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Verdens Verste Menneske – The Worst Person in the World – A Pior Pessoa do Mundo


Uma garota do seu tempo. Melhor dizendo, do nosso tempo. A protagonista de Verdens Verste Menneske representa muito bem a mulher desta segunda década do século XXI. Em diversos sentidos. Pela forma de pensar, de sentir e de agir. Pela postura que tem frente ao amor, às relações, ao que acontece em sua vida. Um filme interessante, inteligente, com um ótimo roteiro e atuações perfeitas, Verdens Verste Menneske também trata muito bem de questões geracionais. Vale ser visto.

A HISTÓRIA

Uma mulher linda, frente a um cenário igualmente lindo, fuma um cigarro. Ao fundo, uma música. Ela pega o celular e percorre o dedo pela tela. Corta. Em seguida, sabemos que este filme é dividido em 12 capítulos, um prólogo e um epílogo. Começa o prólogo. Julie (Renate Reinsve) assiste a mais uma aula do curso de Medicina quando a narradora nos explica o seu contexto. Apesar de tirar ótimas notas, Julie não via sentido naquela rotina de ótima estudante que vivia entre os estudos e a frequente interferência digital de mensagens, notificações e problemas “insolúveis” a nível global.

Refletindo como tudo aquilo não lhe trazia significado, Julie percebe que ela não é fascinada pelo corpo, e sim pela mente. Ela resolve então fazer Psicologia. Em seguida, ela termina com o namorado da vez. Até que ela percebe que é uma pessoa visual, e resolve fazer um curso de fotografia. Ela gasta o crédito estudantil comprando equipamentos e começa a trabalhar em uma livraria. É lá que ele conhece Aksel (Anders Danielsen Lie), um cartunista com humor ácido e um tanto controverso.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Verdens Verste Menneske): Gostei deste filme do início ao fim. Ainda que eu admita que a produção nos informar que teríamos pela frente “12 capítulos” torna parte da narrativa um tanto “lenta”. Uma sensação que acontece na parte inicial do filme, apesar do magnetismo da protagonista e de seu “novo par”, mas que logo passa. Daí o efeito passa a ser o contrário, de acharmos que as partes estão passando muito rapidamente.

Algo que se destaca nesta nesta produção desde o início é o roteiro direto e muito interessante escrito pelo diretor Joachim Trier e por Eskil Vogt. Verdens Verste Menneske mexe com uma série de padrões e trata de questões muito atuais e realistas sobre a mulher que se deixa levar pelo tempo em que vivemos.

Acredito que nunca antes na história da humanidade tivemos tantas possibilidades para uma mulher se desenvolver e caminhos para ela seguir. Isso quer dizer que estas escolhas e estes caminhos são fáceis? Certamente não. Nunca é fácil ou indolor quebrar padrões, preconceitos e, como Nietzsche nos ensinou há muito tempo atrás, trilhar um caminho de “espírito livre”.

Não é fácil para a protagonista desta produção, uma nova encarnação da mulher que decide ser livre e seguir o que deseja independente dos padrões que a sociedade segue, trilhar este caminho. Não era simples e fácil antes, quando outras fizeram isso, não é simples e fácil agora. Mas acredito que nunca antes uma jovem mulher tão ousada quanto Julie teve tantas oportunidades e empatia para seguir o que desejava quanto agora.

A reflexão sobre esta jovem mulher livre é o principal encanto e “inovação” de Verdens Verste Menneske. Um filme que narra esta trajetória sob a ótica da mulher, para variar. Outras produções apresentaram mulheres com a mesma pegada de Julie mas, muitas vezes, a leitura sobre elas passava sobre as pessoas ao redor – ou mais pelos filtros da sociedade da época narrativa.

Em Verdens Verste Menneske, apesar de termos uma “narradora” pontual desta história, a ótica do filme é toda da protagonista. Renate Reinsve é encantadora, carismática, magnética. Quase impossível não gostar dela, mesmo quando, aparentemente, ela parece tomar atitudes “egoístas” e não segue a trilha que muitos “conservadores” desejariam.

