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E o Oscar 2013 foi para… (cobertura online da premiação)

85th Academy Awards, Set Ups

Boa noite, pessoal!!!

E aqui estamos nós outra vez. Firmes e fortes na cobertura do Oscar, desta vez ano 2013, a principal e mais badalada premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Tudo indica que teremos uma noite com os principais astros em cena, desfilando no tapete vermelho e depois, durante a premiação. Agora, 20h20min, no horário de Brasília, o canal E! está transmitindo a chegada dos astros. Em breve a TNT começa a transmissão, as 20h30.

Jessica Chastain, uma das duas favoritas da noite para o Oscar de Melhor Atriz, arrasou com um vestido cor pele. Linda, deslumbrante, perfeita para receber a estatueta por Zero Dark Thirty. Francamente, estou na torcida por ela.

A minha previsão é que o Oscar deve manter a sua tradição. Ou seja: deve premiar Argo ou Lincoln, na categoria principal, sem surpresas – porque todas as premiações pré-Oscar apontam para eles, especialmente Argo.

Além disso, não devemos ter surpresas nas categorias principais. Prevejo que três filmes devem dividir a maior parte das estatuetas: Argo, Lincoln e Life of Pi. O último, pode predominar nas categorias técnicas. E os dois primeiros, nas principais. Logo veremos…

Agora, 20h34min, no tapete vermelho o fenômeno Quvenzhané Wallis, a mais jovem atriz indicada a um Oscar. Tudo indica que ela só conseguiu sorrir depois de fazer o filme Beasts of the Southern Wild. 🙂 Quem assistiu ao filme, sabe do que estou falando.

Reese Whiterspoon, com vestido e joias Louis Vuitton, disse que a filha de 13 anos a ajudou a escolher o vestido. Mas para mim, até agora, a mais linda a desfilar no tapete vermelho foi Samantha Barks, que interpretou a Éponine em Les Misérables. Ela e Jessica Chastain estão inacreditáveis…

No Oscar deste ano, sou franca em dizer, os meus favoritos correm por fora. Então minha “torcida” está menor. Mas, de fato, tivemos uma safra muito boa. Ainda que poucos filmes tenham sido, de fato, “arrebatadores”.

Amanda Seyfried, também de Les Misérables, também está linda. Vestindo Alexander McQueen. Jennifer Lawrence é outra que chegou bem. Esta noite, sem dúvida, será uma das mais interessantes em termos de astros e estrelas talentosos e muito bem vestidos.

Servidos? Como estou com fome, sem dúvida eu encararia vários destes “Oscar’s”. 😉85th Academy Awards, Governors Ball Press Preview

Jennifer Lawrence, a outra favorita para o Oscar de Melhor Atriz, acaba de dizer que não teve tempo de comer, e que está com fome. Pois somos duas… mas o meu problema eu vou resolver em breve. hehehehe

Ela está linda. Mas ainda sou mais a Jessica Chastain. Tanto para o Oscar como com o modelito da noite.

Até o momento, o predomínio no tapete vermelho foi feminino. Não vi muitas beldades entre os atores. As lentes estão ignorando eles ou será que todos vão chegar mais tarde?

Mestre Dustin Hoffman é um dos primeiros grandes a chegar no tapete. Agora, Norah Jones, bem diferente do que estamos acostumados. São 21h02min e o E! segue indo muito bem, enquanto a TNT está muito morna.

Pela quantidade de gente que disse que vai cantar no Oscar nesta noite, teremos uma edição muito musical. Começando pelo apresentador, o relativamente “desconhecido” Seth MacFarlane, diretor de Ted, que muitos dizem que foi escolhido mais pelo ótimo tom e afinação ao cantar do que pelo carisma. Logo mais veremos como ele vai se sair em cena.

Anne Hathaway, mais uma grande concorrente da noite, aparece agora, 21h15min, em cena no tapete vermelho. Está menos exuberante que outras de suas colegas. Mas não consegue estar feia, né? 🙂

Agora sim, Christoph Waltz em cena. Grande, grande! Estou na torcida por ele também. Bem simples, discreto. Genial. Anne Hathaway dando entrevista, disse que está vestindo um Prada, e que escolheu o modelito, que evidencia os seus seios, três horas antes de ir para a cerimônia.

85th Academy Awards, Friday, Set UpsBradley Cooper, mais barbudo, com muito gel no cabelo e com gravata borboleta. Acompanhado da mãe, que dá no ombro dele, que afirma estar pela primeira vez no Oscar. E para ver ao filme indicado como Melhor Ator. O que, por si só, é muito surpreendente.

Naomi Watts é outra que merece menção. Para mim, uma das mais bem vestidas da noite, em um vestido de alto risco, lindo, ousado e perfeito para ela. Dior dominando a cena.

