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Dune – Duna


O nascimento de mais um clássico de ação e ficção científica. Demorei um pouco para ver Dune, admito. Perdi quando o filme estava no cinema. Tinha dúvidas se deveria assistir ao filme. Mas a vitória de Dune em seis categorias do Oscar 2022 me fizeram parar de adiar essa experiência. E que bom que isso aconteceu. Do contrário, eu perderia um filme que já nasceu como sério candidato a clássico. Será Dune o Star Wars desta geração?

A HISTÓRIA

Inicia com alguém falando em um idioma estranho que “sonhos são mensagens das profundezas”. Depois das apresentações dos estúdios, o filme começa com uma voz comentando que o planeta dela, Arrakis, é lindo quando o sol se põe. Vemos cenas do deserto. A voz continua dizendo que ao transitar pela areia, é possível ver a especiaria pelo ar. Quando a noite cai, as máquinas trabalham para coletar as especiarias. Vemos a dona da voz que apresenta esta história, Chani (Zendaya). Ela faz parte da resistência, do povo natural de Arrakis que tenta, de forma isolada, lutar contra os “forasteiros” exploradores.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu Dune antes): Eis um filme interessante, complexo e ousado. Admito que não li o livro de Frank Herbert, então não posso opinar sobre o quanto o filme é fidedigno e/ou respeita a obra original.

Mas eu sou daquela geração que jogou o game Dune. Pois sim. 😉 O jogo lançado em 1992 era “tosco”, claro, como tudo que surgiu naquele momento da evolução dos jogos para computadores, mas era muito divertido. Lembro bem da luta contra os terríveis “worms” – que tem um impacto muito maior, claro, neste filme dirigido por Denis Villeneuve. Quem não jogou Dune mas quer saber mais sobre o game, vale dar uma consultada neste artigo da Wikipédia.

Para quem não leu a obra de Herbert e tem uma vaga lembrança do game dos anos 1990, claro que o filme é quase uma descoberta do zero. Devo dizer que a produção é complexa, porque o universo criado por Herbert tem uma série de particularidades que precisam ser apresentadas e compreendidas pelo público para que possamos nos envolver com a história.

Neste sentido, o roteiro escrito por Villeneuve junto com Jon Sapihts e Eric Roth faz um belo trabalho. Primeiro, por nos apresentar neste filme inaugural de Dune – depois vamos falar sobre isso – os planetas e dinastias/povos centrais da história, com suas armas, capacidades e ambições. Ingredientes importantes para o desenvolvimento da história.

Antes de você prosseguir com a leitura deste texto, uma recomendação: se você não assistiu a Dune ainda, sugiro que você pare por aqui a sua leitura e avance direto para a Nota e a Conclusão. Porque quanto menos você souber sobre o filme e sua história, melhor. A experiência de Dune será mais prazerosa.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme ainda). Um acerto do filme são os diversos recursos utilizados pelos roteiristas para explicar sobre o planeta que é o foco da história e seu povo nativo. Arrakis é a parte central da saga escrita por Herbert, como explica este outro artigo da Wikipédia. Como o filme comenta logo no início, esse planeta acaba sendo central para o Império porque ele oferece a especiaria que possibilita as viagens espaciais e o estabelecimento de rotas estelares.

De forma inteligente, temos diversos narradores e recursos que nos ajudam a ter as informações principais de Arrakis, como o planeta funciona, quem vive nele e como o local é explorado seguindo os interesses do Império. Os outros planetas que vemos em cena nesta produção são Caladan, planeta ancestral da família Atreides; Giedi Prime, planeta ancestral dos Harkonnens.

Temos em cena, neste filme, o que sempre ajuda em qualquer narrativa, uma divisão clara entre os “bandidos e os mocinhos”. Atreides são os mocinhos, chamados a assumir Arrakis depois que o Império mandou os Harkonnens saírem de lá, e os Harkonnens são os vilões por serem traidores, assassinos inescrupulosos e exploradores “sem piedade”.

