Hidden Figures – Estrelas Além do Tempo


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Algumas histórias precisam ser contadas. Não apenas porque elas demonstram a capacidade humana para o impossível, mas também porque são inspiradoras sob todas as óticas. Hidden Figures é um destes filmes que nos traz estas histórias. Considero esta uma das produções mais contundentes contra o racismo e o machismo. De quebra, o filme nos fala sobre superação e sobre como todos nós, independente do sexo ou da cor de pele, temos o potencial de fazer o extraordinário. Filmão.

A HISTÓRIA: Começa avisando que o filme é baseado em eventos reais. Katherine Coleman (Lidya Jewett) caminha por uma estrada de terra e vai cotando os números, mas não de uma forma comum. Além da contagem normal, ela também enumera os números primos. A história começa na cidade de White Sulphur Springs, em West Virginia, em 1926, quando os professores de Katherine explicam para os pais dela que o melhor colégio para negros da região está oferecendo uma bolsa completa para a menina.

Ela é um fenômeno precoce. E será um fenômeno na vida adulta. Ao lado de Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e de Mary Jackson (Janelle Monáe), Katherine (Taraji P. Henson) se tornará uma peça muito importante para a conquista do espaço pelos americanos. Este filme conta a história destas figuras extraordinárias.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Hidden Figures): Eu não era contemporânea dos fatos narrados por esta história. Então, certamente, tenho uma visão um tanto “distanciada” da história, diferente de quem viveu os anos 1960.

Ainda assim, a competência do diretor Theodore Melfi e do saboroso, inteligente e envolvente roteiro de Allison Schroeder e Theodore Melfi me fez viajar no tempo e no espaço. Consegui, e imagino que isso aconteça com qualquer espectador, viver aqueles dias e aquela realidade tão diferente da NASA. Aliás, já vi a alguns filmes sobre a corrida espacial e sobre a guerra fria, mas não lembro de outra produção que tenha me colocado tão dentro da tensão, das dúvidas e do receio daqueles dias.

Claro que esta história conta apenas um lado da história. Hidden Figures é um filme americano com todo o seu coração e espírito. Nas entrelinhas desta produção estão alguns princípios que são o pilar daquele país, vendido – e nem sempre na história realizado como tal – como a “nação das oportunidades” e onde o talento e a superação sempre serão premiados.

Pois bem, Hidden Figures acerta em cheio ao mostrar como estas intenções nem sempre foram universais dentro daquele (e de outros) país(es). Como outras produções que estão concorrendo ao Oscar neste ano, a exemplo dos documentários 13th (comentado aqui) e O.J.: Made in America (com crítica neste link), Hidden Figures mostra que apesar da escravidão ter sido abolida nos Estados Unidos, negros continuaram sendo tratados de forma muito diferente naquele país. E até hoje, infelizmente.

Algumas produções tratam da segregação racial e/ou dos conflitos envolvendo a discriminação racial nos Estados Unidos de forma mais contundente. Mas é na sutileza dos exemplos de vida cotidiana apresentados em Hidden Figures que o tema ganha um outro nível de indignação e de potência. Não tem como assistir às cenas que tratam deste tema em Hidden Figures sem ficar balançado(a).

As protagonistas desta histórias eram mulheres brilhantes, extremamente inteligentes – muito mais do que eu ou a maioria de quem puder ler este texto – e muito, muito valentes. Por causa de tudo isso e movidas pelo sonho de fazerem a diferença, de colocaram os seus talentos à serviço da ciência e de seu país, é que elas engoliram tantos sapos, injúrias e venceram tantos absurdos para vencer.

Não vou mentir que eu adoro filmes que valorizam as mulheres. Histórias que mostram como elas vencem tudo e todos para “apenas” conseguirem realizar ao máximo o talento que elas tem. Seja eles qual forem. As protagonistas de Hidden Figures são mulheres maravilhosas, feministas que não precisam levantar esta ou aquela bandeira para fazerem a diferença. Não. Com o exemplo delas, elas inspiram a qualquer mulher.

Uma grande mensagem passada pelo exemplo delas é a da igualdade. Elas não querem ter mais direitos que os demais, apenas querem ir e vir e ter acesso ao mesmo que qualquer outra pessoa, seja homem, branco ou branca, qualquer um. Igualdade racial parece algo óbvio nestes dias, por isso é de arrepiar pensar que há pouco mais de 50 anos uma sociedade como os Estados Unidos poderia viver uma segregação como a que vemos neste filme. Ultrajante. E hoje, quando há racismo, seja velado, seja explícito, é igualmente ultrajante.