Passei para a TNT, porque o início da cerimônia se aproxima… impressionante a Nicole Kidman. Sempre linda e escolhendo muito bem os vestidos do Oscar. São 21h40min e ela me espanta pela altura e pela silhueta. A Adele, por outro lado… está sendo um bocado “detonada” pelos comentaristas do Oscar. Ela realmente ficou estranha.

Até agora, algumas mulheres dominaram a cena. Especialmente Naomi Watts e Jessica Chastain. Entre os homens, o maior frisson parece ter sido com Bradley Cooper.

Faltando 39 minutos para a cerimônia começar, as 21h50min, Hugh Jackmann e a esposa… lindos. Muito elegantes e tranquilos, sem exagerar na dose e até bem simples. Ele, lindo. E, para mim, um dos melhores apresentadores recentes da premiação.

85th Academy Awards, ArrivalsDepois de Chris Evans, é a vez de Robert De Niro. Concorrente da noite, figuraça. Ele destaca o trabalho de elenco de Silver Linings Playbook. Na votação dos melhores vestidos da noite, pela TNT, Jennifer Lawrence aparece em primeiro lugar, com Jessica Chastain em segundo. Lawrence virou, realmente, a última “queridinha da América”.

Jennifer Aniston, de vermelho estonteante by Valentino, diz que vai a apenas algumas festas na noite, porque são muitas… êêê sorte! Falando nos homens da noite, pouco focados pela TV até agora, Ben Affleck, que pode ser um dos grandes vencedores da noite com Argo, está muito bem. Melhor que a esposa, Jennifer Garner, um tanto estranha.

Uau! Halle Berry maravilhosa, mais uma vez! E ela reforça a lista de atrizes com cabelos beeeeem curtos. No caso dela, algo tradicional. Para outras, uma novidade. Engraçado como todas da fila, que passam atrás da Halle Berry, ficam babando nela. O público vai entrando lentamente, e esticando o pescoço para as estrelas.

Agora sim, uma miragem para as meninas… George Clooney e sua mais nova namorada, muito bem vestida. E ele… sem comentários. Fantástico! E poderá sair da noite com uma estatueta se Argo ganhar como Melhor Filme, porque ele é um dos produtores da produção.

Faltando 16 minutos para a premiação começar, Anne Hathaway brinca que o seu vestido é “business” na frente e diversão – porque é bastante aberto – atrás. Ela também revela que, como vem de Nova York, ela está usando um lindo colar da Tiffany.

Jamie Foxx, muito elegante, está ao lado da filha, com todo o jeito de modelo, de 19 anos, linda. E o ator confidencia que veio no carro falando com a filha sobre a faculdade e amores, já que eles tem pouco tempo para conversar. Muitos astros com mães e filhas. Oscar bem família.

E o grande Daniel Day-Lewiss, favoritíssimo ao Oscar de Melhor Ator. Bastante discreto e simples, ao lado da mulher. Ele é assim mesmo… low profile. Concentrado na carreira e não no showbusiness, tão diferente de Clooney e Affleck, por exemplo.

85th Academy Awards, Governors Ball PreviewAgora sim, pontualmente as 22h30min, começa a premiação do Oscar. O comediante Seth MacFarlane entra em cena. Ele fala dos vários filmes maravilhosos do ano, e começa destacando Argo. Um indicativo interessante…

MacFarlane brinca que o Oscar é importante para a carreira de qualquer um da indústria. E cita, com ironia, Jean Dujardin, que ganhou no ano passado, e que agora “está em todas as partes”. A verdade é que o inverso aconteceu. Depois ele destaca Amour e Daniel Day-Lewis. Depois ele fala de Django Unchained, brincando sobre a violência da produção. Comenta sobre Jennifer Lawrence, que teria brincado com a ausência de Meryl Streep entre as indicadas.

E então William Shatner, o histórico Kirk de Star Trek, interrompe a cerimônia para tentar “impedir” MacFarlane a fazer a pior apresentação de todos os tempos do Oscar. A tentativa da Academia em tirar sarro de si mesma é boa, mas de fato o apresentador é muito fraquinho. Sem dúvida ele tem um efeito muito maior nos Estados Unidos do que para o resto do mundo.

Em seguida, e aí sim valeu o primeiro minuto da noite, Channing Tatum entra em cena, com Charlize Theron, para dançarem uma música clássica imitando Fred Astaire e Ginger Rogers. Depois Daniel Radcliffe e Joseph Gordon-Levitt dançam sobre o palco, com o apresentador cantando. Certo, já entendemos o esforço do Oscar em tentar ser engraçado e mudar o apresentador, mas não está funcionando. Apresentação chata, e o tal MacFarlane se esforçando demais para agradar, sem conseguir.

