata de maneira muito interessante a questão da fé, da família, do contexto em que nascemos e somos criados e das escolhas que fazemos ao longo da nossa vida. Afinal de contas, o quanto as pessoas com muita fé estão realmente dispostas a abrir mão de suas “convicções”, dos dogmas ou da “tradição” da sua religião para encontrar a parte realmente essencial da fé que elas professam – ou delas mesmas?

Isso não é simples, e nem eu e nem Disobedience temos todas as respostas para estas e outras perguntas. Como eu já disse em outras ocasiões aqui no blog, esse espaço não é destinado para discutir a religião ou a fé das pessoas. Não, não. Se você quer fazer isso por aqui, este não é o espaço. Mas por este ser um blog sobre cinema, e por eu falar sobre os filmes conforme eu os vou vendo, inevitável falar sobre estes temas quando eles fazem parte da narrativa da produção comentada.

Além disso, especificamente em Disobedience, não tem como eu falar sobre o filme sem tratar de temas nevrálgicos apresentados pelo roteiro. E as questões citadas antes fazem parte destes temas. Então vamos lá. Disobedience trata de uma comunidade judaica mas, certamente, poderia tratar de várias outras religiões – inclusive as cristãs. A maioria delas, ao menos as que professam um único Deus “criador”, tratam sobre questões essenciais envolvendo esse Deus.

Estas religiões afirmam que Deus criou tudo que existe e que Ele nos deu como maior presente a liberdade de escolha – o tal livre-arbítrio. Não foi abordado muito nesse filme, mas estas mesmas religiões também falam que Deus é misericordioso e amoroso. Essas questões centrais são abordadas em Disobedience, assim como outras leituras sobre o papel do ser humano no mundo – casar e ter filhos – e outras regras que devem ser respeitadas segundo a tradição judaica.

A grande questão levantada por Disobedience é: quais são as questões fundamentais da fé? Será, por exemplo, que a recomendação de que todas as mulheres deveriam se casar com bons homens e ter filhos não vai de encontro à questão da liberdade de escolha? Quantas regras os judeus e os cristãos seguem e que foram “impostas” com o passar do tempo e com as interpretações dos seus respectivos livros sagrados? Na essência, o que realmente importa em uma crença ou em outra?

Se Deus é misericordioso e amoroso, quem é o ser humano para julgar um semelhante? Podemos nos encher de regras e interpretar os livros sagrados como bem entendermos mas, no final, para quem tem fé, não é realmente Deus que irá nos julgar? Então por que não respeitar um de seus melhores – e maiores – presentes para o ser humano, que foi o poder de escolher o seu próprio caminho? Nesse sentido, achei esse filme muito potente.

Agora, claro, Disobedience não é apenas discurso e reflexão. O filme envolve o espectador em um jogo intenso de desejo e de dilemas vividos pelos personagens principais. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Como eu disse antes, o beijo entre as personagens das duas Rachel poderia ter diversas interpretações e contextos. No início, achamos sim que poderia existir algo entre elas. Mas aos poucos descobrimos que o que existe ali não é “algo”, mas muito.

Esti Kuperman quase enlouqueceu quando Ronit Krushka abandonou a comunidade deles e partiu para Nova York. E agora, que ela conseguiu que Ronit voltasse para se despedir do pai recém-falecido, o desejo pela amiga e “primeiro amor” volta a ser irrefreável. Quando elas finalmente ficam juntas, no filme, eu pensei: “Como Esti vai conseguir viver a sua vida normalmente depois disso?”.

Claro que voltar para a “vida normal” com o marido Dovid era impossível. Gostei muito do roteiro, que inicialmente deixa muitos elementos “no ar” e, depois, nos atropela com os sentimentos das duas protagonistas – especialmente da personagem Esti. As duas Rachel estão de parabéns, assim como o diretor, por nos fazer embarcar na história delas de forma tão intensa. Basta um pouco de empatia para conseguir colocar-se no lugar delas.

O que eu achei muito interessante em Disobedience é que esse filme fala, com todas as letras, que ninguém deveria ser obrigado a ser – ou fingir ser – o que não é. Se Deus realmente nos deu a liberdade da escolha, ninguém mais nos deveria obrigar a nada. Quem, afinal, criou tantas caixinhas para as pessoas entrarem dentro? Isso realmente faz sentido? No fim das contas, nada é mais potente – e difícil – do que ser um “espírito livre”, como diria Nietzsche. Mas nada também é mais prazeroso.

