A Quiet Place – Um Lugar Silencioso


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Vivemos em sociedades cheias de barulho, de ruídos, de verborragia. É difícil encontrar o silêncio, muitas vezes, mesmo quando ele é tão necessário. Agora imagine uma sociedade em que o silêncio impera. E, mais que por qualquer outra razão, por uma questão de sobrevivência – e de poucos. Esse é o pano de fundo do interessante A Quiet Place. O filme assusta menos do que o esperado, mas tem alguns insights bastante interessantes. Ele também faz pensar, especialmente sobre um ou dois pontos que não ficam tão claros na história – mas estão subentendidos.

A HISTÓRIA: Dia 89. Vemos a uma cidade deserta, com ruas vazias, e dentro de uma venda, encontramos uma parede cheia de fotos de pessoas desaparecidas. Nesse local, abandonado, mas com muitos produtos – incluindo medicamentos – dentro, uma criança caminha ligeiro e na ponta dos pés. Em seguida, vemos a uma menina maior caminhando no local, e um garoto sentado no chão.

A mãe das crianças, Evelyn Abbott (Emily Blunt), surge em seguida e começa a buscar um remédio específico entre os medicamentos que estão em uma prateleira. Em seguida, ela dá o remédio para o filho maior, Marcus (Noah Jupe). Eles falam pela língua de sinais, e o garoto diz que está bem. O filho menor, Beau (Cade Woodward), desenha uma nave no chão e mostra para a irmã, Regan (Millicent Simmonds). Ele diz que é assim que eles vão fugir. A obsessão do garoto pelas espaçonaves acaba colocando a família em risco.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a A Quiet Place): Que filme interessante! Uma produção que, como tantas outras de qualidade, tem mais de uma camada de leitura e de interpretação. A Quiet Place tem uma pegada curiosa desde o princípio. Para começar, pela coragem do filme ser todo baseado no silêncio. Hoje, na sociedade em que vivemos, incluindo a cultura de filmes cheios de som e de efeitos especiais, investir em uma história com essa pegada é realmente algo corajoso.

Apenas por isso, o filme já merece os parabéns. Porque ele vai contra a corrente dos blockbusters dos anos 2000 e apresenta uma outra forma de fazer cinema tão interessante quanto – cada uma com o seu propósito, é preciso ponderar. Além disso, o diretor, roteirista e protagonista desta história, John Krasinski, acerta ao apostar em um cinema sensorial e que resgata alguns dos princípios do cinema do grande Alfred Hitchcock.

Aqui não interessa tanto as razões do que estamos assistindo. Não sabemos como tudo começou – apenas por alguma pincelada aqui e ali – ou como a família que conduz essa história sobreviveu. O que importa em A Quiet Place é o tempo atual, os desafios dos personagens e, principalmente, o perigo que eles enfrentam a todo momento. Apesar das regras do perigo serem claras – você deve evitar fazer barulho o tempo todo -, o filme ganha pontos ao mostrar que as pessoas se acostumam com tudo, até com aquele estado de atenção constante.

A Quiet Place consegue equilibrar, assim, momentos de pura tensão e adrenalina por causa do perigo que ronda os personagens com cenas de um “cotidiano” já esquecido por aquele contexto. Algumas das cenas que eu mais gostei do filme tem a ver com isso. Além do desejo de brincar do pequeno Beau, logo no início do filme, até a bela cena em que Evelyn procura o marido, Lee, para os dois dançarem juntos – ouvindo a música com fones de ouvido, é claro.

Graças a essas escolhas, o filme de Krasinski não se resume apenas a um compêndio de cenas tensas. As sequências de “vida real”, de pais tentando fazer o melhor possível para criar, educar e proteger os seus filhos em um ambiente totalmente perigoso e tenso, é o que torna essa produção interessante e passível de empatia. Não é difícil se colocar no lugar dos personagens – tanto adultos quanto das crianças. E isso é algo mágico no cinema.

A Quiet Place acerta, assim, no tom e na narrativa. Além disso, ele nos faz pensar em pontos essenciais sobre a visão de mundo das pessoas e sobre cenários “pós-apocalípticos”. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Um dos primeiros pensamentos que veio na minha mente, quando o tempo passa e o filme salta daquele começo para o dia 473, quando vemos a protagonista grávida, foi: “Claro, você vive em uma realidade em que você não pode fazer barulho, ou falar, ou gritar, e qual é a melhor alternativa nesse cenário? Engravidar e ter um filho que já vai nascer chorando”.

Mas aí você pensa: “Ok, estou em um cenário pós-matança geral das sociedades. Como eu vou continuar com a civilização se eu não tiver filhos?”. Algo estilo Noé. Por isso eu falava sobre as várias camadas dessa produção. Certamente o casal de protagonistas tinha essa convicção de que eles deveriam continuar a ter filhos para “preservar a espécie”. E, também, possivelmente, porque eles são casados e, segundo algumas crenças, são isso que os casais fazem, certo? Eles têm filhos.