Finalmente, começa o que interessa. Viola Davis Octavia Spencer apresenta os indicados a Melhor Ator Coadjuvante. Só feras entre os indicados: Alan Arkin, Robert De Niro, Philip Seymour Hoffman, Tommy Lee Jones e Christoph Waltz. E o Oscar foi para… Christoph Waltz. Grande! Adorei. Estava torcendo por ele. Francamente, gosto muito dos outros. Mas ele rouba a cena em Django Unchained. Tarantino aparece todo feliz, e bem no canto do teatro. Curioso… Waltz agradece muito a ele e a vários nomes do elenco e da produção. Para fechar, ele usa palavras de seu personagem no filme, o Dr. King Schultz. Primeiro prêmio e já gostei. Este é o segundo Oscar de Waltz, que merece. OBS: Falha minha. Estava distraída e confundi Spencer com Davis. Eita! Mas foi Octavia Spencer mesmo quem apresentou.

E o Oscar de Melhor Curta de Animação foi para Paperman, um filme da Disney todo em preto e branco. Não assisti, mas parece interessante. O diretor John Kahrs agradece à Academia. Em seguida, são anunciados os concorrentes a Melhor Filme de Animação. E o Oscar foi para… Brave, dirigido por Mark Andrews e Brenda Chapman, com co-direção de Steve Purcell. Não assisti a nenhum dos concorrentes, algo raro, já que gosto dos filmes de animação. Mas parece que Brave era o mais popular, não?

Na sequência, Reese Whiterspoon apresenta três dos indicados a Melhor Filme. Ela apresenta a ousadia das produções Les Misérables, Life of Pi e Beasts of the Southern Wild. Impressão minha mas o Oscar está correndo com as premiações? Não com as piadas, meio xaropes, mas com a entrega dos prêmios. Estão cortando o lado errado.

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Agora, os indicados a Melhor Fotografia. E o Oscar foi para… Life of Pi. Grande! Merecidíssimo. Só podia dar ele mesmo. Fotografia maravilhosa. O grande Claudio Miranda sobe no palco e fala do quanto difícil e incrível foi fazer aquele filme. Um dos grandes trabalhos da vida dele, sem dúvida.

Os atores de The Avengers, Robert Downey Jr., Jeremy Renner, Chris Evans, Mark Ruffalo e Samuel L. Jackson apresentam, na sequência, o segundo Oscar da trupe nesta noite, o de Melhores Efeitos Visuais. E o Oscar foi para… Life of Pi. Mega merecido novamente. Era esperado, eu estava na torcida, e tiro o meu chapéu.

Na volta do intervalo, Jennifer Aniston e Channing Tatum apresentam o Oscar de Melhor Figurino. Eles fazem muitas gracinhas sobre estes profissionais que ajudam a melhorar o trabalho de qualquer ator, preparando-os para a cena. E o Oscar foi para… Jacqueline Durran por Anna Karenina. Nesta categoria, eu poderia opinar pouco, porque só assisti a Lincoln e Les Misérables. Estava na torcida pelo segundo mas, parece, Anna Karenina mereceu.

lesmiserables6Em seguida, a dupla de atores apresenta o Oscar de Melhor Maquiagem e Cabelo. E o Oscar foi para… Les Misérables. Boa! Que bom que este filme não vai sair no zero a zero. Lisa Westcott e Julie Dartnell fizeram um grande trabalho com este filme. De arrepiar o resultado que elas conseguiram.

Na sequência, a estonteante Halle Berry, aparecendo como uma bond girl. Ela apresenta uma homenagem aos filmes de 007, que completam 50 anos. Bela edição de imagens dos filmes que fizeram a história do personagem. Edição moderna, valorizando o estilo das cores que marcaram Bond e aquela trilha sonora deliciosa que todos nós conhecemos. Fechando a homenagem, Shirley Bassey canta um clássico da trilha de Bond. Bacana. Funcionou bem.

Após o intervalo, Jamie Foxx e Kerry Washington, o casal de Django Unchained. Eles apresentam o Oscar de Melhor Curta de Ficção. E o Oscar foi para… Curfew, dirigido por Shawn Christensen. Segundo os atores, esta foi a primeira vez que todos os integrantes da Academia puderam votar nos curtas. Bela valorização. Passava da hora, aliás. Christensen agradece demais aos seus familiares, e a outras pessoas que participaram da produção.

A dupla de atores apresenta o Oscar de Melhor Curta Documentário, que foi para… Inocente, dos diretores Sean Fine e Andrea Nix Fine. Eles são bem aplaudidos. Andrea agradece a várias pessoas que participaram do curta, na equipe de filmagem, e Sean valoriza a artista que é o foco do documentário.

Na sequência, Liam Neeson apresenta outros três indicados ao Oscar de Melhor Filme: Argo, Lincoln e Zero Dark Thirty. Como na apresentação anterior, o público assiste a um trailer que junta as três produções. Os dois primeiros são os favoritos mas, francamente, meu voto iria para o terceiro. E as piadinhas do apresentador… chaaatas. Mas bueno.