Mas a personagem dela é fascinante. E fala muito sobre o nosso tempo, sobre esta segunda década do século 21. Julie vive em uma sociedade que, há algumas décadas já, pode ser explicada pela modernidade e pelo amor líquidos – vide Zygmunt Bauman. Ela se sente em um constante desconforto, com dificuldade em “encontrar o seu lugar no mundo” – como se isso fosse algo simples de ser encontrado por qualquer pessoa.

As gerações mais jovens, da mesma faixa etária da protagonista de Verdens Verste Menneske, são um fruto desta época de incertezas, de riscos e de relações “fluídas”. Neste sentido, é muito interessante a relação dela com Aksel, porque ele é de uma “geração” um pouco mais velha. Como ele próprio reflete em certo momento do filme, Aksel faz parte de uma geração para a qual os objetos, a questão material era importante.

Me identifico com ele nesse sentido. Sim, para quem vivenciou essa transição entre o “mundo material e o mundo digital”, ainda faz sentido ler livros em papel, colecionar revistas ou discos, gostar de certas experiências que exigem contato físico, material. Isso não tem nada a ver com apego com questões materiais, mas tem a ver com uma mentalidade que valoriza experiências que as gerações já digitalizadas não entendem.

A questão geracional, portanto, é um elemento importante neste filme. Uma das reflexões do roteiro acima da média de Trier e Vogt. Mas isso não é tudo. Os roteiristas tratam sobre estas visões de mundo diferentes, assim como sobre o desconforto de fazer parte de uma geração que sempre está incomodada com a falta de respostas e de sentido.

Essa busca incessante por fazer sentido e pela felicidade faz com que pouco perdure com o passar do tempo. O que parece perdurar é realmente a busca, o desconforto e as pequenas alegrias efêmeras.

Durante a produção, contudo, fiquei refletindo sobre o título do filme. De fato, em uma tradução livre do título original, este filme poderia ter o título interpretado como “O Pior Ser Humano do Mundo”. E ainda que, em certo momento, Eivind (Herbert Nordrum) fale sobre as razões que fazem ele pensar que é a pior pessoa do mundo – abordando outro tema importante para o filme e para a geração de Eivind e de Julie, que é a destruição do mundo/do meio ambiente e a parcela que cada um tem nesta destruição -, durante o filme eu só pensava em como para muitos a protagonista desta produção pode ser vista como a pior pessoa do mundo.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Para muitas pessoas, inclusive (ou especialmente?) muitas mulheres, Julie pode ser vista como uma pessoa desprezível, talvez a pior pessoa do mundo, por fugir dos “padrões” imaginados para uma mulher. Para estas pessoas, uma mulher só pode ser feliz se tiver filhos, por exemplo. Quem não pensa desta forma é egoísta e nunca será feliz de fato – quem já não escutou isso?

Para os padrões da sociedade atual – talvez isso esteja mudando lentamente? -, uma pessoa digna e “de bem” (vocês não imaginam o quanto eu acho esse termo execrável) deve encontrar o seu lugar no mundo. E isso significa encontrar uma profissão, ter um ótimo emprego, ter um bom salário e, preferencialmente, casar e ter filhos. Feijão com arroz, para dizer o mínimo.

Quem foge deste padrão é visto com desconfiança, indiferença, crítica. Não por todos, é claro. Mas por muitos. Já evoluímos neste sentido, com uma parte importante da sociedade aceitando que existem outros padrões de existência e de felicidade além desta “fórmula”. Mas, me parece, as pessoas com esta possibilidade de compreensão e entendimento ainda não são a maioria – ao menos no Brasil.

Assim, sob a ótica destas pessoas, que parece serem a maioria da sociedade, Julie e seu comportamento “errático” poderia ser entendido como ela sendo “o pior ser humano do mundo” – vide redes sociais e xingamentos como “lixo” e “escória” para certos perfis de pessoas. Julie se encaixaria neste padrão não apenas por não seguir a fórmula comentada, mas por ela seguir seu caminho conforme ela deseja e faz sentido para ela em cada momento.