Essas são as únicas justificativas para aceitarmos que um casal continue a ter filhos naquele cenário mostrado por A Quiet Place. Então, assim meio sem querer, esse filme nos coloca em questão a reflexão lógica e o sentido de sobrevivência versus a questão das crenças, da fé e afins. Porque realmente não faz o mínimo sentido os Abbott pensarem em ter um filho naquela realidade em que o silêncio é fundamental.

Por causa dessa ideia, que nos desafia a lógica e também a nossa capacidade de aceitar as escolhas diferentes dos demais, é que A Quiet Place começa a revelar os seus pequenos defeitos. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Para começar, é interessante que o casal Abbott tenha pensado em um “quarto” quase à prova de som onde, em teoria, o filho deles iria nascer. Mas as coisas saem mal – e isso sempre rende bons momentos em filmes de suspense e terror – e Evelyn acaba tendo o filho no banheiro que não é à prova de som.

Ora, eis o primeiro problema da história – talvez até tenham tido outros antes, mas esse me pareceu o mais gritante. Se alguns tiros despertam a atenção de vários “bichos estranhos” no final do filme, o nascimento de uma criança não iria fazer o mesmo? Para que aquela cena do banheiro se justifique, a criança teria que ter nascido em pleno silêncio. Alguém realmente acredita nisso? Que a mãe tenha se esforçado ao máximo e não tenha gritado de dor, tudo bem, mas a criança ter nascido sem abrir o berreiro… não é impossível, mas é extremamente improvável.

Além disso, me pareceu um tanto forçado o fim de Lee. Ok, Regan poderia não ser muito “esperta” ou ter pensamento rápido, mas realmente, além do aparelho dela a incomodar, ela não reparou que ele afastava o perigo? Na cena da caminhonete, foi a segunda vez que ela passou por aquilo. E o que ela faz? Ao invés de afastar o perigo, ela desliga o aparelho e deixa todos vulneráveis. E aí o pai das crianças, claro, assume a responsabilidade de protegê-las de qualquer forma.

Aquela sequência me pareceu um tanto forçada por causa disso. Também me pareceu um tanto forçado que a solução para aquele problema tivesse sido descoberto daquela forma, acidental, e por uma pré-adolescente, enquanto exércitos e cientistas antes forma exterminados sem terem pensado naquela mesma ideia. Para mim, esses são os problemas da produção, junto com a sequência em que Evelyn escapa com o bebê mesmo tendo ficado frente a frente com o inimigo quando a “sala segura” é inundada.

Mas descontados esses pequenos problemas do roteiro, esse filme se apresentar muito potente e interessante. Ele realmente envolve o espectador e nos faz, com bastante facilidade, nos sentirmos “na pele” dos personagens. Apesar disso, desse resgate salutar de filmes que alimentavam a nossa tensão explorando muito mais as fragilidades humanas do que os “perigos inexplicáveis” – vide Hitchcock -, eu esperava me assustar mais.

A Quiet Place é um filme muito eficaz em nos deixar tensos. Em esperarmos o pior a qualquer momento. Mas ele não nos apavora ou nos assusta como outras produções já conseguiram antes. Eu procuro não ler sobre os filmes antes de assisti-los, mas acabei vendo, aqui e ali, em portais de notícias, que alguns consideravam esse filme o mais inovador em muito tempo. Sim, A Quiet Place tem uma pegada interessante e criativa, mas não acho ele tão surpreendente quanto Get Out (comentado aqui), por exemplo.

Assim, para resumir, A Quiet Place é um filme interessante, com uma proposta diferenciada em meio a tantos filmes cheios de som e de efeitos especiais, mas que acaba caindo em alguns lugares-comum. Por exemplo, as características da ameça que a família Abbott enfrenta. Será mesmo que não vamos conseguir abandonar aquele perfil de “alien” que já conhecemos? Não fica evidente se a ameaça veio de fora da Terra ou se é produto de uma mutação, mas isso pouco importa. Impossível não lembrar dos filmes Alien ou Predator.

Então esse certo “lugar-comum” do perfil da ameaça enfrentada pelos personagens me incomodou um pouquinho. Por outro lado, achei interessante outra leitura que surge após o filme terminar. Você pararam para pensar em quem era a pessoa mais preparada para enfrentar aquele cenário? Alguém que nasceu no silêncio e que não teria dificuldade alguma em conviver com ele até o final? Sim, justamente a personagem surda-muda de Regan.