Depois entra em cena Ben Affleck. Ele apresenta os indicados ao Oscar de Melhor Documentário: 5 Broken Cameras, The Gatekeepers, How to Survive a Plague, The Invisible War e Searching for Sugar Man. E o Oscar foi para… Searching for Sugar Man, dirigido por Malik Bendjelloul.

Agora, francamente, ooohhh apresentador chato! Eu preferia mil vezes o Hugh Jackman apresentando ao Oscar do que este Seth MacFarlane. Ele não consegue quebrar o gelo.

amour2Voltando do intervalo, Jennifer Garner e a maravilhosa Jessica Chastain. Elas apresentam os indicados ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira: Amour, Kon-Tiki, No, A Royal Affair, War Witch. Na torcida por Amour, claro. E o Oscar foi para… Amour. Oh yeah!! O grande Michael Haneke vai até o palco para receber a merecida estatueta. Nos agradecimentos, muito fofos, achei especialmente tocante a fala dele para a mulher, que lhe acompanha há mais de 30 anos, e o agradecimento para os grandes atores Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant. Bacana. Primeiro Oscar para este grande diretor.

John Travolta sobe ao palco para falar dos musicais. E homenageá-los. Um clipe apresenta alguns dos melhores dos últimos tempos, quando Chicago e tantas outras produções resgataram o gênero. E sobre o palco, Catherine Zeta-Jones arrasou. No vocal e na dança. Dominou o palco. Começou cantando, mas depois foi para o playback. Mas dançou bem. Ela foi seguida pela homenagem para Dreamgirls, com Jennifer Hudson cantando e gritando no palco. Desta vez pra valer. E aí veio Les Misérables… e Hugh Jackman, que deveria estar apresentando este Oscar, cantando maravilhosamente. Grande! Em seguida, a genial Anne Hathaway, seguida de Amanda Seyfried, Eddie Redmayne, Samantha Barks, Aaron Tveit e o restante do elenco deste grande filme. Russell Crowe, que não tem voz para cantar, nem mesmo no filme, teve que usar um microfone discreto.

Zoe Saldana e Chris Pine voltam após o comercial para destacar os prêmios científicos, que destacam os avanços tecnológicos que servem ao cinema. O apresentador chato chama os astros de seu “esforço medíocre”, Mark Wahlberg e Ted, do filme Ted… sono! Eles apresentam os indicados para Melhor Mixagem de Som. E o Oscar foi para… Andy Nelson, Mark Paterson e Simon Hayes pelo filme Les Misérables. Bacana. Fico feliz que esta produção está sendo lembrada durante a noite.

A dupla de Ted segue apresentando o Oscar. Desta vez, os indicados a Melhor Edição de Som. E o Oscar foi para… que surpresa, um empate! A primeira estatueta vai para Paul N. J. Ottosson, por Zero Dark Thirty. Legal. Gostei muito deste filme. E o segundo Oscar nesta categoria foi para Per Hallberg e Karen Baker Landers por Skyfall.

Film Title: Les MisÈrablesNa sequência, mais uma piada idiota com a família Von Trapp. Melhor que o apresentador sem graça, Christopher Plummer, um veterano dos bons, sobe ao palco para apresentar o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante: Amy Adams, Sally Field, Anne Hathaway, Helen Hunt e Jacki Weaver. Minha torcida para Hathaway. E o Oscar foi para… Anne Hathaway. Legas! Elegante, Anne Hathaway agradece a Academia por ter indicado ela junto com as outra atrizes, que lhe inspiram. Ele agradece a Hugh Jackman e a várias pessoas da equipe de Les Misérables. Em um discurso emocionado, ela agradeceu também aos amigos, familiares, fez uma declaração de amor fofa para o marido – eles são recém-casados – e disse que espera que um dia as dores e mazelas de sua personagem Fantine façam parte apenas da ficção, e não mais da realidade de ninguém. Foi muito bem. Indicada para dois Oscars antes, mas sem nunca ter recebido nenhuma estatueta, chegou a hora dela. Merecido. Ela faz uma das melhores interpretações de sua vida em Les Misérables.

Até agora, fora o empate, surpresa alguma. Fora o apresentador, horrível, e a dinâmica desta premiação, bem mal planejada, estou gostando da distribuição de estatuetas. Filmes que eu gostei muito estão levando os seus merecidos Oscars.

argo1Sandra Bullock entra após mais uma fala idiota do apresentador para apresentar os indicados ao Oscar de Melhor Edição: Argo, Lincoln, Silver Linings Playbook e Zero Dark Thirty. E o Oscar foi para… William Goldenberg, de Argo. Era bola bem cantada. Argo, de fato, tem uma ótima edição.

Depois, Jennifer Lawrence, em seu vestido tão comentado, introduz Adele, que canta a música Skyfall, do filme homônimo de 007. A canção é dela e de Paul Epworth e está concorrendo na categoria Melhor Canção Original. Essa sim, sabe soltar a voz. E só daí, com o telão borbulhando em brilhos, que eu entendi o vestido dela… tipo uma continuidade das “estrelas” do fundo. Melhor só escutar do que vê-la em uma roupa que não a favoreceu em nada. 🙂 Agora, depois de nos acostumarmos com o visual, foi legal ver ela se soltando, inclusive com dancinha. Possivelmente a pessoa que mais se soltou na noite. Grande!