Neste sentido, o que funciona sempre bem em filmes do gênero, Dune deixa muito claro para o público para quem “torcer”. Isso funcionou bem em Star Wars e, claro, funciona bem aqui. Como na saga criada por Lucas, em Dune também temos um “poder que está emergindo”, um jovem que é encarado por muitos como o “redentor”/messias, profecias, diversos planetas, jogos de poder e, claro, uma boa dose de traição e de “as aparências enganam”.

O universo de Dune é bastante amplo e complexo, por isso um grande desafio deste filme é apresentar os elementos centrais sem que essa apresentação pareça chata, tediosa ou “enciclopédica” demais. Como comentei antes, ao utilizar recursos variados, como “aulas” gravadas assistidas pelo protagonista, declarações de personagens que vamos conhecer com o decorrer da história, como Chani, além de diálogos entre personagens, temos essa apresentação de informações relevantes sendo feitas com naturalidade, envolvendo o espectador enquanto a trama se desenvolve.

A narrativa em si é linear, começando no ano 10.191 em Caladan, quando os Atreides estão para receber uma visita do juiz do imperador. Este é um momento decisivo do filme, quando Arrakis sai da fase de exploração dos Harkonnens para ser entregue para os Atreides.

Algo interessante desta produção é como ela mistura o realismo puro e duro, incluindo disputas de poder, lutas e mortes, com uma dose importante de “magia”, não apenas pela substância encontrada em Arrakis, mas especialmente pelos poderes do protagonista e de sua mãe, criada sob a Doutrina da escola Bene Gesserit.

A questão onírica do filme é algo importante. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Acho que por boa parte do filme, funciona bem a questão do protagonista, Paul Atreides (Timothée Chalamet) sonhar com o futuro – ou melhor, com as possibilidades de futuro. O poder dele, aparentemente, está emergindo, em franco crescimento. E este, de sonhar com possibilidades de futuro, é um dos mais interessantes.

Quando sonha, Paul pode se preparar para o que virar e se antecipar ao que pode acontecer. Convenhamos que este é um baita diferencial. Mas tão potente quanto este poder, é o poder do controle dos outros que é ensinado pela Doutrina e que é dominado pela mãe de Paul, a interessantíssima Jessica Atreides (Rebecca Ferguson). Ela domina esta técnica e tenta fazer o filho seguir o mesmo caminho – ainda que, segundo a Reverenda Mãe Mohiam (Charlotte Rampling), esse ensinamento quebra as regras – aparentemente, apenas mulheres deveriam ter esse poder.

Há muito mistério nesta trama, o que sempre ajuda uma produção – sempre e quando o mistério é bem explicado, é claro. Acho que isso é feito bem em Dune. O filme apresenta diversas sequências interessantes, muito bem construídas e que valorizam os cenários e o trabalho dos atores. Em uma destas cenas, Jessica explica para o filho sobre a expectativa que as Casas Maiores, a Bene Gesserit e o Universo tem pelo nascimento do Escolhido, aquele que seria capaz de “dobrar o espaço-tempo” e fazer um “futuro melhor” para todos.

Então temos uma trama instigante, com uma troca de poder sobre um planeta como centro da história, mas com outras questões se desenvolvendo em paralelo. Entre outras, a disputa de poder entre Império e algumas Casas Maiores e a possibilidade de tudo mudar com o surgimento e a consolidação do caminho do Escolhido.

Temos muitos personagens em cena, mas o núcleo central é muito claro: a família Atreides, formada, além de Paul e Jessica, pelo líder da família, o Duque Leto Atreides (Oscar Isaac). Ao lado deles, como pessoas de confiança e principais líderes militares da Casa Atreides, estão Duncan Idaho (Jason Momoa) e Gurney Halleck (Josh Brolin), amigos de Paul e pessoas importantes em seu treinamento.

Também é um figura importante, no comando do “Exército” dos Atreides, Thufir Hawat (Stephen McKinley Henderson). Do outro lado “da cerca”, estão os nomes principais dos Harkonnen: o Barão Vladimir (Stellan Skarsgård) e Glossu Rabban (Dave Bautista), além do “braço direito” deles, Piter de Vries (David Dastmalchian). Além destas duas famílias, que rivalizam entre si para explorar Arrakis, temos os “nativos” deste planeta, conhecidos como fremen.