Até perto do final, Disobedience nos fala muito bem sobre isso. Achei muito potentes as trocas entre os três atores principais – e uma das cenas mais fortes da produção é quando Esti fala com Dovid na cozinha. Falar a verdade pode ser duríssimo, mas também é muito libertador. O filme ia muito bem nestas discussões e na forma com que ele abordou a busca de liberdade e de realização de Esti até que os realizadores optaram por aquela reviravolta no final.

Francamente, eu não esperava por aquilo. Verdade que nem sempre as histórias terminam bem, mas a decisão de Esti de ficar não fez muito sentido por tudo que tínhamos visto antes. Ela era muito intensa e estava “perdidamente” apaixonada por Ronit.

Mesmo sabendo da gravidez, pediu pela liberdade para Dovid – alegando, de forma inteligente, que o filho (ou filha) deles deveria nascer em outro local, onde poderia ter a liberdade de ser quem gostaria de ser, diferente dela. E aí, na reta final, aparentemente incentivada pela questão da gravidez, ela decide não partir para ter uma vida com Ronit?

Não sei, para mim esse final foi bastante frustrante. Especialmente porque ele voltou a privilegiar a “família tradicional” e a segurança de Esti criar o seu filho (ou filha) naquela comunidade judaica e não tudo o que ela tinha defendido até então. Pela narrativa que vimos antes, nunca Esti conseguiria ser feliz realmente com Dovid – mesmo ela dormindo no sofá. Ela também não se sentiria plena vivendo naquela comunidade que não daria escolha para o filho (ou filha) dela.

Claro que eu entendo essa “reviravolta” final da produção. Com ela, os roteiristas quiseram nos dizer que o poder de escolha pode, muitas vezes, fazer a pessoa decidir pela segurança e pelo tradicional ao invés de optar pelo risco. Sim, isso é verdade. Mesmo que a gente torça pelo “final feliz”, no final das contas vai prevalecer a escolha do indivíduo – e não o que um ou outro deseja para ele. A nossa capacidade de escolher é então novamente valorizada pela produção, ainda que o desfecho aponte para uma certa frustração de expectativas.

Um outro ponto muito relevante desta produção e sobre o qual eu gostei muito é a questão da presença potente dos “pais” nesse história. Por um lado, Ronit quer honrar e demonstrar o amor que tinha pelo pai, um rabino tradicional que não aceitava que a filha fosse uma “ovelha negra”. Por outro lado, Ronit, Esti e Dovid, entre outros, vivem o dilema de fazer a vontade do “Pai”, ou seja, de fazer o que é bom para os “olhos de Deus”.

Assim, Disobedience fala sobre esses dois sentimentos que muitas vezes dividem as pessoas que tem fé: fazer as escolhas certas segundo os seus próprios critérios, valores, pensamentos e desejos, e fazer as escolhas certas segundo o “desejo de Deus” – que, muitas vezes, é tão difícil de “adivinhar”. Por termos toda esse complexidade e dualidade, que eu acho – e defendo – que deveríamos ser muito mais generosos uns com os outros. E deixar o julgamento, o senso de justiça e o “tira-teima” sobre o que é bom e verdadeiro para Deus – e mais ninguém.

Voltando para o que é, afinal de contas, essencial para qualquer religião, acredito que para os cristãos o essencial seria os dois mandamentos sobre os quais Jesus falou. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” ou o “próximo como Eu vos amei”. Se as pessoas realmente acreditassem nisso, elas até poderiam discordar uma das outras, mas jamais julgariam ou hostilizariam a um semelhante.