Pois é, meus bons leitores. Só amando muito o cinema e o Oscar para aguentar a premiação deste ano. Chata, chata! Só o povo que faz Hollywood e o cinema pelo resto do mundo e que está presente para fazer a noite valer a pena.

No retorno do comercial, Nicole Kidman apresenta outros três indicados na categoria Melhor Filme: Silver Linings Playbook, Django Unchained e Amour. Achei a Nicole meio “passada”… parecia que tinha bebido. Por isso mesmo, engraçada. Depois, o tradicional trailer com estas três produções.

lincoln2Na sequência, Kristen Stewart e Daniel Radcliffe apresenta os indicados a Melhor Design de Produção. E o Oscar foi para… Rick Carter no design de produção e Jim Erickson na decoração de set de Lincoln. Fiquei surpresa. Esperava que a estatueta fosse para Life of Pi ou Les Misérables.

Após uma rápida piada idiota sobre atores que não são compreendidos – por serem gringos – do apresentador, Salma Hayek apresenta os Oscars honorários e humanitários para D.A Pennebaker, George Stevens Jr., Hal Needham e Jeffrey Katzenberg.

No retorno de mais um comercial, George Clooney apresenta o in memoriam do cinema, que começa com Ernest Borgnine, passou por Michael Clarke Duncan, Tonino Guerra, Herbert Lom, Tony Scott, Nora Ephron e terminou com Marvin Hamlisch, homenageado por Barbra Streisand. Sono e sono!

Senti que o apresentador mala está mais “contido”. Alguém deve ter contado pra ele que o Oscar de chato da noite vai pra ele. Na sequência, alguns dos atores principais de Chicago, Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones, Queen Latifah e Richard Gere apresentam os indicados a Melhor Trilha Sonora. E o Oscar foi para… Mychael Danna por Life of Pi. Legal. Gostei muito da trilha deste filme. Peça fundamental para o conjunto da obra.

Na sequência, o mesmo grupo de atores de Chicago relembra os indicados a Melhor Canção Original. Além daqueles que se apresentaram na noite, eles apresentam as composições de Chasing Ice e Life of Pi. Fechando a lista, Norah Jones subiu ao palco para interpretar a Everybody Needs a Best Friend, do filme Ted. E o Oscar foi para… Adele e Paul Epworth por Skyfall, do filme de 007. Gostei. Ainda que estivesse torcendo para a música de Les Misérables, gostei de ver Adele ser reconhecida. Ela é genial.

No retorno dos comerciais, serão entregues os principais prêmios. Life of Pi não deve ganhar mais nada. E o que falta ser entregue tem grandes chances de ser repartido por três ou quatro produções. 1h20min da manhã de segunda-feira e o Oscar manteve o seu padrão. Distribuindo prêmios, e com um apresentador surpreendentemente chato.

Na sequência, Charlize Theron e Dustin Hoffman sobem ao palco, para o nosso deleite, e apresentam os indicados ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Grandes concorrentes. Eu votaria em Life of Pi. Mas deve ganhar Argo. Veremos. E o Oscar foi para… Chris Terrio por Argo. Previsível. A verdade é que o roteiro deste filme é muito bom. Mas eu acho que tivemos outros exemplares mais complicados de adaptar, como Life of Pi. Paciência. Agora Argo vai começar a levar algumas estatuetas.

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A mesma dupla de atores apresenta os indicados na categoria Melhor Roteiro Original. Talvez a categoria mais disputada da noite. Só filmes geniais estavam concorrendo. E o Oscar foi para… Quentin Tarantino! Uau! Genial. Django Unchained não é o melhor roteiro dele, mas como a Academia devia há tempos uma estatueta para esse cara genial, fiquei feliz. Depois de ganhar por Pulp Fiction, este é o segundo Oscar da carreira do diretor e roteirista.

No retorno do comercial, 1h32min, Jane Fonda e Michael Douglas, dois monstros do cinema, caminham com toda a elegância sobre o palco para apresentar os indicados a Melhor Diretor. E o Oscar foi para… Ang Lee. Uauuuu! Fiquei surpresa. Achei que ia dar o Steven Spielberg. Mas Lee foi supermerecido. Ele fez um trabalho primoroso com Life of Pi. E ele foi aplaudido de pé pelo público. Um grande reconhecimento, e bastante raro na noite. Ele agradeceu a todos que acreditaram no projeto, às mais de 3 mil pessoas que trabalharam no filme e a Suraj Sharma, que “levou o filme”. Ele tem razão. Fico especialmente feliz por ser um diretor estrangeiro sendo reconhecido pela Academia. Especialmente ele, com uma filmografia tão boa.