Hidden Figures, para mim, fala sobre este ultraje e fala também sobre a força e a capacidade inegável de Katherine G. Johnson, de Dorothy Vaughan e de Mary Jackson. Elas são exemplo para qualquer mulher, independente da nossa cor – e, claro, devem encher de orgulhos, especialmente, às mulheres negras. Como diz uma certa música, vendo este filme, eu quis também ser negra para ter ainda mais orgulho e empatia com estas mulheres.

Além da questão da segregação racial e também do preconceito contra as mulheres – porque sim, claramente a NASA é um ambiente muito, muito masculino – Hidden Figures ainda trata de uma forma muito humana e interessante um capítulo da história que a maioria de nós conhece apenas pelos noticiários, sem todos os detalhes que vemos no filme. Esta é uma outra faceta interessantíssima desta produção.

Neste sentido, Hidden Figures me fez lembrar um pouco The Imitation Game (comenta aqui), produção que, igualmente, nos apresentou uma ótica muito diferente sobre um capítulo muito conhecido da história, a Segunda Guerra Mundial. Da mesma forma que The Imitation Game, Hidden Figures trata de forma diferenciada um capítulo conhecido e, mais que isso, nos apresenta “pessoas comuns” envolvidas naqueles fatos, tornando a História ainda mais humana.

Afinal, e algumas vezes podemos esquecer disso, a História com H maiúsculo é feita, como a história de todos os dias, por pessoas comuns. Muitas vezes algumas obras, seja no cinema, seja em outras partes, simplificam estes personagens e fazem a gente esquecer disso, que todos são pessoas de carne e osso, acertos e falhas. Bom encontrar filmes como Hidden Figures e The Imitation Game que nos mostram outra perspectiva.

Agora, claro, como tantas outras produções, este filme também tem um propósito bem definido. Ele quer ressaltar os valores e o talento das protagonistas e, para isso, ofusca uma boa parte das pessoas que faziam parte da realidade delas. Inicialmente, eu pensei até em dar uma nota ainda maior que a abaixo para este filme, mas daí comecei a refletir sobre a forma com que o roteiro, baseado no livro de Margot Lee Shetterly, simplifica vários personagens e relações.

Em geral, o roteiro de Hidden Figures enaltece as protagonistas e transforma praticamente todos os colegas delas na NASA em idiotas, preconceituosos ou invejosos (este último parece ser o caso de Paul Stafford, chefe de pesquisa interpretado por Jim Parsons). Sim, imagino que muitas pessoas naquele ambiente eram preconceituosas e menos talentosas que as protagonistas, mas achei um pouco exagerada a simplificação que o filme faz da maioria.

Fiquei um pouco com o “pé atrás” com Hidden Figures por causa disso. Durante a experiência de ver o filme no cinema, me apaixonei pela história e pela forma com que ela é contada. Achei o filme potente, inspirador. Mas, depois, fui refletindo sobre a forma com que roteiro retratou aos personagens secundários, e me pareceu que ele exagerou um pouco na dose da simplificação e estigmatização deles sem necessidade. Acho um pouco difícil acreditar que os fatos aconteceram exatamente como aconteceram, por isso acabei “reduzindo” um pouco a avaliação do filme. Ainda assim, volto a dizer, este é um filmaço. Merece ser visto.

NOTA: 9,7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Gostei muito do estilo do diretor Theodore Melfi. Ele sabe valorizar as boas imagens, quando ele tem cenários interessantes para valorizar, mas, sobretudo, ele sabe valorizar o trabalho das atrizes que protagonizam esta produção e a sintonia que elas desenvolvem em cena. Ele captura muito bem estes momentos e sabe trabalhar para torná-los bastante comuns neste filme. O que é um presente para o espectador.

Engraçado que o roteiro de Melfi e de Allison Schroeder é uma das grandes qualidades de Hidden Figures se também o seu único roteiro. O filme tem três atrizes maravilhosas e escolhidas à dedo como protagonistas e um elenco de apoio muito interessante – também com grandes nomes -, uma direção interessante e cuidadosa de Melfi e um roteiro quase o tempo todo brilhante.

Como eu disse antes, o texto de Melfi e Schroeder é envolvente, instigante, sabe tratar os diferentes assuntos do contexto social da história muito bem. Maaaasssss… o mesmo roteiro também simplifica algumas relações e personagens da NASA que tornam partes da história um tanto difíceis de acreditar. Vou dar um exemplo. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Ainda que Stafford tenha sido um boçal, um preconceituoso invejoso como o filme sugere, acho difícil acreditar que ninguém daquela sala, majoritariamente masculina, ou de qualquer outra parte da NASA tenha estendido a mão e tentado ser um pouco mais justo com Katherine. Difícil imaginar que ela não teve apoio de ninguém e que tenha, realmente, inclusive peitado o chefão Al Harrison (Kevin Costner) no corredor como o filme mostra. Enfim, gostaria de ler o depoimento das envolvidas para poder entender melhor o que aconteceu. O filme me deixou com dúvidas.