Isso me fez pensar. O que é, afinal, uma pessoa “menos preparada” para o mundo? Já tivemos imbecis na história da nossa civilização que acreditavam em desenvolver uma “super raça” de pessoas perfeitas e em eliminar todos aqueles que tinham alguma “imperfeição” – até hoje há imbecis que defendem esse equívoco. E aí vem um filme como A Quiet Place para nos mostrar, como com um tapa na cara, que talvez essas pessoas “imperfeitas” – e quem não é? – sejam just

NOTA: 8,7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Uma das qualidades de A Quiet Place é que a história é centrada em poucos personagens. Assim, fica mais fácil do público “se aproximar” deles e de desenvolver a empatia necessária para “sofrer” e sentir a tensão junto com eles. Sem dúvida alguma, uma escolha acertada para essa produção funcionar.

Fiquei especialmente feliz em ver a John Krasinski novamente. Primeiro, estrelando um filme que caiu na graça do público e da crítica. E, depois, ao saber que ele é o grande responsável por A Quiet Place. Krasinski escreveu o roteiro ao lado de Bryan Woods e Scott Beck, a dupla que teve a ideia original de A Quiet Place, e também dirigiu o filme. Eu gosto muito dele desde a época de The Office – uma grande série, aliás. Se você ainda não assistiu à versão americana da série inglesa, versão essa que conta com Krasinski, vá atrás. Vale muito a pena.

Além de Krasinski, que faz um belo trabalho como o protagonista dessa história, estão muito bem em seus papéis também as atrizes Emily Blunt e Millicent Simmonds e o jovens atores Noah Jupe e Cade Woodward. Toda a história gira em torno da família formada por eles, mas algumas outras figuras aparecem rapidamente em cena. Como o casal de idosos que aparece na floresta e que é interpretado por Leon Russom e Doris McCarthy.

Entre os elementos técnicos do filme, vale destacar a ótima fotografia de Charlotte Bruus Christensen; a trilha sonora fundamental de Marco Beltrami; a edição precisa de Christopher Tellefsen; o design de produção de Jeffrey Beecroft; a direção de arte de Sebastian Schroeder; a decoração de set de Heather Loeffler; os figurinos de Kasia Walicka-Maimone; o fundamental trabalho dos 20 profissionais envolvidos com o Departamento de Som; e o trabalho dos 42 profissionais envolvidos com os Efeitos Visuais.

Agora, estava pensando em um ponto. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Eu não li ainda vários textos sobre esse filme. Mas consigo imaginar que ele pode suscitar uma série de debates e questionamentos. Por exemplo, imagine você ficando grávida – se for mulher, claro. E se for marido dessa mulher, imagine você sabendo que a sua mulher está grávida em um cenário em que vocês não podem nem conversar. O que você faria?

Da minha parte, eu procuraria um bunker ou um lugar similar, já planejado para ter uma super proteção e que fosse à prova de som. Então porque os Abbott não procuraram um bunker? Claro, você vai dizer, porque aí esse filme não existiria. Até pode ser, ou ele existiria com um pouco mais de inteligência e outros desafios a serem vencidos. 😉 Mas que faria mais lógica uma busca dessa, certamente.

Digam o que disserem, mas em um cenário pré-apocalipse de “invasão alienígena” – ou do que for -, os jornais ainda seguiam importantes. 😉 Vide os recortes guardados por Lee e o jornal da banca que já nos falava no início do filme sobre a grande questão naquele momento. A manchete dizia, simplesmente: “É o som”. Interessante.

Achei muito interessante uma sacada dessa produção. Como em um jogo de videogame “modernete”, a história muda conforme “varia” a perspectiva dos personagens. Assim, ouvimos sons normalmente quando estamos vendo a realidade sob a ótica de Evelyn, Lee ou Marcus, mas não escutamos nada quando estamos sob a ótica de Regan. Sacada bacana essa. Funciona muito bem e dá outra perspectiva para o filme e os espectadores.

A Quiet Place estreou no dia 9 de março no Festival de Cinema South by Southwest. Depois, o filme participou de apenas mais um festival de cinema, o Blood Window Fest. No Brasil, o filme estreou no dia 5 de abril. Assisti ele há uma semana e gostei do que eu vi – apesar das considerações que eu fiz acima.

Agora, algumas curiosidades sobre essa produção. A atriz Millicent Simmonds é surda desde a infância por causa de uma overdose de medicamentos. A Quiet Place foi o segundo filme que ela fez. Achei a atriz muito talentosa e com grande expressividade. Torço para que ela tenha outros filmes interessantes para fazer.

O roteiro original de Bryan Woods e de Scott Beck tinha apenas uma linha de diálogo. Curioso. O roteiro deles foi eleito um dos 10 melhores do ano segundo o Tracking Board, uma eleição anual feita por profissionais da indústria do cinema nos Estados Unidos.