O simpático, carismático e lindo (me perdoem os sensíveis, hehehehe) Jean Dujardin aparece sobre o palco para apresentar as indicadas a Melhor Atriz: Jessica Chastain, Jennifer Lawrence, Emmanuelle Riva, Quvenzhané Wallis e Naomi Watts. E o Oscar foi para… Jennifer Lawrence. Uau!! Agora ninguém mais segura ela, que já é a queridinha da América. De tão emocionada, ela caiu ao subir aos degraus. No discurso, o que achei o máximo, ela brincou que o povo estava aplaudindo ela de pé porque havia caído. Ela agradeceu ao elenco, à equipe, deu os parabéns para Emmanuelle Riva, que estava de aniversário. Figura.

Na sequência, a grande, insuperável Meryl Streep. Ela apresenta aos indicados na categoria Melhor Ator: Bradley Cooper, Daniel Day-Lewis, Hugh Jackman, Joaquin Phoenix e Denzel Washington. E o Oscar foi para… Daniel Day-Lewis. Era a bola mais cantada da noite, sem dúvida. E Meryl Streep foi a mais rápida no anúncio. Como Jennifer Lawrence, ele foi aplaudido de pé. Mas por muito mais tempo. Ovacionado, na verdade. Bacana. Ele brinca que não sabe como aquilo aconteceu… porque ele gostaria de ter interpretado a Margareth Thatcher. Uma piada com Meryl, que ele disse que foi a primeira escolhar para Lincoln. Ele brinca que a mulher dele casou com um homem estranho há 16 anos. Foi muito bem no discurso. A música não tocou pra ele… e após agradecer a muita gente, ele dedicou o prêmio para a mãe. Fofo!

argo2E para fechar a noite, Jack Nicholson. Figuraça. Andando bem estranho. Ele brinca que escolheram alguém bem confuso para apresentar o prêmio. E depois, chama a primeira dama dos EUA ao vivo da Casa Branca, Michelle Obama. Estranho foi ver as pessoas atrás dela com um olhar de admiração mega exagerado. Nicholson volta para nominar os concorrentes a Melhor Filme: Amour, Argo, Beasts of the Southern Wild, Django Unchained, Les Misérables, Life of Pi, Lincoln, Silver Linings Playbook e Zero Dark Thirty. E o Oscar foi para… Argo. Anunciado por Michelle Obama. Deu o previsto. Com Ben Affleck com aquela cara de surpresa que ninguém mais acredita. Apesar disto, o discurso dele foi bacana. Nervoso, fez uma revisão de sua carreira, e de como ele mesmo se surpreendeu com ela.

Francamente? Um Oscar bem político. Em todos os sentidos. Não apenas por Michelle Obama, mas pela repartição de prêmios, no estilo “vamos tentar agradar um pouquinho a todo mundo”. Das indicações até os premiados foi assim. Agora, um ano em que um filme como Argo é considerado o melhor… não acho ele ruim. É interessante, bem construído e narrado. Mas o melhor do ano? Sério? Pufff… Oscar político. Que pena. Mas valeu. No ano que vem tem mais. 🙂

Abraços para quem acompanhou a premiação por aqui. Seguimos na luta, pois! Inté!

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Argo

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O fascínio provocado pelo cinema é capaz de libertar as pessoas. Argo mostra como isto é possível, literalmente. Uma história que impressiona, especialmente por ser baseada em fatos reais. Uma bela reconstituição de uma época que ficou para trás, apenas em parte. Sem dúvida alguma este filme já é uma das apostas para o próximo Globo de Ouro e Oscar, especialmente na categoria roteiro. Um belo trabalho de Ben Affleck na direção e como protagonista. Ele tem amadurecido, e promete trazer muitas outras histórias interessantes pra gente no futuro.

A HISTÓRIA: Animações ao estilo de storyboard contam a história do Irã, desde que o país fazia parte do Império Persa, administrado por uma série de reis, conhecidos como Xás, até que esta história entrou em uma nova fase em 1950. Naquele ano, o povo do Irã elegeu um democrata como Primeiro Ministro, que desagradou os Estados Unidos. Como ocorreu com tantos outros países, o Irã sofreu um golpe incentivado pelo governo dos EUA (e do Reino Unido, neste caso), que acabou colocando um Xá novamente no poder. Como ocorreu na América Latina e em outras partes, este ditador provocou terror e, na vida pessoal, esbanjou o que não podia. Quando ele foi derrubado do poder, em 1979, acabou exilado nos EUA. E o povo do Irã não aceitou este exílio. Daí que surge o mote do filme, quando um grupo grande de pessoas revoltadas invade a embaixada dos EUA e faz os funcionários do local como reféns, exigindo o retorno do Xá, para que ele pudesse ser julgado. Argo conta a história da operação criada para resgatar seis funcionários da embaixada que conseguiram escapar e se refugiarem na embaixada do Canadá.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Argo): Eis um filme que cuida dos detalhes. Desde o primeiro minuto, ao contar a história de uma nação convulsionada e que pede por mudanças através de storyboards, até o final, com o clássico “retorno para casa”, Argo está atento a manter uma unidade narrativa que destaca espionagem, política e Hollywood.