Falando nos atores envolvidos nesta produção, achei as atrizes Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe brilhantes. Cada uma delas soube construir a sua personagem de forma diferente, trazendo características interessantes e particulares das “personagens reais” para o filme. A interpretação delas é tão envolvente que eu acho que todas mereciam uma indicação ao Oscar. 😉 Como isso não é possível, Octavia Spencer representa as outras duas colegas.

Além das três atrizes, que são um ponto forte do filme, fazem um bom trabalho os atores bem conhecidos que fazem papéis coadjuvantes na produção. Estão bem em seus papéis Kevin Costner, como o chefão Al Harrison; Kirsten Dunst como Vivian Mitchell, que lida com os “computadores” humanos da NASA; Mahershala Ali como o coronel Jim Johnson, que se torna o segundo marido de Katherine; Aldis Hodge como Levi Jackson, marido de Mary; e Glen Powell como o astronauta John Glenn. Jim Parsons está bem como Paul Stafford, mas o personagem “simplista” e maniqueísta que ele precisa interpretar não o ajuda muito.

Estes atores tem um destaque maior na história. Mas vale citar outros que tem uma participação menor, mas que estão muito bem: Lidya Jewett como a encantadora Katherine Coleman quando criança; Donna Biscoe como a mãe de Katherine, Joylette Coleman; e as jovens atrizes Ariana Neal, Saniyya Sidney e Zani Jones Mbayise como as filhas de Katherine, respectivamente Joylette, Constance e Kathy. Também está muito bem Frank Hoyt Taylor como o juiz que dá a permissão para Mary estudar em uma universidade que era só para brancos. Belo elenco.

Da parte técnica do filme, gostei muito da direção de fotografia de Mandy Walker e da trilha sonora de Benjamin Wallfisch, Pharrell Williams e Hans Zimmer. Ainda que, eu admito, em alguns momentos a trilha sonora “animadinha” contrastava com momentos em que o público deveria estar indignado, ou perplexo, mas não “animadinho” – como nas cenas em que Katherine tem que ficar correndo para ir no banheiro porque não tem nenhum próximo que seja “adequado”.

Outros elementos interessantes e que funcionam muito bem no filme são a edição de Peter Teschner; o design de produção de Wynn Thomas; a direção de arte de Jeremy Woolsey; a decoração de set de Missy Parker; os figurinos de Renee Ehrlich Kalfus; o ótimo trabalho da equipe de 30 profissionais envolvidos no departamento de arte e o da equipe de 22 profissionais dos efeitos visuais.

Hidden Figures estreou em alguns cinemas dos Estados Unidos no dia 25 de dezembro. Justamente à tempo do filme ser habilitado para concorrer ao Oscar. Espertos. 😉

Esta produção contabiliza 25 prêmios e foi indicado a outros 63, inclusive a indicação para três estatuetas do Oscar 2017. Entre os prêmios recebidos por Hidden Figures, destaque para os seis prêmios que a produção recebeu como Melhor Elenco, inclusive a entregue pelo Screen Actors Guild Awards.

Esta produção teria custado US$ 25 milhões. Certamente boa parte destes recursos foi utilizada para reconstituir as instalações da NASA e os anos 1960, além de pagar o cachê dos atores envolvidos na produção. Apenas nos Estados Unidos Hidden Figures conseguiu uma bilheteria de US$ 119,4 milhões. Nos outros mercados em que o filme já estreou ele fez outros
US$ 2,78 milhões. Ou seja, terá um belo lucro no final. Merece.

Hidden Figures foi totalmente rodada no Estado de Georgia, em cidades como East Point, Atlanta, Canton e Monroe.

O diretor e roteirista Theodore Melfi conquistou as duas primeiras indicações ao Oscar de sua trajetória com Hidden Figures – ele é um dos produtores do filme, por isso o seu nome aparece na lista de indicados a Melhor Filme, e foi indicado também por Melhor Roteiro Adaptado.

Agora, algumas curiosidades sobre o filme. O problema com a falta de banheiro para negros não foi vivenciado por Katherine Johnson, com Hidden Figures mostra, e sim por Mary Jackson.