Assim, a protagonista deste filme segue uma carreira que não tem prestígio e que significa uma certa inconstância – curioso que, mesmo sendo de outra geração, é algo que é compartilhado por Aksel. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Além disso, ela não quer ter filhos e não tem certeza se deseja compartilhar a vida de forma amorosa com alguém – talvez sim, talvez não, mas o filme acaba com ela momentaneamente sozinha. Ela ama – e quem não? – o encantamento da paixão, mas ela não consegue ficar em uma relação de forma prolongada com as suas imperfeições e mudanças naturais que ocorrem com o tempo.

Para muitos, ela deve ser a vilã por se deixar envolver e encantar por Eivind e terminar com Aksel apesar da relação que eles construíram. Mas Julie é “produto” de seu tempo. Ela está “viciada” no encantamento, no prazer, na impermanência. Como ela reflete logo na parte inicial do filme, ela é mais “visual” – cria do Instagram e esta era das aparências, da imagem, do que é fluído e não permanente.

Como Verdens Verste Menneske é uma crônica, praticamente, sobre esta era, nossa protagonista não poderia ser diferente. Não vou esgotar e nem discorrer aqui sobre Bauman, mas recomendo que quem não conhece a obra deste grande sociólogo polonês, vá buscar esta referência para entender melhor nossa era e a história deste filme.

Enfim, pela condução desta história, pelo roteiro dar protagonismo para uma mulher tão desta era e pelo trabalho fantástico dos atores principais desta produção, só quero dizer que achei este filme muito sincero, interessante e uma das belas pedidas desta temporada.

NOTA

9,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

Há muitos anos eu acho o cinema feito na Noruega um dos mais interessantes da Europa. Entre os expoentes deste cinema norueguês está o diretor Joachim Trier. Aos 47 anos de idade, Trier tem 44 prêmios no currículo, assim como nove produções como diretor, sendo três delas curtas, no início da carreira, um documentário e, o restante, longas de ficção.

Há anos eu acompanho a carreira do diretor e, admito, gostaria de ter visto a mais filmes feitos por ele. Mas, até hoje, fora Verdens Verste Menneske, assisti dele apenas Oslo, 31. August (com crítica neste link). Quero assistir a outras produções do diretor, porque gostei do estilo dele.

Achei interessante o recurso da “narradora” da história porque ela vem para resumir algumas cenas que poderiam terminar em verborragia ou em sequências longas na produção. Uma característica de Verdens Verste Menneske é que ele é um filme bem direto e “rápido”, sem ser muito acelerado, mas com um bom ritmo. Diferente de outros roteiristas e diretores, Trier parece não gostar de intermináveis diálogos e trocas entre personagens. Neste sentido, a “narradora” aparece para resumir sentimentos e alguns acontecimentos. Interessante. Funciona.

O roteiro é, sem dúvidas, um dos pontos altos desta produção. Muito bem escrito, direto, objetivo, com um desenvolvimento interessante e respeitando inclusive a proposta da produção, que é a de ser muito fidedigna ao tempo em que vivemos. Assim, claro, o filme precisa ser “episódico”, como esta geração está habituada a consumir produtos – especialmente séries. A narrativa é fragmentada e, ao mesmo tempo, faz alusão aos livros – afinal, onde mais temos “capítulos, prólogo e epílogo”? Estas sutilezas é que tornam o roteiro de Verdens Verste Menneske tão interessante.

Mas esta produção tem um outro ponto forte: o elenco. Neste sentido, destaque, claro, para a protagonista, vivenciada por Renate Reinsve. A atriz faz um trabalho excepcional, magnético, com muito carisma e com uma interpretação que convence a cada mudança de sua personagem. Depois, destaque para Anders Danielsen Lie, sempre parceiro de Joachim Trier, e que apresenta, neste filme, um trabalho bastante maduro e interessante. Eles são as estrelas desta produção, sem dúvidas. Junto com eles, destaque para Herbert Nordrum e o seu carismático Eivind.