O roteiro de Chris Terrio, baseado na reportagem Escape from Tehran, de Joshuah Bearman, é inteligente ao explorar os bastidores de duas fontes de fascínio mundo afora: CIA e Hollywood. E o mais interessante de tudo é que esta história foi baseada em fatos reais. O roteiro ganha pontos quando, logo no início, coloca frases sem papas na língua de figuras como Hamilton Jordan (interpretado por Kyle Chandler), o Chefe de Gabinete do Presidente Jimmy Carter.

Quando sabe que seis estadunidenses que estavam na embaixada invadida no Teerã conseguiram escapar e foram para a residência do embaixador canadense Ken Taylor (Victor Garber), ele solta a pérola de que não pode ser chamada de “inteligência” a função dos agentes da CIA que não anteciparam a invasão da embaixada dos EUA. Em seguida, quando uma das pessoas de sua equipe sugere que o Xá seja despachado, ele diz que isso não vai acontecer, porque ele está quase morto, com câncer, e é um aliado dos EUA – que protegem os seus aliados.

Uma vantagem deste filme é que ele não tem meias palavras. Especialmente interessante a parte inicial de Argo, quando o governo dos EUA demora para agir, e quando, 69 dias depois da embaixada no Teerã ter sido invadida, especialistas da CIA e de outras áreas discutem soluções absurdas para o problema – como a de entregar bicicletas para os refugiados na casa do embaixador canadense para que eles consigam fugir, em uma época em que nevava pelo caminho.

Depois desta rápida e um tanto cínica imersão no ambiente “inteligente” da espionagem dos EUA, o filme acompanha o protagonista Tony Mendez (Ben Affleck) em seu esforço para concretizar uma ideia maluca que ele próprio sugeriu: montar um projeto de filme de ficção científica que justificaria uma equipe de norte-americanos “visitando” o Teerã em uma fase conturbada do país. Acompanhamos ele nos bastidores de Hollywood, onde ele vai pedir ajuda para John Chambers (John Goodman), um premiado maquiador que trabalhou por muito tempo no cinema e na televisão.

A ironia desta parte também é ótima. Quando Chambers afirma que um novato como Mendez pode chegar em Hollywood bancando o bom, mesmo sem ter feito nada, porque isso é normal, temos uma palhinha da ironia que vai acompanhar o filme até o final. Tão ou mais difícil que fazer o resgate dar certo, segundo Chambers, é encontrar um produtor respeitável que pudesse embarcar nesta ideia de graça. 🙂 E aí que Lester Siegel (interpretado por Alan Arkin) entra na história. Este sim, um personagem que não tem paralelo, exato, na vida real. Nesta entrevista, Arkin explica que o Siegel de Argo foi baseado na junção de umas três pessoas, mas que ele não seria o Siegel Lester que existiu e que teve certo envolvimento com espionagem na Segunda Guerra Mundial.

Fora a ironia dos dois mergulhos nos bastidores da CIA e de Hollywood, Argo consegue um bom ritmo para mostrar como foi o resgate daqueles seis refugiados da embaixada na casa do representante do governo canadense após 69 dias de letargia do governo dos EUA. A narrativa sempre faz o movimento de vai e volta entre o que acontece em Teerã e nos EUA. Até que as duas frentes se juntam com a chegada de Mendez no Irã. Todo o teatro ao redor de Argo, o interesse e repúdio incontidos dos iranianos com o cinema dos EUA e tudo que ele representava, e a resistência compreensível do grupo que espera ser resgatado a encenar a farsa.

Havia muito em risco. Não apenas a vida daquelas pessoas, mas a descoberta de um plano de resgate que poderia virar motivo de gozação mundial. Não por acaso demorou tanto tempo para que esta operação da CIA viesse à tona. Mas a história é fascinante. E bem contada, especialmente pelo roteiro. Affleck também se sai bem, especialmente na direção. Para o bem de seu filme, ele fez uma interpretação condizente, sem rompantes. Assim como os outros atores. Todos estão muito bem, mas ninguém se destaca, em especial.

NOTA: 9,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: O resgate de época é impressionante. Não apenas pela inserção precisa de imagens de TV e pela reconstituição de cenas, mas pelo figurino e pela escolha dos tons da direção de fotografia. Tudo ajuda o espectador a reviver aqueles dias no final de 1979 e no início dos anos 1980.

Merecem aplausos, por isto, o trabalho do diretor de fotografia Rodrigo Prieto, o design de produção de Sharon Seymour, os figurinos de Jacqueline West, a decoração de set de Jan Pascale e a direção de arte de Peter Borck e Deniz Göktürk. Muito importante, para esta produção, também a edição de William Goldenberg.