Porque, no final das contas, somos todos mortais, falhos, buscando o equilíbrio entre o comportamento de anjos e de animais e tendo apenas o poder de escolha como uma das nossas principais “armas” – para o bem e para o mal. Para quem tem fé, será inevitável buscar “agradar ao Pai”. Essa busca é válida mas, no fim das contas, apenas Ele poderá nos dizer o quanto acertamos ou erramos na tentativa. O que Disobedience nos mostra, por A+B, é que o amor não pode ser um erro nessa equação. Não importa o que algumas interpretações dos livros sagrados nos digam.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Francamente, eu estava muito perto de dar uma nota 10 para este filme. Sério mesmo. Só que aí aconteceu o que aconteceu… Sebastián Lelio e Rebecca Lenkiewicz resolveram dar uma reviravolta para o “tradicional” no final que eu achei um tanto “decepcionante”. Simplesmente porque eu acho que o que vemos nos últimos minutos de filme não casa com o restante da narrativa. Até entendo as razões deles fazerem isso – levar a compreensão do “livre-arbítrio” ao extremo -, mas, ainda assim, para mim, o filme perdeu um ponto por causa daquela escolha.

Disobedience tem muitas qualidades. Para começar, um roteiro quase irrepreensível. Apesar da reviravolta um tanto questionável no final, algo precisa ser dito: Lelio e Lenkiewicz souberam conduzir a história com maestria, seguindo alguns passos da cartilha do cinema com esmero.

O filme vai nos apresentando os personagens, seus gostos, valores e contexto social pouco a pouco, até que mergulhamos em uma realidade em que nem tudo pode ser dito ou demonstrado – muito pelo contrário. Esconder-se, manifestar o que se sente sem que outros possam ver, tudo isso é um belo gatilho de sensações e de angústia para os personagens e para quem assiste ao filme.

Adicionando a esse roteiro competente o belo trabalho do trio de protagonistas, como comentei antes, fica quase impossível o espectador não se colocar no lugar deles – e sempre que isso acontece o filme ganha em potência. Na direção, Sebastián Lelio demonstra, a exemplo do que vimos em Una Mujer Fantástica (comentado por aqui), pleno domínio do “jogo de cena”, uma bela e segura condução dos atores e um olhar atento para as nuances das suas interpretações. Mais um belo trabalho desse diretor que merece ser acompanhado.

Existe um momento bastante “duro” de assistir nesta produção. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Quando Ronit decide realmente ir embora. Claro que o que muitos podiam estar esperando é que ela ficasse, para ajudar Enit a se encontrar, ou que convidasse ela a ir embora junto. Mas não. Dá para entender Ronit, ainda que seja complicado, porque, afinal de contas, cada um deve ser “dono” de seus próprios caminhos. Enit tinha que decidir por conta própria o que fazer. Ainda assim, achei que Ronit foi um pouco “covarde” por simplesmente ir embora e deixar todo aquele “estrago” para Enit resolver sozinha. Quando vemos a Enit na farmácia, não é difícil imaginar que ela comprou um monte de remédio para suicidar-se em um quarto de hotel. Ainda bem que a história não foi para esse caminho – ainda que, na vida real, isso não seria difícil de acontecer naquele contexto. Infelizmente. Por isso, é preciso ter muito cuidado e zelo com aqueles que amamos e em quem despertarmos amor. Não adianta apenas virar as costas, muitas vezes, e sair de perto. É preciso encontrar outras saídas.

O nome que mais me chamou a atenção, nessa produção, inicialmente, foi o de Rachel Weisz. Ela é uma grande atriz, e sempre aprecio vê-la em cena. E ainda que seja verdade que ela está muito bem em Disobedience, quem me chamou mesmo a atenção foi Rachel McAdams. Para mim, ela faz um trabalho impecável e potente, nos apresentando uma personagem com maior complexidade do que o vivenciado por Rachel Weisz. A meu ver, o trabalho de Rachel McAdams está alguns degraus acima dos outros protagonistas desse filme. Ainda assim, é preciso tirar o chapéu para Rachel Weisz, Alessandro Nivola e Rachel McAdams da mesma forma. Eles estão excelentes nesse filme.

Disobedience é um grande filme por causa do roteiro, da direção e do trabalho dos protagonistas. Não tenho dúvidas sobre isso. Mas vale comentar também o bom trabalho de um time relativamente pequeno de coadjuvantes. Entre outros nomes, vale destacar o belo trabalho de Anton Lesser como Rav Krushka, pai de Ronit; Allan Corduner como Moshe Hartog, tio de Ronit; Bernice Stegers como Fruma Hartog, tia de Ronit; Nicholas Woodeson como Rabbi Goldfarb; e Liza Sadovy como Rebbetzin Goldfarb. Todos estão muito bem.