Deste grupo, os destaques nesta história são o líder dos fremen, Stilgar (Javier Bardem), que aparece mais vezes durante esta Parte 1 de Dune; a já citada Chani, que aparece em uma sequência maior na reta final da produção e, antes, apenas nos sonhos de Paul; Jamis (Babs Olusanmokun), um dos fremens do grupo de Stilgar que não aceita bem os “novos integrantes” na reta final da produção; e Shadout Mapes (Golda Rosheuvel), que se torna governanta da família no novo planeta e que entrega uma peça importante da história para Jessica.

Além destes personagens centrais, temos alguns outros que acabam tendo importância na narrativa e que orbitam ao redor dos Atreides. Destaque, neste sentido, para o médico da família, Dr. Wellington Yueh (Chang Chen) e para a ecologista que trabalha para o Império e que se diz neutra na disputa entre os Atreides e os Harkonnen (ao menos no início), Dra. Liet Kynes (Sharon Duncan-Brewster), que vive há 20 anos em Arrakis.

Por essa lista, bem resumida de personagens, vocês podem ter uma ideia sobre a complexidade do “universo” de Dune. Imagino que nos livros essa complexidade seja ainda maior. Citei por aqui apenas alguns dos personagens centrais, mas tem outros com importância na trama.

Acho que o equilíbrio que este filme consegue ter entre aventura, drama, ficção científica e mistério tornam a história sempre interessante e envolvente. Mesmo o filme tendo 2h35min de duração, a trama nunca fica arrastada. A história se desenvolve bem, sem excesso de diálogos ou com sequências forçadas. A mistura de realidade com sonho e os diferentes elementos narrativos tornam o desenvolvimento da história eficaz.

Claro que temos alguns elementos fundamentais para que isso aconteça. Um elemento-chave é a trilha sonora, fundamental para Dune. Um trabalho fantástico e marcante de Hans Zimmer. Depois falarei de outros elementos técnicos importantes do filme, mas a trilha sonora é praticamente um personagem da trama. Por isso destaco ela por aqui.

A trama, portanto, é rica de personagens e de detalhes de Arrakis, em especial. Temos algumas pílulas de outros elementos interessantes, como as Casas Maiores, o Império e a Ordem Bene Gesserit. Mas muito mais devemos ver na sequência desta produção.

Dune é um projeto gigante não apenas por ter muitos elementos narrativos que precisam ser explicados mas, principalmente, por nos apresentar “mundos” diferentes e que precisam ser apresentados em toda sua magnitude. Isso é feito muito bem através dos efeitos visuais, especiais e da direção de fotografia – sobre os quais falaremos mais abaixo.

É uma verdadeira atração e um deleite para quem curte tramas de ficção científica que nos apresentam mundos tão ricos e diversos, criados pela imaginação de grandes escritores como Frank Herbert. O diretor Denis Villeneuve faz escolhas importantes e é inteligente ao valorizar estes cenários, esse universo rico criado pelo escritor e equilibrar isso com o foco nos personagens e no trabalho dos atores.

A expectativa é grande para vermos os “worms”, é claro. E é fascinante como o diretor apresenta estes “personagens” na trama. Me lembrou muito o game dos anos 1990 – assim como os maquinários e silos utilizados no filme.

Então, para resumir, Dune é um filme muito bem acabado. Bonito, com um visual marcante e uma trama bem conduzida, com uma narrativa envolvente e que nos conduz bem pela história. Os atores fazem um belo trabalho, mas considero que dois pontos “prejudicam” um pouco a história. Primeiro, acho que a questão dos sonhos premonitórios de Paul acabam sendo explorados demais na produção.