Quando a atriz Taraji P. Henson assinou o contrato para interpretar Katherine Johnson, ela procurou a mulher que inspirou a sua personagem e que estava, na época, com 98 anos de idade. Nas conversas com Johnson a atriz aprendeu que ela tinha terminado o ensino médio aos 14 anos de idade e a faculdade aos 18. Mesmo com 98 anos de idade, ela estava muito lúcida e parecia ter a mesma vitalidade de quando era mais nova. Depois que o filme entrou em cartaz, Katherine aprovou a interpretação de Henson mas comentou que não sabia quem poderia se interessar em conhecer a sua história. Você mal sabe, querida Katherine, o quanto você inspira qualquer mulher em qualquer parte do globo.

Ahá!! E eis uma nota da produção que confirma o que eu tinha comentado antes. Segundo essa nota, a relação de trabalho real entre os engenheiros e as mulheres na NASA não foram tão hostis como aparecem no filme. “Embora houvesse questões claramente raciais em jogo, a maioria dos engenheiros foram capazes de trabalhar com os computadores (como eram chamadas as mulheres responsáveis pelos cálculos) sem problemas”, diz a nota.

O uso das cores foi importante para definir o “humor” do filme. Cores “frias” definem a NASA, onde foram utilizadas as cores branco, cinza e prata, enquanto os conjuntos “quentes” foram utilizados no escritório de Al Harrison e na casa das protagonistas.

Claro que o filme desperta uma série de dúvidas e de interesse sobre a história real daquela mulheres maravilhosas. Por isso mesmo eu fui atrás de algumas reportagens que ajudassem a contar a “história real” por trás do filme. Deixo aqui algumas sugestões de leituras, todas em inglês, mas que podem ser interessantes: esta matéria da Popular Mechanics; esta outra da People e esta terceira da Time.

Interessante no artigo da Popular Mechanics o resgate sobre as mulheres que ajudaram muito a ciência nos Estados Unidos e que, por muito tempo, não foram reconhecidas por isso. Uma das verdades que o filme mostra e que o artigo confirma é que as mulheres faziam tanto ou mais que os colegas do sexo masculino e que recebiam menos que eles. Uma briga da sociedade em diversas áreas até hoje. Interessante também como Hidden Figures, segundo este artigo, retrata bem a segregação das mulheres negras em uma área separada na NASA. Ainda de acordo com o artigo da Popular Mechanics, “a maioria dos eventos do filme são historicamente precisos”.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,9 para esta produção, uma boa avaliação para os padrões do site, mas abaixo de outros concorrentes deste ano do Oscar. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 157 textos positivos e apenas 14 negativos para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 92% e uma nota média de 7,6. O nível de avaliação é bom, mas também abaixo dos concorrentes.

Este filme é uma produção 100% dos Estados Unidos. Por isso ele entra na lista de filmes que atende a uma votação feita por aqui há algum tempo.

CONCLUSÃO: Não deixa de ser sintomático pensar que a história de Hidden Figures demorou 50 anos para ser contada. Este é um filme que surpreende. Inicialmente, pela premissa da história, você poderia pensar que Hidden Figures é “mais um” filme sobre racismo e preconceito. Mas não, ele é muito mais que isso.

Esta produção nos faz mergulhar na vida real de pessoas que sentiram na pele o apartheid e que contra todos os prognósticos – afinal, eram mulheres e ainda negras! – fizeram diferença para o mundo. Com roteiro ótimo e atuações igualmente inspiradas, é um dos grandes filmes desta temporada do Oscar. Inspirador. Imperdível.

PALPITES PARA O OSCAR 2017: Nem sempre os nossos filmes preferidos ganham algum prêmio ou são indicados no número de vezes que nós achamos que eles mereciam ao Oscar e em outras premiações. Verdade que nesta temporada temos filmes fantásticos na disputa, mas como cinema é, sobretudo, gosto pessoal, admito que esta produção me conquistou.

Hidden Figures foi indicado três vezes ao Oscar. Como Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer) e como Melhor Roteiro Adaptado. Mereceu cada uma destas indicações, sem dúvidas – e até merecia algumas outras se não estivéssemos com uma safra tão boa.

Acho difícil o filme levar qualquer um destes prêmios. Sendo sincera. A melhor chance dele, talvez, seria em Melhor Roteiro Adaptado, mas ele tem pela frente Moonlight, Fences e Arrival. Então acho difícil ele derrotar estas produções. A favoritíssima na categoria Melhor Atriz Coadjuvante é Viola Davis, de Fences, e Melhor Filme deve consagrar La La Land – com Moonlight correndo por fora.

Ou seja, Hidden Figures é um ótimo filme, mas provavelmente sairá do Oscar de mãos abanando. A expectativa é que ele consiga, com a visibilidade das indicações para a premiação e com a propaganda boca a boca, chegar a um número expressivo de pessoas. Ele merece.

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