Esse trio de atores faz um trabalho fundamental para o sucesso de Verdens Verste Menneske. Sem eles, dificilmente nos envolveríamos tanto nesta história. Trabalhos impecáveis. O filme gira, essencialmente, em torno deles – com destaque para Renate Reinsve e Anders Danielsen Lie. Mas, além deles, vale citar alguns outros coadjuvantes.

Entre outros, vale citar Maria Grazia Di Meo como Sunniva, namorada de Eivind antes da aparição de Julie na vida dele; Hans Olav Brenner como Ole Magnus, parte da “família” de Aksel – ou seja, um de seus melhores amigos; Vidar Sandem como o pai de Julie; e Thea Stabell como a mãe da protagonista.

Entre os aspectos técnicos da produção, o destaque, como comentei antes, é o roteiro escrito pelo diretor Joachim Trier e por Eskil Vogt. Como roteirista, Vogt tem 15 produções no currículo. Além de ter escrito o roteiro de Oslo, 31. August junto com Trier, Vogt é o roteirista e o diretor de Blind (comentado por aqui). Outra pessoa interessante e que merece ter o trabalho acompanhado.

Além do roteiro, gostei bastante da direção de Trier. Acho que ele valoriza muito bem o trabalho dos atores e sabe destacar também cenários, ambientes e trazer uma bela dinâmica para a produção, valorizando muito bem o texto escrito por ele e por Vogt.

Outros aspectos que merecem destaque são a direção de fotografia de Kasper Tuxen; a edição interessante e inteligente de Olivier Bugge Coutté e a trilha sonora de Ola Fløttum.

Para fechar os aspectos relevantes da produção, vale citar o design de produção de Roger Rosenberg; a direção de arte de Mirjam Veske; e os figurinos de Ellen Dæhli Ystehede.

Verdens Verste Menneske estreou em julho de 2021 no Festival de Cinema de Cannes. Depois, o filme participaria, até janeiro deste ano, de outros 39 festivais em diversos países. O último festival previsto para o filme participar está marcado para começar em março: o Festival de Cinema de Glasgow.

Nesta trajetória de festivais e por ter estreado em diferentes mercados, Verdens Verste Menneske já colecionou 18 prêmios e foi indicado a outros 80, incluindo a indicação em duas categorias do Oscar 2022: Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Original. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o Melhor Atriz para Renate Reinsve no Festival de Cinema de Cannes; e para o Prêmio FIPRESCI, o Prêmio Golden Blogos e o Prêmio do Júri Jovem no Festival Internacional de Cinema de Valladolid.

Vale citar uma curiosidade sobre esta produção. Antes de aceitar o convite para fazer Verdens Verste Menneske, a atriz Renate Reinsve estava inclinada a desistir da carreira de atriz para se dedicar a trabalhar com carpintaria. Ela tinha reformado uma casa e se apaixonado por esse trabalho. Um dia depois de ter tomado a decisão de mudar de carreira, Trier acabou fazendo um encontro surpresa com ela.

Conversaram bastante sobre a vida, o amor, entre outros temas, e Trier fez a atriz mudar de ideia. A última vez que eles tinham trabalhado juntos foi em Oslo, 31. August, quando a atriz tinha um trabalho pequeno, de uma fala. Depois de conversarem sobre diversos temas, Trier trabalhou no roteiro de Verdens Verste Menneske já pensando em Renate como a protagonista.

Espero que com a repercussão que esse filme teve e está tendo, Renate Reinsve consiga conciliar a sua vontade de trabalhar com carpintaria e o trabalho de atriz. Porque ela é ótima e tem grande potencial de fazer uma carreira longa e de ainda mais sucesso. Espero que deem mais espaço para ela no cinema, porque, pelo que eu vi, até agora, ela foi chamada mais para fazer séries de TV do que filmes.