Até um certo ponto, estes sonhos acabam nos instigando, despertando a curiosidade – assim como o poder de controle de Jessica e de Paul. Mas, algumas sequências dos sonhos acabam revelando demais e poderiam ser suprimidas para termos um pouco mais de “surpresa” na narrativa. Algo interessante, neste aprendizado sobre os sonhos, é como percebemos que eles não são um decreto, algo inevitável. Paul sonha com o que vai acontecer mas, se desejar, pode mudar essa “premonição” com suas escolhas. Interessante.

Outra questão que acaba sendo frustrante é que, apesar do filme nos dizer, logo no início, que Dune é a Parte 1 da trama, quem não leu a respeito do filme antes – como é o meu caso – poderia só pensar que a trama seria dividida em várias partes, como outras produções, e não que, de fato, teríamos uma trama dividida em dois filmes.

A produção é tão envolvente que ficamos um pouco frustrados ao saber, no final, que teremos que esperar mais de um ano – isso porque eu vi o filme agora, quem assistiu a Dune em 2021 terá que esperar dois anos – para assistir à segunda parte desta trama. Queria ver agora! Hahahahaha. Mas teremos que esperar.

Sei que os mega fãs de Star Wars não vão gostar desta comparação. Mas acho que Dune, por todas as qualidades citadas anteriormente, pode se consagrar como a nova marca de ficção científica mais importante para a geração atual – os jovens que estão vendo filmes no cinema agora. A exemplo do que Star Wars foi na sua época – anos 1970 e 1980, na trilogia original. Acho sim que Dune tem as qualidades e a força para isso.

Entre as mensagens do filme, claro, temos a questão da disputa pelo poder; a exploração de um planeta por um clã que não tem ligação nenhuma com aquele lugar; questões como lealdade, honra, traição e ambição; defesa dos recursos naturais e das tradições – por parte dos fremens; disputas entre um “poder supremo” e mais novo (Império) e poderes estabelecidos e mais antigos (Casas Maiores); e diversos poderes que não podem ser controlados e/ou que podem sair do controle – como os “worms” e os ensinamentos da Doutrina Bene Gesserit.

Em comum com Star Wars, temos a questão de um “Escolhido” que pode estar descobrindo o seu poder/potencial e a missão que ele tem e que é maior do que o compromisso com sua própria família/lugar de origem. A jornada do herói é sempre instigante. E o que me parece mais interessante aqui é que esta posição de “herói” parece ser dividida entre Paul e Chani, o que vai tornar esta trama ainda mais interessante, quem sabe, do que Star Wars – não me apedrejem, fãs de George Lucas. 😉

NOTA

9,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

Achei a experiência de Dune realmente fascinante. Um filme difícil de ser feito e que acabou apresentando um resultado bastante satisfatório. A nota acima só não foi maior pelas razões que comentei na parte final da minha crítica. Nada grave.

Entre os aspectos técnicos da produção, achei a trilha sonora do gigante Hans Zimmer um grande diferencial. Marcante, parte da narrativa, quase um personagem e uma peça fundamental do filme. Outro aspecto fundamental é a direção de fotografia de Greig Fraser, perfeita e que valoriza muito bem as paisagens e cada sequência da narrativa – inclusive as cenas “escuras” e/ou de penumbra.

Para “construir” os mundos e os elementos mais relevantes da paisagem de Dune, foram fundamentais alguns outros aspectos técnicos, com destaque para o design de produção de Patrice Vermette; a direção de arte feita por uma equipe de sete profissionais liderada por Karl Probert; a decoração de set de Richard Roberts e Zsuzsanna Sipos; o Departamento de Arte formado por 88 profissionais; os efeitos especiais feitos por 37 profissionais e os efeitos visuais feitos por mais de 200 profissionais.

Além de todo este talento e recursos investidos na parte visual do filme, vale comentar o belo trabalho de edição de Joe Walker; e os figurinos bastante interessantes e que são importantes para a ambientação do filme da dupla Bob Morgan e Jacqueline West. O Departamento de Maquiagem, com 32 profissionais, também faz um trabalho importante e que merece ser citado. Se a trilha sonora é algo fundamental em Dune, contribuiu muito para o resultado final o trabalho dos 55 profissionais que intgraram o Departamento Muscial e o trabalho dos 45 profissionais do Departamento de Som, que desenvolvem uma parte super importante para a produção.