Além dos atores já citados, vale citar o trabalho de Bryan Cranston como Jack O’Donnell, chefe de Mendez na CIA. Adoro o Bryan Cranston por causa de Breaking Bad. Bom vê-lo mais vezes no cinema, como aqui. Entre os resgatados, estão os personagens vividos pelos atores Clea DuVall (que interpreta Cora Lijek), Scoot McNairy como Joe Stafford, Rory Cochrane como Lee Schatz, Christopher Denham como Mark Lijek, Kerry Bishé como Kathy Stafford e Tate Donovan como Bob Anders. Além deles, há ótimos atores que fazem pontas, como Chris Messina, Zelijko Ivanek e Titus Welliver, todos envolvidos com a operação de resgate nos bastidores.

De todos os atores citados, sem dúvida alguma os que ganham maior evidência pelo desempenho são Affleck, Alan Arkin e John Goodman. Especialmente os últimos dois, que roubam a cena quando aparecem e ganham evidência mesmo com tantos personagens aparecendo em cena.

Ben Affleck acreditou tanto neste projeto que ajudou a produzí-lo. Ao lado dele, na produção, o também ator e diretor George Clooney e o ator, diretor, produtor e roteirista Grant Heslov.

A trilha sonora neste filme tem menos impacto do que em outras produções porque o som ambiente e o de gravações (sejam elas históricas ou reproduzindo cenas da época) predominam. Mas nunca é demais citar o autor do trabalho, o excelente Alexandre Desplat.

Argo estrou no Festival de Telluride em agosto. Depois, o filme passou por outros 10 festivais. Em seu trajeto, até o momento, ele conquistou 12 prêmios e foi nomeado a outros 27, incluindo cinco indicações ao Globo de Ouro. O que apenas nos indica que o filme será bem cotado no Oscar 2013.

Entre os prêmios que recebeu, o de melhor filme no AFI Awards e três premiações do National Board of Review. No Globo de Ouro ele está concorrendo como Melhor Diretor para Ben Affleck, Melhor Filme – Drama, Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin e Melhor Roteiro.

Argo teria custado aproximadamente US$ 44,5 milhões. E tem lucrado bem. Apenas nos Estados Unidos o filme já passou a fronteira do US$ 103,1 milhões até o dia 9 de dezembro.

Além de bem avaliado pelas premiações e pelo público, Argo está indo bem de crítica. Os usuários do site IMDb deram a nota 8,2 para a produção. E os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 231 críticas positivas e apenas 11 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação importante de 95% e uma nota 8,4.

CONCLUSÃO: Argo é surpreendente. Nem tanto porque está cheio de reviravoltas no enredo. Mas porque ele revela uma história que era secreta, até não muito tempo atrás. E também porque nos faz refletir sobre política, conflitos, espionagem e o cinema. Elementos que tornam qualquer produção fascinante. Além de ter uma história que funciona bem, Argo tem uma reconstituição de época muito precisa, e um ritmo bem equilibrado entre o drama dos personagens principais e os bastidores da CIA e do cinema de Hollywood. O filme não se aprofunda em nada, deixando um “gostinho” de quero mais no espectador. Um trunfo do roteiro, assim como da direção de Ben Affleck. Vale a imersão. E pensar em como nunca sabemos, no final das contas, separar muito bem o que é ficção e o que é realidade. Talvez porque ambas estejam muito contaminadas uma com a outra.

PALPITE PARA O OSCAR 2013: Esta semana saiu a lista do Globo de Ouro. A crítica deste filme eu comecei a escrever antes dele ser indicado para o Globo de Ouro mas, pelo estilo da produção, já estava colocando ele na tag Oscar 2013. Porque me parece evidente que ele estará entre os indicados. Resta saber em que categorias e quais as chances dele ganhar, realmente, alguma das estatuetas douradas.

Ben Affleck é um cara que, a exemplo de George Clooney, é bem visto pela indústria hollywoodiana. Primeiro, pelo resultado que estes nomes trazem nas bilheterias. Depois, por suas visões múltiplas como artistas – eles não são apenas ótimos atores, mas também gostam de investir em diversificação e atuarem como diretores e produtores. Sendo assim, acho sim que Argo vai chegar bem no Oscar. Affleck tem moral.

Acredito que o filme deverá repetir no Oscar quase todas ou mesmo todas as indicações recebidas no Globo de Ouro. Talvez a trilha sonora de Desplat pode ficar de fora. Mas Argo deve figurar como Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e, possivelmente, Melhor Ator Coadjuvante. Se a Academia for muito querida com Affleck, até poderá indicá-lo como Melhor Ator. Agora, o filme pode ganhar o que? Ainda preciso assistir às outras produções que estão bem cotadas, mas acho difícil ele ganhar algo. Talvez Roteiro. Mas seria só isso.