Acho válido também comentar a visão de Trier sobre este filme: “Há muito tempo eu queria fazer um filme sobre o amor. Um filme que fosse um pouco mais profundo do que as histórias de amor normais que vemos na tela, onde tudo é tão simples, as histórias tão claras, os sentimentos tão admiravelmente inequívocos. Um filme que vai olhar seriamente para as dificuldades de conhecer alguém quando você está lutando para descobrir sua própria vida, como indecisas e incertas as pessoas até mesmo mais racionais e autoconfiantes podem se tornar quando se apaixonam; e como é complicado, mesmo para os românticos, quando eles realmente conseguem o que sonham”.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,9 para Verdens Verste Menneske, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 168 críticas positivas e cinco negativos – o que garante para o filme uma aprovação de 97% e uma nota média de 8,7. O nível de aprovação do filme e, principalmente, a nota chamam a atenção.

O site Metacritic apresenta o “metascore” 90 para Verdens Verste Menneske, além do selo “Metacritic must-see”. A pontuação para o filme é resultado de 41 críticas positivas e de uma crítica mediana.

Segundo o site Box Office Mojo, Verdens Verste Menneske arrecadou US$ 5,7 milhões nas bilheterias nos mercados em que o filme estreou, com destaque para os mercados da Noruega e da França. Nos Estados Unidos o filme fez apenas US$ 606 mil – ou seja, pouco visto até agora. O custo da produção teria sido de cerca de 5 milhões de euros.

Verdens Verste Menneske é uma coprodução da Noruega, da França, da Suécia e da Dinamarca. Pela produção principal ser da Noruega, esse filme pode ser escolhido como o representante deste país no Oscar.

CONCLUSÃO

Um filme instigante e inteligente. Uma bela crônica da jovem mulher de agora. Não de todas, é claro. Mas de uma mulher que cada vez mais consegue viver nesta sociedade ainda desigual, com muitas contas para acertar e que vive diversos conflitos geracionais. Verdens Verste Menneske é um filme sensível sobre esta nova mulher e sobre diversas mudanças que tivemos nas nossas relações e formas de viver a partir da digitalização das sociedades. Bem escrito, com ótimos atores, mais uma bela pedida do cinema norueguês.

PALPITES PARA O OSCAR 2022

Em um ano bem concorrido na categoria Melhor Filme Internacional, Verdens Verste Menneske conseguiu garantir sua vaga no Oscar. Mais que isso, o filme dirigido e com roteiro de Joachim Trier também conseguiu emplacar uma indicação em Melhor Roteiro Original.

Como comentei no texto sobre todos os indicados ao Oscar 2022, Verdens Verste Menneske conseguiu uma indicação rara nesta categoria de roteiro, que não costuma dar espaço para filmes feitos fora dos Estados Unidos.

A grande “pedra no sapato” de Verdens Verste Menneske é o filme japonês Doraibu Mai Kâ (comentado por aqui). Indicado em quatro categorias do Oscar, incluindo a de Melhor Filme, Doraibu Mai Kâ é uma bola cantadíssima e mais que o favorito para levar a estatueta de Melhor Filme Internacional.

Seria uma surpresa Verdens Verste Menneske ganhar como Melhor Roteiro Original. Ele tem pela frente fortes concorrentes, incluindo filmes que “causaram” neste início de ano, como Don’t Look Up e King Richard, e um filme bastante indicado nesta premiação, como Belfast. Sem contar Licorice Pizza, do sempre criativo e interessante Paul Thomas Anderson.

Segundo as bolsas de apostas, o filme que está na dianteira na categoria Melhor Roteiro Original é Licorice Pizza. Em segundo lugar na disputa viria Belfast. Interessante. Veremos se as apostas se confirmam.

O caminho de Verdens Verste Menneske é cheio de pedras, portanto. Da minha parte, acho que o filme sairá do Oscar “a ver navios”. Ou seja, sem uma estatueta dourada para chamar de sua. Mas acho que duas indicações na premiação mais importante de Hollywood já é um belo prêmio para esta produção. E, mais que isso, merecido.

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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