Esse filme tem diversas sutilezas. Por exemplo, o diálogo entre Ronit e o homem tatuado que ela está fotografando no início da produção. O homem, com o corpo cheio de tatuagens, comenta que a primeira que ele, o rosto de Jesus, ele fez quando tinha 15 anos. “Essa doeu”, ele comenta. Para quem logo vai voltar a “mergulhar” em uma comunidade judaica, essa introdução não me parece desprovida de sentido. E o filme tem muito disso. Pequenas sutilezas.

Entre os aspectos técnicos do filme, além do roteiro e da direção muito acima da média já comentados, vale destacar a direção de fotografia de Danny Cohen; a edição de Nathan Nugent; a trilha sonora de Matthew Herbert; o design de produção de Sarah Finlay; os figurinos de Odile Dicks-Mireaux; e a direção de arte de Jimena Azula e Bobbie Cousins.

Disobedience estreou em setembro de 2017 no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Depois desta data, o filme participou de outros 12 festivais em diversos países. Nessa trajetória, o filme foi indicado a cinco prêmios – mas não levou nenhum para casa.

Agora, algumas curiosidades sobre essa produção. O diretor Sebastián Lelio comentou sobre como foi trabalhar com as atrizes Rachel Weisz e Rachel McAdams, que são bastante diferentes entre si. Para ele, Weisz parece uma “força da natureza”, uma atriz com “personalidade vulcânica”. Por outro lado, McAdams é meticulosa, uma espécie de “especialista disfarçada” que se esconde atrás de uma peruca e de maquiagem. Para o diretor, os estilos diferentes das duas atrizes se encaixaram perfeitamente nas personagens principais do filme, que são também diferentes e, ao mesmo tempo, complementares. Faz sentido.

Segundo a história de Disobedience, as personagens de Weisz e McAdams tem a mesma idade, mas fora da tela Weisz é oito anos mais velha que McAdams.

Disobedience marca a estreia em filme falados em língua inglesa do diretor Sebastián Lelio. Para mim, foi uma bela estreia. Vejo muito futuro para ele – seja no cinema latino, seja no cinema dos EUA.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,7 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 106 críticas positivas e 20 negativas para Disobedience – o que garante para o filme uma aprovação de 84% e uma nota média de 7,3. O site Metacritic, por sua vez, apresenta um “metascore” de 74 para esta produção – fruto de 32 críticas positivas e de quatro medianas.

De acordo com o site Box Office Mojo, Disobedience faturou cerca de US$ 3,5 milhões nos Estados Unidos e US$ 2,4 milhões nos outros mercados em que estreou. Ou seja, no total, o filme fez cerca de US$ 5,9 milhões. Pouco, para os padrões de Hollywood, mas um resultado razoável para um filme “independente”. O problema é que, segundo o site IMDb, esse filme teria custado cerca de US$ 6 milhões para ser feito. Somando a isso os custos de produção e de divulgação, esse filme não está nem conseguindo se pagar. Uma pena.

Disobedience é uma coprodução do Reino Unido, da Irlanda e dos Estados Unidos.

CONCLUSÃO: Um filme potente. Provocativo, instigante, sensual e que nos faz refletir sobre algumas questões fundamentais. Não é todo dia que a gente pode se deparar com um filme como Disobedience. Com um roteiro bem acima da média, uma direção cuidadosa e ótimas interpretações dos atores principais, esse filme só não é perfeito porque ele “cede” no final.

Ok, a vida nem sempre tem finais felizes. Mas nesta produção, em especial, a escolha de Sebastián Lelio e Rebecca Lenkiewicz para o desfecho do filme parece um tanto estranha – se levarmos em conta o restante da trama. Ainda assim, como comentei lá no início, se você está aberto(a) à novas ideias, esta pode ser uma produção bastante instigante. Vale pelo debate e pela reflexão que levanta. Um filme porreta, por assim dizer.

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2 comentários em “Disobedience – Desobediência

  1. Não acho que ESTi escolheu ficar na comunidade,até porque ela nem seria aceita para criar seu filho não seguindo as regras.Acho que ficou em aberto o futuro delas quando a Ronit pergunta se ela,ESTi,vai dizer onde estará….

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