Realmente a parte técnica de Dune é fantástica. Não por acaso o filme ganhou em seis categorias técnicas do Oscar. Dune venceu nas seguintes categorias: Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Design de Produção, Melhor Som, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Trilha Sonora.

Falando em prêmios, além de 6 estatuetas do Oscar, Dune ganhou outros 152 prêmios e foi indicado a outros 261 prêmios. Entre os prêmios que Dune recebeu, destaque para os de Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais Especiais e Melhor Som no BAFTA; e o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora.

No total, Dune foi indicado em 10 categorias do Oscar. Além dos seis prêmios que o filme recebeu, Dune foi indicado nas categorias Melhor Filme (perdendo para CODA, comentado por aqui); Melhor Maquiagem e Cabelo (vencido por The Eyes of Tammy Faye); Melhor Figurino (categoria ganha por Cruella) e Melhor Roteiro Adaptado (vencida por CODA).

Antes eu citei os atores principais desta produção e os principais coadjuvantes. Gostei muito, em especial, do trabalho do “núcleo duro” do filme, com destaque para Timothée Chalamet, Rebeca Ferguson e Oscar Isaac. Do elenco que orbita ao redor dos Atreides e os demais personagens, gostei bastante do trabalho de Sharon Duncan-Brewster, de Javier Bardem e de Josh Brolin.

Dune estreou em setembro de 2021 no Festival de Cinema de Veneza. Até fevereiro deste ano, o filme participaria, ainda, de outros 10 festivais em diversos países.

Para quem ficou interessado em saber em que locais o filme foi rodado, Dune teve cenas gravadas na Jordânia, na Noruega, nos Emirados Árabes Unidos, na Hungria, na Áustria e na Eslováquia. As gravações foram feitas entre março e julho de 2019 e, algumas cenas adicionais, em 2020. Com isso podemos ter uma ideia do trabalho e da duração da pós-produção.

Adaptar Dune para os cinemas é o sonho da vida do diretor Denis Villeneuve. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Foi uma decisão dele, para preservar a história do livro, dividir a história em dois filmes. Mas o segundo filme foi condicionado a ser feito só se a Parte 1 tivesse êxito nas bilheterias. O que, para nossa sorte, aconteceu. Villeneuve leu o livro de Frank Herbert quando tinha cerca de 12 anos. O diretor quis ganhar experiência dirigindo ficções científicas com Arrival (com crítica por aqui) e com Blade Runner 2049 (comentado neste link) antes de embarcar no projeto de Dune.

Esse filme tem 105 curiosidades listadas no site IMDb, caso alguém quiser se aprofundar nos detalhes da produção. 😉

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,1 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 399 críticas positivas e 80 negativas para o filme, o que garante para Dune 83% de aprovação e a nota média de 7,6.

O site Metacritic apresenta o “metascore” 74 para Dune, fruto de 53 críticas positivas, 13 medianas e uma negativa. Segundo o site Box Office Mojo, Dune arrecadou US$ 400,6 milhões nas bilheterias mundo afora, sendo US$ 108,3 milhões apenas nos Estados Unidos. Segundo o site IMDb, o filme custou cerca de US$ 165 milhões.

Dune é uma coprodução dos Estados Unidos com o Canadá.

CONCLUSÃO

Um filme potente, muito bem feito e que já nasce como um clássico. Dune respeita o material no qual ele foi inspirado e faz uma geração inteira lembrar de um certo game. O filme mereceu cada Oscar que recebeu. Esbanja nos quesitos técnicos, com destaque para uma trilha sonora marcante e impecável, e conta com um elenco competente e interessante. Apenas sofremos ao saber, no final, que esta é realmente a primeira parte de uma série. A expectativa só aumenta para as sequências. Mas este filme, por si só, já é uma bela experiência de cinema para quem curte o gênero.

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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