Os atores John Krasinski e Emily Blunt são casados na vida real. Inicialmente, Woods e Beck escreveram o roteiro para a Paramont, que enviou o material para Krasinski, que já tinha sido escolhido para estrelar o filme. Quando a esposa dele leu o roteiro, ela também quis participar. E foi assim que os dois estrelaram essa produção. E, cá entre nós, eles SÃO o filme. Estão ótimos e muito, muito convincentes.

Por pouco a Paramount não colocou A Quiet Place como um filme da franquia Cloverfield. Mas os realizadores – especialmente os roteiristas – ficaram aliviados por conseguirem fazer um filme independente. Honestamente, não assisti aos filmes Cloverfield. Por isso, pergunto para quem já os viu: faria sentido A Quiet Place entrar nessa franquia? Mesmo sem esse conhecimento de causa, essa ideia me pareceu um tanto estranha.

Algo importante para a história – e algo que me fez pensar enquanto eu assistia ao filme: o dispositivo que Reagan utiliza é um implante coclear e não um aparelho auditivo simples. E a explicação para isso: “A deficiência auditiva geralmente envolve danos ou subdesenvolvimento da cóclea, que traduz vibrações no ar para impulsos nervosos que o cérebro percebe como som”. Ou seja, a personagem não tinha apenas um aparelhinho colocado no ouvido, mas um implante que provavelmente lhe causava uma dor muito maior quando entrava em “conflito” com a “sintonia” das criaturas.

A Quiet Place foi filmado em 36 dias. Essa produção, segundo o site Box Office Mojo, teria custado cerca de US$ 17 milhões e faturado, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 67 milhões. Nos outros mercados em que o filme já estreou, ele fez quase US$ 25,7 milhões. Ou seja, no total, até o dia 12 de abril, A Quiet Place tinha faturado US$ 92,7 milhões. Alguma dúvida que ele está rendendo um belo lucro para os produtores e o estúdio? Fico feliz por esse resultado, porque ele pode incentivar os estúdios a apostarem cada vez mais em produção não muito óbvias. E nós, que amamos cinema, ganhamos com isso.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,3 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 222 críticas positivas e 11 negativas para esse filme, o que garante para A Quiet Place um nível de aprovação de 95% e uma nota média de 8,2.

Por sua vez, o site Metacritic registra um metascore de 82 para essa produção, com um raro registro de 54 críticas positivas para o filme (e nenhuma negativa ou mediana). Essas notas, altas para os padrões dos sites, e o nível de críticas positivas demonstra como esse filme caiu no gosto do público e da crítica de uma maneira especial.

Esse é um filme 100% dos Estados Unidos. Por isso, ele entra na lista de produções que atendem a uma votação feita aqui no blog há algum tempo.

CONCLUSÃO: Um filme interessante, com algumas ideias bacanas e bem desenvolvido. Mas sou franca em dizer que eu esperava mais, até porque A Quiet Place recebeu muitos elogios – que eu vi bem por cima, mas que foram suficientes para aumentar a minha expectativa. Essa produção se destaca pelo trabalho dos atores, pela angústia e pelo suspense bem construídos, mas se torna um pouco óbvia e previsível em algumas partes. Não é tão surpreendente quanto Get Out, por exemplo. Mas vale ser visto, especialmente pelo que nos faz refletir depois que a projeção termina e que passamos a refletir sobre detalhes da história.

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Um comentário em “A Quiet Place – Um Lugar Silencioso

  1. Olá,
    boa tarde.

    Primeiro, meus parabéns para mais uma bela crítica. É sempre um bom exercício ler seus comentários a respeito dos filmes assistidos.

    Segundo: não faltou algo no fim da crítica?
    “A Quiet Place para nos mostrar, como com um tapa na cara, que talvez essas pessoas “imperfeitas” – e quem não é? – sejam just” ?

    E sim, poderia ter algum sentido relacionar esse filme com a franquia Cloverfield (observando agora depois dessa sua colocação, é um filme que tem semelhanças; mas fiquei feliz que não tenha entrado). Sobre a franquia, assisti as duas primeiras produções, “Cloverfield: Monstro” (Cloverfield, 2008, de Matt Reeves) e “Rua Cloverfield, 10” *(10 Cloverfield Lane, 2016, de Dan Trachtenberg). O último, “O Paradoxo Cloverfield” (The Cloverfield Paradox, 2018, de Julius Onah) não vi e nem pretendo, porque o próprio J.J. Abrams, um dos idealizadores da franquia, disse que ter se arrependido de não ter trabalhado neste filme (que pelas críticas do público e dos especialistas, ficou bem ruim). Gostei do primeiro, gostei muito (muito mesmo) do segundo e recomendo que assista. 10 Cloverfield Lane é um daqueles filmes surpreendentes.

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